xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 30/06/2013 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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30 junho 2013

A hora não é agora!

ESCRITO POR PERCIVAL PUGGINA | 30 JUNHO 2013

Por mais que o modelo institucional brasileiro seja o lixo que se sabe, não responde aos mínimos requisitos de prudência fazer mudanças num ambiente de instabilidade.


Para entender o princípio diretor de todas as estratégias petistas não é preciso ser mestre em xadrez, treinado a antecipar sucessivas consequências de um lance. Basta saber isto: o PT jamais, em hipótese alguma, defenderá causa política na qual não leve vantagem. Entendido o axioma, fica fácil deduzir que propostas de reforma eleitoral apresentadas e defendidas pelos petistas precisam ser rejeitadas pela origem.

Entre os poucos fios condutores capazes de unir todos os movimentos de massa destes últimos dias está o monumental repúdio à conduta dos políticos e às instituições nacionais. Nosso modelo é velho na forma e velhaco na execução. A desfaçatez, as ostentações e as malfeitorias que saltitam como pipoca na panela revoltam a população. Os raros afluentes de água limpa que chegam ao mundo político perdem seus efeitos na turbidez dos negócios. Torna-se impossível, então, não sentir o dedo indicador atraído como agulha de bússola para o norte e para o topo das instituições políticas. Ali - bem ali, oh! - onde senta e fala a chefia de Estado, antes Lula e hoje Dilma.

E Dilma veio às falas. Primeiro, propôs uma Constituinte, como fizeram seus parceiros do Foro de São Paulo na Venezuela, Bolívia e Equador. No dia seguinte, face à notória inconstitucionalidade da proposta, a Constituinte do PT virou plebiscito sobre temas de uma reforma política. Ora, por mais que o modelo institucional brasileiro seja o lixo que se sabe, não responde aos mínimos requisitos de prudência fazer mudanças num ambiente de instabilidade. Este é o momento certo para outra coisa: mostrar aos "camisa branca", aos manifestantes bem intencionados, ser contraditório excomungar os políticos genericamente e não responsabilizar, objetivamente, o partido e as pessoas que, ao longo dos últimos dez anos comandam essa mesma política, levando o país para onde bem entendem e como melhor lhes convém. Este é o momento de lembrar que nem o lacerdismo foi tão pródigo em lançar denúncias e anátemas sobre seus oponentes quanto o petismo. E que nenhum outro foi tão longe na apropriação do Estado, do governo e da administração para os fins do partido e dos companheiros no poder. Por fim, separar essas três funções - Estado, governo e administração -, atribuindo-as a pessoas distintas, seria a primeira e a principal reforma institucional. Mas desta quase ninguém fala porque significaria retirar o recheio e a cobertura do bolo do poder.

A cautela ensina, até mesmo no plano individual, que não se deve tomar decisões de efeito permanente em momentos de instabilidade emocional. É o que se recomenda ao Brasil agora. A maior imprudência que se pode cometer neste momento é entregar à atual base do governo, amplamente majoritária no Congresso, decisões sobre como devem ser as eleições do ano que vem. Pensando bem, isso é tão evidente que este texto parece totalmente desnecessário, não é mesmo?

Episcopado de Dom Fernando em Crato chega aos 12 anos (Armando Rafael)


Dom Fernando Panico, em Roma, acompanhado de uma comitiva de Juazeiro do Norte

Neste sábado, 29 de junho, haverá na Catedral de Nossa Senhora da Penha – às 17:00 h. – uma missa festiva para comemorar os 12 anos da posse de Dom Fernando Panico como bispo diocesano de Crato. Deve-se a Dom Fernando a criação de 12 novas paróquias (uma por ano), além dos 3 santuários diocesanos (Juazeiro, Crato, e Barro) e de duas novas regiões pastorais na cidade de Crato: Alto da Penha e distrito de Dom Quintino.

Quem é quem

   Missionário do Sagrado Coração de Jesus (MSC), Dom Fernando Panico – naturalizado brasileiro – nasceu em 01 de janeiro de 1946, em Tricase, no sul da Itália. Fez seus estudos em Roma, onde foi ordenado sacerdote no dia 31 de outubro de 1971. Em 13 de dezembro de 1974 chegou ao Brasil, como missionário no Estado do Maranhão. Lá permaneceu até 02 de junho de 1993, quando foi nomeado, pelo Papa João Paulo II, Bispo de Oeiras-Floriano, no Piauí, aonde recebeu a ordenação episcopal em 14 de agosto daquele ano.

   No dia 02 de maio de 2001, foi transferido para a Diocese de Crato como seu quinto bispo, tendo assumido sua missão pastoral em 29 de junho de 2001. Desde que aqui chegou, Dom Fernando Panico vem confirmando o seu projeto pastoral de caracterizar esta Diocese como “Romeira e Missionária”.

   Deve-se a Dom Fernando a criação do Curso Superior de Teologia no Seminário São José de Crato. Ele também criou  a Faculdade Católica do Cariri. Entregou à Ordem dos Camilianos a administração do Hospital São Francisco de Assis de Crato, que vem experimentando sucessivas melhorias no seu funcionamento. Dom Fernando construiu a Cúria Diocesana e a nova residência Episcopal, no bairro Granjeiro.

   Foi o responsável pelo início dos estudos sobre o Processo de Reabilitação do Padre Cícero Romão Batista, ora em análise na Santa Sé. Deve-se a Dom Fernando Panico a iniciativa da abertura do Processo Diocesano pela Beatificação da Serva de Deus Benigna Cardoso da Silva. Iniciou a implantação de uma Fazenda da Esperança, destinada à recuperação de dependentes químicos, no município de Mauriti. Foi o responsável pela vinda da Comunidade Boa Nova, que trabalha na recuperação de dependentes do álcool e de drogas, com uma unidade em funcionamento num sítio, localizado na estrada Crato-Santa Fé. 

Dom Fernando Panico trouxe, ainda,  para a Diocese as seguintes instituições religiosas: Ordem Camiliana, Companhia dos Padres de São Sulpício (Sulpicianos), Freiras Contemplativas da Ordem Fraternidade Missionária (todas as citadas para a cidade de Crato); Monjas Contemplativas da Ordem de São Bento (Beneditinas) que construíram o Mosteiro de Nossa Senhora da Vitória e as Irmãs Salesianas, que atuam na Colina do Horto (ambas para Juazeiro do Norte); Filhas de Nossa Senhora do Sagrado Coração (para Antonina do Norte); Irmãs Filhas da Imaculada Conceição de Buenos Aires (para Lavras da Mangabeira).

Por: Armando Rafael


São Paulo: evangélicos incorporam temas de protestos numa marcha que reúne multidão


Acompanhando trios elétricos, milhares de evangélicos sairam às ruas


A meta era levar 1 milhão de evangélicos às ruas de São Paulo

"Os evangélicos representam uma fatia considerável da população brasileira. Já estamos cansados de ver tanta coisa errada e precisamos também nos posicionar", disse o professor Daniel Azevedo, 38 anos, que levou uma faixa com a frase: "Jesus é 10, educação e saúde é zero".

Milhares de pessoas foram às ruas neste sábado durante a 21ª edição da Marcha para Jesus, evento que acontece anualmente na capital paulista, promovido pela igreja Renascer, e que reúne fiéis de várias igrejas evangélicas. Nesta edição, porém, boa parte dos participantes incorporou os temas abordados nas últimas semanas nas ruas e, assim como nos protestos que acontecem em várias cidades brasileiras, carregavam cartazes pedindo melhora na qualidade dos serviços públicos, como saúde, educação e transporte.

(Site Terra)



Os interesses do PT e o lado oculto do plebiscito de Dilma

(Matéria da revista VEJA desta semana)

Presidente usa impulso dos protestos nas ruas para tentar emplacar uma perigosa reforma política que o PT fracassou em implementar no Congresso


MAU EXEMPLO - Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, presenteia presidente Dilma Rousseff com uma imagem do falecido coronel Hugo Chávez. Na Venezuela, referendos foram usados para dar uma máscara de legitimidade a um governo autoritário (REUTERS/Ueslei Marcelino)

 Destinada a confrontar a população com questões objetivas e diretas, a realização de um plebiscito é uma ferramenta legítima do processo democrático. A história recente, entretanto, demonstra que ele pode ser utilizado para propósitos pouco nobres: vizinhos sul-americanos recorreram ao mecanismo para tentar governar diretamente com o povo, passando por cima das instituições democráticas e se perpetuando no poder. Em resposta à inédita onda de protestos que chacoalhou o Brasil, a presidente Dilma Rousseff propôs uma consulta popular para promover uma reforma política no país - ainda que nenhum cartaz tenha reivindicado isso. A estratégia bolivariana, tirada da manga no momento mais crítico do seu governo, acoberta um perigoso interesse: aprovar o financiamento público de campanha e o voto em lista, antigos sonhos do PT.

Como avalia o ex-ministro da Justiça Miguel Reale Júnior, a opção pelo plebiscito “joga areia nos olhos do povo”. Um levantamento do Datafolha constatou que a reforma política era uma reivindicação de apenas 1% dos manifestantes que tomaram as ruas de São Paulo nas últimas semanas. Mas o governo não quer perder a oportunidade aberta pelo clima mudancista.O PT defende o financiamento público de campanha porque seria o maior beneficiário desses recursos, já que tem a principal bancada na Câmara dos Deputados e esse é o critério usado para a divisão do bolo. Com o financiamento público, o partido conseguiria assegurar recursos superiores aos das outras siglas. Caso o caixa dois não seja efetivamente extinto, o que é uma hipótese plausível, o dinheiro de bancos e empreiteiras continuariam a seguir a lógica de favorecer quem tem a chave do cofre - no caso da União, o PT. Por isso, interessava mais ao partido a ideia inicial de Dilma, que incluía uma Assembleia Constituinte com poderes para dar os rumos à reforma. Mas a ideia fracassou por ser inconsistente e sem base jurídica. Ainda assim, o PT aposta na capacidade de mobilização de sua própria militância para moldar o sistema político-eleitoral.

Dilma repete façanha de Collor


A aprovação a seu governo despenca 35 pontos em três meses — 27 pontos em três semanas; hoje, só 30% o consideram bom ou ótimo; índice de ruim-péssimo chega a 25%. Então Dilma já era?
O prestígio da presidente Dilma Rousseff teve uma queda de 27 pontos percentuais em três semanas, segundo pesquisa Datafolha, publicada na Folha neste sábado. Apenas 30% das pessoas ouvidas consideram o governo “bom” ou “ótimo” — na primeira semana deste mês, eram 57%; em março, 65%. Em três meses, pois, a queda foi de estupendos 35 pontos. Só um governante antes dela repetiu tal façanha: Fernando Collor. E olhem lá. Imediatamente antes da posse, 71% tinham a expectativa de um governo bom ou ótimo. Em junho, depois do confisco da poupança, esse índice caiu para 35% — ainda assim, cinco pontos acima do número alcançado por Dilma. E olhem que ela não confiscou a poupança de ninguém.

(Reinaldo Azevedo, site VEJA)

A massa, o debate e a omissão - Por: Mailson Ramos


É quase impossível analisar as manifestações sob uma única visão, quando existem focos diversos, reivindicações de diferentes naturezas e aspectos, ideologias e projetos político-sociais controversos, excluindo-se evidentemente desta discussão aqueles sujeitos irresponsáveis que se juntaram aos manifestantes com o intuito de depredar os bens públicos e furtar estabelecimentos comerciais. O que interessa verdadeiramente neste momento é sintetizar o movimento (progressivo) desta massa e compreender qual o seu destino, que resultados trarão ao país, qual a sua influência na política brasileira, cujos meandros e estruturas estão aos poucos se destroçando, se já não ruíram por completo.
Diversos analistas nos últimos dias tentaram, inclusive com o apoio de pesquisadores, desvendar o perfil social das pessoas que invadiram as ruas e entender os seus anseios como cidadãos. Existe, no entanto, uma centralidade discursiva e mesmo ideológica neste debate que sãos os valores de contestação daquilo que está errado. Não mais as ruas esburacadas ou a falta de leito nos hospitais serviram para alavancar o manifesto. Incômodos maiores como a corrupção foram estampados nos cartazes de protesto, numa crítica direcionada ao Congresso Nacional e até à presidente Dilma. 
O grande problema de caráter organizacional da massa é a desinformação e a despolitização. Participar deste movimento apenas para dizer que foi às ruas, sem compreender o que se reivindica e contra quais forças se está lutando, não resolve o caso. Existe um poder estabelecido, dominante e que estaria até disposto a negociar com os manifestantes, mas negociar sem conhecer as estruturas da política é apenas provocar a sanha de quem ali tudo conhece. Sem contar que o período atual (disputa da Copa das Confederações) faz com que as autoridades rechacem qualquer tipo de mobilização capaz de chamar a atenção da imprensa internacional. 

A mídia dispensa o debate

É justo então levantar algumas questões: caminha-se a passos largos para o desenvolvimento geral do senso crítico e do amadurecimento político? Será que o gigante despertado enojou-se do berço esplêndido onde descansava?  Vivem-se dias de êxtase civilizatório ou a discussão ficou presa nas mãos de uma meia dúzia e a grande maioria apenas acompanhou o andamento da banda? A coisa parece não ser tão fácil assim. Do dia para a noite não se constrói m país de mentes pensantes e críticas, capazes de resolver seus problemas dialogando face a face com o estado de Direito.  
Vale ressaltar que ali, mesmo não existindo lideranças partidárias (pelo menos não visíveis) existem forças que organizam, ditam o discurso e de forma mais ou menos organizada conseguem gerenciar o movimento. Uma massa não se organiza por si só. A visibilidade destas manifestações pelos quatro cantos do mundo, discutida principalmente por países sul-americanos, reflete uma crise no sistema de referencia partidário e político do Brasil. Isso é pauta principal na academia, nas escolas, nas famílias, mas o debate profundo não se vê na imprensa. Muito ocupada com os eventos esportivos, a grande mídia deixa de lado a discussão saudável, renuncia à chance de explicar ao brasileiro o que realmente está acontecendo. São omissos na programação, na opinião expressa através das matérias de seus correspondentes, na face descrente dos apresentadores nas bancadas dos telejornais. 

Por: Mailson Ramos

Plebiscito ou crise -- Fernando Rodrigues (*)


O Congresso estará colaborando com Dilma se fingir que acha tudo maravilhoso e aprovar o plebiscito com itens que ajudarão o PT a se perpetuar no poder --como o sistema de voto em listas fechadas e com nomes pré-ordenados pelo partido. Nessa hipótese, o Legislativo assume de maneira ostensiva um papel de subserviência ao Executivo.

Se deputados e senadores tiverem um raro surto de independência e rejeitarem o plebiscito, será uma declaração de guerra. Da janela do Palácio do Planalto, a presidente apontará para o Congresso: "Vejam todos. Ali estão os vendilhões da pátria. São eles que ignoram o clamor das ruas. Não querem modernizar a política e não ligam para o Brasil".

Há uma possível saída intermediária. Aprovar um plebiscito desfigurado, incompreensível ou só para ser aplicado na eleição de 2014. Uma embromação. Nesse caso, morreriam todos abraçados, Executivo e Legislativo. Prometeram uma montanha e estariam parindo um rato.

Problemas políticos só se resolvem com mais política. Alta política, no caso. As (poucas) cabeças pensantes do Congresso e do Planalto podem muito bem fazer uma pauta mínima de modernização do sistema. Uma cláusula de desempenho para partidos, evitando a proliferação de aventureiros do aerotrem. O fim das coligações malucas entre comunistas e capitalistas, que só confundem o eleitor. Regras de democracia interna para as siglas deixarem de ser controladas por oligarquias.

Essas medidas podem ser aprovadas por meio de lei. Reduziriam a temperatura. Mas dependem de políticos com a cabeça no lugar e bom-senso. Aí já é querer demais.

(*) Fernando Rodrigues é jornalista da "Folha de S.Paulo" em  em Brasília.



Popularidade de Dilma cai 27 pontos após protestos - 30% consideram boa ou ótima


Pesquisa Datafolha finalizada ontem mostra que a popularidade da presidente Dilma Rousseff desmoronou.

A avaliação positiva do governo da petista caiu 27 pontos em três semanas. Proposta de plebiscito tem apoio de 68%. Hoje, 30% dos brasileiros consideram a gestão Dilma boa ou ótima. Na primeira semana de junho, antes da onda de protestos que irradiou pelo país, a aprovação era de 57%. Em março, seu melhor momento, o índice era mais que o dobro do atual, 65%. A queda de Dilma é a maior redução de aprovação de um presidente entre uma pesquisa e outra desde o plano econômico do então presidente Fernando Collor de Mello, em 1990, quando a poupança dos brasileiros foi confiscada. Naquela ocasião, entre março, imediatamente antes da posse, e junho, a queda foi de 35 pontos (71% para 36%).

Em relação a pesquisa anterior, o total de brasileiros que julga a gestão Dilma como ruim ou péssima foi de 9% para 25%. Numa escala de 0 a 10, a nota média da presidente caiu de 7,1 para 5,8. Neste mês, Dilma perdeu sempre mais de 20 pontos em todas regiões do país e em todos os recortes de idade, renda e escolaridade.

O Datafolha perguntou sobre o desempenho de Dilma frente aos protestos. Para 32%, sua postura foi ótima ou boa; 38% julgaram como regular; outros 26% avaliaram como ruim ou péssima. Após o início das manifestações, Dilma fez um pronunciamento em cadeia de TV e propôs um pacto aos governantes, que inclui um plebiscito para a reforma política. A pesquisa mostra apoio à ideia. A deterioração das expectativas em relação a economia também ajuda a explicar a queda da aprovação da presidente. A avaliação positiva da gestão econômica caiu de 49% para 27%. A expectativa de que a inflação vai aumentar continua em alta. Foi de 51% para 54%. Para 44% o desemprego vai crescer, ante 36% na pesquisa anterior. E para 38%, o poder de compra do salário vai cair --antes eram 27%. Os atuais 30% de aprovação de Dilma coincidem, dentro da margem de erro, com o pior índice do ex-presidente Lula. Em dezembro de 2005, ano do escândalo do mensalão, ele tinha 28%. Com Fernando Henrique Cardoso (PSDB), a pior fase foi em setembro de 1999, com 13%.

Em dois dias, o Datafolha ouviu 4.717 pessoas em 196 municípios. A margem de erro é de 2 pontos para mais ou para menos 

Fonte: Folha de São Paulo
Via www.blogdocrato.com


Aguardar o melhor - Por: Emerson Monteiro


Rompêssemos o cristal do pensamento, qual rolada uma melancia para se contar os caroços do lugar aberto, e defrontar-nos-íamos com feixe de nervos, carne, sangue, veias, artérias, músculos, ossos, tendões, medulas, mergulhando em universo itinerante que se afirma enquanto respira, trabalha, come e se relaciona,  internos circuitos permanentes da busca de transformação.

As cidades, também assim paralisadas, circunstanciariam museus de cera, mistura clássica de um espaço tridimensional. Pedestres, animais, veículos, lojas, residências, bancos, repartições públicas, máquinas e consultórios. Tabuleiros de xadrez estruturados de forma a se pensar que tudo isso (e mais nada) faz sentido, único caminho imaginário para múltiplas projeções de ansiedades.

Afastados ficássemos, viríamos as regiões. Os cercados, o gado, as plantações, os estábulos, moradas, engenhos. A produção vinda da terra, como resultado de tradições técnicas redivivas no correr de séculos. Do campo, a vida - o alimento como preservador essencial das espécies (aceitemos ou refugamos a ideia). Ninguém vive por hipótese. Daí o célebre esforço das gerações em juntar homem e solo. O agricultor à gleba, que pertenceria ao patrão.

Pretendíamos resumir, no entanto se formaram essas divagações subsidiárias, para facilitar o tema: uma visão crítica do homem quanto ao Homem, o salto do nada ao incalculável, do grão de areia a sóis monumentais. Monumentais.

Poder-se-ia (quem sabe?) denegar os objetos e as pessoas, sob argumentos niilistas, prudentes, materialistas; referências fugidias, no fluxo energético que se esfuma, fachos de lua no espelho das horas; coágulos de pó que se fundem nos traços do desconhecido. Poder-se-ia... o que não nos interessa fazer.

Uma semente, quando germinada, conta segredos diferentes disso. Para cada porção, desde o homem (pensamento) à cidade (renovação de humor), à região (produzir, experimentar novas culturas), ao Estado (perspectivas abertas de coordenação), ao País (pujança, economia organizada, reforma agrária, seriedade política, independência), ao Continente (união de nacionalidades irmãs), ao Mundo (paz na transpiração das consciências), certezas novas aspiram construir uma civilização perene, livre dos jogos dúbios de isoladas bandeiras.

Isto lembra o quanto as batalhas sangrentas distorcem intenções e nutrem a imbecilidade, como filtros teimosos dos erros insistentes, que purificam bárbaros trazidos pelo vento. Desnecessário supor limite, uma fronteira, caso busquemos nos fazer antes dos outros (à medida do ter, que nunca enche). Essa mentalidade míope gera injustiça e fabrica as armas. Querer admitir o exclusivismo como coisa prática (pragmatismo dominante) simboliza sustentar os ferrões à frente.

Das guerras todos saem derrotados. Os vencidos, por serem de fato. E os vencedores, ao esquecerem sua parcela de culpa, em meio a discursos, vinhos e fanfarras, nos salões em festa.

Por: Emerson Monteiro



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