xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 22/09/2014 | Blog do Crato
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VÍDEO - Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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22 setembro 2014

Pouca gente se lembra como era o Centro do Crato antes da remoção das PLACAS, OUTDOORS e CAMELÔS - Estão voltando...



Em 2011 o Crato teve que passar por uma grande mudança, ou continuaria com o centro cheio de lixo produzido pelos camelôs, e as enormes placas que a cada dia, comerciantes gananciosos se orgulhavam de poluir visualmente, com uma ainda maior que o do vizinho, ou se daria um basta definitivo. 
Entrou em cena uma pessoa por quem tenho grande admiração, que é o Dr. Nivaldo Soares, que com muita força de vontade, paciência e tato, conseguiu a muito custo remover todas, ou quase todas as placas, e removeu os outdoors do centro, para que o Crato pudesse passar pelo Plano de Requalificação, projeto do Município e do Governo do Estado. Foi feito, e o centro ficou maravilhoso, sem lixo. 

Agora, é com muita tristeza que vemos a volta dos camelôs, sujando o centro novamente. Temos hoje, uma cidade descuidada, onde por falta de uma administração séria e de pulso, os camelôs invadem, pintam e bordam. As fotos publicadas aqui são de antes da remoção das placas e camelôs, reparem a que nível chegou e está voltando tudo novamente. 

Por: Dihelson Mendonça










Fotos: Nivaldo Soares



Espelhos, fitas e bugigangas - Por: Emerson Monteiro

Os comerciantes da Companhia das Índias Ocidentais por certo nunca imaginaram que, quatro séculos depois, outros usariam com os nativos do Novo Mundo o mesmo estilo de persuasão adotado na conquista da Colônia, isto é, pedras coloridas, cacos de espelhos e fitas variadas. Desta vez, em forma de novelas, enlatados estrangeiros e pesquisas de laboratório, jogados, em horário nobre, nas praias e florestas dos vídeos acesos.

Quando a eletrônica acelerava o processo da comunicação, inovando técnica e burocracia dos escritórios e bancos, surgiram alguns livros que denunciavam o risco ao qual se submetiam cidadãos comuns, figuras de beduínos perdidos em deserto árido, de quem morreram os camelos, miragens várias e sol intenso. Admirável Mundo Novo. 1984. Fahrenheit 451.

O cinema acompanhou a literatura e concebeu clássicos proféticos, inclusive os trabalhos imortais de Chaplin, que alertaram para o perigo da massificação, onde elites dominariam as bases trabalhadoras através de botões e canais de informação cativos, viciados que nem dados viciados em mãos sujas.

Era na ficção científica, domínio subliminar do homem pelo homem-máquina, como haviam feito com os instrumentos de sobrevivência na economia autoritária. Alguns achavam romantismo exagerado, falta de alcance do espaço aberto para o aperfeiçoamento civilizatório.

Anos passados; nuvens dissipadas.

O encabrestamento ocorreu. Poucos atentaram à importância do uso da razão, neste momento de crise. Os estiletes de meios eletrônicos penetram lares, tais rios de luz inquestionável, reverência circunscrita aos porões dos ditadores. Quando Diogo Álvares Correia acendeu o estopim, selvagens perplexos, mas felizes, uivaram com a chegada de Caramuru, o deus do fogo.

Por preguiça ou indiferença, tantos desativaram raciocínios, que a força da televisão arrasta manadas, ainda que essas não desconfiem para onde seguem, famintas e tristes.

Huxley. Orwell. Bradbury. Os autores dos livros referidos estavam, em parte, inspirados quanto ao futuro. Apenas aspecto não previram, o poder maior da Consciência, pulo de gato que ainda resta à espécie entontecida...

No campo de combate das eleições presidenciais deste ano, comprovar-se-á um valor mais forte do que a prepotência e o engodo. Meios outros de comunicação, outros canais de tevê, perfilam-se contra o Grande Irmão global. Vozes democráticas firmaram baterias e apostam nos resultados favoráveis do universal sufrágio. Nem tudo estará perdido, portanto.

O cancro cresce, partes inteiras da massa se esfumam; chaminés escurecem os céus. Porém cores persistem no fundo infinito da tela enorme. O homem, qual pintor genial, esfrega os olhos, banha o rosto e ainda consegue criar certezas novas, pois valores verdadeiros sempre triunfam nos exemplos históricos, também aqui, na pátria de Macunaíma.

Centenário da Diocese: Romaria do Caldeirão e Jubileu das CEBs foram realizados neste domingo – por Patrícia Silva (*)


A tradicional romaria ao Caldeirão do Beato José Lourenço, que acontece anualmente, há 15 anos, na cidade de Crato- CE, teve na edição 2014 um destaque especial por ser celebrada dentro das comemorações do centenário da Diocese de Crato. O espaço de memória do Caldeirão de Santa Cruz, liderado pelo Beato José Lourenço, se tornou palco do Jubileu das Comunidades Eclesiais de Bases- CEBs, realizado neste domingo, 21 de setembro, com a participação de centenas de fiéis, em missa presidida pelo Pe. Vileci Basílio Vidal (foto abaixo) e concelebrada por diversos padres.
Na edição 2014 da Romaria,  o bispo Dom Fernando Panico não pôde estar presente por motivo de saúde, mas encaminhou uma carta que foi lida no momento da homilia. 

Na carta Dom Fernando pediu desculpas pela ausência e falou da alegria que sente pela realização do Jubileu das CEBs, principalmente por estar acontecendo no espaço que ele definiu, em 2002, como “Santuário das Comunidades”. No escrito o bispo disse que de fato o espaço do Caldeirão é um lugar sagrado e santificado pela vida e testemunho de homens e mulheres, jovens, crianças e idosos que encarnaram a proposta de Jesus no Evangelho para viver a solidariedade e a justiça, buscando antes de tudo o Reino de Deus e trabalhando pelo bem comum. “Este lugar é sagrado, pois foi banhado pelo sangue inocente de tantos lavradores e lavradoras sacrificados pela força hostil do capital, porque incomodavam os grandes com o seu jeito simples de viver felizes, unindo fé e trabalho, com convicção e alegria, fazendo coisas importantes e proféticas na luta pela convivência com o semiárido”, afirmou.
O bispo ainda expressou o desejo de que a celebração deste jubileu possa fazer com que o povo se volte para a genuína proposta evangélica das CEBs, para que em tudo o que se faça seja manifestado à busca pela vivencia de comunidades missionárias, abertas, solidárias, unidas e operosas.

Segundo a articuladora diocesana das CEBs, Rozelia Costa, o número de participantes no evento tem aumentado em cada ano e, o acréscimo na participação da 15ª edição se deu pelo fato da romaria estar fazendo parte da programação do ano jubilar da Diocese, o que animou os missionários a participarem. “O caldeirão faz parte da história centenária da Diocese de Crato, as CEBs se animam por sabermos que também estamos dentro dessa linearidade histórica, de um povo que luta pela vida, que acredita na missão e que se doa pela causa dos pobres e oprimidos. Esperamos que todos aqueles que estão participando do Jubileu das CEBs voltem enriquecidos para suas comunidades e façam ecoar a voz do Caldeirão”, falou.
A romaria reúne diversas caravanas vindas de vários lugares da Diocese de Crato que buscam, através da memória do Beato José Lourenço, fortalecer a atuação dos movimentos sociais diocesano. O missionário José Hidailton Souza Silva, de Brejo Santo, acredita ser este o momento propicio para celebrar, junto com a Diocese centenária, toda a história de resgate, luta e de fé do povo, encontrando no caldeirão o espaço motivador que leva as CEBs a lutarem e se organizarem enquanto comunidade.
O Caldeirão do Beato José Lourenço também atrai olhares estrangeiros como é o caso do documentarista alemão, Karoly Koller, que pela primeira vez participou da romaria e disse se sentir emocionado com a história de vida desse povo. “Eu já havia ouvido falar sobre este local e hoje venho aqui pela primeira vez procurando os sinais do passado, o que sobrou. Temos que ter o cuidado de não deixar desaparecer esta história. Na Alemanha não temos isso. O que aconteceu aqui em tempos atrás, o fato do povo ser afastado da terra, é algo que acontece ainda hoje no Brasil. Deve se ter uma luta para que essa situação seja mudada e a romaria é uma das formas”, disse.
A história do caldeirão tem uma forte ligação com as CEBs e foi referencia na preparação para o 13º intereclesial, acontecido em janeiro, na Diocese de Crato. Com o tripé oração, trabalho e abundância, tudo era de todos, as pessoas vivam com alegria e, nesta dinâmica, se tornou um exemplo para discutir questões sociais de projetos voltados hoje para a convivência com o semiárido.
Pe. Vileci, coordenador das pastorais sociais da diocese, explica que a vivencia no Caldeirão tem forte ligação com a realidade das CEBs nos dias atuais, primeiramente quando se relaciona a mística que é fruto da oração, espirito de fraternidade e solidariedade, tendo como referencia a palavra de Deus e depois quando se fala na convivência com o semiárido. “Seja no campo ou na cidade é necessário aprender a viver com o semiárido, saber fazer a gestão da água, trabalhar a produção agroecológica no sentido de defesa da vida e, enquanto organização da sociedade civil, relacionamos as comunidades que buscam implantar suas associações, fazer as discursões para o bem da comunidade. O caldeirão oferece estes elementos para que seja discutida a vida das comunidades hoje, para que elas sejam uma força na realidade em que vivem e afirmar a construção do Reino de Deus”, falou.
(*) Patrícia Silva, da Assessoria de Imprensa da Diocese de Crato.

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