xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 05/04/2013 | Blog do Crato
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VÍDEO - ÚLTIMAS NOTÍCIAS - Prefeito do Crato é escolhido um dos melhores prefeitos do Ceará pela PPE Eventos, em Fortaleza. ( 09-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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05 abril 2013

Terra vira sal em fazenda no município de Cabrobó (PE)


A desertificação foi ocasionada pela retirada da caatinga para a agricultura e excesso de irrigação

Cabrobó (PE). "Aqui não serve mais para nada. O sal tomou conta desse pedaço de terra que nem os animais se aproximam mais". O depoimento do agricultor Cícero Vieira Rodrigues resume a situação em que se encontram 10% dos 22 hectares da Fazenda Bela Vista, de sua propriedade, em Cabrobó, um dos quatro núcleos de desertificação segundo critérios adotados pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), localizada a 531 Km de Recife, às margens da BR- 428. O problema é tão grave e de difícil reversão que onde deveria estar a camada de areia, facilmente se apanha o sal com a mão.
TerravirasalParte da Fazenda Bela Vista tem o solo coberto de sal e não tem mais utilidade Fotos: Cid Barbosa
O panorama nessa parte da fazenda impressiona. O verde do solo deu lugar ao branco do sal. O manejo incorreto da terra foi o principal responsável pela completa degradação do local. A velha prática de retirar a vegetação para preparar a lavoura, seguida de enchentes sucessivas, levou o que restava da parte superficial do solo, deixando pequenas voçorocas. "Fomos surpreendidos. Em 2008, logo após a "limpeza" da terra, veio a água em excesso. O que sobrou desde então foi o sal. O pessoal da Embrapa esteve aqui e disse que somente com a implantação de drenos poderíamos tentar salvar o terreno. Só que, do ponto de vista financeiro, é inviável", lamenta Cícero. Outro aspecto da salinização é que a terra, na maioria dos trechos, é bem fina e aparentemente úmida.

A maior prova de que a ação antrópica foi a responsável pela degradação fica na mesma fazenda, a menos de dez metros de distância da área atingida. Ali, a plantação de melancia com outras culturas consorciadas produz uma bela imagem verde. Segundo Cícero, a irrigação é feita por meio de gotejamento, ou seja, a água é usada de forma parcimoniosa. O mesmo cuidado existe com a adubação, aplicada naturalmente e em doses precisas. "Aprendemos a lição. Se não agirmos de forma sustentável, tudo um dia se acaba, a exemplo do que ocorreu aqui do outro lado", ensina.

Mesmo com as dificuldades, Cícero ainda vai fazer uma última tentativa de pelo menos minimizar os efeitos da salinização. "O sal é tão cruel que nem o capim sobrevive a ele. Vou tentar a forrageira atriplex (erva-sal) - uma planta que se caracteriza pela sua elevada tolerância à seca e salinidade do solo".

O secretário de Agricultura de Cabrobó, Marizan Rodrigues, reconhece que o manejo de forma abusiva da terra é um dos principais responsáveis pelo processo de desertificação enfrentado pelo município. "Durante décadas, a cultura do arroz, com irrigação excessiva e adubação realizada sem qualquer tipo de análise do solo contribuíram para deixar a terra salinizada. Algumas áreas foram abandonadas pelos agricultores. Hoje, a gente vê o chão rachado onde os canteiros de arroz existiam. Cabrobó foi por muito tempo o maior produtor de arroz de Pernambuco", diz.

Os efeitos do processo de degradação da terra estão sendo mitigados após a introdução de outras culturas, como melancia, tomate e manga. "Ainda se produz arroz, em média, 80 a 100 sacas, no máximo, por hectare, a metade do que ocorria antigamente", explica Marizan. Segundo o MMA, até 2008, 546 Km², de uma área total de 1.658 Km², os seja, quase 33% do município, sofreram processo de desmatamentos: a caatinga foi devastada para possibilitar a agricultura e a pecuária.

FERNANDO MAIA
Repórter do Jornal Diário do Nordeste

Escola e realidade - Por: Emerson Monteiro


Face de algumas situações verificadas na atualidade, cabe reavaliar a prática pedagógica dos estabelecimentos públicos e privados de ensino, pelo exemplo de uma mãe pobre brasileira, que, vivendo as severas imposições da desigualdade social, tem que trabalhar fora de casa para manter a família e matricular os filhos numa escola de periferia. Ao chegar receber a bolsa-escola, depara-se com a dura contradição de saber que perdeu o benefício porque os filhos não compareciam às aulas, frustando-lhe a certeza da pensão escolar prevista no dinheiro mensal.

Em outro momento, alunos de escola particular, em sucessivas ocasiões, desobedecem aos coordenadores de disciplina, por ignorar regras mínimas da educação doméstica. Os pais, profissionais liberais universitários, autênticos representantes da classe média, passam mais tempo no trabalho externo do que em casa, para onde já voltam exaustos, desfalecidos, depois do expediente tirano e fatigante. De feições abatidas no jogo da competição em que redundaram os projetos pessoais de sucesso, querem lazer a qualquer custo, olhos afeitos à tevê por assinatura, revistas, livros, ou sedentos de bebidas quentes, passeios e churrascos de final de semana.

Os filhos de ambos, adrenalina a mil, pouco ligados ao drama universal cotidiano, turno inverso, saem à cata de emoções fortes pelas pistas da cidade. Vivessem na época dos nativos selvagens, jogar-se-ia selva adentro, escola aberta de tempo integral. Hoje, no entanto, defrontam as carências da sociedade, era complexa de passividade e divisão fragmentária do trabalho.

Por isso, aos pobres os punhos agressivos da cara desigual e pontiaguda de bodegas, bares, ruas barulhentas, lixões, jogatina, pornografia, solidão, passadores de droga, ou encontros fortuitos e arriscados com outros jovens do mesmo teatro olímpico dramático.

No patamar dos aquinhoados, a seu turno, facilidades do vício e seus aspectos multiformes, junto das máquinas ligeiras, passeios e sexo livre ausente de orientação, porquanto a escola resultou nessa corrida espermática do funil-vestibular a qualquer preço. Sabe-se lá depois o que traz a douta civilização dos antropoides
 delirantes.

Seca denuncia incompetência desde a monarquia - O Globo



Diante dos chamados fenômenos climáticos extremos, já ficou entendido que, se é impossível evitá-los, o melhor a fazer é tomar medidas de precaução. É óbvio, mas não se aplica às secas no Nordeste. Mesmo que o conhecimento humano na meteorologia tenha avançado bastante, e seja possível fazer previsões com grande antecedência, a cíclica falta de chuvas na região parece sempre apanhar governos de surpresa.

Deve-se reconhecer que a atual seca, considerada a pior dos últimos 50 anos, demonstra grande poder de destruição de plantações e rebanhos. Mas ela já constava há tempos dos mapas de previsão dos especialistas.

Não surpreende que o aparato burocrático criado para tratar de questões como esta se mostre lento, incapaz de formular e executar projetos no ritmo exigido pelos problemas. É uma característica do Estado. E quando formula, não executa.

O exemplo gritante é o projeto de transposição de águas do Rio São Francisco para irrigar o agreste. Discutido já na monarquia, na corte de D. Pedro II, o empreendimento sempre foi centro de intenso conflito político regional, até que, no segundo governo Lula, com Ciro Gomes no Ministério da Integração Nacional, o que estava nas pranchetas começou a se tornar realidade. Não por muito tempo. Mesmo com a participação de destacamentos de engenharia do Exército, frentes de trabalho foram paralisadas por falta de pagamento. Canais já construídos se deterioraram. Perda de tempo e dinheiro.

Em Brasília, gosta-se muito de falar em “obras estruturantes”. Pois esta é uma, e não recebeu a prioridade merecida. Venceu a tradição de se gastar mais na atenuação dos efeitos da seca — carros-pipa, Bolsa Estiagem etc. — do que em projetos de largo alcance. (Também é assim na Serra Fluminense.)

Levantamento da ONG Contas Abertas constatou que, no ano passado, o programa Oferta de Água, do qual constam a construção de barragens, adutoras e a transposição do São Francisco, aparecia no Orçamento com uma dotação de R$ 3,4 bilhões. Porém, foi empenhado apenas R$ 1,9 bilhão, e gastos, de fato, R$ 406,9 milhões.

Quer dizer, obras para reter e transportar água no atacado ficam em segundo plano, enquanto o varejo dos carros-pipa deslocados para encher cisternas de quintal, entre outras ações fáceis de serem capitalizadas pelo coronelismo político, leva a parte do leão do dinheiro público.

A esta altura, não resta mesmo muito mais a fazer além de assistir as pessoas. Mas esta seca deveria servir de marco zero no enfrentamento da questão. Já existe conhecimento suficiente para se formular um programa sério, com metas de curto, médio e longo prazos, para enfrentar a seca. Teria, porém, de ser um projeto de Estado, não só de governos. 

Voltaram: a inflação e a criação dos novos “dinossauros” estatais – por Paulo Panossian (*)


(Publicado no “Estado de S.Paulo”, 05-04-2013)


Enquanto o governo se mostra incapaz de combater a inflação e de acabar com a situação caótica de estradas, portos, aeroportos, ferrovias, etc., o que ajudaria, e muito, nossa economia a crescer, a presidente Dilma Rousseff, a exemplo de Lula, segue com a vocação estatizante, criando a sua quinta empresa estatal, a Hidrobrás. Com o único objetivo de acomodar centenas de camaradas e aliados com vista ao apoio eleitoral em 2014, a nova estatal certamente será mais um foco de desvio de recursos públicos, dada a inépcia administrativa corrente neste governo ou, ainda, pelas facilidades que o poder oferece, com os tais superfaturamentos...

Até aqui o PT criou dez novas estatais, anulando boa parte dos benefícios que a gestão Fernando Henrique Cardoso promoveu, enxugando o tamanho da máquina pública. Que pena! Nossa expectativa, independentemente de quem assumisse a Presidência da República, era de prosseguimento do que fez FHC, com as reformas constitucionais, redução do peso do Estado e modernização do País.

Que frustração! O populismo e a demagogia que permeiam a era petista custarão muito caro a todos nós, brasileiros. Essa gente tenta construir o Brasil iniciando pelo telhado, ou seja, sem alicerce! Prova está no retrocesso em educação, saúde, infraestrutura e no abandono do combate à inflação, que vem atormentando o orçamento familiar. E melancolicamente se vai findando o governo Dilma, com o Brasil na contramão do desenvolvimento.

(*) Paulo Panossian
São Paulo
paulopanossian@hotmail.com

COMENTÁRIO DE ARMANDO RAFAEL


Na finada União Soviética, os dissidentes eram jogados em campos de concentração conhecidos como “gulags”, onde eram condenados a trabalhos forçados. No Brasil os “companheiros” são contemplados com cargos nas estatais (todas em difícil situação administrativo-financeira, desde 2003) ou nos 39 ministérios existentes atualmente. Os Estados Unidos da América-EUA, a maior potência econômica e militar mundial só existem 14 ministérios que lá são chamados secretarias.
A diferença é homérica!
O lúcido o empresário Jorge Gerdau declarou que é muita burrice criar mais ministérios, pois apenas 6 deles são realmente "ouvidos" por dona Dilma. O que Jorge Gerdau vai comentar dessa 5ª estatal criada pela presidente Dilma, a Hidrobrás? Já que essas estatais só servem para aumentar as despesas, os cabides de empregos, e não melhoram nada, absolutamente nada, na jurássica máquina governamental...
 


Musica ao por do sol - Sesc Crato


Musicaalpordosolabril13
Em meio a coloridos arrebóis, teremos muita sinestesia com o blues de Alysson dos Anjos!
Boa música, bom ambiente, boa galera!
Sábado, dia 13 de abril
Na pracinha do Cruzeiro (Ladeira da Integração)
Às 17:30!

CCJ aprova por unanimidade criação da Universidade Federal do Cariri



Relatório que propõe criação da universidade vai ao plenário da Câmara. Universidade deve criar 727 novos cargos, segundo relator do projeto.
Ufc
A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania aprovou nesta quarta-feira (3) por unamidade o Projeto de Lei 2208/11, que cria a Universidade Federal Regional do Cariri (UFCA). A matéria segue para análise do Plenário da Câmara dos Deputados.
Pela proposta, do deputado federal José Guimarães (PT-CE) os campi de Juazeiro do Norte, Barbalha e Crato, que atualmente pertencem à Universidade Federal do Ceará, passam a integrar a UFCA. Também serão criados os campi de Icó e Brejo Santo, em complemento aos outros três que já foram citados. De acordo com a proposta, todos os cursos ofertados pelo atual campus da UFC Cariri e a matrícula dos alunos serão incorporados pela nova universidade.
Para compor o quadro de servidores da UFCA, serão criados 727 cargos, sendo 197 cargos de professor do magistério, 212 cargos técnico-administrativos em educação de nível superior e 318 de nível intermediário. Os servidores que atualmente compõe a UFC também serão remanejados para a UFCA.
A estimativa de impacto orçamentário dos cargos de direção e de funções gratificadas, segundo informa o relator do projeto, é da ordem de R$ 9,95 milhões para o exercício de 2013. “No que se refere aos cargos efeitos a serem criados, informo que o impacto será de forma gradativa, a partir do provimento desses e estimado em R$ 13 milhões para o exercício de 2013, R$ 19 milhões para 2014 e R$ 10 milhões para 2015”, diz o deputado José Guimarães.
Do G1 CE 

Piscinão da Rua Pergentino Maia



Eis como ficou, nesta 6ª feira, 5,  o primeiro quarteirão da Rua Pergentino Maia, que começa atrás da Escola Dom Vicente Matos e segue em direção ao bairro Parque Grangeiro...Vejam o que tem de fazer os alunos para chegar à escola. Passar naquela rua, onde está localizado um dos mais elegantes condomínios fechados da cidade, só de carro... E mesmo assim, depois de proporcionar --  ao veículo -- um banho de lama...
(Postado por Armando Lopes Rafael)

Um exemplo de gratidão – Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Recentemente estive a serviço da organização que trabalho, visitando a cidade de Limoeiro do Norte, a qual estivera pela última vez há mais de 20 anos. Fiquei admirado o quanto progrediu aquela cidade nesses dois últimos decênios. A impressão que nos causa como visitante, é a de uma cidade em plena expansão e notável desenvolvimento. Cidade limpa e bem cuidada, com largas avenidas, prédios históricos restaurados, comércio movimentado e rico, educação de boa qualidade para os seus filhos. O desenvolvimento da economia local é facilmente percebido por qualquer visitante. A irrigação de extensas áreas rurais na Chapada do Apodi possibilitou o cultivo em grande escala de frutos tropicais, como o melão, o abacaxi, a melancia, o maracujá e a banana, para citar apenas os mais importantes. Toda essa produção abastece não somente os mercados nordestinos, mas é exportada, via porto do Pecém, para vários países da Europa, chegando ao destino dez dias após a colheita. Hoje Limoeiro do Norte é o maior exportador brasileiro de melão e o segundo de abacaxi, atividades que lhe propiciam anualmente mais de 50 milhões de reais em divisas.
Na formação de seus jovens, Limoeiro possui o Centro de Ensino Tecnológico, o CENTEC e uma unidade descentralizada da UECE, com oito cursos superiores. O CENTEC foi uma criação de um cearense de extraordinária visão, filho de Limoeiro do Norte e que tem em seu currículo a criação do NUTEC e da Secretaria de Ciência e Tecnologia, uma das primeiras idealizadoras de utilização do biodiesel. Mas o que mais me impressionou em Limoeiro do Norte foi a gratidão que o seu povo devota aos seus benfeitores. Nas últimas eleições parlamentares, Limoeiro, com menos da metade dos eleitores do Crato, ajudou a eleger deputado federal com 50% dos votos do município o filho da terra que lhe proporcionou o primeiro CENTEC instalado no Estado.

Outra gratidão demonstrada pelo povo da cidade é ao seu primeiro Bispo, Dom Aureliano Matos. Esse prelado dá nome à principal avenida da cidade e à unidade local da UECE.
Essa gratidão que os filhos de Limoeiro do Norte têm para com seus benfeitores conduziu-me a uma imediata comparação com muitas ingratidões demonstradas por uma grande maioria dos cratenses à sua terra. A nossa primeira ingratidão é com os políticos cratenses. Nosso município, que há cinqüenta anos elegia dois deputados federais e dois estaduais, vive nos últimos anos um ocaso político danoso ao seu desenvolvimento. Não conseguimos eleger um deputado federal há mais de vinte anos. E não vale a justificativa de que nossos atuais políticos não são bons. Eles são do mesmo nível daqueles que foram deputados há mais de meio século. O único deputado estadual cratense da presente legislatura foi eleito graças ao seu desempenho em programas policiais da televisão, assim mesmo com votos de outros municípios. Diante desse quadro, consultei os dados do TRE das últimas eleições e verifiquei com tristeza que os cratenses validaram 51.731 votos para deputados federais, suficientes para garantir a eleição de um deputado federal. Enquanto o único candidato cratense obteve apenas 37% desses votos, 63% deles foram destinados a candidatos de outras cidades, destacando-se o ex-governador Ciro Gomes com 10.669 votos, os cincos candidatos a deputado federal por Juazeiro que obtiveram juntos 6.993 votos. Ao todo foram votados mais de 43 candidatos no Crato, entre os quais muitos desconhecidos pela maioria dos cratenses como André Figueiredo, com 997 votos e Maria Aparecida Albuquerque que obteve no Crato 75 votos. Esses números são reveladores da tamanha ingratidão política do cratense para com os seus próprios filhos. Reclamamos dos nossos prefeitos, que pouco fazem pelo desenvolvimento do Crato, mas esquecemos que eles não conseguem viabilizar seus projetos juntos aos governos federais e estaduais porque não elegemos um filho da terra deputado federal para fazer o acompanhamento político dos projetos de interesse do Crato nos labirintos da administração federal. Com tamanha ingratidão, não podemos reclamar a perda da Universidade Federal, da sede regional do DETRAN, ou de um hospital público de qualidade, afora tantos órgãos federais e estaduais que foram transferidos do Crato para outras cidades. Os maiores culpados por tamanho descaso são os próprios cratenses que votam em candidatos de fora e que somente se lembram do Crato de quatro em quatro ano.

Ao ver o nome de Dom Aureliano Matos estampado numa placa da principal avenida de Limoeiro, lembrei-me que um sobrinho dele, Dom Vicente Matos foi bispo do Crato e seu maior benfeitor em todos os tempos. Mas não existe no Crato nenhuma rua com o nome de Dom Vicente Matos. Aqui reside a maior de todas as ingratidões. Existem ruas com o nome de ex-presidente de outro país, de candidatos a presidentes que nada fizeram pelo Crato, de outras figuras que nunca colocaram seus pés em nossa terra, além daqueles que jamais souberam se o Crato existe. Por que não uma rua com o nome de dom Vicente? Graças a ele fomos pioneiros no ensino superior no interior do Estado do Ceará, com a implantação da Faculdade de Filosofia do Crato que possibilitou anos mais tarde a viabilização da URCA, com sede no Crato. São ainda iniciativas de Dom Vicente a Rádio Educadora do Cariri, a expansão do Hospital São Francisco, o desenvolvimento estrutural da Fundação Padre Ibiapina, a construção do Centro de Expansão da Diocese, único centro do gênero nas dioceses do Estado e quiçá do Nordeste, além de tantos outros benefícios, impossíveis de resumi-los em poucas palavras.

Sei que essa proposta de dar o nome de Dom Vicente a uma rua do Crato é muito antiga e parece encontrar certa resistência dos nossos vereadores. Não sei se já tramita algum projeto na nossa Câmara de Vereadores ou se nossos edis continuam insensíveis. Mas somente para reforçar a idéia, gostaria de registrar aqui o argumento da mulher de um amigo cratense que, para agradar o marido, conseguiu junto a nossos vereadores mudar o nome da rua em que mora. Tal rua tinha o nome de um escritor carioca, um dos mais famosos da literatura brasileira e que morreu há cem anos, e essa senhora conseguiu fazer a mudança para o nome do falecido sogro, pessoa muito conhecida e estimada por todo o Crato. Perguntou ela junto aos vereadores o que fez aquele escritor pelo Crato. Será que ele sabia ao menos onde ficava o Crato? Ou se existia uma cidade com esse nome? Gostaria de usar o mesmo argumento daquela senhora. Que representou o presidente Kennedy para o Crato? Quais os benefícios trazidos por ele à cidade? Quem foi João Pessoa para o Crato? E Santos Dumont construiu por aqui algum aeroporto? Por que não mudar um desses nomes para Rua Dom Vicente Matos. Ele merece a principal rua do Crato! Pensem nisso para corrigir uma grande ingratidão!

Nota do autor: O presente texto data de 3 de setembro de 2008. Foi postado no Blog do Crato e publicado pela revista “A Província” em sua edição de N° 27 de junho de 2009, Até a presente data nossos vereadores permanecem insensíveis a esse apelo justíssimo.


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