xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 22/12/2013 | Blog do Crato
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VÍDEO - ÚLTIMAS NOTÍCIAS - Prefeito do Crato é escolhido um dos melhores prefeitos do Ceará pela PPE Eventos, em Fortaleza. ( 09-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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22 dezembro 2013

DE UM AMIGO SOBRE UMA FOTO MINHA DO CRATO:



Prezado Dihelson,

Achei muito bonita e inspiradora essa foto. Por isso, resolvi fazer esse singelo poema em homenagem à cidade de Crato, sempre bonita e poética. Se achar por bem publicar, agradeço.

Abraços
Edmílson Martins
Rio de Janeiro-RJ

UMA FOTO DE CRATO

Edmílson Martins
21/12/2013

Essa foto majestosa
De Crato cidade bela
Me revela os sentimentos
Faz-me ter saudades dela
É do Cariri princesa
E sempre linda donzela

O cenário fotogênico
Que inspirou fotografia
Também inspira poetas
A fazerem poesia
Enaltecendo a cidade
Com a sua galhardia

Como Bárbara Alencar
Plena de encanto e beleza
Crato tem muita História
Mantém sempre realeza
Como a Serra do Araripe
Bonita por natureza

Essa cidade saudável
Que de heróis já foi berço
Abriga gente bondosa
E dela jamais esqueço
Em Crato deixei raízes
Que cultivo com apreço

Olhar para trás - Por: Jorge Emicles Pinheiro


Até que ponto devemos olhar para trás ao curso da penosa caminhada que é a existência humana? Sem estas pausas de reflexiva e profunda contemplação é certo que não seríamos capazes de avaliar se estamos ou não realmente no caminho certo. Quantas dúvidas nos trazem as experiências diárias, mas também quantas certezas. Se olharmos bem, a vida possui mais erros que acertos, mas dificuldades e misérias que beleza, mas desencontros que regozijos. Ainda assim, é importante olhar para trás, porque é esta mirada, se reflexiva a contento, que indicará valiosas lições. Ao menos assim saberemos o que não fazer. Mas também há de nos revelar boas ações, pois por mais corrupto que seja o nosso praticar, ainda assim haverá uma centelha divina a nos habitar, mesmo que seja no mais profundo e escondido recôndito do nosso coração. Algo de bom também necessariamente haverá de ter sido praticado ao curso da jornada. Olhar para trás, portanto, é mote de imprescindível meditação; de valiosos ensinamentos.

Mas olhar para trás não é trazer para o presente o que deve estar bem guardado no espectro do passado. São as lições do pretérito que devemos garimpar, não o que se deu propriamente, seja o bom, seja o ruim. O que causou dor deverá permanecer encoberto pelo sábio manto do tempo, para que as feridas não se reabram e inaugurem desnecessariamente dolorosa sangria, pois não há mais o que se aprender do que não é mais. O que proporcionou prazer também não poderá ser remoçado, pois é certa a provisoriedade de todos os momentos. A contemplação do que passou serve na verdade para alimentar o futuro, como um mestre veemente que nos ensina a mágica fórmula de como construir a sabedoria, harmonia e paz interior mesmo diante da caótica e eterna mutação da matéria; de como ser feliz ainda que diante do mundo de expiações e sofrimentos em que vivemos; de como transformar a dor em poesia, o sofrimento em vontade de vencer. O futuro sim é um livro aberto, por ser escrito, onde tudo poderemos ser e tudo seremos capazes de construir. O passado, logo o que está dentro de nós mesmos, é o mais sábio de todos os mestres. É nele, neste pecaminoso passado que nos habita, onde seremos capazes de encontrar o caminho mais luminoso que possa existir.

E se repararmos bem, cutucando estes velhos e tantas vezes esquecidos escombros do que já fomos, do que pensamos, do que quisemos ser e nunca o fomos, por mais distintas que tenham sido, como de fato são, as vidas uns dos outros, necessariamente haveremos de chegar a uma verdade comum, a de que todas as coisas que nos habitam são indeléveis ilusões, que nos aprisionam, enganam, nos desviam do caminho da sabedoria, nos impingem preconceitos, mas também indizíveis sofrimentos. Nada delas, enfim, nos revelam o que somos, o que queremos e no que deveremos nos transformar com a experiência da vida. De tudo isso, que se olharmos bem repararemos que não é nada, somente poderemos descobrir uma única e irrenunciável coisa que por sua pujante força é capaz das mais imprevisíveis mutações; de tudo perdoar e transformar. De todas as coisas que fomos ou poderemos vir a ser, só o amor é real. Este sim, o único capaz de descortinar a harmonia por detrás do nefasto caos que nos rodeia.

Jorge Emicles Pinheiro Paes Barreto


Procurador do município nega trabalho voluntário e confirma venda de bilhetes no meio a meio para monitores na zona azul


A nossa reportagem  procurou o Procurador do Município do Crato Dr. George Borges, para confirmar ou não, a existência de  pessoas trabalhando voluntariamente na prefeitura  do Crato, após demissão do contrato temporário, para garantir antecipadamente, vaga em janeiro de 2014, conforme denúncias.

O que diz Dr. George Borges: "Não aceitamos, no dia 16 de dezembro, foi enviado um memorando para todos os secretários  do município, dizendo que a Lei do servidor público, não permite trabalho voluntário na administração pública, assim todos receberam e assinaram a ciência da proibição. Mesmo entrando no recesso, os serviços públicos não irão parar, como saúde com plantões em postos e outros órgãos. Também diariamente, das 08 às 12 horas, haverá um procurador e dois servidores de plantão na prefeitura, e os demais serviços num esquema de rodízio para atender a população.

VENDAS DE BILHETES DA ZONA AZUL DO CRATO.     

Esclarecimentos do Dr. George Borges: "No dia 15 de dezembro encerraram-se os contratos de prestação de serviços dos monitores da Zona Azul, e no dia 16 de dezembro, o prefeito Ronaldo, baixou um decreto, determinando que  até dia 16 de janeiro de 2014, serão credenciados postos para  venda dos bilhetes, tanto para pessoa física como para jurídica. O município vai se adequar, a exemplo de muitas cidades e capitais brasileiras, onde o usuário da zona azul poderá comprar seu bilhete sem depender de um vendedor exclusivo e sem vinculo trabalhista com o município. 

Levando em conta o desemprego dos monitores com o fim dos contratos temporários, foi dado um prazo de 30 dias, até 16 de janeiro, a permissão da venda do bilhete para os monitores como autônomo, ao custo de 50% para o vendedor e 50% para o município.  Com o chamamento do edital para o credenciamento de postos de vendas, serão divulgados os percentuais para os vendedores. 

Ed Alencar
Repórter e Membro do Blog do Crato


Crato não perderá terras em suas fronteiras - Por: Ed Alencar


A cidade do Crato estava a prestes a perder  áreas de terras em suas fronteiras, para cidades vizinhas entre elas, Juazeiro do Norte, que já levou tanta coisa desse Crato, incluindo seu território atual, e ainda queria mais.

O prefeito do Crato Ronaldo Mattos participou recentemente de uma reunião com vários prefeitos de cidades vizinhas, envolvidas nas questões de demarcações de fronteiras feitas pelo IBGE, que tirariam grandes áreas do território cratense.  Perguntado se o Crato perderia ou não parte de suas áreas, disse  Ronaldo: "De jeito nenhum, o que o Crato tinha de perder, já perdeu há muitos anos, Caririaçu pertencia ao Crato,  Juazeiro,  Barbalha, assim como outros municípios pertenciam ao nosso Crato, agora ninguém perde mais um centímetro de chão.  Todos os municípios envolvidos foram sensíveis à nossa conversa. De principio, houve uns pequenos contratempos, mas batemos o pé e dissemos que o Crato não recuaria um metro sequer, o Crato quer suas terras de volta e pronto. A Assembléia Legislativa  do Ceará já cancelou a votação,  um pedido aos deputados Daniel Oliveira e Neto Nunes que foram sensíveis à nossa questão, e se tivesse acontecido essa votação, teríamos perdido. Assim os prefeitos já se comprometeram a recuarem seus limites juntos ao IBGE e Estado”, concluiu o prefeito...

Matéria do Repórter Ed Alencar
www.blogdocrato.com


Prefeito Ronaldo conversou com o Governador sobre Avenidas de Acesso ao Parque de Exposições



Acima: Uma das muitas idéias de Avenidas para o Parque de Exposições do Crato para melhorar o tráfego no Crato.

Em 2014 o Governador Cid Gomes, terminará  seu  segundo mandato, terminará também o sonho do novo Parque de Exposição “EXPOCRATO”. O prefeito Ronaldo em entrevista na tarde desta sexta feira (20), para alguns companheiros de imprensa, disse que em conversa com o governador Cid Gomes, o mesmo comentou que pelo tempo não daria mais para construir um novo parque, que já tinha oferecido uma vez e não deu certo, então perguntou ao prefeito, o que mais precisava o parque atual, o prefeito respondeu que era avenidas, acessos. 

Assim estão sendo projetadas quatro novas avenidas, aos fundos da expocrato, para dar acesso a outros municípios, partindo da Av. Maildes de Siqueira até o Pantanal, Mutirão, Parque Granjeiro, passando pela Vila Lobo, um trabalho que vai  melhorar o transito no momento de pico durante as festividades da EXPOCRATO.  Acrescentou  Ronaldo, dizendo que se resolvido esse problema, o Parque de Exposição do Crato, vai durar mais  uns 20 ou 30 anos pra frente, com outra mentalidade e nova geração para resolver depois esse problema de mudança.

PREFEITO RECONHECE QUE AINDA HÁ MUITO ESPAÇO NO PARQUE ATUAL

Na verdade, o prefeito  Ronaldo reconhece que existe muito espaço interno no velho Parque, para ser explorado, mais sua prioridade, sua visão hoje é acesso, com essas novas avenidas, o Crato cresceria para aquela região. 

Perguntado ao prefeito se haveria muitas indenizações  para construir essas avenidas, disse que não, que seriam poucas casas, uma vez que a maioria dos terrenos, são do município e a única área que deve ser desapropriada, seriam terras de herdeiros do Dr. Raimundo Bezerra, na parte do galpão do feijão até chegar à Vila Lobo.

Por: Ed Alencar
Repórter/Membro do Blog do Crato


VEM BOMBA POR AÍ ? - Vereador Bebeto Anastácio anuncia que na sessão desta segunda-feira ( 23 ) fará revelações importantes sobre o "mensalão" do Crato


Há alguns dias roda um "zum zum" de que vem mais revelações por aí acerca do chamado "mensalão" ou "mensalinho" do Crato. Há pelo menos 2 semanas está sendo feito o cruzamento ou checagem de certas informações para que se possa revelar ao público ( e pelo jeito agora sai ). A justiça é lenta nas investigações em curso, mas enquanto isso, novos dados são acrescentados, que vão somando-se às provas já coletadas e inclusas no processo. 

Prova disso foi a mensagem que o vereador Bebeto Anastacio publicou em seu perfil, neste domingo, dia 22 de dezembro, que repassamos na íntegra a seguir. Pelo jeito, quem pensava que o escândalo do mensalinho iria ser esquecido tão facilmente durante o recesso, pode tirar o cavalinho da chuva. Parece até que a coisa vai é "esquentar". Uma coisa é certa: Estaremos lá para filmar essas tais "revelações"...

MENSAGEM DO VEREADOR BEBETO:

"Bom dia, o Crato é de Todos Nós.
Na sessão de amanhã na Câmara Municipal do Crato irei revelar algo muito importante que irá dirimir qualquer dúvida sobre o MENSALÃO DO CRATO. Vamos ver quem está mentindo, se é o Samuel Araripe ou se são os Acusados.. Será se o que foi publicado realmente é verdade? Já está assinado e carimbado há dias, teremos surpresas agradáveis pra uns e desagradáveis pra outros, talvez separação. Deixa pra amanhã, hoje é domingo que desejo um bom descanso para meus irmãos cratenses... Fiquem com Deus e saúde e paz para todos!!!"

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Como era o Natal em Crato no final do século 19 – por Paulo Elpídio de Menezes (*)


Era assim o Crato de 1887 que, com tanta honestidade e fé, comemorava a noite do nascimento de um dos maiores filósofos idealistas da Humanidade


(...) Às quatro da tarde, ouvia-se o ronco da feira que, começando do Fundo da Maca, subia pela Rua Grande, morrendo no largo de São Vicente. Expandindo-se pela Travessa da Califórnia, invadia parte das ruas de Boa Vista, da Vala, do Fogo, Laranjeira, Formosa e Pedra Lavrada. Entrava noite adentro. Ao badalar do sino, chamando para a Missa do Galo, o movimento esmorecia. O barulho decrescia. O povo rumava em direção à Praça da Matriz. Deixavam de abandonar a feira apenas as pessoas que guardavam os montes de frutas de toda qualidade, as gamelas de massa de buriti, as rumas de rapadura, os tabuleiros, as mesas de jogo, as panelas de arroz de galinha, as bandejas de manuês e de doce seco, os potes de aluá, que se vendia por toda parte e era oferecido nas casas de família. Em diversos lares se erguiam lapinhas.

Mas o presépio do Padre Félix primava sobre todos. Levantado no orfanato por ele instituído, ali se encontrava, deitado no berço, o Menino Jesus, vigiado por Maria e José. Os três Reis do Oriente, ajoelhados, e a estrela, pairando no alto, alumiava a manjedoura, com que satisfeita de haver ensinado aos possuidores de tanta riqueza o caminho do lugar onde acabava de nascer o futuro reformador da religião judaica...
Em torno, mais distante, e em atitude contemplativa, a tradicional vaca, o carneiro, o tigre, o leão e mais alguns animais ferozes. O galo conservava-se ainda de bico aberto, anunciando que Jesus tinha nascido. A divina criança estava colocada numa caixa de música que, depois da corda, tocava – ‘já nasceu o Menino Deus”... E, simultaneamente, descruzava as pequenas mãos, abria os olhos, voltando depois à mesma posição. Esses movimentos se repetiam, numa espécie de sístoles e diástoles. Doze pastorinhas, divididas em duas alas, cantavam os versos iniciados pela caixa-de-música, acompanhando com os seus maracás. À certa altura, abriam alas, para a entrada dos índios, que também vinham render homenagem ao Redentor da Humanidade... As ciganinhas, como que surpresas com a visita dos filhos da selva, enfeitados de penas, cocares e armados de arco e flecha, entoam cânticos de interrogação:

Quem são vocês?’
- ‘Caboclos da aldeia’,


Respondem, também cantando:

- ‘Para onde vão?’
- ‘Vamos a Belém’
- ‘Ver o que?’
- ‘A Jesus, nosso bem’.


Rompem, então, as Pastorinhas: -
Oh, que noite tão alegre, que convida os Caboclos a visitarem o Deus Menino; oh que bela e feliz noite!’
A casa de minha mãe, viúva, ficava parede e meia com o Orfanato do Padre Félix. Eu tinha, talvez, uns oito anos de idade. Depois de ouvir a Missa do Galo, me levavam para a rede. Pegando no sono, quase abafada pela zoada do povo, a vozinha tremida e afinada da Pastorinha destinada a pedir em benefício da casa onde se amparavam as meninas que tinhas a mesma sorte que a Ciganinha:

Dá esmola, dá esmola
Nem que seja de um vintém,
Que no céu acharás
A lapinha de Belém.


Era assim o Crato de 1887 que, com tanta honestidade e fé, comemorava a noite do nascimento de um dos maiores filósofos idealistas da Humanidade.

(*)  Paulo Elpídio de Menezes, in “O Crato do meu tempo”, Fortaleza, 1960.

   

Padre José de Anchieta poderá ser canonizado em 2014

Conhecido como “Apóstolo do Brasil”, o beato José de Anchieta foi responsável pela criação do colégio de Piratininga no dia 25 de janeiro de 1554, que deu origem à cidade de São Paulo. O missionário, que chegou ao Brasil em 1553, deve ser canonizado no próximo ano. Natural de Tenerife, nas Ilhas de Canárias, na Espanha, ele nasceu no dia 19 de março de 1534.

No decorrer de sua vida, o padre passou por cidades como São Paulo, Espírito Santo e Bahia propagando os ensinamentos do Evangelho. Faleceu na cidade de Reritiba (atual Anchieta no Estado do Espírito Santo) em 9 de junho de 1597.

Em coletiva de imprensa, na quarta-feira, 18 de dezembro, o arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da CNBB, cardeal Raymundo Damasceno Assis, comentou sobre o pedido feito pela Conferência no Brasil ao papa Francisco para a canonização do beato Anchieta.

“Durante a visita da presidência da CNBB ao Santo Padre no mês de outubro, entregamos uma carta com o pedido da canonização deste grande apóstolo, também declarado pela Conferência do Brasil como padroeiro dos catequistas”, explicou

Em telefonema ao cardeal, o papa Francisco expressou acolhimento ao pedido da canonização. Para o arcebispo, esta é uma surpresa para a Igreja no Brasil. Ele afirma que este não é um desejo somente dos bispos, mas de cada pessoa que atribui santidade ao beato.

“Somos muito gratos ao papa em acolher esse pedido não só da CNBB, mas de várias instituições e do povo brasileiro que deseja ver o beato Anchieta venerado publicamente em todo o mundo e como modelo de santidade, no seguimento de Jesus, disse.
(Fonte: CNBB)

Vovó, o que é Natal?


A velha senhora, recostada em sua cadeira de balanço, com um vestido escuro que lhe chegava aos tornozelos, discretamente enfeitado com galões dourados, calma, aureolada por uma certa majestade, olhava penalizada para sua netinha. A menina, de pé, com um vestidinho branco que ressaltava a inocência de sua fisionomia, apoiava as pequenas mãos sobre os joelhos da avó.

Agora, nesta época neopagã, varrida pelos ventos gélidos do indiferentismo religioso, abalada em seus fundamentos pelo relativismo filosófico, desagregada pelo permissivismo moral, como comunicar a uma tenra menina a ideia de Natal? E não só a ideia fria e inoperante, mas o calor de alma, a elevação de espírito, as graças próprias do Natal?

— "Natal, minha filha, é uma graça tão grande, tão grande, que foi dada ao mundo para termos, aqui nesta terra, um pouquinho do Céu. Tal graça nos veio porque há muito tempo, lá longe em Belém, cidade distante que você não conheceu, nasceu um Menino para nos salvar. Foi-nos dado, Ele é nosso, e entretanto é o Filho de Deus".

"Sua mãe é Maria, também nossa mãe, que por nós O mereceu. Ela O desejou antes de Ele vir ao mundo, e por isso sua vinda ocorreu. Ela O amou tanto que ninguém sabe medir o grau desse amor entre os dois, e essa grande união! É um segredo de Maria, que Ela comunica a quem Ela quer. Mas há no Natal uma bênção que desce do Céu e faz sentir a todos os homens algo das graças dessa união”.

"Minha filha, Natal é doçura, é paz. Natal é alegria inocente, é felicidade de dar, é o esquecimento de si mesma. Natal é amar, é adorar, é prostrar-se contente ante Deus. Natal é ternura por ver o pequeno, o frágil que se quer proteger; é admiração ante o grande e o forte que é mais do que nós, que se quer venerar".
A menina estava literalmente embevecida com tudo quanto ouvira. Mas não só com o que ouvira. Durante a narração, ela notara no timbre de voz harmonioso da avó, na sua expressão fisionômica radiosa, na elevação compassada de seus gestos e sobretudo em seu olhar cheio de doçura, de luz e de paz, ela notara, ou melhor ela sentira as graças do Natal.

— “Mas vovó, por que não há mais Natal?”
(Condensação de um artigo de Gregório Vivanco Lopes)



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