xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 11/09/2013 | Blog do Crato
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VÍDEO - CONVERSA FRANCA - O DESCASO NO CRATO - Dihelson Mendonça ( 30-11-2017 ).
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11 setembro 2013

O profeta Jonas - Por: Emerson Monteiro

Um dia, o Senhor dirigiu-se a Jonas, filho de Hamitai, e determinou que ele fosse a Nínive, cidade pagã de reprováveis costumes, levar aos seus habitantes  palavras de salvação.

No entanto, Jonas o que fez: arrepiou caminho. Desceu a Jope, onde, no porto, avistou fundeado navio de arribada para Társis e meteu-se no rol dos passageiros, disposto a fugir de qualquer modo da face do Senhor.

Em alto mar, porém, quando a viagem parecia transcorrer na perfeita normalidade, sem transtornos ou percalços, cresceu monumental tempestade, a todos espavorindo de causar dó e piedade.

Nessa hora difícil, a sono solto, Jonas repousava no porão do navio, isento de quaisquer preocupações terrenas. O comandante, que lhe conhecia os dotes espirituais, pediu que ele orasse em favor dos aflitos, naquele instante de perigo. De logo reunidos no convés, os membros da tripulação jogavam a sorte e reconheceram na figura do profeta o motivo da iminente tragédia que rondava a expedição.

Daí, quiseram saber mais do passageiro, quais suas origens, profissão, e detalhes úteis que falasse dos maus presságios circunscritos.

Ele lhes respondeu: - Sou hebreu e adoro o Senhor, Deus do céu, que fez os mares e a terra. Livro de Jonas l:9

Cresceu-lhes ainda mais o medo, porquanto descobriram a intenção do profeta de esquivar-se perante o compromisso firmado com o Pai de Tudo, levando Jonas a indicar o jeito que via de escaparem daquilo, só que deviam atirá-lo às ondas fatais do mar revolto, remédio certo.

Eles ainda resistiram à ideia do estranho e, por isso, clamaram aos céus misericórdia. Todavia acabaram aceitando lançar ao mar o profeta.

A sequência dos acontecidos torna esta narrativa de domínio público. Nas águas convulsas, Jonas viu-se engolido por baleia descomunal, em cujo interior permaneceu três dias e três noites, tradicional conhecimento da humanidade.

Na barriga do peixe, ele reergueu as forças e pediu ao Senhor, com sofreguidão, que voltasse a ver a luz do dia. Na aflição, afirmou sua irrestrita obediência aos fatores do Bem. De volta ao chão firme, a ordem que recebeu repetia os inícios da história, que seguisse na direção de Nínive, a salvar-lhe o povo, reino que chegou após três dias de marcha cerrada.

Nas ruas, pregou com abnegação os rigores da mensagem fatídica: Ainda 40 dias, e Nínive será subvertida, clamava sensibilizando os ninivitas. O rei do lugar aquebrantou a alma e mobilizou toda população pelos caminhos da virtude. Juntos, jejuaram. Privaram-se. Converteram-se. Arrependeram-se e oraram com força. 


Por conta desse feito de Jonas, Deus revogou o futuro cruel de Nívive, exemplo clássico de transformação coletiva, na voz dos antigos profetas judeus. 

Encarecer a violência


(Excertos do editorial d’O Estado de S.Paulo)


A baderna promovida pelos fascistoides do Black Bloc nas maiores cidades brasileiras e no Distrito Federal no 7 de Setembro deixou um saldo contraditório. De um lado, os mascarados conseguiram uma vitória ao esvaziar as comemorações da Data Nacional brasileira, atemorizando sabe-se lá quantos cidadãos que, em circunstâncias normais, de bom grado iriam com suas famílias ao local dos eventos.

No Rio de Janeiro, chegaram a invadir a área do desfile oficial, na Avenida Presidente Vargas - algo inconcebível mesmo em Paris, a capital europeia mais habituada a conviver com protestos de toda sorte, na festa cívica do 14 de Julho. Com isso, os boçais que investem prazerosamente contra os "símbolos do capitalismo", neles incluídos, pelo visto, qualquer modalidade de patrimônio, além do espaço público, agrediram - mais do que o governo federal e os dos Estados onde deram vazão aos seus impulsos destrutivos - a própria Nação. De outro lado, levaram ao fracasso o projeto alimentado nas redes sociais do que deveria ser, para os seus incentivadores, "a maior manifestação de protesto da História do Brasil".

Desse modo, os arruaceiros perderam a relativa proteção de que desfrutavam nos idos de junho, ao se misturar com os participantes pacíficos nas passeatas e só se entregar à selvageria quando esses (e o aparato policial que os acompanhava) começavam a se dispersar. Em consequência, ficaram dessa vez expostos em maior número e em mais pontos propícios ao vandalismo, permitindo que - finalmente - a polícia os enfrentasse com o rigor necessário. Pelo menos 335 delinquentes foram presos em 11 capitais. Salvo por uma exibição isolada de truculência (a do PM de Brasília que se gabou de ter atingido com spray de pimenta, "porque quis", um grupo de ativistas), não se registraram casos de deliberada brutalidade policial. A reação das forças de segurança, além de legal e legítima, foi - já não sem tempo, repita-se - comensurável com os atos que a provocaram.


Comentários:

José Millei Desordem pública – Este 7 de Setembro ficará na nossa História como o dia em que a desordem pública foi implantada no País graças à impunidade, produto de um desgoverno central que só busca manter-se no poder e enfraquecer a jovem democracia brasileira.
José Millei - j.millei@hotmail.com – São Paulo

Armando Rafael – Reflitamos: os integrantes do Black Bloc, no duro – no duro mesmo – ajudam o Governo Federal a esvaziar os protestos pacíficos que o povo queria fazer. Humm...aí tem coisa!

Agora é fácil dizer: “Imortal”, FHC fala em reinventar democracia no Brasil


(excertos da reportagem d’O Estado de S.Paulo)

Marcos de Paula/Estadão
 Fernando Henrique afirmou que a situação do País ainda "é tensa" por causa dos protestos

Ao tomar posse na Academia Brasileira de Letras, ex-presidente faz autocrítica, lamenta a falta de 'alma democrática' no País e chama corporativismo de 'cupim'

RIO - Em discurso de posse na Academia Brasileira de Letras (ABL), na noite desta terça-feira, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso apontou uma crise nas instituições, criticou o corporativismo e os partidos políticos e fez uma autocrítica ao citar os vícios da relação entre os poderes Executivo e Legislativo.

"Os partidos desdenham da relação direta com a comunidade. Abdicam da função fiscalizadora do Executivo, abrem espaço a ações do tipo rolo compressor do Executivo. Quantas vezes eu fiz isso", afirmou o ex-presidente para uma plateia que incluía companheiros tucanos como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o ex-governador José Serra e o senador e provável candidato à Presidência Aécio Neves (MG).

Eleito em junho, com 34 dos 39 votos possíveis, para o lugar de João Scantinburgo, Fernando Henrique criticou a "falta de alma democrática", o excesso de burocracia e os interesses fragmentados de sindicatos e outras instituições. "O corporativismo que renasce e passa do plano político ao social é o cupim da nossa democracia. Se somarmos impulsos populistas, temos um sistema político enfermo", discursou. Ele chamou atenção para as ondas de protesto que tomam conta do País e do mundo e para a incerteza de seus efeitos. "A agenda pública se encolhe e as ruas sequer são ouvidas (...). Ou reinventamos a democracia contemporânea ou poderá haver a manipulação por formas de autoritarismo".
  

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