xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 11/12/2014 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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11 dezembro 2014

Exportação de carne bovina bate recorde em 2014

carne_bovina_frigorifico_Resultado estimado para este ano é menor que o projetado, mas ainda é maior que o de 2013


As exportações brasileiras de carne bovina devem encerrar 2014 com faturamento de US$ 7,2 bilhões e 1,58 milhão de toneladas embarcadas. A receita é inferior à projetada pela Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne (Abiec), que estimava US$ 8 bilhões para este ano. Contudo, ainda é um recorde e representa incremento de 8,6% ante aos US$ 6,7 bilhões obtidos em 2013. Em quantidade houve alta de 4,45%, em comparação a 1,51 milhão de toneladas do ano passado. “Batemos o recorde apesar dos achados priônicos no Mato Grosso e Paraná e de países com problemas políticos”, salientou o presidente da Abiec, Antônio Camardelli.

Hong Kong se manteve como principal cliente do produto brasileiro, com faturamento de US$ 1,5 bilhão entre janeiro e novembro, decorrentes da venda de 360,6 mil toneladas, um aumento de 15,16% e 3,61%, respectivamente.

O País se beneficiou do conflito entre a Ucrânia e a Rússia, na Criméia, que gerou embargos de importantes fornecedores russos e fez com que o Brasil ampliasse seus negócios com aquela nação. As exportações de carne bovina aos russos cresceram 13% entre janeiro e novembro em receita e outros 7,25% em quantidade. Já o preço médio aumentou 6,16%. Contudo, para o próximo ano, uma eventual solução do conflito poderá mudar esse cenário favorável.

O Brasil, entretanto, enfrentou recuos significativos nos negócios com o Chile, por exemplo, que registraram queda de 28, 49% no faturamento e 28,20% no volume. Foram vendidas para esse país 50,8 mil toneladas por US$ 264 milhões, em contraste com as 70,7 mil toneladas negociadas por US$ 369, 5 milhões.

Além disso, o caso atípico de encefalopatia espongiforme bovina (EEB, também conhecido como mal da vaca louca) registrado no Paraná em 2010 e divulgado dois anos depois ainda mantém vários mercados fechados ao Brasil, como Arábia Saudita, Japão, Bahrein, Kwait, Líbano Peru e Bielorrússia. Neste ano, o Brasil registrou um novo caso atípico em Mato Grosso, o que retardou a retomada das compras.

Os dois primeiros deverão ser reabertos no próximo ano. Até fevereiro, uma sanitária saudita visitará unidades frigoríficas brasileiras. Em relação ao Japão, a perspectiva é de liberação do produto termoprocessado no primeiro trimestre do ano que vem. “Não podemos nos contentar com isso. Precisamos modificar o fato de o Japão, por convenção interna e a despeito do que determina a lei internacional, não comprar carne in natura de países com status de livre de aftosa com vacinação”, salientou Camardelli.

Projeções para 2015 – A abertura destes dois mercados, e também da China, dentre outros, deverá garantir ao Brasil exportações de US$ 8 bilhões e 1,7 milhões de toneladas em 2015. A projeção considera a situação conjuntural da Rússia e da Venezuela, que têm suas economias abaladas pela queda dos preços do petróleo no mercado mundial.

“A China vai ter um impacto positivo nas exportações, compensando eventuais quedas, e, com o retorno da Arábia Saudita, também voltam Bahrein e Kwait. A gente acredita na manutenção das exportações para o Irã e na minimização da crise na Criméia”, ponderou Camardelli.

Fonte: Portal DBO

CCEE: consumo de energia tem alta de 0,7% em novembro de 2014

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O consumo prévio de energia elétrica no Brasil atingiu 61.292 MW médios em novembro de 2014, o que representa leve alta de 0,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Entretanto, na comparação com outubro deste ano, quando foram registrados 61.998 MW médios, houve queda de 1,1%, segundo informações da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Do montante consumido no mês, 75% foi absorvido pelo mercado regulado (46.229 MW médios), no qual os consumidores são atendidos pelas distribuidoras, e 25% pelo livre (15.063 MW médios), no qual o consumidor negocia o suprimento diretamente com os geradores e comercializadores de energia. Os dados constam do InfoMercado mensal, boletim publicado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE que traz os dados prévios de geração e consumo de novembro e as informações detalhadas da contabilização de outubro de 2014.

O ambiente livre, segundo a prévia de medição do InfoMercado da CCEE, teve como destaques o desempenho de consumidores que atuam nos ramos de comércio e extração de minerais não metálicos, com alta de 11,69% e 9,78% frente a novembro de 2013, respectivamente. Outros segmentos com variação positiva no consumo foram os de telecomunicações (6,40%), serviços (4,28%), transporte (2,98%) e químicos (1,70%).

Já as maiores reduções da prévia de consumo aconteceram nos setores de bebidas (-14,64%), metalurgia e produtos de metal (-10,79%), saneamento (-9,56%) e veículos (-8,79%), diz a CCEE. No geral, dos 15 segmentos acompanhados pelo InfoMercado, 9 apresentaram retração de consumo e 6 tiveram elevação, o que resulta em uma variação média negativa de 3,96% frente a novembro/13.

A prévia da geração de energia elétrica total atingiu 63.278 MW médios em novembro de 2014, 0,4% superior ao registrado no mesmo mês de 2013, quando foram gerados 63.007 MW médios. O maior crescimento, frente a novembro de 2013, foi na produção eólica, que teve alta de 70,2%, com um montante de 1.825 MW médios.

As usinas hidráulicas foram as que registraram maior queda de geração em novembro (-10,5%), passando de 45.840 MW médios no ano passado para 41.021 MW médios em novembro de 2014. As pequenas centrais elétricas (PCHs) também apresentaram retração, de 3,2%, totalizando 2.236 MW médios.

CIA admite métodos 'detestáveis' e 'despreparo' em interrogatórios

AFP

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A Agência Central de Inteligência (CIA) não estava preparada para interrogar suspeitos na guerra contra o terror deflagrada após os atentados de 11 de setembro de 2001, e fez uso de métodos de interrogatório detestáveis, afirmou nesta quinta-feira o diretor da agência americana, John Brennan.

Ao comentar a divulgação de um relatório constrangedor sobre o uso da tortura na agência, Brennan admitiu: "Não estávamos preparados. Tínhamos pouca experiência em abrigar prisioneiros e muitos poucos de nossos funcionários estavam treinados para fazer interrogatórios".

Brennan reconheceu que a CIA utilizou métodos de interrogatório detestáveis e também que a agência era inexperiente em relação à detenção de suspeitos.

"Em muitos aspectos, a CIA navegou em águas desconhecidas; não estávamos preparados. Tínhamos pouca experiência na detenção de suspeitos e poucos agentes foram formados para interrogar", reconheceu.

Mas o diretor garantiu que a CIA não enganou o público sobre o uso de torturas.

"Em um número limitado de casos, funcionários da agência usaram métodos de interrogatório que não eram autorizados, que eram detestáveis e que devem ser repudiados por todos", acrescentou.

Brennan também disse ser "impossível saber" se a tortura usada contra supostos membros da Al-Qaeda permitiu à agência obter informações úteis para evitar futuros atentados, mas acrescentou que a CIA se reformulou para evitar a repetição destes atos.

Há dois dias, quando foi divulgado o relatório, Brennan garantiu que a aplicação dos métodos brutais "produziram informação de inteligência que ajudaram a impedir ataques, capturar terroristas e salvar vidas".

O relatório elaborado pelo Comissão de Inteligência do Senado americano revelou que após o 11 de Setembro a CIA submeteu dezenas de detentos vinculados à Al-Qaeda a torturas brutais e ineficazes.

Segundo o documento, a CIA criou um programa secreto para capturar e interrogar, fora do âmbito legal, suspeitos de vínculo com a Al-Qaeda; e que o governo republicano de George W. Bush estava a par dos procedimentos ilegais adotados como parte da "guerra ao terror".

Bush foi informado da situação em abril de 2006, ou seja, após quatro anos do início do programa que utilizava prisões secretas da CIA.

O relatório descreve como os detidos permaneciam amarrados durante dias na escuridão, eram submetidos a banhos gelados, privados de sono durante uma semana, espancados e ameaçados psicologicamente. Um detento foi ameaçado com uma furadeira. Ao menos cinco sofreram o que o relatório descreve com o eufemismo de "reidratações retais".

O documento também acusa a CIA de ter apresentado "informação incorreta" entre 2002 e 2007 ao Departamento de Justiça sobre o alcance e os efeitos da tortura, assim como impedir que o Congresso pudesse supervisionar a aplicação deste método de interrogatório.

A Rússia reagiu ao relatório afirmando que trata-se de uma denúncia "chocante" sobre a prática de tortura por parte da CIA, e pediu a Washington que divulgue outras informações sobre violações de direitos humanos.

As autoridades russas aproveitaram a oportunidade para dizer que seu velho inimigo da Guerra Fria não é "um exemplo de democracia". "Esta situação não se encaixa nas pretensões dos Estados Unidos ao título de 'modelo de democracia'", disse o enviado para os Direitos Humanos do ministério russo das Relações Exteriores, Konstantin Dolgov.

O funcionário acrescentou que a maior parte do relatório segue confidencial e pediu aos militantes que defendem os direitos Humanos para que pressionem os Estados Unidos a divulgar todas as informações sobre as violações cometidas no contexto da "guerra ao terror" lançada por Washington.

Segundo o documento, 119 pessoas foram capturadas e mantidas em prisões secretas da CIA em diferentes países - nunca identificados - muito provavelmente Tailândia, Afeganistão, Romênia, Polônia e Lituânia, entre outros.

Ex-integrante de ditadura Argentina revela local de desaparecidos

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Estadão Conteúdo

O ex-chefe de interrogadores de um dos principais centros de detenção e tortura na ditadura militar na Argentina, Ernesto Barreiro, afirmou nesta quinta-feira que entregou à Justiça uma lista com o nome de 25 vítimas de repressão e identificou dos locais onde estariam enterradas.

Barreiro está sendo julgado por crimes contra a humanidade cometidos no centro clandestino La Perla, na província de Córdoba, a 800 quilômetros a noroeste de Buenos Aires. Ele entregou a um tribunal na quarta-feira alguns nomes dos 400 dissidentes listados como desaparecidos.

A confissão causou um grande impacto porque Barreiro é uma figura emblemática da repressão ilegal que aparentemente quebrou o pacto de silêncio que mantêm a maioria dos militares julgados por atos ocorridos durante o regime militar, de 1976 a 1983.

Questionado sobre o motivo que o levou a entregar essa informação, Barreiro afirmou à rádio Mitre, de Córdoba, que responde a "uma obrigação moral com os que sofrem". Além disso, a Justiça admite uma redução de pena para os acusados que colaborarem com o esclarecimento de crimes.

Barreiro foi um dos líderes do golpe militar em 1987, durante o governo democrático de Raúl Alfonsín, que forçou a promulgação de leis de anistia para acusados de crimes contra a humanidade. Ele fugiu para os Estados Unidos, mas foi extraditado para a Argentina em 2007. Quase duas décadas mais tarde as leis foram revogadas, permitindo a reabertura de centenas de casos. Fonte: Associated Press.

Ministério Público denuncia 35 investigados na Operação Lava Jato

 

Estadão Conteúdo

investiga1(Foto: Estadão Conteúdo)
O Ministério Público Federal afirmou nesta quinta-feira, 11, que vai denunciar 35 pessoas suspeitas por ligação em um esquema de desvios envolvendo contratos da Petrobrás, investigadas na Operação Lava Jato. A lista com os nomes ainda não foi divulgada, mas segundo a procuradoria estão entre eles o ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa, o doleiro Alberto Youssef, além de 22 pessoas ligadas a empreiteiras.
Testemunha secreta aponta desvios na compra da refinaria de Pasadena. "Meu caso é insignificante perante os crimes da Petrobrás", diz André Vargas.
São citadas na denúncia a OAS, Camargo Corrêa, UTC, Mendes Jr., Engevix e Galvão Engenharia, todas alvo da sétima etapa da Lava Jato. Neste momento, o procurador Deltan Dallagnol apresenta os detalhes da denúncia.
O MPF estima que R$ 300 milhões tenham sido desviados no esquema, mas acredita que o valor chegue a R$ 1 bilhão. De acordo com o procurador, foram identificados 154 atos de corrupção e 105 atos de lavagem de dinheiro.
Maioria dos indiciados é ligada a empreiteiras
Em entrevista coletiva em Curitiba, o procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF) encarregada da Operação Lava Jato, disse nesta quinta-feira, 11, que ofereceu cinco acusações criminais contra 35 investigados do processo. Destes acusados, 22 são ligadas a empreiteiras, afirmou.
"A Petrobras é vítima deste esquema", disse Dallagnol, ao lado do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. O MPF está oferecendo denúncia por corrupção, formação de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Dallagnol dividiu o esquema em três núcleos: empreiteiras, funcionários públicos e operadores financeiros, a quem chamou de "profissionais em lavagem de dinheiro".
Os operadores eram os responsáveis por fazer a intermediação entre os corruptores, as empreiteiras, e os funcionários da Petrobras alvos de suborno, de acordo com o procurador. "Para que o cartel pudesse funcionar e maximizar o lucro de forma abusiva, era preciso cooptar os agentes públicos", disse.
Dallagnol citou as empreiteiras OAS, Camargo Corrêa, UTC, Engevix e Galvão Engenharia e disse que está numa "guerra contra a impunidade e a corrupção". O procurador fez menção ainda à falta de recursos para a população que "clama por saúde, educação e saneamento básico".
Ele disse que os funcionários recebiam dinheiro das empreiteiras por intermédio dos operadores financeiros, responsáveis por garantir que os acordos entre as partes fossem cumpridos. Dallagnol disse que funcionários de alto escalão na Petrobras eram responsáveis por vazamento de informações sigilosas da licitação e por acelerar o processo de contratação de obras.
Serenidade
Janot disse que o Ministério Público Federal atuará de "forma serena, equilibrada, mas de forma contundente" para responsabilizar cada denunciado pelos atos que praticaram. "Essas pessoas, na verdade, nos roubaram o orgulho dos brasileiros", criticou Janot, que fez questão de reafirmar o compromisso com o andamento das investigações em outro ponto da entrevista.
Janot afirmou que o MPF atuará frente ao Supremo Tribunal Federal da mesma maneira que atua no momento no Paraná. Janot será o responsável pela denúncia de investigados com foro privilegiado. "A responsabilidade do Ministério Público é sentida por todos, do procurador-geral ao procurador que começou ontem na carreira", afirmou.

44% dos municípios do Ceará possuem menores PIB do Brasil

PIB

Ainda segundo o IBGE, as regiões Norte e Nordeste continuaram se caracterizando pela dependência dos estados em relação às capitais

O Ceará possui 44% de seus municípios com Produto Interno Bruto (PIB) per capita inferior a R$ 4.639,63, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada nesta quinta-feira, 11. Essa renda compõe os 556 municípios do Brasil com menores valores, com 67,9% dos municípios do Piauí, e os 46,5% do Maranhão.
Os percentuais do Ceará, Maranhão e Piauí configuram 10% dos municípios brasileiros; os 10% dos municípios com maior PIB per capita tinham este indicador 5,3 vezes maior do que os 60% com os menores PIB per capita, ainda conforme o IBGE. Ainda assim, Fortaleza aparece como o 10° municípios mais rico do Brasil, com com uma participação relativa e diferença absoluta do PIB que subiu de 0,9 em 2008 para 1 em 2012.
Os dados mostram ainda que mais de 30% dos municípios do Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso e Rio Grande do Sul possuíam PIB per capita superior ao nacional (R$ 22.645,86), enquanto que nenhum no Acre e Roraima tinha essa característica. Entre as capitais, apesar de Vitória ter o PIB per capita mais elevado (R$ 86.009,28), o quádruplo do brasileiro, foi o quarto maior no Espírito Santo, atrás de Presidente Kennedy (R$ 511.967,24), Anchieta (R$ 207.431,8) e Itapemirim (R$ 130.801,25).
Ainda segundo o IBGE, as regiões Norte e Nordeste continuaram se caracterizando pela dependência dos estados em relação às capitais, sendo a principal verificada no Amazonas: Manaus contribuiu com 77,7% do PIB estadual.
O baixo desempenho da indústria de transformação em 2012 foi o principal responsável pela perda de participação no Produto Interno Bruto (PIB) de municípios brasileiros de perfil industrial importante, com destaque para São Paulo, município que gera mais renda no país.
Dados
O Produto Interno Bruto (PIB) dos Municípios é pesquisado desde o ano 2000, em parceria com os órgãos estaduais de estatística, secretarias estaduais de Governo e a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

Redação O POVO Online com informações do IBGE

Relatório final da CNV cita 10 locais de tortura no Ceará

 

Entre os dez locais apontados pelo relatório final da CNV, está a "Casa dos Horrores", situada na zona rural de Maranguape. O documento tambén cita cearenses que foram alvo de crimes, como o militante Bérgson Gurjão

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A presidente Dilma Rousseff se emocionou durante cerimônia de entrega do relatório final da CNV

O relatório final daComissão Nacional da Verdade, construído ao longo de dois anos e sete meses e entregue ontem em cerimônia histórica à presidente Dilma Rousseff (PT), em Brasília, cita 10 locais que serviam para a prática de tortura no Ceará, durante a ditadura militar. O estado é o nono do País e o terceiro do Nordeste (depois de Pernambuco e Bahia) com maior número de pontos de crimes contra os direitos humanos entre 1964 e 1985.

Entre os locais descritos estão a “Casa dos Horrores”, na zona rural de Maranguape, e as seguintes unidades militares em Fortaleza: Escola de Aprendizes Marinheiros, Instituto Penal Paulo Sarasate, Quartel General da 10ª Região Militar, 10º Grupo de Obuses, 23º batalhão de Caçadores, Polícia Federal, Presídio do 2º Distrito Policial da Delegacia de Segurança Pública, DOPS e DOI-CODI.

Na lista de 377 responsáveis por crimes na ditadura, é mencionado o cearense Humberto Castello Branco (1897-1967), marechal de exército, presidente da República entre 1964 e 1967 e responsável pela criação do Serviço Nacional de Informações (SNI). No relatório de mortos e desaparecidos políticos, pelo menos dois cearenses foram identificados: Bérgson Gurjão e Custódio Saraiva Neto, executados na Guerrilha do Araguaia.

Relatos de crimes de tortura também integram as mais de quatro mil páginas do relatório. Dentre as histórias contadas, a de Vicente Pompeu da Silva, ex-presidente da Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Ceará (Fetraece). Ex-militante do Partido Comunista do Brasil (PCB), Pompeu foi preso durante uma palestra na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Fortaleza, em 1974, quando foi levado, com outros quatro presos, ao quartel do Exército, em Pernambuco.

“Às duas e meia da manhã aparecia um ‘fardado’ para nos levar para a tortura. A primeira atitude que tomava era colocar um capuz na cabeça dos prisioneiros e algemar as mãos destes para trás. Em seguida, tirava a roupa do detento e colocava um fio de choque nas orelhas e nos testículos”, conta-se,no relatório.

Choro e recomendações

Durante a entrega do documento, Dilma (que foi presa e torturada pelos militares) chorou. “Vou repetir o que eu disse quando lançamos a Comissão. Disse que o Brasil merecia a verdade, as novas gerações mereciam a verdade, e principalmente aqueles que perderam... (chora) Que continuam sofrendo como se eles morressem de novo a cada dia”, disse a presidente, que foi aplaudida no momento.

Uma das 29 recomendações do relatório pode fazer com que o Estado entre com ações contra agentes públicos responsabilizados por violação aos direitos humanos. Não há nenhuma obrigação legal, mas pode servir como arcabouço jurídico para que AGU aja. Questionada, não respondeu se planeja cumprir recomendação. O Ministério da Justiça também não se pronunciou. (Com agências)

O POVO online

Dólar sobe e fecha a R$ 2,64, renovando máxima em 9 anos

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Mercado continua à espera de sinais sobre atuações diárias do BC.
A moeda norte-americana subiu 1,34%, a R$ 2,6476.


Do G1, em São Paulo


Acompanhe mais cotações do mercado financeiro
BC vê inflação elevada em 2015, mas indica 'parcimônia' na alta de juros
Bovespa fecha em alta, mas segue abaixo dos 50 mil pontos
O dólar fechou em alta nesta quinta-feira (11), ainda à espera das decisões da nova equipe econômica e de sinais sobre o futuro das atuações diárias do Banco Central no câmbio.
A moeda norte-americana subiu 1,34%, a R$ 2,6476. Veja cotação.

Este é o maior valor desde abril de 2005, quando, no dia 4, a moeda fechou cotada a R$ 2,6598, de acordo com dados do Banco Central. Na véspera, o dólar fechou em alta, a R$ 2,6125, e atingiu novamente o maior valor desde 2005, quando, no dia 18 de abril, a moeda fechou cotada a R$ 2,6157, segundo dados do Banco Central. Nesta semana, o dólar já havia alcançado o maior valor desde a mesma data na segunda-feira (8), quando fechou cotado a R$ 2,6115.
Na semana e no mês, há alta acumulada de 2,09% e 2,96%, respectivamente. No ano, a valorização é de 12,31%.

Mais cedo, o Banco Central informou, por meio da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que a inflação segue pressionada, mas entrará em um "longo período de declínio" no ano que vem.
Dúvidas sobre o futuro do programa de intervenções do Banco Central no câmbio têm impulsionado a moeda. Atualmente, o BC oferta diariamente até 4 mil contratos de swap cambial tradicional, equivalentes a venda futura de dólares, em programa marcado para durar até pelo menos o fim deste ano. O presidente do BC, Alexandre Tombini, tem dito que o atual estoque de contratos, de cerca de US$ 100 bilhões, dá conta da demanda por proteção cambial, alimentando expectativas de que a atuação pode perder força ano que vem.

Nesta manhã, o BC vendeu a oferta total de até 4 mil swaps cambiais pelas rações diárias, com volume correspondente a US$ 197,9 milhões. Foram vendidos 1,7 mil contratos para 1º de junho e 2,3 mil para 1º de setembro de 2015. O BC também vendeu a oferta integral de até 10 mil swaps para rolagem dos contratos que vencem em 2 de janeiro, equivalentes a US$ 9,827 bilhões. Ao todo, a autoridade monetária já rolou cerca de 45% do lote total.

O contexto internacional também ajudou a puxar a alta. Nesta sessão, uma rodada de dados fortes sobre a economia dos Estados Unidos, incluindo vendas no varejo, reforçou a expectativa de que os juros norte-americanos começarão a subir no ano que vem, elevando as cotações do dólar globalmente. "O cenário externo piorou bastante durante a tarde e o mercado, que já está nervoso porque não sabe o que vai acontecer com o programa do BC, bateu as máximas. O resultado é que todo mundo que estava vendido se apavora e foge", disse à Reuters o gerente de câmbio da corretora BGC Liquidez, Francisco Carvalho.

Além disso, investidores têm as atenções voltadas também para a nova equipe econômica, encabeçada por Joaquim Levy no Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa no Planejamento e Alexandre Tombini no BC. Os três têm sinalizado uma política econômica mais ortodoxa, o que tem agradado o mercado, mas os agentes financeiros querem ver agora quais medidas concretas serão tomadas, principalmente no lado fiscal.
"O mercado está ansioso em relação a essa questão das atuações diárias e há incerteza sobre como vai ser a política econômica. O ambiente ainda não está tranquilo", resumiu o superintendente de câmbio da corretora Intercam, Jaime Ferreira, à agência Reuters.

A Bovespa fechou em alta nesta quinta. O Ibovespa, o principal índice da bolsa paulista, subiu 0,63%, a 49.861 pontos. Veja cotação.

Pelo quarto ano consecutivo número de presos inscritos no ENEM bate recorde em SC

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A aplicação das provas do Exame Nacional do Ensino Médio para Pessoas Privadas de Liberdade (ENEM PPL) terminou nesta quarta-feira, 10, nas unidades prisionais catarinenses.

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Pelo quarto ano consecutivo número de presos inscritos no ENEM bate recorde em SC


O ENEM PPL avalia o desempenho do estudante após término do ensino médio, ingresso no ensino superior e certificação do ensino médio. Todas as pessoas maiores de 18 anos que estão privadas de liberdade que já concluíram ou ainda estão cursando o ensino médio podem fazer a prova.
 
Neste ano, o número de inscritos no Exame teve um aumento de 58% (o aumento na média nacional foi de 25,65%). Foram 1.771 presos inscritos para realizar as provas em 43 unidades prisionais do Estado, o que representa mais de 50% do público-alvo catarinense. Na Unidade Avançada de Porto União, um preso de 87 anos fez a prova. Pelo quarto ano consecutivo o número de inscritos no ENEM PPL em Santa Catarina bate recorde. Em 2011, primeiro ano em que as provas foram aplicadas no Estado, foram apenas 212 inscritos. Em 2012 foram 683 e no ano passado 1.039.

Segundo a coordenação nacional do ENEM PPL, a divulgação dos gabaritos da prova está prevista para o próximo sábado.

Censo Penitenciário revela retrato do preso do Estado do Ceará

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A Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado do Ceará divulga oficialmente os dados o I Censo Penitenciário do Ceará, uma iniciativa pioneira no País que reúne o poder público e a Academia na coleta de dados consistentes para prevenção e controle da violência. O I Censo Penitenciário do Estado do Ceará é um projeto de parceria da Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado do Ceará (Sejus) e a Universidade Federal do Ceará (UFC) e será apresentado em lançamento de publicação nesta sexta-feira (12), às 10 horas, no auditório Castelo Branco da Universidade Federal do Ceará (Av. Universidade, 2853 – Prédio da Reitoria).

No projeto, os pesquisadores da UFC fizeram durante o período de um ano (abril de 2013 até abril de 2014) um amplo levantamento em campo para traçar o perfil da massa carcerária cearense, por ela mesma. O I Censo Penitenciário do Estado do Ceará mostra a intersetorialidade de causas e efeitos da criminalidade, do encarceramento e reforça a compreensão de que a solução para esse problema complexo perpassa pelo esforço de todos, estejam no espaço público ou privado. Foram 12. 040 entrevistados, pessoas reclusas em presídios, cadeias e hospital de custódia, nos municípios cearenses com intuito de aprofundar o conhecimento de “Quem é o Preso Cearense”.

“Sentimos a necessidade de compreender o ser humano atrás do número, sua condição de sujeito, sua trajetória de vida, seus anseios, angústias, família, enfim, todo o contexto pessoal e social. Este indivíduo que, tão raramente ouvido, mas que aponta caminhos para ver quais políticas públicas falharam com ele e para ele, ao longo dos últimos 20-30 anos. Este Censo nos indica a tríade: conhecer, enfrentar e superar. Nosso pensamento tem um fundamento importante: sem a possibilidade de devolver à sociedade um ser humano melhor, a execução penal é inócua e ineficiente”, aponta a secretária da Justiça e Cidadania, Mariana Lobo.

A pesquisa foi dividida em duas partes, onde os entrevistados respondem perguntas para traçar um perfil sócio-demográfico sobre o tempo da pena, sexualidade, doenças, informações sobre filhos e familiares. Por amostragem, eles também respondem ao questionário completo que investiga a vida antes do cárcere, com itens como renda familiar, escolaridade e se utilizava algum tipo de drogas. Nesta segunda parte, elas falam sobre convivência no sistema, se são presas provisórias ou condenadas, se realizam trabalho na unidade, estudos e a perspectiva de trabalho externo. Todos estes dados serão reunidos em publicação e distribuída entre os gestores públicos e a sociedade cearense para juntos construírem políticas de mudança social e prevenção da criminalidade.

O lançamento do I Censo Penitenciário do Ceará contou com a colaboração de professores, pesquisadores e alunos ligados ao Laboratório de Estudos da Violência- LEV/UFC, Núcleo de Psicologia do Trabalho- NUTRA/UFC e Laboratório Cearense de Psicometria LACEP/UFC.

Lançamento do I Censo Penitenciário do Estado do Ceará

Produção irrigada de feijão no Orós pode render 15 ton

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Iguatu Agricultores esperam colher mais de 15 mil quilos de feijão de produção irrigada, na localidade de Serrote, zona rural deste Município, nas várzeas do Açude Orós, o segundo maior do Ceará. O verde da plantação e a colheita dos grãos contrastam com a maioria da paisagem do sertão nessa época do ano: seca e cinza por causa da prolongada estiagem.

A produção é oriunda da agricultura familiar. A safra está assegurada. A expectativa é que a colheita, que deve ser concluída até o fim deste mês, será superior a 15 toneladas. Toda produção é comercializada na feira livre local, que ocorre diariamente. Como sempre, quando a oferta aumenta, o preço sofre redução, no mercado. Assim, os produtores reclamam do valor de comercialização do grão. A saca de 60 quilos do feijão verde é venda por R$ 60,00, em média, no campo.

A saca de 60 quilos do feijão de corda é comercializada por um melhor preço, em média, R$ 150,00. "Comecei esse plantio no meio do ano e até o final deste mês espero colher o restante da safra", disse Edelmar Batista. "Já colhi mais de cinco mil quilos de feijão". Diariamente, vendo cinco sacas. "O preço está um pouco baixo, mas compensa porque está dando lucro". Ele cultivou quatro hectares do grão.

O trabalho no campo é intenso. Logo cedo, por volta das seis horas da manhã, já tem gente no campo limpando a terra, colhendo. O produtor rural Robério Ferreira, impulsionado pelas boas vendas do produto ainda no campo, nesse ano ampliou a área de cultivo de feijão de três para dois hectares. "A colheita foi boa e espero plantar mais no próximo ano", assegurou.

Apesar de estarem otimistas com a safra, alguns produtores reclamam do elevado custo de produção e do preço de comercialização do produto. A saca de 60 quilos de feijão de corda varia entre R$ 100,00 e R$ 180,00. "O preço já esteve melhor, mais de R$ 300,00 a saca de 60 quilos, no início do ano", relembra.

Nesta safra irrigada, de acordo com produtores rurais, somente nas áreas de várzeas na bacia do Açude Orós, entre os municípios de Iguatu e de Quixelô, são cultivados mais de 50 hectares de feijão. O nível atual do reservatório está em 50%. No campo, os agricultores rezam e esperam um bom inverno em 2015 para recarga da barragem. "Quando as águas voltarem a subir, vamos plantar em outras áreas, em terras mais altas", disse João Pereira. "O que queremos é ver o açude encher novamente".

Emprego e renda

Além da bacia do Açude Orós, o cultivo irrigado de feijão-de-corda ocorre também nas várzeas de várias lagoas e do Rio Jaguaribe, neste Município. O cultivo nesta época do ano modifica a paisagem local. A produção gera emprego e renda no campo para cerca de 200 famílias.

Nas áreas de produção, os agricultores estão contentes e a colheita tem confirmado a expectativa de uma boa safra. No entorno da Lagoa de Iguatu, são cultivados aproximadamente 20 hectares de feijão. A lavoura é irrigada a partir da água que se acumula no reservatório natural. Os produtores rurais usam até três motores elétricos e cerca de 600 metros de tubulação para irrigar toda a lavoura.

A área total de cultivo é de 100 hectares, mas neste ano, por causa da seca, o nível da lagoa está baixo e só permitiu o plantio de 20% das terras férteis e adequadas para a produção de feijão. Para o cultivo no entorno da Lagoa de Iguatu a média de produtividade é de 2,5 mil quilos por hectare.

Em outra unidade produtiva de Iguatu, no sítio Cardoso Um, os agricultores aproveita ainda mais a área, plantando feijão de corda consorciado com o milho, nas várzeas do Rio Jaguaribe. A lavoura também obtém bom desenvolvimento.

Cultivo consorciado

O agrônomo, Luis Monteiro, observa que o cultivo consorciado de milho e feijão favorece o crescimento das duas lavouras, do grão e da leguminosa. "Um ajuda o outro, o milho aporta o nitrogênio e o carbono que o feijão precisa", explicou. "A produção consorciada enriquece o solo e está em sintonia com a natureza", destaca.

"Aqui tem água, terra boa e irrigação", disse o produtor rural, Francisco Uchoa. O agricultor Francisco Sobrinho plantou no início de junho. "Tendo coragem para trabalhar. A produção está garantida, mesmo em um ano de seca", enfatizou. "Tudo isso por causa da irrigação".

Os produtores reclamam da dificuldade de mão-de-obra no sertão. "Poucas pessoas querem trabalhar e isso dificulta a produção no campo", disse o agricultor, José Oliveira. "A gente procura um trabalhador na ribeira do (Rio) Jaguaribe, aqui em Iguatu, e não encontra".

Honório Barbosa
Colaborador

Diario do Nordeste - Regional

Vacinação contra a raiva já está com 69% de cobertura

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A campanha de vacinação antirrábica animal 2014, com o tema ¨Raiva, só dá se não vacinar¨ chega ao 15º dia com 69,3% dos cães e 60,5% dos gatos imunizados no Ceará. Até 29 de dezembro, a campanha pretende vacinar 1.711.481 animais. Desse total, 1.128.708 cães e 582.773 gatos. Até esta quinta-feira, 11, foram aplicadas 782.229 doses em cães e 352.650 em gatos. Com esses números, 39 municípios já imunizaram 100% dos animais e Fortaleza está com cobertura vacinal de 81%. No ano passado, o Ceará alcançou cobertura vacinal de 94,91%, com a imunização de 1.071.220 cães e 484.083 gatos.

A raiva é uma doença viral que pode ser transmitida ao homem por mordida, lambida ou arranhão de um animal infectado, principalmente cães, gatos, saguis e morcegos. A taxa de letalidade é próxima de 100% entre humanos. Nos últimos oito anos, desde 2005, foram confirmados cinco casos de raiva humana no Estado. Em apenas um caso a transmissão ocorreu através de um cão. Nos outros quatro casos a transmissão foi através de soins em São Luís do Curu, Camocim, Ipu e Jati. Os soins são animais silvestres. Devem ser mantidos na mata. O único caso de raiva transmitido por cão no período foi registrado em Chaval, em 2010.

A melhor maneira de evitar a raiva em humanos é a prevenção. Além da vacinação dos animais domésticos, as secretarias de saúde dos municípios devem ser acionadas para capturar os animais de rua que podem portar a doença. Nas cidades, a presença de morcegos deve ser notificada aos departamentos de zoonoses. Em caso de cão raivoso, há uma mudança comportamental que chama bastante a atenção. Um cão dócil começa a atacar todas as pessoas sem motivo, rejeita inclusive a alimentação. Começa também a se esconder, parece desatento e, às vezes, não atende ao próprio dono. A vacinação é a única forma de evitar que animais domésticos contraiam raiva e transmitam a doença para humanos e não tem contraindicações.

11.12.2014

Assessoria de Comunicação da Sesa

Caminhão avança e colide com trem em Juazeiro do Norte

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Juazeiro do Norte. Um caminhão baú colidiu com o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), metrô de superfície do Cariri, ao meio dia desta quinta-feira, deixando duas vítimas com ferimentos leves. Um dos vagões do trem chegou a descarrilar e teve boa parte dos equipamentos de sua dianteira danificados. Já o caminhão, que vinha com uma carga de iogurte, teve o produto saqueado pelos moradores da localidade, no final da tarde, momento em que era retirado do local, no bairro São José, na linha entre Crato e Juazeiro do Norte. Cerca de 30 pessoas estavam seguindo para o Crato, no metrô, e não sofreram lesões. Uma das vítimas teve uma luxação no braço e outra uma pancada no rosto.

Por conta do acidente, o transporte de passageiros na linha entre Crato e Juazeiro do Norte foi cancelada durante a tarde de ontem. No último dia 2 foi registrado outro acidente envolvendo o VLT, na rua José Marrocos, no bairro Santa Tereza, que se chocou com um veículo Palio, que chegou a ser arrastado. Uma mulher ficou ferida.

Equipes do Serviço Móvel de Urgência (SAMU) e Corpo de Bombeiros estivera no local para prestar os primeiros atendimentos ás vítimas, além da perícia. A estrada de acesso na qual o caminhão saia em direção aos trilhos não dava visibilidade para o motorista avistar o trem, não dando tempo evitar o acidente. Ele avançou os trilhos e não teve alternativa, colidindo fortemente com o trem.

O caminhão de placas OSS-6092, de Fortaleza – CE, estava sendo guiado pelo motorista Gilvan Ladislau, que vinha com mais dois ajudantes, realizando as últimas entregas de iogurtes nos supermercados da cidade do Crato. Ele disse que no momento descia o barranco devagar e não ouviu que o trem estava vindo. “Não teve como reduzir a velocidade e não deu para passar a marcha para redução”, diz ele. Os dois ajudantes que vinham com o motorista foram encaminhados para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade.

O caminhão chegou a ficar atravessado na linha e foi atingido na parte do meio. O combustível do veículo fixou vazando até ser retirado do local, com riscos de incêndio. Foram mobilizados dois caminhões guinchos para a retirada dos veículos. O VLT foi levado para o Centro de Manutenção do metrô do Cariri e não há previsão de quando voltará a funcionar. Além disso, segundo o assistente operacional do metrô, Marcelo Bezerra, o trem teve boa parte dos equipamentos operacionais destruídos, incluindo os controles de cabine e vários saiotes, além de duas rodas do veículo ficarem fora.

Dos três VLTs em funcionamento na única linha entre Crato e Juazeiro do Norte, apenas um ficará operando. Outro já esteva com problemas e sem transportar passageiros. As peças para o conserto chegaram recentemente. Este foi o quinto acidente registrado com o trem este ano, e o assistente atribui principalmente a passagens clandestinas.

Diario do Nordeste - Regional

Cartas e passarinhos - Por: Emerson Monteiro

Isso de morar perto das matas reclama alguns ajustes de conduta de quem invade o habitat dos bichos e da vegetação, e deve oferecer meios de ceder espaço aos donos originais do território. Nesse tempo de estio, quando os pássaros principiam construir ninhos e gerar filhotes, eles buscam a coberta da varanda na intenção de trabalhar os berços onde porão e chocarão os ovos. Trazem gravetos, folhas secas, restos de tecidos, penas velhas, e começam a montar os artesanatos da gestação. Que inteligência lhes acompanha nessa arquitetura só observando e ver. Tratam da casa alheia dos intrusos humanos quais antigos proprietários das imediações. Mas sabem o que querem, pela insistência de conduzir os materiais de construção sempre e com rapidez surpreendente. Às vezes o vento desmancha o que iniciam, contudo acabam obtendo sucesso nas intenções finais.

No entanto este ano apareceram com ideia diferente, talvez saturados de preencher só o interior da coberta lá fora, acharam que devessem medir força com o pouso da correspondência, a caixa de correio.

Primeiro, notara que apareceram gravetos, folhas e até rebarbas de sacos plásticos no interior da caixa, o que imaginava fruto de brincadeiras de menino desocupado, treta que se repetiria nalgumas outras ocasiões, ao avistar novos entulhos jogados ali dentro.

Qual surpresa, todavia, quando, numa tarde recente, aberta a caixa, voara um casal de garriças apressadas e apreensivas. Então, nessa terceira ocasião, ficara patente a apropriação temporária do imóvel antes de chegarem as cartas, bem outra finalidade, episódio natalino da procriação de animais, garrinchas impertinentes. Conteúdo suficiente, a aceitação das ordens naturais nos fez baixar a cabeça...

Examina daqui e dali, a natureza, claro, detém o poder da razão também nessas horas. E os passarinhos permanecem arranchados na caixa de correio, formato diferente de trazer cartas inesperadas, bichos alados solicitando sobrevivência, nesses tempos de tamanhas destruições da mata indefesa.

Por favor, ponha as cartas por baixo do portão, eis o aviso que lacraria temporariamente a fresta de chegarem cartas, isto até o nascimento da ninhada dos visitantes invasores deste final de ano.


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