xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 03/03/2011 | Blog do Crato
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VÍDEO - CONVERSA FRANCA - O DESCASO NO CRATO - Dihelson Mendonça ( 30-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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03 março 2011

Coluna Armando Rafael



Saiu pela culatra
Acostumado a criticar de forma estabanada qualquer autoridade, o site Juanorte – leia-se “Jota” Alcides – um blog, feito a partir de Brasília, trata de forma desrespeitosa até as autoridades constituídas. O governador Cid Gomes, por exemplo, só é chamado de “governador neofascista”. Alienígena, “Jota” (que vive fora do Cariri há mais de quarenta anos) foi mais longe na sua insanidade de tentar ressuscitar um bairrismo superado. Ele debocha até de leis aprovadas na Assembleia Legislativa. A Região Metropolitana do Cariri só é chamada, no seu blog, de “Região Metropolitana de Juazeiro, ou “Metrojuá(sic). O tradicional nome da conurbação Crajubar só é grafado de “Juábc(sic). E por aí vai... Julgando-se o Rei da Cocada Preta, Jota Alcides fez graves e inverídicas acusações ao bispo de Crato, dom Fernando Panico. E deu com os burros n’água. Figura estimadíssima em todo o Cariri, dom Fernando vem recebendo dezenas de manifestações de solidariedade. Grande parte exatamente de Juazeiro do Norte. Foi o que se viu, se ouviu e se leu no decorrer desta semana, através das emissoras de televisão, rádio, jornais e blogs caririenses. Sem falar na visita de apoio que o bispo de Crato recebeu do Regional Nordeste 2 da CNBB. Será que desta vez "Jota" vai se dar conta da sua insignificância?

Vale tudo
A informação foi publicada na coluna de Inês Aparecida, no jornal O Povo: “O prefeito de Juazeiro do Norte, Manuel Santana, quer criar a TV Municipal”. Se o projeto virar realidade, “Dr.” Santana teria a chance de divulgar – na mídia televisiva – o seu Governo da Revolução Democrática (sic). E, de quebra, sonhar com sua candidatura a um segundo mandato no próximo ano...


Chove Chuva...
Nos últimos trinta anos a média de precipitação pluviométrica anual em Crato foi de 1.090 mm. No ano em que as chuvas atingem esse nível o inverno é considerado ótimo. Pois bem, somente nesta quadra invernosa já choveu exatos 926,08 mm em Crato. E ainda existe previsão de chuvas para os meses de março, abril e maio.

Conhecendo o Cariri
Na foto abaixo, a capela Recanto da Divina Misericórdia, construída em Missão Velha. Ela fica situada no final da Rua Padre Cícero, em frente a tradicional Indústria Linard. E por falar em Missão Velha, a Prefeitura daquele município fez parceria com a Secretaria das Cidades do Ceará para concluir o seu Plano Municipal de Saneamento Básico–PMSB. A partir de 2014, somente os municípios que possuírem PMSB terão acesso aos recursos do Governo Federal.


Breve reflexão
Dentre as ações planejadas para as comemorações do centenário de Juazeiro do Norte, uma delas – o do Projeto Cultural – atingirá seus objetivos. Graças ao esforço de Renato Casimiro, (foto ao lado) o dínamo que articulou com determinação e competência este projeto. Foi aprovada a edição de vinte livros sobre Juazeiro do Norte, num convênio entre o Banco do Nordeste e o Memorial Padre Cícero, gestado à época que Renato dirigiu aquela fundação. Tem mais: noutro convênio com a UFC foi garantida a publicação de um livro sobre Mestre Noza e a reedição da obra O Patriarca de Juazeiro, do Padre Azarias Sobreira. Com apoio da Fecomércio, Renato Casimiro coordenou a publicação do primeiro volume de Factos de Juazeiro, que trata da chamada Questão Religiosa, um trabalho baseado nos arquivos da Diocese de Crato. Agora a melhor notícia: Renato Casimiro viajou esta semana para São Paulo, a fim de entregar ao escritório Scarlazzari & Ass. o projeto de outro livro, este sobre a família Bezerra de Menezes, que será editado com patrocínio do BicBanco. Esta obra será entregue quando da fundação do Memorial da Família Bezerra de Menezes, prevista para o próximo dia 22 de julho, data do centenário de Juazeiro do Norte.


Longa Reflexão
As freiras Ana Teresa Guimarães e Annette Dumoulin (foto ao lado) se fixaram há mais de trinta anos em Juazeiro do Norte. Elas são hoje as maiores conhecedoras do fenômeno das Romarias do Padre Cícero. Em amplo e substancioso trabalho, destinado a subsidiar o 13º Encontro Nacional Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base-CEBS (que será realizado no Cariri em 2014), as irmãs finalizam o texto com uma profunda reflexão sobre o futuro das romarias. A conferir:
“Enquanto foi perseguida, a Romaria em Juazeiro foi uma das expressões mais ricas e singelas da cultura popular Nordestina. Fomos atraídas pelas suas expressões genuínas, pois o romeiro era o principal protagonista de suas expressões de Fé e de sua identidade. Hoje, a situação está mudando e vislumbramos uma encruzilhada, a nosso ver, delicada: A posição da Igreja Oficial mudou substancialmente em favor da Romaria e do Padre Cícero; os Governos projetam transformar o Cariri Novo numa atração turística; Juazeiro, que, até pouco tempo, era constituída de 80% de famílias romeiras atraídas pela Mãe das Dores e o Padre Cícero” acolhe agora pessoas motivadas por outras razões e sonhos “a-religiosos”: Faculdades, comércio, indústrias... Evolução “normal” e “favorável” para um Juazeiro que chega aos seus cem anos de independência e é a maior Cidade do interior do Ceará! Mas o desafio é grande: Como crescer de maneira sustentável sem invadir as “espacialidades místicas” dos romeiros, tão originais e preciosas? Como não manipular o tesouro cultural dessa “nação” em favor de um certo progresso que marginaliza os romeiros, ou que reduz a Romaria a uma atração turística? Como a Igreja vai “assumir” a Romaria, a devoção ao Padre Cícero, sem reduzir a riqueza do protagonismo do romeiro?”


Lorota republicana
Diz a sabedoria popular que nada melhor do que um dia atrás do outro e uma noite no meio. Verdade! O conhecido sociólogo Jessé Souza, acaba de lançar seu último livro, "Os Batalhadores Brasileiros". Neste, ele desmente a massiva propaganda divulgada no governo Lula, de que teria ocorrido a ascensão social de 30 milhões de brasileiros ao estágio de uma "nova classe média". Jessé Souza é claro: “A classe média é, na prática, uma das classes dominantes nas sociedades modernas (incluindo a brasileira) porque é constituída pelo acesso privilegiado a um recurso escasso de extrema importância: o capital cultural nas suas mais diversas formas. O que ocorreu no Brasil, segundo ele, foi simples ascensão social de 30 milhões de pessoas, chamadas provocativamente de "batalhadores". Infelizmente essas pessoas melhoraram a renda, mas não ascenderam ao capital cultural, nas suas mais diversas formas. Ou seja, no contingente desses “batalhadores” não existem advogados, engenheiros, médicos, administradores, economistas etc., o chamado capital cultural que caracteriza, em todo o mundo, a autêntica classe média...


Barbalha de Santo Antônio
Por decisão de dom Fernando Panico os alunos do Seminário Diocesano São José de Crato foram divididos em dois locais. Os quinze seminaristas do ano Propedêutico (início da preparação religiosa) estudam na cidade de Barbalha. Eles moram na casa paroquial, onde foram instaladas sala de estudos, biblioteca, capela e centro de computação ligado à Internet. No período da tarde assistem às aulas no Colégio Nossa Senhora de Fátima. E em meio a momentos de oração, sob a orientação do vigário paroquial, padre Aldizio Nunes, os seminaristas recebem a formação adequada com vistas ao sacerdócio.

Perguntar não ofende
Foi noticiado que Juazeiro do Norte poderá sediar um dos oito polos industriais da Zona Franca do semiárido, previstos para o Nordeste. O projeto já estaria na pauta no Congresso Nacional. Que mal pergunte: não seria mais produtivo constar a sede da Zona Franca como Região Metropolitana do Cariri? Sabe-se que para implantar uma Zona Franca exige-se a existência de linha férrea e esta fica em Missão Velha, que é a base da Ferrovia Transnordestina. Depois já existe nos limites dos municípios do Crajubar um distrito industrial, dispondo de amplos terrenos para novas fábricas, localizados em área privilegiada e dotados toda a infraestrutura. Não é hora de se colocar em prática a filosofia da Região Metropolitana do Cariri? Com a palavra o governo Cid Gomes.


Curtas
1 – Pense numa obra sem fim e que, a cada dia, consome mais verbas. O governador Cid Gomes anunciou que vai aplicar – nos próximos meses – R$ 9,1 milhões no Centro de Apoio aos Romeiros, iniciado no século passado em Juazeiro do Norte.

2 – Dom Fernando Panico estará na cidade de Francisco Beltrão, no Paraná, no próximo dia 25 de março onde atuará na sagração episcopal do novo bispo-auxiliar de Porto Alegre, dom Agenor Girardi. Este pertence à Congregação dos Missionários do Sagrado Coração de Jesus, sendo o terceiro bispo desta congregação no Brasil. O primeiro foi dom Ricardo Paglia, bispo de Pinheiro, Maranhão. O bispo de Crato foi o segundo.
3 – Já está funcionando o primeiro curso de mestrado do Campus Cariri da Universidade Federal do Ceará, localizado em Juazeiro do Norte. Trata-se do mestrado em Desenvolvimento Sustentável.
4 – Chegaram ao fim os trabalhos de restauração – feitos durante um ano – na Casa Mãe da Congregação das Filhas de Santa Teresa de Jesus, em Crato. Nota 10 ao projeto de restauro assinado pelo arquiteto Waldemar Arraes de Farias. Tudo feito com fidelidade arquitetônica. Destaque para o bom gosto na escolha das cores da fachada e do projeto paisagístico dos jardins, o interno e o externo.

Assaré em festa por seu poeta maior – Por Antônio Vicelmo, colaborador do Blog do Crato


(Matéria publicada no Diário do Nordeste, 03-03-2011)
Patativa do Assaré projetou para o mundo a realidade sertaneja, beleza simples do agricultor -- FOTO: DIVULGAÇÃO

Familiares do poeta cearense, na casa onde ele nasceu, localizada na Serra de Santana -- FOTO: ANTÔNIO VICELMO


Cego de um olho ainda na infância, Antônio Gonçalves da Silva transformou sua realidade em versos

Crato - Com uma programação que envolve exposições, Fórum de Cultura e Turismo, mesas redondas, lançamentos de livros e cordéis, shows musicais e apresentações de violeiros, estão sendo comemorados os 102 anos de nascimento do poeta Antônio Gonçalves da Silva, conhecido como Patativa do Assaré, que nasceu no dia 5 de março de 1909, na Serra de Santana, Município de Assaré, e morreu no dia 8 de julho de 2002.Para sábado, data do seu aniversário, estão programados alvorada festiva com a Banda de Música Manoel de Benta, Encontro de Poetas e Sanfoneiros Populares, Sarau "Cante Lá, Que Eu Canto Cá"; Volta Ciclística da Poesia Popular; programa de rádio especial sobre a data, missa e desfile de carnaval.
Sete anos depois de sua morte, a imagem do matuto pobre de voz arrastada, manco de uma perna, ainda está presente nas ruas de Assaré. Cada um dos conterrâneos tem uma história para contar sobre o poeta que projetou o nome de sua terra natal para este Brasil afora e até no exterior. Outros fazem questão de recitar um verso inédito do poeta. Dona Zenilda, a mais conhecida fabricante de linguiça da cidade, lembra um Patativa boêmio, que varava as madrugadas improvisando versos e bebendo cachaça.Na Serra de Santana, onde ele nasceu e viveu a maior parte de sua vida, seu nome é lembrado como "Senhorzinho", o homem trabalhador, pai de família exemplar, que criou a família no cabo da enxada.
A filha Inês, que escreveu a maioria dos seus poemas, tem uma verdadeira veneração pelo pai que deixou para a família o maior patrimônio que um herdeiro pode receber: a honestidade, a coerência, a humildade e a altivez. "Mesmo com estas qualidades, meu pai não baixava a cabeça diante dos poderosos", desabafa Inês.Para o reitor da Universidade Regional do Cariri (urca), Plácido Cidade Nuvens, que tirou Patativa do anonimato, com a publicação do livro "Cante Lá que Eu Canto Cá", ele, além de ter sido a maior expressão da cultura popular, foi também um poeta clássico, erudito que está na galeria dos maiores poetas do Brasil.Mesmo depois de morto, Patativa continua fascinando os intelectuais.
O escritor e pesquisador Gilmar de Carvalho, um dos mais autênticos divulgadores da cultura popular, lançou uma antologia onde consagra a riqueza criativa do poeta popular brasileiro, que rompeu as fronteiras nacionais e chegou à prestigiosa Universidade de Sorbonne, na França.Gilmar, que teve o privilégio de conviver com Patativa e gozar de sua confiança e intimidade, descreve o amigo como uma "máquina de fazer poemas. Cego de um olho ainda na infância, a pena de Patativa não foi destinada à escrita, como a de outros grandes poetas, e sim para o voo livre de quem tem a musicalidade na voz primordial da contação. Patativa tinha acessos de produção poética em que ele tremia todos os músculos da face, como se fosse uma máquina produzindo poemas, as veias do pescoço latejando".A descrição do intelectual cearense é perfeita.
Gilmar fala de cátedra, ou melhor, de cadeira, para usar uma linguagem sertaneja. Ele relembra as longas conversas, sentados nas cadeiras de couro, conhecidas como "cadeira do Bodocó", tomando água de jarra, em copos de alumínio, esmerilados com as cinzas do fogão a lenha da casa de taipa de Patativa, ou na calçada de cimento, de onde se avista a Serra do Quincuncá, fonte de inspiração do poeta."O que a gente conhece é um pouco do Patativa. Ele era uma fonte, não parava de fazer poesia, de improvisar, de brincar", relembra Gilmar.

ANTÔNIO VICELMO

Repórter do Jornal Diário do Nordeste
Colaborador do Blog do Crato e Chapada do Araripe OnLine

A Guerra do Paraguai: a verdade dos fatos -- por Armando Lopes Rafael

A partir da década 70 virou coqueluche, nas universidades públicas brasileiras, a divulgação de “novas interpretações” para a Guerra do Paraguai, o mais longo e sangrento conflito ocorrido na América do Sul.
Boa parte dos professores de história daquela época, passou a adotar como verdade inquestionável o livro Genocídio Americano, a Guerra do Paraguai, de Júlio José Chiavenatto. Nele, consta que o imperialismo inglês manipulou o Brasil, a Argentina e o Uruguai, integrantes da Tríplice Aliança contra o ditador paraguaio Francisco Solano Lopez.
Maus brasileiros continuam – ainda nos dias de hoje – afirmando ter sido Dom Pedro II o causador desse “genocídio”, sendo o imperador brasileiro o culpado pela morte de Solano Lopez.
Em novembro de 1994 ocorreu no Rio de Janeiro, na Biblioteca Nacional, o colóquio “Guerra do Paraguai–130 anos”, no qual o pesquisador inglês Leslie Bethell – da Universidade de Londres – provou que o quadro econômico do Paraguai, no século 19, nunca incomodou a então poderosa Inglaterra. Bethel demonstrou, também, que a decantada ajuda dos bancos ingleses à Tríplice aliança não passou de 15% dos gastos brasileiros com a guerra.
Já o falecido professor Alfredo Arraes Alencar, em interessante artigo, esclareceu:
“A causa remota da guerra (do Paraguai) foi e megalomania de Lopez. Foi o seu ambicioso intento de conquistar territórios, a fim de estender seu domínio até o estuário do (rio) Prata. Para isso preparou-se largamente, armando o exército, construindo navios e levantando inexpugnáveis fortificações.
Declarou Lopez ao escritor espanhol Bermejo: “Sou soldado e tenho de declarar guerra ao Brasil. Se deixei que meu pai firmasse a paz, foi porque eu queria a glória de mostrar às repúblicas vizinhas que basta o Paraguai para derrubar aquele colosso”.
A causa próxima foi o apresamento do “Marquês de Olinda”, episódio ao qual se seguiu a invasão de Mato Grosso pelos paraguaios. Ao Brasil só lhe restava, evidentemente, o repelir a afronta pelas armas.
Autor de numerosas atrocidades, o ditador Lopez esmerou-se em crueldade no “Morticínio de San Fernando”, em agosto de 1868, quando, já em fuga e vendo traidores por toda a parte, julgou-se alvo de uma conspiração e mandou fuzilar, impiedosamente, dois irmãos (Benigno e Venâncio), um cunhado (Badoya), o bispo de Assunção (Palácios) e quatro ministros (Berges, Bruguez, Allen e Barrios), além de numerosas outras pessoas.
Duas irmãs do ditador e sua própria mãe foram encontradas (pelos brasileiros) prisioneiras, debilitadas por maus tratos, a espera de serem entregues a tribunais militares, conforme testemunho do Visconde de Taunay. O embaixador americano em Assunção, Wasburn, indignado, retirou-se do Paraguai, declarando Lopez “inimigo da humanidade”. O verdadeiro genocida. (Cfe. “História do Brasil” do Pe. Galanti, edição de 1905, tomo IV, página 600).
E ainda há quem lamente a morte do “bondoso” ditador, lançando essa culpa sobre o “belicoso” e “sanguinário” Dom Pedro II.
A tanto chega a vilania dos detratores da Pátria!”
(Até aqui o esclarecedor artigo do professor Alfredo Arraes de Alencar)

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