xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 28/06/2014 | Blog do Crato
.

VÍDEO - Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



Comunidade Cratense no Facebook - Mais de 25.000 seguidores. Clique em Curtir e adicione a sua Foto !

28 junho 2014

Empresário paraibano é o novo bilionário da lista da Forbes


Janguiê Diniz possui fortuna estimada em US$ 1,1 bi. O ex-engraxate fundou o Grupo Ser Educacional, no Nordeste.

Empresário Janguiê Diniz é o principal acionista do grupo que criou as empresas Faculdade Maurício de Nassa e Faculdade Joaquim Nabuco (Foto: Reprodução)
O empresário paraibano José Janguiê Bezerra Diniz é o mais novo bilionário a integrar a lista da Forbes, que relaciona os homens mais ricos do mundo. Fundador e principal acionista do Grupo Ser Educacional, Janguiê Diniz nasceu no município de Santana dos Garrotes, no Sertão paraibano, e na infância chegou a trabalhar como engraxate.

O empresário é detentor de uma fortuna estimada em US$ 1,1 bilhão, conforme publicação da Revista Forbes. Janguiê Diniz é formado em Direito e em Letras, além de possuir mestrado e doutorado também na área de Direito e iniciou os negócios na área educacional em 1994 com cursos preparatórios para concursos públicos.

A partir de 2003, o Grupo Ser Educacional passou a atuar também com cursos de graduação, pós-graduação e ensino técnico e, em outubro do ano passado, abriu capital na bolsa de valores (IPO).

O grupo foi fundado em Pernambuco e atualmente mantém unidades educacionais também na Paraíba, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Pará, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Entre as empresas que compõem o grupo está a Faculdade Maurício de Nassau que na Paraíba possui unidades em João Pessoa e Capina Grande.

Do G1 PB


Um Cratense Governador - Cid Gomes confirma Camilo Santana candidato ao governo do Estado



O governador Cid Gomes acaba de confirmar o nome do deputado Camilo Santana como candidato ao governo, em chapa que agora será comandada pelo PT. “É o camilo” informou Cid Gomes ao blog. Com a indicação do petista na cabeça da chapa, o deputado federal José Guimarães poderá perder a vaga para o Senado. A influência de Santana na Região do Cariri foi um dos fatores que contribuiu para a indicação.

Com informações do DN e Eliomar de Lima
Foto: Wilson Bernardo




TEM QUE SER NO SOFRIMENTO - Brasil vence o Chile nos pênalties e está nas quartas de final



Goleiro Júlio Cesar
O técnico Luiz Felipe Scolari avisava, antes mesmo da Copa do Mundo, que não gostaria de enfrentar o Chile no mata-mata. A preocupação foi justificada no início da tarde deste sábado, no Mineirão. A Seleção Brasileira só superou o rival sul-americano por 3 a 2 na disputa de pênaltis após um empate por 1 a 1 no tempo regulamentar da partida. O goleiro Júlio César, o vilão do Mundial passado, defendeu as cobranças de Pinilla, Alexis Sánchez e Díaz. Pelo Brasil, Willian chutou para fora e Hulk desperdiçou, mas David Luiz, Marcelo e Neymar converteram.

Ofensivo no início do dramático confronto em Belo Horizonte, a Seleção abriu o placar com o zagueiro David Luiz, após cobrança de escanteio de Neymar. Permitiu o empate do Chile ainda no primeiro tempo, quando o atacante Sánchez tirou proveito de uma bobeada do esforçado Hulk. Nos minutos que se seguiram com a bola rolando, o time foi pouco criativo e ainda sofreu alguns sustos, como em um chute no travessão, de Pinilla, a um minuto dos pênaltis.

Ainda que sofrido, o resultado amplia o retrospecto favorável do Brasil sobre o Chile em Copas do Mundo. Antes, o time nacional havia vencido por 4 a 2 nas semifinais de 1962, na casa do oponente, com uma grande atuação de Garrincha (autor de dois gols, assim como Vavá). Os outros dois confrontos também foram válidos por oitavas de final - 4 a 1 em 1998, com César Sampaio e Ronaldo anotando duas vezes cada, e 3 a 0 no Mundial passado, através de Robinho, Juan e Luis Fabiano.

Superado o seu duelo mais difícil com o Chile, a Seleção Brasileira terá quase uma semana para se recuperar tecnicamente para as quartas de final. O encontro com o vencedor do duelo entre Colômbia e Uruguai será apenas na próxima sexta-feira, às 17 horas (de Brasília), no Castelão.

O jogo -Nem parecia que os jogadores brasileiros e chilenos eram adversários no túnel de acesso ao gramado do Mineirão. Companheiros de Barcelona, os atacantes Neymar e Alexis Sánchez se abraçaram e conversaram amistosamente, com sorrisos e afagos, à espera de a partida começar. O lateral direito Daniel Alves fez questão de se juntar aos dois.

Em campo, tudo mudou. As hostilidades entre brasileiros e chilenos começaram nas arquibancadas, com vaias para trechos das execuções dos hinos nacionais dos dois países. E continuaram já nos primeiros minutos de jogo, quando Fernandinho cometeu uma falta dura em Aránguiz, que revidou em Neymar.

O Chile tentou aproveitar aquela empolgação inicial para atacar o Brasil. A iniciativa durou pouco. Depois que Marcelo deu um bom chute de fora da área, que quase acertou a meta aos cinco minutos, os donos da casa passaram a controlar as ações da partida. Principalmente pelo lado esquerdo, onde Neymar e Hulk se revezavam nas arrancadas em velocidade.

O Brasil era mais perigoso, contudo, nas jogadas de bola parada. Foi assim que abriu o placar. Aos 18 minutos, Neymar cobrou escanteio na área do Chile. A dupla de zaga brasileira, então, aproveitou a baixa estatura adversária para aparecer com destaque. Thiago Silva desviou o cruzamento com a cabeça, e David Luiz disputou com a coxa com Jara para empurrar a bola para dentro.

Com a vantagem no placar, o Brasil se sentiu confortável para permanecer no setor ofensivo, envolvendo o Chile - apesar de Oscar, Daniel Alves e quem mais que atuasse pela direita participarem pouco da partida. Só um erro do time de Luiz Felipe Scolari seria capaz de reanimar os chilenos naquele momento. E foi o que aconteceu.

Aos 32 minutos, Marcelo cobrou um lateral no campo de defesa para Hulk, que dominou de maneira desatenta. Vargas tirou proveito para fazer o desarme e acionar Alexis Sánchez dentro da área. O amigo de Neymar e Daniel Alves dominou com tranquilidade e finalizou cruzado, sem tanta força, para superar Júlio César e empatar o jogo.

O gol do Chile silenciou momentaneamente a torcida brasileira e entusiasmou a visitante. No gramado, os jogadores chilenos redobraram a rispidez nas disputas de bola e motivaram Neymar a fazer acrobacias a cada falta sofrida, para irritação de Felipão com a arbitragem. Nem mesmo a pressão que o Brasil esboçou no final do primeiro tempo foi suficiente para acalmar o treinador.

Aos 35, Neymar quase marcou um gol de cabeça em cruzamento de Oscar, que desviou na defesa chilena. Três minutos depois, o astro brasileiro recebeu um lançamento longo, brigou com três marcadores, e a bola sobrou para Fred concluir para o alto. Daniel Alves também perdeu a timidez e chutou de longe, fazendo Bravo espalmar para cima do travessão. Na defesa, no entanto, a Seleção dava novos sinais de desatenção.

Os sustos sofridos no primeiro tempo claramente incomodaram os comandados de Felipão. Neymar chutou a bola para longe quando a partida foi para o intervalo. No vestiário, o astro deixou de lado as chuteiras douradas e milionárias que ganhou de sua fornecedora de material esportivo para calçar o mesmo modelo utilizado na fase de grupos da Copa do Mundo. Felipão, entretanto, esperou para mexer na sua formação.

O posicionamento do Brasil foi outro no segundo tempo. Percebendo que o seu time era deficiente no lado direito do ataque, Felipão mandou Hulk atuar mais por ali. Aos nove minutos, a ordem quase acabou premiada com um gol. O atacante dominou a bola com o braço e bateu de joelho para a rede, porém o árbitro inglês Howard Webb viu a irregularidade e interrompeu a festa que os brasileiros já faziam. "Vá tomar no...", berrou o jogador, revoltado.

Jorge Sampaoli, o técnico argentino do Chile, resolveu entrar em ação naquele instante. Substituiu Vargas por Gutiérrez. Felipão não ficou atrás. Escolheu Jô, atuando em casa por ser atleta do Atlético-MG, para ocupar a vaga de Fred, mineiro de Teófilo Otoni e ex-jogador do Cruzeiro. A torcida até se alegrou com a mudança, embora tenha levado um susto em seguida. Aos 18, Aránguiz bateu forte após cruzamento rasteiro da direita, e Júlio César fez grande defesa para salvar o Brasil.

Muito nervosa, a Seleção começou a oferecer cada vez mais espaços para o Chile atacar. Felipão ainda recorreu a Ramires no lugar de Fernandinho, que mancava em campo. Outros jogadores também pareciam com problemas, porém técnicos, como Daniel Alves. Jô foi mais um a falhar, aos 28 minutos, quando furou um cruzamento de Hulk e enervou Felipão.

Alguns torcedores até tentaram fazer com que a apatia da Seleção Brasileira não se refletisse nas arquibancadas do Mineirão. "Levanta! Levanta! Levanta!", berraram, para aqueles que estavam sentados, inertes. A maioria só se levantou mesmo aos 38, com uma boa jogada de Hulk, que parou em Bravo. De fato, as razões para contentamento eram poucas. Os atletas brasileiros aparentaram alívio com o fim do segundo tempo.

A ordem era mudar de postura completamente na prorrogação. Hulk demonstrou que queria que fosse assim ao correr o campo inteiro com a bola em sua primeira jogada, ser derrubado perto da área e brandir os braços para chamar o público para o jogo. A torcida correspondeu, porém os seus companheiros já não tinham o mesmo vigor físico àquela altura do jogo.

No último tempo da partida com bola rolando, Felipão optou por dar fôlego à equipe brasileira com Willian no posto de Oscar. O Chile, também desgastado, já queria os pênaltis. Medel se jogou em campo e só foi substituído por Rojas depois que a maca entrou para retirá-lo. Em seguida, Pinilla e Gutiérrez ficaram caídos pelo tempo que puderam. "Timinho! Timinho! Timinho!", reagiram os torcedores.

Quem tinha a missão de não se apequenar no Mineirão era a Seleção Brasileira. O drama já fazia o público ter de mostrar a sua crença aos jogadores antes da decisão por pênaltis: "Eu acredito! Eu acredito! Eu acredito!". Era mesmo necessário ter fé. Aos 15 minutos, Pinilla dominou bem a bola, girou diante de Thiago Silva e soltou o pé. Só não virou o jogo para o Chile naquele mesmo instante porque acertou o travessão.

A tensão era tamanha que Júlio César chorou antes da disputa de pênaltis. Parecia prever que seria decisivo, defendendo as cobranças de Aránguiz, Díaz e Jara, tendo a sua grande redenção em uma Copa do Mundo. Pelo Brasil, Willian e Hulk desperdiçaram, porém David Luiz, Marcelo e Neymar converteram para sacramentar a suada classificação.

(Foto: Jefferson Bernardes/ Vipcomm)
Yahoo Notícias


Página da vida - Por: Emerson Monteiro


Via a flor toda manhã. Abria a janela, avistava o canteiro. Não sabia se o mesmo exemplar da noite passada, porém flor de fisionomia airosa, inteira.

Um dia mais, amanhecera. Lançou olhar ao viço vegetal, enquanto escutava no rádio plantão noticioso. Outra guerra explodira nos lados orientais, no Iraque; bases bombardeadas, homens-bomba, Bagdá. Soldados estrangeiros perseguiam e eram perseguidos. Armas localizadas embaixo de ruínas. Apelos de paz das instituições representativas e sem qualquer poder político.

Levado pelos sentimentos, arquitetou na imaginação de quem buscava a beleza da flor um suposto diálogo entre ela, o mimo do jardim, e a guerra do mundo, monstro devorador.

Seria a guerra quem iniciaria a conversa:

- Como andas, companheira deste planeta obtuso?

- Vou tangendo a minha vida. Não tão vermelha de sangue quanto a tua, mas rósea como nascem ad manhãs – meio tímida, pudica, respondeu a pequena flor.


- Tu eternamente orgulhosa! Sou encarnada por que me tingem os heróis no líquido viscoso que corre dos vasos e veias abertos nas batalhas magistrais, na luta. A ti jamais dirigirão tanta glória e feitos estratégicos, futuro construído nas dores do parto.


- Também não pretendo tamanha burrice. Os homens nunca procuram a beleza quando querem matar ou morrer. São eles uns egoístas azedos, endurecidos, animais ferozes, de caracteres pouco elaborados.

- Deixa disso, frágil criança. Continuas a deter o homem titânico. Para ti, grandes são os bobos que passam pela vida a vagabundear e fazer versos inúteis, imprestáveis. Esses são quem mais aprecio durante o meu repasto de pó e fumaça.

- Poetas são os poucos que forjam homens verdadeiros, no sonho dos conceitos e palavras. Se todos agissem como eles, viveríamos em novo universo que não habitarias assassina!

- Contudo, graças à matéria infamante, esses cabeças-de-vento não mandam nos meus domínios. Não confiaria neles um só minuto, e estou a eliminar suas vidas através das hecatombes e seus efeitos monumentais e castigos, principalmente nos países atrasados, longe das conquistas esplendorosas do desenvolvimento, onde impero com êxito e dela comando a festa da morte.

- Tu és das piores pragas. Se soubesses alcançar com teus arroubos hipócritas e canalhas a ti mesma, desaparecerias com eles. A natureza recusa que existas. Quem sabe olhar a pureza dos momentos originais, domina o amor. A ti, amor é máquina, fuzilamento, granadas, que adora qual a deuses fatídicos.

- Eis por que existo – a guerra respondeu, enquanto lambia feridas sem conta espalhadas no corpo oleoso da Terra. No meu reinado não admito que falem no amor. Meu maior sonho é ver o dia em que o Sol desapareça, dia que vai chegar, assim aguardo confiante. Paz não existe, é abstração doentia. Os meus inimigos são fracos amorosos a que breve dizimarei.

- Pusilânime! Nojenta! - gritou sobressaltada a pequena flor. - Existissem homens de coração verdadeiro e não dominarias! O horror que prometes não virá, pois defenderei a vida e os seres de boa-vontade.

- Vamos parar com isto - exclamou contrafeita, impaciente, a guerra. - Tu não mereces viver. Vou te arrancar pela raiz e silenciar tuas audácias.

Pelo sim, pelo não, olhei o jardim, no dia seguinte, e a flor jazia esmagada. Tudo que sobrara dela se resumia em pétalas murchas de corpo inerte, despedaçado.


Edições Anteriores:

Setembro ( 2017 ):

01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30