xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 20/10/2013 | Blog do Crato
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VÍDEO - ÚLTIMAS NOTÍCIAS - Prefeito do Crato é escolhido um dos melhores prefeitos do Ceará pela PPE Eventos, em Fortaleza. ( 09-11-2017 ).
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20 outubro 2013

20 de outubro: festa de São Pedro de Alcântara, o “Padroeiro do Brasil”




Logo após a Independência de nossa Pátria, o Imperador Dom Pedro I entendeu que o Brasil precisava ter um santo padroeiro oficialmente autorizado pelo Papa, embora ele, Dom Pedro I, já tivesse feito a consagração do Brasil a Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida do Norte, em sua vinda de São Paulo para o Rio, logo após o 7 de Setembro. Assim, o Imperador Pedro I solicitou ao Papa que fizesse de São Pedro de Alcântara o Padroeiro do Brasil, tendo o Papa concordado e um documento foi lavrado, nesse sentido, no Vaticano.

Com a proclamação da República, São Pedro de Alcântara foi discretamente esquecido, provavelmente porque seu nome lembrava o dos imperadores brasileiros (Pedro I e Pedro II, ambos batizados como Pedro de Alcântara ) e, além disso, mostrava o quanto havia de positiva ligação entre o Império do Brasil  e a religião Católica, que era a religião oficial do país. Porém, seu nome ainda continuou, por muito anos a ser lembrado nos missais mais tradicionais. E foi num destes missais, mais tradicionais, que se encontra a oração transcrita a seguir, a São Pedro de Alcântara, Padroeiro do Brasil, conforme consta no índice do missal citado (“Adoremus – Manual de Orações e Exercícios Piedosos” – Por Dom Frei Eduardo, O.F.M. – XX Edição Bahia – Tipografia de São Francisco – 1942).

Oração a São Pedro de Alcântara, Padroeiro do Brasil
(pág.284 do missal citado)

Ó grande amante da Cruz e servo fiel do divino Crucificado, São Pedro de Alcântara; à vossa poderosa proteção foi confiada a nossa querida Pátria brasileira com todos os seus habitantes. Como Varão de admirável penitência e altíssima contemplação, alcançai aos vossos devotos estes dons tão necessários à salvação. Livrai o Brasil dos flagelos da peste, fome e guerra e de todo mal. Restituí à Terra de Santa Cruz a união da fé e o verdadeiro fervor nas práticas da religião.

De modo particular, vos recomendamos, excelso Padroeiro do Brasil, aqueles que nos foram dados por guias e mestres: os padres e religiosos. Implorai numerosas e boas vocações para o nosso país. Inspirai aos pais de família uma santa reverência a fim de educarem os filhos no temor de Deus não se negando a dar ao altar o filho que Nosso Senhor escolher para seu sagrado ministério.

Assisti, ó grande reformador da vida religiosa, aos sacerdotes e missionários nos múltiplos perigos de que esta vida está repleta. Conseguí-lhes a graça da perseverança na sublime vocação e na árdua tarefa que por vontade divina assumiram.
Lá dos céus onde triunfais, abençoai aos milhares de vossos protegidos e fazei-nos um dia cantar convosco a glória de Deus na bem-aventurança eterna. Assim seja!


Igreja-Matriz de Nossa Senhora da Penha foi dedicada como Catedral da Diocese de Crato


Reportagem de Armando Lopes Rafael



   Foi uma solenidade longa, mas belíssima! Na manhã deste domingo, 20 de outubro, Dom Fernando Panico presidiu a cerimônia de dedicação da Igreja-Matriz de Nossa Senhora da Penha como Catedral da Diocese de Crato. Até esta data, aquele belo templo funcionou como “catedral-provisória”. Explica-se: após a criação da nova diocese – em 1914 – o primeiro bispo, Dom Quintino, planejou construir uma nova catedral. Esta ficaria ao lado do também projetado Palácio Episcopal. Para esse fim, um terreno chegou a ser doado pelo monsenhor Francisco Rodrigues Monteiro. O imóvel compreendia uma larga faixa de terra, localizada na atual Rua Ratisbona, proximidade com a Praça de Cristo Rei, mais precisamente entre a atual Rua Teopisto Abath e a Mons. Assis Feitosa.
   Dom Quintino chegou a pagar o projeto das plantas para as projetadas construções, plantas ainda hoje guardadas nos arquivos da Cúria Diocesana. Naquela época – início da década 20 do século passado – faltaram recursos financeiros para o início das obras. Depois, o terreno – onde hoje funciona a Secretaria Municipal de Cultura, Biblioteca e um antigo restaurante público, todos integrantes do Centro Cultural do Araripe – foi invadido pelos trilhos da estrada de ferro. Vem, de longe,como se vê a usurpação de terrenos da igreja católica por políticos oportunistas e empresários sem escrúpulos.
A solenidade de dedicação
   A Catedral de Crato recebeu, na manhã de domingo, um grande público, incluindo representações das diversas paróquias da diocese de Crato. Cerca de 50 padres, mais de 60 seminaristas, diáconos, religiosas e centenas de leigos lotaram o templo. No adro da igreja foi colocado um toldo, com cadeiras e telões para o acompanhamento da cerimônia pelas pessoas que não conseguiram lugar na parte interna da igreja.
   O cerimonial de dedicação de uma nova igreja é rico, e consiste num harmonioso encadeamento de atos litúrgicos, todos eles cheios de significado. No início, Dom Fernando Panico abençoou a água, com a qual aspergiu o povo, em sinal de penitência e em lembrança do Batismo, assim como as paredes da igreja e o novo altar de pedra da catedral, a fim de purificá-los.    Depois, oito relíquias de santos foram colocadas sob o novo altar. Na Catedral de Crato ficarão guardadas tecas com relíquias do Santo Padre Pio, de São Leopoldo Mandic, de Santo André e das brasileiras recentemente beatificadas: Irmã Dulce, Nhá Chica e da menina-mártir do estado de Santa Catarina, Albertina Berkenbrock.
   Houve em seguida a Prece de Dedicação, e o novo altar foi ungido com óleo do Santo Crisma. Depois do rito da unção, colocou-se sobre o altar um fogareiro para queimar o incenso, sinal de que o sacrifício de Cristo, perpetuado aqui sacramentalmente, subiria até Deus como suave aroma, junto com as orações dos fiéis. Em seguida, o celebrante incensou o próprio altar, e quatro diáconos percorreram a igreja incensando o recito e os fiéis.  Procedeu-se, então, a iluminação festiva da igreja, pois Cristo é a Luz que ilumina as nações. Todas as 12 velas (representando os doze primeiros apóstolos), colocadas nas colunas da Sé Catedral, foram acesas pelos cinco vigários das 5 Regiões Forâneas da Diocese de Crato.
Leitura do Decreto do Ano do Centenário
   Como penúltimo ato da cerimônia foi lido o Decreto proclamando o “Ano do Centenário” de criação da Diocese de Crato. As comemorações foram iniciadas neste domingo, 20 de outubro, e se prolongarão até o dia 19 de outubro de 2014. Ao final da cerimônia, Dom Fernando Panico transmitiu um recado que recebeu do Papa Francisco, para os fiéis da Diocese de Crato. Recado este que o bispo recebeu durante seu encontro com o Papa no último dia 14, e no qual o Santo Padre  envia um cordial abraço para todos os habitantes deste diocese centenária.
   

Tim Maia - Por: Emerson Monteiro

Algumas lembranças permanecem grudadas na memória da gente livres de qualquer esforço. E quando essas lembranças vêm acompanhadas de emoções musicais, então passam a constituir um mesmo bloco naquilo que costumam chama de eu. Aonde as pessoas queiram ir, o tal meteoro de existência de si caminha nos trilhos da individualidade feito pedra formada nos idos de ficaram nela grudados.

Faço as cogitações no momento de escrever um pouco a propósito do cantor Tim Maia, intérprete da música brasileira que viveu nos Estados Unidos e trouxe ao Brasil o soul , gênero adotado na produção do seu primeiro disco, sucesso absoluto do ano de 1970 e marca definitiva da nossa geração.

Dente outras músicas imortalizadas no vozeirão típico do cantor estão Azul da cor do mar, Coroné Antônio Bento, Primavera (Vai chuva), Padre Cícero, Cristina, interpretações qualificadas pela musicalidade, ícones de beleza e sentimento.

Ele, Sebastião Rodrigues Maia, nascera no Rio de Janeiro em 28 de setembro de 1942. Iniciou caminhada artística na mesma fase de Jorge Ben e Roberto Carlos. Em 1959, viajaria aos Estados, onde aprimorou seu talento e cruzou difícil período de vida face envolvimento com drogas, motivo de prisão na justiça americana.

Ao regressar, Tim Maia conduziu carreira promissora, alçando altos voos na fama a ponto ser considerado entre os maiores intérpretes da MPB de todos os tempos.

Uma personalidade contraditória, hoje figura em livro (Vale tudo – O som e a fúria de Tim Maia, de Nélson Motta) que conta os detalhes de seus passos, inclusive através da religião ao conhecer a Cultura Racional. Enfrentaria problemas amorosos em diversos relacionamentos, dotado de gênio difícil, brigão e temperamental, deixando rastro de situações características de pessoa sensível e atormentada.

Dotado de saúde precária, atravessou complicações respiratórias, diabetes e a obesidade que lhe acompanharam de perto até 15 de março de 1998, instante de passar à Eternidade, às vésperas de inaugurar experiência política. Filiado ao PSB, preparava candidatura ao Senado, pelo Rio de Janeiro nas eleições de novembro daquele ano.

Graças à
tecnologia da eletrônica, toda obra de Tim Maia e de tantos outros vence a mediocridade do ostracismo e chega inteira aos tempos atuais.

Estou com vergonha do Brasil - Ruth Moreira


Estou com vergonha do Brasil. Vergonha do governo, com esse impatriótico, antidemocrático e antirrepublicano projeto de poder. 

Vergonha do Congresso rampeiro que temos, das Câmaras que dão com uma mão para nos surrupiar com a outra, políticos vendidos a quem dá mais. Pensar no bem do País é ser trouxa. Vergonha do dilapidar de nossas grandes empresas estatais, Petrobrás, Eletrobrás e outras, patrimônio de todos os brasileiros, que agora estão a serviço de uma causa só, o poder. 

Vergonha de juízes vendidos. Vergonha de mensalões, mensalinhos, mensaleiros. Vergonha de termos quase 40 ministros e outro tanto de partidos a mamar nas tetas da viúva, enquanto brasileiros morrem em enchentes, perdendo casa e familiares por desídia de políticos, se não desonestos, então, incompetentes para o cargo. 

Vergonha de ver a presidente de um país pobre ir mostrar na Europa uma riqueza que não temos (onde está a guerrilheira? era tudo fantasia?). Vergonha da violência que impera e de ver uma turista estuprada durante seis horas por delinquentes fichados e à solta fazendo barbaridades, envergonhando-nos perante o mundo. 

Vergonha por pagarmos tantos impostos e nada recebermos em troca - nem estradas, nem portos, nem saúde, nem segurança, nem escolas que ensinem para valer, nem creches para atender a população que forçosamente tem de ir à luta. Vergonha de todos esses desmandos que nos trouxeram de volta a famigerada inflação. Agora pergunto: onde estão os homens de bem deste país? Onde está a Maçonaria? OAB? CNBB? LYONS?ROTARY? Onde estão os que querem lutar por um Brasil melhor? Por que tantos estão calados? 

Tenho 84 anos e escrevo à espera de um despertar que não se concretiza. Até quando isso vai continuar? Até quando veremos essas nulidades que aí estão sendo eleitas e reeleitas? Estou com muita vergonha do Brasil. 

RUTH MOREIRA ruthmoreira@uol.com.br


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