xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 01/01/2014 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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01 janeiro 2014

Uma prece pela memória de Pinto Madeira -- por Armando Lopes Rafael



  Pinto Madeira viveu no Cariri cearense, entre as duas décadas finais do século XVIII  e as três iniciais do século XIX. Por suas ações, ele garantiu um lugar   na história do Cariri, do Ceará e do Brasil.

     Nunca é demais lembrar que, para tentar interpretar as ações ocorridas no passado, necessário se faz reconstituir a realidade histórica da época em que elas aconteceram. Ou seja, devemos situar os fatos pretéritos à mentalidade: maneira de pensar, crenças, valores éticos e morais e até as deficiências materiais vivenciadas pela sociedade de outrora. Interagir com os fatos antigos exige ainda isenção, além da ausência de preconceitos ou paixões.
 Só assim os que se aventurarem nessa seara poderão ambicionar produzir escritos objetivos  e mais aproximados da verdade histórica.  Infelizmente, os fatos pretéritos, poucas vezes, são descritos na sua extensão plena. Por melhor que sejam narrados, o tempo contribui para esvaecê-los.

    Quem escrever sobre Pinto Madeira não pode obscurecer que ele cometeu erros e injustiças, nas suas participações em cenários de guerra. Afirmou  George Orwell que "o essencial da guerra é a destruição”. Daí deduzir-se que toda guerra é um semeadouro de violências e ódios, cujos gravames recaem sobre quem a promove. Não podemos obscurecer -- a bem da verdade --   a ferocidade de que o caudilho era dotado. Fereza, aliás, relatada pela maioria dos autores por mim pesquisados.
   
    Também não se podem esconder  as qualidades pessoais do biografado. Dentre elas, a coerência, sinceridade, lealdade e coragem de que era possuidor. Merece ser lembrada, também, a sua religiosidade, um sentimento que o levou a se filiar à Irmandade do Santíssimo Sacramento, da Paróquia de Nossa Senhora da Penha de Crato, em abril de 1816. Talvez por isso suas últimas palavras – após levar a descarga fatal que o matou – foram palavras da fé  que sempre o guiou em vida:
    – Valha-me o Santíssimo Sacramento!

   Oportuno mencionar uma rara correspondência de Pinto Madeira para sua esposa, dona Maria Francisca, com a firma reconhecida e publicada pelo jornal “Cearense Jacaúna”, nº 18, de 6 de novembro de 1833. Nessa carta, escrita às pressas, informava o infeliz prisioneiro – talvez para levar algum conforto à leal companheira – que da prisão de Recife fora levado para Fernando de Noronha; de Fernando de Noronha trouxeram-no para  o Ceará. E agora estava sendo conduzido ao Maranhão. Acrescentava ele que estava bem; que os oficiais do navio muito o estimavam; mandava lembranças para os amigos próximos e enfatizava: “quem segue a lei de Cristo e de sua Mãe Santíssima nunca se arrepende”...

    A memória de Pinto Madeira – na qual  convivem qualidades e defeitos – merece todo o nosso respeito, sobretudo porque  ele nunca escondeu o que era e o que defendia. Não foi um dissimulado, como muitos contemporâneos do seu tempo...

(Texto inicial do livro inédito "Pinto Madeira, o caudilho do Cariri", que pretendo publicar neste 2014,para relembrar os 180 anos do fuzilamento de Joaquim Pinto Madeira, nesta cidade de Crato).

Armando Lopes Rafael
   
    

Diocese de Crato vai realizar o maior encontro católico já feito no Cariri

A Diocese de Crato – dentro das festividades do Ano-Centenário de sua criação – realizará de 07 a 11 de Janeiro de 2014, o 13º Encontro Nacional das Comunidades Eclesiais de Base–CEBs, mais conhecido como  13º Intereclesial.
Cerca de 100 bispos; delegações das 275 dioceses brasileiras (cerca de 3 mil  delegados), além de comitivas do exterior já confirmaram presença e fizeram suas inscrições para participar do 13º Encontro Nacional das Comunidades Eclesiais de Base–CEBs.
A procura foi tão grande que para outros visitantes não delegados já foi organizado um evento paralelo. Veja abaixo:



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