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Foto: Crato Shopping Residence - Cafeteria DI CAFFÉ - Dihelson Mendonça


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19 maio 2013

Rever a minha terra - Por: Emerson Monteiro


Em visita à casa dos meus avós, em Lavras da Mangabeira, ao Sítio Tatu, onde um dia vim ao mundo. Nas movimentações típicas de festas coletivas bem conduzidas, participamos do III Cariri Cangaço, capítulo de promoção periódica da Sociedade Brasileira do Cangaço, entidade de pesquisa antropológica que, no corrente ano de 2013, envolve estudos da força marcante de Dona Fideralina Augusto Lima, a matriarca da família Augusto, à qual pertenço, nos capítulos da ancestralidade cearense.

Logo cedo, neste domingo 19 de maio, juntamente com Igor, meu filho, e Antônio Nirson Segundo, meu primo, chegávamos, através da Rodovia Padre Cícero, à luz da manhã na Praça, que convidava a fotografar o monumento da Igreja de São Vicente Ferrer, beleza de construção católica.

Depois, já no prédio da Prefeitura, encontrávamos Gustavo (Tavinho) Augusto, Cristina Couto, Manoel Severo, Dimas Macedo, João Lemos, outro mais, parentes, amigos lavrenses, prenúncio das intensas emoções que viveria durante as horas dessa caminhada.

Em seguida, faríamos visita à casa de Bahia (Maria Correia), sobrado de esquina sede antiga do clã na cidade aos tempos de antanho, lugar mantido com qualidade pelos responsáveis pelo patrimônio histórico do município. Sobrado de esquina ao estilo característico da aristocracia interiorana do Sertão, herança da arquitetura portuguesa colonial.

Havia boas dezenas de visitantes à atividade cultural da promoção do Cariri Cangaço, que visa sobremodo preservar valores antropológicos do feudalismo nordestino do século XIX e primeira metade do século XX.
O andamento das atividades, que haviam iniciado no dia anterior com palestra do escritor e membro da Academia Lavrense de Letras Dimas Macedo, além de outros eventos, rumou ao Tatu, fazenda onde vivera Fideralina, local do meu nascimento.

As marcas da história persistem em cada detalhe da consistente paisagem sertaneja. Ao lado de onde fora a casa dos meus pais, as ruínas da reconstrução da capelinha. Entre os presentes que circulavam os cômodos da casa grande, morada dos meus avós Amâncio e Lidia durante mais de 50 anos, encontrei Ismária Batista, a esposa de Tio Gustavo, meu padrinho de crisma, e meus primos Tales e Gláuber Leite, acompanhados de filhos e dos remanescentes humanos de quem fizera a rotina do sítio ao tempo quando lá vivi, familiares de Compadre Hipólito Sousa: Altina, Manoel e Zuca. Uma festa de boas emoções próprias da amizade que dedico às primeiras paragens neste chão.

Por isso tudo de hoje, ora consigno estas avaliações rápidas dos momentos culturais dignos de abençoada terra mãe.

Municipalização da Saúde Pública - Por Maria Otilia

Sonhamos muito com a descentralização de políticas públicas para saúde, educação, segurança,etc. Mas quando se efetivou a municipalização  da saúde,por exemplo,  foi  de muita decepção.Acreditávamos que tudo era mais difícil porque todas as decisões estavam  centralizadas na esfera federal. E quando descentralizada, ficaria mais perto da comunidade. No entanto esta descentralização não está sendo como a tão sonhada política pública  voltada para a saúde, que proporcionaria  mais qualidade de vida para todos nós munícipes. Pelo contrário, quando buscamos um atendimento além da atenção básica, como por exemplo um medicamento de alto custo, somos informados que o estado não enviou ou que ainda vai ser licitado pelo município..E Deus sabe quando este processo licitatório vai ser realizado. E se vai acontecer.... Pelo menos é o que ouvimos nestes últimos dias ,através dos órgãos responsáveis. Daí, nossas crianças e adolescentes com necessidades especiais, nossos idosos ficam na fila de espera.Até quando ? E o que dizem nossos representantes  políticos eleitos  através do nosso voto ? Será que já esqueceram suas propostas  tão propagadas  durante o período de campanhas ?
Posto abaixo um texto,para que todos fiquem por dentro, sobre a  Lei  do SUS(Sistema Único de Saúde) que é uma das mais desejadas pelo povo se  realmente fosse aplicada.

                                                       Lei 8.080/90 
A Lei 8.080/90 estabelece as regras e as condições para o funcionamento do Sistema Único de Saúde em todo o território nacional, disciplinando a forma de atuação de cada esfera de governo (nacional, regional ou local) bem como a articulação das ações destas esferas entre si e com a iniciativa privada, que atua de forma complementar ao sistema público de saúde.
As competências e atribuições de cada esfera de governo são explicitadas pelos artigos 15 a 19 da Lei Orgânica da Saúde. Pode-se perceber a ênfase à descentralização que deve ser observada pela União, em relação aos Estados e Municípios, nos termos do inciso XV do art. 16, e desses com relação a estes, nos termos do inciso I do art. 17.

São Competências dos Municípios:

1.Reza o art. 18, inciso I, da mesma lei, que ao município cabe planejar, organizar, controlar e avaliar as ações e serviços de saúde de todo o gênero levadas a efeito em seu território, gerindo e executando os serviços públicos de saúde neste mesmo local. 

2,O controle dos prestadores de serviços de saúde e da instalação desses serviços em seu território é do Município (arts. 15, XI, 18, I e 36 da LOS). A vigilância epidemiológica, ou seja o conhecimento, a detecção e prevenção de fatores determinantes e condicionantes da saúde individual e coletiva, para que possa planejar e adotar medidas de prevenção e controle de doenças também é dever do Município (LOS, art. 18, inciso IV) .

3.compete aos Municípios o custeio da atenção básica de saúde, nos termos da NOB-SUS 01-96, da Portaria 648/GM-2006 e do artigo 30, inciso VII, da Constituição Federal, incluindo suas respectivas urgências, abrangendo o controle de tuberculose, a eliminação da hanseníase, o controle de hipertensão, o controle de diabetes melittus, as ações de saúde bucal, as ações de saúde da criança e as ações de saúde da mulher, constantes do anexo I da Norma Operacional da Assistência à Saúde – NOAS SUS 01/2002 . 

4.Cada município é responsável por todo o tipo de atendimento de que necessita seu cidadão e para tanto conta sim com referências de outros municípios em atendimentos de média e alta complexidade dependendo do seu porte estrutura.

Texto de :Fernanda Machado de Oliveira,
Assessora Jurídica do Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos.
 Mauro Luís Silva de Souza,
Promotor de Justiça, Coordenador do Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos.


18 maio 2013

A ciência do próximo passo - Por: Emerson Monteiro


Isso de querer saber como agir na hora seguinte. Estar no lugar certo e na hora certa. Isto é, a angústia de querer achar o caminho ideal nos passos desse chão. A ciência da escolha, o uso correto da liberdade no ritmo da transformação de um passo em todos os demais passos de uma só existência, que somos nós. Investir liberdade em realidade.

Por vezes paro a examinar razões nas atitudes, a investigação da decisão exata dentro das circunstâncias. E nem sempre recebo resposta que venha justa na sequência dos acontecimentos, deixando margem de incertezas e uma espécie de culpa sintomática que balança no ar logo acima da cabeça, feita a espada de Démocles da mitologia grega. O aprimoramento da função vital, pois, riscos constantes das criaturas durante o mar de expectativas ao seu dispor.

O Existencialismo trata a liberdade qual fator de construir a si próprio através do que resta das oportunidades permitidas, quando o não agir, o não fazer, por sua vez, significará também a ação na omissão. O homem estará fadado a ser livre, segundo Jean-Paul Sartre. Diante dessa contundente liberdade caberá o uso dos instrumentos que o meio e as outras pessoas oferecem na ação. Com isso acontece a elaboração da existência.

Enquanto que trabalhar o instante seguinte envolve a necessidade da ação individual, o movimento na natureza segue inatingível o compasso, força permanente do Infinito. Quais enigmas, individualidades avançam no tempo desconhecido, respostas abertas às consciências.

Estudos existem dos recursos internos da alma que mostram percepções noutros níveis, a intuição, o sonho, a manifestação de qualidades abstratas das visões interiores do espírito, as inspirações, vozes, aparições, valores de faixa ainda inexplorada em que a ciência oficial guarda reservas de aceitação plena.
Face ao presente da história, o sentimento dominante fala que se sabe pouco, um quase nada, dos mistérios da pessoa humana, persistindo forte o desejo imenso de desvelar as leis da ciência dos passos nos caminhos da Existência.  

Meteorologia prevê chuvas para a noite de sábado em Crato



PREVISÃO DO TEMPO 
Bom Dia, Crato!


Como sempre, é ver para crer, quando o assunto é meteorologia no Brasil. Mas a fonte é o INPE, Climatempo, dois grandes "experts", e quando a previsão é para a noite do dia seguinte, neste caso, o mais comum é que chova no dia seguinte após o dia da previsão, ou seja, na madrugada do Domingo. Bem...em todo caso, é uma boa notícia para muitos de nós, que pensávamos que não choveria mais neste período.

O sábado prevê sol e aumento de nuvens de manhã. Pancadas de chuva à tarde e à noite.

Nascer do sol:05h41Pôr do sol:17h27
Temperaturas: Max 32º Min 23º
Ventos a SE  a 17km/h
Umidade Relativa do Ar: 92%55%
Índice UV: Extremo 

Fonte: INPE e GOES12



Notícias da URCA - Universidade Regional do Cariri - ia 18 de Maio de 2013



Senador José Pimentel realizou palestra na URCA sobre ‘Reforma do Código Penal Brasileiro’, hoje, às 19 horas

Foi realizada palestra nesta sexta-feira (17), no Curso de Direito da Universidade Regional do Cariri (URCA), Campus São Miguel, sobre o ‘Projeto de Reforma do Código Penal’, proferida pelo Senador da República, José Pimentel. O evento foi realizado por meio do Centro de Estudos Sociais Aplicados – CESA e o Departamento de Direito. O Senador, José Pimentel, é o relator do projeto de Reforma do Código Penal, junto ao Senado.

C.A de História faz homenagem a Professora Francisca Anselmo, durante abertura da XVI Semana Acadêmica

Com a temática ‘Pesquisa em História, Limites e Possibilidades’, foi aberta, no Salão de Atos da Universidade Regional do Cariri (URCA), a XVI Semana Acadêmica de Historiografia. O evento acontece de 14 a 17 de maio, com uma vasta programação. Durante a abertura, na noite do dia 14, que contou com a presença da Reitora, Professora Otonite Cortez, foi realizada homenagem dos alunos do Curso a Professora Francisca Anselmo, com entrega de uma placa, além do seu nome passar a denominar Centro Acadêmico de História.

A semana conta com várias oficinas e minicursos, além de palestras e mesas redondas durante o dia. A mesa de abertura ainda contou a presença da Chefe de Departamento do Curso, Professora Fátima Pinho, e o secretário geral do CA, Marcos Manoel. A palestra foi proferida pela Professora do Departamento, Sônia Meneses, abordando a temática central do evento. Ontem, os principais temas abordados foram História e Literatura: Diálogos Possíveis, e, no Espaço Violeta Arraes, às 19 horas, Trajetória da Pesquisa em História: Um Relato de Experiência. A semana será encerrada na noite de hoje, sexta-feira, com palestra pela manhã e mesa redonda, às 19 horas, sobre História na URCA: a Formação do Professor de História no Cariri, com a presença do professor Dr. Egberto, Professora Ms. Otonite Cortez, e a Professora Sarah Lima, da rede Municipal.

Homenagem

A Professora Francisca Anselmo, homenageada pelos estudantes do curso, com o seu nome sendo, a partir de agora, uma marca registrada pelos alunos, destacou durante o seu discurso, o agradecimento pela homenagem, além de ressaltar um pouco da trajetória e evolução institucional da formação em História, por meio da URCA. A Professora falou a respeito do empenho dos alunos em poder realizar a semana, por 15 anos, além do tempo em que o Curso fazia parte da Faculdade de Filosofia do Crato. Segundo a professora, o tema remete à memória e à memória histórica. Ela ainda enfatiza o seu agradecimento aos alunos à homenagem recebida com o seu nome para denominar o centro acadêmico. “Senti-me honrada e feliz desde que recebi a notícia. Considero que a honraria não me é dirigida por meus méritos pessoais, mas pelo perfil profissional que construí ao longo de minha trajetória como docente desta universidade”, afirma. Dedicou a homenagem, ainda, aos professores da Faculdade de Filosofia e dos atuais docentes do Curso de História. Artes Visuais da URCA abre duas vagas para professor efetivo, com inscrições a partir do dia 23 de maio

Estarão abertas, a partir do dia 23 de maio, as inscrições para duas vagas de professor efetivo da Universidade Regional do Cariri (URCA), para o Departamento e Artes Visuais da Instituição. As vagas são para as disciplinas de Artes Gráficas e Poéticas Contemporâneas. As inscrições estarão abertas até 20 dias úteis, após o dia 23, e deverão ser feitas no campus do Pimenta da URCA, em Crato, ou pelo site, com disponibilidade de acesso a partir do dia da inscrição, no valor de R$130,00.

ASSESSORIA DE IMPRENSA

UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI - URCA
www.urca.br - Contato 88 8812.5525/3102.1213


CCBNB-Cariri e Sesc-Crato realizam mostra de Curtas-Metragens Cariri, na Praça Siqueira Campos



Crato, região do Cariri, sul do Ceará, 18 de maio de 2013 – O Centro Cultural Banco do Nordeste-Cariri e o Sesc-Crato realizam em conjunto a gratuita I Mostra de Curtas-Metragens Cariri, na Praça Siqueira Campos, na cidade do Crato, no período de 21 a 23 de maio (terça-feira a quinta-feira desta semana), sempre às 19h30, com curadoria de Ythallo Rodrigues e produção de Alana Morais. Com a exibição de nove filmes, a programação gratuita de exibição de curtas-metragens da Mostra é a seguinte:

DIA 21 (TERÇA-FEIRA)

·        Busca alguma – direção de Daniel Batata, de Juazeiro do Norte-CE (10 min / cor / ficção). Uma busca pelos mais variados pontos da cidade, busca alguma, buscar algo. O que seria? As imagens filmadas em celular de baixa resolução dão ao filme um tom impressionista, pixelado.

·        Herança – direção de Carlos Robério, Fábio Tavares, Francisco dos Santos e Jaildo Oliveira, de Juazeiro do Norte-CE (05 min / cor / experimental). Sobre materiais de arquivo, um olhar sobre o passado mais remoto que retorna como uma herança maldita no presente.

·        Uma história da terra – direção de Jefferson Albuquerque Júnior, da cidade do Crato-CE (34 min /cor / documentário). A história da criação do Assentamento 10 de Abril, na cidade do Crato, desde os seus primórdios, no período da primeira ocupação no Caldeirão da Santa Cruz até os dias de hoje.

Tempo total da sessão: 50 min.

DIA 22 (QUARTA-FEIRA)

·        Conecto – direção de Joseph Olegário, Cimara Teotônio, Annah Paula de Alencar, Germana Andrade e Jefferson de Lima Pontes, todos de Juazeiro do Norte-CE (13 min / cor/pb / experimental). O curta é resultado de uma vídeo-instalação do diretor.

·        Roberto Cabeção – direção de Salomão Santana, de Juazeiro do Norte-CE (13 min / cor / documentário). Meu tio tinha uma cabeça enorme.

·        Couro tecido – direção de Adriana Botelho, de Nova Olinda-CE/Exu-PE (19 min / cor / documentário). O curta mostra o ofício do couro por dois mestres: Espedito Seleiro e Luís dos Couros. Projeto selecionado pelo VII Edital de Cinema e Vídeo do Governo do Estado do Ceará.

Tempo total da sessão: 45 min.

DIA 23 (QUINTA-FEIRA)

·        Tempo menino – direção de Kelyenne Maia, Cimara Teotônio e Samara Lopes, todas de Juazeiro do Norte-CE (07 min / cor/pb / ficção). Um homem deleita-se sobre as lembranças do seu tempo de criança.

·        A promessa – direção de Jaildo de Oliveira, de Milagres-CE (30 min / cor / ficção). Suely, uma jovem simples moradora do sítio Serra Brava, no município de Milagres, no sul do Ceará, vive com a mãe Terezinha e a irmã Nina. Fenômenos sobrenaturais começam a acontecer e atormentam-lhe a vida tranquila, deixando seus nervos à flor da pele. Suspense numa trama baseada em fatos reais.

·        Água pra que te quero! – direção de Nívia Uchoa, de Crato, Brejo Santo, Barbalha e Juazeiro do Norte – quatro municípios do Cariri cearense (16 min / cor / documentário). O filme percorre por quatro das cidades que compõem a sub-bacia do rio Salgado.

Tempo total da sessão: 53 min.

Fonte: CCBNB


Até que enfim! - Anatel diz que vai multar empresas por não atingirem metas de conexão à internet móvel




O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Rezende, disse hoje (17) que as operadoras de telefonia móvel deverão ser multadas por não terem atingido as metas  estabelecidas pela agência para o serviço de conexão à rede de dados. “Vamos abrir um processo e elas poderão apresentar suas alegações", disse.

Uma avaliação divulgada hoje pela Anatel mostrou que a taxa de acesso à rede de dados das quatro empresas analisadas (Vivo, Claro, TIM e Oi) ficou em 95%, enquanto a meta da agência é 98%.“Está abaixo da meta, mas não dá para dizer que o serviço está em declínio, tem uma estabilidade nos últimos meses”, disse Rezende.

O Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil) informou que as empresas estão empenhadas em aprimorar a qualidade dos serviços e apresentaram desempenho melhor que a meta definida para indicadores de acesso à rede de voz, de qualidade da ligação de telefônica e de estabilidade da conexão à internet. A entidade também informou que a Anatel registrou diminuição no número de reclamações sobre falhas de rede no call center da agência.

“O SindiTelebrasil alerta para a necessidade de se estabelecer alavancas para estimular a expansão dos serviços, com qualidade e cobertura adequada de sinais e retirar os entraves à instalação de antenas previstos em diversas leis municipais”, diz a nota da entidade.

Edição: Fábio Massalli

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Gilberto Carvalho vê fascismo na proposta de redução da maioridade penal



O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, disse nesta sexta-feira (17), durante a posse da nova diretoria do Conselho Nacional de Juventude, que apenas negar a redução da maioridade penal pode significar “perder a batalha”. Segundo ele, aqueles que têm posição contrária à redução, como é o governo, precisam apresentar propostas e alternativas para que o jovem não escolha o caminho da criminalidade.

“Não podemos ficar em uma posição apenas defensiva. Temos a responsabilidade de fazer uma briga, uma luta pela hegemonia dos princípios democráticos na sociedade e, se nós ficarmos apenas negando que a redução penal vai resolver o problema, nós teremos tudo para perder a batalha. Basta ver as pesquisas de opinião que se fazem hoje em dia”, disse o ministro em seu discurso.

Gilberto Carvalho classificou como fascistas as saídas apresentadas a favor da redução da maioridade penal. “Esta campanha que estamos vendo é nitidamente uma indução que alguns setores fazem sobre a população, aproveitando momentos dolorosos, como foi o caso agora de São Bernardo do Campo, para, no âmbito da comoção, buscar saídas fáceis que, ao meu ver, têm um forte cunho fascista”.

O ministro fez um chamado às entidades representativas da sociedade para juntar forças e fazer um grande debate em torno do tema, considerado por ele um grande desafio do momento, para elaborar uma lista de propostas concretas que possam ser encampadas pelo governo e postas em prática. Segundo ele, além de oferecer alternativas aos jovens, as políticas para a juventude trazem segurança à sociedade.

“Porque é o sentimento de insegurança que leva as pessoas a fazer escolhas por vias que não vão levar de fato à resolução dos problemas e, pelo contrário, levam ao ‘aguçamento’ da violência, a lotar as prisões de mais jovens, a, no fundo no fundo, estimularmos ainda mais o crescimento da criminalidade”, disse o ministro.

Gilberto Carvalho defendeu a ampliação e a consolidação do Plano de Prevenção à Violência contra a Juventude Negra, conhecido como Juventude Viva, como uma das alternativas aos jovens. O programa, em execução em Alagoas e no Rio de Janeiro, tem como missão oferecer oportunidades aos jovens negros que vivem na periferia.

Na opinião do ministro, a lógica da redução penal está errada e pode trazer consequências ruins à sociedade. “Você vai reduzindo, daqui a pouco o moleque de dez anos vai ter que ir para a cadeia porque ele também vai ser usado pelas quadrilhas e assim por diante”, disse.

Agência Brasil


Rio Grande do Norte pede R$ 6 milhões para construir presídio


Brasília – A governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini, pediu hoje (17) mais R$ 6 milhões ao governo federal para a construção de presídio no estado. A demanda foi apresentada em reunião nesta tarde com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Joaquim Barbosa.

A audiência foi convocada por Barbosa depois que o CNJ organizou um mutirão nas unidades prisionais do estado e encontrou situações de desrespeito aos direitos humanos e superlotação – atualmente há déficit de 2,5 mil vagas no Rio Grande do Norte.  Segundo plano do governo federal, o estado tem direito a R$ 24 milhões, mas a governadora disse que a verba só é suficiente para construir um presídio, enquanto são necessários pelo menos dois.

“Ficou combinado que vamos dar entrada na burocracia de apresentação de projeto e aprovação de caixa para ver se em 60 dias conseguimos licitar o primeiro [presídio]. Mesmo assim, vou dar entrada nos dois, porque o ministro disse que em 60 dias vai ver a possibilidade de complementar recursos para o segundo”, explicou a governadora ao deixar a reunião.

Cardozo, por outro lado, disse que só vai liberar a verba extra se perceber que o estado está efetivamente empenhado em executar as obras. Ele informou que a primeira ideia é realocar recursos de estados que não estão cumprindo o cronograma do governo federal. “Mas se todos cumprirem cronograma eu tenho condições de pedir mais recursos nesta área. O que não posso pedir é mais recurso quando há recursos que não são gastos”, disse.

Cardozo lembrou que, em 2011, o Executivo federal teve que cancelar quatro contratos do Rio Grande do Norte porque os recursos estavam disponíveis, mas o estado não havia executado. “Fizemos novo repasse e estamos não só no Rio Grande do Norte, mas no país, acompanhando o passo a passo para que dinheiro seja usado em unidades prisionais”.

O ministro também disse que muitas melhorias não têm a ver com construção de presídios, e sim com a gestão dos já existentes. Ele citou como exemplo a questão da limpeza, pois há celas com fezes dos detentos. “São situações que fazem com que as organizações criminosas cooptem pessoas nos presídios para ser braço do crime organizado nas ruas, matando pessoas, traficando”.

Edição: Fábio Massalli
Repórter da Agência Brasil


CARTA A UM PROFESSOR DE VERDADE! Não deixe de ler! É imperdível!!!



Eu confesso – Poucas são as pessoas que gostam de mim – pois não sei fingir.
Tenho uma alma revolucionária, ao extremo, e me provocam agonia e pesar tantas manifestações desumanas e miseráveis.

Ultimamente tenho pensado a respeito disso e cheguei a algumas conclusões.
Antes de tudo, devo ponderar sobre a facilidade e destreza que certas pessoas encontram em serem mesquinhas, pobres de espírito, baixas moralmente e desfavorecidas em intelecto. E isto não é marca de classes menos abastadas; pelo contrário, vejo cada vez mais pessoas que se dizem “endinheiradas” cometerem barbaridades contra as condutas da boa educação.

Exatamente isto, talvez mesmo por se taxarem “endinheiradas”. Possuem apenas dinheiro, folhas ao vento, mas sem nenhum valor espiritual, sem qualquer civilidade social ou condições normais e saudáveis de raciocínio .

E, realmente pensando sobre isso, sentindo-me envolvida por um mundo caótico e sem freios de cidadania, me surpreendi com a existência, bem nítida, de pessoas raríssimas, que diante de tanta falta de educação, indignidade e lixos humanos, conseguem se fazer “luzes” aos olhos alheios. Conheço poucas pessoas assim, mas tenho orgulho de suas existências presentes e coexistentes à minha vida.Uma dessas pessoas? O meu professor de literatura. Seu nome pode ser dito, sem receios: Osmar Oliva (foto).

Não estou escrevendo sobre o assunto para alçar elogios de ordem prosaica ao nobre docente. Quero apenas, diante de tantas desfavoráveis experiências humanas, citar apenas uma das poucas que pode ser digna de louvor.

Bem... O professor e doutor Osmar Oliva é alguém que se atém a comentários pertinentes à sua disciplina, ao conhecimento científico de sua área e também de outras, e nunca à comentários extraclasse. Respeita nossos horários de início e término de aulas, mesmo que alguns necessitem sair mais cedo para conseguir condução, o que ele entende perfeitamente.

Mas o que me chama mais atenção nele é a maneira de ser humilde e voraz, simultaneamente, em seus discursos. É humilde ao apontar nossas falhas de maneira coesa e ética, é voraz em nunca atingir um desafeto com más palavras, antes com boas palavras aos que à ele parecem pertinentes. É exatamente isso que me encanta em sua fala.
O professor derrota verbalmente, com uma oralidade magnífica, os tons alheios de arrogância e desumanidade. Ele declara, de um modo não-verbal, olhos de superioridade à ignorância que persuade os mesquinhos, e parece conseguir vê-la ao longe, como algo que não quer atingir nunca, pois sabe que estas banalidades pertencem apenas aos tôlos.

Então, eu utilizo agora um grande clichê: “Quero ser como ele, quando eu crescer.”
Quero que minha alma atenha-se acima das coisas mundanas, momentâneas e que coexista na delicadeza da nobre linguagem humana. Desejo mais afetos que inimigos e quando não puder tê-los nessa ordem, desejo o silêncio, somente. O meu e o alheio.
Que eu esteja, sempre, acima das coisas e das pessoas pequenas. Que eu apenas sinta que passaram por mim, como o vento, por mais que o vento seja dotado de uma positividade enigmática. Apenas peço a Deus que me dê forças e coragem para não responder aos medíocres, que ocupam suas vidas e suas podres almas de tanta sordidez e futilidades, da vida alheia, da inveja ao mérito dos justos.

E por isso também que estou escrevendo. Por que parece tão fácil responder com grosserias à pessoas baixas e tão difícil assumir a nobreza de caráter de apenas uma, quando a encontramos em nossas vidas?

Escrevo para dizer ao professor Osmar e às raras pessoas como ele que sinto orgulho de conhecê-los, de tê-los tão próximos, para que talvez eu consiga absorver e aprender coisas boas. Escrevo para que estas poucas pessoas possam ter a certeza de uma admiração verdadeira e saudável, porque são dotados de atitudes saudáveis e justas. Escrevo para não perder meu tempo com pessoas ou coisas fúteis. Prefiro preencher minhas horas com palavras afetuosas e puras.

Neste semestre, essencialmente, entre tantas decepções e desprazeres, pude conhecer uma pessoa maravilhosa, que com certeza ofuscou e apagou muitas tristezas, muitas lágrimas, não só minhas, mas de muitos colegas... Com a sutileza de suas considerações, com sua evocação e admiração machadiana, com seus apontamentos sobre a sedução da escrita, com sua postura lúcida e perfeita, com a aura do professor realista e espontâneo. Passei a amar a literatura, passei a ler Machado de Assis. Quero ter como exemplo pessoas excelentes e íntegras!

FONTE:http://pensador.uol.com.br/frase/NDUyNTE5/ 

Ao meu querido professor... ( De Ana Beatriza Figueiredo Mota)


Via George Macário de Brito - O DEMOCRATO - Blog do Crato 
www.blogdocrato.com


17 maio 2013

O retorno à mão invisível. Por: Armando Ribas


Quanto mais informação recebo, mais sinto a confusão existente a respeito da natureza, das causas e das possíveis soluções à crise econômica atual, e em especial da crise européia. Basta ouvir a respeito de que se trata da crise do capitalismo, palavra primitiva para a esquerda como a essência mesma dos pecados capitais. Em particular, supostamente a cobiça, a avareza e a concupiscência. Esquece-se que foi graças a esse sistema mal chamado capitalismo, que não é sistema econômico, senão ético, político e jurídico que surgiu a liberdade e a criação de riqueza pela primeira vez na história.

Todas as vozes que se ouviram na última reunião do FMI e do Banco Mundial, inclusive a da diretora do FMI, a Srª Christine Lagarde, se expressaram na necessidade de mover o mundo para uma rápida recuperação (sic). Não se ouviu ninguém explicar qual é a política a implementar para conseguir a recuperação, nem tampouco quais são as causas pelas quais não se estão implementando nos principais países industriais. Eu diria que toda a aparente preocupação pela necessidade do crescimento, parece ou pretende ignorar qual foi a verdadeira causa da crise. E eu poderia argüir que ela deve-se à suposta virtude do altruísmo, que no fundo resgata o pecado capital da inveja.

Portanto, todos os ministros que se manifestaram lá parecem não ter consciência de que existe uma correlação inversa entre o crescimento econômico e o nível do gasto público. Assim podemos ver que a inflação parece ser a maior preocupação na zona e a respeito referiu-se Angela Merkell, pedindo taxas de juros mais elevadas. Não obstante, a Srª Lagarde propôs que que o BCE poderia atuar de maneira positiva para a recuperação. Nessa mesma tendência se manifestou o Sr. Davis Lipton (Segundo diretor do FMI) e a respeito disse: “O BCE provavelmente necessita fazer mais para apoiar a economia da Euro Zona, facilitando a política e ser mais ativo em enfrentar a fragmentação dos mercados financeiros da união monetária”.

Ao nosso juízo, essa posição foi destinada à Srª Merkell que, como já dissemos, pretende taxas de juros mais altas. Indubitavelmente que na Alemanha existe uma preocupação maior pela inflação, que como bem sabemos na Argentina, produz efeitos deletérios na economia. Porém, vou insistir em que parece ignorar-se que a causa determinante do processo recessivo foi o elevado nível do gasto público. Nos Estados Unidos pela primeira vez em sua história o gasto público alcançou 40% do PIB. Porém, a situação européia, encerrada no Estado de Bem-Estar, ao qual pretendem se aproximar dos Estados Unidos, é muito pior.

Não há um exemplo melhor para mostrar a validade da correlação inversa entre o crescimento econômico e o nível do gasto público do que os principais países europeus. Como bem disse George Gilder: “O gasto público não forma parte do produto, senão do custo de produzir”. Assim podemos ver que na década de sessenta a Alemanha cresceu 4,1% ao ano, a França 5,6% e a Itália 5,7%. Nesse período o gasto público desses países flutuava entre 15% e 22% do PIB. Na década de dois mil, os respectivos crescimentos foram: 0,9%, 1,1% e 0,2%.

Neste período considerado a inflação foi relativamente baixa, não obstante que todos esses países tiveram déficits fiscais superiores a 3,0% em violação dos limites impostos pelo acordo de Maashtricht. O caso da Inglaterra não é muito diferente dos anteriores, com a exceção de que já na década de sessenta o crescimento alcançou só 3% ao ano. A conseqüência desses déficits fiscais foi a criação de níveis de dívida impagável, que nos países mencionados alcançam entre 80% e 120% do PIB. Certamente o caso da Grécia é ainda pior, pois a dívida alcança 168% do PIB, mas a realidade é que a crise européia supera os problemas maiúsculos da Grécia e do Chipre.

Então a pergunta pendente é: quais são as políticas de crescimento específicas recomendadas pelo FMI para superar a crise e conseguir o crescimento necessário para reduzir o desemprego? Evidentemente a resposta não parece se encontrar nas recomendações da Srª Lagarde. A respeito, lembro sempre as sábias palavras de Sêneca: “Para o que não sabe aonde vai, não há vento favorável”. E a situação é mais grave, pois aparentemente não sabemos porquê estamos aonde estamos.

A realidade dessa ignorância se estabelece na suposta alternativa entre crescimento e austeridade, enquanto que a aparente sabedoria é que o suposto crescimento se conseguiria mediante a política Keynesiana de aumentar o gasto público ou, no melhor dos casos, não reduzi-lo a fim de aumentar a demanda. Ignora-se que quando Keynes fez aquela recomendação o gasto público nos Estados Unidos alcançava tão só 8% do PIB, e a economia havia caído 35%. Portanto, havia capacidade produtiva ociosa, enquanto que hoje o problema é que não há produção suficiente para pagar o gasto. E mais ainda: não existe o interesse em produzir ou trabalhar frente ao Estado de Bem-Estar.

Já deveríamos saber, certamente, que o nível do gasto foi e continua sendo o fator determinante da crise. Portanto, me atrevo a assinalar que a única forma de resolver o problema no longo prazo, é reduzindo o gasto público e por conseguinte, o nível de impostos. Só uma maior disponibilidade de ingressos do setor privado, baseado no respeito ao direito de propriedade, pode provocar um incremento na investimento privado, que é a única via para a criação de riqueza, ou seja, o crescimento proposto. Essa política deve ser seguida por uma política monetária expansiva do BCE. Certamente essa expansão monetária haverá de ter um efeito inflacionário, porém já deveríamos saber que não elegemos as alternativas senão que elegemos entre alternativas disponíveis. Essa é a única forma de pagar o elevado nível da dívida e salvar o sistema financeiro, para evitar o ocorrido durante a crise de trinta.

Portanto, podemos concluir que o crescimento não é uma alternativa política, senão o resultado de uma política adequada que o produza. Então, como disse antes, não resta mais remédio do que reduzir o gasto público, particularmente o que se refere à burocracia estatal que, além disso, gera uma grande corrupção, tal como destacou um recente artigo do instituto CATO. Igualmente se requer baixar os impostos a fim de que se incremente o investimento privado, e lembremos as palavras de Adam Smith a respeito: “Um imposto injusto oferece uma grande tentação para evadi-lo. Porém, as penas pela evasão aumentam na proporção da tentação. A Lei contrária a todos os princípios ordinários da justiça primeiro cria a tentação, e depois castiga os que caem nela”.

Para concluir então, tomemos consciência uma vez mais das virtudes da mão invisível e dos vícios que engendra a mão visível do Estado na pretensão de que a burocracia superaria a burguesia. Ou seja, como reconheceu Adam Smith: “O indivíduo perseguindo seu próprio interesse, freqüentemente promove o da sociedade mais eficientemente do que quando realmente tenta promovê-lo. Eu não soube jamais de muito bem feito por aqueles que pretendem atuar pelo bem público”. Remeto-me aos fatos.

Tradução: Graça Salgueiro

A que servem os valores morais - Por: Emerson Monteiro


Valores, ou seja, as bases sobre as quais estruturar o comportamento nas relações entre as pessoas, sociedades e natureza. Afinal se busca níveis melhores que dimensões arcaicas, de quando animais e bárbaros, dos tempos das cavernas. Eles evoluíram desde que o homem é homem, de quando resolveu aprimorar realizações no decorrer da história. São padrões mais refinados de convivência que resultam nos estados de justiça e civilização.

A que servem esses tais valores morais? Só visam estabelecer pactos em favor dos grupos, ou indicam crescimento dos indivíduos nos planos elevados da ética e do progresso de sonhos maiores?

A psicologia evita o âmbito da religiosidade, mantendo compromisso restrito ao campo das reações aparentes das pessoas. Contudo há limites inatingíveis no desconhecido. Pois a ânsia das soluções bate de cara nalgumas impossibilidades científicas, estação provisória do conhecimento. E a dor segue doendo pedindo paz aos organismos enfermos da coletividade.

Nessas horas restam os valores, decisões pessoais estabelecidas no íntimo de vencer o vazio existencial nas criaturas humanas. Algo que deve existir plantado no território silencioso da solidão visando balizar as dificuldades existenciais. Nessas paragens longas e angustiosas, luzes acendem quando guardadas. Lembram a parábola cristã das virgens loucas, que não mantiveram o azeite de acender as lâmpadas, na chegada imprevisível dos noivos. E ficaram lá perdidas nas trevas do abandono, enquanto as prudentes revelavam suas localizações.

Nas noites e febres do isolamento a que se submetem os desavisados vagando pelos mundos incertos, o plantio e a colheita bem aos moldes daqueles que aperfeiçoam valores morais servem nas ingratas situações da sorte e reduz a fome de Amor desse tempo transitório. 

Corte do Jatobá abre ritual da Festa do Pau da Bandeira


Considerado um dos pontos altos dos festejos do padroeiro, o momento mobiliza 150 homens do Sítio Flores
Barbalha. O esforço é pela fé. Uma multidão segue em carreata até a mata do Sítio Flores, neste Município, para seguir um ritual que atravessa mais de oito décadas. O corte do Pau da Bandeira, para a Festa de Santo Antônio de Barbalha, que começa no dia 2 de junho, com o cortejo do mastro do padroeiro da cidade, ocorreu na manhã de ontem. Cerca de 500 pessoas, em sua maioria carregadores do pau, foram presenciar o momento que consideram sagrado. O jatobá de 23 metros, pesando cerca de duas toneladas, foi retirado da mata com apoio de um guindaste e, finalmente, colocado na chamada “cama do pau”, a mais de dois quilômetros do local onde foi cortado, no Sítio Roncador.
PaudabendeiracorteA árvore escolhida tem 23 metros de altura e pela duas toneladas
fotos: elizângela santos

A preparação dos carregadores começa cedo, com o caldo, no Mercado Central, para o reforço do trabalho que vem pela frente. São cerca de 9 quilômetros para chegar ao local, que foi visitado por mais duas vezes, para a seleção de cinco árvores, um angico e quatro jatobás, no dia 14 de abril, e, no último domingo, para a escolha do Pau da Bandeira da festa deste ano. O angico, considerado o mais adequado para o corte, não foi autorizado pelos órgãos ambientais. O trabalho contou com acompanhamento do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio).
Bênçãos
Antes do deslocamento até o Sítio Flores, a equipe de carregadores pediu as bênçãos do santo padroeiro da cidade e uma carreata seguiu para a Matriz. Para o capitão do pau, Rildo Teles, esse é um momento de fé do povo de Barbalha e um dos pontos mais altos da festa. “Me sinto imensamente feliz de poder estar à frente dessa tarefa de conduzir o Pau da Bandeira, com os carregadores”, afirma. Desde 2001, ele é eleito como o líder do grupo, que chega a pelo menos 150 homens.
Antes do primeiro golpe de machado para o corte do mastro, mais uma oração, com a imagem de Santo Antônio nas mãos, para abençoar o rito. A árvore é retirada da mata nativa, fora da Área de Proteção Ambiental (APA). A escolha passa por critérios também entre os carregadores. O mastro deve ser retilíneo, longo e de preferência com um peso que facilite a condução durante o cortejo. São cerca de seis quilômetros, a partir da saída, no dia 2, às 11 horas. A chegada este ano será antecipada e a previsão é hastear a bandeira do santo às 17 horas.
Segundo o secretário de Cultura da cidade, Antônio Sisnando, a partir da próxima segunda começa o processo de ornamentação da cidade. As cores de uma das maiores festas alusivas ao santo casamenteiro do Brasil invadem as ruas de Barbalha, que durante este ano recebeu o título, reconhecido por lei estadual, de Capital da Festa de Santo Antônio. E com referência a esta denominação, o secretário afirma que a cidade comemora.
Público
“Será o principal tema da festa, que irá acolher milhares de pessoas”, afirma. A estimativa é mais de 350 mil pessoas estejam na cidade durante o primeiro dia do cortejo, que atrai turistas doe várias partes do Brasil.
A preocupação de chegada na Matriz mais cedo que o ano passado, segundo o secretário, é justamente para atender à expectativa dos turistas, imprensa e população em geral e tornar a festa mais segura. E o apelo foi repassado para os carregadores pelo capitão, durante o começo da concentração, ontem. “Esse ato vem sendo renovado há muitos anos, e não temos como descrever a fé e tudo que envolve esse momento mágico”.
Segundo ele, exercer a função de capitão do pau é uma das coisas mais importantes, mas a responsabilidade é o fruto da fé. “Temos alguns excessos, mas há o zelo e o cuidado pelas pessoas”, ressalta. O professor e pesquisador Josier Ferreira, acompanha todo o processo de retirada do jatobá. Há vários anos ele realiza pesquisa sobre o ritual, a tradição e a sustentabilidade ambiental, numa integração do homem com a natureza.
Devoção
Segundo o professor, o porte das árvores retiradas da área da Chapada do Araripe é condicionada por alguns fatores ambientais. Numa análise de foto de satélite, ele afirma que as maiores estão próximas aos cursos de águas superficiais.
No caso do jatobá, com cerca de 35 anos, a retirada aconteceu bem próximo ao leito do Riacho Seco. Para ele, duas coisas caracterizam a festa de Barbalha: uma delas, a devoção do padroeiro; e a outra, as condições de floresta que o município tem agregado a uma área de Bacia Sedimentar, na encosta. Em praticamente todos esses anos, as árvores eram retiradas do Sítio São Joaquim e, a partir de 2000, começaram, a ser retiradas também do Sítio Flores.
“É uma floresta que seca, mas mantém algumas espécies da própria vegetação da Chapada do Araripe, como é o caso do Jatobá”, explica. A festa ainda passa por um processo de reconhecimento, junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), como patrimônio imaterial. A programação se estenderá do dia 2 até 13 de junho, encerrando com a procissão do padroeiro.
ENQUETE
Por que a festa é importante para a região?
“A festa reúne fé e natureza. A existência da natureza condiciona a prática afetiva no imaginário das pessoas, utilizando o culto a Santo Antônio a partir de um contato com a natureza”
Josier FerreiraPesquisador
“É uma tradição que se repete há mais de oito décadas e hoje há uma preocupação maior relacionada à retirada da árvores, de uma Área de Proteção Permanente (APP). A tradição deve ser preservada
Cícero TiagoAmbientalista e carregador do pau
Mais informações
Secretaria de Cultura e Turismo de Barbalha, Rua da Matriz, 25
Centro
Barbalha – Cariri
Telefone : (88) 3532.1708
ELIZÂNGELA SANTOS
Repórter do Jornal Diário do Nordeste
Colaboradora do Blog do Crato e Portal Chapada do Araripe

´Cariri Cangaço´ começa amanhã com cavalgada


Também será debatido o cangaço e o ciclo do coronelismo no Nordeste durante o encontro na região
LampiaoLavras da Mangabeira. A programação itinerante do Cariri Cangaço começa neste ano por esta cidade, localizada no Sul do Ceará, distante 430 km de Fortaleza. O evento será aberto amanhã, a partir das 15 horas com a chegada de uma cavalgada oriunda de Jaguaretama. Depois haverá debate sobre o cangaço, o ciclo do coronelismo no Nordeste, a participação de lideranças locais no contexto histórico da sedição de Juazeiro, cujo centenário transcorre em 2014.Está prevista para o fim da tarde de amanhã, uma apresentação cultural com declamação de cordel de autoria de José Teles da Silva, que descreve sobre a passagem de Lampião, em 1927, sobre Lavras da Mangabeira
A secretária de Cultura do município de Lavras da Mangabeira, Cristina Couto, disse que a cidade vive a expectativa de realização do evento, que já promoveu seminários, exposições e debates nas cidades de Barbalha, Crato, Aurora, Barro, Juazeiro do Norte, Missão Velha e Porteiras. “Neste ano, o enfoque será dado para a discussão sobre a Sedição de Juazeiro”, frisou. “É uma oportunidade das pessoas conhecerem acerca da história do Ceará”, completou.
A Cavalgada Lêla Férrer é um acontecimento anual e de resgate histórico, coordenado pelo deputado estadual, Heitor Férrer, descendente da matriarca Fideralina Augusto Lima, que no século passado exerceu com determinação e força, liderança política regional. Na época, a família comprava animais da região do Riacho do Sangue e os trazia em tropas para Lavras.
Neste ano, a chegada de 12 cavaleiros que vão se juntar a 50 vaqueiros vai coincidir com a abertura do 4º Seminário Cariri Cangaço. Após a solenidade de abertura a ser realizada no plenário da Câmara Municipal de Lavras da Mangabeira, haverá apresentação de um vídeo produzido pela Assembleia Legislativa sobre a história de vida de Fideralina Augusto Lima.
Matriarcas
“Ela foi uma das cinco matriarcas do Nordeste, com poder de mando, quando naquela época esse papel não era reservado à mulher”, observou Cristina Couto. “Estava à frente do seu tempo”. Ainda à tarde, haverá palestra com o historiador Dimas Macedo, que vai abordar o tema ´Entre canetas e bacamartes´. Integram os debates, os professores Calixto Júnior, Napoleão Tavares e Bosco Andrade.
Está prevista para o fim da tarde, uma apresentação cultural com declamação de cordel de autoria de José Teles da Silva, que descreve sobre a passagem de Lampião em 1927 sobre Lavras da Mangabeira, e de número de dança de xaxado por um grupo de estudantes da Escola de Ensino Fundamental Assis Lucena. No domingo pela manhã, a programação inclui um encontro dos participantes do evento com o prefeito, Gustavo Augusto Lima Bisneto (Doutor Tavinho), descendente (trineto) da matriarca Fideralina Augusto.
Visitações
Em seguida, haverá uma visita da comitiva à casa da líder política, ainda preservada no centro da cidade, onde também morou a artista plástica, Sinhá D´Amora. O evento será concluído com a saída do grupo para o sítio Tatu, que era propriedade de Fideralina Augusto, trisavó do atual prefeito e do deputado estadual Heitor Férrer. “Os alunos conhecem sobre a história de Roma, da Grécia, mas pouco ou quase nada sabem acerca dos acontecimentos do Ceará e muitas vezes aprendem de forma distorcida e pejorativa”, observou o gestor, Doutor Tavinho. “Esse seminário vai debater e divulgar fatos ligados à época do coronelismo e das oligarquias no início da República”.
O pesquisador Manoel Severo Barbosa é o curado do Cariri Cangaço, um grupo de estudos, que reúne professores e escritores, ligados à Sociedade Brasileira do Cangaço. Os próximos eventos estão marcados para julho, nas cidades de Souza e Nazarezinho, na Paraíba.
Mais informações
Prefeitura Municipal de Lavras da Mangabeira
Secretaria de Cultura
Região Centro-Sul
Telefone: (88) 3536. 1600
HONÓRIO BARBOSA
Repórter do Jornal Diário do Nordeste

Escultor cearense está entre finalistas de concurso internacional


Assis Filho inscreveu três obras para concorrer à bolsa de estudos. Escultura finalista já foi desmanchada por autor da obra.


Escultorce‘Solitary Man’ está entre trabalhos finalistas. Autor da
obra, Assis Filho afirma que a fez apenas para
estudo. (Foto: Assis Filho / Arquivo Pessoal)
Um escultor cearense está na lista dos 10 finalistas que concorrem à bolsa de estudos de verão da  Florence Academy of Art, em Florença, na Itália. Morador de Caucaia, na Região Metroplitana de Fortaleza, Assis Filho, de 25 anos, concorre com a obra Solitary Man (Homem Solitário), um trabalho que ele fez apenas para praticar e que já não existe mais.
“Essa eu já desmanchei há muito tempo, era uma peça de estudo. Eu tinha feito o retrato do meu pai para o concurso”, conta o escultor que enviou a imagem de três obras para a disputa na academia: o retrato do pai (My Dad), uma mulher de corpo inteiro (Reflecting) e a finalista. Todas as obras foram esculpidas com plastilina, uma massa de modelar que não seca e preserva a escultura.
Assis conta que fez a escultura finalista em dois dias e que ainda não tinha finalizado a peça quando decidiu inscrevê-la. “Trabalharia mais um dia nela”, destaca ele, afirmando ainda que moldar um escultura e desmanchar é um procedimento normal.
O concurso
Desde o dia 6, a academia vem divulgando um finalista do concurso por dia. O nome de Assis Filho foi anunciado nesta terça-feira (14), o 9º da lista. Na quarta-feira (15), será divulgado o nome do 10º e último concorrente. No dia 17, o nome do vencedor da bolsa de estudos de verão será conhecido.
“Sou bem realista, não gosto de ficar com muita esperança”, afirma o escultor que, apesar da cautela, já providencia passaporte e têm aulas de inglês. Caso fique com a bolsa, Assis passará o mês de julho em Florença se especializando em esculturas.
OutrasÀ esquerda, a escultura ‘Reflecting’; no Centro, o busto encomendado em Baturité e, à direita, o retrato do pai de Assis Filho. A escultura ‘My dad’ foi feita especialmente para o concurso. (Foto: Assis Filho / Arquivo Pessoal)
Formação
De família de classe média, Assis Filho viu o interesse por esculturas e desenhos nascer ainda criança, quando brincava com massa de modelar. A medida que foi crescendo, as esculturas foram melhorando. “Eu comecei a fazer topos de bolos de casamento personalizados”, conta.
Em 2011, participou de um curso de um ano ministrado pelo escultor Alex Oliver, famoso por trabalhos nos estúdios ILM, Weta Workshop, Blizzard. No período, Assis aprendeu a trabalhar com esculturas figurativas, tornando-se assistente de Oliver. “Eu deixei esse trabalho em março (2013). Comecei a assumir muitos projetos sozinhos”, afirmou ele, que desistiu até da faculdade de artes visuais quando descobriu que não estudaria esculturas.
Atualmente, Assis Filho vive da venda de suas obras e começa a ser reconhecido pelo seu trabalho. “Fiz um busto para uma praça em Baturité [interior do Ceará], foi um dos trabalhos mais bem pagos que já tive”, conta o escultor.
Diana Vasconcelos Do G1 CE






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