xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 25/09/2014 | Blog do Crato
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VÍDEO - Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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25 setembro 2014

FALANDO DE MÚSICA - REINVENTANDO A RODA ( Por: Dihelson mendonça )


Uma das grandes verdades da música é que cada artista recebe a influência das gerações que lhe precederam, e de elementos da sua própria geração. Na história, podemos registrar o caso de Beethoven e a enorme influência que a música de Mozart e Haydn ( que foi seu mestre ) lhe exerceu. Poderíamos citar dezenas de exemplos, pois praticamente cada expoente da música construiu a sua obra sobre os ombros de gigantes, e assim, puderam enxergar mais longe. Seria inconcebível vermos a obra de um Richard Wagner ou um Mahler sem a existência prévia de Beethoven, ou a música de Debussy e Ravel sem a existência de Chopin e Liszt. Na música popular e especialmente no Jazz, isto também é fato corriqueiro. O próprio Chick Corea disse em entrevista, que aprendeu, ouvindo os solos do pianista Bud Powell, e o grande Oscar Peterson, sabemos que era fã incondicional de Art Tatum, que é considerado por muitos o maior pianista da história do Jazz. Ninguém escapa das influências, mas ao verdadeiro artista, deve tentar encontrar o seu próprio caminho, caso contrário, este se tornará apenas uma cópia, e como todas as cópias, nunca se igualam ao original, além do que em música, vale sempre o velho adágio: "Triste do aluno que não supera seu mestre".

Nesta semana, resolvi postar alguns vídeos no youtube, e alguns receberam vários comentários, todos muito apreciados; Alguns inclusive, apontando para as minhas influências, como o do grande pianista Brasileiro Kiko Kontinentino, que escreveu: "Lembra um pouco o mestre Bill" ( referindo-se ao saudoso Bill Evans ), o que para mim, foi uma lembrança muito feliz, de outros tempos, visto que Bill Evans foi e continua sendo figura central no meu aprendizado musical. 

Mas fazendo um retrospecto sobre esses meus quase 30 anos de estudo de música, devo admitir que não tenho apenas o Bill Evans por influência, mas muitos outros, como os pianistas ( apenas para citar ) Oscar Peterson, Chick Corea, Herbie Hancock, Hermeto Pascoal, Claire Fischer, além de centenas de outros, sem falar ainda dos compositores eruditos. A todo aquele que aspira ser um músico, qualquer destes gênios provê conhecimentos fundamentais. Só que os recebi da forma mais estranha possível: 

Costumo dizer que se é que eu tenho algum mérito em música, apontaria para o imenso trabalho em aprendê-la sem nunca ter tido uma só aula de... MÚSICA. Mas como ?? Contraditório ? Nem tanto. Quando falo a palavra "música" aqui, não me refiro ao instrumentismo, a aprender a por os dedos nas teclas. Isso eu estudei na escola, com uma excelente professora, chamada Diana Pierre. Estudei a tocar Bach, Chopin, aprendi peças decoradas, porém, como acontece sempre nos conservatórios, sem saber exatamente o que era... aprendi leitura musical, mas nunca tive uma só aula de MÚSICA enquanto arte criativa, como harmonia, improvisação e composição.  

A música mesmo que toco hoje, aprendi ouvindo Jazz e MPB no rádio. Ouvia muito a BBC de Londres, a "Voz da América" e as outras estações internacionais, num pequeno rádio de pilha, aos 13 anos, porque no sertão em que vivia, não tínhamos livros, nem discos de Jazz, nem professores dessa área nos anos 70 e 80 ( E nem hoje ). Neste lugar, a seca não era só de água, mas de várias outras formas, que beiravam a própria miséria do nosso povo. Dos 18 aos 25, aprendia músicas inteiras, ouvindo nota por nota usando um gravador cassete, e analisando harmonicamente as inversões, etc. Sob um ponto de vista, tive que reinventar a roda, só eu e a minha mente, fazendo deduções, tirando conclusões, checando pequenos trechos dezenas ou centenas de vezes, pensando 24h em certos problemas até encontrar a solução. Costumava levantar no meio da noite para tirar dúvidas ou registrar uma idéia. Músicas do repertório jazzístico como Waltz for Debby, Up to the lark, Quiet Now, Very Early, Letter to Evan, Turn out the Stars e quase todas as do Bill Evans, por exemplo, eu tive que aprender nota por nota; Sei tocar de cor. Muitos anos depois, foi que consegui livros, mas aí já era tarde, apenas comprovei que as notas estavam certas, e mesmo em livros, vejo transcrições imperfeitas, que meu ouvido escuta certas notinhas que o transcritor não percebeu nos acordes às vezes. Também transcrevi muitos solos; Mas depois disso tudo, o que fiz? Vi que a música é muito mais...Como eu costumo dizer hoje em dia, eu não escolho mais o caminho que a música leva, não procuro imitar este ou aquele. Se o som vai naquela direção, deixe-o ir. 

A música está em tudo. Tudo é música, se você aprender a escutar! Antes eu tinha muito preconceito, porque um solo estaria muito "Coreano", ou muito a la Hermeto...hoje eu procuro fazer música do meu modo, nem importando muito se está certinho ou erradinho, o importante é que a única pessoa a quem tenho que dar satisfações ou me comparar, é a mim mesmo. Não posso me comparar a outro porque cada um teve suas escolas, suas lutas, suas próprias dificuldades, e suas referências.  Nessa semana, eu estive pensando sobre isso, pois eu quase que exclusivamente tenho ouvido Scriabin, e tocado em casa também, desde que me apaixonei pela sua música em 2008. Até meu querido Chopin, do qual eu já toquei mais de 60 peças, deixei um pouco de lado para aprender os prelúdios desse russo fantástico, e esses prelúdios, mesmo os lentos, são incrivelmente difíceis musicalmente. Tenho composto muitas coisas também, sempre com a inspiração nas imagens, em cenas e acontecimentos, que sempre foram meu modelo natural de criação. Mas para tocar em público, ou gravar algo para a internet ( que hoje é um modismo ), o toque jazzístico, acho que para efeito de público é melhor ( para levar música às pessoas, afinal de contas ). 

Hoje em dia existem no Youtube milhões de pianistas tocando os noturnos de Chopin, os seus Estudos, as Baladas, as Sonatas de Beethoven... e eu penso: Em que eu poderia acrescentar algo ? Depois que você escuta, por exemplo, uma Rapsódia Húngara com Cziffra ou Volodos, será que precisaria mais alguém gravar ? Questiono muito essas milhares de interpretações quase todas idênticas, mudando apenas aqui e ali. Penso que só se for para deleite próprio, dos amigos, algum estudo pessoal, gravá-las possa valer a pena...E se você escuta os mestres Bill Evans ou Oscar Peterson, porque alguém iria querer gravar suas obras na forma original ? Só se for uma releitura, caso contrário...Se você chegar numa loja para comprar um disco do Oscar Peterson ou de alguém tentando imitar o Peterson, qual deles você compraria ? O original ou a cópia ? Esta é uma das razões de mesmo tendo oportunidade, às vezes eu não vou a certos shows ou concertos. Porque, para ouvir o Herbie Hancock tocar Herbie Hancock, eu ficaria em casa e escutaria o original, para ouvir Bach com um principiante no conservatório, prefiro ficar em casa e ouvir com Glenn Gould ( A não ser quando é o caso de ir para prestigiar o trabalho de um amigo, uma questão de solidariedade, mas para mim, depois de escutar Bach com Glenn Gould por uns 30 anos, fica difícil... ), pois ninguém faz como eles já fizeram ( Ou fazem ? ) deixemos o questionamento no ar...

Então, acho que o trabalho do verdadeiro artista, apesar das influências que recebe na sua juventude, de todo um conjunto de coisas que estão relacionadas ao aprendizado, e que lhe são inevitáveis, deve ousar tentar mostrar suas próprias composições, aquilo que brota da sua mente criativa. Compor deve ser a meta do grande artista, não se limitar a repetir como um papagaio a música dos outros. No Brasil, vale salientar o trabalho de grandes mestres da atualidade. A minha lista seria interminável, mas nesta pequena reflexão, quero ressaltar aqui a música do cearense Luciano Franco, um dos maiores compositores do Brasil na atualidade, ganhador de muitos prêmios, pela sua diversidade composicional. Admiro muito o grande mestre multi-instrumentista Arismar Do Espirito Santo, a pessoa que mudou a minha visão acerca de MÚSICA, e até a maneira de tocar piano; Com Arismar, aprendi a tocar errado, porque o errado é que era o certo, e eu antes, fazia o certinho, o que era muito, muito errado. Admiro muito ainda o Vinicius Dorin, que também tenho na conta de um gênio, tocando e compondo. Essas pessoas sempre estão a lançar um trabalho original.

Porque o Piano Solo ?

Infelizmente, na região sul do Ceará, que é muito boa para se viver, um local belíssimo, ao mesmo tempo, continua apresentando dificuldades a alguém que queira ser músico criativo. Temos poucos que dispõem ao mesmo tempo de talento e tempo para se dedicar a um grupo e desenvolver um trabalho. Lembremos que aqui é sertão, não é São Paulo, onde se alguém precisar de um baixista acústico, encontrará um em casa esquina. Para se ter uma idéia, o mais próximo baixista acústico daqui está a 600Km, e sabe-se lá se essa pessoa tocaria da forma, com o sotaque que você precisa, ou o caso, por exemplo, de um baterista ( Além de os bons serem todos muito ocupados )... por este motivo, tenho gravado quase sempre piano solo, apenas para deleite pessoal e de amigos espalhados pelo mundo. A vida é muito curta, e se você é músico, se você nasceu com essa irresistível tendência e fascínio pelos sons, precisa seguir o seu caminho, qualquer que seja ele. 

No mundo, existem vários tipos de música boa, e cada uma delas possui os seus valores. Nesta "selva" moderna, o importante talvez seja cada um mostrar o seu "produto". Há espaços para todos e o público é quem escolhe o que deseja ouvir. Como novidade, por estes dias, estou gravando uma série de entrevistas em vídeo com outros músicos e isto está sendo muito gratificante; Em breve deverá estar no ar. 

Ao final, vejo que o importante é que, independente da escola musical, se erudita, se popular, se aprendeu por partitura, ou de ouvido, nunca alguém desista de tocar ou aprender um instrumento, ou dois ou vários, ou achar que o que faz não possa ser melhorado. Música sempre vale a pena, se ela vem da alma. Na verdade, somos todos aprendizes, e até hoje, aos meus bem vividos 48 anos, nunca vi nenhum músico que reunisse todas as características e os elementos da música numa única pessoa; Muitos se aproximaram, como os exemplos supra-citados, de Bach, Beethoven, ( Ou Scriabin ), mas o conhecimento é muito vasto para uma só cérebro, uma só mente, e mesmo tendo todo esse conhecimento, ainda precisaríamos de talento, técnica, criatividade e sentimento, porque afinal de contas, música é um estado de espírito, não importando se o músico toca apenas para si próprio ou para milhões, ou se toca apenas uma frase ou um milhão de notas. No final, o que resta de tudo, é apenas uma coisa chamada sentimento.

Por: Dihelson Mendonça
Aprendiz de Música


População da Área Pastoral do bairro Alto da Penha recebeu a imagem-réplica da Padroeira de Crato

(Texto e fotos: Martim Affonso Laet)

   Aconteceu na noite desta 5ª feira – 25 de setembro –, a solenidade de entronização da réplica da imagem-histórica de Nossa Senhora da Penha, na Área Pastoral Santa Teresinha do bairro Alto da Penha. Como a capela de Santa Teresinha do Menino Jesus – Padroeira daquela Área Pastoral – encontra-se em fase de conclusão, a missa de recepção da imagem Virgem da Penha foi celebrada na área contígua ao templo. Bom público prestigiou a solenidade litúrgica.
A imagem da Virgem da Penha chega ao bairro que tem seu nome
    A imagem de Nossa Senhora da Penha foi conduzida pelo Chanceler da Diocese, Armando Lopes Rafael, ladeado pela representação do Terço dos Homens do Alto da Penha, que é composto por cerca de 60 homens. O vigário-paroquial, padre Arileudo Machado, aproveitou a solenidade para anunciar a conclusão de implantação do novo piso de cerâmica porcenalizada na capela do bairro. Segundo padre Arileudo, na próxima semana, por ocasião do tríduo em homenagem Santa Teresinha, Padroeira do Alto da Penha, será iniciado o forro interno do templo religioso. Até o final do ano a mais nova capela católica de Crato deverá estar concluída para receber a bênção de inauguração do bispo diocesano, Dom Fernando Panico.
Padre Arileudo agradecendo o apoio que recebe dos moradores do Alto da Penha
  A história do bairro
    Recentemente a historiadora Ana Rosa Dias Borges lançou um livro resgatando a história do Alto da Penha. Este bairro começou a ser povoado na década 40 do século passado e seus moradores eram oriundos das classes menos favorecidas economicamente. A mudança para o nome Alto da Penha, por exemplo, foi sugerido pelo então Cura da Catedral de Crato, monsenhor Rubens Gondim Lóssio, um dos evangelizadoras da população daquela região citadina de Crato. Depois disso,  a população iniciou a construção de uma pequenina capela, a mesma que foi agora totalmente reformada e ampliada pela população do bairro e está prestes a ser inaugurada. O Alto da Penha é hoje um bairro revitalizado urbanisticamente, com bom índice de crescimento econômico, contando com casas comerciais e micro-empresas. A maioria dos seus habitantes enquadra-se na chamada  "classe  média baixa".
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  A partir de agora os moradores do Alto da Penha podem venerar uma imagem igual a existente na Sé Catedral

A BEM DA VERDADE – Diácono José Alexandre da Costa (*)


É importante que a verdade venha à tona, para que o povo não fique fazendo conjecturas maliciosas por conta do artigo “DUAS COROAS DE OURO” publicado no jornal “GAZETA DE NOTICIAS”, na edição de número 234, de 15 de agosto de 2014. Logo abaixo está a xerox do recibo fornecido a Dom Fernando Panico pela joalheria que as fabricou: valor de apenas um quinto do que foi colocado no dito noticioso. Coisas dessa natureza provocam muita especulação e mal estar. Busquemos evita-las, e tudo será melhor.
Dc. José Alexandre da Costa


(*) Prof. José Alexandre da Costa, diácono permanente da Igreja Católica Apostólica Romana, colaborando na Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, do bairro do Seminário/Conjunto Novo Crato.

Sobre a matéria acima -- educada, serena, equilibrada -- do Diácono José Alexandre da Costa (por Armando Lopes Rafael)

                                                                                 
                                                                                    Caro Alexandre:
Muito oportuno este esclarecimento "A bem da verdade". Creio que é  oportuno acrescentar os dados abaixo, para conhecimento das pessoas que gostam da verdade. 
1) As duas coroas, recentemente adquiridas,  são de prata dourada;
2) Somente agora,  lendo a matéria publicada no jornal por você citado,  vejo que lá também consta esta frase: “Nossa Senhora da Penha e o Menino Jesus têm suas coroas há décadas e que também são de ouro, o que não justifica o dispêndio de 50 mil euros a título de ostentação” (SIC). É fato que já existia uma antiga coroa de Nossa Senhora da Penha. Trata-se de  uma velha e acanhada  joia artesanal de ouro, confeccionada por um ourives de Crato no início do século passado.
Uma coroa que, de tão usada,  já passou por vários consertos, sempre que quebrada.  Já a segunda  "velha coroa" citada (a  do Menino Jesus) é uma simples  bijuteria.  Quem me deu essa informação foi o Revmo. Pe. Francisco Edimilson Neves Ferreira, Cura da Catedral.
Ambas  as coroas antigas não estavam à altura para serem utilizadas num cerimonial de coroação da imagem-histórica – ocorrida em 1º de setembro último - na solenidade presidida pelo enviado do Papa Francisco, o Cardeal Dom João Braz de Aviz. Este, estava  acompanhado dos demais bispos cearenses (titulares e eméritos), além do bispo de Picos, Piauí. Daí porque se optou em comprar duas novas coroas, de prata dourada, feitas especialmente no Vaticano ao custo de 5 mil euros a unidade e não 50 (cinquenta) mil euros como foi erroneamente publicado.
Esta é a verdade dos fatos! Aliás, também é verdade que  tivemos a maior e mais bela festa já feita em homenagem a Nossa Senhora da Penha, desde a criação da paróquia de Crato, há 246 anos. Uma noite inesquecível! A população católica cratense em peso aplaudiu e alegrou-se com  aquela festa.
E é isso que ficará registrado nas efemérides da história ( e na memória coletiva) desta Mui Nobre, Católica e Heráldica Cidade de Frei Carlos Maria de Ferrara...

(Na foto, o enviado do Papa Francisco, cardeal Dom João Aviz,  coroando  a imagem-histórica  de N.Sra. da Penha)

Prossegue acelerada a construção da Fazenda da Esperança Padre Cícero no município de Mauriti- CE


Iniciada no mês de agosto último, por iniciativa da Diocese de Crato, prossegue em ritmo acelerado a construção da Fazenda da Esperança Padre Cícero, no município de Mauriti- CE.
Neste final de semana, iniciado dia 21, a construção da Fazenda da Esperança Padre Cícero atingiu o estágio de 10% das obras, estando o primeiro pavimento – destinado ao alojamento – em ponto de coberta. Os demais pavimentos estão com os alicerces concluídos e esta semana serão iniciadas a construção das paredes de alvenaria.
A Fazenda da Esperança é uma comunidade terapêutica administrada pela Igreja Católica, que se destina ao tratamento e recuperação de dependentes de drogas e álcool. O modelo terapêutico da instituição baseia-se em três eixos: espiritualidade, convivência e trabalho, apostando no contato com a natureza, cultivo da terra e criação de animais.

(Postado por Armando Lopes Rafael)


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