xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 22/09/2013 | Blog do Crato
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VÍDEO - CONVERSA FRANCA - O DESCASO NO CRATO - Dihelson Mendonça ( 30-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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22 setembro 2013

A hipocrisia do eleitor.


ESCRITO POR PERCIVAL PUGGINA | 21 SETEMBRO 2013


Nos próximos dias irá ao plenário do Senado o fim das votações secretas nos legislativos do país. A partir daí, os parlamentares terão que conviver com o fato de que todas as suas decisões de voto serão de conhecimento público. Novos tempos, novos práticas. O Brasil está mudando.

Fala sério, Percival! Pois é, pois é, infelizmente as relações de causa e efeito não são tão radiosas quanto parecem. O fim do voto secreto, além dos óbvios efeitos positivos, produzirá, também, consequências negativas. Haverá ocasiões em que o parlamentar da base ficará refém do governo e haverá ocasiões em que todos ficarão reféns das galerias. Onde estará, em cada caso, o objetivo superior, ou seja, o verdadeiro interesse nacional? Naquilo que o governo propõe? Na vontade expressa pelas ululantes galerias? Nunca vi galerias clamando em favor do interesse público.

Estou convencido de que a questão de fundo é outra e se relaciona com o correto entendimento sobre o que seja a representação parlamentar. Os detentores desse tipo de mandato representam o quê: a) interesses comuns a determinados grupos sociais? b) vontades dos seus eleitores? c) opiniões de seus eleitores? A escolha que majoritariamente fazemos entre essas três possibilidades tem grande influência no perfil das casas legislativas. Se entendermos que a finalidade da política é a promoção do bem comum, jamais afirmaremos que o parlamentar é um representante de interesses porque isso transformaria - como de fato transforma - o bem comum numa pizza com poucas fatias de tamanhos diversos. Somente teriam acesso a ela os setores mais poderosos, ou seja, organizações que agreguem segmentos numerosos da sociedade, que detenham forte influência sobre a opinião pública e que disponham de abundantes recursos. Por outro lado, se entendermos que a função parlamentar envolve representação de vontades, isso transforma cada legislador em um estabanado cata-vento, sempre hesitante entre os volúveis desejos de seus muitos eleitores.        

Então, na minha perspectiva, o parlamentar deve ser escolhido por identidade de convicções, de opiniões. Esse critério leva em conta as qualidades morais do candidato, seus critérios, sua formação intelectual, os princípios que inspiram as atitudes e as decisões que toma, os valores que defende e as verdades que abraça. Esse parlamentar, necessariamente de vida honrada e bons exemplos, disporá dos meios intelectuais e morais necessários para deliberar bem sobre os mais variados temas de interesse público que sejam levados ao seu nível de atuação.

"Onde está pessoa?", perguntará o leitor, prenunciando a escassez de homens e mulheres com tal perfil na cena nacional. De fato, embora existam na sociedade, essas pessoas são pouco frequentes no mercado político pelo simples fato de que a imensa maioria dos eleitores escolhe representantes de interesses, sem qualquer zelo em relação ao que efetivamente deveria levar em conta. O critério determinante para a grande massa é de natureza egoísta: "O cara tem que cuidar do meu lado!". Pouco importa se o tipo for um conhecido canalha, contanto que diligente na defesa das conveniências dos seus eleitores e pródigo na distribuição de favores.

Eis aí o pecado original da política brasileira - a hipocrisia do eleitor. O eleitor hipócrita - vejam só! - quer um parlamentar para chamar de seu. E espera que todos os demais eleitores, com elevadíssimo espírito público, escolham políticos extraordinários, em competência e dignidade, para cuidar, também dele, naquilo que como cidadão lhe corresponde no bem nacional. Equação perfeita, não é mesmo! Perfeitamente cretina, quero dizer.

Não andassem as coisas assim, se os critérios que determinam as decisões de voto não fossem tão vis, as representações parlamentares seriam de outro nível e pouca diferença haveria entre votações transparentes ou secretas.


www.puggina.org

Coisas da Ré - pública: dívida sufoca famílias do Minha Casa, Minha Vida


(Fonte: revista VEJA)

Vitrine do governo Dilma para 2014, programa que pretende entregar moradias populares a 3 milhões de famílias até o fim do ano tem recorde de inadimplência

Cortesia eleitoral: Rudileia de Aragão engrossa a fila de inadimplentes do programa habitacional, mas não corre o risco de perder a casa. O governo, que não quis saber antes se ela poderia pagar, agora também não vai cobrá-la (Fernando Cavalcanti)

Ele foi planejado para ser a mais vistosa vitrine eleitoral da gestão Dilma Rousseff - a resposta do governo para o sonho da casa própria. Lançado em 2009, o programa Minha Casa Minha Vida consumiu 134,5 bilhões de reais para fazer 2,1 milhões de casas populares. O primeiro milhão já foi distribuído. A presidente Dilma percorreu seis estados brasileiros neste ano para providenciar ela mesma a entrega. O potencial de dividendos eleitorais da iniciativa é tamanho que ela é tratada como uma espécie de Bolsa Família da área urbana.

Programa subsidiado, o Minha Casa Minha Vida prevê que o governo arque com uma parte das prestações e o beneficiado banque o restante. O valor das parcelas é calculado com base na renda de cada família. No papel, tudo certo. Na realidade, tudo mais ou menos. Dados obtidos por VEJA revelam que o índice de inadimplência na faixa de financiamento que inclui participantes com renda mensal mais baixa, até 1 600 reais, está em 20%. É um número dez vezes maior que a média dos financiamentos imobiliários no Brasil e 4 pontos mais alto que a porcentagem de atrasos em pagamento de hipoteca nos Estados Unidos em 2007, quando se acentuou a crise que serviu de gatilho para a pior recessão desde o fim da II Guerra Mundial.
Colaborou Natália Cacioli
   

Dom Fernando Panico abrirá no próximo dia 20 de outubro as comemorações do ano do centenário de criação da Diocese de Crato

São Fidelis de Sigmaringa,Co-padroeiro de Crato

   Ocorrerá no próximo dia 20 de outubro, a solenidade religiosa de abertura das comemorações alusivas ao ano-do-centenário de criação da Diocese de Crato, erigida como “igreja-particular” – pelo Papa Bento 15 –, em 20 de outubro de 1914. A cerimônia religiosa constará da dedicação da igreja de Nossa Senhora da Penha como catedral (até hoje esta dedicação não aconteceu), além da inauguração de uma nova mesa de celebração da igreja-mãe da Diocese de Crato. A nova mesa – seguindo uma determinação litúrgica para as catedrais – será confeccionada em pedra granito.
     Outra novidade é que a nova mesa de celebração da Catedral de Crato guardará, no seu interior, relíquias de seis santos da Igreja Católica. Conseguidas e doadas por Dom Fernando Panico, essas seis relíquias “ex-corpore” (ou seja, retiradas do próprio corpo desses santos) são guardadas em pequenas e artísticas “tecas” de metal, as quais já se encontram em poder do Cura da Catedral, padre Edimilson Neves.

De quem são essas relíquias

 As relíquias contêm fragmentos dos ossos de São Fidelis de Sigmaringa (a quem também foi dedicada a capelinha construída por Frei Carlos Maria de Ferrara, fundador de Crato e, por isso mesmo, considerado co-padroeiro desta cidade), e de ossos de São João Bosco e de São Leopoldo Mandic. As outras “tecas” contêm amostras de sangue do Padre Pio (foto acima)  e do Beato João Paulo II (foto abaixo). A última das seis relíquias possui fios de cabelo de Santa Paula Frassinetti, fundadora da Congregação de Santa Doroteia.

Relíquia "ex-sanguine" de João Paulo II   
     
 (Texto: Armando Lopes Rafael)

 

14ª Romaria ao Caldeirão da Santa Cruz do Deserto será no domingo, 22


(Matéria da repórter Elizângela Santos, publicada no “Diário do Nordeste”)

Foto: Elizangela Santos

A 14ª Romaria do caldeirão será realizada neste próximo domingo, 22, em Crato. O evento acontece por meio de uma parceria da Diocese do Crato com a Prefeitura Municipal do Crato, por meio da Secretaria Municipal de Cultura. O Caldeirão da Santa Cruz do Deserto está localizado no distrito da Ponta da Serra. A Romaria acontece a partir das 07h30.

O evento já entrou para o calendário cultural e religioso do Cariri começa com a acolhida aos Romeiros e uma Missa Campal celebrada por padres da Diocese. Este ano, a Romaria tem como tema “Terra, Água, Comunhão: Bem Viver no Nosso Chão” que relembra a convivência dos agricultores familiares no semiarido brasileiro, cuja resistência se confunde com a do próprio beato José Lourenço, que organizou a comunidade calcada em valores humanos e solidários.

Exemplo de convivência com o semiarido, o Caldeirão da Santa Cruz do Deserto é apontado como experiência exitosa em cuidado com o homem e a terra. Com suas experiências agroecológicas, a comunidade fundada pelo beato José Lourenço é apontada como embrião do que se convencionou denominar de ecovilas. No caso do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, o trabalho em regime de mutirão chegou a alimentar duas mil pessoas durante o início do século XX.

A organização da 14ª Romaria ao Caldeirão da Santa Cruz do Deserto informa que está estritamente proibida a comercialização de bebidas alcoólicas pelos barraqueiros e ambulantes durante a realização do evento. Informa ainda que haverá fiscalização, e aqueles que infringirem esta proibição terão seus produtos apreendidos

Encerrado – no âmbito da Diocese de Crato – o Processo de Beatificação de Benigna Cardoso da Silva


   Com a solenidade realizada ontem pela manhã, dia 21, no auditório da Catedral de Crato, foram encerrados os trabalhos do Processo de Beatificação da mártir da castidade, Benigna Cardoso da Silva (ilustração ao lado) . A solenidade foi presidida pelo Bispo Diocesano de Crato, Dom Fernando Panico. (foto abaixo à direita, publicada em reportagem do "Diário do Nordeste", edição deste domingo).
  O Auditório Mons. Rubens Gondim Lóssio ficou lotado por pessoas vindas de Santana do Cariri, de Crato e pelos cerca de 80 seminaristas do seminário São José.  Ao final, toda a documentação do processo foi colocada em uma caixa, que foi selada e lacrada com carimbos especiais, e só será reaberta em Roma. Uma cópia de toda a documentação ficará guardada na Cúria Diocesana de Crato.

Anteriormente, no último dia 16 de setembro,  ocorreu em Santana do Cariri a última reunião da equipe diocesana encarregada do processo de beatificação da Serva de Deus, Benigna Cardoso da Silva. Os membros que compõe as comissões histórica e teológica passaram todo o dia analisando e ultimando a documentação que seguiu para análise na Sagrada Congregação para a Causa dos Santos, órgão do Vaticano.

   Estiveram presentes ao esse encontro de trabalho, os monsenhores Vitaliano Mattioli (Postulador Diocesano) e João Bosco Cartaxo Esmeraldo ( Juiz Delegado), os padres José Vicente Pinto de Alencar (Promotor de Justiça) e Acúrcio de Oliveira Barros (Tradutor), além da Sra. Teresinha Fernandes Costa (Atuária Notária). Pela Comissão Histórica estavam presentes os professores: Raimundo Sandro Cidrão, Ypsilon Rodrigues Félix e Armando Lopes Rafael.

 O processo de beatificação da menina-mártir Benigna Cardoso da Silva foi aberto oficialmente em 16 março de 2013, no auditório da Catedral de Crato, tão logo a Diocese recebeu a aprovação do Vaticano  para o início dos estudos de  recolhimento de declarações das testemunhas que conheceram Benigna, além  de depoimentos que relataram milagres e graças alcançadas por intercessão da menina-mártir. Essa etapa se constituiu na fase diocesana do processo. 

Existem duas situações diferentes para a Igreja Católica considerar alguém santo: ou porque essa pessoa foi mártir – este é o caso da menina Benigna – ou porque ela viveu as virtudes em grau heroico. No caso de a pessoa ter sido mártir é dispensada a comprovação de milagres. Já para as pessoas que viveram as virtudes cristãs de forma heroica, exige-se o reconhecimento de um milagre na beatificação e outro na canonização. Caberá agora a Sagrada Congregação para a Causa dos Santos os avanços no processo da beatificação de Benigna Cardoso da Silva.

(Texto: Armando Lopes Rafael)

O martírio da Serva de Deus, Benigna Cardoso da Silva -- por Armando Lopes Rafael

  A Diocese de Crato encerrou -- neste sábado, 21 de setembro -- a fase diocesana do Processo de Beatificação da menina-mártir, Benigna Cardoso da Silva. Abaixo a descrição da morte da nova Serva de Deus, como constou na documentação que será entregue na próxima 3ª feira,dia 24,  à Sagrada Congregação para a Causa dos Santos, em Roma, por intermédio do  postulador diocesano, monsenhor Vitailiano Mattioli. 

   "Ela era ainda uma criança, com cerca de doze anos, quando começou a ser assediada por um menino, Raul Alves de Oliveira, provavelmente dois anos mais velho do que ela. Raul morava próximo à residência da menina. Nas pesquisas feitas pelo historiador Sandro Cidrão consta:

“A menina Benigna estava cursando o primário, com então 12 anos de idade, quando começou a ser assediada por um jovem: Raul Alves de Oliveira. Ele chegava a deixar bilhetes em seus cadernos e se insinuava para ela, mas esta nunca lhe deu atenção, nem alimentou a expectativa de namoro pretendido por Raul.
(Benigna) Chegou a falar (sobre isto) com as irmãs que a criavam, “madrinha Ozinha” e “Bezinha”.

    Donde se conclui que os reiterados pedidos de namoro – feitos por Raul a Benigna – foram seguidamente rejeitados pela menina. É tradição que esses assédios foram levados ao conhecimento do Pároco de Santana do Cariri, Padre Cristiano Coelho, que chegou a sugerir a Benigna viesse morar na cidade, onde, além de ficar livre das insinuações sexuais de Raul, ainda  teria oportunidade de dar continuidade aos seus estudos, o que não era possível no povoado de Inhumas, onde a menina residia.

   Por alguma razão desconhecida, não se efetivou a transferência de Benigna para a cidade. O fato é que, ao completar  13 anos de idade, ela continuava morando no Sítio Oiti. Enquanto isso, Raul não desistia do seu intento de manter um relacionamento amoroso com a jovem, apesar das sucessivas recusas desta.

   Voltamos às informações do  historiador Raimundo Sandro Cidrão:

“Certa vez, Benigna, que sempre gostava de ajudar nos afazeres domésticos, ao chegar da escola, à tardinha, numa sexta-feira, 24 de outubro de 1941, desceu até o riacho, próximo da sua casa, onde existia uma cacimba, para pegar água num pequeno pote, como de costume fazia.

Raul, que ficara à espreita, por trás de uns arbustos, ao vê-la com o pote, aproximou-se e fez-lhe propostas amorosas, recusadas categoricamente por Benigna. Enlouquecido, levado por uma força demoníaca, Raul sacou um facão e ameaçou mata-la, caso não aceitasse (o relacionamento sexual). Benigna, de corpo franzino e aparência anêmica, movida por uma força sobre-humana, defendeu sua castidade, a todo o custo, da monstruosidade de seu algoz. Pediu, implorou em nome de Deus, mas, num gesto de fúria, Raul cortou-lhe os três dedos da mão. Ainda assim ela se debateu, e ele então lhe atingiu a testa e os rins (com o facão). O golpe fatal, no pescoço da menina, quase decepou a cabeça desta. Diante da tragédia, Raul fugiu, deixando o sangue virgem da menina escorrendo pelas pedras.

Já era tarde, estava anoitecendo, e Benigna não voltava com a água. Dona Rosa, que enxergava pouco, pediu ao irmão de Benigna, Cireneu, que fosse ver o que havia acontecido. Minutos depois, ele chegou com o corpo de Benigna, já sem vida. A consternação e a comoção foi geral. O crime abalou todo o município (de Santana do Cariri) e adjacências, pelo requinte de crueldade com que foi praticado.

Benigna foi sepultada,  na manhã do sábado, dia 25, por volta das 10 horas, no Cemitério Público São Miguel, em Santana do Cariri, no jazigo da família Sisnando Leite.

Desde aquela tarde fatídica, as pessoas começaram a invocar a alma de Benigna em promessas e rogativas. Muitas graças foram alcançadas, e até milagres aconteceram. A visitação ao local de seu martírio tornou-se constante, haja vista o grande número de ex-votos lá depositados pelos fiéis” .

   Sem se dar conta, Benigna fez parte daqueles “pequeninos”, aos quais o Pai fez conhecer os segredos dos Reinos do céu. Ela vivia em paz com os membros da sua comunidade. Sentia-se feliz todas as vezes que tinha oportunidade de ir à igreja. Vivia de forma séria, compenetrada e responsável, a ponto de esse seu exemplar comportamento ter chamado à atenção do Pároco da cidade, Padre Cristiano Coelho. É bom lembrar que o sítio de residência de Benigna fica distante mais de dois quilômetros da igreja-matriz. E as vias de acesso do sítio à cidade, àquela época,  eram precárias, não existindo meios de  transporte entre as duas localidades, a não ser por alimárias, transporte utilizado por quem tinha esse recurso.  Os menos afortunados faziam o percurso a pé, em meio à poeira (no verão) ou no lamaçal (na temporada das chuvas).

   Aparentemente frágil, mas dispondo de grande força interior, advinda do seu coração puro, Benigna soube resistir aos apelos e à força física de Raul, porque aprendera – quando se preparava para a Primeira Comunhão – que por pensamentos, palavras e ações, o cristão tem a obrigação de ser puro para ganhar o céu. Foi com o coração voltado para Deus e a preocupação de não contrariar Jesus –  que ela recebia em comunhão, com  tanta dignidade, nas primeiras sextas-feiras de cada mês – que Benigna não teve medo de enfrentar os golpes do facão utilizado por Raul. Com a ação tresloucada do assassino, teve seu corpo virgem despedaçado.

    Foi para defender sua pureza que ela preferiu morrer traspassada pelos golpes que lhe atingiram a mão, a testa; o pescoço e as costas. A sua castidade, no entanto,  foi preservada, e pura ela se apresentou no céu.

“Fato é que não demorou muito para a veneração em torno da memória da jovem adolescente começar porque, segundo o que corre de boca em boca, desde  o dia de sua morte, os moradores da comunidade e, depois, os  do município de Santana do Cariri começaram a alcançar graças,  ao recorrer à menina martirizada”.

“Uma capelinha foi construída pela comunidade, a 200 metros de onde a adolescente foi assassinada, no Sítio Oiti, no Distrito de Inhumas (...) A construção foi feita em pedra, com um espaço dedicado aos ex-votos dos devotos de Benigna, várias fotografias de pessoas que fizeram promessas à mártir Benigna, além de um retrato falado da jovem mártir. Também está lá o pote que ela carregava na hora que foi assassinada, envolto numa redoma de vidro, um vestido pertencente a ela e esculturas que retratam o momento em que ela foi morta por Raul Alves”.

De volta ao passado: Inflação elevada muda hábitos dos brasileiros no supermercado


(Matéria publicada na “Folha de S.Paulo” deste domingo)

Com o bolso mais apertado e menos confiante na economia, o consumidor voltou a fazer compras do mês, a se deslocar mais para economizar e a buscar nas prateleiras dos supermercados mais baratos uma forma de se proteger da inflação.
Pesquisa da consultoria CVA Solutions com 6.985 consumidores de todo o país mostra um avanço dos supermercados mais populares e do atacarejo (que vende em quantidades maiores e a preços menores) na preferência dos clientes, em detrimento de benefícios como variedade de produtos e da qualidade no atendimento.
O estudo foi realizado em agosto, quando a inflação acumulada em 12 meses pelo IPCA foi 6,07%. Na ocasião, os consumidores avaliaram 65 redes varejistas de todas as regiões do país.
Foram considerados três itens relacionados a custos (preço, promoções e facilidade de pagamento) e dez referentes a benefícios (inclui desde reputação da loja, atendimento, variedade e qualidade de produtos até tempo na fila, estacionamento e proximidade).
"Os supermercados mais bem avaliados focaram em preço, promoções e parcelamento. Atacadão e Assaí se destacaram porque a grande referência deles para o consumidor é o preço", diz Sandro Cimati, sócio da consultoria CVA Solutions, empresa de pesquisa de mercado.

Crônica de uma morte anunciada - O Telegrama


RESUMO Tido como moribundo desde a invenção do telefone, o telegrama voltou ao noticiário com a extinção do serviço na Índia, em julho. No Brasil, porém, os envios, já adaptados aos recursos on-line e sem as restrições de linguagem que eram características desse meio de correspondência, crescem e bateram recorde em 2012.

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Uma onda de nostalgia correu o mundo quando os correios da Índia anunciaram, em julho, o envio do último telegrama no país. Depois de prejuízo nos últimos anos e enfrentando a concorrência dos celulares, o governo local decidiu encerrar o serviço, que funcionava no país desde 1850.

Então todos se puseram a lembrar de uma tecnologia considerada moribunda. A agência Euronews noticiou que aquele seria o último telegrama no mundo, enquanto o jornal inglês "The Guardian" afirmava que a Índia era o lugar derradeiro onde as pessoas ainda enviam telegramas. No Brasil, no entanto, esse meio de comunicação está muito vivo, e a Empresa de Correios e Telégrafos não tem planos de acabar com o serviço.

Em 2012, foram quase 20 milhões de telegramas enviados, um recorde 15% superior aos 17,4 milhões de 2011. Saíram de cena os telegramas de pêsames, declarações de amor e de aniversário para dar lugar às mensagens comerciais e comunicados da Justiça. Hoje, o serviço é usado basicamente por empresas, e a maioria das postagens, segundo os Correios, é feita via internet. Apenas 10% dos dez milhões de telegramas enviados de janeiro a julho foram preenchidos no balcão, à moda antiga; os telegramas fonados representam número ainda menor: 1,5% do total.

"O telegrama soube se modernizar", diz o historiador Romulo Valle Salvino, chefe do Departamento de Gestão Cultural dos Correios, em Brasília. "É um serviço que ainda atinge muita gente, por oferecer a garantia de que a mensagem foi entregue. Em qualquer tecnologia nunca se deve esquecer o fator cultural, e isso funcionou no Brasil."

Dez anos atrás, não seria descabido apostar no fim do serviço. Mesmo depois de os Correios criarem uma agência virtual em seu site, em 1998, permitindo pela primeira vez o envio pela internet, os números caíam ano após ano, com a concorrência do e-mail e do celular, até que em 2003 a tecnologia tocou o fundo do poço: apenas 6,8 milhões de telegramas foram enviados no país. Desde então, porém, com a facilidade de envio pela internet, os telegramas recuperaram terreno. Já em 2004 foram 10,6 milhões. Nos anos seguintes, as postagens continuaram aumentando, mas de 2011 para 2012 houve um salto, passando de 17.480.543 para 19.978.539.

Alexandre Rodrigues
Folha de São Paulo


EUA estiveram perto de detonar bomba atômica na Carolina do Norte em 1961


Londres, 21 set (EFE).- A Força Aérea dos Estados Unidos esteve a ponto de detonar, acidentalmente, uma bomba nuclear de quatro megatons sobre a Carolina do Norte (EUA) em 1961, segundo documentos desclassificados divulgados neste sábado pelo jornal britânico "The Guardian".

No dia 23 de janeiro de 1961, duas bombas de hidrogênio Mark 39 foram lançadas acidentalmente sobre a cidade de Goldsboro. Elas caíram de um bombardeiro da Força Aérea americana, um B-52, que sofreu uma avaria em pleno voo quando sobrevoava esse estado americano. Segundo a informação publicada pelo jornal britânico, cada uma das duas bombas tinha uma potência 260 vezes maior que a bomba lançada em Hiroshima (Japão) anos antes e uma delas teve o processo de detonação iniciado.

Apesar de o governo dos EUA ter reconhecido anteriormente esse acidente, nunca divulgou o quão perto a bomba esteve de ser detonada por acidente e, por outro lado, sempre negou que a vida dos cidadãos estivesse em perigo devido a erros nos sistemas de segurança. Durante um problema no avião, uma das bombas foi lançada da aeronave como se tivesse sido ativada de propósito e foi um interruptor de baixa tensão o que permitiu evitar que ela explodisse e ocasionasse, segundo o "Guardian", uma catástrofe de dimensões monumentais. Os documentos secretos foram obtidos pelo jornalista investigativo Eric Schlosser, que revelou que um explosivo desse tipo "teria mudado literalmente o curso da história" se tivesse sido detonado. O repórter realizou a descoberta enquanto fazia pesquisas para seu novo livro que trata da corrida nuclear.

Durante o transcurso de suas pesquisas, Schlosser descobriu que entre 1950 e 1968, ocorreram pelo menos 700 acidentes "significativos" e incidentes, envolvendo 1.250 armas nucleares.
O "Guardian" afirmou também que o avião em questão realizava um voo rotineiro quando sofreu a avaria enquanto sobrevoava a Carolina do Norte e que, se a bomba tivesse explodido, o impacto teria afetado cidades como Filadélfia, Baltimore, Washington e a parte norte de Nova York.
Esse incidente ocorreu apenas três dias depois que John F. Kennedy pronunciou seu discurso de posse como presidente dos Estados Unidos.

Um responsável pelos mecanismos de segurança das armas nucleares do governo dos EUA, Parker Jones, reconheceu em um relatório divulgado oito anos depois que os explosivos não contavam com a segurança adequada. EFE

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