xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 26/11/2014 | Blog do Crato
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VÍDEO - CONVERSA FRANCA - O DESCASO NO CRATO - Dihelson Mendonça ( 30-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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26 novembro 2014

No Ceará, preso que ler 12 livros por ano poderá diminuir pena em 48 dias

 

Projeto para remissão da pena foi encaminhado à Assembleia Legislativa. Governo do Estado propõe remissão de 4 dias por cada livro lido por mês.

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Presidiários poderão ter o benefício de redução
uma vez por mês (Foto: Natinho/Agência Diário)

No Ceará, o preso que ler um livro por mês poderá ter a pena diminuída em quatro dias. Se o detento ler 12 livros por ano, terá remissão de 48 dias na pena a ser cumprida. Esse é o teor de Projeto de Lei encaminhado pelo governador do Ceará, Cid Gomes, à Assembleia Legislativa para ser votado pelos deputados.

A matéria foi lida na sessão de sexta-feira (21) e nesta segunda-feira (24)  foi encaminhada para análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e Procuradoria da Casa.

De acordo com a mensagem encaminhada pelo governador ao presidente da Assembleia, Zezinho Albuquerque, o projeto de lei “pretende a regulamentação da Lei Federal que introduziu no ordenamento jurídico a remição pelo estudo, ou seja, a redução de pena a ser cumprida pelo condenado por meio da leitura de obras literárias”.

 

Para Cid Gomes, a “leitura possibilita a integração do indivíduo à sociedade, na medida que lhe proporciona melhor senso crítico. Por meio da leitura durante o período em que cumpre pena restritiva de liberdade o indivíduo retorna à sociedade mais adaptado ao seu convívio”.

De acordo com o projeto de lei, o preso poderá escolher por mês somente uma obra literária entre os títulos disponibilizados para leitura e terá prazo de 21 a 30 dias para apresentar relatório de leitura ou resenha, que deverá ser elaborado individualmente  e de forma presencial, diante de um represente da comissão de Remissão da Pena pela Leitura.

Crítica da oposição
“Isso, para mim, cheira a impunidade. Quando uma pessoa é condenada a sociedade espera que ele cumpra a pena integralmente. O Governo do Estado precisa encontrar outras maneiras de ressocializar o detento, mas mantendo-o na prisão. Agora tudo o que o detendo faz, diminui a pena: se ele trabalha dentro da prisão, se lê um livro. A sociedade espera que ele seja punido pelo crime que cometeu”, questiona o deputado estadual Heitor Férrer, do PDT.

Para o advogado Cândido Albuquerque, especialista em Direito Penal, o Governo do Estado pode legislar sobre Direito Penitenciário. “O Estado não tem competência para revogar ou modificar a Lei de Execução Penal, mas pode legislar concorrentemente onde a Lei Federal não esteja disciplinada. Isso está previsto no artigo 24, inciso 1º da Constituição Federal”, explica. Segundo ele, o Estado pode criar uma situação que não esteja prevista na Lei de Execução Penal. “A Lei  Federal fala da remissão da pena, mas não especifica que a leitura pode ser utilizada para isso, estão o Estado pode legislar neste sentido”, acrescenta.

Verônica PradoDo G1 CE

Secretário do Tesouro defende política de aumento de gastos

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Arno Augustin fala sobre o superávit primário do Governo Central relativo ao mês de outubro


A redução do esforço fiscal nos últimos anos foi essencial para estimular a economia e impedir que os efeitos da crise internacional se agravassem sobre oBrasil. A avaliação é do secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, ao fazer um balanço sobre seus oito anos no cargo.

Segundo o secretário, a melhoria da credibilidade da economia brasileira na década passada permitiu ao país fazer superávits primários menos expressivos nos últimos anos para enfrentar a crise econômica global. Ele destacou que o governo conseguiu manter os gastos sociais e aumentar os investimentos públicos sem piorar a relação da dívida líquida do setor público e o Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país).

 

“O Brasil hoje se permite, nos momentos em que a economia necessita, ter um [superávit primário] menos forte. Conseguimos manter a queda da relação entre dívida e PIB [atualmente em 36%] e fazer uma política de apoio ao BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] com tendência positiva dos indicadores fiscais”, destacou Augustin.

O secretário lembrou que o país conseguiu obter reservas internacionais fortes, em torno de US$ 375 bilhões, para enfrentar crises externas. Segundo ele, o recorde de participação de estrangeiros na dívida interna, divulgado ontem (26), e o sucesso das emissões de títulos públicos no mercado internacional comprovam que o país conseguiu manter a solidez da economia, mesmo com resultados fiscais mais baixos.

Para Augustin, os fundamentos da economia brasileira continuam bons e permitem ao país manter políticas econômicas voltadas para o futuro. “O Brasil pode optar por políticas econômicas que pensem no futuro do país, como investimentos e gastos em educação e saúde. Em outras épocas, o país não poderia fazer isso porque a situação econômica não permitia”, acrescentou.

Na avaliação do secretário, o rebaixamento da nota da dívida pública brasileira pela agência de classificação de risco Standard & Poor's, em março deste ano, não representa a unanimidade da opinião dos investidores estrangeiros sobre o Brasil. Ele argumentou que, das três principais agências de risco, apenas a Standard & Poor's diminuiu a nota do país, mesmo assim mantendo o grau de investimento – garantia de que o país não corre o risco de dar calote na dívida pública.

Em setembro, a Moody's rebaixou a perspectiva do país, sem mudar a nota. A agência Fitch manteve a classificação de risco do Brasil, apesar dos menores resultados fiscais. “Na verdade, a melhor avaliação é a do mercado como um todo, que continua apostando no Brasil. Tanto que os estrangeiros continuam comprando títulos públicos brasileiros”, disse. Augustin lembrou que, em outros governos, o Brasil teve sete rebaixamentos de nota.

O secretário evitou comentar o anúncio dos novos ministros da Fazenda e do Planejamento, marcado para amanhã (27). Ele considerou normal a contenção de gastos no primeiro ano de mandato de qualquer governo. “Em relação à política fiscal para o próximo ano, é normal que, em início de mandato, haja contenção [de gastos]. Inclusive, acho importante um ajuste de tempos em tempos porque a máquina pública tende a se autoalimentar. Se isso ocorrer no ano que vem, será bastante normal”.

Agência Brasil

Governo suíço autoriza repatriação de US$ 26 mi de Costa

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Parte dos recursos vai ser utilizada para indenizar perdas da Petrobras em esquema de corrupção investigado na Operação Lava Jato
Executivos presos na sétima fase da Operação Lava Jato são liberados pela Polícia Federal, na noite desta terça-feira (18/11), na sede da Polícia Federal em Curitiba - Junior Pinheiro/Folhapress

O governo da Suíça autorizou nesta quarta-feira a repatriação de 26 milhões de dólares depositados em contas bancárias do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa no país europeu. O dinheiro é parte do suborno acumulado pelo ex-diretor no esquema de corrupção da Petrobras investigado na Operação Lava Jato. Para ser beneficiado com uma punição mais branda, Costa colaborou com as investigações e aceitou acelerar a perda dos recursos que vão ser utilizados para cobrir parte do prejuízo da estatal.

Se Costa não tivesse reconhecido que o dinheiro era fruto de atividade criminosa, o processo de repatriação poderia demorar anos, segundo o Ministério Público Federal.

Ainda assim, os recursos devem demorar alguns meses para serem transferidos. Deverão ficar reservados em conta especial supervisionada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), de acordo com o procurador da república Deltan Dallagnol. Ele e o procurador Orlando Martello Júnior se encontraram com autoridades suíças para garantir a repatriação. Eles também tiveram acesso a extratos bancários de Costa, que vão servir para identificar as empresas que pagaram propina ao ex-diretor da Petrobras. Em depoimento no acordo de delação premiada, Costa disse que recebeu 23 milhões de dólares em propinas pagos pela Odebrecht em contas na Suíça.

A força-tarefa do Ministério Público Federal responsável pela Operação Lava Jato também busca a repatriação de recursos escondidos no exterior pelo ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque e pelo ex-gerente de Serviços da estatal Pedro Barusco. Este último já afirmou que vai devolver 97 milhões de dólares.

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Veja

Câmara aprova aumento de repasse a municípios

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Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Câmara dos Deputados: texto foi aprovado com o voto de 349 deputados

São Paulo - A Câmara dos Deputados aprovou em segundo turno Proposto de Emenda à Constituição (PEC) que aumenta o repasse de impostos federais para o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e a medida deve valer já para o ano que vem.

A PEC 426 eleva em um ponto percentual o repasse dos impostos federais ao FPM. Metade desse aumento será repassado em julho de 2015 e a outra metade em julho de 2016, segundo a Agência Câmara.

O texto, aprovado com o voto de 349 deputados, deve garantir 1,5 bilhão de reais adicionais aos municípios no ano que vem.

Segundo a versão da lei orçamentária de 2015 encaminhada pelo governo, estão previstos 72,8 bilhões de reais de repasse para o FPM no ano que vem.

Atualmente, a Constituição determina que 23,5 por cento dos recursos arrecadados com o Imposto de Renda e com o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sejam repassados ao FPM. Com a PEC, esse percentual sobe para 24,5 por cento.

A Secretaria do Tesouro Nacional estima que neste ano serão repassados 65,9 bilhões de reais ao FPM. Até outubro foram repassados 49,7 bilhões de reais.

Representantes de municípios têm se queixado da queda no volume de recursos do FPM por conta da desaceleração da economia e da desoneração do IPI promovida pelo governo federal para estimular a indústria.

Eduardo Simões, da REUTERS

Policial que matou adolescente negro nos EUA fala pela 1ª vez sobre o caso

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Darren Wilson contou que foi agredido com um soco por Michael Brown.

Nos Estados Unidos, o policial que matou o adolescente negro Michael Brown em Ferguson, no Missouri, falou em público sobre o caso pela primeira vez.

Darren Wilson contou que foi agredido com um soco por Michael Brown. “Eu avisei: afaste-se ou vou atirar em você. Ele tentou segurar minha arma", disse.

O jornalista pergunta: “Você disse que Michael Brown naquele momento parecia um demônio. O que você estava vendo?”

Darren Wilson: “Um cara com uma agressividade e uma raiva que eram quase inacreditáveis de se ver. Fiquei chocado.”

O policial disse que tem a consciência limpa e que teria agido da mesma forma se o rapaz fosse branco.

Michael tinha 18 anos e foi morto a tiros no dia nove de agosto com seis tiros - dois na cabeça. Para os pais de Michael, as declarações foram um insulto à memória do filho.

Os protestos pela decisão do júri de não levar o policial a julgamento já atingiram mais de 170 cidades americanas. Em Ferguson, os manifestantes viraram um carro da polícia. Em Los Angeles, 130 pessoas foram presas. A Times Square, em Nova York, foi ocupada por centenas de pessoas.

Apesar de Darren Wilson não ter sido indiciado, uma investigação federal continua em andamento, com base na Lei de Direitos Civis. O Departamento de Justiça quer esclarecer se a morte do adolescente teve motivação racial.

G1

Impostos pagos pelos brasileiros este ano chegam a R$ 1,5 trilhão

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Marca foi registrada pelo Impostômetro na noite desta quarta-feira. Em 2013, marca foi alcançada somente no dia 9 de dezembro

O valor pago pelos brasileiros em impostos federais, estaduais e municipais desde o início do ano alcançou R$ 1,5 trilhão, na noite desta quarta-feira (26), segundo o “Impostômetro” da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Em 2013, essa marca foi alcançada somente no dia 9 de dezembro.

O painel eletrônico que calcula a arrecadação em tempo real está instalado na sede da associação, na Rua Boa Vista, região central da capital paulista.

“Os dados do Impostômetro revelam que a arrecadação de tributos vem crescendo mais lentamente neste ano, em função do baixo nível de atividade. O forte desequilíbrio fiscal de 2014, no entanto, decorre muito mais de crescimento acentuado da despesa pública”, diz Rogério Amato, presidente da ACSP e da Facesp (Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo).

O total de impostos pagos pelos brasileiros também pode ser acompanhado pela internet, napágina do Impostômetro. Na ferramenta, criada em parceria com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), é possível acompanhar quanto o país, os estados e os municípios estão arrecadando em impostos.

Também se pode fazer comparações do que os governos poderiam fazer com o dinheiro arrecadado, como quantas cestas básicas se poderia fornecer e quantos postos de saúde poderiam ser construídos.

O Impostômetro encerrou o ano de 2013 com a marca recorde de R$ 1,7 trilhão.

Do G1, em São Paulo

Ebola soma 5.689 óbitos e 15.935 casos, segundo OMS

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O número de óbitos provocados pela atual epidemia de Ebola atinge 5.689, sobre um total de 15.935 casos, informa o último boletim da Organização Mundial de Saúde (OMS), publicado nesta quarta-feira.

O boletim precedente, emitido na sexta-feira passada, revelava 5.459 óbitos e 15.351 casos.

A OMS destaca que seus números podem estar subestimados.

Na Guiné, origem da atual epidemia, iniciada em dezembro de 2013, o último boletim aponta 1.260 óbitos sobre 2.134 casos.

Na Libéria, o vírus já matou 3.016 pessoas, entre os 7.168 infectados; e em Serra Leoa ocorreram 1.398 óbitos, sobre 6.599 casos.

Segundo a OMS, cerca de 600 novos casos são registrados por semana nos três países do oeste da África, os mais atingidos pela atual epidemia.

A Organização Mundial de Saúde estima que a epidemia se estabilizou na Guiné, está em declínio na Libéria e cresce, "sem dúvida", em Serra Leoa, com o registro de 385 novos casos em uma semana.

No Mali, o último país afetado pelo Ebola, a OMS registrou oito casos, com seis óbitos.

O relatório destaca que entre o pessoal da saúde o Ebola já deixou 340 mortos, sobre o total de 592 infectados.

 

AFP

Premiado, médico congolês denuncia estupro como arma de guerra

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Para Denis Mukwege, prêmio dá visibilidade ao sofrimento das mulheres vítimas de abuso da República Democrática do Congo

O ginecologista congolês Denis Mukwege discursa após receber o prêmio Sakharov à Liberdade de Consciência, concedido pelo Parlamento Europeu  (Vincent Kessler/Reuters)

“O corpo das mulheres se transformou em um verdadeiro campo de batalha e o estupro está sendo usado como uma arma de guerra”, denunciou o ginecologista Denis Mukwege ao receber nesta quarta-feira o prêmio Sakharov à liberdade de consciência, concedido pelo Parlamento Europeu. "Obrigado por reconhecer com este prêmio o sofrimento e a dignidade das mulheres e crianças congolesas e o valor que elas representam", disse o médico da República Democrática do Congo.

Em seu discurso, o médico afirmou que a premiação “atrai a atenção do mundo para a necessidade de proteger as mulheres durante conflitos armados”. Advertiu, no entanto, que não terá nenhum efeito para as vítimas se não houver um chamado conjunto à paz, à justiça e à democracia. "Este prêmio só será relevante para as mulheres vítimas de violência se os senhores nos acompanharem no caminho rumo à dignidade", disse aos eurodeputados. “Juntos – políticos, sociedade civil, cidadãos, homens e mulheres – temos de traçar uma linha vermelha contra o uso do estupro como arma de guerra”.

O presidente do Parlamento, Martin Schulz, destacou que Mukwege ajudou "milhares de mulheres e crianças a curar seus corpos e almas". O ginecologista de 59 anos fundou um hospital em 1998 em Bukavu, capital da província de Kivu do Sul, uma das regiões onde mais ocorrem ataques de grupos armados contra a população civil. Ainda hoje ele trata vítimas de violência sexual que sofreram ferimentos graves.

O prêmio em homenagem ao cientista e dissidente soviético Andrei Sakharov, foi criado em 1988 pelo Parlamento Europeu para prestar homenagem a pessoas ou organizações que dedicaram suas vidas ou ações à defesa dos direitos humanos e das liberdades. No ano passado, a premiada foi a jovem paquistanesa Malala Yousafzai, militante pela educação das meninas.

(Com agência EFE)

Nova equipe econômica não assumirá de imediato; anúncio formal será nesta quinta (27)

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Novo ministro do Planejamento, Nelson Barbosa trabalhou no Ministério da Fazenda de 2006 a 2013 | Foto: Fabio Possedon /ABr

Novos ministros trabalharão em uma equipe de transição, junto com os atuais titulares Guido Mantega e Miriam Belchior

Os novos ministros da Fazenda e do Planejamento, que devem ser Joaquim Levy e Nelson Barbosa, trabalharão em uma equipe de transição, junto com os atuais titulares Guido Mantega e Miriam Belchior. Não haverá posse nos próximos dias e não há previsão de quando isso acontecerá. Segundo o ministro Thomas Traumann (Comunicação Social), os novos ministros darão entrevista coletiva nesta quinta-feira (27), após o anúncio formal.

A indicação de Joaquim Levy para substituir Guido Mantega no Ministério da Fazenda vazou na última sexta-feira. Na ocasião, fontes do governo também informaram que Nelson Barbosa assumiria o Planejamento no lugar de Miriam Belchior e o senador Armando Monteiro (PTB-PE) ficaria com a pasta do Desenvolvimento, substituindo Mauro Borges.

A provável escolha de Levy agradou o mercado, que reagiu levando à Bolsa à maior alta em três anos na última sexta. Especialista em contas públicas, foi chefe da assessoria econômica do Ministério do Planejamento, na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Também foi subsecretário de Política Econômica da Fazenda e, em seguida, passou a secretário do Tesouro, cargo que deixou, três anos depois, para assumir a vice-presidência de Finanças e Administração do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). De lá, foi convidado para ser secretário da Fazenda do estado do Rio, no primeiro mandato do governador Sérgio Cabral.

Atualmente, é diretor-superintendente do Bradesco Asset Management (Bram), com a tarefa de consolidar seu processo de internacionalização. Sua ida para a Fazenda foi uma indicação do presidente do Conselho de Administração do Bradesco, Lázaro Brandão.

Já Nelson Barbosa, que chegou a ser cotado para assumir a Fazenda, tem perfil desenvolvimentista e heterodoxo. Próximo a Dilma, trabalhou no Ministério da Fazenda de 2006 a 2013. Lá, comandou as secretarias de Acompanhamento Econômico, de Política Econômica e Executiva. O economista ajudou a elaborar as medidas que o governo adotou para combater a crise internacional a partir de 2008, além do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Minha Casa Minha Vida.

O Globo

Senado aprova projeto que prioriza armas não letais na ação da polícia

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Agentes devem priorizar, por exemplo, spray de pimenta e bala de borracha.
Texto ainda precisa ser sancionado pela Presidência da República.


O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (26) projeto de lei que determina que os órgãos de segurança pública devem priorizar uso de “instrumentos de menor potencial ofensivo” em suas ações. Com isso, devem ser priorizados itens como spray de pimenta, gás lacrimogênio, cassetetes e balas de borracha e armas de eletrochoque. O texto, que já foi aprovado pela Câmara dos Deputados, seguirá para sanção presidencial.

O uso desses instrumentos deve ser priorizado, conforme o projeto, desde que não coloque em risco a integridade física e psíquica dos policiais. Além disso, os agentes deverão obedecer a “princípios de legalidade, necessidade, razoabilidade e proporcionalidade” no emprego das armas não letais.

Os “instrumentos de menor potencial ofensivo” são definidos como equipamentos projetados especificamente para conter, debilitar ou incapacitar temporariamente pessoas. Esses equipamentos devem ainda apresentar “baixa probabilidade de causar mortes ou lesões permanentes”.

Durante a discussão em plenário, a senadora Lídice da Mata (PSB-BA) questionou o projeto, dizendo que os policiais vêm utilizando esses instrumentos não para combater a criminalidade, mas para conter manifestantes.

“Preocupa-me que a gente tenha as chamadas armas de choque contra manifestantes, gás de pimenta contra manifestantes, o que tem demonstrado ser um mecanismo também extremamente violento na repressão de manifestações, com danos a pessoas que participam de manifestação, a pessoas no entorno”, afirmou a senadora.

Relator defende 'razoabilidade' no uso
O senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), relator do texto, respondeu ao questionamento da colega dizendo que o emprego de armas não letais, conforme determina o projeto, deverá obedecer ao princípio da “razoabilidade”. “O projeto cuida exatamente de disciplinar, para que não haja nenhum abuso contra manifestantes”, defendeu Crivella.

O relator afirmou ainda que o objetivo da proposta é reduzir as ocorrências graves por agentes de segurança pública. O número de pessoas mortas em decorrência de intervenção policial, segundo Crivella, vem aumentando. No Rio de Janeiro, esse tipo de ocorrência subiu de 29 casos em 2013 para 49 somente em janeiro de 2014, segundo dados do Instituto de Segurança Pública apresentados pelo senador.

O projeto diz ainda que "não é legítimo" usar armas de fogo contra pessoa desarmada em fuga ou contra veículo que desrespeite bloqueio policial, salvo quando representem risco de morte ou lesão a agentes ou terceiros.

Pessoas feridas em decorrência do uso da força de policias devem ser atendidas imediatamente, conforme o projeto, e suas famílias deverão ser comunicadas. Por fim, o texto prevê que o Executivo elabore um regulamento para classificar e disciplinar a utilização de instrumentos não letais.

Priscilla MendesDo G1, em Brasília

Produção siderúrgica brasileira não terá crescimento este ano, diz o IABr

 

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A indústria brasileira do aço estima chegar ao fim deste ano com  produção de 34,20 milhões de toneladas, mostrando estabilidade em relação ao ano anterior, quando foram produzidos 34,16 milhões de toneladas. Para as vendas internas, a projeção é queda de 8,9%, enquanto as exportações deverão crescer 20,6%, não devido à melhora do mercado internacional, mas ao religamento  do  alto forno da empresa ArcelorMittal Tubarão. As importações deverão se expandir no ano em 9,7%, enquanto o consumo aparente  deverá se retrair em 6,4%. Os números foram divulgados hoje (26), no Rio de Janeiro,  pelo Instituto Aço Brasil (IABr).

O presidente executivo da entidade, Marco Polo de Mello Lopes, atribuiu o fraco desempenho do aço brasileiro ao processo de desindustrialização observado na indústria de transformação do país  como um todo, que “vem passando por dificuldades muito fortes”. A razão disso, indicou, “é a perda da competitividade sistêmica”. Ou seja, fatores externos ao controle das empresas, que retiram do setor do aço e da cadeia industrial a possibilidade de competir, “seja com o [produto] importado, seja no campo da exportação”. O excedente de produção mundial, da ordem de 570 milhões de toneladas, é um desses fatores.

Lopes listou também entre os entraves à evolução da siderurgia nacional a questão cambial, os juros altos, a cumulatividade de impostos, carga tributária, custo da energia elétrica e do gás natural. O setor siderúrgico caiu de uma participação de 25% do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma dos bens e serviços produzidos no país em um ano, para 13%, devido à perda da competitividade sistêmica, “sem ter nenhuma segurança de que esse patamar de 13% é o patamar onde nós vamos ficar, devido à não correção dessas assimetrias”, analisou.

Ele defendeu  a adoção pelo Brasil de mecanismos de defesa comercial, abrangendo medidasanti-dumping e salvaguardas, para enfrentar práticas predatórias da concorrência externa, sobretudo da China, como fazem os demais países.

No cenário interno, avaliou  que a economia está estagnada. “Ninguém compra, ninguém vende, ninguém investe”. É preciso, manifestou, que se retome a confiança no país e que haja  utilização efetiva do conteúdo nacional. Para que ocorra uma melhoria das condições atuais para o setor, Lopes disse ser necessário que o Brasil caminhe em direção a um crescimento sustentado, com investimentos em infraestrutura. “É preciso que ocorram investimentos em obras que tragam um [aumento do] consumo, de maneira que a gente possa ter um mercado interno crescendo de forma mais sustentável”. Enquanto a China elevou o seu consumo per capita, isto é, por habitante, de 34 quilos, em 1980, para mais de 500 quilos, há um ano, o Brasil apresenta consumo de cerca de 132 quilos por pessoa.

Segundo o presidente executivo do IABr, devido ao quadro de incertezas do cenário externo e, inclusive,  da política interna brasileira, é difícil fazer projeções para a produção de aço em 2015 no país. Para as vendas internas, entretanto, a perspectiva é que haja expansão de 4%, o que representará somente a recuperação de parte da queda de 8,9% esperada para 2014. O mesmo ocorre em relação à previsão de aumento de 2% para o consumo aparente no próximo ano.

Marco Polo de Mello Lopes informou que no próximo dia 1º de dezembro, o IABr terá a primeira reunião com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), para  tomar conhecimento das medidas que estão sendo trabalhadas pelo governo diante das prioridades apresentadas pelo Fórum Nacional da Indústria à Casa Civil, do qual a entidade faz parte. “Há uma sinalização favorável”, mencionou. O anúncio formal da equipe econômica, previsto para amanhã (27), traz uma expectativa muito positiva “que se abra um diálogo efetivo para tratar aquilo que nós consideramos como prioridade absoluta, que é a recuperação da competitividade”.

O presidente do Conselho Diretor do IABr, Benjamin Mário Baptista Filho, acrescentou que a maneira de aumentar o mercado de aço no Brasil é “aumentando a produção daquilo que contém aço e que essas coisas possam ser vendidas no mercado”. A indústria metalmecânica estaria  inserida nesse processo, destacou.

Agência Brasil

Bateria promete carregar celular em alguns segundos

 

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Foto: Divulgação

Bateria sintetiza moléculas e opera como se fosse uma esponja que absorve retém a carga

A empresa israelense StoreDot desenvolveu uma bateria que promete recarregar celulares em segundos.Através da nanotecnologia, a bateria sintetiza moléculas  e opera como se fosse uma esponja que absorve retém a carga.

 

Por enquanto, o projeto funciona como um protótipo, mas até 2016 a StoreDot espera lançar uma versão mais fina da bateria que possa absorver e entregar um dia de carga em apenas 30 segundos. Além disso, a empresa precisa saber como vai lidar com a vida útil da bateria.

O preço estimado para a bateria para celulares é entre US$ 100 e US$ 150 com 1500 ciclos, o que equivale a mais ou menos três anos de vida útil.A empresa quer lançar  ainda uma versão para carros elétricos que recarregue o veículo em dois ou três minutos.

correio24horas.com.br

Nova meta de superávit primário é possível de ser alcançada, diz Augustin

augustinApesar de exigir um esforço fiscal elevado do governo nos dois últimos meses do ano, a nova meta de superávit primário, de R$ 10,1 bilhões, é possível de ser alcançada, assegurou hoje (26) o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin. Segundo ele, a nova meta para o Governo Central – Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central – está em linha com a evolução das receitas da União nos últimos meses.

O superávit primário é a economia de recursos para pagar os juros da dívida pública. Para chegar à nova meta, a equipe econômica, segundo Augustin, calculou o superávit primário acumulado em 12 meses, R$ 31,9 bilhões até outubro, e subtraiu R$ 20,8 bilhões de receitas do ano passado que não se repetirão em 2014, como renegociações de dívidas de instituições financeiras com a União.

“Estipulamos a meta que consideramos a melhor neste momento. Evidentemente que existem elementos para serem verificados. Diminuímos a previsão de receita [em R$ 38 bilhões], não consideramos novas receitas extraordinárias [como a equipe econômica fez em outros anos]”, explicou o secretário.

O relatório divulgado na última sexta-feira (21) pelo Ministério do Planejamento prevê a possibilidade de o governo usar R$ 3,5 bilhões do Fundo Soberano do Brasil, poupança formada pelo excedente de superávit primário em 2008, para fechar as contas. No entanto, o secretário do Tesouro disse que o governo ainda avalia a necessidade de recorrer a essa fonte de recursos.

“O relatório prevê a possibilidade de o Fundo Soberano vender ações do Banco do Brasil [para levantar recursos para o Tesouro], mas ainda não há definição se isso vai ser feito. É importante lembrar que a legislação fala em estimativas de receitas. Se elas vão se realizar, a gente só tem como verificar no fim do exercício”, disse.

Embora tenha cogitado não mexer no Fundo Soberano, Augustin reconheceu que as receitas vieram abaixo do previsto nos últimos meses. “O efeito dinâmico que esperávamos para a receita no segundo semestre não está ocorrendo. Até setembro, o crescimento estava em 0,7% acima do PIB nominal [Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas no país]. Em outubro, o crescimento caiu para 0,4%”, disse.

A redução da meta de superávit primário depende ainda da aprovação, pelo Congresso Nacional, do projeto que aumenta a possibilidade de abatimento de recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e de desonerações da meta original. Segundo o secretário, em 2009, ano de crise econômica, o governo também publicou a redução da meta superávit primário meses antes da aprovação pelo Congresso.

A nova meta vale apenas para o Governo Central. A Lei de Diretrizes Orçamentárias estabelece que os estados e municípios terão de economizar R$ 28,9 bilhões (0,5% do PIB) em 2014. O secretário do Tesouro evitou informar se os governos locais conseguirão alcançar a meta, mas informou que as prefeituras e os governos estaduais encerrarão o ano economizando recursos. “Não acredito que será muito grande, mas os estados e municípios devem dar superávit primário em 2014”, destacou.

 

AGÊNCIA BRASIL


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