xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 27/10/2014 | Blog do Crato
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VÍDEO - ÚLTIMAS NOTÍCIAS - Prefeito do Crato é escolhido um dos melhores prefeitos do Ceará pela PPE Eventos, em Fortaleza. ( 09-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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27 outubro 2014

Preço do petróleo nos EUA tem menor valor em 28 meses

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Cotação foi a menos de US$ 80 por barril, mas teve recuperação parcial. Banco Goldman Sachs reduziu projeções para a commodity.

Os preços do petróleo nos Estados Unidos tocaram uma mínima de 28 meses nesta segunda-feira, abaixo de US$ 80 por barril, após o banco Goldman Sachs reduzir suas projeções para as cotações da commodity, mas recuperaram-se parcialmente com a ajuda de cobertura de vendidos.

Em relatório, o Goldman reduziu suas previsões de 2015 do preço do petróleo, tornando-se a instituição financeira mais pessimista dentre as principais do mundo.

A revisão do banco acontece após uma queda de 25% nos preços do petróleo observada ao longo dos últimos cinco meses, devido à ampla oferta e a uma demanda fraca.

O banco cortou sua previsão para o Brent para o primeiro trimestre de 2015 para US$ 85 por barril, ante US$ 100 da previsão anterior.

Já a projeção para o petróleo nos Estados Unidos foi reduzida para US$ 75, ante US$ 90 da previsão anterior.

A queda no Brent e no petróleo norte-americano provocada pela estimativa foi seguida de uma onda de cobertura de vendidos que reduziu perdas, com agentes do mercado que haviam apostado corretamente na queda de preços fechando algumas de suas posições.

O petróleo nos EUA com vencimento em dezembro chegou a cair a US$ 79,44 por barril, menor cotação desde junho de 2012, antes de devolver perdas e fechar com queda de US$ 0,01, a US$ 81 por barril.

O Brent tocou mínima de US$ 84,55, antes de fechar com queda de US$ 0,30, a US$ 85,83 por barril.

Da Reuters

Wall Street fecha perto da estabilidade;ações de energia caem

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NOVA YORK (Reuters) - Os principais índices do mercado acionário dos Estados Unidos encerraram perto da estabilidade nesta segunda-feira, após o S&P 500 registrar na semana passada a maior alta semanal desde janeiro de 2013, enquanto ações do setor de energia caíram com outro recuo nos preços do petróleo.

O índice Dow Jones subiu 0,07 por cento, a 16.817 pontos, enquanto o S&P 500 cedeu 0,15 por cento, a 1.961 pontos. O Nasdaq subiu 0,05 por cento, a 4.485 pontos.

Entre as maiores altas, Gilead Sciences subiu 1,7 por cento, um dia antes da divulgação do balanço. Micron Technology subiu 4 por cento e foi o maior ganho percentual no S&P 500 e no Nasdaq após a empresa anunciar um programa de recompra de ações no valor de 1 bilhão de dólares.

As ações de energia tiveram as maiores quedas, com o índice de energia do S&P 500 caindo 2 por cento. O petróleo negociado nos EUA chegou a ser negociado abaixo de 80 dólares o barril, após o Goldman Sachs cortar sua projeção para o preço do petróleo, citando oferta abundante e demanda enfraquecida.

O S&P 500 encerrou em ligeira queda após registrar na semana passada a maior alta semanal desde janeiro de 2013, uma forte recuperação das recentes perdas. O índice está agora em alta de 5,3 por cento desde a baixa registrada em 15 de outubro.

"Após quase 10 por cento de correção no S&P, os investidores com tendência de alta apareceram e mandaram os preços de volta para cima. Agora nós estamos a caminho de fechar na ponta superior da faixa para o mês, um sinal de tendência de alta", disse o presidente executivo da Sarhan Capital, Adam Sarhan.

A maioria das empresas está superando as expectativas para os balanços. Com resultados de 213 das empresas do S&P 500 divulgados, 71,4 por cento superaram as expectativas de analistas, o que seria o maior percentual desde o terceiro trimestre de 2011, segundo dados da Thomson Reuters.

Ações de companhias brasileiras negociadas nos EUA caíram após Dilma Rousseff (PT) conquistar a reeleição, derrotando o candidato favorito dos mercados, Aécio Neves (PSDB), por pequena margem. Os ADRs da Petrobras caíam quase 13,7 por cento, e os da Vale, recuaram 5,2 por cento. Um fundo brasileiro negociado em bolsa caiu 5,4 por cento.

Depois do fechamento, ações do Twitter caíram 9,6 por cento com a divulgação de receita trimestral que ultrapassou as expectativas, mas com a projeção de vendas para o quarto trimestre que podem ficar abaixo das metas.

(Reportagem adicional de Rodrigo Campos)

Por Caroline Valetkevitch

Números do TSE esvaziam discurso sobre divisão geopolítica do Brasil

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Sudeste e Nordeste tiveram peso muito semelhante na reeleição de Dilma, contrariando ideia que atribui vitória petista apenas aos nordestinos. Radicais pedem que São Paulo se separe do país

Comemoração da vitória de Dilma em São Paulo, terra na qual Aécio teve ampla vitória. Divisão não é tão simples quanto parece

São Paulo – As redes sociais amanheceram hoje (27) com algumas novas demonstrações racistas de ressaca eleitoral entre correligionários do candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves. A intolerância contra nordestinos – criticados por preferirem Dilma Rousseff no primeiro turno – foi além do discurso sobre a divisão geopolítica do Brasil e chegou ao separatismo. Uma ira, porém, que não resiste aos números.

Um dos principais porta-vozes da recente onda secessionista é o vereador da cidade de São Paulo, Coronel Telhada (PSDB), ex-comandante da tropa de elite da Polícia Militar, entusiasta da ditadura e recém-eleito deputado estadual com 254.074 votos. “Que o Brasil engula esse sapo atravessado. Acho que chegou a hora de São Paulo se separar do resto desse país”, lamentou, em sua página no Facebook, reproduzindo um cartaz que convocava paulistas a lutarem durante a Revolução Constitucionalista de 1932 contra o então presidente Getúlio Vargas.

“Já que o Brasil fez sua escolha pelo PT, entendo que o Sul e Sudeste (exceto Minas Gerais e Rio de Janeiro, que optaram pelo PT) iniciem o processo de independência de um país que prefere esmola do que o trabalho, preferem a desordem ao invés da ordem, preferem o voto de cabresto do que a liberdade”, queixou-se, antes de questionar: “Por que devemos nos submeter a esse governo escolhido pelo Norte e Nordeste? Eles que paguem o preço sozinhos.”

 

A simples conferência das urnas, porém, desmonta o discurso do coronel tucano. De acordo com números do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nordeste e Sudeste tiveram participação muito semelhante na vitória da candidata petista. A presidenta Dilma Rousseff obteve um total de 54,5 milhões de votos no segundo turno. A região tão atacada por setores da elite paulista contribuiu com 20,2 milhões de votos – 37% dos sufrágios ao PT. No Sudeste, 19,9 milhões de pessoas escolheram a presidenta – o que representa 36,5% dos votos em Dilma.

Por sua vez, Aécio Neves teve quase 6 milhões de votos de vantagem sobre Dilma Rousseff no Sudeste – 25,4 milhões –, mostrando que a região não apoia com tanta ênfase o tucano em detrimento da petista. O representante do PSDB, porém, conseguiu apenas 7,9 milhões de votos entre os nordestinos – pouco mais de um terço da votação obtida pela presidenta na região. Fica claro, portanto, que o Nordeste prefere amplamente Dilma Rousseff. Mas não é verdade que essa preferência se reflete com tanta ênfase para Aécio Neves no Sudeste.

Há certo equilíbrio entre a votação recebida por Dilma e Aécio no Norte do país. Os estados amazônicos concederam 4,4 milhões de votos à petista e 3,3 milhões ao tucano. A balança tampouco pende muito para Aécio no Centro-Oeste, onde obteve 4,3 milhões de votos contra 3,2 milhões de Dilma. No Sul, a vantagem do tucano é um pouco maior: 9,6 milhões contra 6,8 milhões. Os números do TSE, portanto, permitem dizer que, se há divisão política, ela abrange todo o país: pende para o PSDB no Sudeste e muito favoravelmente para o PT, no Nordeste.

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PAULO PINTO/FOTOS PÚBLICAS

Rede Brasil Atual

Janelas de aviões podem ganhar novas funções no futuro

janelas-avioes-cpiReprodução/YouTube/Centre for Process Innovation (CPI)
Janelas de aviões podem ganhar novas funções no futuro, diz Centre for Process Innovation (CPI)

Janelas do futuro: segundo companhia, remover janelas da aeronave irá reduzir peso

 

São Paulo - A empresa britânica Centre for Process Innovation (CPI) pretende dar uma nova função às janelas de aviões.

Na verdade, a companhia pretende substituí-las por telas OLEDs com diferentes funções.

O exterior do avião ainda seria visto, mas por meio de câmeras acopladas do lado de fora da aeronave.

As "janelas" possibilitariam ao passageiro solicitar, por exemplo, o serviço de bordo por meio de toques, além de poder observar objetos e localidades do lado de fora com informações que indicam do que se trata (uma estação espacial, por exemplo, ganha um círculo em volta e uma espécie de resumo da Wikipedia que a descreve).

Ainda segundo a CPI, remover as janelas da aeronave irá reduzir o seu peso e, portanto, também diminuirá o custo para o passageiro e para a companhia aérea.

Ao The Guardian, o Dr. Jon Helliwell, um dos responsáveis pelo projeto, diz que muitos na indústria da aviação ressaltam que os aviões no futuro precisam perder peso.

Segundo o doutor, os aviões com as super janelas podem virar realidade em dez anos.

Veja o vídeo:

 

Do AdNews

Denúncias de preconceito nas redes sociais cresceram 342% no 2º turno

graficoacendente

No domingo (26), 305 páginas foram denunciadas contra 69 do 1º turno. Segundo ONG Safernet, publicação de mensagens de ódio deve crescer.

As denúncias de preconceito nas redes sociais cresceram 342,03% no 2º turno das eleições em relação ao 1º turno, segundo balanço da ONG Safernet Brasil obtido pelo G1 nesta segunda-feira (27). 305 novas páginas criadas para supostamente promover o ódio e a discriminação, tendo os nordestinos como alvo preferido, foram denunciadas no domingo (26), contra 69 do dia 5 de outubro, data do 1º turno.

De acordo com a Safernet, a publicação de mensagens preconceituosas deve crescer nesta semana. Mas dados da própria organização sugerem que o número de denúncias também tende a aumentar. Entre 5 e 25 de outubro, a data que registrou mais reclamações foi a segunda-feira (6), dia seguinte ao 1º turno, com 258 novas páginas denunciadas.

No 2º turno, o número de denúncias representou um aumento de 662,5% em relação ao ano passado, quando foram denunciadas 40 novas páginas por discriminação e ódio. No total, a Safernet recebeu 421 reclamações no domingo (26) – 116 delas foram de páginas repetidas.

Do G1, em São Paulo

FAB assina contrato com empresa sueca para compra de caças

gripen3As Forças Armadas brasileiras compram o novo caça sueco Gripen /Stefan Kalm / Saab Group / Divulgação

A Força Aérea Brasileira (FAB) anunciou a assinatura de contrato com empresa sueca Saab para a compra de 36 aviões militares Gripen de nova geração (NG, em inglês) por cerca R$ 13 bilhões. O contrato foi assinado na última sexta-feira (24), mas divulgado hoje (27).

Segundo a FAB, o primeiro caça será entregue em 2019 e o último, em 2024. A FAB ressalta que o contrato prevê ainda treinamento de pilotos e mecânicos brasileiros na Suécia, apoio logístico e a transferência de tecnologia para indústrias brasileiras - o que deve ser feito, segundo a Saab, ao longo de aproximadamente dez anos.

O contrato envolve a compra de 28 aviões de um só lugar e oito de dois lugares. A FAB informa, por meio de nota, que o Brasil participará do desenvolvimento do Gripen NG e será responsável pela versão para dois pilotos. “O desenvolvimento e produção do Gripen NG possibilitará ainda a geração de milhares de empregos diretos e indiretos no país”, diz a nota.

A FAB informou ainda que está negociando com Força Aérea da Suécia a cessão temporária de caças Gripen, em versões menos avançadas que a NG. O plano é utilizar os Gripen C/D até o recebimento das aeronaves novas.

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As Forças Armadas brasileiras compram o novo caça sueco Gripen /Stefan Kalm / Saab Group / Divulgação

As negociações entre a FAB e a Saab para a assinatura do contrato começaram após o governo brasileiro optar pela compra dos caças suecos, em dezembro do ano passado. A escolha se deu por meio do chamado projeto FX-2. Aeronaves de três países disputaram o contrato com o governo brasileiro. Além do Saab Gripen NG, o Boeing F-18E/F Super Hornet, dos Estados Unidos; e Dassault Rafale F3, da França, estavam na disputa.

Agência Brasil

Especialistas apontam como cumprir promessas de campanha na área de saúde

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Com a reeleição da presidenta Dilma Rousseff, especialistas defendem que para o cumprimento das promessas de campanha é necessário assegurar a estabilidade financeira do Sistema Único de Saúde (SUS). A presidenta reeleita prometeu, durante a campanha eleitoral, mudar o patamar de qualidade e ampliar o atendimento dos serviços de saúde com a expansão do Programa Mais Médicos. Disse que também vai aumentar a rede de unidades de Pronto-Atendimento, estender as redes de atendimento especializado e qualificar os serviços hospitalares.

A diretora da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília, Maria Fátima de Sousa, defende que o governo aproveite o apoio que tem no Congresso para aprovar o projeto de lei que destina 10% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) às ações de saúde. “A presidenta tem apoio, ela pode criar ainda outros meios de arrecadar fundos para a saúde, como, por exemplo, aumentar as taxas de produtos que sobrecarregam a saúde pública, como álcool e cigarros, e destinar claramente esse dinheiro para o financiamento da saúde”, defende.

Outro passo que a especialista considera importante para fortalecimento do SUS - outras das promessas - é priorizar o sistema. Segundo Maria Fátima, com o modelo de atendimento da atenção primária, por meio do Programa Saúde na Família, apenas cerca de 15% a 20% das demandas de saúde iriam para unidades mais complexas, de tratamento intensivo e especializado. “Precisamos ter clareza do modelo que iremos seguir para priorizar investimentos, e não fazer investimentos desordenados”, destacou.

Para que o modelo seja seguido, Maria Fátima defende a priorização de cursos voltadas para a saúde básica, tanto para médicos quanto enfermeiros, dentistas e outros profissionais de saúde, além da ampliação de vagas para estes profissionais nas faculdades. “A formação dos profissionais no Brasil não está voltada para o que o Brasil precisa, que é a atenção básica. Está voltada para o mercado. Precisamos mudar esse quadro”, diz ela.

Para a pesquisadora do Instituto de Estudos de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro e conselheira da Associação Brasileira de Saúde Coletiva, Lígia Bahia, o governo deve fortalecer a rede de formação de recursos humanos na área de saúde, principalmente com investimento nos hospitais universitários das instituições federais de ensino. “Também é interessante aumentar os cursos privados, mas é nas universidades federais que há incentivo à pesquisa, e isso é que fortalece o setor”, sentenciou.

Lígia concorda que seria muito importante destinar 10% do PIB para a saúde pública, mas como a presidenta Dilma já sinalizou que isso é inviável, a pesquisadora considera que o governo deveria recorrer ao dinheiro aplicado nos planos de saúde, como subsídios e isenção de impostos, que somam R$ 20 bilhões, segundo ela. “Precisamos que o SUS seja prioridade, e que ele funcione para ricos e para pobres. Investir no sistema privado é reconhecer que o [sistema] público não funciona”, ressaltou.

Com esse dinheiro, segundo a pesquisadora, o governo poderia estruturar a atenção primária, que consiste no atendimento em postos de saúde, com médicos generalistas, e assim tornar esse tipo de formação atraente, em detrimento de outras especialidades. “Um sistema assim poderia evitar internações por complicações de problemas como diabetes, hipertensão. Mas, para essa atenção primária ser forte, ela precisa de locais decentes, limpos, com bons profissionais de saúde, e não instalações precárias como as que temos.”

A especialista reforça que o Brasil precisa também de mudança de cultura para que as pessoas tenham uma relação de confiança com seu médico generalista, para que ele encaminhe o paciente para especialistas apenas se necessário. Dessa forma, o atendimento de média e alta complexidade seria desafogado, e quem realmente precisa dele teria mais acesso.

Agência Brasil

CPMI adia depoimento de doleiro e chama diretor da Petrobras

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O depoimento do doleiro Alberto Youssef na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da Petrobras (CPMI), previsto para a próxima quarta-feira (29), foi adiado.  No lugar do doleiro, os integrantes da CPMI vão tomar o depoimento do atual diretor de Abastecimento da Petrobras, José Carlos Cosenza.

O relator da CPMI, deputado Marco Maia (PT-RS), informou à Agência Brasil que o adiamento do depoimento de Alberto Youssef se deu em função dele estar hospitalizado e também da carta dos seus advogados à comissão dizendo que ele não pretende falar nada, e que deverá permanecer calado.

“Adiamos o depoimento por causa do estado de saúde dele [Youssef] e da carta dos advogados à comissão dizendo que ele não falaria nada em função da delação premiada”, disse Marco Maia. O doleiro foi internado Curitiba, após passar mal no último sábado.

Alberto Youssef é acusado de lavagem de dinheiro, de receber propina de empreiteiras que têm contratos com a Petrobras, e repassar o dinheiro para partidos e políticos. Ele foi preso pela Operação Lava Jato da Polícia Federal.

O prazo para o encerramento dos trabalhos da CPMI da Petrobras é 23 de novembro, mas o relator irá propor a prorrogação até o dia 21 de dezembro, para continuarem as investigações sobre as denúncias envolvendo a petroleira.

Agência Brasil

Comentários preconceituosos contra nordestinos na web podem ser punidos, diz ONG

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Assim que o resultado das eleições presidenciais foi divulgado, às 20h de ontem (26), os comentários sobre a participação dos votos do Nordeste na vitória da candidata do PT, Dilma Rousseff, começaram a surgir nas redes sociais. Segundo o diretor-presidente da organização não governamental (ONG) SaferNet Brasil, Thiago Tavares, as páginas na internet e nas redes sociais que têm violações aos direitos humanos serão investigadas e seus autores poderão ser punidos. Tavares explica que, assim como quem cria, quem compartilha um conteúdo de ódio e preconceito também pode ser responsabilizado criminalmente.

Tavares, que é professor de direito da informática da Universidade Católica de Salvador, disse hoje (25) que, desde ontem, a ONG  recebeu 421 denúncias referentes a 305 novas páginas nas redes sociais, especialmente no Twitter e no Facebook, com o objetivo de promover o ódio e a discriminação contra a população de origem nordestina. “Lamentavelmente, tudo indica que hoje essas manifestações devem continuar crescendo e ao longo desta semana também”, disse o professor.

As denúncias feitas após a divulgação do resultado do segundo turno são 342,03% maiores em relação àquelas recebidas no dia 5 de outubro, do primeiro turno das eleições. E, segundo Tavares, 662,5% maiores em relação às no dia 26 de outubro de 2013, fora do contexto eleitoral. Tavares diz que as pessoas precisam valorizar a diversidade e respeitar os direitos humanos. “Mas, diante de uma campanha tão polarizada e tão radicalizada, é difícil muitas vezes conter o ímpeto de alguns usuários que resolvem descarregar nas redes sociais as suas frustrações e todo seu preconceito em relação à população nordestina”, disse.

Para Tavares, o mais preocupante é que existem usuários que não são tipicamente criminosos, mas compartilham mensagens de ódio que muitas vezes são postadas “por grupos de extrema direita, de orientação neonazista, inclusive, que se sentem legitimados, fortalecidos e encorajados em momentos como este e encontram nesses eleitores inconformados uma espécie de instrumento para propagar esse tipo de mensagem de ódio e desestabilizar o país”.

A ONG foi criada em 2005 com foco na defesa dos direitos humanos na internet e é operada em parceria com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal. As denúncias podem ser feitas de forma anônima na página da SaferNet, apenas copiando o link da página que tem a violação. A Lei 7.716, de 1989, pune, com pena que pode chegar a cinco anos de reclusão, aquele que utiliza os meios de comunicação social, como a internet, para promover o ódio e a discriminação em razão da raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

Para o professor do Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília, Sadi Dal Rosso, algumas pessoas acusam os nordestinos de votar apenas por causa de algum benefício financeiro que recebam do governo, sem se preocupar com o projeto social como um todo. “O governo agora tem esse papel de dialogar, há um laço comum no país, até porque a Dilma [Rousseff] teve votos de Norte a Sul. Não há desunião no país, mas questões ideológicas que debatemos quando o ‘sangue sobe à cabeça’; ações concretas para elevar as condições de vida da população são importantes, políticas reais e afirmativas para diluir essas questões”, disse o sociólogo.

Para Dal Rosso seria problemático se surgissem movimentos de rua truculentos, como alguns que atuaram nas manifestações de junho de 2013, mas ele diz que já viu um usuário pedindo desculpas nas redes sociais por ter usado “expressões muito duras”, reconhecendo os exageros, o que, para ele, indica que o clima pode estar esfriando.

Segundo Thiago Tavares, da SaferNet, há dois exemplos emblemáticos de crime de ódio na internet. “Nas eleições de 2010, a estudante de direito da Universidade Mackenzie, Mayara Petruso, de 21 anos, declarou no Twitter, logo que saiu o resultado, que os usuários da rede deveriam fazer um favor a São Paulo e matar um nordestino afogado. Em razão dessa mensagem, ela foi condenada pela Justiça Federal, perdeu o estágio, teve que prestar serviço comunitário, pagar multa, o que gerou um transtorno para a vida dela”, contou.

O outro caso aconteceu nas eleições deste ano. Segundo Tavares, uma auditora do Trabalho da Bahia foi indiciada por usar as redes sociais para pregar a violência física e o ódio contra nordestinos. “Os casos estão começando a chegar ao Judiciário e ele tem se pronunciado no sentido de condenar as pessoas que tem usado a internet para essa finalidade”, completou.

Agência Brasil

Indústrias têxtil e de vestuário protestam contra concorrência desleal

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Representantes da indústria têxtil e de confecção de todo o país colocaram 150 cruzes no canteiro central da Avenida Otto Baumgaurten (em frente ao Pavilhão Amarelo do Expo Center Norte), em São Paulo, para representar 14 mil postos de trabalho fechados nos últimos 12 meses.

O local foi escolhido porque ali ocorre uma feira de produtos chineses e o objetivo é chamar a atenção do governo e da sociedade para o que os empresários classificam como competição injusta entre a indústria brasileira e a chinesa.

De acordo com o diretor da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Valente Pimentel, o Brasil tem a quarta maior indústria em fabricação de vestuário e a quinta maior têxtil, mas, pelo quarto ano consecutivo, perde em produção para países que concorrem de forma desigual.

Ele explica que há injustiça porque, nos países concorrentes, as regras trabalhistas, tributárias, previdenciárias e ambientais são distintas das que estão em vigor no país. “Então esse é um protesto contra as causas externas”, disse.

Sobre as demandas que o setor apresentou ao governo, Pimentel ressaltou que algumas foram atendidas, outras não e outras medidas eliminaram os efeitos positivos daquelas que foram colocadas em prática.

“Neste momento, nós temos uma proposta que é o Regime Tributário Competitivo para a Confecção, apresentada a há cerca de um ano. A medida simplifica e reduz a carga tributária para qualquer tamanho de empresa que produza vestuário no país”. Com implantação do programa, o setor criaria mais de 597 mil vagas e a produção cresceria 117%.

O presidente da Abit diz que o volume de vestuário importado cresceu 25 vezes na última década. De janeiro a setembro deste ano, as importações de têxteis e confeccionados cresceram 5,7%, em valor, e as exportações caíram 6,1%.

Com isso, o aumento do deficit na balança comercial foi 8,4%, em relação ao mesmo período de 2013, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior. As importações de vestuário aumentaram 10,3%, em valor, comparativamente com o mesmo período em 2013. Em toneladas, a variação foi 7%.

“Eu conclamo o consumidor brasileiro que, ao comprar uma roupa, olhe onde é feita para dizer sim ou não no investimento de seu dinheiro. Na medida em que ele compra algo que é fabricado em países onde a produção é totalmente distinta da nossa, está ajudando o país em detrimento do Brasil. Se nós estivermos disputando mercado igualmente não tem problema, porque somos capazes de competir e enfrentar pelo nosso tamanho e tecnologia”, disse.

Os organizadores do protesto são a Abit, o Sindicato das Indústrias de Tecelagem de Americana, Nova Odessa, Santa Bárbara d'Oeste e Sumaré; o Sindicato de Fiação e Tecelagem de São Paulo, Sindicato das Indústrias do Vestuário de São Paulo; a Confederação Nacional dos Trabalhadores das Indústrias do Setor Têxtil, Vestuário, Couro e Calçados, a Federação dos Trabalhadores Têxteis e o Sindicato dos Mestres e Contramestres de São Paulo.

Editor Beto Coura

Agência Brasil

Eleições batem recorde de comentários no Facebook

Facebook-layouts-blog-postAs eleições de 2014 no Brasil foram as mais comentadas na história do Facebook. De acordo com levantamento divulgado hoje (27) pela rede social, de 6 de julho até esse domingo (26), dia do segundo turno, 674,4 milhões de interações sobre o pleito foram registradas.

Segundo o Facebook, é o maior número de interações sobre eleições geradas na rede social. O recorde anterior era das eleições na Índia, este ano, quando 227 milhões de conversas foram registradas - número três vezes menor que o volume de dados alcançado pelos internautas brasileiros.

Interações são postagens de fotos, textos, comentário, curtidas, ou qualquer conteúdo compartilhado na rede. Só ontem, mais de 49 milhões de interações sobre o pleito foram geradas - 53,8% dos comentários voltados para a Dilma Rousseff e 46,2% para Aécio Neves.

De acordo com a rede social, 89 milhões de pessoas usam o Facebook ativamente por mês no Brasil. A empresa estima que três em cada cinco eleitores brasileiros estão no Facebook.

 

Agência Brasil

Geólogos estudam meio de usar Aquífero Guarani para aliviar crise do Cantareira

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Geólogos da Universidade de São Paulo (USP) elaboram um estudo para saber se é possível retirar água do Aquífero Guarani para abastercer a região de Piracicaba, aliviando o Sistema Cantareira. A proposta é analisar a viabilidade da construção de 24 poços artesianos no município de Itirapina, região oeste do estado, onde o aquífero pode ser acessado de forma rasa. A análise será apresentada, em aproximadamente um mês, ao comitê criado pelo governo estadual para administrar a crise hídrica no Cantareira. Hoje (27), o sistema chegou a 13% da capacidade de armazenamento, após o início da utilização da segunda cota do volume morto.

O professor Reginaldo Bertolo, do Instituto de Geologia, explica que o estudo inclui a simulação, por meio de um modelo matemático, da extração de 150 mil litros de água por hora. “Queremos avaliar se o aquífero suporta essas vazões em longo prazo”, apontou. A análise baseia-se em um artigo publicado em 2004 por um grupo da Universidade Estadual Paulista (Unesp). De acordo com o trabalho, a região de Piracicaba fica distante cerca de 60 quilômetros (km) em linha reta, o que diminui os custos de um transporte da água direta para a capital. Outra vantagem é que o desnível geográfico entre as regiões de captação e consumo favorece o deslocamento.

Mesmo em fase de pré-viabilidade técnica, Bertolo acredita que essa pode ser uma alternativa interessante para o abastecimento de parte da região que deveria receber água do Cantareira. Ele destaca, no entanto, que é preciso fazer o uso sustentável dessa água para evitar novas crises. “A gente precisa ter a recarga no aquífero para que ele continue dando água. Se a gente tiver em longo prazo a certeza de que a chuva vai continuar caindo e o aquífero recarregado, uma vazão de 1 metro cúbico por segundo é uma vazão segura”, apontou. O Aquífero Guarani é a maior reserva estratégica de água doce da América Latina.

Atualmente, o aquífero abastece a maior parte das cidades do oeste paulista. “Observe que a crise de abastecimento de água está mais crítica nos municípios do centro-leste do estado”, avaliou. Isso ocorre, segundo Bertolo, porque eles têm maior segurança hídrica com a água oriunda dos aquíferos Bauru e Guarani. Entre os municípios abastecidos dessa forma, o professor destaca Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Araçatuba, Presidente Prudente, Marília, Bauru, entre outros. Ele explica que a profundidade das águas subterrâneas exige tecnologia complexa de engenharia, similar à utilizada para encontrar petróleo, para cavar os poços profundos.

Agência Brasil

VAI FICAR EM DESTAQUE ! - Porquê a Zona Azul em Juazeiro custa 1 real e no Crato, custam 2 reais ?


"O administrador do serviço disse que a origem da ideia do valor R$ 2,00 foi da prefeitura que apresentou a proposta R$ 2,00 hora" ( Lucieldo Moreira ).


O Crato realmente está entregue às baratas! Como se não bastasse um "fenômeno" eleitoral de 40 mil votos se destruir em tão pouco tempo e deixar a cidade como se um furacão tivesse passado aqui, a cidade não vê uma gota de asfalto em 2 anos de mandato, faltam remédios nos postos de saúde, apesar de uma licitação feita no ano passado de PASMEM, 10 milhões de reais para uma farmácia que pertence ao cara que ajudou na campanha, uma cidade hoje sem projeto de desenvolvimento, de um Demutran que não funciona, de uma guarda municipal deficiente, de infraestrutura que não existe, e que sobrevive de SORRISOS, ABRAÇOS e PROMESSAS. ---- ISTO É UMA CIDADE FENOMENAL. Agora...ninguém esperava por mais esta "machadada" no Crato: O Zona Azul da vizinha cidade de Juazeiro do Norte custa somente R$ 1,00 ( Aliás, como era no Crato também ), e de repente, saltou pra 2 reais sendo cobrado PELA MESMA EMPRESA. Como explicar isto? O nosso colega Lucieldo Moreira pergunta: "Como explicar o inexplicável. ZONA AZUL Juazeiro do Norte a mesma empresa administrando, valor da hora R$ 1,00 ZONA AZUL CRATO R$ 2,00 Fiscalização por quem nos deveria representar que a Câmara dos Vereadores é zero. Fazer o que então? Boicotar o serviço para provocar a baixa e daqui a dois anos nas eleições municipais mostrar quem manda nessa bodega não elegendo mais esses "políticos" que não nos representam."
E ele adiciona depois: "Eu perguntei ao administrador do serviço e ele não me pediu segredo para contar de onde vem a origem da ideia do valor R$ 2,00 Foi da prefeitura que apresentou a proposta R$ 2,00 hora e 30% do arrecado dia e no Juazeiro é R$ 1,00 e 20% dia."
LÁ VAMOS NÓS:
Deixa ver se eu entendi: Mesmo sabendo que em Juazeiro é R$ 1,00, a Prefeitura do Crato propôs que em Crato fosse de R$ 2,00 - POR QUÊ ??? Porque ELA queria que fosse 2 reais ao invés de 1 real ? Será que alguém não está ganhando 1 real aí nessa estória ? ( Esta não é uma afirmação, é uma pergunta ), e o povo quer a resposta. O povo quer a apenas a verdade !


Uma lição de civilidade – Por Carlos Eduardo Esmeraldo

    
Vivíamos no Crato, em outubro de 1958, eleições disputadíssimas. Concorriam ao cargo de prefeito o senhor Pedro Felício Cavalcante pelo PSD e José Horácio Pequeno pela UDN. Os comícios eram concorridíssimos de cada lado. Os udenistas chamavam os pessedistas de “gogó”, e eu nunca soube o porquê, e estes replicavam que os udenistas eram os “carrapatos”, talvez numa referência a esse partido ter vencido várias e sucessivas eleições. O meu pai concorria ao cargo de vice-prefeito na chapa da UDN. Era a primeira vez que esse cargo, na minha modesta avaliação, desnecessário ainda hoje, era disputado.
 
Gerson Moreira, um dos meninos mais udenistas que conheci, desde criança um líder natural, organizou um comício dos meninos que a cada dia ganhava mais adeptos. À medida que as eleições se aproximavam mais gente acorria ao comício dos futuros políticos da nossa cidade. Surgiram palanques, sistema de som, todo requinte que os comícios dos políticos de verdade tinham.
   
Pedro Felício concorria pela quarta vez e compuseram uma paródia musical cujo refrão eu guardo na memória: (“hei Pedro Felício, hei seu teimosão, hei esta será a quarta decepção...”).

Certa noite, houve um desses comícios dos meninos defronte a casa do senhor José Honor de Brito, na Rua José Carvalho, bem perto de onde eu morava. Gerson, quando me viu, me convidou para o palanque e após alguns oradores falarem muito bem, me surpreendeu dizendo: “Agora vamos ouvir o filho do futuro vice-prefeito do Crato!” E de súbito, eu me vi engasgado, com o microfone nas mãos, todo trêmulo e sem saber o que falar. Então cochichei para o Gerson: “O que é que eu digo?” E alguém não identificado respondeu: “Diga que Pedro Felício é um ladrão!” Repeti como uma marionete esse recado, sem ao certo imaginar o que estava dizendo e fui muito aplaudido pela platéia que enchia a rua defronte do palanque.
   
Ao final daquele comício mirim que se encerrava cedo, provavelmente às oito horas da noite, voltei para casa satisfeito, crente que havia colaborado para eleição do meu partido. Mas por cerca das dez horas daquela mesma noite, eu fui bruscamente acordado pelo meu pai. Após a aplicação do corretivo usual para a educação daquele tempo, uma expressão que meu pai usou ficou para sempre no meu íntimo: “Pedro Felício é um homem de bem, é muito honesto e meu amigo. Eu não admito que você volte a falar o que falou dele! E está proibido de ir a esses comícios.” Realmente observava que papai se dava bem com todos os políticos do PSD e com seus eleitores também. Certa vez ele viajou com Pedro Felício, Jósio Araripe e outros amigos a Uberaba, em Minas Gerais para comprarem gado da raça gir e nelore, ainda não existentes na nossa região. Muitos dos primos e primas do meu pai, da família Pinheiro eram do PSD e jamais houve inimizade entre eles.
          
Terminada a apuração da cidade, naquela época apuravam-se em primeiro lugar os votos das urnas da cidade e depois a votação dos distritos, Pedro Felício vencia o pleito com uma boa maioria, algo em torno de mil votos, se não me falha a memória. Para vice-prefeito, votava-se em separado, meu pai tinha quase a mesma votação que seu Pedro. Os pessedistas já comemoravam a eleição como certa. Diziam que aquela diferença não daria para os currais udenistas desfazerem.
 
Assistíamos ansiosos os resultados dos distritos e zona rural. Estávamos nas últimas urnas e a diferença cada vez mais sendo desfeita. Encerrada a apuração registrou-se a vitória do prefeito José Horácio Pequeno por uma pequena maioria, creio que 58 ou 63 votos, não lembro ao certo, só que foi por um valor muito pequeno. Eu estava presente ao encerramento daquela apuração, observando de longe a reação dos derrotados. O senhor Pedro Felício colocou o chapéu na cabeça, desceu humildemente as escadas da antiga prefeitura, onde hoje fica o museu do Crato, e se dirigiu à Rua Nelson Alencar, residência de José Horácio Pequeno.
    
A molecada acompanhava cantando o hino do “teimosão”. Vi quando ele entrou na casa do prefeito eleito, cumprimentou-o efusivamente, desejou os maiores êxitos para sua administração, bebeu o que lhe foi oferecido pelo anfitrião, participou da alegria dos vitoriosos por alguns minutos e, em seguida rumou para nossa casa para cumprimentar meu pai. Aquela atitude foi uma das maiores demonstração de urbanidade que eu já presenciei num homem público.
  
Quatro anos mais tarde, meu pai desligou-se da UDN. Sentiu-se traído por seus correligionários. Aconteceu o seguinte: em julho de 1962, a alta cúpula da UDN reuniu-se em nossa casa do São José para tentar convencer meu pai a ser candidato a prefeito. Havia o senhor Derval Peixoto pretendendo ser candidato a prefeito, mas conseguiram convencer meu pai a ser o candidato. Mas ocorreu que o Dr. Derval Peixoto, excelente estrategista, lançou-se candidato a Deputado Estadual. Era um tiro em mais uma eleição do Coronel Filemon para a Assembléia Legislativa. Na convenção, meu pai foi surpreendido com a escolha do doutor Derval Peixoto como candidato da UDN. Lembro-me quando que cheguei um pouco atrasado à convenção e ainda ouvi o meu pai dizer: “O resultado dessa escolha vai ser a derrota da UDN.” E a partir daquele momento, ele desligou-se da UDN e inscreveu-se num partido pequeno, para no que a imprensa passou a chamar anos depois, ser um "anticandidato". Nas eleições, Pedro Felício que se candidatara a prefeito pela quinta vez, foi eleito, também por pequena margem. Ele ainda foi reeleito dez anos depois.
 
Em julho de 1975, tão logo eu passei a trabalhar no Departamento Regional da Coelce, em Juazeiro do Norte, observei que a Prefeitura do Crato tinha um saldo elevado na conta da iluminação pública, suficiente para edificar alguns projetos de construção de redes elétricas. Minha primeira atitude foi telefonar para seu Pedro Felício e comunicar-lhe que aquela reserva poderia ser utilizada em obras. Ele eletrificou parte de um bairro pobre do Crato e no Natal daquele mesmo ano me convidou para inauguração da obra. Quando ele falou entregando aquela iluminação à população, agradeceu muito a mim e passamos a ser amigos.
  
Anos depois fui vizinho de sua filha, a dona Naylê, ainda minha parenta, pois sobrinha neta de minha bisavó Santana Gonçalves Esmeraldo. Não poderia ter melhor vizinha. Ela e seu marido sempre souberam tolerar com muita paciência as estripulias dos meus filhos, que tanto subiam no telhado da nossa casa, quanto no da casa deles, danificando algumas telhas. Nem ela, nem seu marido me cobraram nada. Eu mesmo, quando soube pelas telhas quebradas da minha casa, tomei a iniciativa de mandar repor as telhas danificadas, tanto da minha, quanto da residência dela.
 
A lição de civilidade de “seu” Pedro ficou projetada também nas suas duas filhas, genros e nos seus netos.

Por Carlos Eduardo Esmeraldo
Publicado originalmente no Blog do Crato em 20.09.2008

Com vitória apertada, Dilma é reeleita presidente do Brasil



Na disputa presidencial mais acirrada desde o segundo turno das eleições de 1989, Dilma Rousseff (PT) é reeleita presidente do Brasil. Com vitória apertada em Minas (52,4% dos votos), a petista perdeu em São Paulo: teve 35%, ante 64% de Aécio Neves (PSDB).

Pela 3ª vez seguida, brasileiros dão novo mandato a um presidente. Neste domingo (26), a petista derrotou o tucano Aécio Neves (PSDB) em uma das mais disputas mais apertadas. No primeiro turno, Dilma teve quase 43,268 milhões de votos, ou 41,6% do total de válidos. Aécio recebeu 34,897 milhões de votos, ou 33,5%. Dilma largou atrás na corrida pelo segundo turno, segundo pesquisas eleitorais, mas virou na última semana, ficando à frente do tucano desde segunda-feira (20). Pesquisa Datafolha finalizada neste sábado (25) colocava Dilma à frente com 52% dos votos válidos, contra 48% de Aécio. Durante quase toda a segunda etapa das eleições os dois permaneceram empatados na margem de erro, de dois pontos percentuais.

Segundo turno das eleições 2014

O governo Dilma Rousseff é aprovado por 44% dos eleitores, segundo o Datafolha. O percentual é mais que o dobro daqueles que desaprovam seu governo: 19% o consideram ruim ou péssimo, enquanto 36% o avaliam como regular. A taxa de aprovação de Dilma é inferior aos 52% que o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tinha ao final de seu primeiro mandato, em 2006, mas superior ao índice de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em 1998, quando o tucano foi reeleito à Presidência. Dilma também fica no meio dos dois ex-presidentes entre aqueles que desaprovaram os respectivos governos. Lula terminou seu primeiro mandato com rejeição de só 14%, contra 25% que diziam ser o governo FHC ruim ou péssimo. Lula terminou seu segundo mandato, em 2010, com a melhor avaliação da história e conseguiu fazer sua sucessora. Em 2010, 83% dos eleitores consideravam sua gestão ótima ou boa. Após a gestão Lula, 84% dos brasileiros achavam que o país estava melhor do que antes. Naquele ano, a rejeição ao governo do petista atingia só 4% dos eleitores, e 13% o avaliavam era regular.

Com Fernando Henrique ocorreu o oposto. Ele encerrou seus oito anos na Presidência, em 2002, com aprovação de só 26%, índice inferior ao do primeiro mandato, embora 35% dissessem em 2002 que o Brasil estava melhor do que oito anos antes. A rejeição ao tucano, na ocasião, alcançava 36% dos brasileiros, e ele não conseguiu fazer seu sucessor. Mesmo assim, FHC saiu do governo em melhor situação do que José Sarney (1985-1990) e Fernando Collor de Mello (1990-1992), que deixou o Planalto após o impeachment com apenas 9% de aprovação. Itamar Franco, com 41%, também finalizou seu período na Presidência (1992-1994) melhor que FHC, que foi seu ministro da Fazenda na implantação do Plano Real e eleito na sequência. O mineiro, no entanto, havia sido eleito presidente, já que assumiu após Collor deixar o cargo. 

Folha de São Paulo



Eleição mais acirrada em 25 anos chega ao fim com expectativa sobre vencedor


dilmaaecio

RIO DE JANEIRO/BELO HORIZONTE(Reuters) - A eleição mais acirrada nos últimos 25 anos levou neste domingo milhões de eleitores às urnas, em meio à grande expectativa sobre o vencedor na disputa entre a presidente Dilma Rousseff (PT) e o candidato do PSDB, Aécio Neves.
A votação chegou ao fim às 17h (horário de Brasília) nas Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além do Distrito Federal, que adotam o horário de verão. Espera-se que pouco depois das 20h, quando fecham as últimas urnas no Acre, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já tenha condições de anunciar o vencedor da corrida presidencial.
A presidente e Aécio votaram pela manhã e expressaram confiança na vitória. Os dois travaram uma disputa marcada por ataques de ambas as partes e na qual ambos chegaram ao dia decisivo com chances de vitória. As últimas pesquisas de intenção de voto, divulgadas no sábado, não apontaram um favorito claro, apesar da vantagem numérica de Dilma.
O Datafolha mostrou os dois candidatos em empate técnico, com o placar favorável a Dilma com 52 a 48 por cento. Pelo Ibope, a vantagem da petista chegou a 6 pontos percentuais, com resultado de 53 a 47 por cento.
Dilma votou pouco após a abertura das urnas, às 8h da manhã (horário de Brasília), em Porto Alegre. A candidata petista reconheceu o clima hostil da campanha, mas disse discordar das opiniões de que a eleição "foi inteiramente" uma campanha em que prevaleceu o "baixo nível".
"Acho que teve momentos lamentáveis, uso de formas de tratamento indevidas, e inclusive acredito que isso foi rejeitado pela população", disse Dilma, que tomou chimarrão oferecido por um dos mesários.
Ela votou acompanhada do candidato petista à reeleição ao governo do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, e depois seguiu para Brasília.
O tucano Aécio votou por volta das 10h30 em Belo Horizonte, acompanhado da mulher e em meio a um grande tumulto causado por sua chegada à seção eleitoral.
O ex-governador de Minas Gerais disse que a primeira tarefa, caso eleito, será "unificar o país" após a disputa eleitoral, e acrescentou estar "tranquilo e confiante", apesar de aparecer numericamente atrás de Dilma nas pesquisas. Aécio vai aguardar o resultado do pleito em Minas Gerais.
Desde 1989, quando Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrentou Fernando Collor de Mello (PRN) no segundo turno, na primeira eleição direta para presidente depois da ditadura militar, os brasileiros não iam às urnas com tantas incertezas sobre quem vencerá o pleito.
O sentimento é reforçado pela diferença vista no primeiro turno entre o que mostraram as pesquisas de intenção de voto e o resultado das urnas.
Na véspera do primeiro turno, o Datafolha mostrava Dilma com 44 por cento dos votos válidos, Aécio com 26 por cento e Marina Silva (PSB) com 24 por cento. Pelo Ibope, os números eram 46, 27 e 24 por cento, respectivamente.
Nas urnas, Dilma teve 41,6 por cento dos votos válidos, Aécio chegou a 33,6 por cento e Marina ficou com 21,3 por cento.
Terceira colocada na disputa do primeiro turno, Marina disse neste domingo que o próximo presidente terá que fazer uma gestão eficiente que recupera a economia do país, e ressaltou a importância de se unir o Brasil depois da campanha.
A ex-ministra do governo Lula, que assumiu a candidatura do PSB após a morte de Eduardo Campos em um acidente aéreo durante a campanha, declarou apoio a Aécio no segundo turno.
"Hoje estamos com inflação alta, crescimento baixo, temos juros que são altíssimos e temos uma situação de baixos investimentos ameaçando o emprego e salário dos trabalhadores, além de graves denúncias de corrupção", disse a jornalistas em Rio Branco (AC).
CONTINUIDADE X ALTERNÂNCIA
Após 12 anos seguidos de governo do PT, os eleitores foram às urnas divididos entre a vontade de mudança no poder e a defesa da atual gestão.
"Estou otimista. O país está caminhando para frente em tudo, não tem como regredir com Dilma", disse a professora universitária Maria Auxiliadora da Silva, de 48 anos, depois de votar em Manaus. "O PT tirou o Brasil do Mapa da Fome, isso é um orgulho."
A mudança de partido no poder, no entanto, foi defendida pelo médico baiano Tiago Nunes, de 32 anos, ao justificar o voto em Aécio. "Estamos cansados de 12 anos de governo do PT. Precisamos de uma mudança no Brasil. Precisamos basicamente de mais educação e saúde básica", afirmou após votar em São Paulo.
Em Pernambuco, Estado que foi governado por Campos em dois mandatos e onde Marina ficou em primeiro lugar na votação de 5 de outubro, o engenheiro de pesca Filipe Niero, de 30 anos, disse que ficou "impressionado" com o movimento pró-Aécio "justamente na terra de Lula".
Niero, no entanto, votou em Dilma. "Nestas eleições há muita coisa em jogo. A principal delas é a garantia da continuidade e ampliação dos avanços sociais", afirmou.
Em diferentes pontos do país, eleitores de Aécio foram votar em vestindo azul, verde e amarelo, alguns inclusive usando camisas da seleção brasileira, em referência às cores do PSDB, enquanto apoiadores de Dilma usaram o tradicional vermelho, a cor do PT.
Em uma escola do Lago Sul de Brasília, zona sul da capital federal, a dona de casa Gildicina da Rocha, de 27 anos, disse que escolheu Aécio para presidente por ele ser o candidato que representa mudança.
“Votei em Aécio porque tem que mudar, tem que melhorar... Estou insatisfeita, tem a questão do roubo de recursos públicos. A Dilma não fez o suficiente e ainda estragou o que foi feito antes”, disse ela, que registrou seu voto em um local em que várias pessoas foram às urnas vestidas de verde e amarelo.
Em São Bernardo do Campo (SP), berço do PT mas onde Dilma perdeu para Aécio no primeiro turno, o auxiliar de pedreiro Joaquim de Oliveira, de 47 anos, ressaltou a importância dos programas sociais do atual governo para os mais carentes.
"Votei na Dilma porque ela ajuda os pobres. Tenho quatro filhos, meus filhos estão na escola. Por mais que falem, isso é bastante importante para mim e quero que continue ajudando as pessoas com essas oportunidades. Se o PT sair, aí danou-se tudo", disse Oliveira, que contou ser beneficiário do programa Bolsa Família.
O ex-presidente Lula também votou em São Bernardo, e disse ter esperança para o resultado da eleição por considerar que Dilma "tem grande parte da sociedade ao lado dela" e que o país melhorou em seu governo.
Antecessor de Lula, o tucano Fernando Henrique Cardoso registrou seu voto em SP e acusou Lula de estar "vendendo ódio" na atual campanha.
"Estão tentando dividir o país por classe, cor. Essa tentativa não é aceitável. Eles tinham um slogan que dizia 'paz e amor'. Agora, o dono desse slogan está vendendo ódio", disse.
Além da disputa pela Presidência, a votação desde domingo decidirá os governadores de 13 Estados e do Distrito Federal.
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foram registradas 796 ocorrências de crime eleitoral com não candidatos até 16h25, segundo balanço mais recente, com 281 pessoas presas, das quais 152 por realizar propaganda boca de urna.
Ao contrário do primeiro turno, quando a votação foi marcada por atrasos decorrentes do maior uso do sistema de identificação biométrica pelo país, o tribunal disse que as dificuldades com as urnas biométricas foram superadas neste domingo.
(Reportagem de Camila Moreira, Anna Flávia Rochas e Alexandre Caverni, em São Paulo; Bruno Marfinati, em São Bernardo do Campo; Maria Carolina Marcello e Nestor Rabello, em Brasília; Eduardo Simões, em Belo Horizonte; Liege Albuquerque, em Manaus; Raíssa Ebrahim, no Recife)

Por Pedro Fonseca e Eduardo Simões

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Ator Ary Fontoura desabafa sobre resultado das eleições para presidente



Mea culpa! Ao saber do apertado resultado da eleição e ouvir o discurso da Presidente, cercada do seu “staff passado, presente e futuro”, achei que o cenário preparado para esta explanação estava mal ajeitado. A claque, muito agitada e histérica, impedindo que os acordes finais da voz de Dilma pudessem ser ouvidos, aplaudindo freneticamente o Lula que lá estava feito papagaio de pirata, lambendo a cria e sonhando com a transposição do São Francisco, e viajando no Trem Bala que a comadre Dilma, depois que esteve na Disney, inventou. E lá estava ele, sem saber pra onde ia, o que fazia e o que sabia. 
Dilma devia ter limpado o espaço e ficado sozinha no apelo que fez a outra metade da população que nela não votou, prometendo coibir a corrupção; prometendo fazer mudanças que a sociedade clama, para reformar a política. Enfim, tudo que já prometeu e não fez! Devia dizer que agora sua governança não estava mais designada ao partido, apenas para manter o Lula sempre presente, mas, sim, para governar como nunca fez!
Eu deveria ficar profundamente triste com a vitória da Dilma e a derrota do Aécio, meu candidato. Eu que nesta página apregoei mudanças, que achava que deveriam ser feitas. Fui vítima como a maioria dos brasileiros que pagam impostos. Fui vítima do prestigio involuntário que dei ao programa eleitoreiro do Bolsa Família, pagando religiosamente os impostos a mim atribuídos, ousando lhes dizer que podem consultar minhas declarações de imposto sobre a renda e constatar que tudo o que possuo está lá declarado; que tudo o que tenho é descontado de mim além da minha própria renda. E lhes faço uma pergunta: Será que o Presidente Lula, e muitos outros políticos, e muitos outros eleitores, podem fazer o mesmo? Vivemos no País do jeitinho, do levar vantagem em tudo. Mas eu posso! Tudo o que ganhei e ganho está lá declarado como fruto do meu trabalho. Pago quatro meses de impostos por ano pro Governo se apossar e fazer assistencialismo às minhas custas. Sou contra a perenização do Bolsa Família. Deveria ser emergencial, jamais permanente. Ele mata a fome e escraviza! Usa a ignorância do povo e o prende numa armadilha desonesta. 
Por isso, nem eu nem os que pagam impostos neste país temos o direito de chorar a derrota do Aécio. Temos que chorar pela nossa inoperância, pelo descuido de sermos honestos; de patrocinar esta fissura petista de manter o poder por vinte ou mais anos; da manutenção deste mar de lama que dia a dia cresce mais; de manter os ignorantes como boi a caminho do corte. 
Hoje não é um dia de luto, é um dia de reflexão. Até que ponto vale a pena ser honesto? Até que ponto vale a pena ser brasileiro, ter esperanças? 
E, para finalizar, como nas novelas, nossas velhas companheiras, quero lhes dizer que emoções mais fortes ainda estão por acontecer no capítulo de amanhã. Uma delas será quando o povo, personagem principal do folhetim, descobrir que vive a jornada de um imbecil, até o entendimento.



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