xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 03/08/2014 | Blog do Crato
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VÍDEO - ÚLTIMAS NOTÍCIAS - Prefeito do Crato é escolhido um dos melhores prefeitos do Ceará pela PPE Eventos, em Fortaleza. ( 09-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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03 agosto 2014

Notícias (Armando Rafael)


Dona Almina Arraes de Alencar Pinheiro  chega hoje aos 90 anos

A conhecida matriarca cratense, dona  Almina Arraes de Alencar Pinheiro chega neste dia 3 de agosto aos 90 anos de idade, exemplarmente bem vividos. Ela nasceu em Araripe, em 03 de agosto de 1924, mas ainda jovem veio residir com sua família na cidade de Crato, onde fez seus estudos, concluindo o curso pedagógico na Escola Normal de Limoeiro do Norte (CE).
Cultivadora do hábito da leitura e,por isso mesmo,  leitora de muitos livros; usuária da Internet, a maior característica de dona Almina, no entanto, é o seu boníssimo coração. Um coração sofrido pelos acontecimentos políticos da vida da república brasileira, é verdade,  mas um coração que nunca abrigou ódio, rancor ou sentimentos de vinganças. Dotada de nobreza de alma, cristã na verdadeira acepção do termo, dona Almina foi a responsável pelo registro escrito da poesia de Patativa Assaré. Deve-se a ela a coordenação do primeiro livro do grande poeta de Assaré, obra denominada  “Respiração Nordestina”, cuja primeira edição foi publicada em  1953. Dona Almina Arraes, uma grande figura humana! Um patrimônio moral da cidade do Crato e do Cariri!

URCA promove palestra de consultor do Itamaraty

O consultor do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, Virgílio Caixeta Arraes,  que também é professor  da Universidade de Brasília (UnB)  pronunciará palestra na próxima 3ª feira, dia 5, às 19:00 horas, na Universidade Regional do Cariri, abordando a política externa brasileira.  O evento está sendo promovido pelo Departamento de História da URCA e acontecerá no Salão de Atos Prof. José Newton Alves de Sousa. O professor Virgílio Arraes é graduado em história pela UNB, com mestrado e doutorado na mesma universidade. Ele tem título de doutor e é especialista em Relações Internacionais contemporâneas e política externa do Brasil. Foi consultor do Exército Brasileiro no estudo prospectivo "Construção de cenários para o ano 2.030”, além de assessor de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, entre 2006 e 2007. O prof. Virgílio Arraes possui 103 trabalhos publicados em revistas especializadas, além de  155 matérias veiculadas em jornais e periódicos e cinco livros publicados.
                                                                                                                                  
Coisas desta república

A revista Veja desta semana traz uma triste matéria: A CPI–Comissão Parlamentar de Inquérito que investigou a roubalheira na Petrobras  foi criada com o objetivo de não pegar os corruptos. Ainda assim, o governo e a liderança do PT no Senado decidiram não correr riscos e montaram uma fraude que consistia em passar antes aos investigados as perguntas que lhes seriam feitas pelos senadores. A trama foi gravada em vídeo. Outro episódio deprimente para enriquecer o infidável seriado “Coisas da ré-pública”...

25 anos da morte de Gonzagão

Hoje, 2 de agosto, completou 25 anos (Bodas de Prata) da morte do cantor e compositor Luiz Gonzaga, o conhecido Rei do Baião. Gonzagão continua presente no cancioneiro brasileiro e as composições dele ainda são as mais executadas no período junino, entre maio e agosto, no país inteiro, de acordo com o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad). Ao que eu saiba, ninguém no Crato lembrou-se de homenagear Luiz Gonzaga. E veja que Crato era – no dizer do próprio Rei do Baião – a cidade que ela mais gostava, depois de Exu, onde nasceu.

Já em Exu

Na cidade natal do sanfoneiro ocorre amanhã,  a 25ª edição da Festa da Saudade do Gonzagão, a partir das 11h, no Parque Asa Branca. Entre as atrações, o sanfoneiro Targino Gondim, Forrozeiros do Gonzagão, Os Cabras de Gonzaga, Zezinho do Exu e Joaquinha Gonzaga. A entrada é gratuita.

Pe. Reginaldo Manzotti em Crato

Será no próximo dia 22 de agosto, a festa de abertura do novenário de Nossa Senhora da Penha, Padroeira de Crato (foto à direita). Naquela data haverá grande carreata pelas ruas de nossa cidade, com a presença do conhecido sacerdote Padre Reginaldo Manzotti.

Outro visitante ilustre
O cardeal Dom Claudio Hummes, prefeito-emérito da Congregação para o Clero, órgão do Vaticano, passou esta semana em Crato. Ele chegou no domingo, dia 27 de julho, e retornou na 6ª feira, 1º de agosto,  para São Paulo, onde reside atualmente. Hóspede de dom Fernando Panico, o cardeal Claudio Hummes pregou retiro – no Centro de Expansão – para o clero da centenária Diocese de Cajazeiras (PB).

Aliás...
Neste sábado, 2 de agosto, Dom Fernando Panico encontra-se em São Paulo. Ele foi ordenar dois novos sacerdotes da Associação de Fiéis Aliança Misericórdia: Marco Antônio Paulino Ribeiro e Rogério Romão Bueno. Ambos estudaram no Seminário São José de Crato e agora atuarão, como padres, Brasil afora, nas obras missionárias da Aliança de Misericórdia, que tem sede em São Paulo e mantém casa na Diocese de Crato, mais precisamente na cidade de Barbalha, ajudando na recuperação de dependentes químicos e alcóolatras.

 Agenda cheia
Já na próxima 2ª feira, dia 4, dom Fernando Panico abre o Jubileu do Clero Diocesano, outro evento inserido no calendário das comemorações pelo centenário de criação da Diocese de Crato. Com conclusão prevista para o dia 5, esse Jubileu do Clero reunirá todos os sacerdotes diocesanos no Centro de Expansão. Lá os padres assistirão palestra do bispo-emérito de Iguatu, Dom Mauro Ramalho e farão excursão à Santana do Cariri, onde visitarão o túmulo da Serva de Deus Benigna Cardoso da Silva.
Depois
Na 5ª feira próxima, 7 de agosto, Dom Fernando Panico viajará para Roma, onde tratará de vários assuntos relacionados à festa do próximo 1º de setembro. Naquela data a imagem histórica de Nossa Senhora da Penha – Rainha e Padroeira do Crato e da Diocese –, será solenemente coroada, na Praça da Sé, pelo enviado do Papa Francisco, cardeal Dom João Braz Aviz.

O pior cego é o que não quer ver

Causa espécie ao Brasil e aos brasileiros o “otimismo” da presidente Dilma Rousseff. Em discurso proferido na 14ª Plenária Nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), em Guarulhos (SP), a "gerentona" disse que neste país, bonito por natureza e abençoado por Deus, La vie est rose ... Foi aplaudida pela plateia ao delírio!  Crescimento do PIB para 2014 em mísero 1%?  Inflação em torno de 7%, acima do teto estabelecido?  37% do PIB de carga tributária? Ora, ora, para dona Dilma tudo isso são “miragens” da oposição. Pelo que se viu a presidente Dilma se for reeleita vai continuar empurrando pela barriga problemas de magnitude como a falência da Previdência Social, as inadiáveis reformas tributária e política, o caos na segurança, educação e saúde públicas, a inflação que cresce a cada semana, dentre outras miragens.  E vai continuar sua farra de construções tipo: estádios de futebol, porto milionário na ilha-prisão de Cuba; ou tocando esse arremedo de política externa, que transformou o Brasil num “anão diplomático” como bem definiu o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel...
Seria bom que os companheiros de dona Dilma (leia-se o magote dirigente e filiados ao PT) não se deixassem contaminar pelo falso otimismo da presidente da República. O mínimo que o povo pode exigir dela é que veja o país sob o olhar de uma pessoa normal. E procure combater os problemas que afligem o dia-a-dia da brava gente brasileira.


A crônica do domingo: Os frades franciscanos nas origens do Cariri – Por Armando Lopes Rafael (*)




O dinâmico Cura da Catedral, Padre Francisco Edimilson Neves Ferreira, prometeu: da arrecadação obtida no novenário de Nossa Senhora da Penha, neste 2014, será feita  a maior comemoração -- em toda a história da Paróquia --, dentre todas as festas já realizadas, no dia 1º de setembro, em louvor da nossa Padroeira. Como se sabe, no próximo dia 1º de setembro, a imagem histórica da Virgem da Penha será coroada por um enviado do Papa Francisco, o casrdeal João Braz Aviz. As coroas (de Nossa Senhora e do Menino Jesus) foram confeccionadas na Itália. Ficaram belíssimas! E 18 bispos brasileiros  já confirmaram presença a esta solenidade. Tem mais: Padre Edimilson ainda vai construir um novo altar, na catedral, para abrigar a escultura histórica da Rainha e Padroeira de Crato e da Diocese. Ao lado desta, vai colocar outra belíssima imagem: a de São Fidelis de Sigmaringa, co-padroeiro desta cidade. A encomenda da imagem  já foi feita.Com esses projetos, Padre Edimilson consolida o resgate da memória da epopeia de frei Carlos Maria de Ferrara – capuchinho fundador de Crato – o qual,  por volta de 1740,  chegou ao local onde hoje existe esta cidade, com o objetivo de aldear os índios Cariris e conquistar suas almas para Cristo. Tinha o frade por testemunha Deus, cujo olhar pousava misericordioso  sobre todo o supedâneo da Chapada do Araripe.
   
Os  historiadores são unânimes em reconhecer:  antes de 1740  já possuía o Vale do Cariri certa densidade demográfica, embora não existisse ainda nenhum aldeamento ou povoado considerável. Por volta de 1741, surgem os primeiros registros de um aldeamento dos índios Cariús, pertencentes ao grupo silvícola Cariri.Era a Missão do Miranda, fundada por Frei Carlos Maria de Ferrara, religioso franciscano, nascido na Itália. Este frade ergueu, no centro da Missão, uma humilde capelinha de taipa, coberta com folhas de palmeiras, árvores abundantes na região. O santuário foi dedicado, de maneira especial, a Nossa Senhora da Penha, a São Fidelis de Sigmaringa e à Santíssima Trindade. Em volta da capelinha, ficavam as palhoças dos índios. Estes, além de cuidarem das plantações rudimentares, recebiam os incipientes ensinamentos da fé católica, ministrados por Frei Carlos. Aos poucos, nas imediações da Missão, elementos brancos foram construindo suas casas. Era o início da atual cidade do Crato.
  
Quanto à duração da presença dos capuchinhos no Vale do Cariri transcrevemos abaixo trecho de um artigo escrito pelo historiador J.de Figueiredo Filho: “Não era só jesuíta que tinha o sangue de evangelizador das selvas. Os frades barbadinhos de São Francisco tiveram na colonização, grande papel e foram suas missões que civilizaram “o mais brasileiro dos rios”. Vejamos o que diz o historiador Padre Antônio Gomes de Araújo, em trabalho publicado na revista “A Província” sob o título: “A Cidade de Frei Carlos” (nº. 2, 1954): “A missão, sob administração temporal dos Capuchinhos, durou (no Cariri) apenas 17 anos, se nos ativermos ao critério dos documentos, um dos quais, aponta uma das datas extremas, 1741 – segundo ficou escrito linhas atrás, (começo de seu artigo na revista “A Província”) – 1758, a outra data extrema, pois naquele ano, o governo português retirou às ordens religiosas no Brasil, a todas sem exceção, e ao clero secular, autorização para administrarem aldeias de índios sob regime civil, criando para dirigi-las, o Diretório dos Índios, governo civil em que aos sacerdotes foi reservada a única função de párocos ou curas. "Os capuchinhos continuaram à frente da Missão do Miranda, agora como cura de almas, apenas até a primeira quinzena do mês de janeiro de 1763, tendo Frei Carlos Maria de Ferrara funcionado até 1749, e deste ano a 1760, Frei Gil Francisco de Palermo, que foi sucedido por Frei Joaquim de Veneza, cuja administração alcançou a primeira quinzena de janeiro de 1763, data da última cerimônia religiosa por ele celebrada na igreja de Nossa Senhora da Penha da Missão do Miranda”. (J.de Figueiredo Filho em artigo publicado, em 1956, na revista “A Voz de S. Francisco”).
   
Depois da partida de Frei Joaquim de Veneza, que deixou o Crato em 1763, os filhos de São Francisco passaram quase trezentos anos ausentes do Cariri, salvo visitas apostólicas esporádicas, mais conhecidas como as Santas Missões. Nelas, os capuchinhos ministravam os sacramentos, celebravam missas, faziam sermões (onde pacificavam inimigos, combatiam a imoralidade e pregavam os bons costumes). Alguns missionários capuchinhos deixaram seus nomes, indelevelmente marcados, juntos às populações do Cariri, ao participarem das Santas Missões. É o caso de Frei Serafim de Catania, Frei Caetano de Catania, Frei Damião de Bozzano, dentre outros.
   
Finalmente, graças às gestões feitas pelo segundo bispo de Crato, Dom Francisco de Assis Pires, em julho de 1949, os capuchinhos retornaram ao Cariri, desta vez para ficar definitivamente. Um grupo de frades, tendo à frente Frei Teobaldo de Monticelli – depois substituído por Frei Mirocles de Solzano – e mais os capuchinhos: Jesualdo de Cologno, Virgílio de Messejana, Conrado de Palmácia, Leônidas de Torre e Bernardo de Viçosa fixaram residência em Juazeiro do Norte com a missão de erguer o Santuário de São Francisco de Chagas. O engenheiro e construtor da obra foi Frei Francisco de Milão (Chiaravalle).
 
A pedra fundamental desse santuário foi benta em 6 de janeiro de 1950 por Dom Francisco de Assis Pires e ungida pelo sangue derramado, na ocasião, devido ao assassinato – por um fanático – do Monsenhor Juviniano Barreto, Vigário de Juazeiro do Norte, verdadeiro “Mártir do Dever”, o qual no Céu, certamente, intercedeu junto ao Trono de Deus para o êxito da nova epopeia dos missionários capuchinhos em terras do Cariri.

(*) Armando Lopes Rafael é historiador.

Demagogia eleitoreira


Dilma relança PAC com 30% das grandes obras inacabadas

(Jornal "Folha de S.Paulo", 03 de agosto de 2014)

DIMMI AMORA
DE BRASÍLIA


Às vésperas de anunciar a terceira versão do Programa de Aceleração do Crescimento, o governo federal ainda tenta concluir uma de cada quatro obras mais relevantes do PAC 1, lançado em 2007. Levantamento feito pela Folha com base no balanço oficial dos primeiros quatros meses de execução do programa, mostra que dos 101 projetos destacados pelo Planalto como mais importantes, 27 não foram concluídos e 4 foram abandonados. O programa inicial, lançado pelo ex-presidente Lula, previa um total de 1.646 projetos, orçados em R$ 503,9 bilhões. Já o PAC 2, lançado por Dilma em 2011, incorporou empreendimentos não realizados no PAC 1 e estimou investir R$ 955 bilhões.

Atrasos constantes e mudanças no planejamento inicial acabaram alterando orçamentos nesses sete anos. Segundo o documento do governo, todas as obras do PAC 1 consideradas relevantes deveriam estar prontas ou em operação em 2014. Nessa lista, estão grandes projetos, como a usina hidrelétrica de Belo Monte, a transposição do Rio São Francisco e a refinaria Abreu e Lima (em Pernambuco), todos ainda em andamento. Das 70 obras concluídas, mais da metade estourou o prazo. Entre os casos extremos está a reforma do aeroporto de Vitória (ES), que só deve ser concluída dez anos depois.



Alguns projetos da lista do PAC 1 que o governo considera como concluídos, como duplicações de sete rodovias federais, ainda estão em andamento. Como a administração dessas estradas foi transferida à iniciativa privada em 2008, o Ministério do Planejamento considera essas obras prontas. As duplicações deveriam ter sido terminadas em 2013, mas as empresas que administram essas estradas dizem que as obras seguem até 2018. No grupo de 61 intervenções atrasadas, a expectativa média é que os projetos fossem concluídos 30 meses após o prazo previsto em 2007. Aeroportos e portos atrasarão, em média, quatro anos.
Os projetos mais relevantes do PAC 1 custariam aos cofres públicos R$ 156 bilhões, de acordo com as estimativas iniciais. Atualmente, esse valor já está em R$ 272 bilhões. Além dos atrasos, em alguns casos os custos subiram porque o projeto inicial foi completamente revisto. A reforma do aeroporto de Brasília, por exemplo, previa pequenas intervenções e um novo anexo. Privatizado em 2012, a empresa vencedora acabou refazendo o projeto, elevando a estimativa de custo em quase 20 vezes.
A polêmica refinaria Abreu e Lima (PE), investigada pela Polícia Federal por suspeita de superfaturamento, só deve ficar pronta em 2015 e custará à Petrobras R$ 26,8 bilhões. A previsão inicial era de R$ 5,6 bilhões. Técnicos ouvidos pela Folha afirmam que as projeções iniciais do PAC refletiam uma falta de experiência do governo para executar grandes obras, já que as décadas de 80 e 90 foram marcadas por seguidas crises econômicas. As áreas técnicas do governo estudam o PAC 3 desde o início do ano, mas não houve ainda anúncio oficial sobre o formato do programa. Empresários de várias áreas do setor de infraestrutura estão apresentando demandas sobre as intervenções mais prioritárias e as propostas estão em análise pelo governo.



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