xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 13/01/2011 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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13 janeiro 2011

2012 já chegou no Rio! - Por: Luiz Carlos Salatiel


O calendário Maia previa para 2012 o final dos tempos. Para a região serrana do estado do Rio de Janeiro 2012 já chegou. A tragédia nas cidades de Teresópolis, Petrópolis e Nova Friburgo causada pelas intensas chuvas e que provocaram inundações, soterramento de cidades inteiras, trazendo destruição e mortes é o tema principal dos noticiosos na TV e jornais de todo o país e do mundo. Não era pra menos. A natureza sábia está dando respostas ao homem que a destrata de muitas formas, seja com o desmatamento para loteamento de condomínio de luxo, com o desrespeito ao leito dos rios e suas margens estreitadas, com a impermeabilização do solo que impede o escoamento das águas das chuvas, com o entupimento dos canais pelo lixo produzido nas grandes cidades, ou queimadas irracionais da floresta para transformação de terras para o pasto de gado ou monoculturas, e por ai vão os absurdos. A tragédia se anunciava e era previsível. Cada vez com uma intensidade maior e com uma inestimável perda de vidas.

Hoje pela manhã, uma amiga me confidenciou que quase não dormiu preocupada com a possibilidade, remota mas real, de Crato um dia sofrer uma tragédial de igual tamanho, guardando as devidas proporções. Embora pareça exagerado o temor, nós corremos esse risco, sim. Porque temos também um rio – o Grangeiro (nosso esgoto!)- que passa por dentro da cidade e que está espremido num canal absurdamente mal planejado. As encostas do alto do Seminário não receberam ainda nenhum tratamento adequado que detenha uma provável queda das barreiras numa chuva mais intensa. Casas e mais casas estão sendo construidas cada vez mais próximas do paredão da Chapada do Araripe numa afronta descarada às leis ambientais. Então, minha querida amiga Glória, não só deve perder o sono mas, aconselho: que entre também na briga para que respeitemos a natureza e que a tratemos como a nossa Grande Mãe!

Nossos pêsames aos irmãos cariocas, paulistas, australianos,...

Versos inéditos de Patativa do Assaré - MEDO DA MORTE- Por: Antonio Morais


Dedicado ao poeta Claudio Sousa.

Certa vez, já com 91 anos de idade, Patativa foi perguntado se sentia medo da morte?

Ele respondeu galantemente com um verso novo, recém criado, demonstrando ser ainda um ótimo improvisador:

“Cachingando, cego e surdo

Sem ver e sem está ouvindo

Pra mim não é absurdo.

Vou meu caminho seguindo.

Nunca pensei em morrer

Quem morre cumpre um dever.

Quando chegar o meu fim

Eu sei que a terra me come,

Mas fica vivo o meu nome

Para os que gostam de mim”

Futebol - Com Amilton Silva - Crato Estréia em Casa com Empate


NE - Num oferecimento de Amilton Som - A maior loja de CDs e DVDs do Cariri




A torcida do Crato atendeu ao apelo da imprensa e compareceu em grande número ao Mirandão , na noite desta quarta feira (12), e saiu frustada com o empate entre a equipe cratense e o Ferroviário. Com os dois times mostrando desentrosamento, em virtude do pouco tempo de treinamento, o jogo deixou a desejar na parte técnica, e o resultado de 1 X 1, foi o mais justo. Depois de um primeiro tempo muito fraco, com poucas finalizações de ambas as equipes, no segundo tempo, os dois times voltaram mais determinados e proporcionaram um melhor espetáculo. O Ferroviário marcou o primeiro gol aos 25 minutos da etapa final, tento assinalado pelo atacante Rogério. Ao apagar das luzes o juiz assinala um pênalte a favor do azulão, o meia Djalma cobra sem defesa para o goleiro tricolor, aos 48 minutos do segundo tempo.

O Crato viaja à capital , e no próximo sábado enfrentará o Tiradentes pela segunda rodada do primeiro turno. Na outra partida realizada pelo cearense , o Fortaleza venceu de virada o Tiradentes, que volta à primeira divisão após um longo perídodo ausente, com o Placar de 2 X 1 , Leão do Pici assume a liderança provisoriamente do certame cearense. Bismarck e Régis marcaram para o Fortaleza. Ribinha assinalou o primeiro gol do Cearense aos 29 minutos do primeiro tempo. A rodada do cearense será completada nesta quinta feira (13) , com os seguinte jogos : Ceara X Limoeiro, Guarany (S) X Quixada, Horizonte X Guarani (J) e no Romeirão , em Juazeiro do Norte, o Icasa que volta a primeira divisão, recebe a visita do Itapipoca. Todas as partidas estão programadas para às 20:15 h. A diretoria do Verdão espera uma grande presença de torcedores , naquela praça de esportes.




Por: Amilton Silva - Editor de Esportes do Blog do Crato


A força maior do Universo - Por Emerson Monteiro


Das proposições, a mais pretensiosa, querer definir em palavras o indefinível. Descrever o indescritível. Gerar das equações um resultado impossível de números inexistentes. Isso, de contar o que representa o sentimento mais elevado, a essência de tudo. Dizer o que significa o Amor em linguagem humana, tarefa das impossíveis, admissíveis, no entanto, à medida do furor das intenções.

A paixão consciente, isto seria o amor. A força maior do Universo, isto que aciona todos os movimentos que houver num dia e haverá no outro, nas curvas tortuosas dos sempres inextinguíveis. A luz de todos os nascentes, visão de todos os olhos existentes e inimagináveis. A unidade primeira das quantidades, avaliável ao Infinito das saturações. Voz de todas as falas, destino de todos os caminhos, próximos ou distantes, em qualquer território, no campo das probabilidades.
Quando nasce um filho, traz consigo a tônica do Verbo Divino, razão principal das existências, desde o fator original dos espécimes primeiros à partição milenária das multiplicações, em menor ou maiores quantidade. O Tudo e o Nada, em iguais proporções. A Força e o Poder, nas consequências inatingíveis de visões e sonhos. Maravilha das maravilhas, prazer fugidio nas seduções, linguagem dos becos e religião das religiões.
Amor, palavra e energia, concentração de pensamento, feixe de raios convergentes numa única direção e nelas todas, direções livres e sentido absoluto das linhas e dos pontos em batimento cardíaco permanente. Algo notável, ainda, porém, quimera de tantos e muitos. Valor infinitesimal. Volume descomunal. Transformação de água em vinho, chumbo em ouro, dos alquimistas e navegadores de substâncias sagradas. Cálice sagrado, pedra filosofal, fortaleza indevassável, vitória em batalhas siderais, vetor de mobilizações sociais, bandeira de palácios em festa, condição numeral dos pitagóricos; o drama e a solução dos conflitos, nexo das histórias misteriosas, linha melódica de danças e sinfonias, fusão de corpos e junção das luminosidades, em galáxias e superfícies, projetos e planos das populações espalhadas entre o oásis e as caravanas, busca desesperada dos tesouros e prospecção de minerais raros.

Instinto de procura e encontro, o amor fala nas ficções e canta nos poetas, conduz romancistas pelas sendas da civilização. Música das esferas, sabor dos elementos, quantia das moedas deste mundo. Razão principal das tradições, o amor dos animais e insetos vem nas flores e nos passarinhos, pigmento das cores oferecidas pela luz ao vigor das águas nos caudais das quedas livres; nos sóis, nas luas, nos ventos, raios e trovoadas, tempo máximo e pulsação da Eternidade.
Som nos naipes e nas elevações; o fervor das orações. O poder superior das preces silenciosas, senso e fé dos desejos virtuosos dos trabalhadores do Bem. O amor, a fala contundente dos corações enamorados. Amor, solidão dos mosteiros e conventos, vida, resistência e renúncia; emoção das emoções, estação final e princípio de jornadas espaciais; alegria das borboletas em nuvens, nas estradas desertas; trilho e meta dos viajores perdidos, jogados aos mares tempestuosos, saudades e abraços de boas vindas; perfume das rosas e tela dos gênios pintores; e sorriso aberto das crianças felizes. A volta ao recomeço... O amor, das proposições, a mais pretensiosa, querer definir em palavras o indefinível. Descrever o indescritível.

Por: Emerson Monteiro

A vocação do lagartixa – Por Carlos Eduardo Esmeraldo


Em 1954, a energia elétrica da cidade do Crato era obtida de forma precária, de uma pequena hidrelétrica nas nascentes do Rio Batateiras. A tensão era de 220 volts, mas nunca atingia esse nível, de modo que não podíamos ligar geladeiras e outros motores. Eu estava cursando o primeiro ano do curso primário, no Grupo Escolar Alexandre Arraes, tendo sido aluno da primeira turma que inaugurou aquele estabelecimento de ensino. Certo dia, uma lagartixa caiu dentro da jarra na qual todos os alunos bebiam de sua água. A diretora proibiu que brincássemos no recreio daquele dia, para que não sentíssemos sede, pois não poderíamos beber água. Fui ver o tal pote e a lagartixa, que era enorme, estava nadando com o rabinho para cima. Nos matos do Sítio São José, eu tinha experiência de sobra para lidar com lagartixas. Querendo me exibir, peguei a bichinha pelo rabo e sai ameaçando os demais colegas, numa algazarra total. Orlando da Bicuda gritou: “– Pega a lagartixa, minha gente!” –“Lagartixa!” – Responderam todos, em coro. A esta altura já tinha atirado a lagartixa em alguém. De repente surgiu um precoce compositor com uma musiquinha: – “Lagartixa come gente, oxente, oxente!” – Cantavam todos em uníssono.

A lagartixa tinha ido embora e aquela gritaria só podia ser comigo mesmo. Fiquei fulo de raiva e passei a reagir de modo um tanto quanto atabalhoado, correndo atrás de um e de outro, dando chutes e murros ao vento, xingando e ameaçando brigar. Foi o suficiente para que o apelido me caísse como uma luva. Imediatamente, ganhou as ruas da cidade, como fogo em palha de canavial. Moleques de rua, com quem não tinha a menor intimidade, gritavam pelo meu apelido. Depois surgiram várias pichações nos muros da cidade com o versinho de lagartixa come a gente, oxente, oxente. Sentia-me como um louco acossado pela turba. E reagia e brigava e o apelido crescia na mesma proporção da minha revolta. Por causa disso, duas cabeças foram furadas.

A primeira cabeça a sangrar foi a de Orlando da Bicuda. Era assim chamado, porque seu pai, Cícero Moura Rozendo era apelidado de Cícero Beija Flor. Ele possuía uma mercearia que tinha o nome de Mercearia Beija Flor. Não sei quem veio antes, se o apelido ou a mercearia. Orlando era um dos meus melhores amigos. Sentávamos no mesmo banco da escola. Ele me ensinou o ofício de coroinha na capela do Colégio Santa Tereza e juntos íamos ajudar o padre Gonçalo na Bênção do Santíssimo, todas as noites. Mas não premeditei furar sua cabeça. Aconteceu de forma espontânea. Foi durante um passeio com os alunos da minha turma e algumas professoras, colegas da nossa, a um sítio no sopé da Serra do Araripe. Estávamos nas margens de uma pequena levada e ele atirava uns pedriscos em mim e dizia: –“Pega essa lagartixa. Reagi mandando uma taboa de caixote que foi certeira em sua cabeça.

A segunda cabeça a rolar foi a de César Alencar, uns três anos depois, já aluno do Colégio Diocesano. Certo dia, durante o recreio, estávamos jogando futebol e uma turma, que não tinha conseguido entrar no time, começou a atirar uns cacos de telhas dentro da quadra. César estava no meio dessa turma. Entrou no campo e aproximando-se de mim, tirou uma dedada dizendo: “– Cai fora, lagartixa!”
Confesso que não tive raiva e para amedrontá-lo, peguei um caco de telha e atirei para o alto, numa direção bem acima de onde César se encontrava. O caco de telha saiu voando e girando em torno de si mesmo, descrevendo uma parábola perfeita. Acontece que César correu na mesma direção. Quando ia se aproximando do final do pátio, cerca de uns sessenta metros de distância, coincidiu que o bólido, que voava em seu percurso predeterminado, ia descendo velozmente, encontrando na linha de sua trajetória a parte posterior da cabeça de César. Houve a queda brusca de seu corpo e ao levantar-se, notei a blusa de sua farda, toda avermelhada. Ao lado dele, o temível diretor, Monsenhor Montenegro a me perguntar: “– Zezinho, você é louco? Na minha terra quem atira pedra é louco!”

Para me livrar do apelido, pedi ao meu pai para acompanhar o meu primo José Esmeraldo Gonçalves, a quem seus pais resolveram mandar estudar no Seminário, mesmo sabendo que daquele estofo não poderia sair nenhum padre.

No seminário, pensava estar livre do apelido e até já me acostumara com o uso da batina em tempo integral. Mas foi somente até a Semana Santa. Todos nós seminaristas deveríamos acompanhar a procissão. Quando o cortejo seguia pela Rua Senador Pompeu, avistei de longe um grupo de ex-colegas e conhecidos, Gérson Moreira liderando a turma, Orlando da Bicuda entre eles, todos amontoados em torno de uma janela alta para poder melhor assistir à passagem da procissão do Senhor Morto. Virei meu rosto para o lado oposto, para que ninguém me visse. Em vão. Quebrando o silêncio, ouviu-se a voz inconfundível de Gerson Moreira gritando: “– Ó lagartixa de batina, minha gente!” –“Lagartixa!” – Gritaram os demais.

Disfarcei firme, sem olhar pra eles, fiz de conta que não era comigo. Rezava para que os demais seminaristas não percebessem que eu era o lagartixa. Ao chegarmos ao seminário, tão logo o padre diretor de disciplina disse “Benedicamus domino”! Cuja resposta que deveria ser: “Deo gratias”, daquela vez foi substituído pelo coro:
“Lagartiiiiiiiiixa!”

Condensado do livro “Histórias que vi, ouvi e contei” de Carlos Eduardo Esmeraldo, Premius Editora, Fortaleza – CE, 2005

Funcionário público envia livros para comunidades carentes do Nordeste - Leilane Menezes

(MATÉRIA PUBLICADA NO CORREIO BRAZILIENSE, EDIÇÃO DE 11.01.11)

Por iniciativa própria e sem qualquer subsídio, multiplicador de conhecimento ajuda a ampliar os horizontes de muita gente.

Quando o caminhão abastecido de livros entra na cidade, é como se um oásis se abrisse em meio ao calor e à secura evidentes na paisagem. Ali, as pessoas têm sede de conhecimento. A cena se repete em cada uma das localidades do Nordeste para as quais o funcionário público Elmano Rodrigues Pinheiro, 61 anos, envia os presentes. Há 15 anos, ele recolhe doações de livros em Brasília, para mandá-los a quem não tem acesso a essa riqueza. Todo ano, são pelo menos 50 mil unidades. Para pagar os fretes, Elmano já vendeu até um apartamento no Rio de Janeiro e um carro. A única recompensa é ver gente simples se deliciando com os livros. Ele começou fazendo doações a bibliotecas já montadas e, recentemente, tomou a iniciativa de construir novos espaços.

Elmano é um multiplicador de conhecimento. Entrar na casa dele, no Park Way, é como estar em uma grande biblioteca. Os exemplares acumulados ali, porém, não são de sua propriedade. Serão doados em breve para a inauguração de espaços destinados à leitura. As cinco toneladas de livros seguirão de carreta até o Ceará, em dois meses. Vieram de doações, especialmente da Fundação Assis Chateaubriand, vinculada aos Diários Associados.

O doador de livros nasceu em Farias Brito, na região do Crato, Cariri cearense. Em casa, ao lado de sete irmãos e dos pais, descobriu o prazer da leitura. Seus pais eram responsáveis pela única biblioteca (que era privada) da cidade. Em 1958, o pai de Elmano, o candidato a prefeito Enoch Rodrigues, morreu assassinado em uma disputa pelo comando político da região. A mãe, Maria, mesmo passando a enfrentar dificuldades, não deixou de lado a educação dos filhos. Montou uma pequena escola para dar aula a crianças de famílias carentes. “Esse valor que eles davam à educação me marcou muito”, lembra Elmano.

O funcionário público mudou-se para Brasília há mais de 30 anos e, desde então, trabalha na Editora da Universidade de Brasília (UnB). Ali, o publicitário de formação teve contato com uma grande quantidade de títulos, nem sempre bem aproveitados por aqui. “Eu via todos aqueles livros e lembrava que na minha cidade não tinha nem sequer uma biblioteca. Daí nasceu a ideia de mandar as publicações para lá, para incentivar o gosto pela leitura. Pensei nos meus. A gente roda o mundo todo, mas o coração fica preso.”

Aos poucos, no boca a boca, o funcionário público ficou conhecido pelas arrecadações de exemplares. Amigos, colegas e desconhecidos, sempre que precisavam se desfazer de suas bibliotecas particulares, procuravam Elmano, certos de que os livros teriam um bom destino. “Com as moradias cada vez menores e as pessoas cada vez mais presas ao computador, muita gente quer se desfazer de bibliotecas inteiras”, observa.

Padarias

Na Casa do Ceará, em Brasília, Elmano descobriu o termo “padarias espirituais”. O nome surgiu em um movimento modernista, no fim do século 19. Naquela época, o romancista e poeta cearense Antonio Sales e outros intelectuais investiram na popularização da produção cultural voltada para a literatura. “Isso me inspirou. Resolvi chamar as bibliotecas de padarias espirituais, porque é lá que as pessoas encontram o alimento do espírito”, explica.

A intenção é construir 100 bibliotecas comunitárias no Ceará. Boa parte delas já está de pé. “Com essa carreta que vamos enviar, no máximo em dois meses, atingiremos a meta das 20 bibliotecas, só em Juazeiro (CE). Então, será o momento de partir para outros estados do Nordeste e fora de lá também”, empolgado.

Com a divulgação de seu trabalho, Elmano recebe ligações de prefeitos e de várias outras pessoas interessadas em levar livros para as cidades. “Eles dão um jeito de pagar o frete e eu me comprometo a conseguir milhares de livros. A parceria funciona assim. Eu também corro atrás de apoio de deputados, de ministérios, para conseguir enviar o material.”

Independente
O multiplicador tem ajuda de várias editoras e da Câmara dos Deputados, mas não recebe nenhuma verba do governo para fazer o trabalho. E nem pretende requisitar esse tipo de incentivo: “Não quis registrar minha fundação. Administrar dinheiro público pode desvirtuar o objetivo”. Elmano sabe da importância de atitudes como a sua, para democratizar a cultura e o conhecimento no nosso país. “Se não existir iniciativa privada, a coisa não anda. Esperar pelo governo não dá, porque muitas vezes quem comanda não está interessado em promover educação, não quer que as pessoas entendam seus direitos”, avalia.

Ao lado da mulher, Alcimena Vieira Botelho, ele faz a triagem no material recebido. Entre os títulos, vão livros técnicos, literatura, apostilas para concursos públicos e muito mais. “É um mundo de conhecimento que chega até lá.” Elmano já perdeu a conta de quantas toneladas de livros mandou para fora do DF. Além do Nordeste, a Amazônia, o estado de Tocantins e outras regiões já foram beneficiados. Com isso, ele quer dar condições às pessoas para que elas pensem. “Quando leem, elas começam a criar, a saber do que são capazes, a identificar o que está errado na sociedade e a querer mudanças. Mais do que livros, estamos doando condições”, acredita.

As primeiras bibliotecas foram construídas em Juazeiro, no bairro de João Cabral, um dos mais pobres da região. “Tenho uma grande preocupação com o envolvimento dos jovens com as drogas, em especial o crack. Acredito que o acesso à leitura, à cultura, pode ajudar muito a desviá-los desse caminho.” Farias Brito, a terra natal, também não ficou de fora. “O livro é vivo, presente. Antes, chegava com muita dificuldade. Agora isso começa a mudar”, orgulha-se.

A ideia de Elmano inspirou mais gente. Muitos quiseram juntar-se a ele. Aos poucos, começam a surgir diversos pontos de leitura em regiões carentes do Nordeste. “Meu povo tem uma cultura vasta, são muitas manifestações, como o cordel. Essa riqueza não pode ser esquecida. A imagem do nordestino que está sempre de mão estendida, pedindo, tem de mudar. Quem tem cidadania consegue tudo.” Exemplo perfeito da riqueza, da força que vem do Nordeste, Elmano não desanima em sua caminhada. Enquanto tiver vida, vai contagiar mais e mais gente com sua paixão.

QUER AJUDAR?// Quem tiver livros para doar pode entrar em contato com Elmano: 9983-3472.

Esquerdistas fazem doações que custam caro — para você, não para eles - Postado por André Pinheiro


A única evidência que temos de que os políticos esquerdistas amam os pobres é que eles sistematicamente apoiam políticas que criarão mais pobres.

Os esquerdistas nunca se cansam de discutir sua própria generosidade, particularmente quando exigem que o governo tome à força o dinheiro que você ganha com tanto suor para financiar preguiçosos funcionários governamentais supervisionando contraprodutivos programas governamentais. Eles parecem ter substituído "Deus" por "governo" em frases bíblicas como "Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento." (Mateus 22:37 ACF). Nesta semana, vamos dar uma olhada nas doações de caridade feitas pelos que se julgam campeões dos pobres.

Em 2009, Obama e sua esposa deram 5,9 por cento de sua renda para instituições de caridade, praticamente a mesma quantia que eles deram em 2006 e 2007. Nos oito anos antes de se tornar presidente, Obama deu uma média de 3,5 por cento de sua renda para instituições de caridade, elevando para 6,5 por cento em 2008. As doações de caridade de Obama e sua esposa são igualmente divididas entre "esperança" e "mudança". George W. Bush dava, em contribuições de caridade, mais de 10 por cento de sua renda anualmente quando era presidente, e mesmo antes de se tornar presidente. Portanto, em 2005, Obama deu a mesma quantia de dólares para instituições de caridade quanto o presidente George Bush deu. A diferença é que Obama ganhava um salário anual de 1 milhão e 700 mil dólares, muito mais que o dobro do salário anual de $735.180 do presidente Bush. De novo em 2006, Bush doou mais para instituições de caridade do que Obama com uma renda um terço menor do que a de Obama.

Na década antes de Joe Biden se tornar vice-presidente, Biden e sua esposa doaram um total - durante 10 anos inteiros combinados - de 3.690 dólares para instituições de caridade, ou 0,2 por cento de sua renda. Eles deram numa década o que a maioria dos americanos em sua faixa de imposto de renda dá em média durante um ano, ou cerca de uma fileira de cabelos transplantados. É claro que até mesmo nos anos mais mesquinhos de Biden ele deu mais para instituições de caridade do que o senador [esquerdista] John Kerry deu em 1995, o que foi absolutamente nada. Contudo, nesse ano Kerry gastou meio milhão de dólares numa pintura holandesa do século XVII, conforme informa Peter Schweizer em seu livro de 2008 "Makers and Takers" (tradução livre: Os que produzem e os que tomam).

Para ser justa, 1995 foi um ano em que as doações de caridade de Kerry estavam baixas. No ano anterior, ele havia dado $2.039 para instituições de caridade, e no ano antes ele deu uma quantia inacreditavelmente baixa de $175. Ele também jogou uma nota de 5 dólares no balde do Exército de Salvação e quase que não pediu o troco. Em 1998, Al Gore deu $353 para instituições de caridade - o lucro aproximado do trabalho de um dia numa barraca de venda de limonada em sua vizinhança. Essa quantia foi 10 por cento da média nacional para doações caritativas feitas por pessoas que ganham na faixa de $100.000 a $200.000 por ano. Gore estava no topo desse nível econômico, com uma renda anual de $197.729.

Quando o senador [esquerdista] Ted Kennedy anunciou sua declaração de renda a fim de concorrer para presidente na década de 1970, os registros mostraram que Kennedy mal deu 1 por cento de sua renda para instituições de caridade - ou, como diz Schweizer, "cerca da mesma quantia que ele afirmou que gastou no seu iate de 15m". ([Apesar do fato de que Kennedy vivia se embriagando em bares], gorjetas para garçons e garçonetes não são consideradas doações de caridade.)

Os membros comuns do (esquerdista) Partido Democrata doam para instituições de caridade tanto quanto seus líderes de partido. Com a mesma renda, uma mãe solteira que recebe assistência social do governo tem uma probabilidade sete vezes menor de fazer doações para instituições de caridade do que uma família pobre que trabalha e frequenta cultos cristãos.

Em 2006 e 2007, John McCain, que faz sua declaração de renda separadamente de sua esposa rica, deu 27,3 por cento e 28,6 por cento de sua renda para instituições de caridade. Em 2005, o vice-presidente [conservador] Cheney deu 77 por cento de sua renda para instituições de caridade. Ele também deu um tiro na cara de um advogado, o que considero que deveria valer como algo positivo. Num só ano, informa Schweizer, Rush Limbaugh "deu 109.716 dólares para 'vários indivíduos em necessidade de assistência, principalmente devido a enfermidades na família', 52.898 dólares para organizações que prestam assistência médica para crianças, inclusive 'vários programas para beneficiar famílias em necessidade', 35.100 dólares para uma 'instituição para pacientes de Alzheimer de famílias necessitadas' e 40.951 para unidades de ar condicionado e aquecedores entregues para tropas americanas no Iraque".

(Rush também certa vez deu 50 dólares para Maxine Waters depois de achar, por engano, que ela era uma sem-teto.) O único jeito de conseguir fazer com que um esquerdista abra o próprio bolso é realizar para ele paradas, permitindo que ele se gabe de seus próprios atos de caridade em revistas e na TV.

Não é sobre isso que Jesus instruiu no Sermão do Monte?

"Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas... Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita; Para que a tua esmola seja dada em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, ele mesmo te recompensará publicamente." (Mateus 6:2-4 ACF)

Em minha Bíblia, essa passagem vem com uma ilustração de Bill Gates e Warren Buffett. Pelo menos os hipócritas na Bíblia e também Bill Gates e Warren Buffett, que incessantemente se gabam de seus atos de caridade, realmente soltam sua grana. Os políticos esquerdistas cacarejam quanto amor eles têm pelos pobres exigindo que cidadãos excessivamente sobrecarregados de impostos financiem esquemas governamentais de redistribuição de renda, mas eles mesmos nunca abrem os próprios bolsos. A única evidência que temos de que os políticos esquerdistas amam os pobres é que eles sistematicamente apoiam políticas que criarão mais pobres.

Extraído do site www.midiasemmascara.org
Texto original em inglês de Ann Coulter
Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com
Fonte: WND

Campeonato Cearense:Crato...Um Empate Com Sabor de Derrota-Por Wilson Bernardo.


CRATO 1x1 FERROVIÁRIO

Começou o campeonato cearense de futebol. O Crato teve uma discreta estreia,em que prevaleceu o jogo truncado e sem muitas emoções.Jogando em casa,o Crato se escondeu no chamado jogo do nervosismo da estreia,o meio de campo sem muita articulação e o sistema defensivo recuado,propiciou ao Ferrim,ter um certo domínio do jogo,encurralando o Crato em seu própio campo,o que para o Ferrim o empate não foi grande coisa.O Crato tem que assumir a postura de time grande se quiser chegar no fim da reta, ainda na primeira divisão.

O Crato na foto oficial,e na postura do hino do município

A estreia teve um sabor de derrota

Como sempre o torcedor cratense lota o Mirandão,e dar um Show
Em campo a postura foi outra nada de Show mas desespero pela bola

O defensor cratense teve seria lesão nos ligamentos do tendão e foi substituído

Wilson Bernardo (Texto & Fotografia)

CRATO - Notícias do dia 13 de Janeiro de 2011


Crato elabora estratégia para melhor combater a dengue

Uma estratégia diferente de combate da dengue está sendo iniciada em Crato. O Plano de Controle de Imóveis Reincidentes está sendo iniciado com o trabalho de quatro agentes, que estão visitando as casas onde foram detectados focos do mosquito, repetidas vezes. De acordo com o coordenador do setor de Endemias, Marco Aurélio Monteiro, este ano foi encaminhado apenas um caso para exame. Ele diz que as atenções estão redobradas por conta dos riscos, mas as próprias comunidades onde há reincidência de casos nos domicílios serão informadas dos riscos e também será incentivada a agir, no sentido de auxiliar no combate, por meio de um trabalho educativo. “Essa é uma estratégia especial, já que fizemos durante o ano um levantamento dessas residências”, explica. O município fechou, até o dia 23 de dezembro, com índice geral de infestação de 1,41 por cento. O maior número de casas reincidentes se encontra nos bairros Gisélia Pinheiro, São Miguel e no Seminário. O coordenador afirma que serão convidados a atuar de forma conjunta, além dos moradores, igrejas, associações, e a própria comunidade, no sentido de fiscalizar esses locais. O município é considerado de alto risco de infestação. O ano de 2010 fechou com 1445 casos, de 1793 notificados. Sem registro de óbitos.

Secretaria de Saúde do Crato oferece apoio e transporte para pacientes que necessitam de tratamento

O Secretário de Saúde do Município do Crato, Cícero França, atencioso para com todos os cratenses que precisam do transporte para realizarem tratamento de saúde fora da cidade comunica que a partir dessa semana o microônibus que leva os pacientes até Fortaleza estará funcionando nas quartas-feiras e nos domingos. Mais informações sobre horários ou qualquer duvida é só ligar para os telefones: 3523 3823/ 3521 9401. A Prefeitura do Crato objetiva melhorar cada vez mais o atendimento a saúde para toda a comunidade do Crato, uma das prioridades do Governo de Samuel Araripe.

Sede do Previcrato será inaugurada na próxima semana

Será inaugurada, na próxima semana, em Crato, a sede do Instituto de Previdência dos Servidores do Município do Crato (PREVICRATO). O órgão vai tender a todos os servidores do Crato, efetivados pela administração. Segundo o presidente do Instituto, Jesus Rogério de Holanda, o objetivo do Previcrato é trazer maior tranqüilidade para os servidores do Crato, no sentido de facilitar a vida do funcionalismo, minimizando a burocracia, sem dificultar os rendimentos no futuro. Já na previdência própria, conforme o presidente, não há esse fator previdenciário. O atendimento é imediato e não precisa esperar 30 ou 40 dias para um auxílio de doença ou um salário maternidade. As pessoas são atendidas na hora e rapidamente é processado o serviço.

Os servidores já estão cadastrados automaticamente na prefeitura e será efetuada uma importação do banco de dados desses servidores para o Previcrato. Na necessidade de recadastramento, será solicitada a presença do servidor. Segundo Jesus Holanda, serão atendidos cerca de 1300 servidores concursados. Esse serviço é pioneiro, segundo o presidente do Previcrato. Ele admite que a implantação desse serviço é uma ação de grande coragem do gestor. “Normalmente, quem inicia toma uma decisão difícil. Também é o que sofre mais. Os que vierem pegam o banco andando, mas temos que elogiar o doutor Samuel Araripe em trazer para o Crato uma maior tranqüilidade para o funcionalismo, da maior transparência, naquilo que vai ser o patrimônio do servidor, que é o regime próprio de previdência.

Foram realizadas audiências com os servidores para explicar o processo. O presidente admite a segurança com o projeto, atualmente com controles internos. Hoje tem o Ministério Público, o próprio Ministério da Previdência Social, a Receita Federal, e a OAB que controlam os procedimentos da previdência própria. “Nenhum gestor tem condições de tirar recursos da Previdência Social para qualquer outra coisa”, admite. Existe um controle e logo que o dinheiro entra na conta do Instituto, os órgãos controladores já tomam conhecimento. É um sistema on line e hoje não há a mínima possibilidade de desvio.

O Instituto é um fundo inserido dentro da administração, mas totalmente independente, por ter contabilidade própria, autonomia, não há ingerência do prefeito e da administração dentro, mas uma parceria, já que há uma cota patronal para formar a poupança previdenciária. De acordo com Jesus Holanda, em breve o Previcrato poderá se transformar numa autarquia, que é uma forma mais assegurada para o servidor. Uma equipe de atendimento já está capacitada para maiores esclarecimentos aos servidores. Informações Previcrato. Mais informações pelo telefone (88) 8836.6970.

Prefeito Samuel Araripe promove mudanças na administração

O prefeito do Crato, Samuel Araripe, decidiu, por meio de decreto, descentralizar algumas atribuições da administração do município, com a necessidade de agilizar a efetivação das contratações e remanejamento de pessoal. O trabalho será de atribuição da Secretaria de Planejamento e Administração. De acordo com o documento, o provimento e a vacância de cargos, funções e empregos municipais ficam a cargo do Secretário de Planejamento e Administração. Além disso, inclui a lotação e relotação de servidor, que deverão ocorrer por meio de ato da Secretaria.

De acordo com o decreto, a abertura de sindicância e processos administrativos, aplicação de penalidade e demais atos individuais de efeitos internos, deverão ser iniciados por meio de portaria da secretaria, além da homologação desses processos. A decisão diz respeito ao setor, por conta da proximidade do secretário da pasta com os procedimentos do setor pessoal. Ano passado, foi concluído por meio da Secretaria de Administração, o recadastramento do funcionalismo municipal, atualizando procedimentos relacionados à vida do servidor.

Crato deverá criar Gabinete de Gestão Integrada Municipal

A Prefeitura Municipal do Crato está discutindo a elaboração de um plano de criação do Gabinete de Gestão Integrada Municipal. A reunião com os integrantes da Guarda Municipal, Departamento Municipal de Trânsito (Demutran), Ronda do Quarteirão, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, órgãos que atuarão em parceria, foi realizada na última semana, na sede da Prefeitura. O secretário de Planejamento e Administração, Christiano Siebra, afirma que esse trabalho tem como meta o fortalecimento da segurança no município, por meio de uma ação integrada das forças de segurança. A meta é desenvolver uma segurança de qualidade, inclusive na área patrimonial, e da cidadania, com qualificação de pessoal.



Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal do Crato
www.crato.ce.gov.br
http://www.prefeituramunicipaldocrato.blogspot.com

MUDANÇAS NO BLOG DO CRATO - Por: Dihelson Mendonça


Bom Dia, Pessoal!


Peço que todos os escritores leiam essa postagem:

Seguindo com as mudanças no Blog do Crato, é sabido que todos os Blogs passam por um momento difícil, porque o Google, que gerencia os sistemas, limitou desde março de 2010 a quantidade de postagens que pode existir na página principal. No Blog do Crato, no máximo podemos manter entre 14 a 24, dependendo do tamanho das postagens. Após isso, elas passam para a segunda e terceira páginas. Em razão dessa determinação, eu tenho exercido cada vez mais meu papel de administrador e editor em subir as postagens importantes para próximo do topo, fazendo com que algumas outras desçam automaticamente, e isso vai se intensificar.

Cada vez mais, iremos ter quase uma edição completa do Blog do Crato por dia, sendo que quem quiser, pode ler as edições anteriores como fazem os grandes jornais do país. No DN, por exemplo, a cada dia é uma página nova. Assim também deverá ser aqui, sendo que algumas matérias importantes serão puxadas para cima, e as MENOS IMPORTANTES SERÃO EMPURRADAS PARA BAIXO.

Matérias que são prioridade no Blog do Crato:

- Artigos autorais ( temos que priorizar os nossos escritores )
- Coluna Armando Rafael
- Reportagens sobre o Crato, principalmente com fotos.
- Notícias do Crato
- Textos curtos e concisos.
- Reportagens educativas, curiosidades, mensagens ( curtas )
- Outras que não apareceram nesta listagem

Matérias que poderão ser rebaixadas a qualquer momento sem aviso prévio:

- Artigos copiados de outros sites que representam publicidade de qualquer tipo
- Hoje na História
- Textos Longos que atrapalham a página principal
- Postagens com texto todo em maiúsculo
- Almanaques ( que no dia seguinte já ficam defasados )
- Horóscopos e Agendas
- Mensagens de caráter pessoal e que não interessam à população
- Outras que não apareceram nesta listagem

Peço a colaboração de todos para compreender que devido ao espaço exíguo, cobertor curto, cobre a cabeça e descobre os pés, não se sintam de forma alguma desprestigiados se algumas de suas postagens não permanecerem no topo por muito tempo. Por mim, teríamos 80 postagens na página principal ( como já tivemos ), mas essas limitações me forçam a extrair aquilo que melhor se encaixa no perfil informativo, educativo, e de representação do Crato na Internet. Peço que me apoiem nesta empreitada, como sempre me apoiaram nas grandes decisões. No início, pouca coisa vai mudar.

Dihelson Mendonça
Administrador do Blog do Crato

CRATO - Notícias da URCA - Universidade Regional do Cariri - 13 de janeiro de 2010


Processo de modernização tecnológica da URCA avança e novos computadores chegarão à Instituição

O Reitor da Universidade Regional do Cariri (URCA), Professor Plácido Cidade Nuvens, participou de reunião no Gabinete do Governador do Estado, Cid Gomes, onde ocorreu a solenidade de doação de 300 computadores para as universidades estaduais, através do Tribunal de Contas da União (TCU). A reunião aconteceu na noite da última terça-feira. A URCA, de acordo com o Reitor, será beneficiada com 100 computadores, doados pelo TCU. Ao longo da administração, Plácido Cidade Nuvens, a URCA tem tido como uma de suas marcas a modernização tecnológica da Universidade, nos seus diversos setores. Os laboratórios de informática, inteiramente renovados com novos computadores, são prova desses projetos desenvolvidos por meio da administração, além de todas as coordenações de cursos, e os departamentos. Atualmente passa por uma ampla reforma estrutural, o Centro de Processamento de Dados - CPD, com mais de R$ 121 mil de investimentos. Com a reforma, a coordenação do CPD admite um funcionamento efetivo do setor, com capacidade de expansão das atividades, gerando a possibilidade de desenvolvimento de novos projetos.

Documentário sobre a Formação Romualdo será lançado no Cariri

Será lançado no próximo dia 15/01 (sábado), às 19h30, o documentário “Formação Romualdo - Um Milagre Paleontológico”, no Teatro Municipal Salviano Arraes Saraiva, em Crato. O vídeo marca a estréia do paleontólogo e coordenador científico do Geopark Araripe, Álamo Feitosa, na sétima arte. Com direção de Jackson Oliveira Bantim, o Bola, tem 35 minutos de duração e deve ser usado de forma didática em escolas de ensino médio e em universidades. O vídeo, segundo Álamo, apresenta os fósseis, as escavações paleontológicas e animações do Araripe de 100 milhões de anos atrás, quando ainda nem existia a Chapada do Araripe. O documentário Formação Romualdo - Um Milagre Paleontológico será lançado nos países da Rede Global de Geoparques (GGN), Austrália, Áustria, China, Canadá, Croácia, República Tcheca, Finlândia, França, Grécia, Alemanha, Hungria/ Eslováquia, Iran, Irlanda, República da Irlanda do Norte, Itália, Japão, Coréia, Malásia, Noruega, Portugal, Romênia, Espanha, Reino Unido e Vietnã. (fonte: Assessoria do Geopark Araripe).

Assessoria de Comunicação
Universidade Regional do Cariri - URCA
(88) 3102-1212 ramal 2617
www.urca.br - Crato, 13 de janeiro de 2011

BRUNO PEDROSA - UM ETERNO RETIRANTE - Por Edilma Rocha


O que se sabe de Bruno Pedrosa é muito. A quem interessar possa, Bruno é artista brasileiro, desenhista e pintor, com quadros em vários países, onde expôs com sucesso, que tem biografia e registro a partir de 1970, quando por obra e graça do Divino Tribunal do Santo Ofício, chegaram ao Recife os seus antepassados, batizados de nomes novos, cristãos recentes, recuperados que eram. Amém. Assim, depois de breve adaptação às coisas e clima do Brasil, seus primeiros cromossomas foram dizimar, eucarísticamente é claro, os índios Inhamuns, no sertão cearense. Um tal de bernardo Duarte Pinheiro, em 1717, no dia 20 de fevereiro, ganhou de sua Majestade El Rey de Portugal uma sesmaria, juntamente a terra habitada desde tempos imemoriais pelos pobres e indefesos índios.

Os Pinheiro viveram de gado que iam vender na feira de Tracunhaém, Pernambuco, Zona da Mata, hoje conhecida pelos seus artistas, que fazem imagens de barro. Quem sabe se os dotes artísticos do povo de Tracunhaém não foram herança dos mesmos fornecedores dos cromossomos de Bruno ? Quem sabe ? Mas isso é outra história. O fato é que índio vindo do sertão dos Inhamuns até Tracunhaém, pelo caminho um Pinheiro cruzou com uma Pedrosa, família também cristã, advinha e banida, pela Santa Inquisição, cuidando de gado pelos lados da Paraíba. Só faltava ter matado seus indiozinhos para fazer um casamento perfeito e, pelo jeito, não deu outra. Quem vê Bruno pela primeira vez não imagina estar diante de um sertanejo. Vê mais um semita. Muito osso e pouca carne, nariz adunco e sempre de chapéu. Para ser rabino só falta o terno preto. Na realidade, conforme contei, Bruno é tudo isso, nordestino e semita, duplamente retirante, eterno romeiro em busca da terra prometida. Tomara que ache.

Aristélio de Andrade

HISTÓRIA DO CRATO - Primeiros Habitantes - Parte 1


O Crato está situado na região do Cariri sul do Ceará , ao sopé da Serra do Araripe. É irrigado, em grande parte, por dezenas de fontes perenes, brotadas daquela serra que o separa de Pernambuco. É causa principal da situação privilegiada, que sua natureza desfruta, em contraste com a caatinga ressequida que o circunda. Crato oferece uma feição original e bem caracterizada, quer se considere a sua fácies geográfica, quer as suas origens e sobrevivência étnicas, quer o seu aspecto social. A diferença entre a sua natureza e a da circunvizinhança é bem flagrante. Daí o filho do Cariri, apesar de bem interiorano, sentir que sua região é inteiramente fora do sertão propriamente dito. "Não fica satisfeito o caririense quando alguém o chama de sertanejo, e seu Cariri de sertão. Não toma a palavra sertão no seu sentido mais amplo, na acepção de zona do interior, afastada da faixa litorânea. O Cariri, do Ceará, é uma espécie de zona da mata pernambucana, ou dos brejos da Paraíba". Procede a sua denominação e o de um dos ramos indígenas do Brasil, classificados pelo grande historiador cearense - Capistrano de Abreu, nestes oito grupos: TUPIS GUARANIS,GUAICURUS, NU-ARUAQUES , CARIRIS, GÊS ou TAPUIAS, CARAIBAS, PANOS e ETIAS. Os Cariris (KIRIRIS-SABUJAS de Ehrene¡ch) primeiros habitantes do Crato, estendiam-se do Paraguaçú ao Itapicuru e ai foram encontrados; desde os primeiros tempos da colonização. Senhoreavam, a princípio, o litoral nordestino, onde ainda os viram os portugueses. O nome, no dizer de Porto Seguro, significa TRISTONHO: CALADO, silencioso, outros, o que indica característica etnográfica tanto mais notável, quanto sabido que os outros índios eram terríveis, diz Rodolfo Garcia. (Estevão Pinto - OS INDÍGENAS DO NORDESTE). Esta família foi encontrada ocupando uma área não muito extensa, que se estendia do sul do Ceará ao centro da Bahia e do oeste de Pernambuco as quebradas orientais da Borborema. Mas, nem todo este território estava senhoreado pelas bordas Cariris: elas se tinham localizado nos melhores sítios, nas regiões mais férteis e menos áridas, nos vales frescos ou úmidos, como o que tem o seu nome, no Ceará , nas serras frescas, no vale do rio São Francisco às cabeceiras de alguns rios baianos, da drenagem atlântica, ao norte do rio das Contas. Viviam naquele âmbito, interpostos aos Cariris, tribos Gês, Tupi, fulnil, Tarairiú e outras de origem ainda não determinadas. Ao que se supõe, teriam chegado a esta região, vindos do norte, como era tradição entre eles, e do noroeste. O caminho provável, mais ajustado as condições de vida e a sua cultura neolítica, teria sido o curso navegável de rios caudalosos, no nosso entender o próprio Amazonas e o Tocantins.

Uma vez estabelecidos nas margens e ilhas do São Francisco, depois de algum tempo tiveram de expandir-se, premidos pela necessidade de espaço, com o crescimento das tribos, seguiram então levas para o norte, pela serra de Borborema até alcançarem o rio Salgado, afluente do Jaguaribe, no Ceará , onde foram ocupar o vale entre as serras do Araripe e de S. Pedro, abundante d'água, e todo o vale do rio Salgado, que era então perene. Possivelmente, ainda no Ceará, moravam em trechos limitados das bacias dos rios Cariris, dos Porcos ou Podi-mirim, Rio das Antas, do Rosário E.D. outros, afluentes do Rio Salgado. Viveram no oeste da Paraíba, nas cachoeiras do rio das Piranhas, nos melhores tratos da Serra da Borborema. Outras levas preferiram marchar para o sul e os Cariris, se espalharam pelos sítios mais férteis do oeste de Sergipe, por tratos bem escolhidos das bacias dos rios Itapicuru e Paraguaçu.

Fonte: O Crato Virtual

Dom Murilo Krieger e o Padre Cícero – por Armando Lopes Rafael


A primeira vez que ouvi falar no Padre Murilo Krieger foi em Fortaleza (CE), em 1980, durante a Mostra Filatélica Nacional, quando – para surpresa minha – vi lá exposta a coleção de selos daquele sacerdote, com a mesma temática da minha coleção (esta bem mais modesta): Maria, Mãe de Deus e dos homens.
Padre Murilo não foi a Fortaleza naquela ocasião, pois se encontrava em Roma estudando Espiritualidade. Mas, a partir daí passei a acompanhar as sucessivas etapas da vida do colecionador de selos padre Murilo Sebastião Ramos Krieger, nascido em Brusque (SC) num dia que também é a data do meu nascimento: 19 de setembro. Ele foi nomeado bispo-auxiliar de Florianópolis (SC) em 1985. Depois transferido como bispo de Ponta Grossa (PR) em 1991. Em 1997 foi promovido a Arcebispo de Maringá (PR) e em 2002 foi transferido como Arcebispo de Florianópolis (SC).
Anos atrás precisei de uma informação e fiz um e-mail a Dom Murilo. Lembrei a ele, na minha correspondência, que o conhecia à distância, acrescentando as informações acima escritas. Dom Murilo respondeu-me prontamente com a informação solicitada e até escreveu em tom de brincadeira: “Armando: mais um pouco e você escreverá minha biografia”. No mesmo e-mail ele acrescentou que já tinha ouvido falar em Juazeiro do Norte e no padre Cícero Romão Batista, através da memória que ficou em Maringá (PR) de um sacerdote – juazeirense de nascimento – o cônego José Jesu Flor, que pertenceu ao clero da Arquidiocese de Maringá. Sacerdote culto, padre Jesu Flor difundiu muito o nome do Padre Cícero no Paraná. Em 1987, idoso e doente, padre Jesu retornou à cidade natal, onde faleceu em 30 de dezembro daquele ano, sob a assistência do saudoso monsenhor Murilo de Sá Barreto, sendo sepultado no túmulo da família no Cemitério do Socorro.
Hoje, dia 12 de janeiro, o Santo Padre Bento XVI nomeou Dom Murilo arcebispo de São Salvador da Bahia e Primaz do Brasil. Para quem não sabe o título “Primaz do Brasil” é dado àquela igreja particular pelo fato de Salvador ter sido a primeira Diocese criada no Brasil.
Agora, Dom Murilo Krieger vai se tornar nordestino com residência na capital da Bahia. Quem sabe, convidado por nosso bispo dom Fernando Panico, ele venha conhecer Juazeiro do Norte e complementar as informações sobre o Padre Cícero que lhe foram transmitidas em Maringá?
Krieger em alemão significa “guerreiro”.
Que venha visitar o nosso Cariri o colecionador de selos, padre, bispo, e – quem sabe – futuro cardeal da Santa Igreja, Murilo (guerreiro) Krieger.
Ele não disse que mais um pouco e eu escreveria sobre a biografia dele?
Pois espero que em breve ele seja o primeiro cardeal filatelista do Brasil...
Texto e postagem de Armando Lopes Rafael

André Ferreira – Um misturador de reggae e poesia matuta



A poesia matuta e o reggae se misturam no trabalho do músico André Ferreira que desde menino aprendeu a gostar da poesia popular com a sua família. André prega nos shows que faz com a banda Liberdade e Raiz o amor e a justiça social. Ele é desses que acreditam que a música deve servir para humanizar e refletir sobre às questões que afetam a vida do povo.



Alexandre Lucas - Quem é André Ferreira?

André Ferreira - Um guerreiro espartano no mundo contemporâneo. Mas, lutando com as armas do bem. Buscando ser espada viva e resplandecente por todo este universo.

Alexandre Lucas - Quando teve inicio seu trabalho artístico?

André Ferreira - Em Janeiro de 2006 foi plantada uma semente no solo fértil caririense, chamada Liberdade e Raiz. Foi quando dei os primeiros passos como músico. Hoje uma árvore com frutos, em meio ao manancial de grandes criadores locais. Faço o que gosto, com a minha cara e com a cara de quem quiser apreciar.
Alexandre Lucas - Quais as influências do seu trabalho?

André Ferreira - As principais influências do meu trabalho são as esmeraldas encontradas na poesia matuta. Uma cultura apreciada com agudez por minha mente, corpo e espírito.
O espaço natural, o convívio com as pessoas. Lugares, dias, épocas, tudo e todos. A música em sua magnitude intelectual, filosófica e literária.
Alexandre Lucas - Como você ver a relação entre arte e política?

André Ferreira - Arte e política andam lado a lado pelo simples fato da política mundial e a vida do ser humano ser quase todo o tempo embasado na beleza, além, de ser uma forma de educação, diversão e cultura. Conexão interligando o mundo em muitas vertentes.

As diversas artes existentes exprimem a vontade, a cultura, a educação e a liberdade de um povo. Quanto mais diversificada a arte em um país maior sua cultura, educação e liberdade de expressão de um povo, ou seja, mais desenvolvida a nação.

Além do fato de que quanto maior o nível de entretenimento do povo, menor suas intervenções políticas e sociais

Alexandre Lucas - Você é o líder da Banda Liberdade e Raiz. Como surgiu a idéia de misturar reggae e poesia matuta?

André Ferreira - Não foi exatamente uma idéia montada como um quebra cabeça. As composições foram conseqüência da natural essência que se entranhou em meu ser, diante das prosas recitadas na dialética matuta, (Poesia Matuta) exibida por meu avô, Antonio Miúdo, como era conhecido e, meu tio Elizon Ferreira. Que ainda hoje me surpreende com suas histórias contadas em versos matutos.
Alexandre Lucas - A banda continua seguindo essa linha?
André Ferreira - A banda tem uma autenticidade adentro a peculiaridade nordestina e no cenário reggae, deve ser respaldada como proposta única. Pois temos consciência de que somos os únicos fazendo Reggae com Poesia Matuta. Até que um dia, quem sabe, sejamos influência de outros caras. Sim, continuamos enveredando nessa linha.

Alexandre Lucas - Tem crescido a música reggueira no Cariri?

André Ferreira - De fato o movimento reggae cresceu muito nos últimos anos aqui na região do Cariri. Mas ainda não temos as raízes verdadeiras do reggae na cultura local. Isso é com o tempo. As pessoas precisam pesquisar buscando incessantemente entender suas vertentes e principalmente sua maior causa. “Tocar fogo na babilônia”. Que significa, dar amor uns para os ouros. Atingir as pessoas com amor.

Alexandre Lucas - Quando será lançado o segundo CD da Banda?

Atualmente estamos em estúdio gravando o CD ‘Reggae Roots Cordel’. E queremos demonstrar nesse acervo, todo nosso esforço e dedicação, focando e difundindo assuntos diversos, numa pluralidade musical bairrista-universalizada. Esse será nosso CD de Nº 1 gravado em estúdio. Mas já gravamos vários CDs demonstrativos.

Alexandre Lucas - O reggae é uma música discriminada?
André Ferreira - Mesmo no meio do movimento há sempre quem critique. A música do gueto sempre será descriminada, por se tratar de um movimento de protesto, com livre expressão, resistência suburbana e, principalmente da negritude. Dentre outros fatores que contribuem para o desconforto dos escravos capitalistas.
Alexandre Lucas - Qual a contribuição social do seu trabalho?

Andre Ferreira - Ensinar a valorizar a nossa cultura, nosso povo, nossas raízes. O manancial de nossas águas em meio a o oásis cearense.
Alexandre Lucas - Além do reggae quais os outros estilos musicais que você aprecia?

Andre Ferreira -Blues, um pouco de Jazz, Rock clássico e outras vertentes, Forró de Raiz, Maracatu, Rap Nacional, MPB, Aboios, samba de raiz, Bandas cabaçais, Dance Hall, Rocksteady. Ska, Dub, New Roots, Música instrumental.

Alexandre Lucas - Quais seus próximos trabalhos?

Andre Ferreira -
Com a Liberdade Temos planos em mente.
Mas, particularmente, um CD. Meu novo projeto com a banda Expresso Reggae. Ainda sem nome em esboço, mais brevemente no mercado.


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