xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 16/11/2014 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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16 novembro 2014

E fizeram o diabo! Por Percival Puggina

Qualquer prefeita, candidata a reeleição, que fizesse dez por cento do que foi feito na campanha de Dilma teria seu nome retirado das urnas por decisão da Justiça Eleitoral.


Raras vezes se ouviu semelhantes confissões. Confessaram em dueto, Lula e Dilma. "Eles não sabem o que somos capazes de fazer!" proclamou ele, enfático. "Nós podemos fazer o diabo quando é a hora da eleição!" admitiu ela, faceira.

E assim foi. Nunca se viu tanta baixaria. Nunca a verdade foi tão chicoteada pela mentira. Nunca se disse tanta estupidez, porque a estupidez, de algum modo, renderia votos. Desde as eleições que sucederam o Plano Cruzado, em 1986, não se praticava no Brasil um estelionato eleitoral de tais proporções. Todas as providências, todas as urgentes providências demandadas pela péssima situação econômica e pelas deficitárias contas públicas agravaram-se por terem sido postergadas para depois das eleições. Ainda se discutem as urnas e já os preços administrados pelo governo começam a subir. A realidade nacional não podia chegar ao conhecimento do povo. Menos ainda na hora de o povo deliberar sobre quem estava mais capacitado para enfrentar a realidade.

Em todo o país, os militantes e agentes petistas exploravam a ignorância alheia advertindo que se Dilma não vencesse a eleição o Bolsa Família deixaria de existir. E isso era repetido milhões de vezes, com a face lenhosa de quem mantém acirrada inimizade com os fatos. Aécio Neves já havia apresentado e aprovado na CCJ do Senado projeto de lei que torna o Bolsa Família programa de Estado. Algo que o PT não fez, exatamente para não prejudicar sua chantagem política contra os miseráveis do país.

Numa eleição acirrada, apenas esse diabo solto já seria suficiente para alterar o resultado do pleito. Mas houve muito mais! Qualquer prefeita, candidata a reeleição, que fizesse dez por cento do que foi feito na campanha de Dilma teria seu nome retirado das urnas por decisão da Justiça Eleitoral. Imagine uma prefeita cujos garis fossem incumbidos de entregar seus "santinhos" de porta em porta! Imaginem o que faria a Justiça contra uma prefeita, lá do interior, cujos CCs se pusessem ao telefone ameaçando os moradores de determinado bairro de que as obras em execução seriam suspensas se a chefe não fosse reeleita!

Já não falo nas muitas mentiras e acusações vis que arrastaram para esta campanha o qualificativo de "a mais suja da história da República". Estas, as mentiras, revelam o fundo da alma de quem as propaga. Atenho-me, antes, ao que todos viram, assistiram e souberam. Numa eleição em que a diferença de votos ficou em dois pontos percentuais, bastaria que um desses abusos e ilegalidades não fosse cometido para que o resultado final se invertesse. Mas se entende. Quem olha a situação nacional e o esforço do petismo em impor sua hegemonia (intenção reiterada na recentíssima Resolução do Diretório Nacional do PT), sabe que o partido governante não poderia perder as eleições. Este pleito presidencial de 2014 foi disputado sob condição especialíssima: havia nele um partido que simplesmente não saberia viver sem tudo que já tem como coisa sua no patrimônio da União.


www.puggina.org

Quem não possui talentos? - Por Carlos Eduardo Esmeraldo

"O homem que trabalha faz a terra produzir, o trabalho multiplica os dons, que iremos repartir."
Ter talento é possuir algo muito parecido com os dons, porém com uma diferença substancial. Dons são capacidades inatas que todos nós possuímos para realização de certas tarefas. Algumas pessoas com maior facilidade do que outras. Como tão bem definiu São Paulo: "Há diversidade de dons, mas um só é o Espírito." (1Cor,12,4)  Uns dominam a matemática com muita facilidade, outros possuem o dom da palavra, fazem discurso eloqüentes ou são possuidores de boa redação. Há os que têm o dom de elaborar projetos, enquanto outros receberam como dom o domínio da música. São capazes de tocar instrumentos musicais, mesmo sem o conhecimento da teoria. Salve o grande dom da poesia com o qual foi dotado o saudoso Patativa do Assaré, humilde camponês, mas dono de uma admirável cultura, apesar de seu aprendizado escolar não ter ido além da Cartilha de Felisberto de  Carvalho. São tantas as atividades com as quais nos defrontamos, que para uns são mais fáceis e para outros muito mais complexas. Depende portanto dos dons com os quais cada um de nós fomos agraciados.

Já o talento é um gosto especial para alcançarmos determinados objetivos, independente de possuirmos alguma herança genética para tal. Talentos são portanto, atributos que podem ser desenvolvidos e aperfeiçoados pelo treinamento e muita perseverança. Poderá também ser entendido como a capacidade de colocar à serviço os dons de que cada um nós dispomos.
 
O termo "talento" da forma que hoje o usamos, teve origem na mensagem evangélica conhecida por "Parábola dos Talentos". Narra o evangelista Mateus que um rico proprietário empreenderia uma longa viagem e, portanto confiou os seus bens a seus empregados, tudo "de acordo com a capacidade de cada um". Ao primeiro entregou cinco talentos, a outro dois e apenas um talento ao terceiro. Em seguida viajou para o estrangeiro.

Depois de algum tempo, o patrão voltou e foi ajustar contas com seus empregados. Aquele que recebeu cinco talentos, trabalhou e entregou-lhe mais cinco que havia lucrado. O patrão o elogiou: "Empregado bom, e como foi fiel na administração de tão pouco, eu lhe entregarei muito mais". O que recebera dois talentos, da mesma forma recebeu idênticos elogios do patrão; mas aquele que recebeu apenas um talento, disse: "Senhor, eu sei que és um homem severo pois colhes onde não plantastes e recolhes de onde não  semeaste. Por isso, fiquei com medo e escondi o teu talento no chão. Aqui tens o que te pertence". O patrão lhe respondeu que se aquele empregado o julgava tão cruel ele deveria ter depositado o dinheiro no banco, para que rendesse com juros. Em seguida ordenou: "Tirem dele o que tem e dêem ao que tem mais. Porque, a todo aquele que tem, será dado mais e terá em abundância. Mas daquele que não tem, tudo lhe será tirado. Quanto a esse empregado inútil, joguem-no lá fora, na escuridão, onde haverá choro e ranger de dentes".

Quem é esse proprietário que distribui os seus bens (talentos) com os empregados, para depois cobrar de cada um o que realizou com eles? Provavelmente ele conhece profundamente seus empregados, pois distribuiu os bens de "acordo com a capacidade de cada um." E não foi pouco o bem confiado. Segundo estudos históricos, a moeda de um talento equivalia aproximadamente a 34kg de ouro. Assim sendo, ninguém poderia reclamar que recebeu pouco.

Resumindo: a parábola nos ensina que Deus, o proprietário, confiou a cada um de nós os seus bens, que são nossos talentos de acordo com as nossas limitações ou seja: conforme nossa capacidade de colocá-los a serviço da construção do Reino. E o Reino de Deus é uma sociedade pautada pelo respeito à vida, onde haja justiça, liberdade e paz. Conforme tão bem afirmava o teólogo alemão Bernhard Häring: "Se não nos convertermos profundamente a favor da paz, da justiça e da nossa responsabilidade com a criação, não haverá futuro".

Se enterrarmos nossos talentos e não contribuirmos com a construção do Reino, correremos o risco de sermos lançados na "escuridão" onde haverá "choro e ranger de dentes". Melhor traduzindo: correremos o risco de vivermos uma vida sem sentido.

Por outro lado, poderemos interpretar a parábola como as injustiças praticadas por um sistema político-econômico opressor, que escraviza e sobrecarrega os mais humildes, isto é: os trabalhadores, enquanto os proprietários gozam de privilégios, passeando despreocupadamente.

De nada adiantará lamentações do tipo: a vida é dura, não tenho tempo e por isso nada poderei fazer. Ou não sei nada, não tenho condições para desempenhar tais tarefas; por isso não poderei fazê-las. Como tão bem nos assegura a sabedoria popular: "Deus nos dá o frio, conforme o cobertor". Isto é, nenhuma missão que Ele nos confia é superior à nossa capacidade de realização, que são nossas aptidões, ou seja, a vontade de realizar; nossos talentos.

É sempre bom lembrar a frase atribuída a Albert Einstein, que ouvi certa vez de um amigo: "Deus não escolhe os capacitados, mas capacita os escolhidos.  Fazer ou não fazer algo só depende de nossa vontade e perseverança". Ou seja, de nossos talentos.

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Natercia Rocha - Por: Emerson Monteiro

Isto de escrever demonstra o quanto existe de poder guardado nos autores, a se revelar na medida em que exercitam essa possibilidade. Dizer ao papel, às telas. Contar detalhes de si. Sobrevoar existências. Palpar os instantes infinitos da douta Eternidade. Sonhar acordado. Tatear as vestes da imaginação. Recordar. Falar sozinho. Partilhar a individualidades. Dizer dos próprios mistérios escondidos debaixo dos lençóis do tempo.

Nos Contos de Ir Embora, do livro recém lançado na Mostra SESC, em Crato,  Natercia Rocha externa este talento de transmitir aos demais conteúdos finos da alma no gesto de repassar a gente toda essa potencialidade do ato de escrever.

Em formato pequeno, o livro ganha dimensões existenciais de cunho universal, isto sob o esmero de vocação forte do espírito que aborda tipos humanos trazidos às suas observações e em enredos dignos da apreciação de muitos.

Cheios da exemplar solidão dos introvertidos e bons observadores, Natercia, mergulha na íntimo dos personagens qual clínica especializada em conhecer as entranhas do ser nas várias modalidades dramáticas das circunstâncias que investiga com maestria e eficiência. Mais que redatora, ela filma, pesquisa, esquadrinha nuances emocionais definitivas, em tiradas antológicas aos moldes do conto O Caminho do Meio ou O Meio do Caminho, no parágrafo que segue:

Pai, mãe e Baleia ficaro tão juntinho que parecia uma coisa só. O céu cheio de nuvem carregada e o caminhão sumindo na estrada. Fiquei olhando aquela imagem, com uma coisa me dizendo lá no infinito que era a última vez que eu avistava eles. E era mesmo.

Tão simples e tão bonito, verdadeiro, bem literatura boa.

Há, pois, uma maturidade vicejante nos textos da autora também noutros dos contos, que apreciei com leveza, cheios de saudades, sentimentos, vontades vivas espalhadas nas letras. O Retrato. Os Olhos de Elizabete. Rua Bovary, s/nº. Livro que chegou às minhas mãos através do amigo José Junior Bezerra, vez que eu viajava na ocasião do lançamento, um presente especial.

E aguardo novas produções suas, Natercia, enquanto deixo aqui meus agradecimentos pelo gesto de escrever.

15 de Novembro: manifestações contra Dilma foram feitas em todo o Brasil

Das Agências de Notícias
Ao invés de comemorações pelo feriado da Proclamação da República, milhares de brasileiros foram às ruas em protesto contra a corrupção e o PT e pediram o impeachmement da presidente Dilma Rousseff. Rio, São Paulo, Belo Horizonte e Brasília tiveram os maiores protestos
Em São Paulo

Um ato contra a presidente Dilma Rousseff chegou a reunir 10 mil pessoas na Avenida Paulista às 15h30 deste sábado (15), segundo o coronel da Polícia Militar Glauco Carvalho. A manifestação, que reivindicava, entre outras coisas, o impeachment da presidente, começou às 14h e fechou a avenida em dois momentos. O desfecho da passeata foi na Catedral da Sé, por volta das 18h. O ato, que ocorreu de maneira pacífica, foi organizado nas redes sociais e chegou a ter 149 mil confirmações em um evento criado no Facebook. Os manifestantes se concentraram no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (MASP) e, depois de fechar a Paulista das 15h30 às 16h35, tomaram todas as pistas da Avenida Brigadeiro Luís Antônio sentido Centro. As informações são da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).
No Ceará, Procurador da República  participa de manifestação contra Dilma

Protesto em Fortaleza  foi embalado pela música "Que País é esse?", alternada com gritos de "Fora PT"
Foto: Matheus Velasco / Especial para Terra 
 Segundo a Polícia Militar do Ceará, aproximadamente 150 pessoas compareceram a manifestação contra a reeleição da presidente Dilma Rousseff. O protesto, que foi organizado através das redes sociais, teve início às 15h, com concentração em frente ao Palácio da Abolição (sede do executivo cearense) e seguiu até a avenida Beira-Mar, cartão postal de Fortaleza. Embalados pela música "Que País é esse?", da banda Legião Urbana, os manifestantes ecoaram palavras de ordem que pediam o impeachment da presidente, "fora PT", investigações profundas no caso conhecido como escândalo do petrolão, além de uma nova eleição para presidente da República.
Vestindo branco e com o rosto pintado de verde e amarelo, o Procurador do Estado do Ceará, Fred Menezes, afirmou que participou da manifestação por estar indignado com as inúmeras denúncias de fraudes nas últimas eleições. "A questão das urnas eletrônicas é algo que não podemos mais aceitar. A partir das próximas eleições precisamos adotar um sistema de contagem física dos votos, a exemplo de outros países que possuem urnas eletrônicas", destacou o servidor público estadual. De cima do trio elétrico alugado a partir de contribuições voluntárias, um dos organizadores do evento, o aposentado Luís Arruda, colocou para os presentes que a pauta de intervenção militar ainda não seria uma exigência presente na manifestação. "Tiramos em consenso que ainda não é o momento de pedirmos intervenção militar. Hoje estamos unidos para manifestar nosso desejo de combate à corrupção e o impeachment de Dilma Rousseff por fraude nas urnas. Queremos anulação da eleição pelo fato de não existir uma auditoria das urnas", colocou o organizador.
Questionada sobre as razões da participação no protesto, à aposentada Maria Ângela afirmou que a insatisfação com o atual governo federal é a principal motivação. "Eu nem gosto de falar muito porque eu choro. O que eu estou pedindo é moralidade, o fim da corrupção e principalmente, o fim da eleição eletrônica. Se um hacker invade sua conta no banco, imagina uma urna eletrônica?", questionou. Ocupando uma das faixas da avenida Beira-Mar a manifestação tanto recebeu apoio de motoristas que passavam pelo local, quanto desagravado de alguns outros, esses recepcionados com vaias e xingamentos. O protesto seguiu até às 19h de forma pacífica e foi finalizado com o canto do hino nacional. De acordo com os organizadores, uma nova manifestação será programada para o mês de dezembro, ainda sem data definida.  
                                              

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