xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 02/02/2014 | Blog do Crato
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VÍDEO - CONVERSA FRANCA - O DESCASO NO CRATO - Dihelson Mendonça ( 30-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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02 fevereiro 2014

O PAC funciona. Em Cuba


Com a Argentina virando Venezuela e a Venezuela virando Zimbábue, o Brasil tem em mãos – e perdeu – uma oportunidade excepcional de demonstrar ao mundo o quanto somos diferentes dessas nações inviáveis, desprovidas de justiça funcional, sistema político sadio e instituições sólidas. Era a chance de o Brasil erguer a cabeça acima da manada de países minados pelo populismo irresponsável e ser visto pela comunidade financeira internacional como referência de estabilidade, serenidade e compromisso com o desenvolvimento e o progresso social na América Latina. Mas a presidente Dilma Rousseff não percebeu o momento. Na tradicional econômica em Davos, diante de uma audiência de grandes investidores, a presidente fez um discurso redundante (“o controle da inflação e o equilíbrio das contas públicas são essenciais”; “a estabilidade da moeda é um valor central”) e insuficiente para reacender o interesse internacional pelo Brasil.

    Depois de uma controversa escala em Portugal, Dilma voou para Cuba, onde confraternizou com a gerontocracia comunista. Uma reportagem desta edição de VEJA mostra como a emissão desses sinais desconexos prejudica a imagem do Brasil, que nada tem a ganhar com a presença de Dilma na inauguração de um porto cubano feito, sob contrato secreto, com dinheiros dos contribuintes brasileiros. Muito dinheiro: 682 milhões de dólares. Isso tudo depois que a Sunrise, a maior trading de importação da China, anunciou o cancelamento da importação de 2 milhões de toneladas de soja do Brasil por causa de atrasos provocados pelo congestionamento no embarque em nossos portos. São fatos tão desastrosos que até a sonolenta oposição brasileira se sentiu revigorada. O senador Aécio Neves resumiu a situação: “finalmente a presidente Dilma inaugurou sua primeira grande obra. Pena que não foi no Brasil”.
   Antes se dizia, com metáfora gasta, mas válida, que o Brasil deveria deixar de querer ser o primeiro vagão do Terceiro Mundo para se concentrar em ser o último do Primeiro Mundo. Somos percebidos hoje como um país de menor potencial do que a Colômbia, o Chile, o México e até o Peru. O contraste mais marcante entre o Brasil e esses novos tigres latino-americanos não está apenas no desempenho econômico. A diferença não é de grau. É de natureza. Colômbia, Chile, México e Peru, sejam seus presidentes mais à direita ou mais à esquerda, pouco importa, abandonaram a pesada carga de atraso que historicamente carregavam para se inserir na corrente civilizatória baseada na economia de mercado como o grande motor do desenvolvimento. O governo brasileiro, no entanto, insiste em flertar com o abismo.
(Carta ao Leitor  VEJA, 05-02-2014)

CRATO NÃO FICARÁ SEM PREFEITO - RAIMUNDO FILHO ESTÁ PRONTO PARA ASSUMIR


Na eventualidade do prefeito do Crato ser afastado por corrupção, caso as denúncias que tramitam no Ministério Público se comprovem verdadeiras, por lei, quem assume é o vice-prefeito, e em conversas com este, me disse que na eventualidade de que isso aconteça, está pronto para assumir a tarefa a que foi eleito, dando continuidade à administração e trabalhando pelo melhor possível para a cidade do Crato. Raimundo também dará continuidade aos projetos, convênios e obras em andamento no município e procurará fazer uma administração voltada para o povo, com transparência, com seriedade e com uma equipe de governo que tenha a honestidade e o trabalho como metas principais. 

Portanto, os Cratenses podem ficar tranquilos, pois se depender da legislação, o governo continuará, e o Crato deverá subsistir. A mera especulação nas ruas de como ficaria o Crato caso o prefeito Ronaldo Gomes de Mattos, num fato excepcional da justiça venha a ser afastado, é o que o próprio nome diz, "mera especulação". Governo continua, obras e projetos continuarão. E quem sabe assim, os Cratenses teriam a chance de começar uma administração revendo pontos e erros grosseiros essenciais, apontados pelo Ministério Público, e no caso, a própria composição da câmara de vereadores para um Crato melhor!

Dihelson Mendonça


A porta - Por: Emerson Monteiro

Era uma vez um mestre carpina de nome Pedro, que vivia com sua família em pequena povoação do interior sertanejo. Tirava o sustento das artes da madeira, fabricando peças primorosas, admiradas por quem as conhecesse, fama que propiciava constantes trabalhos.

Envolto com carinho no trabalho, mestre Pedro demonstrava profundo interesse pelas coisas religiosas, praticando o bem, zelando pelos semelhantes, orientando, servindo e dando exemplos daquilo no que acreditava.

Certa feita, recebeu em sua morada ilustre caravana de pessoas querendo que ele fizesse a porta de templo em construção numa cidade distante. Essa peça deveria merecer cuidados especiais, porquanto a tal igreja significaria cumprimento de promessa ao santo padroeiro pela cura de uma das filhas de homem poderoso do outro lugar.

O artífice aceitou o pedido a ser feito em madeira de lei, e cumpriria com folga o projeto da porta trabalhada.

Alguns meses se passaram até localizar na mata um tronco indicado a confeccionar a encomenda. Movimentou pessoas e trouxe até a oficina cedro mogno linheiro e maciço. Outro tempo demorou serrando e planando as tábuas, quando, belo dia, iniciou a produção, juntando e colando as peças em um lastro precioso.

Medidas exatas, acabamento esmerado, polimento e beleza... Restava cumprir o desenho que imaginara no rosto da madeira, fruto dos detalhes de um sonho do qual acordara no meio da noite cheio de júbilo, com o que só enriqueceria a forma do artefato encomendado.

A porta do céu possuirá características de semelhante perfeição, imaginavam extasiadas as pessoas, querendo ver de perto o feito magistral obtido pelo mestre na superfície da madeira.

A essa altura da soma dos dias, haviam transcorrido três anos. O profissional ultimava os apuros do trabalho, pousado sobre os joelhos e cotovelos, suado, afilando traços milimétricos, quase invisíveis, com estilete delicado, a sulcar as riscas das tábuas, quando, daí, resolveu erguer a peça de lado, pela primeira vez, a observar na posição vertical.

No levantar a porta do chão, onde ficara tanto tempo, se abriu fenda nas proporções do tamanho da porta, cratera de fundura sem limites.

Diante daquilo e face ao inesperado, mestre Pedro entrou no espaço aberto, sumindo cavidade adentro, isto longe de alguém que presenciasse o acontecimento.

Fim de tarde, e só então os familiares lhe notaram ausência quando vieram à oficina procurá-lo. Nada encontraram além da porta entalhada com esmero e as ferramentas deixadas pelo chão e o mais completo silêncio em volta. Nenhum sinal que fosse do artista, apesar de examinarem toda a redondeza e espalharem a notícia do misterioso desaparecimento.

Alguns contemporâneos do mestre Pedro quiseram admitir, no entanto, que, depois daquele dia, sempre nos inícios de noite, sobre a humilde oficina brilhava estrela de cintilações intensas, a clarear por bons momentos os céus da redondeza.



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