xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 08/02/2013 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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08 fevereiro 2013

Entenda como é um processo de canonização

Urna contendo os restos mortais de Benigna Cardoso da Silva, quando  foram exumados do cemitério de Santana do Cariri  e transladados para a Igreja-Matriz de Senhora Santana daquela cidade
  
A notícia de que a Congregação para a Causa dos Santos, órgão da Cúria Romana, aprovou o Nihil Obstat (Leia-se: “Nada impede”) para  o processo de beatificação da menina mártir Benigna Cardoso da Silva, correu como um rastilho de pólvora no sul do Ceará. Muita gente quer saber quais são os passos de um processo de canonização.

Abertura do Processo
   Depois de cinco anos da morte do candidato(a) a santo, persistindo a manifestação popular de devoção a essa pessoa, o bispo da diocese onde morreu o candidato(a) autoriza a abertura do processo, com  o levantamento da biografia, que é enviada ao Vaticano.

Servo(a) de Deus
   Após analisar o processo, a Congregação para a Causa dos Santos emite um documento autorizando o início do processo a nível diocesano. A partir disso o candidato já pode ser chamado de Servo(a) de Deus. É este o atual estágio do processo da menina Benigna. É dado assim início oficial ao processo de canonização.

Tribunal
   Na diocese é constituída uma comissão histórica que irá investigar os fatos relacionados à vida do Servo(a) de Deus. Um tribunal eclesiástico é instalado na diocese para coordenar a pesquisa e colher os testemunhos. O corpo do Servo(a) de Deus é exumado para comprovar sua existência e os restos mortais são expostos ao público. Os restos mortais de Benigna já foram exumados e transladados para a Igreja-Matriz de Senhora Santana, de Santana do Cariri.

Venerável
   Terminado o processo diocesano, a documentação é remetida para Roma para análise por teólogos e historiadores. Quando Roma reconhece a biografia do Servo(a) de Deus este passa a ser chamado de “Venerável”.

Beato(a)
   Com exceção dos que forem julgados mártires, os candidatos(as) precisam da comprovação de um milagre para ser beatificado. Bom lembrar que Benigna foi martirizada e não precisa de milagre para ser reconhecida beata.

Santo(a)
   Recebido o título de beato(a) é preciso a comprovação de um segundo milagre ocorrido após a beatificação. O Vaticano tem pelo menos quatro anos para investigar. Comprovado o segundo milagre o candidato(a) passa a ser santo. A solenidade de canonização é realizada pelo Papa e pode ser na cidade de origem do santo ou no Vaticano.

Canonização
   Canonização é a sentença definitiva pela qual o Papa insere Cânon ou “Catálogo dos Santos” a alguém já proclamado “Bem-Aventurado. Por meio dela o Sumo Pontífice declara algum Servo(a) de Deus na glória celeste e autoriza que lhe seja prestada veneração pública em toda a igreja.

Prepotência - Por Paloma Amado.



Paloma Amado, psicóloga e filha do escrito Jorge Amado.

Era 1998, estávamos em Paris, papai já bem doente, participava da Feira do Livro de Paris e recebera o doutoramento na Sorbonne, o que o deixou muito feliz.

De repente uma imensa crise de saúde se abateu sobre ele, foram muitas noites sem dormir, só mamãe e eu com ele. Uma pequena melhora e fomos tomar o avião da Varig para Salvador. Mamãe juntou tudo que mais gostava no apartamento onde não mais votara e colocou nas malas.

Empurrando a cadeira de rodas de papai ela o levou para sala reservada. E eu, com dois carrinhos, somando mais de 10 malas, entrava na fia da primeira classe. Em seguida chegou um casal que logo conheci, era um politico do Sul, senador ou governador, já foi tantas vezes os dois que fica difícil lembrar. A mulher parecia uma árvore de Natal, cheia de saltos, cordões de ouro, berloques, o jegue na Festa do Senhor do Bonfim. É claro que eu estava de Jeans, e tênis, absolutamente exausta. De repente a senhora bate no meu ombro e diz: moça esta fila é da primeira classe, a de turistas é aquela ao fundo. Me armei de paciência e respondi: Sim, senhora, eu sei.

Queria ter dito que eu pagaria minha passagem enquanto a dela o povo pagara, mas não disse. Ficou por isso. De repente, o senhor disse a mulher, bem alto para que eu escutasse: Até parece que vai de mudança, como os retirantes nordestinos. Eu só sorrir. Terminei o check in e fui encontrar meus pais. Pouco depois bateram a porta, era casal querendo cumpri mentar o escritor. Não mandei a puta que pariu, apesar de desejar fazê-lo. Educadamente disse não. Hoje, quando vi na TV o senador dizendo que foi agredido por um repórter, por isso tomou seu gravador, apagou o seu chip, fiquei muito arretada. Me deu uma crise de mariasampaismo, e resolvi contar este triste episódio pelo qual passei. Só eu e o gerente da Varig fomos testemunhas deste episódio, meus pais nunca souberam de nada.

O safado se chama Roberto Requião.

Paloma Amado - Psicologa, filha do escritor Jorge Amado.

Sem identidade – Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Há uns três meses, no percurso do meu trabalho para casa, ouvi pela Rádio CBN, uma entrevista de um defensor público de São Paulo, na qual ele narrava uma história que deve servir de alerta para quem perde seus documentos de identidade, mais conhecido por RG. 
Aos dezessete anos, Jorge perdeu seu documento de identidade. Aconselharam-no a fazer o Boletim de Ocorrência.
Era um dia de domingo e, ao chegar à delegacia, o escrivão estava assistindo um jogo do Corinthians pela TV e não lhe deu atenção. Jorge achou que era perda de tempo e foi para casa sem registrar a ocorrência.
Aos vinte um ano, Jorge casou, depois teve uma filha e já trabalhava numa empresa de processamento de dados. Certo dia, seu chefe mandou que ele consultasse uma página do Tribunal de Justiça. Surpreso, Jorge viu seu nome como tendo sido processado, julgado à revelia e condenado a quinze anos de prisão. Procurou a justiça para que lhe informassem o porquê daquela condenação. Algum bandido que se apoderou dos documentos de Jorge, foi preso na Via Dutra com um carregamento de cocaína, depois liberado por competentes advogados que lhe conseguiram o relaxamento da prisão até o julgamento final. Como conseqüência, Jorge perdeu o emprego, a mulher e a filha. Passou mais de cinco anos tentando provar sua inocência, sem conseguir êxito e nem emprego algum, pois logo descobriam que ele estava condenado pela justiça. Então, depois de inúmeras tentativas, um grupo de advogados defensores públicos sugeriu ao juiz que fosse feito uma acareação com os policiais que prenderam o traficante, os vizinhos de Jorge, seu ex-patrão e pessoas que o conheciam desde a infância, O juiz concordou.
Os dois primeiros a serem ouvidos na acareação foram os policiais que efetuaram a prisão, O depoimento dos dois foi decisivo. Todos informaram que o homem que haviam efetuado a prisão não era o Jorge. Depois é que verificaram que a fotografia colada à identidade de Jorge e que fora falsificada, era a de uma pessoa morena, cabelos pretos, bem diferente do Jorge, que era branco e tinha cabelos castanhos.

Constatado o erro e a confirmação de que realmente a justiça havia se equivocado, pediram desculpas ao Jorge,

Ao saírem do Tribunal os advogados de Jorge entraram com um processo de indenização na justiça por danos morais, Na primeira audiência, a juíza comentou: “Você vai receber muito dinheiro!”
“E a senhora, gostaria de passar o que eu passei?” Perguntou Jorge.

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Calúnia e Difamação - Por Magali de Figueirêdo Esmeraldo

A minha avó sempre dizia, que nunca devemos falar mal de alguém que não está presente para se defender. Ela agia com a sabedoria que vem de Deus, pois só quem tem o coração cheio de Deus é capaz de dar conselhos tão úteis aos netos. São esses valores recebidos dos pais e avós e que as pessoas deveriam absorver e aplicar na vida, para serem felizes e promoverem a felicidade dos outros. Infelizmente as pessoas hoje, deixam de lado as orientações tão importantes passadas pelos pais, para se apegarem a ambição desmedida que leva à prática da maldade e do desejo de destruir a reputação do outro.

O ser humano pode escolher dois caminhos: o da bondade e o da maldade. O da bondade nos aproxima do projeto de Deus, pois Ele quer que amemos uns aos outros e vivamos em harmonia. Só assim poderemos colocar a cabeça no travesseiro com a consciência leve e sabermos que estamos no caminho do amor. “É preciso saber viver”, diz Roberto Carlos na sua linda canção. A vida é um aprendizado para cada um que deseja fazer a vontade de Deus e construir a fraternidade entre os homens.

Se abrirmos a Bíblia, vamos logo encontrar a Palavra de Deus expressa pela palavra dos homens, onde é revelado o projeto de Deus. Pedro em suas cartas nos diz: “De fato, aquele que ama a vida e deseja ver dias felizes guarde sua língua do mal e seus lábios de proferir mentiras; afaste-se do mal e pratique o bem, busque a paz e procure segui-la.” (1Pd 3,10-11). Essa mensagem nos orienta para a vida, assim como toda a Palavra de Deus que nos revela a Bíblia. Viver praticando o bem e promovendo a paz é o verdadeiro caminho da felicidade. Não os bens materiais, como muitos pensam ser a felicidade suprema.

Tiago diz em suas cartas: “Irmãos não fiquem criticando uns aos outros! Quem critica o irmão ou julga seu irmão, está criticando uma lei ou julgando uma lei. E se você julga uma lei , você não é alguém que obedece a uma lei, mas alguém que a julga. Ora, só um é o legislador e juiz: aquele que pode salvar e destruir. Quem é você para julgar o próximo?”(Tg 4,11-12) . A lei de que Tiago está falando nesse trecho de suas cartas, é sobre o mandamento do amor. Só Deus pode julgar, pois só ele conhece inteiramente o coração do homem. Já no relacionamento humano não temos competência para julgar o outro, pois acabaríamos cometendo grandes injustiças.

O homem difamador separa os maiores amigos, destrói a reputação do seu semelhante, a harmonia de muitas famílias, colocando irmão contra irmão.

O Evangelho nos ensina: “se o seu irmão pecar, vá e mostre o erro dele, mas em particular, só entre vocês dois. Se ele der ouvidos, você terá ganho o seu irmão”. (Mateus 18:15-17). Vamos agir com justiça e nunca prejudicar ninguém, até para nosso bem-estar e felicidade, pois agindo assim teremos nossa consciência tranqüila.

Por Magali de Figueiredo Esmeraldo

Trapalhadas do Melito Sampaio - Por Antonio Morais


Estávamos eu, o Audizio Brizeno, Chico Soares e o Melito Sampaio no comercio deste ultimo. Neste dia o Chico estava caladão, trombudo, não se sabia bem ao certo o que lhe perturbava, o fato é que não estava normal.

Duas coisas havia que o Melito detestava: a cidade Juazeiro do Norte e romeiro. Pra ele pouco importava se a pedra da batateira rolasse e levasse tudo água a baixo. 

Neste dia o desanimo do Chico contrastava com a disposição do Melito, o homem estava impossível. Malinava com todo mundo. Conversa vai, conversa vem, uma senhora, com idade aproximada de 65 anos, indumentária de romeira, entra no estabelecimento com uma caixa de sapato apoiada no braço esquerdo coberta com um véu branco.

Aproxima-se de Melito, retira o véu, descobre dentro da caixa uma imagem de São Sebastião e pede uma esmola, pelo amor de meu padim! Melito encara a mulher e lhe pergunta: espere, ainda não está aposentado? A mulher confunde a pergunta e lhe responde: não, ainda não consegui. As exigências são muitas. Pedem documentos impossíveis de se conseguir.

O Melito já sem controlar uma gargalhada aconselha: porque você não bota ele na emergência. Emergência era uma frente de serviço criada pelo governo para ampara os necessitados em anos de seca.

A mulher saiu virada num tetéu a menor praga que jogou foi mandar Melito ir para os quintos dos infernos. Quanto mais desaforo dizia a mulher mais o Melito se derretia em risos.


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