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11 fevereiro 2013

"O Povo" on line divulga entrevista de Dom Fernando Panico

Bispo do Crato diz que Bento XVI queria mais pressa na reabilitação de Padre Cícero 

(Matéria publicada no O POVO online, nesta 2ª feira, às 12:12h.)




O bispo da diocese do Crato (no Ceará), dom Fernando Panico, afirma que o papa Bento XVI foi o pontífice que “mais se interessou pelas questões da paróquia de Juazeiro o Norte e as romarias que reúnem 2,5 milhões de romeiros todos os anos”. De acordo com dom Fernando, foi o cardeal alemão que o “incentivou a estudar e iniciar o processo de reabilitação das ordens do padre Cícero Romão Batista”.

“Pena”, segundo dom Fernando, que a reabilitação de Padre Cícero não se dará pelas mãos de Beto XVI que renunciou ao cargo de papa da igreja Católica na manhã desta segunda-feira e Carnaval. “Ele se mostrava incomodado com a lentidão do processo e prometeu, num encontro no Vaticano, que ia acelerar a reabilitação”.

Dom Fernando Panico avalia que o papa Bento XVI é responsável pela abertura da Igreja Católica para a pós-modernidade. Foi ele, segundo o religioso, que continuou a missão “profética” de João Paulo II quando iniciou a chamada “modernização da igreja”.

Bento XVI, de acordo com dom Fernando, “fez dialogar cultura, razão e fé” entre o mundo e o catolicismo. Fez dialogar conceitos que, aparentemente, são antagônicos ou estão colocados em campos de oposição. Ele, segundo dom Fernando, é o papa da “heroica resistência ao relativismo”

O atual papa, que anunciou sua renúncia nesta segunda-feira de Carnaval, é considerado por dom Fernando Panico o pontífice “que mostrou ao mundo caduco que a igreja Católica é jovem”. Sua presença era esperada para a Jornada Mundial da Juventude, que acontecerá em julho deste ano no Rio de Janeiro. “Quem sabe ele estará aqui?”.

De acordo com dom Fernando Panico, a atitude de Bento XVI ter renunciado não é sinal de “fracasso ou fragilidade”. Segundo o bispo da região do Cariri, o ato que surpreendeu o mundo pode ser considerado um “ato heroico, um ato de humildade em reconhecer que não reúne forças físicas para continuar” no comando da igreja. “Se formos analisar um de seus livros, alguns textos e discursos, Bento XVI já vinha preparando a igreja para uma renúncia”.
                               
Demitri Túlio
demitri@opovo.com.br

COMENTÁRIO FEITO POR ARMANDO RAFAEL: 



      Interessante esta matéria da lavra do jornalista Demitri Túlio. Jornalismo sério é isso! Realmente, o bispo de Crato, dom Fernando Panico, teve diversos encontros com o cardeal e teólogo Joseph Ratzinger (tanto quando este ainda era o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé) como também depois de eleito Papa, agora  com o nome de Bento XVI.
Quase toda a formação acadêmica de Dom Fernando Panico foi feita em Roma. Apenas o Doutorado em Liturgia ele obteve pela Faculdade Nossa Senhora da Assunção, em São Paulo, Brasil.

Nascido na cidade de Tricase (mas naturalizado brasileiro) ao chegar como Missionário no Brasil, no estado do Maranhão, em 1974, o jovem padre Fernando Panico trazia na bagagem – além de excelentes contatos na Cidade Eterna – um imenso desejo de servir ao povo nordestino.  Por modéstia ele não fala nesse  assunto, mas é bom revelar que  um tio de Dom Fernando era o cardeal Dom Giovanni Panico. Este foi Núncio Apostólico do Vaticano em diversos países, dentre os quais: Argentina, Tchecoslováquia, Austrália, Nova Zelândia, Peru e Portugal.  Por outro lado,  um primo de Dom Fernando –  Dom Carmelo Cassati – foi bispo em Pinheiro (Maranhão) e aposentou-se recentemente como Arcebispo Emérito de Trani-Barletta, na Itália.

A matéria faz jus ao excelente currículo acadêmico de Dom Fernando Panico que possui Bacharelato em Filosofia pela Pontifícia Universidade Gregoriana, de Roma;  Especialização e Mestrado em Teologia,  pelo Centro Teológico de Florença, Itália, e pelo Pontifício Ateneu Santo Anselmo de Roma. Dom Fernando também é  Mestre em Teologia Litúrgica e tem Doutorado em Liturgia, pela Faculdade Nossa Senhora da Assunção, de São Paulo, SP.

Alguém, com justa razão, há de perguntar:
Por que com a boa origem familiar que tem  e o excelente currículo que possui, pode Dom Fernando suportar as calúnias de jornais nanicos da imprensa marrom, financiados por interesses escusos ligados à apropriação indevida de terrenos em Juazeiro do Norte? 

Outros tempos - Por Antonio Morais


Quero contar aqui uma preciosidade atribuída ao Deputado Estadual cratense Derval Peixoto nas épocas em que quem não apresentasse uma bem avaliada atuação politica ficava pra trás.

Sustenta a historia que o Senador Wilson Gonçalves estando em Crato o Hermes Lucas soltava três duzias de foguetões avisando aos amigos e correligionários, que apinhavam a casa do senador.

Certa feita, Maildes Rodovalho, um escudeiro fiel, o mais autentico gogó, passava  de xoto pela Praça Siqueira Campos na direção da casa da rua Barbara de Alencar, onde hoje fica o Hotel Vila Real, residencia do Dr. Wilson.

O deputado Derval Peixoto com um jornal na mão chamou o Maildes e disse: Veja o que o jornal fala do teu senador.  Esta informando que o Papa o excomungou! Leia aí! 

Maildes era meio mobral e respondeu: leia você mesmo. Então, o Derval Peixoto lascou a noticia a seu modo: O papa excomungou o Senador Wilson Gonçalves porque ele é maçom e corrupto, a excomunhão é extensiva também a todos os eleitores.

Maildes coçou a cabeça, andou dois passos pra diante, dois pra trás e respondeu: “Papa mais fresco”.

A Tabuada Misteriosa de Alice. – Adaptação de Carlos Eduardo Esmeraldo



O livro “Alice no país das Maravilhas” é repleto de esquisitices e absurdos. No segundo capítulo cujo titulo é “A Lagoa de Lágrimas” ou “Mar de Lágrimas”, segundo as diferentes traduções, há uma transformação misteriosa em Alice. Ela cresceu exageradamente, de modo que os pés estavam “quase fora do alcance de sua vista...” Então Alice começou a testar sua identidade. “Com certeza eu não sou Ada, porque ela tem longos cabelos.....” “Quero saber se ainda sei tudo que sabia: 4×5=12; 4×6=13; 4×7......  Oh meu Deus, desse jeito, nunca chegarei a vinte.”

O autor, o inglês Charles Lutwidge Dodgson, um professor de matemática que escreveu “Alice no País das Maravilhas” e “Através do Espelho” sob o pseudônimo Lewis Carroll, morreu sem decifrar o enigma.

Vários matemáticos no decorrer do século XX tentaram decifrar essa tabuada esquisita. O norte-americano Martin Gardner, especialista em Matemática Recreativa apresentou como justificativa o fato das tabelas de multiplicação existentes até a metade do século XIX exibirem 12 valores sucessivos para variável, daí Alice não chegar a vinte, pois não existia o produto 4×13.  Porém tais explicações não foram bem satisfeitas. 
 
Já o matemático Inglês Alexandre L. Taylor apresentou uma explicação incompleta, porém mais compreensivel. Testou os produtos da multiplicação por quatro com base em diferentes sistemas de numeração, cuja base variava em Progressão Aritmética de razão 3: Assim sendo 4× 5=12 num sistema de numeração não decimal, mas num sistema de base igual a 18; 4×6=13 num sistema de numeração de base 21. Continuando a operação com as base variando mais 3 unidades:4×7=14 na base 24; 4×8=15 na base 27; 4×9= 16 na base 30; 4×10=17 na base 33; 4×11=18 na base 36; 4×12=19 na base 39, falhando quando chegou na base 42, pois o produto não dá igual a vinte. Segundo o autor da demonstração, foi por isso que Alice afirmou que nunca chegaria a vinte.
Fica a sugestão para quem desejar dar uma justificativa mais plausível.

Adaptado por Carlos Eduardo Esmeraldo
Fonte: Alice no País da Maravilhas, Capítulo II
            Nelson Tunala, in Revista do Professor de Matemática, “A misteriosa Tabuada de Multiplicação por quatro de Alice no País das Maravilhas, pág.03

O barraco apertado - Por: Emerson Monteiro


A luz dos relâmpagos que entrava pelas frestas da taipa clareou-lhe também o juízo. Manhãzinha cedo e buscaria o velho cigano na procura de conselho. Há muito tempo deixara de visitá-lo, achando que sofrimento afeiçoa o espírito, vem e volta com o sol de cada dia, aprimorando sem precisão de viver ocupando a vida alheia. Mas o cigano gostava de companhia. Bom de conversa, melhor ainda de conselho. Cedo, pois, retornaria ao homem solitário da Várzea.

Família numerosa, sertão de sustento difícil e, depois de tudo, o mais pesaroso que achava, dormiam naquela choça pequena, de quarto e cozinha, uns, no barro, outros, nas redes puídas que restavam; menino novo; o escuro das noites; e as goteiras friorentas por cima, na época de chuvas. Preocupação, nada resolve. Ação, sim.

Agiu. Logo cedo antes de cair no eito, arrancou-se, achou o homem ainda esfregando os olhos, enquanto curiava a fervura da água do café, acocorado no chão da cozinha. Voz escorrida, o semblante sereno de quem gastou as reservas de pressa e renunciava de juntar coisas perdidas desse mundo. Cumpridas as formalidades, largou num canto as raízes de macaxeira que trouxera de agrado, e desfiou o rosário das amarguras.

O cigano, obsequioso, calado, ouviu toda a história, que para ele nada de novo acrescentava ao passado, calejado nos cortes da experiência. Sob o recolhimento voluntário, tomava a capricho auxiliar as pessoas. Sabia da força que a palavra possui. Clareia estradas, refaz percursos. Do tom que escutava, julgou o tamanho da dificuldade.

- Pode conseguir uma vaca de bezerro novo? - quis saber o ancião. Ante o aceno positivo da visita, prosseguiu: - Eis aí o jeito. Bote eles dois para dormir no meio da sua família e só volte depois que passados quinze dias.

Decerto sucedeu o esperado. Problema cresceu volume no mocó já humilde. A dormida, antes sofrida, tornou-se insuportável sob todos os aspectos. Porém o pai manteve o trato. No fim dos quinze dias, retornou mais esgotado que da vez primeira, disso não duvidava quando pisou de volta o terreiro do amigo para buscar ajustar conformação.

- Pois agora, meu filho, retire a vaca e o bezerro e sinta o gosto do paraíso em que vocês antes se achavam - completou o cigano, inteirando assim a lição.

Só desse modo o homem compreendeu aquilo de se dizer que desgraça pouca é bobagem e dos males o menor. Por vezes, diante de penúrias indescritíveis, o sofrimento se dilui na impossibilidade para sofrer um tanto mais e chega-se no limite da resistência, igual à bonança que vem depois das tempestades.

Bento XVI renuncia ao papado

Papa Bento 16 vai deixar o cargo dia 28

(Notícia veiculada na “Folha de S.Paulo” online, desta 2ª feira, dia 12-02-2013)

 Foto: Filippo Monteforte/France-Presse 

O Papa Bento 16 anunciou, nesta segunda-feira, que vai renunciar do cargo no próximo dia 28. O último Papa a renunciar foi Gregório XII, em 1415.O Papa disse em um comunicado que está "plenamente consciente da dimensão do seu gesto" e que renuncia do cargo por livre e espontânea vontade.Segundo o porta-voz do Vaticano, Frederico Lombardi, a notícia foi uma surpresa.  

Ainda de acordo com o documento, um dos motivos da renúncia seria sua idade avançada. O Papa tem 85 anos e sofre de artrite, especialmente nos joelhos, quadris e tornozelo.Joseph Ratzinger nasceu na Alemanha no dia 16 de abril de 1927 e é o pontífice número 265 da Igreja Católica e o sétimo Chefe de Estado do Vaticano. 

O papa viria ao Brasil em julho para a Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro. Um conclave será convocado para escolher o próximo pontífice. Até que um novo Papa seja escolhido, o posto ficará vago. Lombardi disse que o Vaticano espera escolher o substituto de Bento 16 até o final de março. 

O jornal "The Guardian" aponta o Cardeal Peter Turkson, de Gana, como um dos favoritos ao posto.
O pontificado de Bento 16 começou em abril de 2005, após a morte do Papa João Paulo 2º.

COMUNICADO

Leia abaixo a íntegra do comunicado do Papa Bento 16:
"Queridísimos irmãos,
Convoquei-os a este Consistório, não só para as três causas de canonização, mas também para comunicar-vos uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. 

Após ter examinado perante Deus reiteradamente minha consciência, cheguei à certeza de que, pela idade avançada, já não tenho forças para exercer adequadamente o ministério petrino. Sou muito consciente que este ministério, por sua natureza espiritual, deve ser realizado não unicamente com obras e palavras, mas também e em não menor grau sofrendo e rezando. 

No entanto, no mundo de hoje, sujeito a rápidas transformações e sacudido por questões de grande relevo para a vida da fé, para conduzir a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor tanto do corpo como do espírito, vigor que, nos últimos meses, diminuiu em mim de tal forma que eis de reconhecer minha incapacidade para exercer bem o ministério que me foi encomendado. 

Por isso, sendo muito consciente da seriedade deste ato, com plena liberdade, declaro que renuncio ao Ministério de Bispo de Roma, sucessor de São Pedro, que me foi confiado por meio dos Cardeais em 19 de abril de 2005, de modo que, desde 28 de fevereiro de 2013, às 20 horas, a sede de Roma, a sede de São Pedro ficará vaga e deverá ser convocado, por meio de quem tem competências, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice. 

Queridísimos irmãos, lhes dou as graças de coração por todo o amor e o trabalho com que levastes junto a mim o peso de meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos. 

Agora, confiamos à Igreja o cuidado de seu Sumo Pastor, Nosso Senhor Jesus Cristo, e suplicamos a Maria, sua Mãe Santíssima, que assista com sua materna bondade os Cardeais a escolherem o novo Sumo Pontífice. Quanto ao que diz respeito a mim, também no futuro, gostaria de servir de todo coração à Santa Igreja de Deus com uma vida dedicada à oração. 

Vaticano, 10 de fevereiro 2013."

Flhos, Dádivas de Deus - por Magali de Figueirêdo Esmeraldo

Muitos pais e mães esquecem dos valores morais recebidos de suas famílias na infância e adolescência. E criam seus filhos bem distantes do mais importante na educação, que é a formação integral. A responsabilidade dos pais é preparar o homem como um todo, sem separar o corpo da alma. Será incompleta a orientação dos filhos, se os pais se preocuparem somente com a formação física, intelectual e social, esquecendo de incutir nos filhos o amor e o respeito ao próximo, a honestidade, a ausência de preconceito e discriminação de qualquer tipo. Esse conjunto de valores deve fazer parte do aprendizado das crianças, desde os primeiros anos.

Os filhos são dádivas de Deus. Portanto, os pais têm o dever de colocar na sociedade pessoas de bem para que o mundo seja transformado. Educar os filhos no amor, no diálogo é o caminho para construção de uma família ajustada e uma sociedade mais humana e mais justa. No lar onde existe tudo isso, com os pais sabendo impor limites, dizendo “não” quando necessário, com certeza se formarão adultos ajustados.

Vivemos em uma sociedade em que predomina o TER, em lugar do SER. Os meios de comunicação social, através da propaganda, incentivam o consumismo e levam as pessoas a acharem que a felicidade está no dinheiro, numa roupa cara, num carro do ano. Muitos para ter dinheiro e adquirir esses bens de consumo, procuram acumular riqueza desonestamente. Em consequência vemos aí uma sociedade injusta, violenta cheia de problemas: como as drogas, a corrupção e a injustiça social. Cabe aos pais darem testemunho aos filhos e colaborarem com uma sociedade onde exista justiça e paz.

De acordo com as palavras proferidas por Dom Rafael Lhano Cifuentes, Bispo Emérito de Nova Friburgo, no VII Congresso Nacional da Pastoral Familiar, realizado em Belém do Pará, em 1996: “A tarefa educacional dos filhos deve ser solidária. A firmeza e disciplina própria do homem têm que fundir-se à ternura e a amabilidade própria da mulher, de tal modo que a autoridade não parta somente do pai, e o carinho exclusivamente da mãe. A melhor pedagogia é o exemplo. Os pais devem ser para os filhos, guias que indiquem as passagens mais seguras. Têm que experimentar antes, as virtudes que os filhos devem encarar depois.“

Dom Cifuentes acrescentou ainda em sua palestra, trechos de uma carta, que um delinquente juvenil alemão enviou aos seus pais. “Porque sois fracos no bem, nos destes o nome de fortes no mal… nós vos concedemos dois decênios para nos fazerdes fortes no amor, vós porém nos fizestes fortes no mal, porque sois fracos no bem.”

A missão dos pais como colaboradores de Deus em sua infinita obra criadora é colocar no mundo pessoas honestas, ajustadas e que possam fazer os outros felizes.

Por Magali de Figueiredo Esmeraldo

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