xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 30/10/2014 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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30 outubro 2014

Alternativa para o sertão

nanofiltro

Nanofiltro desenvolvido no Brasil pode ser opção mais barata para dessalinizar águas do subsolo do Nordeste, mas o caminho ainda é longo.

Por: Marcelo Garcia

Conjunto com diversas membranas e esponjas criadas pela equipe da Universidade de São Paulo contendo diferentes canais moleculares e polímeros. (foto: Grégoire Jean-François Demets/ USP)

A predominância de rochas cristalinas no subsolo em grande parte do semiárido brasileiro impõe características salobras a muitas das reservas de água subterrânea na região, dificultando ou impedindo seu aproveitamento para consumo humano. Diversas iniciativas buscam alternativas para dessalinizar essas águas, usando variados tipos de filtros. Uma nova membrana semipermeável criada no país pode ajudar e baratear esse processo – além de apresentar potenciais aplicações em outras áreas, como a medicina e a preservação ambiental.

As membranas de nanofiltração, desenvolvidas na Universidade de São Paulo (USP), apresentam uma mistura de polímeros comerciais comuns, como o poliuretano (PU), o policloreto de vinila (PVC) ou o fluoreto de polivinilídeo (PVDF), e moléculas chamadas de cavitandos – cuja estrutura vazada permite o fluxo de outras moléculas menores por seu interior.

As membranas de nanofiltração apresentam uma mistura de polímeros comerciais comuns e moléculas chamadas de cavitandos

“O tamanho desses canais pode variar entre 7 e 10 angstrons (10-10 m)”, conta o químico Gregóire Jean-François Demets, responsável pelo projeto. A solução é projetada com aerossol sobre discos giratórios de alta velocidade para formar finas membranas. “Criamos camadas muito finas, que podem chegar a apenas 10 mícrons, como se fosse um filme de PVC muito, muito fino.”

A principal aplicação do nanofiltro é a dessalinização da água. “Os cavitandos possuem o tamanho ideal para deixar passar as pequenas moléculas de água e alguns eletrólitos [sais minerais], o que é interessante, pois consumir água destilada, sem minerais, causa diarreia”, explica Demets. “Ao mesmo tempo, não deixam passar vírus, bactérias, fungos ou qualquer outra molécula maior, o que torna a água ótima para o consumo.”

Para ilustrar a capacidade do filtro, o químico destaca um teste em que foi empregado com sucesso para separar água e tinta de caneta. “Em teoria, acredito que seria possível filtrar até a urina e obter água potável, apesar de nunca termos testado na prática essa hipótese”, avalia. “O filtro promove uma separação em nível molecular; se usássemos esse material para coar café, por exemplo, só obteríamos água no fim do processo.”

Assista à experiência aqui
Processo diferenciado

Membranas para dessalinização não são novidade. Produzidas há décadas, a maioria dos filtros usados hoje utiliza diferenças de solubilidade para criar microfuros. “Existem muitas técnicas, mas o processo mais comum cria uma película com um composto de polímero com algum material em que ele é solúvel, como a acetona, e depois mergulha esse composto num meio que solubiliza a acetona, mas não o polímero, que coagula e forma a membrana com microfuros”, conta Demets. “Esse procedimento precisa de dois solventes e de muita precisão para controlar o tamanho dos furos.”

No novo processo, os cavitandos são simplesmente adicionados de modo aleatório à matriz polimérica. “Para passar pelo nanofiltro, as pequenas moléculas precisam passar por dentro dessas estruturas, de ‘tubinho’ em ‘tubinho’, mas existe uma quantidade tão grande delas que o líquido encontra seu caminho”, explica o químico. “É uma técnica mais simples e potencialmente mais econômica, pois não precisa de dois solventes, não envolve duas fases, nem é difícil controlar os furos.”

Demets: “Mostramos que eles funcionam, agora precisamos desenvolver toda a parte de engenharia para que isso efetivamente dê origem a produtos comerciais”

Até agora, no entanto, o novo processo foi aprovado apenas em testes laboratoriais. “Mostramos que eles funcionam, agora precisamos desenvolver toda a parte de engenharia para que isso efetivamente dê origem a produtos comerciais”, comenta Demets.

“Nos testes, o equipamento apresentou ótimos graus de filtração, semelhante aos dos filtros utilizados atualmente, e acredito que possa ser produzido de forma mais econômica porque estamos iniciando testes com polímeros reciclados, mas ainda é impossível fazer uma estimativa de valor.” O pedido de patente do novo processo já foi depositado pela USP.

Um próximo passo do projeto deve ser a produção de ‘cartuchos’, feixes com centenas de pequenos canudos feitos com o composto, forma como deverá ser utilizado na prática. O procedimento aumenta a superfície de contato com o líquido e, com isso, a eficiência da filtração.

“Mas é um procedimento complicado, não temos o equipamento necessário e, por isso, é fundamental a parceria com outros grupos e com o setor privado”, reclama Demets. “Além disso, precisamos realizar diversos testes complementares: de produção em escala, de durabilidade, de resistência, entre outros.”

Outras aplicações

Não é apenas na dessalinização que o nanofiltro poderá ser útil: uma das possíveis aplicações, segundo Demets, seria na medicina, no tratamento de queimaduras. “Ferimentos expostos podem sofrer desidratação e são portas de entrada para microrganismos, mas a aplicação de um fino filme do polímero sobre a queimadura poderia impedir a passagem de invasores e diminuir a perda de água, sem prejudicar trocas gasosas”, avalia. “Como o material é biocompatível e atóxico, tem tudo para funcionar, mas precisamos de parceiros na área médica para fazer os testes necessários.”

O material também poderia ser aplicado na atividade de extração de gás natural

O material também poderia ser aplicado na atividade de extração de gás natural, na qual o metano e o butano estão comumente associados a impurezas, como gás carbônico e vapor d’água. “O filtro poderia separar apenas a fração que interessa comercialmente, em uma técnica de purificação simples”, explica. “Nos testes laboratoriais, já conseguimos separar o propano, que fica retido, do gás carbônico e do hélio, mais permeáveis.”

Outra opção em potencial é a produção de esponjas para conter derramamentos de petróleo. Demets diz que, nesse caso, seria explorada outra característica dos cavitandos: “Nossa esponja acumularia moléculas hidrofóbicas, ou seja, que não são solúveis em água, como óleos e alcanos de cadeia longa, que formam a maior parte do petróleo”, conta. “A forma de esponja visa oferecer uma enorme superfície de contato com o líquido, para aumentar a absorção, e o petróleo, que poderia até ser reutilizado posteriormente.” A esponja também já foi testada em laboratório e teve seu pedido de patente depositado pela USP.

Marcelo Garcia
Ciência Hoje/ RJ

Texto originalmente publicado em CH 319.  (outubro de 2014).

Fundo do Banco Mundial para combater ebola chega a US$500 mi

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Pior surto de ebola já registrado matou quase 5.000 pessoas, segundo a OMS

O Banco Mundial prometeu mais 100 milhões de dólares para ajudar a recrutar profissionais estrangeiros para atuarem no combate ao Ebola, elevando os recursos destinados aos três países mais atingidos pela doença a mais de meio bilhão de dólares.

O Banco Mundial prometeu mais 100 milhões de dólares nesta quinta-feira para ajudar a recrutar profissionais estrangeiros da área de saúde para atuarem no combate ao ebola, elevando os recursos destinados aos três países mais atingidos pela doença a mais de meio bilhão de dólares nos últimos três meses.

O pior surto de ebola já registrado matou quase 5.000 pessoas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), principalmente na Libéria, Serra Leoa e Guiné. Alguns grupos de ajuda criticaram a tímida resposta internacional no início da epidemia.

O presidente do Grupo Banco Mundial, Jim Yong Kim, disse que os três países seguem em dificuldade para levar profissionais de saúde a áreas com as maiores taxas de contaminação.

“Nós precisamos encontrar urgentemente meios de romper qualquer barreira ao envio de mais profissionais de saúde. Nossa expectativa é que esses 100 milhões de dólares possam ajudar a catalisar profissionais de saúde a comunidades em necessidade extrema”, disse Kim, em comunicado.

A última parcela será destinada a criar uma coordenação para recrutamento, treinar e enviar profissionais de saúde estrangeiros qualificados e apoiar os esforços dos três países para isolar os pacientes com ebola e proporcionar enterro das vítimas fatais em segurança, disse o banco.

Terra

Chinesa viaja com dinheiro de homens com quem passa a noite


chinesa
Ju Peng faz anúncios para homens bonitos, mais novos que 30 anos, mais altos que 1,75 metros e ricos - Foto: The Mirror / Reprodução

Ela diz que não há motivos para se envergonhar, mas internautas acusam se tratar de prostituição


Uma chinesa conhecida como Ju Peng, 19 anos, fez um anúncio polêmico na rede social Weibo na qual pede para que homens “bonitos, mais novos que 30 anos, mais altos que 1,75 metros e ricos” paguem suas passagens e estadia de forma “generosa”, em troca de ter sua companhia e atenção por uma noite. As informações são do The Mirror.
No anúncio feito pela jovem, ela afirma buscar “namorados temporários” para conseguir viajar pelo país – pois, com seu próprio dinheiro não seria capaz. Em troca dos custos (que precisam ser generosos), ela promete dar a chance de saírem com uma menina “realmente bonita”.
Usuários da rede social têm pedido a anulação da publicação de Ju Peng considerando que se trata de prostituição. Muitos enviam mensagens censurando a jovem e dizendo que ela não deveria continuar a viagem com o dinheiro dos outros. A chinesa, porém, disse que é apenas um “tipo de carona” e que não tem motivos para se envergonhar.
Terra

Estado Islâmico executa 220 em tribo opositora no Iraque

ei220Local da explosão de um carro-bomba em Bagdá, no início da semana

Foto: Kareem Raheem / Reuters

Uma vala comum próxima da cidade de Ramadi, também na província de Anbar, continha 150 membros da mesma tribo, disseram autoridades de segurança

Militantes do Estado Islâmico executaram pelo menos 220 iraquianos em retaliação a uma tribo que se opôs ao seu avanço sobre territórios a oeste da capital Bagdá, disseram fontes de segurança e testemunhas.

Duas valas comuns foram encontradas nesta quinta-feira com alguns dos 300 membros da tribo sunita Albu Nimr, que o Estado Islâmico rendeu nesta semana. Os prisioneiros, de idades entre 18 e 55 anos, foram executados à queima-roupa, afirmaram as testemunhas.

Os cadáveres de mais de 70 homens da tribo Albu Nimr foram desovados perto da cidade de Hit, na província de Anbar, bastião sunita no Iraque, de acordo com as testemunhas, segundo as quais a maioria das vítimas eram membros da polícia ou da milícia anti-Estado Islâmico chamada de Sahwa (Despertar).

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“Encontramos estes corpos no início desta manhã, e militantes do Estado Islâmico nos disseram que 'aquelas pessoas são do Sahwa, que combateram seus irmãos do Estado Islâmico, e esta é a punição de qualquer um que combata o Estado Islâmico’”, disse a testemunha.

Os insurgentes haviam ordenado aos homens da tribo que abandonassem seus vilarejos e fossem para Hit, 130 quilômetros a oeste de Bagdá, prometendo-lhes “passagem livre”, afirmaram líderes tribais. Em seguida foram capturados e fuzilados.

Uma vala comum próxima da cidade de Ramadi, também na província de Anbar, continha 150 membros da mesma tribo, disseram autoridades de segurança.

A milícia Despertar foi criada com incentivo dos Estados Unidos para combater a Al Qaeda durante a escalada na ofensiva dos EUA em 2006-2007.

Washington, que não tem mais tropas terrestres no Iraque mas fornece apoio aéreo, espera que o governo consiga refazer sua aliança frágil com as tribos sunitas, especialmente em Anbar, que agora está quase totalmente dominada pelo Estado Islâmico, também sunitas que seguem uma versão linha-dura do islamismo.

Mas líderes tribais sunitas se queixam de que o primeiro-ministro xiita, Haider al-Abadi, não cumpriu a promessa de enviar armas para eles combaterem as metralhadoras, rifles de precisão, granadas impulsionadas por foguetes e tanques do Estado Islâmico.

 

Terra

PSDB pede auditoria especial do resultado das eleições ao TSE

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O PSDB entrou hoje (30) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com um pedido de auditoria especial do resultado da eleição presidencial. Em nota divulgada à imprensa, o partido diz que tem “absoluta confiança” de que o tribunal garantiu a segurança do pleito, mas pretende tranquilizar eleitores que levantaram, por meio das redes sociais, dúvidas em relação à lisura da apuração dos votos.

O PSDB pede que o TSE crie uma comissão formada por integrantes dos partidos políticos para fiscalizar todo o processo eleitoral, desde a captação até a totalização dos votos. O partido não pede a recontagem dos votos.

O resultado oficial das eleições para a Presidência da República foi proclamado pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dias Toffoli, na terça-feira (28). A candidata do PT à reeleição, Dilma Rousseff, obteve 51,64% dos votos válidos e Aécio Neves, do PSDB, recebeu 48,36%.

Com a homologação do resultado, Dilma poderá ser diplomada pela Justiça Eleitoral. A data ainda não foi definida pelo TSE, mas a diplomação tem de ocorrer até 19 de dezembro, prazo estipulado pela Lei Eleitoral.

Agência Brasil

Obra de Pixinguinha encerra festival Cais do Porto Musical

pixinguinha

Lançado em abril, como parte das comemorações dos 20 anos da ONG Ação da Cidadania, o festival Cais do Porto Musical chega ao final nesta sexta-feira (31) com a apresentação de seu sétimo e último módulo, sob o tema Bandas e Orquestras. As atrações - no Centro Cultural Ação da Cidadania, às 19h, com entrada franca - são o grupo Choros e Batuques, da Associação do Movimento de Compositores da Baixada Fluminense, e a Orquestra Pixinguinha, dirigida pelo maestro Henrique Cazes.

Nos seis módulos anteriores, o projeto levou ao espaço cultural, em apresentações mensais, um panorama da história  da música brasileira. Os shows temáticos foram sobre a cultura indígena, a sonoridade dos escravos africanos, a música europeia dos jesuítas, a herança africana dos quilombos, os lundus e modinhas e as gafieiras cariocas.

A obra de Pixinguinha (Alfredo da Rocha Vianna, 1897-1973) dá ao sétimo módulo do Cais do Porto Musical um tom de síntese do projeto. “Pixinguinha mistura todas as influências anteriores e surge como um negócio brasileiro. É ele quem define como será a música brasileira”, explica o diretor artístico do festival, Caio Cezar.

O grupo Choros e Batuques é formado por jovens instrumentistas que interpretam obras de mestres como Pixinguinha, Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga, Jacob do Bandolim, Noel Rosa, Cartola e Dorival Caymmi, entre outros.

Idealizada pelo instrumentista, arranjador e pesquisador Henrique Cazes, a Orquestra Pixinguinha foi criada a partir de uma coleção de arranjos nunca gravados do compositor, encontrados na Biblioteca Nacional, em 1986. No início era uma orquestra de estúdio, mas com o sucesso alcançado o grupo começou a se apresentar em público, tocando maxixes, polcas, choros e sambas afros de Pixinguinha.

A orquestra, que reúne instrumentistas de destaque em sopros, cordas e percussão, vai se apresentar com 12 integrantes nesta sexta-feira. Um cantor especialmente convidado vai acompanhar o grupo: Marcelo Vianna, neto de Pixinguinha. O Centro Cultural Ação da Cidadania fica na Avenida Barão de Tefé, na zona portuária do Rio.

Agência Brasil

CBF entrega propostas para a Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte

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Um dia depois de o Bom Senso F. C. entregar suas propostas ao Ministério do Esporte, hoje (30) a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) fez o mesmo: entregou à pasta um documento com as propostas da entidade para o projeto da Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte, que tramita na Câmara. Apesar de textos diferentes, a avaliação do secretário nacional de Futebol do ministério, Antônio Nascimento, é de que as discussões para a criação da lei estão convergindo, na medida do possível, para um caminho consensual.

“O legal é que, se havia 30% de acordo há meses, hoje estamos trabalhando com 70%, 80%. Há uma diferença [entre ambos], mas é uma evolução [com o que havia antes]”, disse, exemplificando que os clubes já aceitam tópicos que não admitiam antes, como a criação de um comitê de acompanhamento do cumprimento da lei. Nascimento explicou que apenas alguns pontos causam divergências entre os clubes e jogadores, como a data de cumprimento das medidas, que deveria ser janeiro de 2019, segundo a CBF, e janeiro de 2016, de acordo com o Bom Senso F.C.

A entidade que reúne jogadores com o objetivo de promover uma “reforma no futebol” alega que, alguns dias atrás, uma reunião com a CBF ocorrida no Rio de Janeiro acordou pontos consensuais entre os dois, que acabaram não sendo contemplados posteriormente pela confederação. Segundo Ricardo Borges, diretor executivo do Bom Senso F.C., a proposta enviada pela CBF “desconsidera muitos pontos” acordados entre os dois lados.

Segundo Antônio Nascimento, representantes do ministério não participaram dessa reunião. Para ele, cada uma das entidades pode trabalhar separadamente com os parlamentares para que as suas sugestões sejam acolhidas no projeto, que já foi aprovado em comissão especial e está pronto para ser votado no plenário da Câmara. Ele disse que os próximos passos do ministério serão conversar com a Casa Civil da Presidência para definir uma proposta do governo sobre o tema, mas frisou que esta será uma colaboração e que o Congresso é soberano para deliberar.

O secretário do ministério disse ainda que a participação do Bom Senso F.C., como representante de parte dos atletas, é fundamental, e é uma inovação muito boa. “Não tem bandido e mocinho nessa história. Isso [presença dos clubes e dos jogadores na negociação] nos ajuda a aprimorar o projeto evidentemente”, ressaltou Nascimento, complementando que ainda não há data para finalizar a posição do governo, mas que deve ocorrer o mais rápido possível.

A CBF foi procurada pela Agência Brasil, para falar sobre o assunto. Mas, até a publicação desta reportagem, não respondeu ao contato feito.

Agência Brasil

CMN libera R$ 21 bilhões para crédito à agricultura

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A agricultura contará com mais R$ 21 bilhões em crédito nesta safra. O Conselho Monetário Nacional (CMN) liberou a quantia por meio do redirecionamento dos depósitos da poupança rural. De acordo com o Banco Central, as medidas estão em linha com o Plano Safra 2014/2015, lançado em maio deste ano.

Os recursos foram liberados por meio de duas resoluções aprovadas pelo CMN. A primeira elevou de 67% para 72% a proporção dos depósitos da poupança rural que os bancos são obrigados a aplicar em crédito agrícola, destinando R$ 5 bilhões adicionais para o setor. Para não prejudicar a alocação para outros tipos de linhas de crédito, o CMN diminuiu de 18% para 13% o recolhimento compulsório da poupança rural – fração da poupança rural que as instituições são obrigadas a recolher para o Banco Central.

A segunda resolução permitiu que os bancos com operações de custeio e comercialização, contratadas na safra 2013/2014, deixem de usar o fator de ponderação para o cálculo da exigibilidade do crédito rural. As instituições podiam multiplicar por 2,2 o saldo dessas operações de crédito para cumprir o critério de exigência. Agora, a multiplicação não poderá mais ser feita, o que resultará na liberação de R$ 16 bilhões para o setor.

Atualmente, cinco instituições financeiras operam a poupança rural: Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Banco da Amazônia, Banco Cooperativo do Brasil e Banco Sicredi.

O CMN também aumentou o acesso de empresas estatais ao crédito. Até agora, as instituições financeiras podiam comprometer até 25% do patrimônio de referência com o setor público. A resolução separa o limite da União das empresas estatais. Agora, o banco poderá verificar o risco e o comportamento dessas empresas para examinar o grau de dependência econômica da estatal em relação ao Orçamento da União.

Caso seja comprovado que a estatal se sustenta com receitas próprias, a empresa será tratada como cliente à parte, podendo pegar mais recursos emprestados. De acordo com o Banco Central, a mudança não foi feita para beneficiar as empresas estatais, mas em cumprimento às normas internacionais para o crédito ao setor público, alteradas em abril deste ano.

“O sistema financeiro tem limite máximo de exposição muito longe desses 25%. Na prática, não é uma alteração muito significativa”, disse Caio Ferreira, chefe do Departamento de Regulação Prudencial e Cambial do Banco Central. Como as estatais do setor elétrico e a Petrobras estão excluídas do limite de 25% nas operações com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a mudança terá pouco impacto sobre o crédito para as empresas públicas.

Agência Brasil

Anatel adia decisão sobre prorrogação de uso de frequências para TIM e Oi

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A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) adiou hoje (30) novamente o pedido de prorrogação do prazo para uso de radiofrequências na faixa de 1,8 giga-hertz para as empresas TIM e Oi. A faixa é usada principalmente para os serviços de voz, com a tecnologia 2G (segunda geração). Depois da apresentação dos votos dos relatores, que durou quase quatro horas, o presidente da agência, João Rezende, pediu vista do processo.

Nos dois casos, a procuradoria da Anatel sugeriu que o Conselho Diretor não aprovasse os pedidos das operadoras, pois as empresas não respeitaram os prazos determinados na Lei Geral de Telecomunicações para fazer a solicitação. As empresas argumentam que o prazo deve ser contado a partir da data de publicação da autorização para uso da frequência, mas a procuradoria da agência entende que o prazo começa a valer na data de assinatura do termo de autorização. A prorrogação deve ser pedida pelo menos três anos antes do vencimento do prazo.

Os advogados das duas empresas apresentaram argumentos para convencer os diretores a prorrogarem o prazo. “Se a Anatel tem condições de cumprir sua função, não há sentido aplicar rigor e formalismo próprios de um processo judicial. É necessário evitar uma decisão potencialmente apta a trazer insegurança para o setor e reflexos negativos para o conjunto dos serviços”, disse o defensor da Oi, Marçal Justen Filho.

Seguindo orientação da procuradoria da agência, o relator da proposta sobre a TIM, Igor de Freitas, negou a prorrogação do prazo para a operadora, por não ter observado os prazos previstos, e ainda propôs nova licitação. Argumentando interesse público, o conselheiro Jarbas Valente, relator do processo da Oi, recomendou a aprovação da prorrogação dos prazos.

A TIM informou que está confiante na prorrogação das radiofrequências. "A companhia considera que o debate sobre qualquer matéria regulada é natural a um órgão colegiado e contribui para o aprimoramento das soluções adotadas", disse a empresa, em nota. A Oi não se posicionou.

 

Agência Brasil

Hospital de Brasília isola três recém-nascidos com superbactéria

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A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) isolou hoje (30) três recém-nascidos que estavam internados na UTI neonatal do Hospital Materno Infantil de Brasília. A medida foi tomada depois da descoberta de que os bebês estavam com a bactéria KPC, conhecida como superbactéria. Os bebês não desenvolveram infecções e passam bem.

Segundo a secretaria de Saúde, a descoberta foi feita em uma vistoria de rotina, antes que a bactéria se propagasse. Os bebês estão isolados para segurança dos demais pacientes e monitorados o tempo todo. De acordo com a assessoria de imprensa da secretaria, a UTI não foi interditada.

A superbactéria é resistente à maior parte dos tratamentos disponíveis. Segundo o Ministério da Saúde, o primeiro registro de KPC no Brasil foi em 2005. A transmissão ocorre por meio do contato direto, como tocar a pessoa contaminada, ou indireto, por meio do uso de um objeto comum.

 

Agência Brasil

Consumo de energia elétrica cresce quase 3% em 12 meses, segundo EPE

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O consumo de energia elétrica segue crescendo a níveis mais altos que a expansão da economia do país. Nos 12 meses compreendidos entre outubro de 2013 e setembro de 2014, houve aumento de 2,9% no consumo, com destaque para o setor de comércio, com 7,3%. A indústria, ao contrário, apresentou queda, o consumo diminuiu 1,7%.

Em termos gerais, no período, o país consumiu 458.459 Gigawatts-hora (Gwh), em 2013, e 471.751 GWh em 2014, um aumento de 13.292 GWh. Os números foram divulgados hoje (30), na Resenha Mensal de Energia Elétrica, publicada pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Nos 12 meses até setembro, o maior crescimento percentual coube à Região Norte, com 8,7%, seguida pelo Centro-Oeste (5,5%), Sul (5,4%) e Nordeste (1,9%). A Região Sudeste, que concentra 52% do consumo energético nacional, cresceu 1,3% no período.

No Sudeste, o segmento industrial registrou uma queda expressiva no consumo energético, de 3,4%, em 12 meses. Na comparação do mês de setembro deste ano com outubro do ano passado, o declínio no Sudeste é ainda maior, 9%.

Os dados completos podem ser acessados na página da EPE na internet (www.epe.gov.br).

Agência Brasil

Amazônia acumula 762 mil km² de desmatamento em 40 anos, diz estudo

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Área desmatada noperíodo equivale a três estados de São Paulo, diz relatório Arquivo/Agência Brasil

Até o ano passado, o desmatamento acumulado na Floresta Amazônica, em 40 anos de análise, somou 762.979 quilômetros quadrados (km²), o que corresponde a três estados de São Paulo ou a 184 milhões de campos de futebol. É o que revela o relatório O Futuro Climático da Amazônia, coordenado pelo pesquisador Antonio Donato Nobre, do Centro de Ciência do Sistema Terrestre do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

O relatório, divulgado na tarde desta quinta-feira (30)  na Sala Crisantempo, na zona oeste de São Paulo, reúne várias estudos feitos sobre a região e é destinado à população leiga. O objetivo é universalizar o acesso a mais de 200 estudos e artigos científicos e diminuir o que o pesquisador chama de “ignorância” sobre os problemas ambientais.

Nobre calcula que a ocupação da Amazônia já destruiu 42 bilhões de árvores, ou seja, mais de 2 mil árvores por minuto, de forma ininterrupta, nos últimos 40 anos. Somando-se o desmatamento e a degradação (que considera áreas verdes, mas inutilizadas) da floresta, a destruição da Amazônia alcança mais de 2,062 milhões de km².

De acordo com o relatório, o desmatamento pode pôr em risco a capacidade da floresta de rebaixar a pressão atmosférica, exportar sua umidade para outras regiões pelos chamados “rios voadores” e regular o clima, induzindo à seca. Os efeitos sobre a Região Sudeste, mais especificamente no estado de São Paulo, que enfrenta uma grande seca, ainda estão sendo estudados, mas Nobre acredita que parte disso seja reflexo do desmatamento da Mata Atlântica e do aquecimento climático.

“Estamos na UTI climática”, afirmou o pesquisador, comparando o problema do clima ao de um paciente internado em um hospital. Segundo Nobre, é difícil prever se o “paciente” – no caso, a Amazônia – vai reagir, embora ainda exista uma solução para o problema.

“Quando se está no processo de UTI no hospital, o médico vai dizer a que horas você vai morrer? Não vai. Depende do seu organismo e de muitos fatores, e o que o médico pode fazer é o que está ao alcance dele: informar. O que estou fazendo é informando [sobre o problema ambiental na Amazônia]. E acho que tem uma solução: desmatamento zero para anteontem e replantar em esforço de guerra. Mas, antes disso, um esforço de guerra real é acabar com a ignorância”, enfatizou.

De acordo com Nobre, o esforço para zerar o desmatamento é insuficiente, já que é preciso também confrontar o passivo do desmatamento acumulado e dar início a um processo de recuperação do que já foi destruído. “É preciso plantar árvores em todos os lugares, e não só na Amazônia”, ressaltou o pesquisador, lembrando que não podem ser plantados somente eucaliptos, como ocorre atualmente, já que esta não é a espécie mais indicada para trazer chuva.

Para ele, o governo tem uma grande tarefa a realizar e esse trabalho deve ser feito em conjunto com o Ministério Público, a Justiça, as organizações não governamentais (ONGs) e, principalmente, os cientistas, repetindo algo que foi feito após 2004, quando o Brasil alcançou o pico de área desmatada ([27,7 mil km²) “É possível fazer acordos e todos os setores serem beneficiados”, airmou.

Apesar de o desmatamento estar se reduzindo nos últimos anos, o Brasil ainda é o maior desmatador do mundo, afirmou Cláudio Amarante, da ONG WWF Brasil. “Pelos dados que temos hoje, por tudo o que reduziu, o Brasil ainda é o maior desmatador do mundo, embora dependa de como isso é medido. O Brasil tem dez anos de redução de desmatamento, mas os países andino-amazônicos vêm em processo contrário: há um crescimento do desmatamento. Após o Brasil, vêm a Bolívia, o Peru, a Colômbia, a Venezuela e o Equador, do ponto de vista absoluto [de área desmatada].”

De acordo com Amarante, o controle do desmatamento no Brasil está entrando agora em sua fase mais difícil: a de combate às pequenas manchas de desmatamento, pouco visíveis por satélites. “Até agora, o que foi possível foi conter o desmatamento que era mais fácil, o mais flagrantemente ilegal, das áreas maiores e de maior detecção. Agora vamos ter que combater as pequenas manchas de desmatamento e as feitas por pequenas propriedades ou assentamentos”, afirmou.

Agência Brasil

O aquecimento global - Por: Emerson Monteiro

Aqui se estuda um jeito próprio de tratar este assunto, sem o sensacionalismo que desvia atenções dos detalhes sociais por vezes esquecidos. Isto na intenção de trabalhar jeitos de preservar o mundo. Sonhar com mais oportunidade para questionar e continuar a viver com esperança. Acreditar acima de tudo nas ações que ocasionaram os bons resultados do inegável progresso obtido pelos seres humanos, na vida moderna de conforto e facilidades.

Entretanto, agora alguns países se mostram cautelosos em relação ao fenômeno que denominaram de aquecimento global, resultado a que chegou o trabalho do enriquecimento coletivo. De tanto explorar os materiais encontrados na face do Planeta, produziram esta crise de calor que já derrete as calotas polares, aumentam o nível dos mares, a ponto de dominar o horizonte e os jornais, e tocar as distantes regiões, alterando a temperatura e outros fenômenos até então independentes da mão humana.

Poderosos em termos históricos, armados e detentores da melhor das tecnologias, os Estados Unidos negaram firmar o Protocolo de Kyoto, pacto disciplinador das ações dos principais responsáveis pela geração de calor e emissão de gases, além de insistirem na posição de que assunto pouco lhes interessa e diz respeito.

Os responsáveis pelo estado de coisas da Terra, nos dias atuais, claro que é a humanidade toda. Ninguém queira argumentar que imaginava serem os recursos inesgotáveis, que não se chegaria aos extremos dos limites. Impávida, a Natureza silenciosa seguia seu itinerário. As queixas apareceram, no entanto, diante dos modos de reagir dos elementos naturais, a indicar preços elevados da fúria, na ausência de conhecimento com que foram tratados.

Outra vez, um desafio de soluções inadiáveis. Isso requer a revisão radical nos conceitos econômicos de desenvolvimento, produção e preservação ambiental, algo superior, talvez, à capacidade partidária das guerras de conquista e espoliação, exercitada nas buscas territoriais e dos mercados.

Sob este crivo de severidade há, em pauta, uma completa reconsideração dos conceitos predominantes da cultura, da felicidade material, o que exige longa e fria reflexão. Eis, por isso, um problema de dimensões planetárias, entregue a esta geração qual enigma de fina sensibilidade e rude sabedoria.

Confederação do Equador em livro

Nesta próxima sexta-feira (31 de outubro de 2014), data em que foi executado Tristão Gonçalves de Alencar Araripe, será lançado em Crato, no Instituto Cultural do Cariri, à Praça Filemon Teles n.º 1, o livro de autoria de Pedro Jaime Alencar Araripe A Confederação do Equador para Jovens, com organização de Guarani Araripe e Maria Helena Alencar.

A Diretoria do ICC convida todos os seus sócios e membros de cadeiras a comparecer a tão expressivo acontecimento, ocasião em que, também, homenageará o Centenário do líder cratense Thomaz Osterne de Alencar.

A solenidade terá início às 20h, com a presença dos organizadores da edição.

Pedro Jaime é o filho mais novo de Tristão Araripe, que reuniu os principais documentos alusivos à Confederação do Equador, preservados pela família e agora trazidos ao grande público em formato de livro organizado pelos descendentes Guarani Valença de Araripe e Maria Helena Alencar, ocasião dos 190 anos da morte de Tristão.


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