xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 27/11/2009 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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27 novembro 2009

CRIAÇÃO DE MUNICÍPIOS


Deputados querem ter uma legislação própria



Domingos Flho, para justificar a importância do projeto, utilizou todo o primeiro expediente da sessão foto: josé leomar
Foto: José Leomar
26/11/2009

O Congresso Nacional ainda não fez a Lei Complementar própria para permitir que novos municípios sejam criados. Começou a tramitar ontem, na Assembleia Legislativa, o projeto de Lei Complementar, apresentado pelo deputado Domingos Filho, presidente da Assembleia, com o apoio da quase totalidade dos deputados, exceção apenas de Heitor Férrer (PDT) e Artur Bruno (PT), críticos da má aplicação dos recursos públicos pelas administrações municipais cearenses.
O Congresso Nacional ainda não votou a Lei Complementar que garanta aos estados a prerrogativa de criação de novos municípios, embora a matéria já tenha sido aprovada pelo Senado da República.
A apresentação do projeto dos deputados estaduais cearenses foi apresentado pelo presidente da Casa, deputado Domingos Filho (PMDB), com um pronunciamento que foi além do tempo regulamentar para o primeiro expediente das sessões ordinárias do Legislativo. Ele reiterou que a Assembleia não pode ficar de braços cruzados esperando que o Congresso Nacional devolva aos estados a prerrogativa de legislar sobre a criação de municípios. Em 1996, relatou Domingos, uma emenda à Constituição deixou com o Congresso Nacional a competência de elaborar Lei Complementar definindo as exigências para criação de municípios. Contudo, tramita no Congresso Nacional um projeto de lei que devolve essa prerrogativas para as assembleias. O projeto já foi aprovado no Senado, mas ainda aguarda apreciação na Câmara dos Deputados.

Prazo

De acordo com Domingos Filho, no final de 2007, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou um prazo de 18 meses para que o Congresso Nacional votasse a matéria, mas o prazo expirou em maio deste ano e até agora o projeto não foi votada na Câmara dos Deputados. "Depois de maio fomos duas vezes conversar com o presidente Michel Temer que prometeu instalar uma comissão especial (para debater o assunto), mas nada", lamentou. Para Domingos Filho, a Câmara dos Deputados ainda não votou esse projeto devido a dois motivos, primeiro pela difícil articulação entre os 513 deputados federais, e outro porque todo parlamentar quer que o projeto atenda ao seu Estado.

Habitantes

Para Domingos, as bancadas dos estados que estão criando mais dificuldades para a aprovação do projeto na Câmara são das regiões Sul e do Sudeste. Isso porque, explica o parlamentar, o projeto que tramita no Congresso exige que os distritos tenham no mínimo sete mil habitantes para que sejam municipalizados, enquanto que em estados daquelas regiões têm municípios com menos de cinco mil habitantes. São Paulo tem um deles, Borá com apenas 804 habitantes. O parlamentar ainda salientou que são 13 anos sem desmembramento de municípios, enquanto isso vários distritos cresceram e se tornaram aptos a ser independentes. "Temos um buraco negro na legislação. Podíamos emancipar a Jurema (distrito de Caucaia), o maior distrito do País, mas não pode porque não há uma norma de regência", reclamou. Vários deputados fizeram aparte ao pronunciamento do presidente parabenizando pela apresentação do projeto de lei complementar, dentre eles, o deputado Fernando Hugo (PSDB) que questionou até que ponto a votação dessa lei na Assembleia terá força para se sobrepor à legislação Federal.

PROJETO
Condições exigidas para possibilitar a emancipação

O processo de criação de novos municípios terá início, segundo o projeto, com a entrega à Mesa Diretora da Assembleia, de um requerimento de autoria parlamentar, ou de entidade, através de projeto de iniciativa compartilhada, assinada por, no mínimo, 100 eleitores domiciliados na área a ser emancipada. No projeto deverá constar um memorial descritivo georeferenciado, acompanhado da representação cartográfica fornecida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ou pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará. O distrito a ser emancipado terá que apresentar uma infraestrutura necessária a comportar os equipamentos que compõem um município. Dentre os requisitos ter um centro urbano já constituído com um número superior a 400 prédios residenciais e públicos. Também é exigido rede de distribuição de energia elétrica; escolas de educação infantil, ensino fundamental e médio; posto de atenção primária à saúde; estrutura de atendimento em segurança pública; edificações com condições para a instalação da Prefeitura e da Câmara Municipal, posto de correios, dentre outros serviços. O projeto diz que o distrito terá que possuir viabilidade econômica, territorial e ambiental, dentre outras exigências.

FONTE: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=696973

Uma Letra que é a Cara do Brasil - Bezerra da Silva



É Ladrão Que Não Acaba Mais

Composição: Bezerra da Silva

Quando Cabral aqui chegou
E semeou sua semente
Naturalmente começou
A lapidação do ambiente...

Roubaram o ouro
Roubaram o pau
Pra ficar legal
Ainda tiraram o couro
Do povo
Desta terra original...

E só deixaram
A má semente
Presente de Grego
Que logo se proliferou
E originou a nossa gente...

É ladrão que não acaba mais
Tem ladrão que não acaba mais
Você vê ladrão
Quando olha pra frente
Você vê ladrão
Quando olha pra trás...(2x)

Hiiiiiii!
A terra boa
Mas o povo
Continua escravizado
Os direitos são os mesmos
Desde os séculos passados
O Marajá
Ele só anda engravatado
Não trabalha, não faz nada
Mas tá sempre
Endinheirado...

E se entrar no supermercado
Você é roubado!
E se andar despreocupado
Você é roubado!
E se pegar o bonde errado
Você é roubado!
E também se votar pra deputado
Você é roubado!
Certo!

Tem sempre 171 armando fria
Tem ladrão lá no congresso
Na quitanda e padaria
Ladrão que rouba de noite
Ladrão que rouba de dia
Dentro da delegacia
Ninguém entendia
A maior confusão
O doutor delegado
Grampeou todo mundo
Porque o ladrão
Roubou outro ladrão

É ladrão que não acaba mais
Tem ladrão que não acaba mais
Você vê ladrão
Quando olha pra frente
Você vê ladrão
Quando olha pra trás...(2x)

Autor: Bezerra da Silva
Postado por: Dihelson Mendonça

No Crato, VELOX está levando a Internet à idade da Pedra

"É ladrão que não acaba mais
Tem ladrão que não acaba mais
Você vê ladrão quando olha pra frente
Você vê ladrão quando olha pra trás"

Bezerra da Silva

Quando o Velox surgiu, era a sétima maravilha do planeta. Conexão segura, eu me lembro de passar meses com o mesmo número de IP. Tudo estável. Agora, depois de toda a ampliação, e depois que uns vagabundos descobriram formas de burlar as leis, pagando por uma conexão de 300k e mandando colocar 8 megas, fica difícil para nós, cidadãos comuns manter nossa conexão segura. Meu Velox de 1 mega tem horas que não dá 100k. Só melhora à noite quando os CyberCafés da cidade fecham as portas.

Veja o problema que estamos tendo com a Rádio Chapada do Araripe. Toda hora o sinal corta. Nem sei mais o que fazer. Já usamos a plataforma flash, que é muito segura. Já penso em voltar para nosso antigo sistema. Quero pedir desculpas aos nossos ouvintes da Rádio Chapada do Araripe se porventura o sinal fica "cortando". Caso isso aconteça, basta dar um "atualizar" no seu navegador que o áudio volta à normalidade. Mas é muito chato isso, tudo por causa dessa bandalheira que a operadora OI permite que aconteça, não conseguindo detectar os bandidos que roubam o Velox só pra eles.

Para as pessoas honestas, o Velox hoje em dia se aproxima de uma conexão discada. De que adianta ser honesto neste país de merda, onde em tudo temos 80 por cento de ladrões e trapaceiros ?

Dihelson Mendonça

PROSOPAGNOSIA - Por: Vicente Almeida

imaginou como é difícil viver sem reconhecer o rosto de alguém, e às vezes não identificar nem mesmo o seu rosto?

SE perguntar a uma pessoa normal como ela reconhece um rosto, provavelmente ouvirá ela dizer: “olhando para ele, é claro!”

MAS, há pessoas a quem você poderá fazer a mesma pergunta e a resposta será bem mais elaborada. Ela poderá dizer: “Eu vejo como a pessoa se mexe, reparo na voz, no cabelo, no sapato, procuro características marcantes ou simplesmente deixo-a falar um pouco de si, e ai identifico-a”.

OCORRE casos de pessoas que passam um bom tempo para reconhecer alguém. Comigo por exemplo: Não consigo memorizar o rosto de todas as pessoas com quem tenho contato; “Quando encontro alguém na rua, levo alguns segundos para identificar a pessoa e as vezes nem consigo”.

MUITA gente tem dificuldades em reconhecer alguém quando chegam e lhe apresentam dizendo: “Lembra de fulano?” e o interrogado fica angustiado, pois, não consegue lembrar-se daquele rosto. Mesmo já tendo se encontrado com ela em diversas ocasiões.

EM outras ocasiões, elas têm por vezes, dificuldades em imaginar como é a cara dos seus conhecidos, inclusive os parentes mais próximos que passam a maior parte do tempo ao seu lado, ou seja: sua família, basta que eles se ausentem por uns dias.

UMA das queixas mais freqüentes é a existência de problemas em acompanhar programas de televisão ou filmes, porque não conseguem seguir a identidade dos personagens.

DESCULPE-ME Caro leitor, mas se você integra esse grupo de indivíduos com dificuldade em reconhecer um rosto; Bem vindo ao mundo misterioso da PROSOPAGNOSIA, uma das deficiências de memorização mais bizarras que existem.

muitas pessoas que não perceberam ser portador desta disfunção até a idade adulta. Em cada portador, ela pode se apresentar de uma forma diferente. Poderemos memorizar muitos rostos e esquecer outros.

EMBORA essa deficiência exista em muitas pessoas, somente foi identificada em 1944, durante a 2ª Guerra Mundial, quando durante um bombardeio russo, um soldado nazista foi ferido e alguns estilhaços de bomba atingiram sua cabeça, causando lesões cerebrais. Ele foi tratado pelo neurologista alemão Dr. Joachim Bodamer, que fez uma cirurgia para remover os estilhaços.

NO dia da alta hospitalar, e para avaliar o estado neurológico do soldado, o neurologista aplicou um teste simples: Convidou a esposa dele para vestir um uniforme de enfermeira e se juntar às enfermeiras de verdade. Aí pergunta a ele: “Percebe algo de diferente nessas mulheres?” O soldado disse que não. Ele simplesmente não reconheceu mais a esposa!

DOUTOR Bodamer fez inúmeros testes no soldado, que revelaram a normalidade de todas as atividades cerebrais, exceto pelo fato de não conseguir mais identificar rostos, mesmo os mais familiares.

DIANTE daquela perturbante constatação, o neurologista deu a esse estranhíssimo sintoma, o nome de PROSOPAGNOSIA: uma associação das palavras gregas prosopo (“rosto”) e agnosia (“desconhecido”).

O Dr. Bodamer não sabia, e só recentemente a ciência descobriu, é que a PROSOPAGNOSIA na maioria das pessoas, é de origem genética. Não precisa necessariamente que tenham sofrido traumatismo craniano, acidentes vasculares ou doenças degenerativas.

PELO que descobri a PROSOPAGNOSIA afeta todos os tipos de pessoas. Muita gente pode ter essa deficiência e ainda não saber . Mas isto não é motivo para se jogar pela janela. Ela só atrapalha nos casos mais fortes, quando realmente destrói a capacidade de identificar rostos, trazendo transtornos para algumas atividades que exijam o reconhecimento facial, aí sim, muda totalmente a vida das pessoas.

OS estudos aprofundados na Alemanha revelaram um número surpreendente de portadores da PROSOPAGNOSIA:

EM 2006, o geneticista alemão Dr. Thomas Grüter, num estudo com 689 voluntários, selecionados de forma aleatória, diagnosticou 17 casos, o que dá uma média 2,5% da amostra. Baseado nesse estudo, concluiu que existem aproximadamente 2 milhões de pessoas com essa deficiência na Alemanha. Estudos revelaram que no Brasil há uns 4,7 milhões de indivíduos portadores dessa anormalidade. Parece um exagero para você? O neurocientista Dr. Brad Duchaine, da Universidade de Londres, chegou a um resultado parecido: de 1600 indivíduos testados, cerca de 2% tinham alguma dificuldade em reconhecer rostos.

DOUTOR Grüter diz que tentar entender a PROSOPAGNOSIA, pode ajudar a medicina a resolver doenças mais sérias, como Alzheimer, pois uma das conseqüências desse mal é justamente a PROSOPAGNOSIA. A diferença é que no portador de Alzheimer, a perda de memória se inicia com a enfermidade e é progressiva.

percebi ser portador desta deficiência, em 1988, quando a minha esposa passou uns tempos em Fortaleza, cuidando de nossas filhas que lá passaram a estudar. Fiquei sozinho no Crato, e todo final de semana ia visitá-las.

UMA vez, passei 15 dias sem vê-las, e para matar a saudade resolvi ocupar minha mente com elas. Ai tive a grande surpresa, percebi que mentalmente não via o seu rosto. Tentei por todos os meios lembrar-me de algum traço facial e não consegui.

AFLITO fiquei, e em nosso primeiro encontro lhe contei o fato, e ela surpreendentemente zombou de mim e me disse que eu queria era preencher a sua ausência com outra. Foram momentos alucinantes, até dramáticos para nós. Ela não acreditava em mim e eu não sabia como explicar. Mas concluímos que isto era um contra tempo que deveria ser resolvido depois.

CONTUDO a partir daí, passei a perceber que não lembrava o rosto de muita gente, inclusive meus clientes. As pessoas que procurei: médicos e amigos, sempre mandavam tomar remédio para a memória e eu não me conformava com essa orientação, pois lembrava tudo, menos os rostos de algumas pessoas.

O fato não me assustou, mas passei a me observar melhor. Aceitei a situação procurando identificar alguém usando certos artifícios, como por exemplo: quando o interlocutor percebia que eu não o reconhecia dizia: Almeida você não está lembrado de mim? – eu exclamava: Não! Mas vá falando que o identificarei. E fazia isto sem vergonha e sem medo. Estava sendo sincero comigo e com ele. E deixei de me preocupar. Afinal de contas esquecer um rosto não era o fim do mundo. Mesmo assim, até hoje, tenho que dar explicações a muita gente do meu convívio para evitar constrangimentos.

APÓS algum tempo, a minha esposa retornou para casa. Encaminhamos domésticas para cuidarem de nossas filhas até a formatura. Mas, descobri que nem mesmo em casa conseguia lembrar seu rosto, quando não está na minha presença, coisa que nunca havia me preocupado nem percebido. E vou continuar sem me preocupar, agora ela sabe que eu não estava inventando.

QUANDO nos queixamos de não reconhecer um amigo ele nos manda tomar remédio para a memória. Mas, especificamente para este caso, ainda não há remédio.

O estudo sobre a PROSOPAGNOSIA é atualmente, ainda muito limitado no Brasil, e por isso há muitas questões que necessitam ser investigadas. Tão poucos médicos conhecem a condição, ou mesmo o termo, que se você for a um consultório e disser que não lembra o rosto das pessoas, o doutor poderá dizer que isto é normal. Algumas pessoas são ruins com números, outras com nomes, e assim vai. – Mas não é bem assim!

A má notícia é que não existe tratamento nem esperança de cura para a PROSOPAGNOSIA num futuro próximo. Neste caso, ao invés de um tratamento a base de medicamentos, procede-se a um treinamento para que o paciente descubra novas formas de reconhecimento de um rosto. A boa notícia é que, tirando os casos mais extremos, as pessoas com esse estranho problema (que não é uma doença), levam vidas relativamente normais.

NO meu caso, não tenho quaisquer dificuldades na minha vida empresarial nem matrimonial. Alguns rostos, memorizo, outros não!

PASSO essas informações adiante por que pode ser útil a alguém. A parte técnica e científica é bem mais elaborada e foge a compreensão da maioria pela infinidade de ilustrações e termos técnicos, deixo, pois com os profissionais da área.

PESQUISANDO o manancial de informações já escrito sobre memória, descobri as origens e o nome da minha deficiência. Assimilei e hoje, convivo muito bem com ela. Afinal de contas ela está em mim, e a mim compete administrá-la sem medo de ser feliz.

27/11/2009

VESTIBULAR: Por César Mousinho

A palavra vestibular vem do latim vestibulum, que significa entrada. Antigamente usava-se a expressão “exame vestibular” (exame de entrada), com o passar do tempo passou-se a usar apenas “vestibular” para designar esse tipo de prova. O ministro da Justiça e Negócios Interiores, de 1910 a 1913, Rivadávia da Cunha Corrêa. Todas as gerações antes da minha, a minha e depois da minha, juntos gostaríamos de pegá-lo. E o que esse senhor fez para merecer tamanha violência? Nada. Só foi ele quem instituiu o uso de concurso vestibular em todo o país para o ingresso no ensino superior. A decisão foi tomada em 1911, diante da crescente demanda e o praticamente estável número de vagas no ensino superior. Até então só cursava o terceiro grau quem tivesse estudado no colégio D. Pedro 2º, do Rio de Janeiro, ou em colégios certificados por inspetores federais como do mesmo nível. No princípio, os exames eram escritos e orais sobre línguas e ciências. Cada escola fazia a sua própria prova. Não havia um exame unificado por instituição.

Mudanças mais significativas foram acontecer somente na década de 70. Antes disso, de acordo com o vice-diretor da Fuvest (Fundação Universitária para o Vestibular), José Atílio Vanin, os exames cobravam conhecimentos compatíveis apenas com o primeiro ano da faculdade. 'A prova abordava questões de matemática, física, química, redação e uma língua estrangeira. A extensão de conhecimento era menor, mas era mais aprofundado que hoje', compara. Vanin afirma que, em razão disso, era quase impossível ser aprovado no vestibular ao sair do ensino médio, o que proliferou a criação dos cursinhos. Nos anos 60 surgiram os primeiros vestibulares unificados, como o Cecem, que reunia faculdades de medicina e posteriormente de biológicas e saúde, e o Cecea, com escolas de administração, direito e humanas em geral.

Outra dificuldade (para que ninguém diga que hoje é muito pior, se bem que mais estressante) era que as instituições federais realizavam os exames na mesma data, o que impedia as migrações interestaduais. Com a criação da Comissão Nacional do Vestibular Unificado, na década de 70, para regulamentar a seleção, isso acabou. O conteúdo dos exames teve de se restringir às disciplinas do ensino médio, o que, teoricamente, terminaria com a necessidade dos cursinhos. Resolução que, hoje se sabe, não funcionou.

A Fuvest só foi surgir em 1976, selecionando no mesmo exame candidatos à USP (Universidade de São Paulo), à Unesp (Universidade Estadual Paulista) e à Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). O primeiro divórcio foi da Unesp, em 83. A Unicamp saiu em 85.
Os vestibulandos de hoje e da minha época final dos anos 70, que enfrentam(os) maratonas de provas e uma competição que às vezes supera os cem candidatos por vaga, até entendem a necessidade de algum tipo de processo, mas não se conformam com o vestibular.

Em 1996, a nova LDB (Lei de Diretrizes e Bases) estabeleceu que as instituições de ensino superior são livres para decidir o processo de seleção que querem usar. Mesmo assim, aos 98 anos, o vestibular continua firme e forte.

1808 - São instituídos os exames preparatórios para os cursos superiores existentes no Brasil, mas o ingresso torna-se privilégio de colégios de elite apenas a partir de 1837.
1911 - Lei cria a obrigatoriedade do exame de admissão.
1915 - As provas passam a ser chamadas de “vestibulares”, de acordo com o decreto n.11530.
1964 - É criada a Fundação Carlos Chagas para seleção dos candidatos a vestibulares em São Paulo. Os exames ganham questões de múltipla escolha, processadas em computadores.
1968 - Estoura o movimento de excedentes, candidatos aprovados com média mínima, porém, sem vagas. Para solucionar o problema é criada a Lei n. 5540 que passa a instituir o sistema classificatório por nota máxima.
1970 - É criada a Comissão Nacional do Vestibular Unificado, para organizar o sistema no país.
1976 - A USP unifica o seu vestibular com a criação da Fuvest. A primeira prova é realizada no ano seguinte, avaliando também candidatos de duas outras instituições estaduais, a Unicamp e a Unesp.
1994 - A Fuvest altera suas provas, ampliando a fase de Conhecimentos Gerais. A primeira fase passa a ser eliminatória.
1996 - Aprovada a Lei de Diretrizes e Bases. O ingresso ao ensino superior passa a ser feito via processo seletivo a critério de cada escola.
Na sua família ou entre seus amigos, sempre vão existir vestibulandos que foram aprovados na primeira tentativa e outros que já estão na terceira ou quarta e não conseguiram, sem conta os que os pais compram suas vagas. Você que não logrou êxito, não esqueça que já reuni conteúdos para ser aprovado em curso profissionalizante ou concurso públicos.
Boa Sorte.

São Paulo, 27/11/2009
João César Mousinho de Queiroz – Psicólogo Clínico Forense
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Oficialmente velho - Por: Leonardo Boff

Neste mês de dezembro completo 70 anos. Pelas condições brasileiras, metorno oficialmente velho. Isso não significa que estou próximo damorte, porque esta pode ocorrer já no primeiro momento da vida. Mas éuma outra etapa da vida, a derradeira. Esta possui uma dimensãobiológica, pois irrefreavelmente o capital vital se esgota, nosdebilitamos, perdemos o vigor dos sentidos e nos despedimos lentamentede todas as coisas. De fato, ficamos mais esquecidos, quem sabe,impacientes e sensíveis a gestos de bondade que nos levam facilmente àslágrimas, Mas há um outro lado, mais instigante. A velhice é a última etapado crescimento humano. Nós nascemos inteiros. Mas nunca estamosprontos. Temos que completar nosso nascimento ao construir aexistência, ao abrir caminhos, ao superar dificuldades e ao moldar onosso destino. Estamos sempre em gênese. Começamos a nascer, vamosnascendo em prestações ao longo da vida até acabar de nascer. Entãoentramos no silêncio. E morremos. A velhice é a última chance que a vida nos oferece paraacabar de crescer, madurar e finalmente terminar de nascer. Nestecontexto, é iluminadora a palavra de São Paulo: "na medida em quedefinha o homem exterior, nesta mesma medida rejuvenesce o homeminterior"(2Cor 4,16). A velhice é uma exigência do homem interior. Queé o homem interior? É o nosso eu profundo, o nosso modo singular de sere de agir, a nossa marca registrada, a nossa identidade mais radical.Esta identidade devemos encará-la face a face.
Ela é pessoalíssima e se esconde atrás de muitas máscaras que a vidanos impõe. Pois a vida é um teatro no qual desempenhamos muitos papéis.Eu, por exemplo, fui franciscano, padre, agora leigo, teólogo,filósofo, professor, conferencista, escritor, editor, redator dealgumas revistas, inquirido pelas autoridades doutrinais do Vaticano,submetido ao "silêncio obsequioso" e outros papéis mais. Mas há ummomento em que tudo isso é relativizado e vira pura palha. Entãodeixamos o palco, tiramos as máscaras e nos perguntamos:

Afinal, quemsou eu? Que sonhos me movem? Que anjos que habitam? Que demônios meatormentam? Qual é o meu lugar no desígnio do Mistério? Na medida emque tentamos, com temor e tremor, responder a estas indagações vem àlume o homem interior. A resposta nunca é conclusiva; perde-se paradentro do Inefável. Este é o desafio para a etapa da velhice. Então nos damos conta deque precisaríamos muitos anos de velhice para encontrar a palavraessencial que nos defina. Surpresos, descobrimos que não vivemos porquesimplesmente não morremos, mas vivemos para pensar, meditar, rasgarnovos horizontes e criar sentidos de vida. Especialmente para tentarfazer uma síntese final, integrando as sombras, realimentando os sonhosque nos sustentaram por toda uma vida, reconciliando-nos com osfracassos e buscando sabedoria. É ilusão pensar que esta vem com avelhice. Ela vem do espírito com o qual vivenciamos a velhice como aetapa final do crescimento e de nosso verdadeiro Natal.

Por fim, importa preparar o grande Encontro. A vida não éestruturada para terminar na morte, mas para se transfigurar através damorte. Morremos para viver mais e melhor, para mergulhar na eternidadee encontrar a Última Realidade, feita de amor e de misericórdia. Aísaberemos finalmente quem somos e qual é o nosso verdadeiro nome.Nutro o mesmo sentimento que o sábio do Antigo Testamento:"contemplo os dias passados e tenho os olhos voltados para aeternidade".

Por fim, alimento dois sonhos, sonhos de um jovem ancião: o primeiroé escrever um livro só para Deus, se possível com o próprio sangue; e osegundo, impossível, mas bem expresso por Herzer, menina de rua epoetisa:"eu só queria nascer de novo, para me ensinar a viver". Mascomo isso é irrealizável, só me resta aprender na escola de Deus.Parafraseando Camões, completo: mais vivera se não fora, para tão longoideal, tão curta a vida.

Texto postado por: José Flávio Vieira

Varal - Por: José Flávio Vieira


Fundo de quintal. Uma corda estendia-se diagonalmente entre um galho de jaqueira e um ramo de figueira. Como que delimitava uma fronteira imponderável entre o pomar e o resto do mundo. Do fundo, a goela da manhã soprava um vento alísio que vibrava as folhas das árvores , arrancando do verde uma música lânguida e reconfortante. A um lado, logo abaixo da figueira, mal se entrevia uma mulherzinha atarracada, defronte a um tanque de alvenaria. Pano envolvendo a cabeça, vestido longo, desfalecendo o tecido solto até os pés, parecia uma afegã se dirigindo à mesquita. Uns braços roliços saltavam das mangas e, ritmicamente, iam batendo contra a laje do tanque, untadas de água e sabão, uma montanha de roupas. Elas se ajuntavam dentro de uma bacia posta por cima de um tamborete, ao pé da árvore. Lavadas, as peças iam sendo paulatinamente colocadas no varadouro, presas a pegadores, ao doce sabor adocicado do vento. Aos poucos, o sopro cálido , espargindo as roupas úmidas , como bandeiras desfraldadas, lhes roubava a umidade. Abaixo do varal estendiam-se vários buraquinhos, quase que milimetricamente esculpidos pelas gotas que escorriam das malhas de tecido.

À medida que as roupas se iam enxugando, alguns resquícios de manchas se tornavam mais visíveis em meio ao encardido das vestes. Como se o varadouro fosse um mastro e cada peça uma bandeira a expor simbolicamente histórias de batalhas pretéritas e seus espólios de guerra. A cueca do adolescente tentava esconder a mácula próximo a braguilha, resultado do míssil lançado, a contra gosto , na polução da noite anterior. A fraldinha do bebê , por outro lado, não estava nem aí para nódoa amarronzada que lhe marcava o centro do quadrilátero, como se calculada geometricamente por prumo de pedreiro. A calçola rósea da mocinha avermelhava-se ainda mais, tentando esconder a marca rubra da primeira menstruação. A colcha de cama tomava egoisticamente grande espaço do varal e fora virada com o lado avesso para o mundo, quem sabe assim não se ocultavam melhor os claros sinais da batalha de Eros travada por um casal na noite anterior ? No meio delas, uma mancha oleosa escura fazia um contraponto esquisito com as outras mais esbranquiçadas.

A calça comprida parecia olhar com empáfia para os outros trajes pendurados na corda, entendia-se claramente ser do dono da casa, até porque mostrava como vestígios o respingado da tinta, um pouco esmaecida de um pintor de paredes. A Samba-Canção do vovô , com as desvanecidas manchas amareladas da incontinência, olhava algo sorridente para a fralda, presa do outro lado da corda, percebia claramente que as extremidades se tocam. O vestido de cambraia da dona de casa estampava manchas indeléveis, já aparentemente imunes à lavagem , típicos resquícios da cotidiana batalha doméstica.

De repente, a repetitiva e costumeira paisagem pareceu estilhaçar-se. Os galhos entrelaçados da figueira e da jaqueira fremiram como se assumissem o testemunho ocular de um crime perpetrado. Um macacão jeans, rapidamente esfregado pelas mãos da mulher, foi colocado, disfarçadamente, no varal. Mal ocultava marcas de óleo escuro que resistiam ao enxágüe. A colcha o observou com um ar de indisfarçável familiaridade. Um lufada de vento mais forte fez com que suas pernas enroscassem languidamente o vestido de cambraia, sob o visível olhar de reprovação de todo o varal. Abaixo, na terra úmida , os fluidos escorridos se mesclavam em homogeneidade, sem preconceitos. Corriam líquidos , como afluentes de um rio maior chamado vida. Unidos na fluidez , já era impossível definir sua origem. Apenas uma nódoa oleosa destoava , sobressaindo-se heterogeneamente no fluxo, dificultando a respiração dos peixes e conciliação dos elementos a caminho da foz.

Por: J. Flávio Vieira

Uma Burca para Geise - Por: João Ludgero

Quando Geise apareceu
Balançando o mucumbu
Na Faculdade Uniban,
Foi o maior sururu:
Teve reza e ladainha;
Não sabia que uma calcinha
Causava tanto rebu.

Trajava um mini-vestido,
Arrochado e cor de rosa;
Perfumada de extrato,
Toda ancha e toda prosa,
Pensou que estava abafando
E ia ter rapaz gritando:
"Arrocha a tampa, gostosa!"

Mas Geise se enganou,
O paulista é acanhado:
Quando vê lance de perna,
Fica logo indignado.
Os motivos eu não sei,
Mas pra passeata gay
Vai todo mundo animado!

Ainda na escadaria,
Só se ouvia a estudantada
Dando urros, dando gritos,
Colérica e indignada
Como quem vai para a luta,
Chamando-a de prostituta
E de mulherzinha safada.

Geise ficou acuada,
Num canto, triste a chorar,
Procurou um agasalho
Para cobrir o lugar,
Quando um rapaz inocenteDisse:
"oh troço mais indecente,
Acho que vou desmaiar!"

A Faculdade Uniban,
Que está em último lugar
Nas provas que o MEC faz,
Quis logo se destacar:
Decidiu no mesmo instante
Expulsar a estudante
Do seu quadro regular.

Totalmente escorraçada,
Sem ter mais onde estudar,
Geise precisa de ajuda
Para a vida retomar,
Mas na novela das oito
É um tal de molhar biscoito
E ninguém pra reclamar.

O fato repercutiu
De Paris até Omã.
Soube que Ahmadinejad
Festejou lá no Irã,
Foi uma festa de arromba
Com direito a carro-bomba
Da milícia Talibã.

E o rico Osama Bin Laden,
Agradecendo a Alá,
Nas montanhas cazaquistãs
Onde foi se homiziar
Com uma cigana turca,
Mandou fazer uma burca
Para a brasileira usar.

Fica pra Geise a lição
Desse poeta matuto:
Proteja seu bom guardado
Da cólera dos impolutos,
Guarde bem o tacacá
E só resolva mostrar
A quem gosta do produto

Autor: Valente Ferreira

Transposição: o negócio da água - Postado por Océlio Teixeira

Nota: Só para deixar claro aos lulistas e petistas de plantão: este texto não é de autoria de nenhum membro do PSDB ou do DEM, ou de algo parecido, mas de um sociólogo pertencente a uma das instituições mais respeitadas quando se trata da defesa dos camponeses, a Comissão Pastoral da Terra(BA), vinculada à CNBB.

Por: Rubem Siqueira*

"Mal Lula e Dilma, em campanha eleitoral antecipada, correram as obras no Rio São Francisco, encadeiam-se fatos novos e muito elucidativos a respeito do assunto. Finalmente, a verdade. O Comitê da Bacia chegou a um acordo sobre os valores da água captada na bacia e na transposição. Nesta a de uso produtivo custará o dobro da de uso humano, o que vai encarecer a do eixo norte, de maior volume e voltado para irrigação agrícola, criação de camarão e indústria. Isto vai desmascarar de vez a transposição.

Como em casos anteriores, o Conselho Nacional de Recursos Hídricos, dominado pelo governo federal, deve atropelar a decisão do comitê. Aliás, o sistema que se diz baseado na gestão compartilhada e participativa das águas esbarra no centralismo autoritário do conselho e interesses outros.

O Ministério da Integração Nacional, responsável pela obra, anuncia a proposta de criação da ANS– Águas do Nordeste Setentrional, nome provisório do operador do sistema hídrico criado com a transposição. Diz que funcionará como o poderoso e intangível ONS – Operador Nacional do Sistema Elétrico, que apagões têm posto em xeque... Um órgão público ou empresa privada deverá funcionar vinculadamente, para operar canais e comportas.

A formar a ANS, além do governo federal, os estados receptores, ficando fora os estados doadores, como antes se projetou com a Chesf Águas e o Dnocs.

Desmascara-se assim a propalada “integração de bacias”, a qual não cabe na disputa pelo mercado de águas. E o conflito federativo causado pela transposição tende a se agravar. Definitivamente, o unido Nordeste dos tempos da Sudene e dos polpudos fundos federais compartidos já era! O ANS vai gerenciar o mercado das águas todas – as transpostas e as outras, já que vão se integrar.

A ANA– Agência Nacional de Águas cobra da Paraíba garantias desta integração mercantil. Que outro objetivo teria levar continuamente, a mais de 300 metros de altura, 2,1 bilhões de m³ de água,para uma região que já tem 37 bilhões de m³ armazenados em 70 mil açudes, a maioria públicos? Integrado o sistema sob um único operador, com poder sobre a definição de usos e preços da água, implanta-se o mecanismo do “subsídio cruzado”, pelo qual os altos custos da água são distribuídos entre todos os usuários. Tal como funciona hoje com o sistema elétrico, a sociedade subsidiará o uso empresarial da água. Teremos que inventar a campanha “O preço da água é um roubo”, como faz hoje o MAB – Movimento dos Atingidos por Barragens com o preço da luz.

Neste contexto, a notícia do novo Atlas Nordeste da ANA, a ser publicado ainda este ano, vem enviesada. Aguardado com expectativa pelas organizações e movimentos sociais de Convivência com o Semiárido, o Atlas deve trazer diagnóstico e sugestões de como resolver o déficit hídrico urbano nos municípios nordestinos abaixo de 5 mil habitantes, não contemplados na edição anterior.

Ao adiantar que 73% destes 1.892 municípios estão sob risco de desabastecimento e que seriam necessários R$ 9,2 bilhões para resolver o problema, a ANA apressa-se em dizer que a transposição (R$ 5,5 bilhões)não basta e que as obras do Atlas não são alternativas nem conflitivas com ela, mas complementares, sem as quais a transposição será “ineficiente”.

Inevitável a pergunta se estas águas também estarão sob domínio da ANS e de sua lógica mercantil. É gritante ainda que as localidades com maior risco de desabastecimento estão no Piauí, Maranhão e Alagoas, bem longe dos canais.

Fica cada vez mais claro que o motivo da transposição não é a sede de 12milhões de nordestinos, do cansativo discurso de Lula, mas o auspicioso “negócio da água”. Porque vai lhe custar caro, não é a água que o povo do Nordeste todo espera e precisa e merece. De novo, ele é vítima da cruel “indústria da seca”, que melhor seria hoje chamar de “hidronegócio”. Já o Rio São Francisco, o doador do insumo principal para este negócio, precisa bem mais que esgotamento sanitário sem estação de tratamento e mudinhas de árvores aqui e ali."

*Ruben Siqueira é Sociólogo, membro da Comissão Pastoral da Terra(CPT) na Bahia
Fonte: CPT - BA: http://www.cptba.org.br/

O Muro de Belém. Por Darlan Reis Jr.


Eis o Muro de Belém, construído pelo Estado de Israel para "impedir o terrorismo". Mais de 600 residências na Palestina foram destruídas para que esse muro fosse construído. Na verdade, não é bem o "muro" de Belém, pois tem 700 kms de extensão, mas ele corta a cidade onde supostamente Jesus Cristo nasceu. Com 700 kms, é três vezes maior que o Muro de Berlim, e tem as paredes com 08 metros de altura. E segundo os prognósticos, serão construídos mais quilômetros de muros, isolando os palestinos, ou os "terroristas" como o Estado sionista intitula seus adversários.

Conheça Dubai, o Emirado dos projetos faraônicos

DUBAI, Emirados Árabes Unidos (AFP) - Ameaçado de bancarrota pela incapacidade de saldar sua dívida, o Emirado de Dubai construiu seu sucesso em vários projetos faraônicos, tanto imobiliários quanto turísticos. O último é Burj Dubai, a torre mais alta do mundo com mais de 800 metros, que deve ser inaugurada no dia 4 de janeiro.

Esta torre de 160 andares, em construção desde 2004 por um custo avaliado em um bilhão de dólares, constitui o elemento central de um gigantesco projeto de novo bairro de 20 bilhões de dólares, o Downtown Burj Dubai, que inclui o Dubai Mail, o maior shopping center do mundo, segundo seus promotores. No segundo semestre de 2008, o Emirado, cujas ambições pareciam então sem limite, anunciava novos projetos gigantescos, entre eles uma nova cidade, Jumeirah Gardens, de quase 90 bilhões de dólares, e uma torre de 1 km de altura, a Nakheel Harbour and Tower, em torno de um centro empresarial de 28 bilhões de dólares. O Emirado também lançou a construção de três ilhas artificiais em forma de palmeira.

A única já terminada, Palm Jumeirah, tem milhares de apartamentos, mansões e hoteis de luxo, entre os quais o Atlantis-The Palm. Desde sua inauguração, em novembro de 2008, o estabelecimento de 1.539 quartos se tornou uma atração turística, da mesma forma que o famoso Burj Al-Arab, em forma de vela, apresentado como o único hotel sete estrelas do mundo.


Outro projeto faraônico é o The World, um conjunto de 300 ilhas artificiais ao largo de Dubai.

A inauguração de Dubailand - uma Disney em grande escala orçada em 64 bilhões de dólares - também foi adiada. O Dubai Festival City tem 20.000 apartamentos, 50.000 escritórios, 3.500 quartos de hotel, 100 restaurantes e dois shoppings. Dubai também tem o Mall of Emirates, inaugurado em 2005 e famoso por contar com a maior pista de esqui coberta do mundo, a Ski Dubai. O Mall of Arabia, apresentado como o maior shopping center do mundo com um milhão de km2, deve ser inaugurado em 2016.

Fonte: Yahoo Notícias


De Crato a Assaré no início do Século Vinte - por Magali de Figueiredo Esmeraldo.


H
oje com estradas asfaltadas, com muita facilidade, saindo de Crato, chegaremos a Assaré com aproximadamente hora e meia de viagem. Entretanto, não foi assim no relato do meu tio José Alves de Figueiredo Filho. No seu segundo livro, “Meu Mundo é uma Farmácia” ele narra à aventura de uma viagem dele e de sua família aos sertões de Assaré, que tinham fama de clima saudável e abundância de leite. O objetivo dessa viagem era visitar a farmácia do seu tio Paulo Viana, em Assaré. Ele explica que esse seu tio, que era irmão da sua mãe Emília, minha avó, em plena adolescência teve que procurar lugares mais pobres para estabelecer-se com a sua farmácia.

Nessa viagem, além do tio José e do seu tio Paulo, participaram também os seus pais José Alves de Figueiredo e Emília Viana de Figueiredo, meus avós e Elisa Viana, irmã de sua mãe. Viajava junto também seu irmão Mário, que como ele, era ainda muito criança, um pouco mais velho. Esse irmão dele viria a falecer mais tarde, aos dezoito anos, de diabetes. Naquela época ainda não havia a insulina.

Além das pessoas citadas acima, acompanhavam essa viagem alguns trabalhadores da família, como arrieiros. Era época de inverno e as muitas chuvas contribuíram para que houvesse muitos atoleiros. Freqüentemente graças à perícia dos arrieiros os burros eram arrancados dos atoleiros.

Em conseqüência das chuvas torrenciais, ficaram acampados dois dias nas Guaribas, distante seis quilômetros do Crato. Somente depois que cessaram as chuvas eles seguiam viagem. As terras muito alagadas e com muita chuvas caindo obrigavam a caravana a parar de vez em quando.

O tio José narra com muito sentimento, o desconforto que ele e seu irmão sofreram durante a viagem, pois eles viajavam sentados em dois caixões, um de cada lado do burro. Além do mais, iam juntos com os jumentos que levavam a bagagem e os mantimentos e, por isso se sentiam muito humilhados. Esses caixões foram construídos pelo seu pai e eram cobertos por um toldo de lona para protegê-los do sol e da chuva. No meu entender, o meu avô teve a boa intenção de proteger os filhos que, por serem pequenos, não podiam viajar em cavalos. Só quem viajava a cavalo eram seus pais, o tio e a tia. No entanto, o meu tio José não justificava essa iniciativa de seu pai de construir tal caixão. Reclamava muito das dificuldades: sacolejos, atoleiros, unhas de gatos, galhos e espinhos que entravam pelas caçambas e os feriam, além dos chuviscos e orvalho que os ensopavam. E ainda se envergonhavam da maneira como viajavam, pois despertava a curiosidade da meninada.

Ao contar a história dessa aventura, tio José descreve a maneira como as mulheres montavam a cavalo. Sentavam de lado e não escanchadas, como os homens. A mãe dele tinha medo e, para vencer as dificuldades rezava com muita fé todas as jaculatórias que aprendera na adoração, sempre que o cavalo dava solavancos. Já a tia Elisa tinha muita coragem, mesmo sentada de banda, cavalgava bem, corria galopava e marchava no cavalo.

Ao meio dia era hora do descanso. A caravana se arranchava em velhas casas sertanejas alpendradas. Os arrieiros tiravam as cargas e selas e os animais iam pastar livres do peso. Os mantimentos eram tirados dos animais. Quem se encarregava de temperar os alimentos eram as mulheres e, quem cozinhava eram os arrieiros.

As redes eram armadas nos alpendres. Depois do almoço, todos descansavam e somente às duas horas da tarde davam prosseguimento à viagem. Depois de enfrentar todas as adversidades no percurso, sol quente e chuvas, ao entardecer paravam novamente em outra casa alpendrada. Era costume na época, qualquer viajante ter direito de abrigar-se à sombra da casa amiga e acolhedora. Tanto ricos como pobres eram bem recebidos. Ao construir casas alpendradas, o objetivo do sertanejo, além de se abrigar dos raios solares nordestino, era também acolher o transeunte.

A memória prodigiosa de José de Figueiredo Filho, o fez lembrar-se de toda essa aventura, incluindo os balanços na rede, cantando as cantigas da cultura cearense, na noite em que pernoitaram em Nova Olinda.
Aprendeu tais modinhas com Maria Carimbé que trabalhava para sua família. Anos depois ele recordava esses momentos, ouvindo nos programas radiofônicos a “Hora da Saudade” que tocava todas as cantigas daquela época.

Finalmente chegaram a Assaré em uma manhã nublada. Para entrarem naquela localidade, tiveram que passar por uma estreita parede de um açude. Quando entraram nas primeiras ruas, a garotada os seguiu com a curiosidade ainda mais aguçada, por ver os meninos viajando como se fossem carga. Não foram vaiados porque procediam de um local mais adiantado do que aquele, segundo conta tio José. Todos os atropelos e canseiras foram compensados pelas maravilhosas férias em Assaré.

Adaptado Por Magali de Figueiredo Esmeraldo de “Meu Mundo é uma Farmácia” de J. de Figueiredo Filho – Coleção Alagadiço Novo – UFC , 1996, páginas 35-38

Lula diz que Brasil tem melhor “sistema elétrico do mundo”

Para o presidente, “apagão” do último dia 10 foi apenas um incidente.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira (26), em entrevista exclusiva à agência Efe, que o Brasil possui "o melhor sistema elétrico do mundo" e que não haverá risco de apagão durante os Jogos Olímpicos que acontecerão no Rio de Janeiro em 2016. Confira também. Lula disse ainda que o incidente que deixou grande parte do país às escuras, há duas semanas, foi imprevisto e não dependeu "da vontade humana".

- O que ocorreu com o setor energético brasileiro não foi falta de transmissão ou de geração, foi um incidente. Temos de ver as causas e reparar os possíveis erros que tenham sido causados ao sistema. O presidente se referiu à falta de energia que atingiu 18 Estados brasileiros e o Paraguai na noite do dia 10 de novembro. Alguns desses lugares chegaram a ficar 6 horas às escuras. As causas do incidente ainda não foram completamente esclarecidas. A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), a Itaipu e o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) devem apresentar laudos técnicos sobre as causas do blecaute. Caso fique constatado que houve falha desses órgãos, eles podem responder a um inquérito civil público.

Do R7, com agência Efe

Prêmio da Mega-Sena da Virada pode passar de R$ 85 milhões

Apostas para o sorteio começam na segunda-feira. Loteria também terá sorteios extras na semana do Natal.

O último prêmio da Mega-Sena em 2009, que será sorteado no dia 31 de dezembro, deve passar de R$ 85 milhões, segundo estimativa da Caixa Econômica Federal. As apostas para a Mega-Sena da Virada começam a ser feitas na próxima segunda-feira (30), em todas as lotéricas do país. O valor é o maior já pago pelas loterias da Caixa. Até hoje, o maior prêmio foi de R$ 64,9 milhões, que saiu para uma única aposta da Mega-Sena, em outubro de 1999. Para oferecer esse valor, 5% do total destinado a prêmios em todos os concursos da Mega-Sena desde o início de 2009 estão sendo reservados para o sorteio especial. Até a data do sorteio, a expectativa de grande número de apostas pode aumentar ainda mais o valor previsto.

Como jogar

Para jogar com antecedência, o apostador deverá utilizar o volante especial da Mega-Sena da Virada, que já está disponível nas lotéricas. Além do valor recorde, outra novidade é que o prêmio não acumulará. Se ninguém acertar os seis números sorteados, a bolada será dividida entre os acertadores de cinco números.

Mega Semana de Natal

Além da Mega-Sena da Virada, o fim de ano terá outra novidade. A Caixa Econômica Federal vai realizar três sorteios da Mega-Sena na mesma semana. Os sorteios acontecem nos dias 22, 24 e 26 de dezembro e serão concursos regulares da Mega-Sena. Os sorteios da Mega Semana de Natal serão realizados no Caminhão da Sorte, que estará na cidade de Tubarão, em Santa Catarina.

Fonte: G1

Educador Paulo Freire é anistiado post-mortem - Postado por: Océlio Teixeira

"Perseguido pelo regime militar, o educador Paulo Freire teve sua vida monitorada pelos órgãos de informação até fevereiro de 1990, quando o Brasil já havia passado por eleição direta para presidente, em 89, depois de 25 anos sob uma ditadura.

A informação serviu para embasar decisão da Comissão de Anistia que ontem aprovou a condição de anistiado político post-mortem de Freire, que morreu aos 76 anos, em 1997.”

Para maiores informações sobre a vida e a obra deste grande mestre visite o site: http://www.paulofreire.org.br/

Fonte: O Globo, via Blog do Eliomar
Postagem: Océlio Teixeira de Souza

Polícia Internacional mantém ordem de busca de Polanski


A Interpol (Polícia internacional) anunciou nesta quinta-feira que mantém a ordem de busca do cineasta franco-polonês Roman Polanski, apesar de sua libertação pelo pagamento de uma fiança na Suíça, onde deve cumprir prisão domiciliar até que as autoridades locais se pronunciem sobre sua extradição para os Estados Unidos. "Após a decisão do Ministério de Justiça suíço de libertá-lo depois do pagamente de uma fiança, a Interpol lembrou, em uma circular enviada a seus 188 países-membros, que (o cineasta) continua sendo objeto de uma 'nota vermelha' emitida a pedido das autoridades americanas", indicou o organismo, em comunicado. A "nota vermelha" é utiliza para "pedir detenção provisória em vista de uma extradição de indivíduos procurados" e "está baseada em um mandato de detenção ou em uma decisão da Justiça", afirmou.

Polanski, que está preso desde 26 de setembro, dia em que chegou a Zurique, poderá deixar a prisão depois que as autoridades suíças concederam liberdade a ele depois do pagamento de uma fiança de 3 milhões de euros. O cineasta deve cumprir prisão domiciliar até que seu processo de extradição para os Estados Unidos seja concluído, pelo crime de abuso sexual cometido em 1977.

Da Efe, em Paris

BlogHumor - A descoberta do Brasil segundo os Trapalhões





Fonte: Youtube

BlogHumor - Relembrando o Mussum e a Grávida

O BlogHumor de hoje traz o grande humorista brasileiro Mussum, em uma das seus melhores cenas:





Fonte: Youtube

CRATO - Notícias do Dia 27 de Novembro de 2010



Prefeitura do Crato realiza solenidade de entrega de certificados aos Alunos do ProJovem Trabalhador Juventude Cidadã

Com as presenças do Prefeito Samuel Araripe, do vice-prefeito Raimundo Bezerra Filho da Secretária Municipal de Assistência Social Liduina Andrade, a coordenadora do ProJovem Trabalhador - Juventude Cidadã Rosevany Bezerra, representantes do Ministério do Trabalho e Emprego, do Centro Comunitário Santa Maria, alunos e instrutores foi realizada na noite de ontem a entrega dos certificados de conclusão aos jovens que participaram das capacitações profissionais oferecidas pelo referido projeto. O ProJovem Trabalhador – Juventude Cidadã do Crato promoveu 10 cursos com 20 turmas com uma média de 20 a 25 alunos por turma. Esse projeto é concebido pelo Governo Federal, tem como objetivo qualificar socialmente e profissionalmente jovens na faixa etária de idade de 18 a 29 anos de idade para o mundo do trabalho.

O município do Crato vem desenvolvendo um eficiente trabalho no que diz respeito a promover, educação profissional e inclusão social aos jovens participantes do projeto, bem como disponibilizando subsídios para uma melhoria significativa na qualidade de vida dos mesmos. Muitos deles já estão inseridos no Mercado de Trabalho e tendo novas perspectivas de futuro.

05 turmas de Auxiliar administrativo;
01 turma de Agro-extrativismo;
02 turmas de alimentação;
02 turmas de construção e reparos;
01 turma de arte e cultura;
01 turma de metal mecânica (mecânica de motos);
03 turmas de saúde (atendimento consultórios médicos, hospitais... e prevenção da saúde na comunidade);
02 turmas telemática;
01 turma de turismo e hospitalidade;
02 turmas costura do vestuário.

2ª etapa da campanha contra febre aftosa vai até próxima terça-feira

A Secretaria de Agricultura, Pecuária e Recursos Hídricos do Crato comunica aos pecuaristas que a 2ª etapa da campanha contra febre aftosa irá até a próxima terça-feira dia 30. Erasmo Ferreira, Secretário de Agricultura, Pecuária e Recursos Hídricos do Crato frisa a importância de adquirir a vacina na loja veterinária de sua preferência e apresentar a nota fiscal com informações do rebanho vacinado no escritório da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Ceará ADAGRI ou Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará EMATERCE do município. Vale lembrar que é fundamental a apresentação do CPF na hora da compra da vacina e a atualização do cadastro no momento da declaração. E atenção: o período de declaração será até 15 de dezembro de 2010.

Crato vence mais uma etapa na conquista do Selo Município Verde

O Governo Municipal do Crato através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Controle Urbano - SEMAC e o Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente - COMDEMA realizou ontem uma Reunião com a Coordenadora do Comitê Gestor do Programa Selo Município verde - PSMV do Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente - CONPAM do Governo do Estado do Ceará Dra. Maria do Socorro Ferreira de Azevedo. Na ocasião foi apresentado o desempenho do Município do Crato no referido Programa neste ano de 2010. De acordo com a coordenadora do Selo Verde, dos 137 municípios inscritos este ano no Programa, 110 enviaram ao CONPAM os questionários de Gestão Ambiental e Mobilização Ambiental. No entanto, apenas 89 tiveram avaliação validada quanto aos prazos. O Crato foi um dos 33 municípios que, após avaliação de Gestão Ambiental, Mobilização Ambiental e Desempenho Ambiental, obtiveram Índice de Sustentabilidade Ambiental (ISA) suficiente para serem avaliados “in loco” e que, portanto, continuam na disputa pela obtenção do Selo Verde 2010, em seguida foram avaliados “in loco”, por técnicos do Programa e o resultado sairá em breve.

Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal do Crato
www.crato.ce.gov.br

YAONI SÁNCHEZ A BLOGUEIRA CUBANA QUE DESNUDA A DITADURA DE FIDEL CASTRO - Texto enviado por: George Macário


Fica vez mais patente que nenhuma ditadura consegue controlar, e calar, a internet. A web se consolida como o último reduto dos que lutam contra a opressão e falta de liberdade de expressão.O paraíso de dez entre dez vermelhinhos é na realidade o cemitério da democracia no caribe. A cubana Yoani Sánchez está se tornando um símbolo mundial da liberdade de expressão na internet. Proibida de ser lida em seu próprio país, de viajar para receber diversos prêmios internacionais, vigiada dia e noite, e agora sequestrada e espancada por agentes da policia política, ela continua contando em seu blog como é a vida real em Cuba — que os meios de comunicação estatais, sovieticamente controlados, escondem.

Yoani é perseguida porque revela a realidade do cotidiano cubano, desmente mitos da propaganda oficial com fatos e fotos, ironiza e debocha dos dinossauros no poder, é intolerável para qualquer ditadura. Pior, quanto mais famosa fica, mais difícil calá-la e encarcerá-la, por medo do clamor internacional. No clássico estilo oficial, é acusada de ser inimiga da revolução a soldo da CIA e do Império, embora viva modestamente e sequer tenha internet em casa, privilégio dos fiéis ao partido. Tem que fazer os seus posts de lan houses, que são proibidas aos cubanos, disfarçada de turista.

Os anticastristas fanáticos de Miami, que se nivelam em estupidez aos castristas da ilha, na tentativa de monopolizar a oposição ao regime, plantaram que Yoani fez um acordo com o governo e é usada para mostrar que há liberdade de expressão em Cuba. É ridículo: ela não pode nem ser lida na ilha.

Os velhos revolucionários nunca imaginaram enfrentar inimigo tão poderoso, a serviço do Império, por supuesto: blogs, twitters, sites, celulares, e-mails, satélites, que estão mostrando os desastres de 50 anos de revolução. Tudo que o governo cubano não tolera. Mas é um caminho que não tem mais volta, que nem armas, nem slogans e nem bravatas poderão conter.

Corajosa, logo depois da agressão, Yoani postou fotos de diversos agentes da repressão que vigiam seu apartamento e seus passos. Os arapongas foram flagrados no susto, alguns fugindo, outros cobrindo o rosto como bandidos presos, em flagrantes históricos de uma ditadura. A caça, armada de celular, passou a caçadora. Os secretas foram expostos, suas fotos circulam pela ilha, Yoani pergunta o que eles vão dizer a suas famílias.

Fonte: O GLOBO

CRATO - Histórias e Estórias do Crato de Antigamente - Por: Ivens Mourão


NE - A Eterna Rivalidade Flamengo e Vasco no Crato do Século XX


UMA VEZ FLAMENGO, FLAMENGO ATÉ MORRER.

Meu pai foi um torcedor símbolo do rubro-negro carioca. Seguiu, literalmente, o lema: “Uma Vez Flamengo, Flamengo Até Morrer”. Foi uma paixão iniciada com o time campeão de 1939, onde brilhavam Leônidas da Silva, Domingos da Guia e já se iniciava o genial Zizinho. A paixão sedimentou-se com o tri campeonato de 1942/1943/1944. Até o final da vida lembrava-se do time tri-campeão em cima do Vasco: Jurandir, Newton e Quirino; Biguá, Bria e Jaime; Valido, Zizinho, Pirilo, Tião e Vevé. Não cansava de repetir os detalhes do gol do Valido, o do tri, no último minuto. Deliciava-se com o “choro” dos vascaínos, dizendo que o gol fora ilegal, pois o Valido se apoiara nas costas de um defensor do Vasco. Ele completava: “E ainda foi de mão”. Para ele deve ter sido o gol do século.

No Crato, onde residiu de 1937 a 1955, era o torcedor mais famoso. Ainda hoje, os da sua época associam o nome Mourãozinho com o hábito de “assistir” aos jogos sentado numa cadeira de balanço de tucum, de frente para um rádio holandês e com uma quartinha cheia d’água ao lado, com um copo de alumínio tampando a quartinha. Os seguidos copos d’água acalmavam o seu nervosismo nas transmissões do outro fanático, Ary Barroso. Quando faltava energia ligava para “Seu Zé” (José Pereira, empregado do Armazém onde trabalhava) para ir falar com o “Pedro da Luz” para saber qual era o problema. Quando o “Seu Zé” dizia:

- “Mourãozinho o problema é no gerador e vai demorar”

Corria para improvisar uma bateria de carro, para ouvir o jogo do Flamengo.
Para ele todo juiz prejudicava o Flamengo. Nunca perguntava o nome do juiz e sim:

- “Quem é o ladrão?”.

A morte do grande presidente Gilberto Cardoso abalou-o, como se tivesse perdido um irmão querido. Uma derrota do Flamengo o deixava de muito mau humor.
Esta paixão rubro-negra transmitiu para os cinco filhos e daí para os netos e bisnetos. Sem dúvidas, será uma tradição que se perpetuará.

Presidente Gilberto Cardoso


Este é o time da final de 1944. Da esquerda para a direita: Jurandir, Quirino, Newton,Valido, Jaime, Bria, Pirilo, Zizinho, Tião, Biguá e Vevé

Identicamente, nos orientou que time torcer nos outros estados. Sempre tinha alguma relação com o Flamengo. Em São Paulo era o São Paulo, porque jogava o ídolo Leônidas. Em Porto Alegre era o Internacional, pois de lá vieram dois jogadores flamenguistas: Luizinho e Bodinho. Quando fui morar em Porto Alegre já tinha o Internacional para torcer. Lá morava o Marcelo, com a camisa do colorado e transmitindo a paixão para o filho Tiago. Em Minas, o Atlético, pela mesma razão de ter vindo o jogador Lero. Em Recife o Sport, devido à semelhança da camisa, e assim por diante. Em Fortaleza, a analogia era com o fato de ser o Ceará o “mais querido do Estado”, e devido aos ídolos Pipiu e Mitotônio. Tal paixão flamenguista não ficava impune perante os grandes rivais: os torcedores vascaínos. Uma derrota do Flamengo e o telefone da nossa casa (24.14, de veio), não parava de chamar. Até torcedores do Flamengo ligavam. E era comum, pois o Vasco era o grande time no final da década de 40 e início da de 50. Quando passamos a morar em Fortaleza (1956), já tínhamos um time para torcer: o Ceará. O Mendelssohn é o que tem maior paixão pelo Ceará. Num fim de semana veste a camisa do Flamengo e no outro, a do Ceará.
No final da vida papai assistiu, agora pela televisão, a conquista do tri-campeonato de 1999/2000/2001. Como era de praxe, na segunda-feira, fui à sua casa com os jornais, relatando a conquista, e levando um pôster. Mostrei para ele, mas não vi uma reação maior, como era comum.

A ateroesclerose senil estava embotando o seu cérebro. Mas, vez ou outra, ele nos surpreendia com um comentário próprio de quem estava na plenitude de sua consciência. Como o Ceará estava atravessando um período muito ruim, saiu-se com a seguinte frase, quando indagado sobre o Ceará.

- “Tanto apanha como dão nele”.

Pouco antes de falecer esteve um período no hospital. Ficou uns dias em apartamento, outro tanto na UTI e recebeu alta, para, menos de um mês depois falecer, em casa.
Em um dos dias em que se encontrava no Hospital, antes de ir para a UTI, tinha a companhia do Marcelo e do Mendelssohn. Estava repetindo uma frase, o que era próprio da doença. O Mendelssohn tentou indagar sobre o que era e ele continuava a repetí-la, mecanicamente. O Marcelo - que é médico - utilizou a técnica de fazer uma pergunta para ele esquecer aquela frase. Então, perguntou:

- “Papai, e o Ceará?”.
- “Tanto apanha como dão nele”.

O Mendelssohn, que estava ao seu lado, resolveu fazer uma brincadeira:

- “Papai, o seu Flamengo está do mesmo jeito. Tanto apanha como dão nele”.

A sua reação foi imediata. Estava com o olhar fixo para o teto do apartamento. Meneou a cabeça para o lado onde estava o Mendelssohn. Deu aquela “encarada”, abriu bem os seus olhos verdes, levantou mais a sobrancelha esquerda e disse, com um sorriso nos lábios e bem compassado:

- “É... mas é tri cam-pe-ão ca-ri-o-ca”.

Nada mais disse e nem precisava. Caso estivesse um pouco mais lúcido teria completado: “E em cima do Vasco!!!” Realmente, seguiu o lema que tanto repetiu: “Uma Vez Flamengo, Flamengo até Morrer”.

16 DE JULHO DE 1950

Esta rivalidade Flamengo x Vasco deixou-nos na memória o seguinte fato: Domingo, 16 de julho de 1950. Papai de terno de linho branco, mamãe (sua eterna Giseuda), muito elegante, ambos conduzindo três filhos (Yara, Raimundo e eu), para a missa das nove horas na Igreja de São Vicente. O Marcelo ficara com a babá e o Mendelssohn ainda não havia nascido. Naquele dia, no Rio de Janeiro, se decidia o IV Campeonato Mundial de Futebol.


Cartaz da Copa do Mundo de 1950

Ao chegarmos na calçada da igreja, uns três ou quatro vascaínos que aguardavam o início da missa na borda da Praça 3 de Maio, em frente à porta principal da Igreja, gritaram:

- “Mourãozinho, Mourãozinho, hoje nós, nós (e apontavam para eles) vamos ser campeões do mundo!!!”

Papai percebeu a ironia e não titubeou e respondeu:

- “Vocês? Vocês vão jogar é com o Uruguai!!!”.

O Vasco tinha oito jogadores na seleção, sendo cinco titulares e toda a Comissão Técnica era vascaína. Daí desejarem reivindicar a conquista só para eles. Ao final da tarde, no Maracanã, aconteceu o desastre perante 200 mil pessoas.

Maior público, em todos os tempos, para uma partida de futebol.

O Raimundo lembrava que eu preenchi a tabela com o resultado e escrevi Uruguai no espaço de Campeão do Mundo. Uma lágrima borrou o nome. Como era de praxe aos domingos, toda a família encaminhou-se para a Praça Siqueira Campos, local obrigatório de encontro da sociedade cratense e do “footing” dos jovens dando voltas e mais voltas na praça. Havia uma estranha cor cinza no ar, o enorme silêncio da cidade com a tristeza de todos, como a de um velório. E era mesmo. Exatos 57 anos depois esse ambiente de tristeza se repetiu. Era a missa de sétimo dia de falecimento do meu irmão Raimundo. Meu pai, naquele dia de 1950, no seu íntimo, estava satisfeito pela decepção dos vascaínos por não poderem se vangloriar do título de campeão. Na verdade, estavam iniciando a sua tradição de vice-campeão e o nome de Vice da Gama. Mas ficou, como todos os brasileiros, traumatizado com a derrota. Vinte anos depois, na Copa de 70, com a nossa vitória de 3 x 1 sobre o Uruguai pôde desabafar, ao final do jogo, exclamando diante da televisão:


Igreja de São Vicente. Em frente à porta principal, na calçada da praça, ficavam os vascaínos.

- “Hoje, vocês (os uruguaios) jogaram contra o Brasil!!!”. Quer dizer, não foi contra o Vasco...

Fonte: Livro "Só no Crato" de Ivens Mourão - Direitos de Publicação concedidos ao Blog do Crato pelo autor - TODOS OS DIREITOS RESERVADOS

Raiva mata dois saguis no Crato - Reportagem: Antonio Vicelmo


Perigo no Crato !

Nota do Blog do Crato: Conversando com o Secretário de Meio Ambiente do Crato, Sr. Nivaldo Soares, ele falou a este repórter que é um erro alimentar os "saguis", porque eles se acostumam fácil com os seres humanos, e muitos podem ser portadores de raiva, podendo transmitir aos humanos. Isso é um grande problema na cidade do Crato, quando sabemos que há centenas de saguis espalhados pelas árvores. Uma epidemia de raiva não seria difícil. Trazemos hoje esta reportagem do jornalista Antonio Vicelmo, que está na edição de hoje, dia 27, no Diário do Nordeste:

Autoridades sanitárias do Crato promoveram uma reunião de emergência, na Secretaria de Saúde. Foto: Antônio Vicelmo. Depois da morte de saguis, hoje será iniciada uma campanha de conscientização da população do Crato.

Crato. A morte de dois saguis acometidos de raiva levou as autoridades sanitárias do município a promoverem uma reunião de emergência, na Secretaria de Saúde do Crato, com a finalidade de iniciar uma campanha educativa, tendo em vista o risco de contaminação que estes animais silvestres podem levar à população. Os dois saguis, encontrados mortos pela Sociedade Protetora dos Animais, foram levados para o Centro de Zoonoses, onde o médico veterinário, Élder Menezes, diagnosticou, com exame laboratorial, a causa da morte dos saguis.

A preocupação é maior porque a cidade está infestada desses animais. Eles estão presentes no Centro da cidade, nas árvores e nos fios condutores de eletricidade. Um deles morreu eletrocutado em consequência de um choque, quando caminhava em cima de um fio de energia. Outro foi salvo pelos funcionários do Metrô Cariri, quando ultrapassava de um lado para o outro da via férrea. Terminou caindo em cima de um dos vagões e ficou esperneando em cima da chapa quente de aço.

"As queimadas e os desmatamentos estão expulsando os saguis de seu habitat natural, que é a mata. Na periferia das cidades, eles encontram frutos para alimentação e, principalmente, o carinho de algumas pessoas que desconhecem o risco que estão correndo em contato com estes animais", avalia o coordenador de endemias do Crato, Marcos Aurélio. "O difícil é convencer estas pessoas de que os saguis não podem conviver como animais domésticos".

A presença destes animais na zona urbana preocupa as autoridades sanitárias. Hoje, será iniciada uma campanha de conscientização da população. A orientação é para que estes animais não sejam habituados a se alimentaram nos terreiros das casas. "Muitas pessoas estão querendo domesticar os saguis como animais de estimação", diz a enfermeira da Secretaria de Saúde do Crato, Lídia Feitosa, advertindo que, além de ser risco de transmissão da raiva, é também um crime ambiental.

Mais Informações
Secretária de Saúde do Crato
Rua Sete de Setembro - Bairro Santa Luzia, Centro Administrativo
(88) 3521.9400

Reportagem: Antonio Vicelmo
Repórter do Jornal Diário do Nordeste

Colaborador do Blog do Crato e Jornal Chapada do Araripe

CRATO - Previsão do Tempo e Almanaque - Dia 27 de Novembro de 2009


Bom Dia, Amigos!


Pensavam que eu não teria mais ânimo para escrever o Almanaque e a Previsão do tempo? Bem, na verdade, nos últimos dias, os trabalhos de diagramação, ilustração e coisas relacionadas ao Blog do crato têm literalmente me tirado do sério, mas nossa obstinação é maior. Por isso mesmo, aqui está a parte que eu considero mais entediante de fazer no Blog. O cabeçalho do dia, com o Almanaque, a Previsão do tempo, o Santo do Dia, o Hoje na História e os Pensamentos. Só nisso aí, eu gasto 1 hora e meia a 2 horas.

Bom dia. Hoje é sexta-feira, dia 27 de Novembro de 2009. Temos recebido diversos e-mails com textos para publicação, e até pedimos desculpas a alguns que não tiveram seus textos publicados no Blog do crato. Muitas vezes, as mensagens se perdem em meio a tantas mensagens, spam, e publicidade. Peço a todos que estiverem nessas condições, que nos enviem o texto novamente. Cada texto enviado recebe uma confirmação, e se você não recebeu qualquer comunicação de recebimento, é porque não chegou até nós. Abraço especial aos Amigos: francinée Ulisses ( Boris ), Moisés Rolim ( que hoje passará a ser Escritor do Blog do Crato ), e um abraço especialíssimo ao meu oftalmologista, Dr. Dalton, que me faz ver o mundo com bons olhos ( Ah, esse trocadilho seria ótimo para uma publicidade, hein, meu caro Doutor ? ).

Previsão do Tempo

A previsão do tempo para hoje, sexta-feira, dia 27 de novembro de 2009, é de dia de sol com algumas núvens e não chove. Na verdade, umas poucas neblinas têm caído sobre a nossa cidade nos últimos dias, mas nada que valha a pena ainda chamar-se de chuva mesmo. Segundo o site Climatempo, especializado em meteorologia no país, a temperatura do crato hoje, máxima de 29 e mínima de 21 graus.

ALMANAQUE

27 de novembro. Dia de Santa Catarina Labouré

Catarina Labouré nasceu em Fain-les-Moutiers, na França. Quando tinha 9 anos de idade, sua mãe morreu e ela teve que assumir a direção da casa. Passava na igreja o tempo que lhe deixavam suas ocupações domésticas e sentia cada vez uma piedade mais profunda em seu coração. Em 1830, iniciou o noviciado entre as filhas da caridade de Paris e no dia 27 de novembro desse mesmo ano, enquanto orava na capela do convento, viu Nossa Senhora vestida de branco com um manto azul, em pé sobre um globo terrestre. De seus dedos saíam raios de luz. Olhava para o céu e segurava um globo encimado por uma cruz. Na parte superior, havia a seguinte oração: “Oh! Maria, sem pecado concebida, rogai por nós, que recorremos a vós!” Na parte de trás do globo, havia uma enorme letra M coroada por uma cruz. Em baixo da cruz, os corações de Jesus e de Maria (um com a coroa de espinhos e o outro atravessado por uma espada). Catarina ouviu então a Virgem dizer: “Faça cunhar uma medalha segundo este modelo; aqueles que a usarem e que devotamente rezarem essa súplica, hão de receber graças abundantes”. Seu confessor conseguiu do arcebispo de Paris a permissão para mandar cunhar a medalha, que circulou entre os fiéis e que passou a ser conhecida como “medalha milagrosa”.

Oração

"Senhor Jesus, protege os fiéis que buscam o amparo de tua Santa Mãe e concede-lhes fidelidade, luz nas tribulações e perseverança em todas suas provações. Amém. Santa Catarina Labouré, rogai por nós."

Eventos históricos

* 399 - É eleito o Papa Anastácio I, 39º papa, que sucedeu o Papa Sirício.
* 1199 - Fundada a cidade da Guarda, Portugal, através de Foral de D. Sancho I.
* 1754 - A mais antiga referência que se tem do nome da cidade de Pittsburgh.
* 1807 - A família real portuguesa foge para o Brasil na sequência da do país por tropas napoleónicas.
* 1830 - Aparição de Nossa Senhora das Graças a Santa Catarina de Lauboré.
* 1838 - Uma força naval francesa bombardeia Veracruz, México, iniciando a Guerra dos Pastéis.
* 1856 - Recarei é elevado a freguesia.
* 1906 - A Costa Rica adopta a sua bandeira.
* 1907 - Fundação da Capela de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa no Distrito de Pedras, Município de Morada Nova, Estado do Ceará, Brasil.
* 1935 - Levante comunista no Rio de Janeiro (v. Intentona Comunista).
* 1940 - Romênia durante a II Guerra Mundial: mais de 60 antigos dignitários ou oficiais são executados na prisão de Jilava enquanto aguardavam julgamento.
* 1941 - Batalha de Moscovo: forças alemãs finalmente avançaram para a posição mais a leste que puderam alcançar.
* 1942 - EUA: nasce Jimi Hendrix.
* 1945 - Noruega é admitida como Estado-Membro da ONU.
* 1979 - Extinção do Movimento Democrático Brasileiro (MDB).
* 1983 - Diretas-Já: manifestação na Praça Charles Miller, em frente ao Estádio do Pacaembu, em São Paulo.
* 1985 - Cometa Halley, o mais famoso dos cometas, atinge o ponto mais proximo ao Planeta Terra.
* 2001 - O Telescópio Espacial Hubble detecta hidrogénio na atmosfera do planeta Osíris, a primeira atmosfera planetária fora do nosso sistema solar a ser encontrada.
* 2003 - São estimados em 54.862.417 os casos de infecção pelo HIV em todo o mundo, 30% destes estavam na África do Sul.

Nascimentos

* 1595 - Alessandro Algardi, escultor e arquiteto italiano (m. 1654).
* 1701 - Anders Celsius, astrônomo sueco, criador da escala Celsius de temperatura (m. 1744).
* 1844 - Vital Maria Gonçalves de Oliveira, primeiro bispo de Olinda e Recife.
* 1850 - Paulo Alves, empresário e político, ex-prefeito de Niterói (m. 1908).
* 1857 - Charles Scott Sherrington, cientista britânico (m. 1952).
* 1903 - Lars Onsager, físico e químico norueguês (m. 1976).
* 1905 - Afonso Arinos de Melo Franco, jurista e líder político brasileiro (m. 1990).
* 1911 - Benjamim de Souza Gomes, bispo brasileiro (m. 1995).
* 1918 - Maria Feijó, intelectual brasileira.
* 1927 - Carlos José Castilho, ex-goleiro e treinador brasileiro de futebol (m. 1985).
* 1935 - Raduan Nassar, escritor brasileiro.
* 1936
o Anita Leocádia Prestes, historiadora brasileira, filha do líder comunista Luís Carlos Prestes.
o Joel Barcellos, ator brasileiro.
* 1939 - Laurent-Désiré Kabila, político congolês (m. 2001).
* 1940 - Bruce Lee, ator estadunidense e lendário lutador de Kung Fu (m. 1973).
* 1941 - Aimé Jacquet, treinador francês de futebol.
* 1942
o Jimi Hendrix, guitarrista estadunidense (m. 1970).
o Manolo Blahnik, designer de sapato espanhol.
* 1951 - Vera Fischer, atriz brasileira.
* 1954 - Antônio Monteiro, ator brasileiro.
* 1957
o Kenny Acheson, piloto irlandês de corridas.
o Jean-Philippe Toussaint, escritor belga.
* 1960
o Yulia Tymoshenko, primeira-ministra ucraniana.
o Eike Immel, ex-goleiro alemão.
* 1963
o Duília de Mello, astrônoma brasileira.
o Fisher Stevens, ator norte-americano.
* 1964 - Roberto Mancini, ex-futebolista e treinador de futebol italiano.
* 1965 - Rachida Dati, política francesa.
* 1968
o Emmanuel Maboang, futebolista camaronês.
o Michael Vartan, ator francês.
* 1970 - Brooke Langton, atriz estadunidense.
* 1972 - Youichi Ui, motociclista japonês.
* 1974 - Kirk Acevedo, ator norte-americano.
* 1975 - Ruben Fontes, automobilista brasileiro.
* 1977 - Fábio Costa, goleiro brasileiro.
* 1978
o Radek Štěpánek, tenista tcheco.
o Unax Ugalde, ator espanhol.
o Joshua Harris, ator norte-americano.
o Shy Love, atriz portorriquenha.
* 1979
o Aleksandar Vasoski, futebolista macedônio.
o Teemu Tainio, futebolista finlandês.
o Radoslav Kováč, futebolista tcheco.
o Diego Mularoni, nadador samarinês.
* 1981 - Bruno Alves, futebolista português.
* 1982
o Aleksandr Kerzhakov, futebolista russo.
o Markus Rosenberg, futebolista sueco.
* 1985 - Lauren C. Mayhew, atriz e cantora estadunidense.
* 1988 - Tiago Geronimi, piloto brasileiro de corridas.
* 1989 - Freddie Sears, futebolista inglês.
* 1992 - Laetitia Dugain, ginasta francesa.

Falecimentos

* 1555 - Luís, Duque de Beja (n. 1506).
* 1852 - Ada Lovelace, a primeira programadora de computadores (n. 1815).
* 1895 - Alexandre Dumas, filho, escritor francês (n. 1824).
* 1953 - Eugene O'Neill, escritor (n. 1888).
* 1955 - Luís de Freitas Branco, compositor português; (n. 1890).
* 1971 - Barão de Itararé, jornalista e articulista brasileiro (n. 1895).
* 1983 - Teotônio Vilela, político brasileiro (n. 1917).
* 1987 - António Sastre, jogador de futebol argentino (n. 1911).
* 1994 - Fernando Lopes-Graça, Músico, Compositor Português (n. 1906).
* 1999 - Alain Peyrefitte, pensador, político e diplomata francês (n. 1925).
* 2004 - Fernando Valle, fundador do Partido Socialista português (n. 1900).
* 2006 - Jece Valadão, ator brasileiro. (n. 1930).

Feriados e eventos cíclicos

* Data Nacional de Combate ao Câncer no Brasil
* Dia do Técnico de Segurança do Trabalho
* Feriado municipal da cidade de Guarda
* Mitologia hindu: Dia de Parvatti Devi, esposa de Shiva
* Dia de Nossa Senhora das Graças
* Emancipação política da cidade de Umarizal-RN

Fontes: Climatempo, Edições Paulinas, Wikipedia

Transferência da corte portuguesa para o Brasil (1808-1821) no HOJE NA HISTÓRIA


HOJE NA HISTÓRIA



A transferência da corte portuguesa para o Brasil foi o episódio da história de Portugal e da história do Brasil em que a Família Real Portuguesa e a sua Corte (inicialmente 15 mil pessoas) se radicaram no Brasil, entre 1808 e 1820. A capital do reino de Portugal foi estabelecida na capital do Estado do Brasil, a cidade do Rio de Janeiro, registrando-se o que alguns historiadores denominam de "inversão metropolitana", ou seja, da antiga colónia passou a ser exercida a governação do império português.

Antecedentes

O plano de transferência da Família Real para o Brasil, refúgio seguro para a soberania portuguesa quando a resistência militar a um invasor fosse inútil na metrópole, já havia sido anteriormente cogitado:

* durante a crise de sucessão de 1580, ante o avanço dos tercios do duque de Alba, o prior do Crato terá sido aconselhado a buscar um refúgio além-Atlântico;
* no contexto da Restauração da independência (1640), quando a França abandonou Portugal no Congresso de Münster (1648), o padre António Vieira apontou ideia semelhante a João IV de Portugal, associando-a ao vaticínio da fundação do Quinto Império.
* Posteriormente, embora sem ameaça militar iminente, o diplomata D. Luís da Cunha defendeu a ideia de se transferir para o Brasil a sede da monarquia portuguesa.

A ideia principiou a ser colocada em prática quando da invasão de Portugal por tropas espanholas, no contexto do chamado Pacto de Família, tendo o marquês de Pombal chegado a ordenar o apresto de uma esquadra que transportaria José I de Portugal, a Família Real e a corte. À época, Pombal considerava alguns exemplos estrangeiros, como a recomendação de Sébastien Le Prestre de Vauban ao futuro Filipe V de Espanha para que se refugiasse na América, e nomeadamente o precedente da Imperatriz Maria Teresa de Áustria que se dispusera a descer o rio Danúbio, caso a sua Corte em Viena viesse a correr perigo. No início do século XIX, no contexto internacional criado pela ascensão do Império de Napoleão Bonaparte, a ideia da retirada da Família Real para o Brasil voltou à tona, tendo sido defendida pelo marquês de Alorna em 30 de maio de 1801[3] e, novamente, em 16 de agosto de 1803, por D. Rodrigo de Sousa Coutinho.

A ideia de uma transferência para o Brasil, ressurgindo como um meio de reforço à segurança, sobretudo em contextos de ameaça iminente à soberania nacional, foi apresentada como uma via necessária ao cumprimento de um projecto messiânico, como em António Vieira, ou como um meio para redefinir as relações de forças no "equilíbrio europeu" pós-Vestfália, como em dom Luís da Cunha, marquês de Alorna e dom Rodrigo de Sousa Coutinho.

A conjuntura de 1807

Antes das campanhas do Rossilhão e da Catalunha, a Espanha abandonara a aliança com Portugal, fazendo causa comum com o inimigo da véspera – a França de Napoleão. Resultou daí a invasão de 1801, em que a Inglaterra de nada serviu a Portugal. Enquanto o Corpo de Observação da Gironda penetrava em Portugal debaixo do pretexto da protecção, o Tratado de Fontainebleau entretanto assinado entre a França e a Espanha, retalhava Portugal em três principados. O plano de Napoleão era o de aprisionar a Família Real portuguesa, sucedendo ao Príncipe-Regente D. João, o que veio a suceder a Fernando VII de Espanha e a Carlos IV de Espanha em Baiona - forçar uma abdicação. Teria Portugal um Bonaparte no trono e, paralelamente, a Inglaterra apossar-se-ia das colônias portuguesas, sobretudo o Brasil[5].

Os acontecimentos

Após os Tratados secretos de Tilsit de julho de 1807, os representantes da França e de Espanha em Lisboa entregaram ao Príncipe-Regente de Portugal, a 12 de agosto, as determinações de Napoleão: Portugal teria que aderir ao bloqueio continental, fechar os seus portos à navegação britânica, declarar guerra aos ingleses, sequestrar os seus bens em Portugal e deter todos os cidadãos ingleses residentes no país. O Príncipe-Regente era intimado a dar uma resposta até ao dia 1 de setembro. No Conselho de Estado, reunido a 18 de Agosto, sem que se conhecesse ainda a manobra de Napoleão, venceu a posição do ministro António de Araújo e Azevedo: Portugal unia-se ao bloqueio continental, fechando os portos aos navios ingleses. A única objecção era a de não aceitar o sequestro dos bens e nem a detenção de pessoas de nacionalidade inglesa, por não serem conciliáveis com os princípios cristãos. O ministro Araújo ordenou a redação das cartas e expediu-as. Essa era a posição tomada por Lisboa, mas deixando vencida uma minoria liderada por D. Rodrigo de Sousa Coutinho, que defendera que se fizesse a guerra contra a França e a Espanha, colocando-se em prontidão 70 mil homens e mobilizando-se 40 milhões de cruzados para a custear. Na mesma reunião, Coutinho formulou uma vez mais a ideia preconizada em 1803, de uma retirada estratégica: caso Portugal não tivesse sorte nas armas, então "passasse a família Real para o Brasil".

Os membros do Conselho de Estado encontravam-se divididos em dois partidos – o chamado "partido francês" e o chamado "partido inglês". Este último, liderado por D. Rodrigo de Sousa Coutinho, contava com personalidades como D. João de Almeida e preconizava a continuação dos pactos internacionais com o Reino Unido, insistindo na necessidade de encarar com firmeza a ideia de guerra. O "partido francês", liderado por D. António de Araújo e Azevedo, defendia a aceitação das condições francesas e, embora dissesse que buscava a neutralidade, inclinava-se para o lado da França. Sucederam-se as reuniões. Na reunião do Conselho de Estado de 30 de agosto, vingou a ideia de se enviar para o Brasil apenas o Príncipe da Beira (D. Pedro de Alcântara, herdeiro do trono) e as infantas. D. Rodrigo de Sousa Coutinho continuou a defender a ideia de que Portugal devia fazer primeiro guerra à França e que a saída de toda a Família Real só se deveria realizar perante a dificuldade militar. Começaram imediatamente os preparativos para a saída do Príncipe da Beira e das infantas, mandando-se aprontar uma esquadra de quatro naus. As restantes naus da Armada portuguesa ficariam em defesa do porto de Lisboa.

Nas flutuações constantes do período que se seguiu, as movimentações do general Jean Lannes, embaixador francês em Lisboa, frutificaram na queda de D. Rodrigo de Sousa Coutinho, de D. João de Almeida, e na demissão de Pina Manique. Vencia o "partido francês", com António de Araújo e Azevedo a substituir os ministros demitidos, e a triunfar a "política de neutralidade" favorável à França Napoleónica. Em meados de outubro, a reunião do Conselho de Estado fez-se já sem a presença de D. Rodrigo de Sousa Coutinho. Antes de receber qualquer resposta, Napoleão já dera ordem de marcha através da Espanha a um exército de cerca de 30 mil homens sob o comando de Jean-Andoche Junot. Não se sabia ainda se as tropas se dirigiam para Portugal, avaliando-se as posições das potências. Napoleão Bonaparte mostrava-se cauteloso, modificando a cláusula em que pedia o sequestro dos bens e pessoas de nacionalidade britânica; Manuel de Godoy, dizia que se a Espanha tivesse a intenção de tomar Portugal, tê-lo-ia feito em 1801, mas "que nem se lembrasse(m) do retiro para o Brasil"; o rei do Reino Unido exortava à transferência para o Brasil da Família Real Portuguesa e oferecia a sua esquadra. A posição britânica vinha apoiada num extenso documento em que se dizia que ficara resolvido pelas outras potências "a extinção da Monarchia Europêa Portuguesa, e portanto o único recurso era ir conservar a sua Monarchia no Brasil"

Em fins de outubro, realizaram-se novas reuniões do Conselho de Estado, defendendo D. João de Almeida a saída de toda a Família Real e não apenas do Príncipe da Beira e das infantas. Mantiveram-se todas as ordens dadas para que continuassem os preparativos da esquadra. Depois se veria quem iria sair para o Brasil. No dia 22, foi publicado o edital tornando público o decreto do Príncipe Regente mandando fechar os portos portugueses aos navios de guerra e mercantes da Grã-Bretanha. Três dias depois, o Príncipe Regente deu parte aos seus ministros dos preparativos da viagem do Príncipe da Beira, mas que pode ser de toda a Família Real se as circunstâncias assim o impusessem, e decidiu escrever para a Espanha e a França. A decisão de transferir a Corte para o Brasil, porém, já ficara resolvida na convenção secreta subscrita em Londres, em 22 de outubro de 1807, e que veio a ser ratificada em Lisboa no dia 8 de novembro. Pela mesma altura, chegava a Lisboa a notícia da prisão, em Espanha, do príncipe herdeiro do trono (Príncipe das Astúrias), e de que tropas espanholas e francesas se estavam a dirigir para a fronteira portuguesa. Confirmavam-se os propósitos de Napoleão em relação a Portugal e a Espanha; tinham fundamento as advertências do rei da Grã-Bretanha e as do chamado "partido inglês" no Conselho de Estado. Não havia alternativa à retirada de toda a Família Real e do governo do Reino para o Rio de Janeiro.

Nas últimas decisões tomadas pelo Príncipe-Regente parece haver a intenção de manter-se um certo equilíbrio entre os partidos em conflito. O "partido francês" viu satisfeitos os "pedidos" de Napoleão, fechando-se os portos aos navios de guerra e mercantes ingleses, e dando-se ordem de expulsão aos ingleses residentes em Portugal, enquanto o "partido inglês" obteve a continuação dos preparativos da esquadra para a saída do Príncipe da Beira.

O ministro António de Araújo e Azevedo ainda mandou desviar para as costas portuguesas os poucos efectivos militares de que o país dispunha, alegando que poderíamos ser surpreendidos por um desembarque britânico. Era um último esforço para favorecer a entrada das tropas comandadas por Junot. O Príncipe-Regente apenas nos dia 23 de novembro recebeu a notícia da penetração de tropas francesas em território português. Convocou imediatamente o Conselho de Estado, que decidiu embarcar o quanto antes toda a Família Real e o Governo, servindo-se da esquadra que estava pronta para o Príncipe da Beira e as infantas. Nos três dias seguintes ainda se aprontaram outros navios, que viriam a transportar para o Brasil cerca de quinze mil pessoas. Em 26, foi nomeada uma Junta Governativa do Reino para permanecer em Portugal, e difundidas Instruções aos Governadores, nas quais se dizia que "quanto possível for", deviam procurar conservar em paz o Reino, recebendo bem as tropas do Imperador.
Cquote1.svg (...) Vejo que pelo interior do meu reino marcham tropas do imperador dos franceses e rei da Itália, a quem eu me havia unido no continente, na persuasão de não ser mais inquietado (...) e querendo evitar as funestas conseqüências que se podem seguir de uma defesa, que seria mais nociva que proveitosa, servindo só de derramar sangue em prejuízo da humanidade, (...) tenho resolvido, em benefício dos mesmos meus vassalos, passar com a rainha minha senhora e mãe, e com toda a real família, para os estados da América, e estabelecer-me na Cidade do Rio de Janeiro até à paz geral.

Junot, no seu "Diário", manuscrito na Biblioteca Nacional da Ajuda, revela quanto os franceses receavam aquele embarque. Ao ser informado que este estava já em execução, e não podendo voar sobre o Ribatejo até Lisboa com as suas tropas, ainda enviou Hermann a Lisboa com a missão de o atrasar ou impedir. "Mr. Hermann ne put voir ni le Prince ni Mr. D. Araujo; celui-ci seulement lui dit que tout était perdu" ("O Sr. Hermann não pôde ver nem o Príncipe nem o sr. D. Araujo; este apenas lhe disse que tudo estava perdido"), escreveria depois Junot a Bonaparte. Para Araújo, para o "partido francês", o mais importante estava na verdade perdido - não era mais possível aos franceses aprisionarem o Príncipe-Regente de Portugal.

A partida

A esquadra portuguesa, que saiu do porto de Lisboa em 29 de novembro de 1807, ia comandada pelo vice-almirante Manuel da Cunha Souto Maior. Integravam-na as seguintes embarcações:

Naus

* Príncipe Real - Comandante, Capitão de Mar e Guerra, Francisco José do Canto Castro e Mascarenhas.
* D. João de Castro - Cmdte, Cap. de M. e G., D. Manuel João Loccio.
* Afonso de Albuquerque - Cmdte, Cap. de M. e G., Inácio da Costa Quintela
* Rainha de Portugal - Cmdte, Cap. de M. e G., Francisco Manuel Souto-Maior.
* Medusa - Cmdte, Cap. de M. e G., Henrique da Fonseca de Sousa Prego.
* Príncipe do Brasil - Cmdte, Cap. de M. e G., Francisco de Borja Salema Garção.
* Conde D. Henrique - Cmdte, Cap. de M. e G., José Maria de Almeida.
* Martins de Freitas - Cmdte, Cap. de M. e G., D. Manuel de Menezes.

Fragatas

* Minerva - Cmdte, Cap. de M. e G., Rodrigo José Ferreira Lobo.
* Golfinho - Cmdte, Cap. de Fragata, Luís da Cunha Moreira,
* Urânia - Cmdte, Cap. de Frag., D. João Manuel.

Brigues

* Lebre - Cmdte, Cap. de M. e G., Daniel Tompsom.
* Voador - Cmdte, Cap. de Frag., Maximiliano de Sousa.
* Vingança - Cmdte, Cap. de Frag., Diogo Nicolau Keating.

Escunas

* Furão - Cmdte, Capitão Tenente, Joaquim Martins.
* Curiosa - Cmdte, Primeiro Tenente, Isidoro Francisco Guimarães.

A Família real embarcara desde o dia 27, tomando-se a bordo as últimas decisões. No dia 28 não foi possível levantar ferros porque o vento soprava do Sul. Entretanto, as tropas francesas tinham já passado os campos de Santarém, pernoitando no Cartaxo. No dia 29 o vento começou a soprar de Nordeste, e bem cedo o Príncipe Regente ordenou a partida. Quatro naus da Marinha Real Britânica, sob o comando do capitão Graham Moore, reforçaram a esquadra portuguesa até o Brasil. O general Junot entrou em Lisboa às 9 horas da manhã do dia 30, liderando um exército de cerca 26 mil homens e tendo à sua frente um destacamento da cavalaria portuguesa, que se rendera e se pusera às suas ordens.

Acima: Carta da abertura dos portos às nações amigas

A viagem e a chegada à Bahia

Após a partida, os navios da esquadra portuguesa, escoltados pelos ingleses, dispersaram-se devida a uma forte tempestade. Em 5 de dezembro conseguiram se reagrupar e logo depois, em 11 de dezembro, a frota avistou a ilha da Madeira. As embarcações chegaram à costa da Bahia a 18 de janeiro de 1808 e, no dia 22, os habitantes de Salvador já puderam avistar os navios da esquadra. Às quatro horas da tarde do dia 22, após os navios estarem fundeados, o conde da Ponte (governador da capitania da Bahia à época) foi a bordo do navio Príncipe Real. No dia seguinte, fizeram o mesmo os membros da Câmara. A comitiva real só desembarcou às cinco horas da tarde do dia 24, em uma grande solenidade. Em Salvador foi assinado o Decreto de Abertura dos Portos às Nações Amigas.

A chegada ao Rio de Janeiro

A esquadra partiu de Salvador rumo ao Rio de Janeiro, onde chegou no dia 8 de março, desembarcando no cais do Largo do Paço (atual Praça XV de Novembro). Os membros da Família Real foram alojados em três prédios no centro da cidade, entre eles o paço do vice-rei Marcos de Noronha e Brito, conde dos Arcos, e o convento das Carmelitas. Os demais agregados espalharam-se pela cidade, em residências confiscadas à população assinaladas com as iniciais "P.R." ("Príncipe-Regente"), o que deu origem ao trocadilho "Ponha-se na Rua", ou "Prédio Roubado" como os mais irônicos diziam à época. Em outra medida tomada logo após a chegada da corte ao Brasil, declarou-se guerra à França, e foi ocupada a Guiana Francesa em 1809.

Em abril de 1808, o Príncipe Regente decretou a suspensão do alvará de 1785, que proibia a criação de indústrias no Brasil. Ficavam, assim, autorizadas as atividades em território colonial. A medida permitiu a instalação, em 1811, de duas fábricas de ferro, em São Paulo e em Minas Gerais. Mas o sopro de desenvolvimento parou por aí, pois a presença de artigos ingleses bem elaborados e a preços relativamente acessíveis bloqueava a produção de similares em território brasileiro. A eficácia da medida seria anulada pela assinatura dos Tratados de 1810: o Tratado de Aliança e Amizade e o Tratado de Comércio e Navegação. Por este último, o governo português concedia aos produtos ingleses uma tarifa preferencial de 15%, ao passo que a que incidia sobre os artigos provenientes de Portugal era de 16% e a dos demais países amigos, 24%. Na prática, findava o pacto colonial.

Mudanças ocorridas

Primeiro bilhete de banco, precursor das atuais cédulas, emitido pelo Banco do Brasil em 1810. Entre as mudanças que ocorreram com a vinda da Família Real para o Brasil destacam-se:

* a fundação do primeiro Banco do Brasil, em 1808;
* a criação da Imprensa Régia e a autorização para o funcionamento de tipografias e a publicação de jornais também em 1808[9];
* a criação da Academia Real Militar (1810);
* a abertura de algumas escolas, entre as quais duas de Medicina – uma na Bahia e outra no Rio de Janeiro;
* a instalação de uma fábrica de pólvora e de indústrias de ferro em Minas Gerais e em São Paulo;
* a vinda da Missão Artística Francesa em 1816, e a fundação da Academia de Belas-Artes;
* a mudança de denominação das unidades territoriais, que deixaram de se chamar "capitanias" e passaram a denominar-se de "províncias" (1821);
* a criação da Biblioteca Real (1810), do Jardim Botânico (1811) e do Museu Real (1818), mais tarde Museu Nacional.

Consequências

Ao evitar-se que a Família Real portuguesa fosse aprisionada em Lisboa pelas tropas francesas, inviabilizou-se o projecto de Napoleão para a península Ibérica, que consistia em estabelecer nela famílias reais da sua própria família, como ainda se tentou em Espanha com a deposição de Fernando VII e Carlos IV, colocando no trono José Bonaparte. A revelação da correspondência secreta de Junot e de Napoleão, bem como os textos dos Tratados secretos de Tilsit, não deixam margem para quaisquer dúvidas a este respeito. O "partido francês" em Portugal, não se dando por derrotado, começou imediatamente a difundir a ideia de que a retirada estratégica da Corte para o Brasil mais não era do que uma "fuga", que teria deixado Portugal sem Rei e sem Lei. Por esse motivo foi enviada uma delegação sua ao encontro de Junot para que Napoleão Bonaparte lhes desse uma Constituição e um Rei. Após a derrota de Napoleão, a transferência da Corte para o Brasil veio também a ter como consequência a Revolução de 1820 em Portugal, que exigiu o retorno da Família Real portuguesa e da Corte a Lisboa. O comportamento dos deputados às Cortes Constituintes face ao Brasil depois também veio a provocar a proclamação da sua Independência.

Fonte: Wikipedia

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