xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 06/11/2011 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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06 novembro 2011

Coluna Armando Rafael - Notícias do Cariri - Edição de 04 a 10 de Novembro de 2011


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Edição de 04 de novembro de 2011


Breve reflexão


I –
Samuel Araripe prometeu divulgar, em dezembro próximo, o nome de seu candidato à prefeitura de Crato. Quando isso ocorrer ficaremos conhecendo os 4 nomes que disputarão o cargo. Até agora 3 candidatos foram lançados: Ronaldo Gomes de Matos (PMDB), Sineval Roque (PSB) e Marcos Cunha (PT).

II – O mais votado – no pleito de 7 de outubro de 2012 – governará o Crato no quatriênio 2013-2016. Não será uma missão fácil. O próximo prefeito receberá da população cratense a maior cobrança já feita em toda a história administrativa desta cidade. Do futuro gestor municipal será exigido um trabalho semelhante ao que está sendo feito em Iguatu, por Agenor Neto. Ou seja, dotar Crato de um novo visual urbano. E isso implica em eficiente limpeza pública; permanente conservação das praças e jardins; pavimentação e iluminação nas ruas dos bairros citadinos. Quem cuida, ama.

III – Tem mais. Hoje o Crato é parte integrante da Região Metropolitana do Cariri–RMC. Significa que os futuros investimentos (não estamos falando das despesas e do custeio), e sim das novas obras, que deverão ser enquadradas no planejamento – feito pelos governos federal e estadual – para a Região Metropolitana do Cariri. Todos os novos investimentos deverão dar continuidade ao Plano de Requalificação Urbana, elaborado na atual administração. Plano que já necessita ser ampliado com a inclusão de novas áreas de preservação ambiental no município.

IV – O Crato necessita de novos camelódromos, como incentivo à geração de renda e retirada dos ambulantes das praças centrais da cidade. O único existente – improvisado, precário, mal instalado e de péssimo aspecto – funciona ao lado das Lojas Americanas. Pense num contraste! Um novo camelódromo terá de ser localizado no bairro do Seminário, área urbana maior que muitas cidades caririenses. Crato se ressente, ainda, da ausência de um departamento municipal de paisagismo. Este tem a finalidade de planejar novas áreas verdes, além da manutenção dos jardins e praças. Com direito a um horto florestal, para garantir novas e imprescindíveis campanhas de arborização na cidade e distritos.

V – Afora isso, o futuro prefeito de Crato terá de enfrentar problemas inadiáveis. Como a reestruturação e modernização do Departamento Municipal de Trânsito–Demutran. O número de veículos duplicou. E não para de crescer. Mas não foram abertas novas vias para escoamento do crescente trânsito de veículos. Os semáforos hoje existentes em Crato são os mesmos da década 80. Enquanto isso, Juazeiro do Norte e Barbalha instalaram novos e modernos aparelhos de sinalização do trânsito. Juazeiro já implantou até a “zona azul” para estacionamento de veículos. E Crato não acompanhou a evolução dos seus vizinhos...


Vicelmo

O radialista e jornalista Antônio Vicelmo (foto à esquerda) foi incentivado – por familiares, amigos e admiradores – a escrever um livro-depoimento sobre sua profícua experiência pessoal e profissional. No início relutou. Depois se rendeu aos pedidos. Recentemente, Vicelmo se despediu da função de repórter do jornal “Diário do Nordeste”. Mas está fazendo falta aos seus leitores! Mesmo seguindo a orientação do moderno jornalismo – linguagem neutra e crítica, além da isenção – suas reportagens tinham um toque inusitado e individual. Felizmente Vicelmo continua firme, há mais de 40 anos, apresentando – todas as manhãs – na Rádio Educadora, o Jornal do Cariri, um noticiário que tem a cara dele. Um homem simples, espontâneo, autêntico, inteligente e veraz! Apreciador dos cigarros e cigarrilhas artesanais e da cultura popular nordestina, Vicelmo ainda tem muito a oferecer a sua grande legião de amigos, ouvintes e admiradores. Saravá, Vicelmo!

Material de segunda?

Iniciadas há dois meses, as obras de requalificação na Rua João Pessoa não tiveram concluídas, sequer, as novas calçadas num único quarteirão. Mas, quem por lá passa observa que algumas pedras de concreto – que servem de meio-fio – já estão quebradas ou com rachaduras. Foi positiva, portanto, a iniciativa do Rotary Clube de Crato em convidar engenheiros da secretaria das Cidades e da construtora responsável pelas obras, para explicar a morosidade e qualidade dos serviços. Idêntica providência deveria também ser feita pelo Rotary Clube, quanto às obras da primeira etapa (?) de reconstrução do canal do Rio Grangeiro.

Digitus Dei (O dedo de Deus)

Começa em Crato, no próximo dia 11, o encontro do Regional Nordeste 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil–CNBB. No dia 13 de novembro, um domingo, os 17 bispos cearenses (titulares, auxiliares e eméritos) estarão às 17:00h na catedral de Nossa Senhora da Penha, (foto à esquerda) concelebrando uma solene missa, em ação de graças pelo encontro. Por uma dessas coincidências da vida, foi no dia 13 de novembro de 1953 – há exatos 58 anos – que a imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima chegava à cidade de Crato.


Túnel do Tempo
Irineu Pinheiro registra o acontecimento – na pagina 242 de seu clássico “Efemérides do Cariri” ––“1953, 13 de novembro –– Chegada ao Crato às cinco e meia horas da tarde da imagem de Nossa Senhora de Fátima, de Portugal. Dezenas de milhares de pessoas a receberam desde o aeroporto na Serra do Araripe até a Praça Francisco Sá. Foi a maior manifestação religiosa a que assistiu o Crato, desde a sua fundação”. (Na foto histórica ao lado, o momento em que a imagem-peregrina era desembarcada do avião, no Aeroporto de Fátima, em 1953, conduzida pelo sacerdote francês, padre Demontier).



Acontecimento marcante
A visita da imagem peregrina marcou a história da cidade. Naquele 13 de novembro de 1953 foi entregue aos fiéis a atual bancada da catedral de Crato, hoje defasada e desconfortável. Outra coincidência: 58 anos depois, em 2011, o atual Cura da Catedral, padre Edimilson Neves Ferreira – nascido em Jardim – adquiriu nova bancada para substituir a adquirida por monsenhor Rubens, outro jardinense. Ficaram marcas da visita da imagem-peregrina: o antigo aeroporto e uma rua no bairro Pimenta receberam a denominação Nossa Senhora de Fátima; uma igreja em honra a Virgem de Fátima foi construída no bairro Pimenta e hoje é sede de paróquia. Um grande monumento a Nossa Senhora de Fátima foi erguido na Chapada do Araripe. Afora as dezenas de centenas de meninas que, ao nascerem, receberam o nome de Maria de Fátima...

E para finalizar

No dia 27 de janeiro de 2000, o saguão da Prefeitura Municipal de Crato, estava lotado. Diante de uma belíssima imagem – réplica da Peregrina – o então Prefeito, Moacir Soares de Siqueira, comandou a solenidade de consagração de Crato a Nossa Senhora de Fátima. No início do texto da consagração foi lido: “Enquanto Prefeito deste povo fiel, em união com o Santo Padre, o Papa João Paulo II, com o nosso Bispo, Dom Newton Holanda Gurgel, e todo o clero, declaramos o Crato consagrado ao Imaculado Coração de Maria”. Mera coincidência ou “Digitus Dei” ?
Coisas da República – 1

O leitor já ouviu falar na Lei 11.459/07? Provavelmente não! Pois bem, graças a essa lei, foi criado um “Fundo Partidário” para garantir a sustentação dos 28 partidos políticos existentes no Brasil. Tudo com o dinheiro do contribuinte, ou seja, a despesa com a atividade dos políticos vem dos impostos pagos pela população. A distribuição da verba desse “Fundo Partidário” financia os programas veiculados na televisão e rádio, aquisição de sedes suntuosas, viagens em jatinhos, carros de luxo blindados, dentre outras benesses de uma vida nababesca dos políticos. Com uma média de R$ 200 milhões por ano – doados aos 28 partidos – o orçamento do fundo chegará à estratosférica cifra de R$ 800 milhões até 2014, ano da campanha presidencial...
Coisas da República – 2

Em 2010, quem mais se beneficiou desse “Fundo Partidário”, foi o PT, que ganhou R$ 23 milhões. Em seguida vem PMDB (R$ 22 milhões), PSDB (R$ 22 milhões) e DEM (R$ 14 milhões). Alguém deve estar perguntando: e o nanico PCdoB? Em 2010, os comunistas levaram, de lambuja, R$ 3,5 milhões. Compraram um edifício para funcionamento da sua “modesta” sede por R$ 3 milhões e ainda sobraram 500 mil reais. Este ano, só até agosto, o PCdoB (com 2 senadores e 13 deputados federais) ganhou R$ 5,8 milhões. Falta o “Segundo Tempo”, que vai até dezembro...
No mais

A matéria, a seguir transcrita, foi publicada na “Veja” desta semana. A conferir: “O Tribunal de Contas da União–TCU investiga repasses de dinheiro do governo federal à União Nacional dos Estudantes–UNE. Dominada por parasitas do PCdoB desde os primórdios, a entidade perdeu a força, a voz –– e o pudor. Desde 2003 (início do governo Lula) a UNE recebeu 42 milhões de reais de dinheiro tomado dos proletários brasileiros e entregue aos pequeno-burgueses que fingem estudar. Em 2007, parte desses recursos foi usada irregularmente em festas e na compra de caixas e caixas de cerveja, garrafas de uísque escocês e de vodca. Diz o procurador do TCU Marinus Marsico: “Fico estarrecido de ver tanto dinheiro do povo usado sem obediência aos princípios da moralidade”...
Torpedos
Ariano Suassuna voltou ao Cariri. Ele esteve em Barbalha no último dia 27 de outubro com o objetivo de filmar o grupo de Penitentes Irmãos da Cruz do Sítio Cabeceiras.

O novo diretor geral do Dnit, Jorge Fraxe, anunciou que até o fim do mês terá início o recapeamento da BR–230, trecho entre Farias Brito e Várzea Alegre.

Além da requalificação urbana que está sendo feita na área central de Farias Brito, Cid Gomes anunciou que vai construir, naquela cidade, uma escola profissionalizante. O governador foi taxativo no discurso feito quando da inauguração do recapeamento asfáltico da estrada que liga aquele município a Crato: “Quero assumir o compromisso de construir uma escola profissionalizante no município de Farias Brito. A construção pode ser conveniada com outro município vizinho, mas se não houver outro, Farias Brito ganhará a escola mesmo assim”. Vai ver que a escola profissionalizante de Farias Brito será concluída primeiro que a do Crato. Esta, iniciada há mais de um ano vem se arrastando em ritmo de PAC...

Kate Lira gostava de afirmar: “brasileiro é mesmo muito bonzinho, acredita em tudo”. Mas, aos poucos, o brasileiro está mudando. Tentando recuperar um pouco da popularidade que perdeu (por conta da interrupção na “faxina” contra a corrupção de alguns ministros recebidos da “herança maldita”), a presidente Dilma Rousseff anunciou algumas obras, nas quais vai gastar bilhões de reais. O chamado “povão” nem se lixou para o anúncio. Por isso Dilma corre o risco de dar com os burros n’água! O que vinha dando prestígio a ela era o uso da vassoura e desinfetante na sua badalada “faxina”, agora parada e motivando perda na popularidade da “Mãe do PAC”...


"GUERRILHA DO AMOR... NAÇÃO CARIRI!"

A Comédia da Maldição (03/11 - Foto de Mônica Batista)
Sangue Prata (04/11 - Foto de Mônica Batista)
A Farsa do Panelada (05/11 - Foto de Mônica Batista)

Combatentes seguem conquistando o coração do grande público na mais ousada e legítima vitrine das artes cênicas produzidas no Cariri cearense.

A Guerrilha do Ato Dramático Caririense é um foco de resistência e afirmação cultural, tendo o teatro, a dança e o circo como linguagens centrais, e se realiza a partir da ação conjunta e gestão compartilhada entre grupos e companhias da região. Teve início no dia 3 último e seguirá até o dia 27 de novembro de 2011 com vasta programação.

O Cariri tem um grande potencial artístico que, de certo modo, vem sendo desprestigiado por instituições promotoras de grandes eventos, seja privilegiando caça-níqueis ou produções do Sul e Sudeste, numa atitude deplorável de negação da arte e do artista local. Não somos contrários ao intercâmbio, mas defendemos que este deve ser concebido em via de mão dupla. Afinal, não podemos ser confinados à condição de meros espectadores, quando temos uma rica e diversificada produção a ser mostrada, apreciada e valorizada.

A Guerrilha foi criada, portanto, como uma espécie de insurreição contra o abandono e a negação praticados no seio de grandes mostras realizadas na região. Contra a excludência! É um pólo gerador de vivência e integração, provocador de oportunidades para os novos e de visibilidade para os que pelejam há mais tempo.

Somos vinte e seis companhias de teatro, dança e circo, com linhas de pesquisa e comportamento estético muito peculiares, o que nos garante um quadro diversificado de espetáculos. A Guerrilha reúne artistas-guerrilheiros das seguintes companhias: Cia. Cearense de Teatro Brincante, Cia. Wancylu’s Gat Produções, A2 Cia. de Dança, Cia. Fazendo Arte de Teatro, Cia. Mandacaru de Artes e Eventos, Comunidade Oitão, Grupo Ninho de Teatro, Cia. Teatral Curumins do Sertão, Cia. André de Andrade, Luciom Caeira e Cia., Grupo Tio G e sua trupe, Alysson Amâncio Cia. de Dança, Cia. Teatral Os Trapilhões, Circo-Escola Alegria, Cia. Yoko de Teatro, Cia. Desabafo de Teatro, Dakini Cia. de Dança e Teatro, Cia. Teatral Arriégua, Cia. Entremeios de Teatro, Grupo Centauro de Teatro, Grupo Máscaras da SCAC, Cia. kanoistravezdenovo, Grupo Cícera de Experimentos Cênicos, Cia. Elas de Teatro.

A Coordenação Geral do evento é da Sociedade Cariri das Artes, que compartilha a gestão com a Sociedade de Cultura Artística do Crato e as diversas companhias integrantes do movimento.

Nesta terceira edição, temos o patrocínio do Banco do Nordeste - Parceria BNDES, que, através de edital, financiará o evento juntamente com a Prefeitura Municipal do Crato, que esteve conosco em todas as edições da Guerrilha.

VEJA A PROGRAMAÇÃO DA SEMANA:

TEATRO DE RUA
Praça da Sé e outros espaços

06.11.2011 (Domingo)
19h30min - O Reino Maluco de Branca de Neve, de Joylson John Kandahar (Cia. Mandacaru de Artes e Eventos, de Juazeiro do Norte-CE, Direção de Joylson John Kandahar, Indicação: Infantil, 40min)
Local: Praça da Sé (Crato-CE)


07.11.2011 (Segunda):
09h - O Apelo do Mosquito, de Wanderley Tavares (Cia. Wancylu’s Gat Produções, de Crato-CE, Direção de Wanderley Tavares, Indicação: Livre, 15min)
Local: Educandário Paraíso da Criança (Bairro Vilalta, Crato-CE)

15h - Repi Bansdei Tchuiu: Feliz dia do ônibus para você, de Mauro César e grupo (Comunidade Oitão, de Juazeiro do Norte-CE, Direção de Mauro César, Indicação: Livre, 60min)
Local: Ônibus Juazeiro/Crato

19h30min - Charivari, de Lourdes Ramalho (Grupo Ninho de Teatro, de Crato-CE, Direção de Duílio Cunha, Indicação: Livre, 50min)

PALCO E ARENA
Teatro Rachel de Queiroz, Crato-CE

08.11..2011 (Terça, 1ª sessão: 19h, 2ª sessão: 21h)
Asa Branca, de Darley Rodrigues (Cia. Teatral Curumins do Sertão, de Farias Brito-CE, Direção de Maria Gonçalves “Lorinha”, Indicação: Livre, 60min, Palco)

09.11.2011 (Quarta, 1ª sessão: 19h, 2ª sessão: 21h)
Irmandade Secreta do Boi Sagrado, de André de Andrade (Cia. André de Andrade, de Juazeiro do Norte-CE, Direção de André de Andrade, Indicação: Livre, 50min, Palco)

10.11.2011 (Quinta, 1ª sessão: 19h, 2ª sessão: 21h)
Eu e tu contra o bicho mais feio do mundo, de Luciom Caeira (Luciom Caeira e Cia., de Juazeiro do Norte-CE, Direção de Luciom Caeira, Indicação: Infantil, 60min, Palco)

11.11.2011 (Sexta, 1ª sessão: 19h, 2ª sessão: 21h)
O fantástico mundo das mágicas, de Tio G (Grupo Tio G e sua trupe, de Juazeiro do Norte-CE, Direção de Tio G, Indicação: Infantil, 60min, Palco)

12.11.2011 (Sábado, 1ª sessão: 19h, 2ª sessão: 21h)
A Donzela e o Cangaceiro, de Cacá Araújo (Cia. Cearense de Teatro Brincante, de Crato-CE, Direção de Cacá Araújo, Indicação: 12 anos, 90min, Palco)


Cacá Araújo
Ator e Dramaturgo
Idealizador e Coordenador Geral
Diretor da Cia. Cearense de Teatro Brincante


CORRUPÇÃO - Banco PanAmericano doou 500 mil reais para Campanha de Lula em 2006


NE - Ê, corrupção no Brasil agora só vai criando um jornal só pra isso. Manchete da hora: Banco doou 500 mil reais para a campanha do Lula em 2006. Que interesse esse banco teria nessa eleição e como iria lucrar depois que ele vencesse ????

O banco PanAmericano doou R$ 500 mil para a campanha da reeleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2006, e usou empresas de dirigentes da instituição financeira para disfarçar a origem das contribuições. As doações foram feitas em dezembro de 2006, quase um mês depois do encerramento da campanha. Lula já estava reeleito, mas o PT saíra da eleição com dívidas de quase R$ 10 milhões.

As contribuições foram contabilizadas regularmente pelo partido, mas só quem conhecesse a identidade dos proprietários das empresas que fizeram essas doações teria condições de associá-las ao PanAmericano na época.

Dois dos sete ex-dirigentes do PanAmericano que fizeram doações para o PT nas eleições de 2006 disseram que fizeram as contribuições em caráter pessoal, e não como representantes do banco.

“A doação foi feita por razões pessoais”, disse o advogado David Azevedo, que defende o ex-diretor jurídico do PanAmericano Luiz Augusto Teixeira Carvalho Bruno. O ex-diretor Mauricio Bonafonte, que era responsável pela área de seguros do banco, disse aos auditores do PanAmericano em março que contribuiu “por uma questão pessoal e espontânea”.

Fonte: Folha.com

COMODISMO E DESESPERO - O processo de desenvolvimento e formação do ser humano - Por: Antonio Sávio.


O processo de desenvolvimento e formação do ser humano se dá em algum contexto social, não sendo este fatalmente determinante, mas, capaz de influenciar fortemente, restando aí também a possibilidade de agir diferentemente do lugar que está inserido.

O conceito de lugar, tão caro aos geógrafos de hoje, é o que identifica o sujeito a determinados espaços e territórios. É lá onde ele desenvolve suas ações sociais, troca experiências e (re)produz um modo de vida. Como já foi dito, é necessário preservar uma idéia de liberdade, pois é nesse espaço que as mudanças culturais ocorrem. De outro modo, toda e qualquer sociedade estaria estagnada.

Quando desenvolvemos os pressupostos básicos acima, fica mais fácil comentar as categorias subseqüentes, caso tenha a necessidade de deixar claro o que queremos dizer. O que me refiro a partir de agora são às constatações e reclamações tão comuns pelos articulistas deste e de tantos outros blogs da região, além da minha própria. Nesse meio, não podemos nos furtar à percepção advinda do meio acadêmico, que é, talvez, a que tem formado a maior parte das “opiniões”. Tais posicionamentos se referem as mais diversas abordagens sobre a sociedade, desde a perspectiva artística a econômica. Porém, de um modo geral, pode-se dizer que passamos por péssimos momentos em todos eles. Facilmente observamos a cara de espanto como articulistas mais velhos têm em relação à gravidade da degradação intelectual e moral no Brasil nestes últimos cinqüenta anos. A perda de uma perspectiva histórica alienou o brasileiro assim como alienaria qualquer outra sociedade, pois, uma vez que retiramos a possibilidade de análise comparativa de alguém, retiramos “toda” sua possibilidade de evolução.

Uma vez que o processo educativo que vem a produzir o que chamamos de “Alta Cultura” é todo desenvolvido através de uma rigorosa absorção dos clássicos, que vão da filosofia, as artes visuais, da música a sociologia, da literatura a teoria política, que se harmonizam e se reproduzem no ser humano como ação individual (em não em bloco, como os ideólogos disfarçados de educadores fazem hoje), estão totalmente fora das políticas de educação do país, pode-se concluir que a única possibilidade de mudarmos o atual quadro partirá, caso de fato aconteça, por meio de ações individuais. Portanto, é você, o leitor que indigna-se, ao ver que o Brasil tem um dos piores índices de educação do mundo que poderá mudar esse quadro.

Normalmente a angústia diante de uma visão aterradora como está nos dá a tentativa de ação em conjunto. Pensar que o número faz a força é um raciocínio instintivo e demasiadamente primitivo em alguns casos. É o que na Grécia antiga chamaríamos de topoi, lugar comum. Fica claro que nem sempre essa conduta é a melhor a ser adotada em todos os casos. Tem-se que levar a conta que o que se quer desenvolver seja “Alta Cultura” fatalmente não será para todas as pessoas, e, talvez nem para você mesmo. Só que neste caso, você pode arriscar e tentar ver até que ponto estruturante poderá desenvolver em sua alma tal empreendimento, correndo assim os riscos e falhas sujeitas no processo. O que torna-se demasiadamente complicado é quando, ao tentar atuar em conjunto (em favor das causas sociais por exemplo) você arrisca a vida de outras pessoas que teoricamente confiam em sua competência.

A ideia mais clara sobre isso que podemos exemplificar é o meio que a coação do Estado nos faz ter que entregar nossos filhos para alheios, onde supostamente serão educados – nos dando a 53ª posição no ranking, atrás da Colômbia, Trinidad e Tobago e Tailândia, mesmo falsificando todos os dados possíveis a respeito dos índices de aprovação -. A possibilidade de uma educação através da iniciativa privada poderia ser uma solução, porém, esta também, sem nenhuma estrutura moral digna que tenha forças para encarar tamanho desafio prosta-se diante da coação do Estado mais uma vez. Dizem: - As melhores faculdades são públicas (sic)! Eles quem detêm o processo seletivo.

Deste modo, tudo o que seria “educação” fica sujeito a tal processo. Observe bem que, se analisarmos a história do conceito de educação, em nenhuma hipótese, tivemos um estágio tão humilhantes como agora, onde um sujeito ou entrega de imediato sua educação nas mãos abstratas do Estado e sofre suas conseqüências concretas, ou entrega-se para iniciativa privada que, no máximo, lhe deixa apto a submeter-se a um vestibular, controlado para variar, pelo Estado. Essa violência silenciosa tira toda a perspectiva de modificação de um país que só poderá ser modificado pela educação. Os investimentos econômicos assim como a melhoria de seus índices, são sempre vôos de galinha, sem a capacidade de manutenção por um período mais rigoroso, uma vez que a economia cresce, vemos paralelo a isso um péssimo índice de educação, saúde e violência.

Não quero aqui reduzir e simplificar a importância do desenvolvimento econômico e comercial do país, porém, não é através disso que haverá de fato alguma mudança. Dar melhores condições econômicas a um povo sem nenhuma educação não é garantia nenhuma, além da sua subsistência. É aí apenas uma garantia biológica, no sentido mais estrito do termo. A cultura é a base de qualquer sociedade e somente através de mudanças e investimentos nesse aspecto, onde o mesmo detêm elementos como a economia, a religião, a linguagem, entre tantos outros, é que veríamos, daqui a três ou quatro gerações, alguma mudança.

Como o leitor pode observar, os investimentos que temos pelo menos nos últimos cinqüenta anos só ocorreu em alguns pontos isolados, não dando a possibilidade de articulação e nem de conjunto. Quando uso a palavra “conjunto”, não me refiro a tentativa comum de pasteurizar as consciências, como é o que já vem ocorrendo, mas sim a tentativa de garantir e restaurar a noção de individualidades, onde a existência das mesmas pode atuar de modo harmônico dando-nos resultados melhores.

Para isso torna-se urgente resgatar e priorizar o que já foi perdido e contabilizar quais os pontos fundamentais que estamos corrompidos. Talvez seja a hora de cortar na carne e acabar com o amadorismo de muitos em salas de aula, acabar com a politização da educação pois nem só de política e de supostas “consciências críticas” viverá o homem. A religião e a linguagem devem ser restauradas urgentemente assim como o vigor dos clássicos da literatura. Sem o estudo rigoroso das artes não se desenvolve o imaginário de uma sociedade. O homem só é homem, não pela sua simples capacidade de raciocínios lógicos, coisa que até um orangotango faz, mas, sobretudo pela sua capacidade de imaginar.

Uma sociedade com seu imaginário corrompido pela classe de pseudo-artistas está fortemente comprometida. Não estamos no luxo dos anos 60 quando filósofo Mário Ferreira dos Santos nos anunciou: - “Os bárbaros chegaram aos portões”. Não só chegaram como agora os servimos submissos. Eles tomaram de conta dos governos, escolas, universidades enfim... A pergunta que não quer calar é: Até quando os bárbaros poderão virar diretores de escolas, políticos, professores, “artistas”?

A primeira coisa que me vem à mente a essa altura é a obra do filósofo Louis Lavelle, em seu livro “A Presença Total”, onde o mesmo nos dá a responsabilidade de ter um modo de vida de fato presente nas circunstâncias que de fato vivemos. Encarar a realidade é a única forma de viver dignamente.

Ortega y Gasset nos fala que as únicas ideias de fato verdadeiras são aquelas do náufrago que, uma vez sabendo que nada de resta estando ele agarrado apenas a uma tábua... É nesta precisa hora que nos interessa saber quais pensamentos estão presentes, pois assim, em um ponto crítico da vida, só restarão os pensamentos mais verdadeiros, essenciais, fundamentais para sua existência. Estando nesse ponto crítico onde divido que exista situação cultural pior, qual seria nossa atitude diante da “Presença Total”, qual seriam as “Idéias do Náufrago”?

Antonio Sávio

Acusações de Corrupção atingem o Ministério do Trabalho


NE - Após a queda de 5 ministros do governo da Presidente Dilma Rousseff por corrupção, a bola da vez agora é o Ministério do trabalho, onde o ministro Carlos Lupi, após as denúncias, começa a tomar providências, afastando o seu assessor e pedindo investigação no Ministério do Trabalho.

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, afirma que já tomou as primeiras providências para investigar as acusações de corrupção em sua pasta, publicadas na edição deste fim de semana da revista “Veja”. Além de determinar o afastamento do assessor especial e coordenador-geral de Qualificação, Anderson Alexandre dos Santos, Lupi requereu ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que a Polícia Federal investigue as denúncias.

Matéria publicada pela “Veja” aponta Anderson Alexandre Santos como operador de um suposto esquema de cobrança de propinas a organizações não governamentais (ONGs) que tinham contratos com o Ministério do Trabalho. À Agência Brasil, Carlos Lupi disse que já determinou a abertura de sindicância interna para investigar o suposto esquema e que, na segunda-feira (7), vai requerer ao Ministério Público a apuração das denúncias publicadas pela revista.

O ministro qualificou a reportagem de “denúncia vazia”. Segundo ele, “as pessoas que denunciam se acovardam no anonimato”. Carlos Lupi disse, ainda, que o PDT “nunca compactuou com esse tipo de esquema”.

Para ele, está havendo “uma onda de denuncismos” e, no seu caso, a avaliação que faz é de uma tentativa de desestabilizá-lo. “A quem interessam essas denúncias? Mas não tem problema, eu sou osso duro de roer”, ressaltou Lupi.

Fonte: Agência Brasil

O valor da Opinião Pública - Por: Dihelson Mendonça


"Um agricultor pobre, a exemplo de todos os outros da sua aldeia, vivia cansado de carregar grandes fardos de feno. Fez isso por muito tempo, até que finalmente decidiu comprar uma mula para que o ajudasse nas árduas tarefas cotidianas, o que logo despertou a inveja dos outros aldeões. Dotado de grande força de vontade, poupou dinheiro por anos a fio, além de diversos outros sacrifícios, finalmente conseguindo o bastante para ir até a cidade grande, onde adquiriu um maravilhoso e corpulento animal como nunca se havia visto por aquelas bandas.

De volta à sua aldeia, passeava contente com a nova aquisição, até que passando por um grupo de pessoas, estas começaram a zombar, dizendo: "Mas que homem tolo, comprou uma mula manca e feia!". Entristeceu-se com as zombarias, mas prosseguiu no seu caminho. Mais adiante, encontrou algumas crianças que ficaram rindo da cor do animal. Ainda mais à frente, encontrou um grupo de senhoras idosas que se puseram a comentar entre si: "Se este homem fosse realmente inteligente, teria poupado para adquirir um trator, ao invés de uma mula".

Ficando visivelmente aborrecido com os comentários do povo, além das muitas galhofas que se seguiram, o agricultor, tomado por um acesso de fúria, levou a mula até o alto de uma montanha e atirou-a num grande precipício, matando o infeliz animal. De volta ao trabalho, continuou com a antiga rotina miserável, carregando no próprio lombo, a carga que antes seria destinada à mula. Não havia ainda caminhado por 100 metros, quando ouviu um transeunte falando para outro:

"Este que aí vai passando, é o louco que foi até a cidade, comprou uma bela mula, e jogou-a no precipício sem motivo algum, preferindo ele mesmo carregar a carga nas costas".

Moral da História:

Quem dá ouvidos à opinião pública, vive refém da língua do povo.
Nunca dê ouvidos a quem não gosta de ti. Os invejosos jamais estarão interessados no teu bem-estar. O termômetro do nosso sucesso sempre será a inveja dos descontentes. Opinião é como "ânus"; Cada um tem o seu, mas só reclamam da catinga alheia..."

Autor: Dihelson Mendonça

Anatel publica portaria que reduz tarifa das chamadas de telefone fixo para celular


Uma resolução da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) reduz a tarifa das chamadas feitas de telefone fixo para celular. A resolução foi publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (4). Em 80 dias, a agência publicará um ato com os novos valores. Até 2014, a medida fará com que os usuários tenham ganhos de cerca de 45%.

Na prática, segundo a Anatel, a queda será de aproximadamente 10% no valor de cada ligação. Mas, aos poucos, os usuários vão pagar cada vez menos. O objetivo é que o próximo reajuste chegue a 12%. A Anatel pretende promover a redução em três etapas. A última deve ficar em 7%. No total, a aplicação desses redutores deve diminuir o valor de comunicação de R$ 0,54, que é o atual, para R$ 0,425 em 2014. A Anatel publicará o ato de homologação das novas tarifas em até 80 dias. A partir daí, as empresas terão 20 dias para apresentar instrumento de pactuação.

Agência Brasil

Governador Cid Gomes recebe diretor mundial do Unicef

O governador Cid Gomes recebeu na manhã deste sábado [05], no Palácio da Abolição, o diretor executivo do Fundo das Nações Unidas para a Infância [Unicef], Anthony Lake.

Ele está no Brasil para conhecer de perto o Selo Unicef Município Aprovado, iniciado aqui no Ceará em 1999 e ampliado para outros estados que também convivem com o semiárido.

Durante o encontro, o Governador explicou como o Selo tem ajudado as cidades a melhorarem seus indicadores e, consequentemente, a vida das pessoas. "Quando eu era prefeito em Sobral tive grande ajuda para saber se estava no caminho certo, uma delas foi o Selo Unicef, que apresentava indicadores importantes de onde nós precisávamos melhorar. E hoje, como Governador, eu incentivo que os municípios participem mais do Selo. Inclusive, o Estado dá uma premiação de 100 mil reais para os municípios mais bem colocados em, pelo menos, vinte indicadores do Selo Unicef", destacou.

Anthony Lake ressaltou a melhora do Índice de Desenvolvimento Humano [IDH] e da qualidade de vida no Ceará ao longo dos últimos anos. "O Ceará é um exemplo de como o Selo Unicef funcionou bem. Os municípios com baixo IDH foram melhorando e os que ja tinha IDHs bons, ficaram ainda melhores. E isso começou aqui", finalizou. Anthony Lake esteve acompanhado da Representante do Unicef no Brasil, Marie-Pierre Poirier, e da Representante no Unicef no Ceará, Ana Márcia Diógenes.

SELO - O Selo Unicef Município Aprovado é um reconhecimento internacional que o município pode conquistar pelo resultado dos seus esforços na melhoria da qualidade de vida de crianças e adolescentes. A metodologia prevê a análise e o acompanhamento de indicadores de Gestão e de Impacto de Políticas Públicas, e a participação social.

A partir de um diagnóstico e de dados levantados pelo Unicef, os municípios que se inscrevem passam a conhecer melhor sua realidade e as políticas voltadas para infância e adolescência. Com dados concretos e participação popular, o município tem condições de rever suas políticas e repensar estratégias de forma a alcançar os objetivos buscados, que estão relacionados aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

Ao final de cada edição são certificados os municípios que mais evoluíram em seus indicadores sociais, comparados com outros municípios que têm realidade socioeconômica similar à sua. A certificação não envolve premiação em dinheiro por parte do Unicef. O município certificado passa a poder utilizar a logomarca do projeto em sua papelaria, muros de prédios públicos e afins.

Desde 2005, quando a iniciativa Selo Unicef passou para uma amplitude nacional, com foco no Semiárido, o projeto tem recebido o apoio da Petrobras, instituição que tem um histórico de engajamento na luta pelos direitos da criança e do adolescente.

Fonte: Coordenadoria de Imprensa do Governo do Estado


Câmara Municipal do Crato aprova novos Projetos


Projeto 15/2011
Autoria: Francisco Helder de Oliveira França “Guer” (PSDB)
Aprovado por unanimidade de votos, no dia 1º de novembro de 2011.
Concede Título de Cidadania Cratense ao Senhor Ronald Albuquerque Serra e Silva.

Projeto 13/2011
Autoria: José Nilton Brasil “Fernando Brasil” (PSB)
Aprovado por unanimidade de votos, em 2ª votação, no dia 1º de novembro.
Concede “Título de Cidadania Cratense ao Senhor Josimar de Carvalho.

Projeto 044/2011
Autoria: Vereador Ailton Esmeraldo (PP)
Aprovado por unanimidade de votos em segunda votação, em 1º de novembro de 2011.
Denomina de Rua Tibúrcio Rodrigues de Melo uma das artérias localizadas no Bairro São José, município do Crato.

Projeto 045/2011
Autoria: Vereador George Macário de Brito (PV)
Aprovado por unanimidade de votos em 1º de novembro de 2011.
Altera o artigo 2º da lei no. 2. 707/2011 acrescentando nova redação ao caput e inclui novo parágrafo único.

Projeto 046/2011
Autoria: Vereador Apolinário Neto (PMDB)
Aprovado por unanimidade de votos em 1º de novembro de 2011.
Denomina de Rua Maria da Conceição Brandão uma das artérias localizadas no Bairro Grangeiro, em Crato.

Projeto 047/2011
Autoria: Vereadora Mara Guedes (PT)
Aprovado por unanimidade em segunda discussão, em 1º de novembro.
Torna de utilidade pública a Unidade Terapéutica Lar de Bênção Renascer (UNTELABERG), localizada no município do Crato.

Fonte: CMC

CRATO - Histórias e Estórias do Crato de Antigamente - Por: Ivens Mourão


O VIOLEIRO

Um dos filhos do Sr. Jorge Lucas tocava violão muito bem e também cantava. Trabalhava com o pai, na carpintaria. Com as economias, feitas com muito esforço, comprou um violão novo. O pai achava que ele tinha outras prioridades. Mas não disse nada. Um dia, todos recolhidos para dormir, ouviu-se aquele característico barulho do rasgar de uma rede ao meio. O violeiro foi ao chão. Nem tinha se levantado e já ouviu a voz do pai:
- “Meu filho, arme o violão...”

ZÉ DE MAROCA

Durante um período, o Luís trabalhou em Petrolina/PE. Exercia as funções de Gerente Administrativo da construtora Pecal, que mantinha um consórcio com outra construtora, Itapema, na implantação do perímetro irrigado de Curaçá. As empresas eram obrigadas - por contrato e para atender a legislação trabalhista - a manter ambulatórios médicos, para a eventualidade de primeiros socorros. A Codevasf, a contratante, enviava periodicamente um funcionário de Brasília para vistoriar esses ambulatórios. Era um médico, o Dr. Roberto. Ao final de uma dessas visitas ficou conversando, informalmente, com o Luís. No meio da conversa acabou descobrindo que ele era do Crato/CE. Admirado, comentou:

- “Então você é do Crato!!! Eu conheci um cratense no tempo em que morei em Ilhéus. Foi o maior mentiroso que eu já conheci: Zé de Maroca!!! Conheceu?”
- “Não, nunca ouvi falar”.

E o médico prosseguiu:

- “Ele era o personagem em suas próprias mentiras. Vivenciava de tal forma a história, emocionava-se de tal maneira, que sou capaz de apostar que, se eu medisse a sua pressão ela estaria alterada. Ou seja, acreditava nas próprias mentiras. Interessante que ele era atemporal. Numa ocasião estava combatendo Lampião (na década de vinte), outras vezes, estava lutando com os paulistas na revolução de 32.”

Contou, certa vez, que estava na IIª Guerra Mundial. Era Sargento e comandava uma patrulha brasileira na Alemanha (!!!). Tinha a missão de prender Ritlo (era assim que ele pronunciava Hitler). A patrulha caminhava pelas ruas de uma cidade alemã. Zé de Maroca então falou para seus comandados:

- “Meu instinto de caçador diz que Ritlo está naquela casa.”.
Aproximaram-se, pé ante pé da casa. Cercaram-na. Zé de Maroca, e mais dois companheiros acercaram-se da porta principal. Zé de Maroca espionou pelo buraco da fechadura. Eis que visualizou Hitler:

- “Conheci Ritlo só pelo bigodinho”.

Através de sinais, combinou com os dois companheiros para derrubarem a porta com um golpe só. Assim procederam. Derrubada a porta, posicionou-se imediatamente em frente a Hitler, apontando a metralhadora. E Hitler, apavorado, gritou, levantando os braços e num português fluente:
- “Pelo amor de Deus, não me mate, Zé de Maroca!!!”.
Ao ouvir Hitler invocar o nome da santa mãe dele, resolveu não matá-lo e levá-lo preso para os italianos (!!!)...

A FALTA DE UM ‘Y’

O meu irmão Raimundo tinha um amigo, o Aldemir, que era a gentileza em pessoa. Foram colegas de turma no Colégio Diocesano do Crato. Tinha uma característica: gostava de falar difícil, o que o tornava uma pessoa formal. Estava sempre usando palavras que só ele conhecia. Por este motivo e por ser uma pessoa de temperamento boníssimo era sempre vítima das gozações dos colegas. Lembro-me bem dele, pois morava próximo da nossa casa, na Rua Nelson de Alencar. Caso não esteja enganado, era arrimo de uma velha tia. Na época, os professores costumavam fazer testes orais com os alunos. E o Aldemir, muito tímido, tinha pavor a submeter-se a este tipo de exame. No colégio tinha um professor que era tido como o terror. Para ele só existiam duas notas: zero ou dez. Para ter esta má fama, lógico, o zero era o mais comum. Era um Professor baixinho e entroncado, que os alunos o apelidaram de “Charuto”. Certo dia, aula de Português, aula do professor “Charuto”. Naquela maneira rude que o caracterizava, chamou à lousa o Aldemir. Criou-se a expectativa. O Aldemir, querendo fugir àquele chamado, bem formal, pronunciando pausadamente, disse:

- “Professor, o senhor está se referindo ao Aldemir com ‘y’ ou com ‘ir’?”
- “É você mesmo! Venha logo à lousa!”
Naquele dia, o outro colega, Aldemy, escapou, mas o Aldemir levou zero mesmo.

PELA CULATRA

“A fome com a vontade de comer” é quando o aluno não quer que sejam dadas mais matérias e o professor não tem interesse em ministrá-las. Isto acontecia nas aulas de um determinado professor, na época em que o meu irmão Raimundo era aluno do Colégio Diocesano do Crato. Os estudantes sempre improvisavam algumas estórias, com a finalidade de “embromar” a aula. Assim eles teriam menos “pontos” para estudar para as provas. Na época, já se falava nas possíveis viagens interplanetárias. A Revista “O Cruzeiro” trazia matérias sobre o cientista alemão Von Braun, aventando a hipótese dessas aventuras. Poucos anos depois a corrida espacial iniciou, com o lançamento do primeiro Sputinik. Certo dia um aluno comentou, usando o Aldemir (sem y) como vítima:

- “Professor, o Aldemir disse que vai a Vênus!...”
- “Fazer o quê?”.
- “Comprar uma camisinha...”

Serenada a gargalhada, o Professor nesse dia deu matéria para o ano todo.
O tiro saiu pela culatra...

NAMORADO ATÔMICO

A formalidade do Aldemir era uma constante. Devido a grande timidez sentia-se bem quando estava na companhia dos seus livros. Daí usar, no seu linguajar, o vocabulário vasto e um conhecimento de assuntos diversos. Conhecia, por exemplo, sobre a energia atômica e como ela foi apresentada ao mundo, estourando sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaky. Certa ocasião, surgiu o comentário na sala de aula, entre seus colegas, que ele havia levado um fora de primeira, da namorada. Todo mundo quis saber a razão:
- “À falta de assunto romântico, foi explicar energia atômica para a namorada...”

Fonte: Livro "Só no Crato" de Ivens Mourão - Direitos de Publicação concedidos ao Blog do Crato pelo autor - TODOS OS DIREITOS RESERVADO

Favelização das Metrópoles Brasileiras - Por: Luiz Domingos de Luna


Com essas políticas públicas que somente funcionam para: via uma mídia crédula, logo, logo, teremos uma pequena metrópole cercada por uma grande favela em todas as regiões do Brasil. As metrópoles brasileiras não estão crescendo, mas sim, inchando; logo teremos uma grande favela com uma pequena metrópole no centro. Tudo isso se dá, graças à falta de políticas públicas sérias em benefício da sociedade. O Êxodo rural, o desemprego, uma educação caótica, uma saúde em UTI, uma infraestrutura em frangalhos.

Toda solução mágica é puro paliativo. Porém, enquanto não se tiver a consciência plena de que o conjunto estando bem todos estão bem, ou seja, que o patamar da mediana da sociedade é quem define o bem estar coletivo. Todo o corpo social, sofre, se abala e chora. Praza Deus, agora, com estes eventos esportivos a acontecerem no ano de 2014 – Copa do mundo e em 2016 -As Olimpíadas, seja o Brasil merecedor de uma política urbanística de infraestrutura que, de fato e de direito, coloque o pais do futuro nos holofotes do presente, como uma fonte geradora de desenvolvimento estrutural, já é chegada a hora de tratar com seriedade, compromisso e vontade de ter um país finalmente no primeiro mundo, estas duas oportunidades históricas são um verdadeiro desafio para nossa capacidade de superar os nossos problemas que vêm se avolumando na infinitude do tempo.

Creio que o momento é oportuno e que o futuro já chegou.

Não podemos tratar temas novos com costumes envelhecidos, nem temas envelhecidos com costumes novos. Assim, urge a necessidade de pensar no bem estar do Brasil. Não podemos nos dispersar em objetivos individuais em detrimento do bem maior que é o desenvolvimento de nosso querido Brasil. -O bem estar do Brasil como um tudo - uma realidade possível, oportuna, difícil, - com certeza, creio porém que, a força que pulsa viva na alma do Povo Brasileiro supere todas as nossas limitações.

Creio que o Brasil seja um país sério

Avante Brasil!!!

O Futuro já Chegou !!!

O Mundo de olho em nós, falta-nos a compreensão da responsabilidade de colocar na mídia internacional, aquilo que sempre sonhamos e que, finalmente chegou à hora. O Futuro como um presente do agora, com tenacidade, luta, determinação, coragem, bravura e a certeza de ser aptos, a mostrar que somos capazes de fazer e fazer bem feito. É apenas uma questão de fé ou otimismo – Porém não basta somente sonhar, viver este sonho é preciso.

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* Texto enviado por Luiz Domingos de Luna - Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra – Aurora, Ceará

Tom Zé estará em Juazeiro no dia 11 de Novembro


SHOW DE TOM ZÉ NO CARIRI


Após muito suspense foi confirmado o show de abertura da Mostra SESC Cariri de Cultura 2011. Antônio José Santana Martins ou se preferir Tom zé. Esse baiano muito do sabido finalmente dará o ar de sua graça pela terrinha. Seu show será dia 11 de novembro em Juazeiro do Norte na abertura do evento, que contará também com a presença de outros artistas de peso como Marcelo Jeneci, Daniel Peixoto, Jefferson Gonçalves (Velho conhecido nosso), Dudé Casado e banda e Aquiles Sales e Bluiz Gonzaga.

Tudo isso de 11 a 17 de novembro no Crato, Juazeiro, Barabalha, Nova Olinda e Fortaleza. Na parte do teatro, a mostra contará com diversos espetáculos nacionais e internacionais, destaque para o americano 'Nation Beat' e o Italiano 'Kamfei', com duas apresentações cada. Outro espetáculo que promete nessa mostra é o contra-indicado para menores "Dois Perdidos numa noite suja" (SP) a peça encenada pela primeira vez em 1966 já tem duas adaptações par ao cinema. Fique esperto! No núcleo de artes visuais também teremos a participação, em sua segunda mostra, do ato intinerante do fotógrafo Rafael Villarouca, com sua proposta intitulada veias urbanas.

Mostra SESC chegando, e as espectativas e inquietações crescendo. É o Cariri vivenciando seu apogeu cultural e artístico, para encerrar em grande estilo o ano de 2011 que não deixou a desejar pela quantidade de oportunidades de entretenimento. Viva

local: PRAÇA PADRE CICERO
JUAZEIRO DO NORTE-CE
Fonte: Welson Mota - Via E-mail.


Resumo sobre a História do município do Crato - Parte 1/3 - Por: Ana Paula Monteiro - Especalizanda em História do Brasil/ URCA


NE - Recebemos um documento maravilhoso da historiadora Ana Paula Monteiro. Trata-se de um resumo sobre a história do município do Crato, muito bem fundamentada por um trabalho de pesquisa e extensa bibliografia, que publicaremos na terceira parte. Por enquanto, deliciemo-nos com a primeira parte desse resumo primoroso que a Ana Paula nos brinda:

“O Cariri foi alcançado pelos povoadores do chamado ciclo da civilização do couro. Vieram da Bahia, de Sergipe e Pernambuco pelo mesmo caminho palmilhado outrora pelos selvícolas na pré-história – O S. Francisco. Muitos alcançaram o riacho dos Porcos, daí se bifurcando para o Jaguaribe, ou penetrando nos terrenos férteis ao sopé do Araripe. Alguns chegaram pelo caminho do Pageú, de Pernambuco, ou do Riacho da Brígida, afluente do mais brasileiro dos rios. No lado pernambucano tínhamos povoação, fundada por capuchinhos, em 1705, tendo apenas a Serra do Araripe de permeio, a separá-la do lado de cá, no local onde se fundou a Missão do Miranda que, depois, quando vila, recebeu o nome de Crato”. (FILHO FIGUEIREDO, J de. História do Cariri – Volume I, pág. 18).

Falar sobre a história do município do Crato é mergulhar na história do Cariri Cearense. Crato no século XIX e meados do XX foi a vila e, posteriormente cidade mais importante nos vários aspectos, seja no social, no econômico ou no político do Sul do Ceará. O Cariri a principio habitado pelos denominados índios CARIRIS, os quais possivelmente vindos da região Amazônica fora pouco a pouco habitado por homens brancos oriundos primordialmente das capitanias vizinhas. Assim os índios Cariris foram levados a outras paragens distantes do Vale. Segundo Irineu Pinheiro:

“Por decisão do governador de Pernambuco, José Cesar de Meneses, foram os índios do Crato despojados em 1779, injustamente, das terras que lhes doaram, no ano de 1743, o capitão-mor Domingos Álvares de Matos e sua mulher dona Maria Ferreira da Silva, filha do capitão Antônio Mendes Lobato, morador de Penedo, Alagoas”. (PINHEIRO, Irineu. O Cariri. pág. 9).

No entanto, é fundamental ressaltarmos que a Vila Real do Crato se desenvolveu sobre o aldeamento do frei capuchinho, originário da Itália, Carlos Maria de Ferrara. Ao chegar às terras aonde viria a ser a cidade do Crato, frei Carlos encontrou muitos índios, sobretudo os denominados Cariris. Começou então o frade a catequizá-los e ergueu juntamente com os mesmos um templo dedicado a Virgem da Penha. Ao redor da igreja havia as habitações dos índios, o chamado aldeamento, o qual se localizava de início no chamado Quadro da Matriz e, na atualidade Praça da Sé. A título de esclarecimento é de fundamental relevância explicarmos a denominação de Missão do Miranda, para isso deixemos o memorialista José de Figueiredo Filho esclarecer:

“Nasceu, portanto, o Crato da Missão do Miranda, fundada primitivamente em local mais afastado que conserva ainda o nome de sítio Miranda, embora já envolvido quase totalmente pela cidade (Hoje bairro do Mirandão – grifo nosso). De onde lhe veio à denominação? Alguém já afirmou que procedesse de antigo cacique que foi batizado com âquele sobrenome. Isso seria impossível. O indígena, ou recebia ao ingressar no seio da igreja, nome próprio de santo, ou traduzia seu nome primitivo para o português, como sucedeu com o Diabo Grande,Camarão ou Algodão. Jamais lhe viria mudança para sobrenome e notadamente, mais pendido para o castelhano do que para o lusitano, como sucedia com MIRANDA. Até agora, diante dos fatos, podemos ligá-lo ao sesmeiro Gil de Miranda,que aparece nas primeiras datas do Cariri, embora a região pelos documentos, fôsse entregue primitivamente a Ariosa e aos Lobatos”. (FILHO FIGUEIREDO, J. de. História do Cariri – Volume I, pág. 33).

A principio a Missão do Miranda pertencia à freguesia do Icó, depois passou a pertencer à freguesia do Cariri Novo de Nossa Senhora da Luz (posteriormente São José dos Cariris Novos e, logo em seguida Missão Velha). A freguesia do Miranda foi criada em 1762 e em 1768 foi oficializado sua configuração territorial. Não obstante, com o declínio das vilas do Icó e de Aracati e, ascensão econômica de Fortaleza, tendo como fator de destaque a criação de estradas de ferro que dificultavam na época a principal economia das duas vilas citadas que eram feitas por carros de bois, Crato passou a ter prosperidade significativa em vários aspectos.

Era o Vale do Cariri de uma beleza exuberante! Desta maneira o encontraram os primeiros colonizadores, os quais migraram para essa povoação no intuito de criar gado, atividade posteriormente dividida com a agricultura, sobretudo, o cultivo de feijão, arroz, milho, mandioca e, tempos depois cana de açúcar. Tal foi o seu crescimento que se pensou por volta de 1839 em se criar a Província do Cariri Novo com sede em Crato. Assim escreveu Irineu Pinheiro:
“A ideia da criação de uma nova província na comarca do Crato é uma ideia antiga, já discutida no senado, e que hoje começa a reviver e a tomar algum vulto. Os habitantes daquele lugar, desejando ver realizado esse projeto de um dos seus patrícios, o Sr. Senador Alencar, acabam de criar o jornal O Araripe, destinado exclusivamente a sustentar essa causa justa, que nos propomos defender com os nossos fracos e pequenos recursos. Embora à primeira vista essas ideias de divisões de províncias pareçam questões de interesse local, é impossível contestar a vantagem que uma boa divisão administrativa resulta para o governo de um país, e sobretudo o acréscimo de rendas, o aumento da produção que traz criação de uma província que se acha em condições tão favoráveis como a que se projeta na comarca do Crato. Uma das cousas que mais receia o governo, quando se trata de criar uma nova província, é o aumento de despesas provenientes da sua organização administrativa, mas este temor não pode existir a respeito do Crato, cuja renda atual, junta à dos municípios que devem ser anexos, é superior à de muitas províncias já criadas”. (PINHEIRO, Irineu. O Cariri. pág. 30).

Contudo, segundo o naturalista Gadner no seu livro de viagem em 1838 era o Crato uma cidade pequena e assaz pobre, tendo cerca de um terço do tamanho do Icó. Inda assim lhe eram inferiores Missão Velha, Barbalha, Jardim e Santana. Fora também marcado pelas epidemias do cólera, da varíola e da bexiga, as quais disseminaram parcela expressiva da população, sendo validas pelos boticários, assim chamados os donos das boticas (farmácias), os quais faziam papel de médicos. Vale salientar que aos fins de tarde era as boticas locais de sociabilidade, onde se falava de tudo, sobretudo de política. No entanto, o seu crescimento e desenvolvimento econômico e cultural se deve sobremaneira a imigração de elementos de outras partes do Ceará e de algumas províncias vizinhas, os quais passaram a dar nova fisionomia ao Cariri, trazendo além de novos pensamentos, investimentos principalmente na agricultura e, de modo especial no cultivo da cana de açúcar e fabricação de rapadura, fatores que impulsionaram a economia.

Assim escreveu Della Cava:

“O açúcar e o engenho foram os principais responsáveis na formação da hierarquia social do Vale. No seu ápice, achavam-se os fazendeiros da cana que gozavam de indiscutível preeminência política e social, até o fim do século XIX. Muito abaixo deles, com a única exceção dos profissionais liberais intermediários, situava-se uma força de trabalho subserviente. Diferentemente, porém, da costa pernambucana, voltada para a exportação de açúcar, a força de trabalho do Vale não era constituída de escravos. Os braços da região empregados no campo eram nominalmente livres, sendo que, do ponto de vista racial, eram quase sempre mestiços e não de origem africana. Viviam, contudo, no limite mais baixo da subsistência e eram, de fato, permanentemente ligados à terra dos produtores de açúcar, como bem indica a palavra usada para esses trabalhadores, agregados.” (CAVA, Ralph Della. Milagre em Joaseiro. pág. 31,32).

A criação do Seminário São José, construído no local chamado na época Alto do Grangeiro, cujo terreno fora doado pelo cel. Antonio Luiz Alves Pequeno em 1861 e inaugurado em 1864 sob a direção do bispo D. Luís Antonio dos Santos e, aberto em 1875 trouxe benefícios excepcionais para a cidade no aspecto educacional. Além, da fundação de uma Casa de Caridade pelo padre Antonio Maria Ibiapina no ano de 1869 que amparou diversas órfãs e instrui-as nas letras.
Mas, não era só a economia e o comércio que prosperavam. No que tange as moradias estas passaram de simples choupanas a luxuosos casarões, entre os tantos erguidos tem-se os dos coronéis Antonio Luiz Alves Pequeno, Antonio Joaquim de Carvalho, Joaquim Gomes de Matos, padre João Marrocos Teles. Com isso modificaram-se os costumes naquele lugarejo. Veio então a iluminação pública em 1903, a luz elétrica em 1920, a construção do mercado público, a abertura de estradas carroçais, a inauguração de um telegrafo, a construção da estrada de ferro (Crato X Baturité) e, sua inauguração em 1926, entre tantas outras obras que demonstravam a opulência daquela importante cidade.

Ocorreram movimentos de expressão no Crato, tais como os de 1817, onde se buscava a emancipação política do Brasil, a qual só viria de fato em 1822. Participaram desse episódio da história do Crato, do Cariri vários membros da família Alencar, os quais foram perseguidos pelos chefes conservadores Pereira Filgueiras, Leandro Bezerra Monteiro e João Vitoriano Maciel. Os Alencares tinham ideais liberais graças à influência ou convivência com o clero, particularmente o a Igreja de Olinda e Recife. A partir de 1823/ 1824 os liberais representados primordialmente pela família Alencar passaram a desejar o fim da monarquia. Nesse período entraram em confronto com o cel. Joaquim Pinto Madeira, chefe legalista que lutava em favor do imperador D. Pedro, ou seja, queria restituir a ordem anterior, era totalmente avesso a república. No contexto social desses movimentos destaca-se José Martiniano de Alencar, Bárbara Pereira de Alencar, Tristão Gonçalves de Alencar Araripe, Vários padres, entre outros. Sobre a Revolução de 1817 J. de Figueiredo Filho destaca: “... Foi a ante-véspera da vitória de 1822 e a maior contribuição de sangue e heroísmo que o brasileiro deu, desde os primeiros albores da idéia de emancipação política, em terra de Santa Cruz. Também foi rebelião de amplitude maior,não circunscrita à única capitania ou província”. (FILHO FIGUEIREDO, J. de. História do Cariri – Volume II, pág. 62).

Fim da Parte 1/3 - Continua...

Ana Paula M. Martins
Graduada em História
Especalizanda em História do Brasil/ URCA



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