xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> BLOG DO CRATO | O Crato na Internet desde 2005
.

VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



Comunidade Cratense no Facebook - Mais de 24.000 seguidores. Clique em Curtir e adicione a sua Foto !

26 março 2017

Igreja Católica ganhará 30 novos santos brasileiros: Protomártires do Rio Grande do Norte serão canonizados

Cidade do Vaticano (RV) - A Igreja no Brasil começou o dia 23 de março, recebendo uma grande notícia: em audiência concedida ao prefeito da Congregação das Causas dos Santos, Cardeal Angelo Amato, o Papa Francisco aprovou os votos favoráveis da Sessão Ordinária dos Cardeais e Bispos Membros da Congregação sobre a canonização dos protomártires do Brasil.
Trata-se dos seguintes Beatos: André de Soveral e Ambrósio Francisco Ferro, sacerdotes diocesanos, e Mateus Moreira e seus vinte e sete companheiros leigos, que em 1645, no Rio Grande do Norte, derramaram seu sangue por amor a Cristo.
Os chamados mártires de Cunhaú e Uruaçu foram beatificados no ano 2000. “Desde então o processo se intensificou e agora com esta aprovação do Santo Padre temos como certa a canonização”, disse, em entrevista concedida à colega Cristiane Murray, o arcebispo de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha, que nos fala da alegria e júbilo com os quais a Igreja no Brasil, particularmente, a Igreja destes filhos do Rio Grande Norte, recebeu a alvissareira notícia:
“Devemos render graças a Deus e proclamar o belíssimo refrão do hino dos mártires: Mártires da fé, filhos do Rio Grande, homens e mulheres, jovens e meninos, pelo Bom Pastor deram o seu sangue. Nossa Igreja, em festa, canta os seus hinos. Então, nós estamos em festa com esta notícia, de muitas graças para a nossa Igreja. Podemos nos alegrar, render graças a Deus e convocar toda a nossa Igreja de Natal, do Brasil e do Rio Grande do Norte para esta grande ação de graças pela canonização dos nossos mártires. Desde 2000, quando foram beatificados, o processo se intensificou e agora, o Papa Francisco certamente, com muitas alegria, aprovando os votos da Congregação, teremos como certa a canonização. Isto para nós é motivo de alegria; que a intercessão dos nossos mártires pela nossa Igreja no Brasil, pela nossa Arquidiocese e por todo o povo de Deus seja um sinal de esperança, de testemunho, de convicção na vivencia da nossa fé. Eles são um exemplo porque deram a vida, derramaram o sangue, na vivência de sua fé”.
Em 16 de julho de 1645, o Pe. André de Soveral e outros 70 fiéis foram cruelmente mortos por 200 soldados holandeses e índios potiguares. Os fiéis estavam participando da missa dominical, na Capela de Nossa Senhora das Candeias, no Engenho Cunhaú – no município de Canguaretama (RN). Em 03 de outubro de 1645, três meses depois, houve o massacre de Uruaçú. Padre Ambrósio Francisco Ferro foi torturado e o camoponês Mateus Moreira, morto.
Os invasores calvinistas não admitiam a prática da religião católica.

24 março 2017

A luz dos fins de tarde - Por: Emerson Monteiro

Quanta beleza! E a força da natureza a tocar de vontade viva o coração da gente. Horas de poesia e sonho, novidades boas de dominar o século, desejos de paz e esperança neste mundo afora. Sentimentos em forma de calma, quando os animais retornam aos apriscos, pássaros aos ninhos e há pura calma no horizonte interminável. Tantos momentos de orientação de revelar o caminho a que raros resolvem seguir. Firmamento em festa acende a luz de fogo nas cores amarelo queimado, melhores quadros das mãos do artista universal. São músicas de amor que invadem lentamente os cristais dos ouvidos, acordes semelhantes ao perfume das flores do poente e das matas.

Instante mais que perfeito de refletir a possibilidade infinita de transformar o roteiro das humanidades depois de quantos equívocos, espécie de descrença filosófica das gerações, no entanto a deixar de fora o poder renovador do instinto de conservação por meio das ações equivocadas. Houvesse agora plena consciência do potencial próprio de todos, e a verdade dominaria o panorama do Planeta tão maltratado. Existisse o mínimo que fosse de sinceridade, os habitantes daqui seriam irmãos e viveriam de jeito igual ao sabor das potencialidades humanas.

Prova provada do valor da claridade desta ocasião, as pessoas haveriam de imaginar sementes boas neste solo fértil de infinitas oportunidades. Quantos, contudo, olham a si e esquecem os demais, quais inimigos na mesma família, a fugir do dever da solidariedade inevitável.

Nisso ninguém pisaria ninguém. O abraço desta formosura dos nascentes e poentes envolveria de alegria imensa a alma das criaturas e o amor dominaria tudo em volta, abraço de esperança e felicidade. Busca, pois, o diamante da ternura dos derradeiros raios de Sol que aquecem a festa no primor do Bem. Saber ser livre das sombras e manter aceso o clarão dos olhos de Deus que nunca esquecem a perfeição dos dias, pai amigo que assiste silencioso ao espetáculo do mistério.

Fátima: Papa aprova canonização de Francisco e Jacinta Marto

Fonte: Agência Ecclesia

Anúncio feito pela sala de imprensa da Santa Sé

Cidade do Vaticano, 23 mar 2017 (Ecclesia)  O Papa Francisco aprovou hoje o milagre necessário para a canonização dos Beatos Francisco e Jacinta Marto, videntes de Fátima, anunciou a sala de imprensa da Santa Sé.
A canonização de Francisco (1908-1919) e Jacinta Marto (1910-1920), beatificados a 13 de maio de 2000 pelo Papa João Paulo II, em Fátima, dependia do reconhecimento de um milagre atribuído à sua intercessão.
A data e local para a cerimónia de canonização vão ser decididos num próximo consistório (reunião de cardeais), no Vaticano, marcado para 20 de abril.
A divulgação do decreto que reconhece um milagre atribuído à intercessão dos Beatos Francisco e Jacinta Marto, "crianças de Fátima", foi feita esta tarde, após uma reunião do Papa com o cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos.
A canonização é a confirmação, por parte da Igreja, que um fiel católico é digno de culto público universal (no caso dos beatos, o culto é diocesano) e de ser dado aos fiéis como intercessor e modelo de santidade.
Francisco e Jacinta Marto, irmãos pastorinhos que, segundo o testemunho reconhecido pela Igreja Católica, presenciaram as aparições da Virgem Maria na Cova da Iria e arredores, entre maio e outubro de 1917, são os mais jovens beatos não-mártires da história da Igreja Católica.
A postuladora da causa de canonização dos Beatos Francisco e Jacinta Marto, irmã Ângela Coelho, tinha referido à Agência ECCLESIA que o milagre necessário para a canonização, após a beatificação de 13 de maio de 2000, tinha “todas as condições” para ser validado.
O estudo refere-se a uma cura de uma criança, natural do Brasil.
“É bonito por isto mesmo: duas crianças cuidam de uma criança”, referiu a irmã Ângela Coelho, em entrevista que vai ser transmitida este domingo no Programa '70x7' (RTP2).
Os trâmites processuais para o reconhecimento de um milagre, por parte do Papa, acontecem segundo normas estabelecidas em 1983.
A Congregação para as Causas dos Santos (Santa Sé) promove uma consulta médica sobre a alegada cura, para saber se a mesma é inexplicável à luz da ciência atual, feita por peritos; o caso é depois submetido à avaliação de consultores teológicos e de uma sessão de cardeais e bispos.
A aprovação final depende do Papa, que detém a competência exclusiva de reconhecer uma cura como verdadeiro milagre.
A Igreja celebra a 20 de fevereiro a festa litúrgica dos beatos Francisco e Jacinta Marto, dois dos três pastorinhos videntes de Nossa Senhora, em 1917; a data coincide com a da morte da beata Jacinta Marto.

Antônio Conselheiro, caluniado e injustiçado (por Armando Lopes Rafael)

   Ah! As voltas que o mundo dá...
   Um dos personagens mais desconhecidos (e também dos mais caluniados) na história do Brasil é Antônio Vicente Mendes Maciel, o célebre Antônio Conselheiro. O papel que ele realmente desempenhou, no Arraial do Belo Monte (mais conhecido pela mídia e historiografia como Canudos), ainda está para ser fielmente divulgado para conhecimento dos brasileiros. Mas, como bem lembra Charlie Chaplin,  “O tempo é o melhor autor; ele sempre encontra um final perfeito”. Quem sabe, um dia, a verdade aflorará para Antônio Conselheiro, pois a verdade sempre aparece!
O DIA DEPOIS DO CRIME - Sertanejos aprisionados pelo Exército em Canudos: eles não ansiavam pelo fim do mundo (Foto e legenda da revista "Veja")

    Graças às pacientes pesquisas do historiador Pedro Lima Vasconcellos foi recentemente publicado um bem preparado Box, composto por dois volumes, com o título: “Antônio Conselheiro por ele mesmo”. Trata-se de duas obras que desmistificam o que erroneamente vem sendo publicado – ao longo de 120 anos – sobre o injustiçado  Conselheiro. No  volume 1 – Apontamentos dos Preceitos da Divina Lei de Nosso Senhor Jesus Cristo, para a Salvação dos Homens –, de autoria do próprio Antônio Conselheiro, consta uma coletânea de reflexões sobre temas variados, de matiz fundamentalmente religioso, escrito durante a época em ele era o líder do vilarejo, por ele batizado de Belo Monte. Já o volume 2, de autoria de Pedro Lima Vasconcellos – Arqueologia de um Monumento Os Apontamentos de Antônio Conselheiro –, apresenta um estudo sobre o conteúdo das reflexões de Antônio Conselheiro, mostradas no volume 1.
   A mais importante revista brasileira, “Veja”, edição de 22 de março de 2017, dedicou quatro páginas às obras acima citadas. Da matéria, sob o título “Um sereno messianismo”, transcrevo os textos abaixo:
INIMIGO DA REPÚBLICA - O provável cadáver de Antônio Conselheiro: obediência só aos poderes que vêm de Deus (Foto e legenda da revista "Veja")

“Escritos até hoje inéditos de Antônio Conselheiro apresentam o líder de Canudos como uma figura bem diversa do fanático milenarista pintado por Euclides da Cunha”.
“(...) os Apontamentos constituem uma novidade: encontra-se ali um Antônio Conselheiro diverso do líder messiânico e milenarista consagrado pela tradição. E nada sugere as patologias psiquiátricas e degenerescências raciais que Euclides da Cunha atribui ao Conselheiro no clássico maior sobre a Guerra de Canudos, Os Sertões. Será difícil encontrar aqui as “aberrações católicas”, o “fetichismo bárbaro” e o” misticismo feroz e extravagante” de que fala Euclides. No geral, o estilo é sereno, plácido, até enfadonho. Não há profecias sobre a transformação do sertão em praia e da praia em sertão, nem se prefigura o retorno de dom Sebastião, o jovem rei português morto na batalha de Alcácer-Quibir, em 1578”.
“Os temas sobre os quais o Conselheiro discorre são convencionalmente católicos: os dez mandamentos– há uma prédica para cada um deles –, a missa, a confissão, a paixão de Cristo, entre outros. Na prédica dedicada à “Justiça de Deus”, o tema é o Juízo final – mas não há nenhuma indicação de que o autor acreditasse na iminência do apocalipse: recomenda-se apenas que os fiéis “deixem a estrada da perdição e entrem na vereda da vida”, preparando-se para a hora da morte”.
“Nos anos 70, por obra do estudioso Ataliba Nogueira, já fora editado um outro caderno de escritos do Conselheiro, datado de 1897, ano em que o Arraial de Canudos foi massacrado pelo Exército”.  “Nos cadernos publicados por Ataliba Nogueira, havia um sermão contra a República. Nos Apontamentos, a recusa ao novo regime (implantado no Brasil pelo golpe militar de 15 de novembro de 1889) se faz pelo silêncio”.
“(...) Portanto, deve-se obedecer “ao Pontífice, ao Príncipe, ao Pai”. O presidente não consta dessa sequência de pês, o que configura, como observa Pedro Vasconcellos, uma omissão eloquente”.
“Talvez o mais inusitado seja ver o homem que Euclides chamou de “gnóstico bronco” recorrer a excertos de Santo Agostinho e Santo Tomás de Aquino, entre outros doutores da Igreja. Não, Antônio Conselheiro não terá lido as Confissões ou a Suma Teológica. Buscou essas citações em duas obras de proselitismo católico: Compendio Narrativo do Peregrino da América, de Nuno Marques Pereira e Missão Abreviada, de Manoel José Gonçalves Couto”.
“Missão Abreviada é um livro de antipática rigidez doutrinária, O Conselheiro, muito diferente, preferia exortar o amor de Jesus Cristo a amedrontar com a visão dos suplícios eternos do inferno”.

***   ***   ***
     Abro um parêntesis, antes de citar a frase final da reportagem de “Veja”, para lembrar que Antônio Conselheiro teve, intuitivamente, quarenta anos antes das verdades reveladas por Nosso Senhor Jesus Cristo, nas aparições década de 1930, à Santa Faustina. Naqueles anos, dentre outras coisas, Jesus Cristo garantiu à freira polonesa: “Não quero castigar a sofrida humanidade, mas desejo curá-la estreitando-a ao meu misericordioso coração”.  “(...) escreve que sou mais generoso para com os pecadores do que para os justos. Por eles desci à terra... por eles derramei meu sangue. Que não tenham medo de se aproximar de mim; são eles que mais necessitam da minha misericórdia”.

       Dito isso transcrevo a frase final da reportagem da revista “Veja”:
“À luz desse documento, a eliminação de Canudos talvez pareça ainda mais   ignominiosa. Nesse ponto, Euclides da Cunha ainda está certo: foi um crime”.

DISTORÇÕES Euclides da Cunha: para o autor de Os Sertões, Antônio Conselheiro era um caso de "misticismo bárbaro" (Legenda da revista "Veja")

Postado por Armando Lopes Rafael

As raposas nos atacam – por Pedro Esmeraldo

No Crato, sempre houve acontecimentos trazendo consequências desagradáveis para nós. Isto é, por aqui aparecem hordas de beócios, cercados de incompetentes, que desejam parecer políticos possuidores de constituição rústica que se opuseram a outros políticos do mesmo jaez, constituída de projeção com resultados negativos, pois nos desagradam com suas medidas para complementar o avanço sistemático, em coisas pertencentes ao nosso município.
Não trouxeram bons resultado no seu desempenho de trabalho urbano. Seu decantado progresso foi lento e muitas vezes anacrônico. Houve deles que atuaram em segmentos da nossa economia. Mas não Proporcionaram boas ações nos efeitos de um trabalho digno e eficiente. Não concorreram para o crescimento e desenvolvimento equilibrado deste município. Não tiveram eficiência nas suas atividades objetivando conseguir empregos e rendas para nossa população. O pensamento dessa gente é torto e intolerante, visto que o seu objetivo é surrupiar os bens do município do Crato.
Além de incompetência em seu trabalho, não souberam aquilatar valores humanos e tecnológicos locais a fim de aprimorar nossos índices de desenvolvimento econômico-social. Não tiveram habilidade de prosseguir com seriedade e equilíbrio nas suas carreiras políticas.
Por isso, apareceram mais como os invasores inconsequentes de território alheio, “pedintes de voto’’, que vieram buscar, fazendo promessas ocas, que não cumpriram, quando empenharam suas palavras como homens sérios. Após choramingar votos aqui, e obter resultados a seu favor, enganaram o povo, deixando cair no esquecimento os reais interesses da nobre gente cratense.
Consequentemente, atuaram com baixa estatura. Não fizeram nada de bom por nossa terra.

23 março 2017

Exposição Patativa do Assaré acontece no Campus do Pìmenta da URCA - por Carlos Rafael

"De poeta matuto a poeta doutor" é o título da exposição que homenageia o aniversário de 108 anos de nascimento do poeta Patativa do Assaré.
Com curadoria e acervo pertencente ao cineasta Jackson Bantim (Bola), a exposição ocorre no Campus do Pimenta da Universidade Regional do Cariri (URCA), em Crato.
Foi aberta na última segunda-feira, dia 20 de março, mas permanecerá  até o dia 12 de abril, franqueada ao público em geral, das 8 às 21 horas, de segunda a sexta.
A exposição consta de fotografias, livros, discos, cordéis e reportagens sobre Patativa, além da réplica da casa do poeta, localizada na Serra de Santana, município do Assaré.
Vale a pena conferir, pela riqueza e originalidade do acervo exposto.
A promoção é da Universidade Regional do Cariri (URCA), através da Pró-Reitoria de Extensão (Proex).
A seguir, cobertura fotográfica feita na noite de abertura.








22 março 2017

O pintor grego Apeles - Por: Emerson Monteiro

Noite dessas e fomos, Lydia, Sônia e eu, visitar Dulcilene e Landim, na sua residência da Praça da Sé, em Crato. Conversa vai, conversa vem, e ouvi de Landim episódio grego que reflete o quanto é importante o respeito àquilo que diga respeito ao tamanho das capacidades individuais. Cada macaco no seu galho, no dizer do povo.

Em certa ocasião, o pintor grego Apeles expunha suas pinturas, quando delas se aproximou um sapateiro, a observar detalhes mínimos de cada tela. Numa dessas, viu defeitos ligados ao que conhecia através da profissão de sapateiro. Notou que as sandálias de um dos modelos retratados apresentavam deficiências só percebidas por quem conhecesse de perto a arte de confeccioná-las.

Havia defeitos quanto às proporções de tiras e fivelas, fácil de reconhecer por quem, qual aquele sapateiro, dominasse o ofício do couro. E comentou, mostrando diante dos presentes aspectos deficientes, o que também escutara o autor da obra. Colocava assim uma série de impropriedades nas sandálias pintadas num dos quadros.

Reconhecendo o acerto das críticas, à noite mesmo Apeles voltou ao local dos quadros e tratou de corrigir as falhas consideradas pelo homem. Com zelo, retocou as pinturas, expostas também no dia seguinte.

Ao observar agora que o artista refizera a obra por conta do que dissera, o sapateiro restou eufórico, satisfeito de haver acrescentado sua opinião aos trabalhos. Nisso, de bola cheia, prosseguiu analisando os quadros e foi achando outros detalhes que, na sua visão, poderiam ser modificados, pois lhe desagradavam. Fisionomias, proporções, cores, etc.

Resultado: Apeles cresceu nos cascos e desconsiderou as outras manifestações do sapateiro, vindo daí um brocardo ainda hoje citado nas situações semelhantes, e foi taxativo:

- Não suba o sapateiro além das suas sandálias. (Que ninguém queira dar palpite naquilo de que não conhece...).

20 março 2017

Essas crianças - Por: Emerson Monteiro

Vontade pura de criar um mundo certo, vagam pelos dias na busca de afirmar a que vieram as crianças. Achar isso tudo fora do lugar já contava na programação dos experimentos da evolução. Rever os quadros e afastar as mazelas se torna dever de quem quer algo novo, novos tempos. Iluminam os lares, ruas e mares. Filmes de super-heróis também somam o direito de transformar. Elas transportam dentro de si o fator determinante do futuro em festa que despontam nos lábios do horizonte. Marcas outras, o que há de mostrar a fisionomia desta Terra da amizade e dos sonhos dos séculos.

No que pesem olhos preocupados dos que deixaram de cumprir a obrigação de oferecer espaço sadio aos jovens de hoje, podem deixar no vão das estradas perdidas ilusões e criar atos que vençam o mal estar da civilização esdrúxula desses malfadados senhores de negócio que só pensaram em si. Agora cabem métodos eficazes de realizar o projeto da história em termos de perfeição. Esquecer o desânimo daqueles outros se torna dever de obrigação. A essas crianças
o destino reserva o compromisso de refazer os edifícios da real felicidade.

Chegou o momento de transmitir o cetro de concretizar a bondade neste chão de tantas oportunidades até agora levadas na conversa. Em tese é isto. Os coroas e os mais atuais que preenchem as lideranças quase nada têm o que oferecer em resultados práticos. Dada esta razão, e na firme disposição de não dar por perdida toda a experiência humana, seja no Brasil ou no exterior, eis o motivo de a gente acreditar nas novas gerações. A maré não está pra peixe, é notório. Aonde se virar, existe uma bronca a resolver, com a maioria só pensando ocupar o lugar de mando e querer dominar o pedaço. Então resta crer nas crianças, na intenção de redesenhar o rosto do Planeta e revelar meios de reverter o quadro que as gerações anteriores deixaram, sob pena de mais nada acontecer. E isto ficaria fora de quaisquer cogitações dos que admitem os fins úteis da Criação divina.

Falece a arqueóloga Rosiane Limaverde - por Carlos Rafael


Faleceu na manhã de hoje, 20/03, a arqueóloga caririense Rosiane Limaverde, vítima de um câncer de útero, contra o qual vinha lutando há quatro anos.
Rosiane, de 51 anos, deixou uma rica contribuição à cultura caririense, principalmente por ter o sido, ao lado do esposo Alemberg Quindins, fundadora da Fundação Casa Grande, entidade que faz um reconhecido trabalho de inserção socioeducacional com as crianças do município de Nova Olinda.
É uma perda irreparável, mas que deixará um duradouro e relevante legado em prol da cultura regional, de valorização da identidade construída pelos saberes populares.

As idades

De acordo com Soren Kierkegaard, filósofo dinamarquês, a existência se resume a três fases distintas, sendo estas o itinerário da libertação da pessoa face ao desespero humano. Primeira destas, a fase estética, período em que depara com a beleza e a força da natureza. Época da energia viva dos instintos, usufrui de tudo com o ânimo de aproveitar ao máximo o ímpeto da juventude. Barcos a todo mastro, as ações correspondem desfrutar das oportunidades apresentadas quais senhores absolutos da situação. 

Segundo momento, e surge a primeira maturidade, a fase ética, de quando principia compreender a importância dos valores que balizem movimentos pessoais diante do todo social. Estabelece metas de realização profissional, cuidados de sobrevivência e o mínimo de providências no formato das instituições que estabelece: família, grupos, atividades. Já nem tudo poderá ser visto quais meras simples da experiência de viver por viver. Há de firmar postulados que atendam aos desejos, porém sob normas rígidas que lhe garantam a preservação das conquistas obtidas.

E terceiro nível de adequação perante o tempo das gerações, que daí revela a fase mística, consequência dos limites às respostas anteriores. Nem liberdade total do pássaro solto nos ares, nem domínio dos acontecimentos, tais ordenadores dos padrões, na segunda fase. Agora depara incerto o destino que lhe aguarda na próxima volta do parafuso. Nisto, face a face com o desconhecido das horas, apela aos sentimentos de fé e esperança, sentido natural do quanto lhe reservaram as fases anteriores. Eram tão só indicativas do que o impossível mostraria adiante, olhos postos às conseqüências de existir.

Portanto, fases estas fazem referência nítida ao enigma da Esfinge, do decifra-me ou te devoro: Que animal, nos inícios da existência anda de quatro patas, em seguida, em duas, e por fim em três patas? Ele, o ser humano, que engatinhava na primeira infância; pisava nos dois pés num segundo instante; e utilizará de uma bengala a fim de equilibrar o corpo, na fase mística, ou terceira idade.

19 março 2017

Coisas da Monarquia: A força moral da Rainha Elizabeth II

Vez por outra, publicamos neste blog episódios de um seriado "COISAS DA REPÚBLICA", onde são comentados os descalabros da bagunçada república brasileira. Até pensei comentar hoje a vergonhosa venda de carne podre pelos frigoríficos brasileiros. Depois pensei: hoje é domingo, vamos noticiar coisas boas. Aí surgiu a ideia de um novo seriado 'COISAS DA MONARQUIA".  O primeiro da série é uma homenagem à Rainha Elizabeth do Reino Unido.

Fonte: Facebook Pro Monarquia
GOD SAVE THE QUEEN! – Foto: S.M. a Rainha Elizabeth II do Reino Unido trabalha lendo o conteúdo de uma das suas “red boxes”, caixas vermelhas que, todos os dias, trazem documentos de Estado para serem lidos e projetos de lei para serem analisados e sancionados. A Soberana recebe as “red boxes” todos os dias do ano, com exceção apenas do Dia de Natal, aonde quer que esteja.

Na última quinta-feira, dia 16, a Rainha Elizabeth II do Reino Unido deu o seu consentimento régio, sancionando a Lei do Brexit. Agora, a Primeira Ministra Theresa May está autorizada a iniciar o processo de saída do País da União Europeia–UE.

No Reino Unido (formado pela Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte), nenhum projeto ganha força de lei sem antes receber a sanção da Rainha. Isso decorre do fato de que é um dos principais deveres da Soberana garantir que as ações dos membros eleitos do Parlamento estejam de acordo com a vontade nacional e as legítimas aspirações dos britânicos. E ninguém melhor para fazer isso do que uma grande dama que paira acima dos interesses partidários e das querelas políticas.

A decisão de deixar a União Europeia–UE foi tomada pelos britânicos, em referendo de 23 de junho do ano passado. Ao mesmo tempo em que levou os “europeístas” ao pânico, essa decisão trouxe uma brisa fresca de esperança para os milhões de habitantes dos 28 países membros da União Europeia. A decisão dos britânicos abalou Bruxelas (a sede da gigantesca máquina burocrática da organização, bem parecida com a República do Brasil) como um terremoto; altos funcionários se perguntavam, alvoroçados, se o artificialismo burocrático ao qual servem teria chegado ao fim.

Agora, os burocratas sem rosto de Bruxelas temem que outros países membros queiram também consultar suas populações, a fim de acalmar a crescente insatisfação causada pelas absurdas intromissões da UE na vida nacional. Franceses gostariam de um referendo assim. Holandeses, suecos e finlandeses também. Se a moda pega...

Em meio a todo o alvoroço, a Rainha do Reino Unido, com seus 65 anos de reinado, próxima de completar 91 de idade e popularidade estratosférica, sorri enigmaticamente em suas aparições públicas. A Soberana – é tradição da Coroa – não se manifesta em matérias como referendos. Entretanto, jornais britânicos dos mais importantes afirmaram que Sua Majestade teria influenciado seu povo a deixar a UE. Se o fez, seu gesto foi elegante. E como foi esse gesto?

Afirmam esses órgãos da imprensa que a Rainha, em jantar pouco antes do referendo, com o ar distante e quase distraído com o qual uma professora pediria a seus alunos provas da redondeza da Terra, pediu aos convidados três razões para que o Reino Unido permanecesse na UE. Silêncio à mesa. Cada um passa ao vizinho a pergunta. Silêncio confuso e algo constrangedor dos convidados. Silêncio docemente prazenteiro da Soberana. A um tênue sinal, Sua Majestade ordena ao mordomo completar as taças de vinho. Sutil alçar de taças. Sua posição, assim declarada, fez rastilho de pólvora entre seus enlevados súditos.

Postado por Armando Lopes Rafael.

Prossegue o caos no estacionamento de veículo no centro de Crato – por Armando Lopes Rafael

   Desilusão. Estamos caminhando para os 90 dias da nova administração municipal de Crato. Três meses! E a Zona Azul ainda não foi reimplantada nesta cidade. Até agora nenhuma autoridade veio justificar porque não resolve este angustiante problema que atormenta a população.
   Estacionar no centro virou uma epopeia. Ninguém respeita mais o acesso às garagens, nem às regras de localização de estacionamento, com áreas que antes eram destinadas às motos e aos veículos. Vale a lei do mais forte! Os "flanelinhas" são os donos dos espaços citadinos de Crato. E agem como se fossem os “Reis da Cocada Preta”! E zombam dos contribuintes. Um deles tem até um bordão: em Crato tudo é "fenomenal"!
   Outro dia entrei ao vivo no Jornal do Cariri, do radialista Antônio Vicelmo, e falei deste angustiante problema. Imediatamente várias pessoas também entraram no ar e fizeram críticas as mais diversas sobre o caos no trânsito de Crato e ausência de servidores do Demutran nos engarrafamentos nas horas de pique, principalmente nas imediações de colégios e escolas. E agora, apelar para quem?

18 março 2017

19 de março: Grandezas e glórias de São José – Por Paulo Corrêa de Brito Filho

Fonte: Revista "Catolicismo"
Último dos Patriarcas e Príncipe da Casa Real de Davi, São José é o elo mais qualificado entre o Antigo e o Novo Testamento. Sua festividade é celebrada pela Igreja no dia 19 de março

Para se mensurar a grandeza de São José, basta dizer que ele foi digno de ser escolhido para se tornar o castíssimo esposo da Rainha dos Céus, pai adotivo de Jesus, além de auxiliar e cooperar na direção e educação da divina infância do Menino-Deus. Transcorrendo no dia 19 deste mês a importante festa litúrgica de São José, a revista Catolicismo [edição de março (capa acima)] publicou um erudito artigo de Plinio Maria Solimeo ressaltando o fato de que teólogos, pregadores e missionários propagaram a devoção ao Patrono da Santa Igreja em épocas anteriores.
Nos tempos modernos, numerosos Papas e grandes teólogos enalteceram as virtudes de São José. Podemos citar, por exemplo, Frei Bonifácio Llamera, O.P., que com sua Teología de San José aprofundou essa primordial temática. Ela também pode ser aprofundada pelos Evangelhos, pela Tradição e por outros documentos. Nesse sentido, são ressaltados temas importantes, como São José Príncipe da Casa Real de Davi, seu matrimônio — perfeito, embora sem prole — com a Santíssima Virgem, sua autoridade na Sagrada Família e sua santa morte. Ele é o Patrono da Boa Morte, transcorrida junto a Nossa Senhora e seu Divino Filho.
Vários outros temas são focalizados no artigo. Por fim, é ressaltada a excelsitude do culto a São José. O Pe. A. Michel comentou com acerto: “Seria necessário relembrar a prudência e a força do vigilante guardião encarregado de arrancar o Menino e sua Mãe das ciladas de seus piores inimigos. A justiça do homem perfeito que a Escritura pintou com uma palavra: justus; a temperança desse artesão humilde e laborioso. Poder-se-ia assim passar em revista todas as virtudes e as atribuir a São José em um grau supereminente: certamente ficaríamos nos limites da verdade”.
A respeito desse mais ilustre membro da Casa de Davi, Plinio Corrêa de Oliveira comentou: “São José era proporcionado a Jesus Cristo, era proporcionado à Sua excelsa Mãe. Quanta grandeza isso encerra! É tal a desproporção com o resto dos homens, que não podemos fazer ideia. É penetrar de tal maneira na alma santíssima de Nossa Senhora, é ter tal intimidade com o Verbo Encarnado, que o vocabulário humano não encontra palavras para exprimir adequadamente”.

Crônica do domingo

Vergonha: Museus do Crato estão fechados há sete anos. E ninguém informa quando serão reabertos – por Armando Lopes Rafael
   Desde 2010, os dois principais museus de Crato se encontram fechados. Naquele ano as instalações do Museu de Artes e do Museu Histórico (ambos funcionavam no antigo prédio da Casa da Câmara e Cadeia Pública, situado na Praça da Sé) foram fechados, dizia-se momentaneamente,  para consertos e reparos. Nunca mais foram reabertos. E ninguém tem ideia de quando serão.
   Numa cidade que no passado foi  denominada de “Capital da Cultura” o fechamento desses dois museus é um fato desastroso e que desmoraliza os foros de civilização de Crato.

Como surgiu o Museu de Artes

   O Museu de Arte do Crato Vicente Leite foi criado no governo do prefeito Pedro Felício Cavalcanti, em 1974. Seu idealizador foi o artista R.Pedrosa. Leva o nome de Vicente Leite, pintor de grande talento, figura de renome nacional na vida artística, nascido em Crato e falecido no Rio de Janeiro em 1941.
    Naquele museu eram expostos obras de arte de incalculável valor, a exemplo da escultura em gesso de Celita Vaccani denominada “Venite ad me omnes”, uma imagem de Jesus Cristo de grande beleza. Pertenciam ao acervo do museu fechado 22 telas da pintora Sinhá D’Amora, alta e marcante expressão entre os artistas de sua geração.
    Merecem destaque, dentre as valiosas obras de arte que podiam ser vistas do Museu Vicente Leite, as seguintes:
    - Aquarela “Vista Panorâmica do Crato em 1865”, feita por José Reis de Carvalho, integrante da “Commissão Scientífica de Exploração” – conforme grafia da época – criada pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro-IHGB, com a finalidade de explorar o interior de algumas Províncias, devendo fazer coleções de produtos naturais para o Museu Nacional e para os das Províncias” (ver abaixo)

  - Dois desenhos a lápis de Pedro Américo um dos maiores e mais famosos pintores do Brasil, que se notabilizou por pintar cenas históricas e épicas, incluindo a do Grito do Ipiranga, que ilustra a cena da Independência do Brasil;
   - Óleos sobre tela Pino Della Selva, Mazza Francesco, Vicente Leite, Jair Picado, dentre outros.
Postado por Armando Lopes Rafael

17 março 2017

Para Você Refletir ! -Por Maria Otilia

Estamos mergulhados na  “era do caos”. Vivendo este momento de incertezas nos diversos  segmentos da sociedade, principalmente no campo da política,mas também na inversão de valores morais e éticos.. Assistimos diariamente  a mídia  retratar fatos lamentáveis desde o alto índice de corrupção, como a falta de respeito e a intolerância contra  aquelas pessoas que pensam e agem diferentes  das nossas convicções.
Recentemente veiculou nas redes sociais e noticiários a morte brutal de Dandara. E o mais  estarrecedor é que  todos aqueles assassinos  simplesmente a julgaram pelo fato da sua opção sexual ou sua postura em relação as questões de gênero eram diferentes das suas. Daí um julgamento cruel   deste ser humano inocente, cidadão de direitos, passar ser exposto a mais forte e dolorosa sessão de tortura até a morte. E nós o que fizemos a não ser lamentar, repudiar ou mesmo chegar a compartilhar um vídeo repugnante como um verdadeiro troféu daqueles que podem ser considerados “marginais.”. E ao passar os dias nenhum cidadão mais lembra daquele ato de  terror, praticada por seres insanos, intolerantes e desumanos.
Para que possamos fazer um reflexão  do nosso papel de mudar as situações que nos incomodam , seja na esfera política, religiosa ou da própria sociedade em que vivemos  não apenas com palavras mas com ações efetivas, posto uma bela fábula. Boa leitura.

SÍNDROME DO SAPO FERVIDO
De acordo com o mito se você colocar um sapo numa panela de água fervendo ele pula fora e salva a própria vida. Mas, se você colocar o sapo numa panela de água fria e for esquentando a água aos poucos, ele não percebe a mudança da temperatura e morre cozido. 
Mas porque o sapo não pula quando a água começa a ficar quente?
Será que ele não sente que a água esquentou? 
Vamos tomar a personalidade dele, enquanto água está esquentando, e verificar o que se passa na cabeça do sapo. 
28 Graus - Humm que água gostosa...
32 Graus - É... a água está boazinha...
36 Graus - Esta água está ficando sem graça, será que está esquentando? Bobagem! Por que a água iria esquentar? Deve ser impressão minha.
38 Graus - Estou ficando com calor... Que droga de água! Ela nunca foi quente, por que está esquentando?
39 Graus - Essa água é uma porcaria! Melhor nadar um pouco em círculos até a água esfriar de novo.
40 Graus - Esta água é muito quente , humm que ruim! Vou voltar lá para aquele lado que estava mais fresco ou será que é melhor esperar um pouco? 
42 Graus - Realmente, esta água está péssima, quente de verdade, tenho que falar com o supervisor das águas. Claro, eu podia pular fora, mas onde será que vou cair? Melhor esperar só mais um pouquinho. 
43 Graus - Meu Deus! Será que eu tenho que fazer tudo por aqui? Já reclamei e ninguém toma uma atitude?
44 Graus - Mas este supervisor de águas não faz nada? Será que ninguém nota que a água está super quente? Vou esperar mais um pouco...
45 Graus - Se ninguém fizer nada eu vou fazer um escândalo.... Aiiiii que calor!
46 Graus - Eu devia ter pulado fora quando eu tive oportunidade, agora é tarde. Estou sem forças.
48 Graus - "sapo morto"

            O mundo atual exige de nós , que sejamos pessoas mais tolerantes e acima de tudo mais respeitosos para  com o outro.

O último reduto da vaidade humana - Por: Emerson Monteiro

Pouso de todas as eventualidades, bem ali quando os viajantes extenuados põem piquais abaixo e olham em volta na busca de algum refrigério mais. Enxugam a testa, passam a língua nos lábios ressequidos e estendem vistas ao horizonte que desaparece pouco a pouco nos derradeiros clarões do dia. Chegara sim à estação final do processo vida... Numa total ausência de possibilidades futuras, enfim o repouso em paz, isto é, a vinda de quem viria na certeza de buscar o passageiro do Desconhecido. Ela, a indesejada abra os braços de par em par.

Naquele instante, grau absoluto das relatividades do Chão, aonde foram os dilemas da espécie dos homens mornos? Tanta correria e pouca essência, tanto adiamento e vastas ilusões. Bom, mexe, nalguns juízos ela mexe, pois esqueciam de alimentar a certeza do desaparecimento lá adiante. Gostavam das falcatruas, das enganações de si e dos outros, quais vitoriosos, perfeitos, intocáveis, quando viam passar os despojos dos inimigos e riam felizes, só que vítimas da inevitabilidade. Quais vacinados da eterna dama, no entanto, pareciam imunes a todos os abusos deles praticados. Deixavam de lado o senso da realidade e amarravam a si coleções, apegos de carne, e deitavam e rolavam na cama da ingratidão.

Claro que, nisto, fustigam a comodidade dos anos de se imaginar sem fim, amém. Contudo o tempo mantém viva a verdade ao pano solto no mastro principal das existências e se engana quem quer, ou pensa que quer esconder-se de quem a que final? Assunto meio de adulto, todavia inevitável. Olhe de frente, meu amigo, minha amiga, que haverá momento de chamar o garçom e pedir a conta. Bebeu, comeu, então aceite o preço do único cardápio.

Escolherá talvez os trajes, ternos, camisolas, ou fitas, da viagem de regresso, e erguerá nos ombros o peso da cruz que carrega, ou joga nos ombros alheios, e subirá a ladeira do Calvário no transporte da imortalidade, talvez ainda preocupado com os frutos e os negócios que armou, ou super alegre diante daquilo que semeou aos atores da mesma comédia. Abraços de paz naquela hora, que ninguém aqui ficará de semente. Examine com carinho e veja o seu merecimento já hoje.

(Ilustração: Angelus, de Jean-François Millet).

16 março 2017

Notícias daqui de dentro - Por: Emerson Monteiro

Reencontrar pessoas oferece meios de reunir os pedaços da gente que ficaram largados pela estrada do tempo. O passado já existira no presente, e hoje virou matéria de memória. Há quem diga que domar o pensamento é controlar o passado. Só que tarefa por demais difícil, mas não impossível. Dominar o desejo significa dominar o pensamento, se não ele nos domina. Então, qual dizíamos, reencontrar pessoas representa isto de escavar a lama do que ficou atrás e trazer às malhas do presente e, quem sabe?, limpar, reaproveitar, organizar, compreender. Por vezes esquecemos as peças deixadas no espaço sem a devida compreensão. Errar vem a ser isso, interpretar de jeito equivocado os méritos, ou enlamear as virtudes. Houvesse o mínimo de bom senso, seríamos autores de outras histórias produtivas, felizes.

Nesse passo, visto corresponder a única existência que somos, e desejar usufruir daquilo que não nos cabe, perdemos direito a concentrar individualidade no sentido da harmonia. Pisamos as costas dos parceiros e viramos o barco da paz. A inveja, o ciúme, os recalques, o medo, sujeitam tomar o comando e jogar a carga da energia de uma vida inteira no abismo da perdição. Precisa de pulso forte, firmeza, a fim de frear os desejos equivocados e nunca romper a ordem de onde estamos situados.

Sofrimento, pois, na visão budista, equivale à irrealização do desejo. O pensamento cria necessidades abstratas e pretende, a todo custo, que estas venham à realidade. O ser pensante, contudo, existe abaixo da ordem universal. Seu desejo conta pouco, ou nem conta. Assim, invés de ver a concretização daquilo que deseja, deve obedecer e aceitar o que lhe aconteça. O que deseja, por isso, equivale à matriz da irrealização. E sofre a consequência dos caprichos irrealizados.Aceitar e amar, eis os instrumentos através de que descobre a realização de Si, portal das melhores alegrias.

Um amigo meu bem que me disse: - Encontrar um amigo nosso do passado e dar-lhe um abraço abre essas perspectivas a novas possibilidades.

(Ilustração: Paul Klee).

15 março 2017

Presos numa cápsula - Por: Emerson Monteiro

Durante bom tempo privávamos de autores de ficção científica em alerta ao que viria adiante. Era mais uma fase literária. O mundo começava a cores de impossibilidades galopantes. Ainda que houvesse boa vontade naquela geração bronzeada, pesavam-nos as decisões de guerras e desmandos desses líderes à toa que preenchem o lugar de chefes de países sem a menor competência. Sustentam apenas o desastre constante das máquinas e ainda pousam de poderosos, a destruir esperanças através do mercado financeiro. Bom, a gente buscava um jeito qualquer de não perder o sono. Eram músicas, livros, praias, amores, bebidas, drogas, vontade de sonhar intensamente.

A televisão e os celulares jamais anunciavam que eles dominariam o pedaço. Mas queimavam por baixo. A cibernética chegava às cavernas e academias, e invadia os chãos das fábricas. Lojas eram menos do que pontos turísticos dos hoje shoppings alienados. No entanto passávamos pelo tempo quais esses filmes de fotografia que transformam idade em velocidade. A aceleração nem de longe imaginávamos fosse tão veloz. 20 séculos em um minuto.

E hoje cá estamos amarrados por cabos metálicos nesta nave esquisita; de capacetes, máscaras de gás, roupas brilhantes de chumbo derretido, sons reluzentes e profecias indiferentes à sobrevivência da Humanidade.

Já festejamos a prisão da velha cápsula que alguns ainda chamam vida humana, olhos acesos em coisa alguma, porém dotados das mesmas artimanhas que montaram o passado das conquistas, dando continuidade à aventura perante o Cosmos. Os incensos continuam sendo acesos nos pés das imagens necessárias e o coração segue batendo na constante dos inícios. Alguns sinais riscam os céus, entretanto poucos e nenhuns sabem de que se tratam os horizontes. Às vezes contam histórias mirabolantes de seres que passaram aqui e deixaram marcados seus rastros nas pedras.

Lado a lado conosco, outros também atravessam o mar de areia das horas em caravanas dolentes. São nuvens e os únicos indícios de que corre o vento e nada parou. De certeza surgirão dias novos e luzes nas trevas que brilharão para sempre.

Centenário de Roberto Campos (1917-2001) – por Ricardo Vélez Rodriguez (*)

Um democrata que sempre se empenhou na modernização das nossas instituições

Comemora-se este ano, no dia 17 de abril, o centenário de Roberto Campos.
A sua figura é importante no processo de redemocratização do Brasil, pois Campos conhecia em profundidade não apenas a natureza patrimonialista do Estado, como também as mudanças pelas quais o País enveredou no segundo pós-guerra, tendo participado dos esforços de modernização e democratização das nossas instituições.
Durante décadas o establishment do Itamaraty tentou riscar do mapa o embaixador Roberto Campos, porquanto representativa de um perigo para os que se haviam encastelado no regime de sesmarias ao redor de uma opção pelo “socialismo real”, após a derrota dos alemães na 2.ª Guerra Mundial. Quando nosso personagem optou por se habilitar em concurso para trabalhar no Ministério das Relações Exteriores em pleno Estado Novo, no ano de 1938, a maior parte dos diplomatas brasileiros se colocava no contexto dos interesses do Eixo. Mas quando as forças de Hitler começaram a ser derrotadas pelos Aliados na etapa final da 2.ª Grande Guerra, os diplomatas correram céleres para se arrumarem em torno dos representantes das democracias ditas “populares”, chefiadas pela antiga União Soviética. Guinada de 180 graus que, contudo, deixou intacto o dogmatismo e o gosto pelo “poder total”.
Entre os Aliados, os itamaratyanos fizeram a sua escolha: os russos, que representavam a nova força que se estabelecia no mundo, contrária aos americanos. A respeito do clima que se vivia no Ministério das Relações Exteriores no contexto dessa arrumação ideológica, escreve Roberto Campos: “O Itamaraty, situado na Avenida Marechal Floriano (a antiga rua Larga de São Joaquim), era comumente apelidado de Butantã da Rua Larga. São cobras, mas fingem que são minhocas – dizia-me de seus colegas o admirável Guimarães Rosa, que depois se tornaria o meu escritor preferido” (Roberto Campos, Lanterna na Popa – Memórias, Rio de Janeiro, Topbooks, 1994, pág. 31).
Roberto Campos e um grupo minoritário representaram a opção por um conceito de diplomacia afinado com a democracia ocidental e alheio à busca do “democratismo” que terminou vingando no mundo comunista. Como ele mesmo destacava, virou uma espécie de “profeta da liberdade”, à maneira, aliás, de Tocqueville, que se descrevia a si próprio como um “São João Batista que prega no deserto”. A respeito da opção liberal, frisa Roberto Campos na sua obra autobiográfica, A Lanterna na Popa: “Em nenhum momento consegui a grandeza. Em todos os momentos procurei escapar da mediocridade. Fui um pouco um apóstolo, sem a coragem de ser mártir. Lutei contra as marés do nacional-populismo, antecipando o refluxo da onda. Às vezes ousei profetizar, não por ver mais que os outros, mas por ver antes. Por muito tempo, ao defender o liberalismo econômico, fui considerado um herege imprudente. Os acontecimentos mundiais, na visão de alguns, me promoveram a profeta responsável”.
Talvez o traço mais marcante da personalidade intelectual de Roberto Campos tenha sido a capacidade de rir de si próprio, estabelecendo uma saudável relatividade nos seus pontos de vista. Definiu-se a si mesmo, no primeiro capítulo de sua autobiografia, como “analfabeto erudito”. Analfabeto em matéria de especialidades cartoriais que o habilitariam para um concurso público. Mas erudito por uma inegável formação humanística haurida no seminário, onde cursou os estudos completos de Filosofia e Teologia, além de ter recebido as ordens menores – hostiário, leitor, exorcista, acólito.
Assim, a passagem de Roberto Campos pela divisão de “secos e molhados” (nome jocoso dado pelo nosso autor à área de Assuntos Econômicos do Itamaraty) foi bastante profícua, tendo-o colocado, juntamente com Eugênio Gudin, na linha de frente da formulação das políticas econômicas, que se tornariam, após a Conferência de Bretton Woods, em 1944, a peça forte das relações diplomáticas. (Da mencionada conferência Roberto Campos participou como assessor da equipe brasileira chefiada pelo professor Gudin.)
Duas etapas podem ser reconhecidas na formação do liberalismo econômico no nosso autor: a primeira, em que a influência maior veio de Keynes, e a segunda, já derrubado o Muro de Berlim, com uma aproximação maior do pensamento da Escola Austríaca. Mas sempre mantendo atenta a vista na construção de instituições que conduzissem o Brasil ao pleno desenvolvimento econômico com preservação da liberdade.
Roberto Campos foi também um crítico do patrimonialismo. Ao meu ver, um crítico sistemático das práticas patrimonialistas com a tendência a fazer do Estado negócio familiar. Na sua última fala no Congresso Nacional, ao se despedir da vida pública, em 1999, frisou naquela bela página divulgada pelo Estadão: “ (...). Sempre achei que um dos mais graves problemas dos subdesenvolvidos é a sua incompetência na descoberta dos verdadeiros inimigos. Assim, por exemplo os responsáveis pela nossa pobreza não são o liberalismo, nem o capitalismo, em que somos noviços destreinados, e sim a inflação, a falta de educação básica e um assistencialismo governamental incompetente, que faz com que os assistentes passem melhor que os assistidos. Os inimigos do desenvolvimento não são os entreguistas, que, aliás, só poderiam entregar miséria e subdesenvolvimento, e sim os monopolistas, que cultivam ineficiências e criaram uma nova classe de privilegiados – os burgueses do Estado. Os promotores da inflação não são a ganância dos empresários ou a predação das multinacionais, e sim esse velho safado, que conosco convive desde o albor da República – o déficit do setor público” (A despedida de Roberto Campos, O Estado de S. Paulo, 31/1/1999, página A8).

(*) Ricardo Vélez Rodriguez é coordenador do Centro de Pesquisas Estratégicas da UFJF, professor emérito da Eceme, docente da Faculdade Arthur Thomas, em Londrina (PR) – E-mail: rive2001@gmail.com
Artigo publicado no jornal "O Estado de S.Paulo", 15-03-2017

14 março 2017

14 de março -- Dia da Poesia


13 março 2017

Era só o que faltava!... – por Pedro Esmeraldo

        
            Nunca vimos, em tão pouco tempo, ouvir palavras falaciosas que andam imaginando contra o Crato. Alguns, percebem, sempre andam destemperados. Acham que não deveríamos dar importância a esses destemperos de palavras inócuas, provocadas por pessoas sem o hábito de falar correto e não procuram pronunciar a verdade. Mas, com essas palavras aleatórias, não poderemos calar, porque, não queremos perder o uso da razão, e não deveremos perder o costume de pronunciar com nossos pensamentos, mas dizendo sempre a verdade, já que segundo dizem: “mentiras tem pernas curtas”. A questão é que se trata de palavras pronunciadas por piegas.
            Por isso, não admitimos tanta aberração. Isso é exagero de maneira contraditória que vem à tona e nos vêm, afastar dos homens dignos, ouvir certas tolices de pessoas comuns que andam à toa, que vem estimulando pessoas de origem humilde, que sempre vem estabelecer crédito naquelas que ficam atoleimadas diante das heresias que nos trazem contrassenso psicológico. Portanto deixam todo esse pessoal cair no desengano, que vem com anseio colocar o povo, caminho da idiotice, no desespero de homens aparvalhados.
            Portanto, o Crato anda pouco distanciado e enganado. Foge da luta, porque assim dizem, querem levar o Crato de roldão. Por isso, nunca devemos parar de lutar, pois temos espaço suficiente para alevantar o espirito porque precisamos agir, a fim de conseguir os caminhos retos e com rigor. Não precisamos ter apreensão diante dessas incertezas porque confiamos fielmente em Deus. Por certo ELE, o próprio Deus, nos cobrirá de alegria e fará do Crato, como sempre faz (uns dos grandes municípios do Ceará). Por essa razão, não fugiremos da luta e devemos não nos submeter a todos os pontos que alguns provocam, chegar conflitantes com os desrespeitosos que sempre ocorrem. Quando nos atormentam com inquietação, não entenderemos o porque, há tantas discórdias; há tantas afirmações contraditórias que contrariam a verdade. Só Deus sabe responder esse desenlace provocado por essas pessoas invejosas.
            Temos a nítida impressão que esse povo quer entrar no céu a força e com certeza, não quer lutar a fim de submeter aos pontos elevados das montanhas íngremes para conquistar seus desejos. Por isso, entram em conflitos que nos deixam atormentados. Por esses momentos perturbadores, querem deixar o povo do Crato totalmente arredios, ficando distanciado na procura de líderes que não temos no momento. (Esperamos do novo líder Zé Ailton).
            Temos força suficiente para levantar o espírito descontrolado que horas nos atingem com pedradas e o descontrole emocional, incitadas por elementos cobiçadores, e que querem arrastar todo o patrimônio público do Crato e ao mesmo tempo, estimular o homem a cair na queda rústica do desespero.
            Tenhamos coragem para reagir contra as dificuldades permanentes e sobrepor as barreiras elevadas que todos anseiam em derrubar os caminhos ínvios nas florestas hostis deste município e somos ameaçados por forças estranhas que enganam aqueles que, com força estranha se dizem ser os soberanos da Região. Afirmam que tem como padrinho um santo milagreiro que dizem ser o bem-aventurado do momento.
            Não venham se queixar que o município é pequeno, já que desde épocas imemoriais já nasceu pequeno geograficamente, mas se tornou grande psicologicamente e consideramos isso um esteio para a sociedade moderna na região do Cariri.
            Olhem, com seus bons olhos que há municípios menores que ele e sobrevivevem sempre com dignidade e respeito. Não andam querendo dilacerar seus vizinhos, seus irmãos, mas querem trabalho suficiente. Com dignidade no correr de uma época crítica e intolerável, que estão passando, são: os municípios de Potengi, Altaneira, Granjeiro, Tarrafas, etc. e muitos outros que não recordamos. São pobres e consolidados. Não atormentam os circunvizinhos, mas não são piegas também como eles, mesmo assim agradecem a Deus pela grandeza que lhe presenteou e da qualidade que é visível.
            Neste caso, não encontramos nenhuma visibilidade para colocar no pináculo da montanha gloriosa, mas vivem agradecidos com pensamento Franciscano e não querem surrupiar o sorriso dos outros.
            Agora hoje, pelo simples capricho do destino, querem ser grandes à força, portanto, há deles que permanecem na luta para conquistar os bens com à força do seu trabalho e tomam o poder relevante que procuram subir, cumprindo as leis, que causam arrepio com distanciamento de sua benignidade e constitui com persistência o relevante serviço prestado a toda comunidade regional. Muitos deles não colocam viseiras porque desejam enxergar para todos os lados. Sempre procuram fazer a correção dos seus erros porque tem a obrigação de lançar projetos positivos, algo que estimularia a concórdia, isto quer dizer almejam evitar as brigas com o intuito de prosseguir na luta e segurar o balde sem errar caminho, com força, permanecem na amizade que eles provocam.
                                                                 

Raízes lá no Céu - Por: Emerson Monteiro

Pessoas se apegam tanto a conceitos que esquecem a Verdade que estes carregam no ventre. Nisto, são muitas verdades particulares e quase nenhuma em caráter original. Avaliam que só em poder dizer da boca pra fora já sejam proprietárias de todos os palpites. Saem vagando e martelando a realidade, impondo regras absurdas e depondo contra si mesmas. Vadias entre vadios seriam, pois, tais protagonistas os instrumentos deste tempo de tantas ilusões feitas normas determinantes. Ocupam o lugar da autoridade, no entanto longe das mínimas condições. Maquiam o instante de viver e morrem à toa, largadas nas filas imensas que rumam à mediocridade galopante.

Uns até aguentam essas considerações necessárias, outros, porém, mergulham de bico no lodaçal da inutilidade e destroem as chances da maioria das populações de revelar o reino inteiro. Trabalham que trabalham e nada de essencial produzem de encontrar a existência qual sobrevivência do Ser. Saem pelas portas dos fundos, insetos de nenhuma qualidade. Restos dos banquetes antropofágicos, perduram tão apenas a título de adubo da terra em que nasceram e abandonam de inúteis.

Ainda assim têm direito definitivo de sonhar. Padecem da dor no objetivo de encontrar consigo viver as benesses das portas do Paraíso, que se abrem de dentro pra fora, nas raias do coração. Utilizam métodos de busca durante todas as horas do Universo. Pisam as estrelas, vadeiam sobre os oceanos e escorrem nas nuvens ao sabor do vento. Querer explicações lógicas, contudo, sem trabalhar o sentimento, cheira a pretensões incoerentes. Se não plantar, como querer colher de bom grado boas safras?

Deseja explicações do autor de Tudo, então mergulhe o íntimo da alma e traga a pureza que habita o templo da virtude, invés de abandonar à sorte dos errados o que lhe coube produzir. Ser autêntico, por isso, exige atitude certa e firmeza de propósitos.

Máquina pública brasileira: Suja, gasta, emperrada – por Wilson Matiotta (*)

Quando fiz o colegial, não posso esquecer de um professor que dizia que o governo federal deveria sustentar-se em apenas três pilares, que seriam saúde, educação e segurança. Nossos governantes não sabem que o desenvolvimento está dentro de cada Estado e, especialmente, de cada município.
Saúde e educação deveriam ser de qualidade e para todos e Estados e municípios, fiscalizados com rigor. Isso facilitaria o desenvolvimento de cada um dentro de suas qualificações. A segurança, além de garantir nossa nacionalidade, guardaria nossas fronteiras secas e marítimas usando as Forças Armadas nos três níveis, deixando-nos seguros. O que temos, porém, é uma União que sempre quis gerenciar tudo e deixou os Estados e municípios caindo aos pedaços.
Pensa-se em fazer a recuperação financeira aumentando os impostos dos miseráveis eleitores. Mas nossa máquina pública há muito não é inspecionada, está suja, emperrada, produz apenas gastos, graças a suas engrenagens (os parlamentares) apodrecidas, gastas, desdentadas. Um deputado recebe salário, cotão, auxílio-moradia, verba de gabinete, ajuda de custo, despesas médicas... Por ano ganha em torno de R$ 1,9 milhão. No total, só com senadores e deputados gastamos mais de R$ 1 bilhão.
Então, se não podemos trocar, vamos reformar essa máquina, que está um lixo, e não obrigar os brasileiros comuns – que nada recebem além de seus parcos salários, moram em favelas – a morrer de trabalhar apenas para engordar uma corja de desonestos.
(*) WILSON MATIOTTA – E-mail: loluvies@gmail.com

Será aberto na próxima segunda-feira, dia 20, o 5º Simpósio Internacional sobre o Padre Cícero



O V Simpósio Internacional do Padre Cícero, acontecerá de 20 a 24 de março de 2017, em Juazeiro do Norte, realização da Universidade Regional do Cariri (URCA), por meio do Instituto José Marrocos de Pesquisas Sócio-Culturais (IPESC). Este 5º Simpósio terá como tema central de debates: Reconciliação... e Agora. 
A abertura ocorrerá à noite do dia 20, no Memorial Padre Cícero, com uma conferência de Dom Fernando Panico, Bispo-Emérito de Crato, cujo conteúdo está gerando expectativas, pois deve-se a Dom Fernando todo o esforço feito ao longo de vários anos, para que ocorresse a reconciliação da Igreja Católica com a herança espiritual do Padre Cícero.
Para a 5ª edição do simpósio, estão confirmadas presenças importantes dos palestrantes,a exemplo do  Dr. John Eade, da University of Roehampton – UK; Dr. Carlos Alberto Steil, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS); Dra. Candice Slater, University of Berkeley, nos Estados Unidos; Dra. Maria do Carmo Pagan Forti, Unileão / FMJ; Dom Antonio Muniz Fernandes, Arcebispo de Maceió; Dom Gilberto Pastana de Oliveira, Bispo de Crato, do teólogo Leonardo Boff, Dr. Rubens Costa, da URCA; Dra. Ercilia Braga de Olinda, Universidade Federal do Ceará (UFC); Profa.  Adriana Simião da Silva, URCA; Dr. Edin Abumanssur, PUC-SP; Profa. Fátima Pinho, URCA; Padre Geraldo Luiz Borges Hackmann, Arquidiocese de Porto Alegre, dentre outros.

12 março 2017

Acebílio - Por: Emerson Monteiro

Numa manhã de sábado, 11 de março de 2017, encontrei Edésio Marques, na Praça Siqueira Campos, em Crato, e dele ouvir algumas histórias que denotam sua capacidade de vidência. Eis uma delas, acontecimento inusitado. Diz que conheceu Acebílio numa das experiências mentais que lhe ocorrem. Não sei se eu ia ao tempo desse moço, no tempo que ele existiu, ao ele vinha ao meu tempo. Eu acho que eu ia ao tempo dele. Era no Crato antigo, e Edésio subia pela Rua Mons. Assis Feitosa, a que vai da Siqueira Campos ao Barro Vermelho. Era ainda sem calçamento. Andava já na esquina da Rua Ratisbona quando encontrava esse moço.

Foram juntos, conversando, até próximo da Padre Ibiapina, e ele dizia que morava ali, mas via-se apenas uma bodega com uma mesa de açougueiro à mostra, onde vendem carne de criação retalhada. Eu reconheci a casa e avisei, quem mora aqui é um amigo meu chamado Luís, que trabalha na IMAG. E ele disse: Não, eu moro aqui.

Quando chegavam na Igreja de São Francisco, uma outra sem ser a atual, mais antiga, no estilo espanhol com uma cruzinha e uma calçada alta, arrodeada de árvores, pequi ou mangueira. E lá a pessoa desaparecia.

Passados em torno de seis meses, ele viria de novo falar igual à vez anterior. Naquela hora, Edésio, então, resolveu lhe perguntar quem ele era e disse:

- Meu nome é Acebílio. Vivi aqui. Se quiser saber que sou, pergunte a Evaristo, um açougueiro ali no Mercado.

Na segunda-feira seguinte, Edésio procurou Evaristo:

- O senhor conheceu um jovem branco, de mangas longas de punhos virados ao meio do braço? Sarará, do cabelo pixaim?...

Sem maiores esforços, Evaristo foi
respondendo:

- Sim, conheci. Era meu primo, o nome dele era Acebílio. Um boêmio. Gostava muito de farra. Passava as noites todinhas nos cabarés, e morreu de tuberculose. Mas por que, Edésio?

- É que eu encontro com ele de vez em quando, e disse que tem um favor que quer me pedir.

- Pois é meu primo. Ele morreu na casa de Zé Bodocó, numa esquina da Padre Ibiapina. Morava num quartinho lá onde vivia só.

Passados mais uns dois meses, Edésio volta a encontrar Acebílio:

- Falou com Evaristo e entendeu porque quero lhe pedir um favor. Se você olhar pra mim, verá que não sou daqui.

Realmente, quando olhei pra ele vi que seus pés não encostavam no chão. Não tinha pés. Era como se estivesse suspenso numa nuvem. E me falou do pedido que tinha a fazer, e que faria da próxima vez.

Mais algum tempo, ele veio e falou que o pedido dizia respeito a uma mulher de nome Júlia Gato, que era também conhecida de Edésio.

- Ela trabalha no Alto da Penha, e faz serviço pra minha irmã.

- Pois me faça um favor, diga a ela que quando for fazer jogos não invoque a minha pessoa, que está me prejudicando. Após confirmar que atenderia ao pedido, ainda acompanhou a visagem até a Igreja de São Francisco, quando essa tornou a desaparecer.

No domingo posterior pela manhã, Edésio chegou à casa da sua irmã, onde a tal moça lá estava, e logo entrou no assunto:

- Júlia, você conheceu um rapaz chamado Acebílio?

- Conheci, sim. Sempre que quero ganhar no jogo do bicho, invoco a alma dele e acerto, – a moça de pronto respondeu.

- É que ele me mandou lhe dizer que não fizesse isso não, porque está prejudicando ele.

Então, após escutar o pedido, Júlia se emocionou, chegando às lágrimas. Adiante, mandaria celebrar uma missa na intenção do moço, na própria Igreja de São Francisco, inclusive com a presença de Edésio, que, no meio da celebração, viu chegar Acebílio, este lhe bateu no ombro e falou:

- Muito obrigado. Um dia a gente de novo se encontra.

(Eu vivi este acontecido e quero afirmar que existe o outro lado. O homem não está só. De qualquer maneira há uma porta que se atravessa, ou vai ou volta, e se comunica com alguém que não é mais deste mundo – Edésio Marques da Silva).

Crato comemorou o bicentenário de nascimento de Dom Luís Antônio dos Santos – por Armando Lopes Rafael


Promovido pela Associação dos ex-Alunos do Seminário São José de Crato–ADSUM, foi realizado nesta cidade, entre 10 e 12 de março corrente, mais um encontro dessa associação. Este ano constou da programação, a realização de um seminário com homenagens pelo bicentenário de nascimento do 1º Bispo do Ceará, Dom Luís Antônio dos Santos, o fundador do Seminário São José de Crato.
Na 6ª feira, à noite, na abertura, ocorreu uma palestra do Dr. Geová Lemos Cavalcante, membro do Instituto do Ceará, sobre episódios da vida de Dom Luís, no Salão de Atos da Universidade Regional do Cariri, seguida da solenidade de posse de Dom Gilberto Pastana na Cadeira Dom Luís, do Instituto Cultural do Cariri.
No sábado pela manhã, no Seminário São José houve conferência sobre a vida, obra e relacionamento de Dom Luís Antônio com a cidade de Crato, a cargo do historiador e memorialista Armando Lopes Rafael. Teve também mesa redonda com exposição do professor Edilberto Cavalcanti, da Faculdade Católica de Quixadá.
Dentro da programação ocorreu, ainda, a inauguração da Praça Dom Luís Antônio dos Santos, construída pelo Governo do Ceará e localizada em frente ao Seminário São José, em Crato. No domingo, aconteceu a solenidade de encerramento do encontro da ADSUM, com a celebração de uma Missa de Ação de Graças, pelo bicentenário de nascimento de Dom Luís Antônio dos Santos e posse do novo Cura da Catedral de Nossa Senhora da Penha, Pe. José Vicente Pinto de Alencar.

Dom Luís e sua ligação com Crato

    Dom Luís nasceu no dia 17 de março de 1817, em Angra dos Reis, cidade localizada no Estado do Rio de Janeiro. Chegando ao Ceará em 1861, como seu primeiro bispo, Dom Luís encontrou uma província pobre, sem meios de comunicação e com um clero escasso.   Dom Luís Antônio dos Santos teve de começar praticamente do zero para montar a Diocese do Ceará.
     O Seminário São José de Crato foi fruto de um desejo de Dom Luís, com o objetivo de ampliar a divulgação da Boa Nova de Cristo e salvar almas, no território da sua vasta diocese, a qual, à época, compreendia todo o Estado do Ceará.
     Para conseguir tal intento, Dom Luís Antônio resolveu deslocar-se de Fortaleza para Crato, ficando ele próprio à frente dos trabalhos, por cerca de sete meses, tempo que residiu em nossa cidade.  Durante sua estada em Crato, foi-lhe preparada uma residência episcopal pelo seu grande amigo e compadre, coronel Antônio Luís Alves Pequeno, que arcou também com as despesas de cama e mesa de Dom Luís Antônio e sua comitiva.
      A residência ficava num sobrado localizado na esquina da atual Rua João Pessoa com Praça Juarez Távora. Como sempre, a população de Crato acolheu com festas, respeito e muita alegria o primeiro Bispo do Ceará. Pôs-se Dom Luiz à frente da construção, mas, dada a grandiosidade da obra, o Seminário São José foi inaugurado, em 07 de março de 1875, em barracões provisórios, feitos de taipa e cobertos de palha, enquanto a construção dos blocos de alvenaria tinha prosseguimento.

11 março 2017

Até hoje a Câmara de Vereadores de Crato não retornou o nome da Imperatriz Leopoldina como patrona de uma Rua de Crato – por Armando Lopes Rafael

  O episódio que vou contar ocorreu em 2008, há quase 10 anos. E foi alvo de muitos protestos na cidade de Crato. Naquele ano, os vereadores de Crato resolveram mudar o nome de mais uma rua da cidade de Crato. A vítima, naquela ocasião foi a Imperatriz Leopoldina que teve seu nome cassado para beneficiar uma rua como Orestes Costa. Como já existiam mais duas ruas com o nome de Orestes Costa, cassaram o nome da Imperatriz Leopoldina e denominaram uma terceira rua com o nome do Sr. Orestes.
  Aliás, vem de longe esse triste costume da Câmara de Vereadores de Crato: mudar os nomes das ruas da cidade. As do centro tinham antigas e pitorescas denominações tocadas por nomes de personagens, em boa parte desconhecidas pela população.
   Voltemos ao caso da cassação do nome da Imperatriz Leopoldina de uma rua cratense. Em 1998, intelectuais, professores e monarquistas caririenses procuraram os então vereadores Ailton Esmeraldo e Edna Almino e pediram a esses edis para apresentarem projeto, à Câmara Municipal, dando o nome de Imperatriz Leopoldina a uma nova Rua de Crato. Foram de pronto atendidos.
   Colocada a matéria em votação, uma surpresa: alguns vereadores alegaram desconhecer quem fora e qual a participação que tivera a Imperatriz Leopoldina na história do Brasil. O então presidente da Câmara Municipal, Cláudio Gonçalves Esmeraldo, usou de bom senso. Convidou-me a comparecer à sede do legislativo cratense para proferir palestra sobre a primeira imperatriz brasileira. Assim o fiz. Ao final da minha fala o projeto foi colocado em votação sendo aprovado por 20 votos a favor, com uma abstenção: a do vereador Amadeu de Freitas, do PT.
   Àquela época, 1998, o Partido dos Trabalhadores apresentava-se com um ar de superioridade. Seus filiados julgavam-se os “donos da verdade”, eram críticos de tudo, julgavam-se os “vestais da ética”... Bastou o PT chegar ao Governo Federal, em 2003, para conhecermos a verdadeira face desse partido político. A ficha caiu a partir do “mensalão” culminando com o “Petrolão”, considerado o maior caso de corrupção de um governo em toda a história da humanidade.
     O fato é que a Câmara Municipal, pela quase totalidade dos seus membros aprovou a denominação de uma rua como “Imperatriz Leopoldina”. O então prefeito Raimundo Bezerra sancionou a Lei nº. 1.774 de 10 de junho de 1998, denominando de “Rua Imperatriz Leopoldina” a artéria que tem inicio ao lado direito da Avenida Padre Cícero – sentido Crato-Juazeiro – e que dá acesso ao Parque Getúlio Vargas-Morro da Coruja em toda a sua extensão. 
         Em 2008, novos vereadores cratenses cassaram o nome oficial e deram nova denominação à Rua Imperatriz Leopoldina, desta vez crismada como “Orestes Costa”. O bizarro de tudo isso é que este respeitável cidadão (Orestes Costas) já havia sido homenageado anteriormente como a colocação de seu nome em 2 (DUAS) ruas de nossa cidade: a avenida que passa ao lado da Grendene, no bairro Misericórdia, e outra rua no bairro Granjeiro. Nada contra o Sr. Orestes Costa, cidadão de bem, cujo legado de honestidade e ética faz parte da memória da Cidade de Frei Carlos. Ele merece ser homenageado.
         O que constrangeu, e até revoltou, muita gente, foi a “cassação” sumária da Imperatriz Leopoldina como patrona de uma Rua de Crato e o fato do Sr. Orestes Costas "emplacar" agora 3 (TRÊS) ruas com seu nome numa mesma cidade. Um autêntico tricampeão...
        Dez anos já se passaram. Entra vereador e sai vereador. E a Câmara Municipal de Crato nunca se preocupou em regularizar esse descalabro...

10 março 2017

Quantos dias tem um dia - Por: Emerson Monteiro

Na medida dos amantes, um milhão e muito mais. Dos torturados da dor, a Eternidade. Às flores, uma única Primavera. Amor, amores, tem um dia. Nuvens de pássaros em migração, uma temporada. O relógio é o coração. As horas que voam, um vulcão em chamas. Luzes na alma da gente, os dias crepitam de bênçãos as saudades guardadas de tanto, que afloram de vez só nas lágrimas das ausências. Quanta vontade mora no instinto de sobrevivência dos seres que se amam e recebem as graças do Infinito através das batidas dos sentimentos, e deitam, e rolam ao sabor das ondas em praias ilimitadas.

A fronteira de todos os limites revira dentro da alma e pede calma aos instintos de transformação das pessoas em seres espirituais, às vezes em leitos de agruras mil, no entanto porta aberta ao clarão do Desconhecido iluminado. A doçura das verdades que pairam sobre as marcas do Tempo, contudo cheias de esperança, fé, confiança. Gritos de emoções em madrugadas aflitas, porém marcas de momentos novos, modificações de saber que encontrará quem foi antes, de braços abertos a lhes esperar. Nisso a sinfonia dos dias, crepúsculo das horas, rajadas de instantes a percorrer os corredores dos oceanos internos.

Quem sente usufrui dessa percepção das lides espirituais, porquanto andam noutras paragens além da percepção pura e simples dos sentidos carnais. Vê de dentro o mecanismo da certeza nos sonhos posteriores quando tudo daqui houver seguido o prumo da fumaça e do pó. Admite como existência os valores da imortalidade e tranquiliza os que apenas aceitam perder para sempre os momentos em queda livre. Aprecia a virtude tal oportunidade que produzirá esse direito de olhar além dos objetos e, com isso, vencer a angústia, o desespero, o absurdo. Anota perante o transcurso dos dias a qualidade eterna da alegria entranhada nos mínimos detalhes de existir como poder de revelação do Ser presente em todos nós.

08 março 2017

Bobo ou esperto?

A declaração do empresário Marcelo Odebrecht de que era o "Bobo dos governos de Lula e Dilma", fez-me lembrar uma velha história que ouvi quando ainda era menino.
Conta-se que numa pequena cidade do interior cearense um grupo de pessoas se divertia com o idiota da cidadezinha. Um pobre coitado de pouca inteligência, que vivia de pequenos biscates e esmolas.
 Diariamente eles chamavam o bobo ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas - uma grande de 400 réis e outra menor, de dois mil réis.
 Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos. Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o num canto e lhe perguntou se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos:
 "Eu sei" - respondeu o não tão tolo assim - "ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda."
 Pode-se tirar várias conclusões dessa pequena narrativa. A primeira: quem parece  idiota, nem sempre é. A segunda: quais eram os verdadeiros tolos da história? Terceira : se você for ganancioso, acaba estragando sua fonte de renda.
 Mas a conclusão mais interessante é: A percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito. Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas, sim, o que realmente somos. 
Postado por Armando Lopes Rafael

Os desacertos da república brasileira

No Império, o Brasil tinha uma moeda forte, o Réis; possuía uma importante indústria naval e uma das maiores redes ferroviárias do mundo; instalou os primeiros sistemas de correios, telégrafos e comunicações telefônicas das Américas, e gozava de ampla liberdade de pensamento, expressão e imprensa, tendo conquistado, por tudo isso, a admiração e o respeito das demais nações. No tempo de D. Pedro II, a autoestima era elevada, como reconhecem historiadores isentos. O povo tinha orgulho de ser brasileiro.
Uma das alegações dos golpistas republicanos para a derrubada da Monarquia era o que eles chamavam de custo excessivo da Família Imperial. Entretanto, analisemos: embora o orçamento Geral do Império tivesse crescido às vezes entre 1841 e 1889, a verba de manutenção da Casa Imperial se manteve a mesma, ou seja, 800 contos de réis anuais.
Esse valor significaria 67 contos de réis mensais: pouco mais da metade do ordenado de 120 contos por mês que foi determinado pela nova “República dos Estados Unidos do Brazil” (nome oficial da nossa nação até 1967) para ser pago mensalmente ao primeiro presidente republicano, Marechal Deodoro da Fonseca. Mordomia e república, estas sim nasceram de mãos dadas no Brasil.
Pouca gente sabe, entretanto, que Dom Pedro II, quando no exílio, se recusou a aceitar a quantia de 5 mil contos de réis, oferecida pelos golpistas republicanos, indagando com que autoridade dispunha de um dinheiro que não lhes pertencia, mas sim ao povo brasileiro. Essa quantia era o equivalente a quatro toneladas e meia de ouro. Ao recusar a mordomia, D. Pedro II deu ao País mais um exemplo de desprendimento e probidade. Infelizmente, esse exemplo não frutificou na república. Pelo contrário.
A participação popular na proclamação da república foi praticamente nula. Receando que o povo chamasse o Imperador de volta, a república manteve os monarquistas na ilegalidade por quase um século. Somente em 1988 foi derrubada a Cláusula Pétrea, preceito constitucional que proibia discutir a república e a Federação.
 Isso, e outros retrocessos mais, levaram Ruy Barbosa a escrever em 1909, a frase abaixo:
“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto. Esta foi a obra da república nos últimos anos.” . Imagine o que Ruy Barbosa escreveria hoje se, vivo fosse, sobre a República da Lava Jato...

 




Edições Anteriores:

Março ( 2017 ):

01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31