xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 24/12/2009 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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24 dezembro 2009

LAPINHAS VIVAS - Por: Cacá Araújo


A influência ancestral dos três principais mundos formadores da alma brasileira permanece pulsante na vida do sertanejo simples, cuja religiosidade se manifesta à flor de seus atos e ditos. E é na efervescência dessa estética universal que nascem e se fortalecem as tradições culturais populares; em nosso caso, resultantes do caldeamento cultural havido entre os indígenas donos da terra, os brancos ibéricos invasores e os negros de várias nações para cá trazidos como escravos.

Lapinha Mãe Celina (Crato-CE)



A Lapinha assume, neste contexto, uma espécie de demonstração da prevalência do cristianismo sobre as crenças e religiões dos outros povos. Entretanto não escapa à aculturação decorrente dessa convivência, sabida por nós nada pacífica ou cordial. J. de Figueiredo Filho, em seu O Folclore no Cariri (1960: p. 32) nos afirma que à Lapinha, “de procedência lusitana, foi acrescentada muita cousa de fonte indígena ou africana, como os caboclos, a canção da formosa tapuia, ou temas inteiramente abrasileirados.” Na mesma obra (pp. 33-39), ilustra seu caráter multicultural verificando a presença do anjo, índios, do sol, da lua, baianas, beija-flor, pastores, vaqueiros... além dos três Reis Magos.

É a Lapinha Viva, pois, a reconstituição dramática popular da visita dos três Reis Magos ao recém-nascido Jesus, com o fim de lhe ofertarem presentes. Sua significação transita da representação quase que ainda medieval, com pessoas interpretando santos, bichos e coisas da natureza como simples e profunda louvação ao Deus-Menino, até a complexa peça de antropologia cultural que traz em si grande parte da história da humanidade. Lá estão não somente símbolos de culto cristão, católico, mas fortes traços que nos remetem aos primitivos tempos em que o homem vivia em diálogo e harmonia com a natureza, assim como elementos que podem “contar” os processos de formação cultural e social da nação brasileira, sem descuidar de nos remeter aos povos ancestrais de antes do encontro em nossas terras.

Hoje, no Cariri, as nossas Lapinhas Vivas apresentam praticamente as mesmas características dramáticas de outrora, sendo acrescidas quase sempre da louvação de um grupo de Reisado, que também representa a peregrinação dos Reis Magos a Belém, pertencendo ambos ao ciclo natalino, e, às vezes, de uma Banda Cabaçal. Quando se juntam os três folguedos, multiplicam-se a beleza estética, o brilho dramático, o riso brincante, o alcance histórico.

O fortalecimento e a difusão do folclore e das manifestações tradicionais populares, a exemplo das Lapinhas, devem servir principalmente à causa do (re)descobrimento de nossa identidade cultural, pois que oferecem uma farta leitura do mundo em variadas dimensões e diferentes tempos. É a história se doando generosamente à elaboração de um novo pensamento, que dê vazão a sinceras atitudes libertárias, que restabeleça o espírito e a festa da dignidade humana, da democracia, do respeito à natureza, da felicidade, do amor.

Cacá Araújo
Professor, dramaturgo e folclorista
Diretor da Cia. Cearense de Teatro Brincante

O narcisismo - Postado por: Jayro Starkey



Era uma vez Narciso, filho do deus-rio Césifo e da ninfa Leríope. E Narciso se distinguia dos outros seres por sua rara beleza... Mas eis que a vantagem se torna maldição, pois ele, ao ver pela primeira vez sua imagem refletida nas águas de uma fonte, se apaixonoupor si mesmo e, como castigo, foi transformado em uma flor branco-dourada, da qual se extrai o narcótico, substância que embota a consciencia e reduz a sensibilidade.

Como os mitos retratam as paixões humanas, os estudiosos da mente logo chamaram de narcisismo a principal e mais característica enfermidade do ego: a incapacidade de dar afeto e praticar qualquer ato que não vise à própria gratificação. De fato, o auto-amor, quando exclusivo, causa a maioria dos desvios de comportamento, não só dificultando as relações interpessoais como também o relacionamento saudável consigo mesmo. O narcisista enclausura-se no seu ego de tal maneira que não consegue ter nenhum interesse pelo que não é "ele" ou não é dele. Considera-se superior às pessoas, valoriza exageradamente as qualidades que possui ou julga possuir, e é, por isso, hipersensível à crítica, magoando-se por qualquer ninharia que possa ameaçar o pedestal ilusório em que supõe estar. Quando participa de atividades sociais, o portador dessa patologia não o faz pelo prazer de conviver, mas para ostentar-se. Daí, falar invariavelmente das próprias façanhas, numa insuportável egolalia à cata de elogios. Para a consciência narcísica, os outros são sempre admiradores.

Muito preocupado com as aparências, o narcisista cai em profunda depressão por causa do mais leve problema de saúde ou mesmo algum desalinho no aspecto pessoal. Mas, o pior é que jamais consegue ser espontâneo. Suas atitudes são estudadas com o fim de causar boa impressão, pois o reconhecimento e os aplausos lhe são imprescindíveis. Até numa relação amorosa, o narcisista ama, em verdade, a própria imagem projetada na pessoa do outro. Na forma benigna, o narcisismo recai não no próprio indivíduo (o que ele é ou tem - beleza, força física, inteligência, riqueza, etc.), mas no que ele realiza - trabalho, atividade artística, científica ou literária -, e assim o narcisismo fica limitado pela necessidade de contar com a colaboração alheia.

O narcisista não tira nenhum proveito de seu modo de ser. Alguém o comparou com muito acerto àquele que, achando uma valiosa pepita de ouro, transforma-a em espelho só para contemplar-se no metal amarelo!

O narcisismo individual pode converter-se em coletivo, manifestando-se no ufanismo nacionalista, no racismo, no partidarismo político e religioso e, também, no fanatismo esportivo de que são exemplo as atuais torcidas organizadas de futebol, reponsáveis por atos de vandalismo e violência.

Todos nascemos narcisistas, dado que o auto-amor é necessário à conservação do ser. À medida, porém, que interagimos com o ambiente, nossa atenção e nosso afeto se dirigem naturalmente às pessoas de nosso convívio, de modo que o narcisismo primário, próprio do feto e do recém-nascido, se reduz a ponto de não impedir, na maturidade, o compartilhamento do amor. Quando tal não ocorre é porque não estamos prontos para a vida relacional, como a figura mítica de Narciso.

A educação e as religiões colaboram no processo de superação do narcisismo humano. Aquela com atividades socializantes, em fases precoces do desenvolvimento infantil, e estas, as religiões, com ensinamentos de fraternidade e altruísmo. O preceito levítico Amarás o teu próximo como a ti mesmo é regra milenar no combate ao narcisismo e, também, receita infalível para sanidade mental.

F.R.C. R+C

Postado por: Jayro Starkey

Agora é a França e a Inglaterra !





24/12/2009 - 12h14
Lula é o homem do ano para o jornal francês Le Monde



Em Paris

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi escolhido o "homem do ano" pela redação do jornal francês Le Monde porque, segundo a publicação, "aos olhos de todos encarna o renascimento de um gigante"."Embandeirado dos países emergentes, mas também do mundo em desenvolvimento do qual se sente solidário, o presidente brasileiro, de 64 anos, colocou decididamente seu país em uma dinâmica de desenvolvimento", afirma a revista semanal do Le Monde na edição desta quinta-feira."O presidente brasileiro, que no fim de 2010 deixará a presidência sem ter tentado modificar a Constituição para concorrer a um terceiro mandato, soube continuar sendo um democrata, lutando contra a pobreza sem ignorar os motores de um crescimento mais respeitoso dos equilíbrios naturais", acrescenta.


No ano da França no Brasil, presidente brasileiro é eleito pelo jornal Le Monde o homem do ano"Presidente do Brasil desde 1º de janeiro de 2003, ao fim de dois mandatos terá dado uma nova imagem a América Latina", afirma a revista ao explicar a escolha de Lula como "personalidade do ano 2009"."A consagração de Lula acompanha a renovação do Brasil", afirma a reportagem assinada por Jean Pierre Langellier, correspondente do jornal no Rio de Janeiro.
Brasil decola

Capa da revista inglesa Economist, publicada em novembro, diz que o Brasil decola"Carismático, de sorriso fácil e jovial, Lula, nascido em 27 de outubro de 1945 no estado de Pernambuco, ex-torneiro mecânico e sindicalista, transformou o Brasil em ator essencial do cenário internacional"."Diplomacia, comércio, energia, clima, imigração, espaço, droga: tudo lhe interessa e diz respeito", afirma o artigo, acompanhado por fotografias de Lula no Brasil e no exterior, incluindo uma ao lado do presidente americano.Lula foi o primeiro presidente da América Latina recebido por Barack Obama na Casa Branca.Líder dentro do G20, aspirante a uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU e primeiro sócio comercial da China são algumas conquistas na política externa, lembra o jornal francês."Longe ficou a época em que o sindicatista Lula com gorro proletário e microfone na mão gritava: 'Fora FMI'. Hoje não é mais o FMI que ajuda o Brasil, e sim o contrário", acrescenta.Mas o balanço também revela um "lado obscuro".Lula reduziu a pobreza e milhões de brasileiros passaram à classe média, "mas o Brasil continua sendo um dos países mais desiguais do mundo (...) didivido entre um sul rico e dinâmico e um norte arcaico e deserdado".E entre os temas pendentes são citados uma educação primária e secundária "medíocres", um sistema de saúde "deficiente", uma burocracia "pesada", a polícia "ineficaz" e uma justiça "preguiçosa".O jornal espanhol El País declarou há algumas semanas Lula como a "personalidade do ano" e a revista britânica The Economist dedicou um número especial ao Brasil, com uma capa mais que eloquente: o Cristo Redentor, uma das imagens emblemáticas do Rio de Janeiro, decolando como um foguete rumo ao espaço.

2009 : Ano desastroso para o Papa Bento XVI

Os primeiros meses de 2009 têm sido «desastrosos» para Bento XVI que, na opinião de comentadores ouvidos pela Lusa, assinala domingo quatro anos de magistério em quebra e sobretudo perdendo o que tinha conseguido nos três primeiros anos.
Eleito papa a 19 de Abril de 2005, num mais rápidos conclaves de sempre, o cardeal Joseph Ratzinger, hoje com 82 anos, feitos quinta-feira, suscitou logo de início muitas reservas, dado o seu papel à frente da Congregação para a Doutrina da Fé, a sucessora da Inquisição.
Sétimo Papa alemão depois de Adriano VI (1522-1523), o último pontífice não italiano antes do polaco João Paulo II, e 265º pontífice da história da Igreja Católica, Bento XVI publicou logo no primeiro ano uma encíclica («Deus caritas est», Deus é amor) sobre o amor cristão, documento recebido com grandes elogios à sua dimensão intelectual e avanço teológico.
A participação no Encontro Mundial da Juventude, em Colónia, Alemanha, em Agosto de 2005, foi um primeiro teste à sua popularidade, sobretudo tendo em conta que sucedia a João Paulo II, que sempre encontrara grande eco entre os jovens.
A esmagadora maioria dos observadores referiu que Ratzinger, ainda poucos meses com a veste branca dos papas, passou com êxito esse teste, revelando uma inesperada facilidade de comunicação com os jovens.
Ano atribulado
Problemas de comunicação são apontados, no entanto, como estando na origem das polémicas registadas nos anos seguintes, e muito especialmente nos primeiros quatro meses de 2009.
Numa conferência em Ratisbona (Alemanha), em Setembro de 2006, provoca a ira dos muçulmanos ao citar uma frase do imperador Manuel II («Mostra-me então o que Maomé trouxe de novo. Não encontrarás senão coisas más e desumanas, tal como o mandamento de defender pela espada a fé que ele pregava»).
Mesmo os mais críticos de Bento XVI reconhecem que o papa foi mal interpretado, pois apenas pretendeu lançar um aviso aos muçulmanos para que façam uma reflexão teológica interna para se actualizarem e melhor entenderem o mundo de hoje.
Dois meses depois, numa visita à Turquia, Bento XVI rezou numa mesquita, num gesto que pretendia mostrar que não está distante dos muçulmanos.
Outro gesto bem recebido foi o pedido de desculpa pelos abusos sexuais e outros comportamentos cometidos por padres católicos, apresentado nas viagens aos Estados Unidos (Abril de 2008) e Austrália (Julho do mesmo ano).
Se todos estes incidentes agitaram as águas calmas do Vaticano, em nada se comparam com a turbulência verificada logo no início deste ano, quando Bento XVI decidiu levantar a excomunhão a quatro bispos integristas, ligados à Fraternidade S. Pio X, de Marcel Lefèbvre, que não aceita o Concílio Vaticano II e as reformas que introduziu na Igreja Católica.
Os protestos desta vez não vieram apenas de sectores externos à Igreja: além das comunidades judaicas se insurgirem contra a decisão, pois um dos bispos envolvidos nega a existência do Holocausto, também muitos grupos no interior da Igreja manifestaram desagrado e rejeição, sobretudo depois de em Setembro de 2007 Bento XVI ter cedido e admitido a celebração de missas segundo o rito tridentino, em vigor até ao Vaticano II.
A contestação dentro da própria Igreja foi de tal ordem que o papa, num gesto inédito, sentiu-se obrigado a endereçar uma carta aos bispos de todo o mundo, justificando a decisão.
Em Março, o que prometia ser uma viagem histórica a África (Camarões e Angola), acabou por ser abafada por uma declaração informal, feita no avião antes da chegada, em que Bento XVI afirma que a distribuição de preservativos não resolve o problema da sida em África, antes o aumenta.
De tudo o resto que o papa falou durante a viagem aos dois países africanos não ficou rasto, nem mesmo o apontar da mudança de comportamentos sexuais como uma das soluções para o problema ou a referência ao papel que a Igreja Católica tem desempenhado em África no combate à propagação da doença.

Fonte : IOL Diário

Salário Mínimo ?

24/12/2009 - 07h00

Salário mínimo calculado em dólar é o maior da história

Pedro Meletti

Da Redação, em São Paulo


O salário mínimo de R$ 510, anunciado pelo governo nesta semana e que entra em vigor a partir de janeiro, deve ser o equivalente a cerca de US$ 290, tendo por base a cotação da última quarta-feira (R$ 1,757). Trata-se do maior valor do salário mínimo em dólar desde a instituição de uma quantia nominal para o benefício no Brasil.
Em 1940, quando foi sancionada a primeira lei que estipulava valores para o salário mínimo, a remuneração básica era de 240 mil réis. Dois anos depois, o mínimo ainda não tinha sido alterado e o dólar era cotado em 19,26 mil réis. Portanto, o primeiro salário mínimo do Brasil foi de US$ 12,23. Depois vieram o cruzeiro, o cruzeiro novo, o cruzado, o cruzado novo e, por último, o real. Mesmo com a alteração da moeda nacional, o salário mínimo em dólares nunca ultrapassou o patamar em que se encontrará em janeiro.
De 1994, quando foi instituído o real, até hoje, o salário mínimo só cresceu. No ano que entrou em vigor a moeda, o salário mínimo valia R$ 70, ou US$ 108,47 (na cotação da época). O crescimento do piso dos trabalhadores brasileiros calculado em dólar do ano de 1994 para o ano de 2010 é de 168%.
Economistas ouvidos pelo UOL Economia lembram que a alta histórica do mínimo não significa necessariamente maior poder de compra dos brasileiros, e justifica-se em parte pela sobrevalorização do real e pela queda do valor de mercado da moeda norte-americana.
Contudo, para o economista Roberto Macedo, a cotação do dólar tem sido importante para a vida das pessoas que vivem com rendas mais baixas, próximas ao salário mínimo. “Se você imaginar um sujeito que ganha salário mínimo e veste a roupa padrão no mundo ocidental, como calça jeans, tênis e camiseta e que esses produtos vem sendo importados a baixo custo por conta da cotação do dólar, você pode dizer que o poder de consumo dessa pessoa aumentou”, diz.
Na opinião de Macedo, a globalização dos mercados, marcada principalmente pela presença da China como potência de produção de industrializados a baixo custo, foi decisiva para a interferência da relação entre real e dólar na vida da população de baixa renda. “Mas isso varia porque, por exemplo, uma pessoa que tem uma casa alugada e come só feijão com arroz, não vai ter um benefício tão grande quanto uma que estiver comprando jeans e eletrodomésticos que vem da China”.

A Medida Provisória assinada pelo presidente Lula ainda define que, em 2011, o salário mínimo será reajustado segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2010 mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de 2009, se for positivo. Ainda segundo o documento, até 31 de março de 2010 o governo deve enviar ao Congresso um projeto de lei com sugestões para os valores do mínimo de 2012 a 2015, de 2016 a 2019 e de 2020 a 2023.


COMPOSITORES DO BRASIL



Sobre música,
Sobre o Natal brasileiro.

Por Zé Nilton

Desde que o homem captou o som ouvindo a natureza, descobriu a estrutura matemática de suas combinações e inventou uma escala tonal com infinitas possibilidades de manifestar uma melodia, a música definitivamente marca os eventos da trajetória humana.

A música, dentre múltiplas serventias, parece despertar certa substância em nosso cérebro, quando nos lembramos de algo em que ela fora testemunha.

Os acontecimentos por que passamos não se repetem, ou melhor, a atmosfera da época e o clima do momento estão ausentes nos ciclos repetitivos de nossas vidas. No entanto, caso esses momentos tenham sido emoldurados pela música – ou por aquela música que embalou e marcou aquele momento, ao ouvi-la e juntá-la ao ocorrido, entramos na aura que decolou daquela ocasião e que agora emerge na nossa lembrança.

Só para entendermos melhor. Ontem à noite, numa entrevista, o músico Tom Zé descreveu, com pureza de detalhes, o momento em que ouviu, pela primeira vez, a voz e o violão de João Gilberto interpretando “Chega de Saudade”. Seu semblante se transfigurava à medida que ia detalhando o local, o clima, as pessoas e tudo o que se encontrava à sua volta, enquanto desfrutava daquela ocasião mágica. Assim também ocorreu com toda uma geração de jovens compositores nos idos de 1959.

Parece que essa “sobredeterminação,” como uma imagem projetada num espelho – quando a música ajuda a tecer a ocasião - aguça o sentimento de (des)prazer quando lembramos.

Caso o leitor não concorde com minhas observações, remeto-o para a leitura de um livrinho (muito substancioso), do cratense Paulo Elpídio de Menezes, - “O Crato de meu tempo”, Fortaleza: edições UFC, 2ª. edição, 1985.

Nele o autor faz uma descrição histórica de nossa cidade nos fins do século XIX, levando em conta não o calendário histórico-linear, aquele em que se vai marcando os acontecimentos numa escala evolutiva. O autor se vale dos ciclos da vida, dos ciclos festivos como forma de construir suas rememorações, que terminam por revelar uma história (social) da cidade e de seu povo. Em todos esses eventos ele cita os folguedos, as músicas, as cantigas, as brincadeiras de rua, as serenatas e descreve as letras. Enfim, fala de sua infância e adolescência revividas em sua memória enriquecida pela trilha sonora que marcaram sua lembrança.

Então, o que seria do ser humano se não houvesse a música?

Acho mesmo que no Natal, assim como em outros ritos de passagem, e todos os ciclos festivos, a música ajuda muito a realçar as simbologias desses eventos.
No Brasil a música natalina é marcada pela diversidade da criação musical brasileira. As cantigas dos autos de natal no Brasil são expressões da cultura local. Acredito ser a música de Natal uma manifestação musical extraordinariamente rica, porquanto ela acompanha sob diversos ritmos e tons, os temas dos ciclos natalinos que se realizam em diferentes subculturas.

Por aqui tudo foi perfeitamente assimilado pelos diversos grupos que ensejaram a (des)ocupação paulatina do nosso território. No plano da música, os instrumentos, as danças, as cantigas, muitos ritmos, os autos, as coreografias etc. transplantadas por populações misturadas de todas as partes do mundo, foram acolhidas e até ressignificadas para permitirem sua continuidade no tempo...

Esse será o tema de hoje do Programa COMPOSITORES DO BRASIL.

Vamos falar das músicas do natal brasileiro, de seus compositores e cantores. Vamos enaltecer a figura da compositora Chiquinha Gonzaga, nascida em 1847, e que aos 11 anos de idade, em uma festa de Natal no lar, apresentou, com letra de seu irmão, sua primeira composição, uma música natalina: “Canção dos Pastores”.

Ouviremos e comentaremos:

1.Presente de Natal, de Herivelton Martins e Rogério Nascimento, gravação de Francisco Alves e participação do Trio de Ouro (Dalva de Oliveira e Dupla Preto e Branco, e ainda Fon-Fon e sua orquestra, de 1934.
2.Um feliz natal, de Ivan Lins com Ivan Lins
3.Feliz natal, papai noel, de Martinho da Vila com Martinho da Vila
4.Jesus, papai noel, de Benito de Paula, com Benito de Paula
5.Menido Deus, de Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro, com Clara Nunes
6.Natal das crianças, de Blecaute, com Carequinha
7.Balada para qualquer natal, de Evaldo Gouveia Jair Amorim, com Altemar Dutra
8.Noite de Natal, de Felisberto Martins, com Francisco Alves, gravação de 1945.
9.Boas Festas, de Assis Valente, com Ná Ozzeti
10.Cartão de Natal, de Zé Dantas e Luiz Gonzaga, com Luiz Gonzaga
11.Menino Deus, de Caetano Veloso, com Caeteno Veloso
12.Jesus menino, de Geraldo Rocca, com Almir Satter
13.Um novo tempo, de Paulo e Marcos Valle e Nelson Motta, com os conjuntos MPB4 e Quarteto em Cy.

Quem ouvir, verá!

Programa COMPOSITORES DO BRASIL
Pesquisa, produção e apresentação: Zé Nilton
Rádio Educadora do Cariri
Todas às quintas-feiras, às 14 h.
Apoio Cultural: CCBN


Retrospectiva 2009 - postado por Armando Lopes Rafael

(excertos de matéria publicada na revista VEJA)

Balançou, mas não caiu


Foram três meses de denúncias sucessivas, uma mais cabeluda do que a outra, mas nada conseguiu fazer José Sarney desgrudar da cadeira. Auxiliado pela proverbial incapacidade dos políticos de enrubescer, e pelo braço amigo do PT, o presidente do Senado aferrolhou-se ao cargo a despeito dos seguintes episódios: a divulgação da existência de centenas de atos secretos no Senado; a descoberta de que esses atos incluíam a nomeação de quatro parentes seus; a revelação, feita por VEJA, de que ele mantinha uma conta secreta no exterior; a notícia de que havia recebido auxílio-moradia mesmo tendo casa em Brasília (que, aliás, não constava da sua declaração de bens); e a denúncia de que a Fundação José Sarney havia desviado dinheiro de um convênio com a Petrobras.

Tamanha quantidade de descalabros teve final feliz só para os envolvidos: Sarney considerou as denúncias uma "falta de respeito" para com ele, no que foi prontamente apoiado pelo presidente Lula ("O Sarney não pode ser tratado como se fosse uma pessoa comum"). Ato contínuo, todas as denúncias foram arquivadas no Conselho de Ética do Senado e, embora parte delas esteja sendo investigada pela polícia, nenhuma até hoje deu em nada. O cacique balançou, balançou, mas não caiu.

Bem-vindo, terrorista!


Certamente não foi por acaso que o terrorista italiano Cesare Battisti escolheu o Brasil para morar. Mas nem nas suas mais delirantes fantasias ele poderia imaginar que receberia aqui tão calorosa acolhida. O Brasil tem sido uma mãe para Battisti (na foto, em alegre convescote com um grupo de parlamentares do PT, PCdoB e PSOL). Afinal, que outro país dedicaria paparicos de popstar a um criminoso condenado à prisão perpétua por quatro assassinatos? Em que outro país o ministro da Justiça, ignorando o parecer de um órgão técnico favorável à sua extradição, concederia a ele status de "refugiado político"?
E, por fim, que país continuaria considerando a possibilidade de oferecer-lhe abrigo mesmo depois de a mais alta corte de Justiça concluir ser o italiano um criminoso comum? Graças a essa sucessão de bondades, está nas mãos do presidente Lula decidir onde o terrorista Battisti passará 2010, se pagando por seus crimes na Itália ou espreguiçando-se sob o sol do Brasil.

Ele é "O Cara" - algumas frases do presidente Lula em 2009


"Tem gente que não gosta do meu otimismo, mas eu sou corintiano, católico, brasileiro e ainda sou presidente do país. Como eu poderia não ser otimista?" Do presidente Lula, prevendo exagerado crescimento de 4% em 2009 (janeiro)

"Os ricos precisam pouco da gente. É coletar o lixo que está bom."
Dizendo que governa "para ajudar os pobres" (fevereiro)

"Uma gripe, num cabra mofino, ele fica de cama; num cabra macho, ele vai trabalhar e não perde uma hora de serviço."
Mostrando que crise e vírus se combatem com macheza (março)

"No Brasil, tem uma coisa interessante que vocês precisam conhecer. Apareceu alguém vendendo algo na porta de um brasileiro, ele sabe que é um turco que está vendendo."
Em um seminário com empresários turcos, que não acharam a menor graça (maio)

"Um país que acha petróleo a 6 000 metros pode achar avião a 2 000."
Sobre o avião da Air France que caiu no meio do Oceano Atlântico (junho)

"Acho engraçada a ideia de que um presidente enquadre o Senado. Os senadores são inquadráveis."
Negando que tivesse interferido na crise em favor de Sarney (julho)

"A olimpíada de português é muito importante para as crianças não falarem ‘menas laranjas’, como eu."
No lançamento da pedra fundamental da Universidade Federal do ABC (agosto)

"De vez em quando inventam uma briga entre Congresso e Executivo, Legislativo e Judiciário. Ninguém aqui é freira e santa, e não estamos em um convento."
(em abril)

"Essa crise não foi gerada por nenhum negro, índio ou pobre. Essa crise foi feita por gente branca, de olhos azuis."
Em coletiva ao lado do primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Gordon Brown (março)

"Eu não conheço ninguém, a não ser a oposição, que tenha discordado da eleição do Irã. Por enquanto, é apenas uma coisa entre flamenguistas e vascaínos."
Comentando as acusações de fraude nas eleições iranianas (junho)

"Eu não consigo ler muitas páginas por dia, dá sono. E vejo televisão; quanto mais bobagem, melhor."
Em entrevista à Rádio Tupi do Rio (agosto)

"Se Jesus Cristo viesse para cá, e Judas tivesse a votação num partido qualquer, Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão."
Justificando a aliança com partidos fisiológicos (outubro)

"Essa questão do clima é delicada por quê? Porque o mundo é redondo. Se o mundo fosse quadrado ou retangular..."
Definindo o caráter global da questão climática (novembro)

Fonte: Veja
Postado por Armando Lopes Rafael

CRATO - Festas Natalinas - Aumento de demanda causa falta de produtos - Reportagem: Antonio Vicelmo



O MOVIMENTO NAS RUAS do Crato e Juazeiro do Norte é grande. O lojistas comemoram o vai-e-vem das pessoas de todas as idades e classes sociais. No comércio das cidades do Crato e Juazeiro do Norte, muita confusão e até falta de produtos como cimento. Crato. Lojas abarrotadas de clientes, falta de estacionamento nas ruas, confusão no trânsito, ausência de alguns produtos no mercado, entre os quais, cimento, telha, tinta e até enfeites natalinos. Este é o retrato das cidades de Crato e Juazeiro do Norte nestas últimas horas que antecedem ao Natal. "Com a liberação da segunda parcela do 13º salário o comércio foi aquecido a partir de segunda-feira". Os lojistas apostam em um aumento de 15% no volume de vendas com relação ao registrado no ano passado.

No "camelódromo" do Crato (espaço reservado ao comércio informal) é difícil atravessar de um lado para o outro. O amontoado de postos de venda e o grande fluxo de clientes a procura de artigos populares importados e bugigangas impedem o trânsito de pessoas. O vendedor Hélio dos Santos lamenta que até enfeites de Natal, como lâmpadas e bolinhas, estão faltando para comprar. Na entrada do camelódromo, os ambulantes comemoram o vai-e-vem de pessoas de todas as idades e classes sociais. O vendedor Antônio Marcos da Silva desabafa: "eu nunca vi um movimento igual". O termômetro desse movimento é medido pelo vendedor de pastéis, Francisvaldo Cesário, conhecido como "Camburão". Ele teve que dobrar a produção para atender a toda a demanda.

Falta Cimento

Este ano, está ocorrendo um fato curioso. É na venda de material para construção. Além das obras governamentais e a expansão da construção civil, que geram emprego e renda, está sobrando dinheiro para construção e reforma da casa própria. A avaliação é feita pelo presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas do Crato (CDL), Geraldo Pinheiro, acrescentando que já começa a faltar cimento no mercado. "A procura é maior do que a oferta", garante Pinheiro. O comerciário Edmilson Castro, que trabalha numa loja de material para construção, em Juazeiro do Norte, diz que em menos de duas horas vendeu 180 sacos de cimento no varejo. "Quando o produto chegou, não deu para quem quis", complementou. A Casa Forte, do Crato, vendeu ontem 280 sacos. O preço do cimento subiu de R$ 20,00 para R$ 27,00 no mercado paralelo.

Está faltando também tinta para parede. O empresário José Siqueira Filho diz que o estoque de tinta acabou na semana passada. Segundo Siqueira, "a fábrica não tem condições de abastecer o mercado". A falta do cimento, de acordo com os empresários do setor, é atribuída também ao consumo das obras de transposição do São Francisco e da Ferrovia Transnordestina. Quem quiser comprar o milheiro de telha, vai ter que esperar, pelo menos, dois meses. O bancário aposentado Manoel Pedrosa está com a casa descoberta porque não encontrou telha no mercado. O proprietário de cerâmica, Ronaldo Gomes de Matos, diz que a região não está preparada para o ritmo de desenvolvimento. Ele adverte que esta ausência de mercadorias pode gerar inflação. Nesse corre-corre para o consumo, a maioria acaba esquecendo o verdadeiro sentido cristão do Natal. "Está faltando, também, no mercado espiritual, a fé ". A observação é do presidente da Missão Resgate, Geraldo Correia, que, ontem à noite, reuniu cerca de quatro mil pessoas na Quadra Bicentenário com o objetivo de fazer uma reflexão sobre a festa natalina.

Na sua avaliação, a data do nascimento do Menino Deus está se transformando numa festa de Papai Noel, enquanto Jesus, que deve ser o foco do evento, está sendo esquecido.

Vendas

15% de aumento no volume de vendas com relação ao ano passado. É neste percentual que os lojistas da região do Cariri estão apontando para o comércio de Natal deste ano

MAIS INFORMAÇÕES
Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) do Crato
(88) 3523-2085
R. Teopisto Abath, 481 - Pinto Madeira

Antônio Vicelmo
Repórter do Jornal Diário do Nordeste

Colaborador do Blog do Crato e Chapada do Araripe OnLine

CRATO - Natal é encenado por jovens - Reportagem: Antonio Vicelmo


Auto de Natal promovido por Mazé e Penha Luna, no Bairro Muriti, no município do Crato. Ainda hoje, a lapinha viva emociona o público, que lembra o nascimento de Jesus Cristo. A lapinha é o jeito singelo do povo simples do sertão reverenciar o nascimento de Jesus Cristo

Crato. Neste mês de dezembro, o Cariri se transforma num grande teatro da cultura popular. Reisados, lapinhas, presépios, pastoris são montados no recesso dos lares e nas ruas. É o jeito singelo do povo simples do sertão herdeiro de tradições ibéricas, indígenas e africanas, reverenciar o nascimento de Jesus Cristo. Cerca de 3 mil pessoas participaram do espetáculo "O Caminho de Belém", promovido pela Sociedade de Cultura Artísticas do Crato, na quadra Bicentenário. Cerca de 100 atores participaram da encenação, que destacou os principais momentos da promessa, vinda e revelação do Natal de Jesus. A influência ancestral dos três principais mundos formadores da alma brasileira permanece pulsante na vida do sertanejo. O folclorista Cacá Araújo diz que a lapinha assume, neste contexto, uma espécie de demonstração da prevalência do Cristianismo sobre as crenças e religiões dos outros povos.

O escritor cratense J. de Figueiredo Filho, em seu "O Folclore no Cariri" (1960: p. 32) afirma que à lapinha, "de procedência lusitana, foi acrescentada muita cousa de fonte indígena ou africana, como os caboclos, a canção da formosa tapuia, ou temas inteiramente abrasileirados". Uma das mais autênticas representações dessa cultura é a lapinha viva de Mazé de Luna, no Bairro Muriti. Os personagens do presépio (Jesus, Maria, José, pastores, reis magos, anjos, animais, índios e astros celestiais como a Lua, o Sol e as estrelas) são vividos por jovens da comunidade, que fazem do ato dramático uma forma de expressar o sentimento cristão.

O presépio é uma referência cristã que remete para o nascimento de Jesus na gruta de Belém, na companhia de José e Maria. Conta a Bíblia que, depois de muito tempo à procura de um lugar para albergar o casal, que se encontrava em viagem por motivo de recenseamento de toda a Galileia, José e Maria tiveram que pernoitar numa gruta ou cabana nas imediações de Belém. Segundo a escritura sagrada, Jesus nasceu numa manjedoura destinada a animais (no presépio, uma vaca e um burro) e foi reconhecido, no momento do nascimento, por pastores da região, avisados por um anjo e, dias mais tarde, por magos (ou reis) vindos do Oriente, guiados por uma estrela, que teriam oferecido ouro, incenso e mirra ao recém-nascido. Todos estes símbolos são representados na lapinha viva de Mazé de Luna que, nesta semana, esta se apresentando em vários eventos da cidade. Além da lapinha, a família Luna coloca nas ruas o Reisado Decolores. Na sala da frente da residência da família foi montado um presépio, outra tradição natalina, que está presente na maioria das casas sertanejas. É o presépio de dona Celina, com mais de 50 anos de tradição.

Tornou-se costume em várias culturas montar um presépio quando é chegada a época de Natal. Variam em tamanho, alguns em miniatura, outros em tamanho real. O primeiro presépio do mundo teria sido montado em argila por São Francisco de Assis em 1223. Nesse ano, em vez de festejar a noite de Natal na Igreja, o Santo fê-lo na floresta de Greccio, para onde mandou transportar uma manjedoura, um boi e um burro, para melhor explicar o Natal às pessoas comuns, camponeses que não conseguiam entender a história do nascimento de Jesus. O costume espalhou-se por entre as principais catedrais, igrejas e mosteiros da Europa na Idade Média, começando a ser montado também nas casas de reis e nobres já no Renascimento. Em 1567, a duquesa de Amalfi mandou montar um presépio que tinha 116 figuras. Foi no Século XVIII que o costume de montar o presépio nas casas comuns se disseminou pela Europa e depois pelo mundo.

Tradição

"Estamos dando continuidade a uma tradição iniciada por meu pai, Dedé de Luna"
Mazé de Luna - Mestre de Reisado

"A Lapinha é uma tradição religiosa e uma forma de expressar o sentimento cristão"
Maria da Penha
Coordenadora do reisado

SIGNIFICADOS

Personagens que compõem o presépio

Crato. O presépio é formado por vários personagens, que possuem um significado importante do nascimento de Jesus Cristo. Vale a pena conhecer cada uma delas e relembrar esse importante marco para os cristãos. O primeiro deles é o Menino Jesus, o filho de Deus. Foi o escolhido para ser o salvador do povo; Maria, que é a mãe do filho de Deus. Do seu ventre, nasceu Jesus Cristo; José é o pai adotivo do menino Jesus, foi um homem judeu, provavelmente carpinteiro/ pedreiro. O curral é o local simbolizado pelo presépio. Era onde se guardavam o gado. Por isso, no presépio, Jesus fica sobre as palhas, em uma manjedoura. Esta manjedoura é um lugar de aconchego, onde Jesus ficou quando nasceu. É como se fosse o berço do salvador.

Simplicidade

O burro e o boi são os animais que representam a simplicidade do local onde Jesus nasceu. Jesus não nasceu em palácios, nem em lugares luxuosos, mas sim em meio aos animais. Os anjos anunciam a chegada do filho de Deus aos pastores. Eles sabem que nasceu o Salvador. Já os pastores são homens do campo, que simbolizam a simplicidade do povo, já que Deus acolhe todos, sem se importar com sua condição social. Estrela não é qualquer uma. Trata-se da estrela de Belém, aquela que se coloca no alto da árvore de Natal. Foi ela que guiou os três reis magos quando Jesus Cristo nasceu.

Reis magos

Os três reis magos são Melquior, Baltazar e Gaspar. Eram considerados sábios. Os três estavam no local onde Jesus nasceu. Vieram do Oriente conduzidos pela estrela. Chegaram à cidade de Belém, local de nascimento do menino, levando presentes de grande valor simbólico: mirra, ouro e incenso. A Igreja explica que o ouro representava a realeza, a mirra era símbolo da paixão e o incenso a oração.

Antônio Vicelmo
Repórter do Jornal Diário do Nordeste

Colaborador do Blog do Crato e Chapada do Araripe OnLine

Notícias do Crato para o Dia 24 de Dezembro de 2009



Prefeito em exercício decreta Ponto Facultativo nos dias 24 e 31 de dezembro

O Prefeito em exercício do Crato, Helder França, Guer, decretou Ponto Facultativo neste dia 24 de dezembro, em virtude do feriado nacional do Dia de Natal, dia 25, e no próximo dia 31 de dezembro, também em virtude da data de feriado nacional, no primeiro dia do ano de 2010. De acordo com a determinação, excetuam-se destes decretos os funcionários que realizam serviços essenciais nas áreas médico-hospitalar, trânsito e abastecimento d’água.

Crato recebe certificação Município Selo Verde, pela terceira vez seguida

O município de Crato foi certificado pela terceira vez consecutiva, como Município Selo Verde, obtendo este ano um dos maiores Índice de Sustentabilidade Ambiental (ISA), no valor de 5,14, o que garantiu o certificado da categoria B, sendo a maior concedida aos municípios até agora. No último dia 21, foi realizada solenidade de certificação em Fortaleza, com a participação de representantes de 27 municípios, sendo 25 na categoria B e dois na categoria C. As localidades apresentaram e comprovaram projetos e programas de iniciativa ambiental junto ao Comitê Gestor do Selo Verde, durante as avaliações de 2009. Na oportunidade, ainda foram entregues pelo CONPAM certificados de agradecimento aos membros do Comitê Gestor e Comissão Técnica do Programa que trabalharam na avaliação dos municípios. Esteve representando a Secretaria de Meio Ambiente e Controle Urbano na solenidade, o servidor Wyldevânio Vieira, além da representante do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente – COMDEMA, Maria Cristina Vitorino. O evento aconteceu na Federação das Indústrias do Ceará, com presença do Vice-Governador, Prof. Francisco Pinheiro, da presidente do Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente (CONPAM), Tereza Farias, dentre outras autoridades, como prefeitos e secretários municipais. Na ocasião, estava também presente a Secretaria de Cultura Esporte e Juventude do Município de Crato, Daniele Esmeraldo.

Programa Cinema no Meu Quintal estréia no terreiro de Zulene Galdino

O Ponto de Cultura Carrapato Cultural, do Município do Crato, que desenvolve ações culturais e sócio-ambientais no Sítio Belorizonte, bairro Lameiro, lançou o Programa Cinema No Meu Quintal, no último final de semana no terreiro da Mestra da Cultura Popular, Zulene Galdino, na Vila Novo Horizonte, Granjeiro. Na ocasião em que estiveram presentes dezenas de brincantes dos grupos da Mestra, jovens da Vila Carrapato e populares das comunidades do entorno, foi exibido o documentário Tom da Caatinga: Fé e Festas, apresentado pelo sanfoneiro Targino Gondim, com a direção de Lao de Andrade e o divertido curta “A Percura de Judite”, dirigido por Laerto Xenofonte e estreado por tranquilino Ripuxado, Coronel Barduino e Chico Bocoió. O evento contou com o incentivo da Associação Cristã de Base - ACB, através das coordenadoras Alda Andrade, Socorro Silva e Terezinha e foi finalizado com uma grande roda de conversa sobre a importância da cultura popular em que a Mestra Zulene encerrou a noite, com uma história sobre as caboclinhas da bica dos Caianos.

Restaurante Popular do Crato entra em recesso a partir de amanhã

A Secretaria de Ação Social do Crato, informa que o Restaurante Popular entrará em recesso a partir de amanhã, quinta, 24 retornando com suas atividades dia 04 de Janeiro de 2010. A Secretária de Ação Social do Crato Liduína Alves de Andrade explica que o restaurante continuará primando pelo bom atendimento e o cuidado na realização das refeições diárias para a população, bem como deseja a todos: um FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO.

Fonte: Assessoria de Imprensa
Governo Municipal do Crato
Fone/Fax - (88) 3521.9960
Mais informações:

http://www.crato.ce.gov.br
http://www.prefeituramunicipaldocrato.blogspot.com


Deputado gravado guardando dinheiro na meia deixa o Democratas


Brasília - Acusado de ser um dos beneficiários do esquema de cobrança de propinas investigado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) no Distrito Federal, o deputado distrital Leonardo Prudente pediu hoje (23) sua desfiliação do partido Democratas. O pedido foi feito por fax e chegou ao diretório no momento em que oito dos 21 membros da executiva aguardavam o quórum para realizar a reunião em que o processo de expulsão do deputado seria analisado. Seriam necessários ao menos 11 presentes, número que não chegou a ser atingido. Nem mesmo o presidente local da legenda, o vice-governador Paulo Octávio, compareceu.

“Esta foi uma decisão de foro íntimo. Nós não temos o que examinar na reunião e, naturalmente, aceitando esta comunicação, eu acho que o assunto está encerrado”, disse o senador Adelmir Santana (DF), não descartando a possibilidade de o partido reclamar o mandato de Prudente. “Se tivermos que tratar desta questão, isso será feito em outra instância e em outro momento”.

Presidente licenciado da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Prudente foi gravado pelo ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, quando escondia em suas roupas parte do dinheiro que, segundo Durval, era cobrado das empresas escolhidas para prestar serviços ao governo local. De acordo com o advogado de Prudente, Herman Barbosa, o deputado decidiu se desligar do partido mesmo sabendo que não haveria quórum para realizar a reunião e que, portanto, seu julgamento ficaria para janeiro. Na mensagem lida pelo advogado, Prudente afirma que integrantes da executiva local teriam lhe garantido que as denúncias não acarretariam sua exclusão do DEM.

“Infelizmente, não houve quórum para confirmação destas manifestações. Mesmo assim, por questões de foro íntimo, solicito minha desfiliação do quadro do Democratas. Consequentemente, registro que não me candidatarei a qualquer cargo público eletivo nas próximas eleições. Além do mais, com a saúde já restabelecida, reassumo as minhas atribuições como deputado e presidente da Câmara Legislativa, agora sem interferência político-eleitoral”, escreveu Prudente, em um texto muito parecido ao que o próprio governador José Roberto Arruda apresentou ao também pedir sua desfiliação do partido.

Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil

Amazônia perdeu 75 quilômetros quadrados de floresta em novembro, revela Imazon


Brasília - O desmatamento da Amazônia em novembro atingiu pelo menos 75 quilômetros quadrados (km²) de floresta, de acordo com o Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Em relação a novembro de 2008, quando a derrubada foi de 61 km², houve aumento de 21%. No acumulado de agosto a novembro – os quatro primeiros meses do calendário oficial do desmatamento – a devastação já soma 757 km², 29% maior que no mesmo período do ano passado, quando o acumulado foi de 586 km². O dado confirma a tendência de crescimento do desmate na Amazônia registrada pelo Imazon em outubro.

Os números divulgados hoje (22) mostram que em novembro o Pará foi responsável por 69% do desmatamento, com 51 km². O Amazonas aparece em segundo lugar, com 8 km² (11% do total) de novas áreas desmatadas, seguido por Mato Grosso, com 5 km² (6% do total registrado no período). O levantamento também destaca as áreas de florestas degradadas, ainda em processo de desmate, que em novembro somaram 29 km². Por causa da cobertura de nuvens, foi possível observar 68% da região. “A região não mapeada corresponde a grande parte do Amapá (76% do Estado) e 51% do Acre”, de acordo com o relatório.

A estimativa do Imazon é paralela aos números oficiais de alerta de desmatamento, calculados pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), que só deve divulgar os dados de novembro no próximo ano. Há um mês, o Inpe anunciou a taxa anual de desmatamento da Amazônia Legal, medida de agosto de 2008 a julho de 2009, quando a floresta perdeu 7.008 km², menor resultado dos últimos 21 anos.

Fonte: Agência Brasil

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