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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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18 fevereiro 2017

Geraldo Urano homenageado em praça pública

Programa Rapadura Culturarte presta tributo ao poeta-maior de "Craterdã"

Fotos: Carlos Rafael Dias

O programa  Rapadura Culturarte, promovido e apresentado pelo professor Jorge Carvalho, prestou uma singela homenagem ao poeta Geraldo Urano, falecido no último dia 5 de fevereiro.
O evento, ocorrido na manhã deste sábado, 18, na praça Siqueira Campos, centro do Crato, foi prestigiado por um significativo público.
Com a presença de familiares do poeta, diversos artistas celebraram, com música e poesia, a obra e a vida  de Geraldo Urano, conforme se vê pelas fotos abaixo:

 "Varal" com imagens de várias fases da vida do poeta

Prof. Jorge Carvalho, apresentador do Rapadura Culturarte

De poeta para poeta (1): Olival Honor ler crônica para Geraldo

 João do Crato e Abidoral Jamacaru na órbita uraniana

 João do Crato canta Urano: do regional ao universal

 De poeta para poeta (2): Lupeu Lacerda recita Geraldo Urano

 João Paulo (violão): o sobrinho-parceiro

 Familiares e amigos de Geraldo: Heron Aquino (cunhado), Ana, Fátima e Claudinha (irmãs), Márcia Figueiredo e Roberto Jamacaru (amigos de infância)
 
 Mais amigos: Jorge Carvalho, Carlos Rafael, Lupeu Lacerda e Jô Garcia

Márcia Figueiredo, Olival Honor, Abidoral Jamacaru, Victor e Roberto Jamacaru

Monsenhor Edimilson será sagrado bispo no dia 22 de abril próximo

A Sagração Episcopal do monsenhor Francisco Edimilson Neves Ferreira, recém nomeado bispo da diocese de Tianguá, deve acontecer às 17h, do sábado dia 22 de abril, na Catedral Nossa Senhora da Penha, igreja mãe da diocese de Crato.
A celebração terá como sagrante o bispo emérito da diocese de Crato, dom Fernando Panico. Dom Gilberto Pastana de Oliveira e dom Francisco Javier Hernandez Arnedo serão os consagrantes principais.
A nomeação do monsenhor Edimilson Neves como bispo foi anunciada na última quarta-feira, dia 15 de fevereiro.
Fonte: Patrícia Silva

Periferia de Crato: é buraco só

Experimentem percorrer os bairros citadinos desta Mui Nobre e Heráldica Cidade de Crato. A buraqueira toma conta dos calçamentos das ruas da periferia. Para quem esperava uma pronta ação da nova administração, é bom lembrar que daqui a 9 dias chega ao fim fevereiro/2017, ou seja, dois meses sem que nada – absolutamente nada – tenha sido feito nessa área,  ainda que seja uma modesta “Operação tapa-buraco”.

Arre égua!
Na confluência das Ruas André Cartaxo com Zacarias Gonçalves está sendo construído, na cidade de Crato, um edifício com 19 andares. Cratenses vaidosos levam visitantes para verem a obra do “arranha-céu” como se dizia antigamente. No entanto, antes de chegar à mega-construção, os carros têm de enfrentar duas grandes crateras, existentes no calçamento próximo da Rua Madre Ana Couto. São "crateras" de tirar o entusiasmo do mais ufanista dos cratenses.

Chorando o leite derramado
Quem fala com qualquer secretário do novo governo municipal sobre a ausência de qualquer iniciativa nesses dois meses, só escuta que o novo prefeito herdou dívidas de mais de R$ 36 milhões de reais. Onde está a surpresa? Todo mundo sabia do descalabro das finanças municipais do ex-prefeito, que, por sinal, foi apoiador da candidatura do eleito. Ora, não adianta ficar chorando sobre o leite derramado! O que se deve fazer agora é arregaçar as mangas e iniciar negociações para reescalonamento e composição dessas dívidas. E enfrentar os problemas mais urgentes, como o caos no estacionamento dos carros no centro da cidade (acabaram a Zona Azul, ainda na administração do "Fenômeno") e a buraqueira no calçamento dos bairros periféricos.
(Notas de Armando Lopes Rafael)

Ibiapina segue seu caminho – por Ernando Teixeira (*)


Amanhã, comemoram-se 134 anos do falecimento de Padre José Antônio de Maria Ibiapina (1806-1883).

Viveu 77 anos enfrentando dificuldades pessoais, familiares, sociais, políticas, religiosas, vencendo os desafios como um predestinado remando contra a corrente.
Com a morte prematura da mãe, a condenação e morte do pai e do irmão mais velho, envolvidos na Confederação do Equador, o Jovem Ibiapina teve que assumir a família. Entrou e saiu do Seminário onde pretendia estudar para padre. Com a criação do curso Jurídico em Olinda, seguiu o Direito e formou-se em 1832.
Logo foi nomeado professor e, em seguida, eleito deputado geral, acumulando os cargos de juiz de direito e chefe de polícia. Tendo subido com sucesso e tão rapidamente na vida, Ibiapina vai descer na mesma rapidez por decisão de caráter.
Ele não se encaixava na engrenagem da política, nem da magistratura, percebendo as mentiras, as falcatruas, ladroagens, prepotências, a força do dinheiro, as articulações promíscuas do poder constituído. Abandonou essas estruturas e foi viver como advogado independente. Em 1838 atuava na cidade de Brejo de Areia, onde começou a ganhar fama e crédito. Quem defendia o pobre, o que não tinha ninguém por ele? Era o Doutor Ibiapina!
Quem outro? Em 1840 abriu sua banca de advocacia no Recife, seguindo o traçado do direito, da verdade, da justiça. Em 1850 deixou também a advocacia. Não lhe interessou o dinheiro, os bens materiais e a fama de excelente profissional do Direito.
Para o julgamento do mundo, fez a loucura de deixar tudo e buscar a solidão. Foi ordenado padre aos 3 de julho de 1853, com 47 anos incompletos.

De imediato, apresentou-se lhe nova oportunidade de subir na vida pela carreira eclesiástica: nomeado professor do Seminário, vigário geral da diocese de Pernambuco e bispo mais adiante, quase certamente. Preferiu a vida dura de missionário pelos caminhos do Nordeste. Na segunda metade do século XIX, com a epidemia do cólera e as grandes secas matando gente à vontade, ele decidiu-se pela missão itinerante. De 1853 até 1883, foram 30 anos de dedicação ao pobre, ao indigente, à orfandade, aos doentes e desvalidos, aos que não tinham mais esperança. Ao longo do tempo sofreu ataques da maçonaria, incompreensões do bispo do Ceará e sete anos de paralisia antes de morrer. As 22 Casas de Caridade por ele fundadas foram também desaparecendo. A de Santa Fé resistiu a duras penas até a década de 1940, quando Celso Mariz escrevia “Ibiapina, um apóstolo do Nordeste”.
À parte o grande historiador, Ibiapina foi sendo quase que completamente esquecido depois de sua morte, em 1883. Dom Marcelo Carvalheira o resgatou, deu entrada ao processo para sua canonização, em 1992, iniciando também a transformação de Santa Fé em Centro Pastoral. Hoje “Santuário Padre Ibiapina”.
O tempo de esquecimento, num primeiro momento, talvez se possa atribuir ao “fenômeno” Padre Cícero (1844-1934) que a partir de 1889, pelo “milagre” da hóstia ensanguentada, foi acusado de embusteiro, a beata Maria de Araújo de doente e o povo de fanático. As censuras e condenações foram implacáveis contra o“santo” do Juazeiro e a hierarquia católica passou a evitar qualquer fato ou pessoa que pudesse despertar fanatismo. O nordestino simples e pobre, porém, ignorou as proibições da Igreja, continuou suas romarias e multiplicou por toda parte a imagem do “Padim”.
Correndo o tempo, veio Frei Damião (1898-1997) com suas missões populares, entrando na vida do povo com as ameaças de inferno e mandando acabar com protestante, na contramão do Concílio Vaticano II. Mais esquecido foi ficando Ibiapina! Por mais de sessenta anos, de cidade em cidade de nossa região, Frei Damião reuniu multidões, muitas vezes levado por políticos e “igrejeiros” com estranhos interesses. O frei faleceu em 1997 e já tem sua imagem-monumento desde 2004, com 34 metros de altura sobre a Serra da Jurema, em Guarabira. Tudo muito rápido e grandioso, o monumento logo se tornou um ponto certo de turismo e devoção.
Padre Cícero, pela insistência da diocese do Crato e do seu atual bispo-emérito, Dom Fernando Panico, nos últimos anos, conseguiu recentemente a desejada reconciliação com o Vaticano. Frei Damião, com o respaldo e interesse de sua Ordem religiosa, está com seu processo de canonização em pleno andamento. Muito provavelmente, os dois chegarão à glória dos altares bem antes do nosso Padre Ibiapina, que se arrasta com dificuldades para atender as exigências de Roma.
Mesmo assim, no próximo dia 19 deste mês de fevereiro, milhares de devotos chegarão ao Santuário de Santa Fé, na Arara, para visitar o túmulo do missionário, participar da santa Missa, agradecer as graças alcançadas e pedir mais outras. “Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo” foi seu lema, sua expressão cotidiana.
Sigamos com ele o CAMINHO que é Jesus!

(*) Artigo publicado no jornal A UNIÃO,  de João Pessoa, Paraíba,  em  14 de fevereiro de 2016

17 fevereiro 2017

Governador Camilo assina hoje em Crato ordem de serviço para construção do Camelódromo



Foto André Costa

O Governador Camilo Santana assina nesta sexta-feira (17), às 9h, na Região do Cariri a ordem de serviço que autoriza o início das obras do Camelódromo do Crato. O valor total do investimento é de R$ 1.652.573,84. A obra será executada pela Secretaria das Cidades com previsão de conclusão após oito meses do início da construção.
Com uma área total de mais de 1.700 m², o novo camelódromo possuirá 179 boxes, piso industrial e irá contemplar espaços e serviços que irão garantir mais conforto e segurança para quem vende e quem compra, como acessibilidade na edificação, instalações elétricas, hidráulicas, sanitárias e pluviais, e sistema de som e controle.
O camelódromo é uma antiga demanda da população do município, que atualmente não possui espaço adequado para o comércio ambulante. Com a construção do novo equipamento, o Governo do Estado pretende oferecer mais conforto, segurança e infraestrutura para os vendedores ambulantes e seus clientes.

Outros investimentos
O Governo do Estado, por intermédio da Secretaria das Cidades, investe mais de R$ 6,5 milhões em convênios com a prefeitura do Crato, sendo R$ 5.229.776,87 oriundos do Tesouro Estadual com contrapartida de R$ 1.310.591,52 da Prefeitura.

Fonte: jornal DIÁRIO DO NORDESTE, 17-02-2017.

 

 

Progresso no Cariri: Fábrica em Brejo Santo é inaugurada e gera 811 empregos

Fonte: jornal O POVO, 17-02-2017

Ontem foi inaugurada a fábrica de calçados Dilly Sports, no município de Brejo Santo, região do Cariri. O investimento aproximado é de R$ 30 milhões. O empreendimento está instalado em galpão industrial de 8.500 m² construído pelo Governo do Estado
Instalações da Dilly Sports, em Brejo Santo (CE)

Atualmente a empresa emprega cerca de mil pessoas. O empresário do setor calçadista, Fabiano Dilly, 42, afirmou que tem planos de ampliar as oportunidades de emprego na fábrica, numa segunda etapa. “Neste primeiro momento estamos gerando 811 empregos diretos. A previsão, após concluídas as próximas duas etapas do projeto de produção, é de proporcionar mais de 2 mil empregos na área de calçados”, informou durante evento de inauguração.

O Governo do Ceará construiu um galpão de 8.500m² por meio de convênio firmado com a Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), em terreno doado pela Prefeitura de Brejo Santo, onde está instalada a fábrica de calçados. “Investimos mais de R$ 10,2 milhões na construção desse espaço e tivemos a Dilly Sports como parceiros. Aqui, além dos incentivos fiscais que o Estado deu para a empresa se instalar no Ceará, construímos toda a infraestrutura da fábrica. Para mim, hoje é um dia de alegria porque estive aqui desde o início da obra, com o saudoso amigo Wellington Landim, e agora a vejo erguida”, disse o governador Camilo Santana, na noite de ontem.

16 fevereiro 2017

Nosso rico legado lusitano -- por Ronaldo Mota (*)


Bandeira da Monarquia Portuguesa -- (também conhecida como "Bandeira Velha"). Muitos portugueses ainda conservam  e veneram em suas casas esta bandeira, como sendo a única e  verdadeira bandeira de Portugal



Nós brasileiros cultivamos o inadequado hábito de debitar aos portugueses todas as nossas deficiências e fragilidades. Talvez seja parcialmente justo no que diz respeito à deliberada não prioridade (às vezes, proibição mesmo) à educação na colônia. Comportamento que após a independência e a implantação da República no Brasil pouco foi alterado, gerando a precariedade que lidamos hoje em nosso sistema educacional. Porém, salvo esse item (por mais relevante que ele seja), nos demais aspectos o nascimento deste Brasil teve o privilégio do contato com conquistadores que estavam no auge daquilo que viria a ser o primeiro império global. Se nos restou pouco disso, tampouco podemos culpar Portugal de hoje que também herdou bem menos do que merecia das audácias e competências daqueles fabulosos conquistadores dos séculos XV e XVI.

Há uma bela obra “Conquistadores: como Portugal forjou o primeiro império global”, de Roger Crowley, que elucida a epopeia portuguesa daquele período. A obra abre com maravilhosa citação de Fernando Pessoa: “O mar com limites pode ser grego ou romano; o mar sem fim é português”.

Para se compreender o alcance do domínio português, curiosamente, há que entender também a China, a maior potência mundial da época. No início do século XV, a dinastia Ming enviou várias expedições com muitos e portentosos navios (algo da ordem de centenas de navios e dezenas de milhares de homens) em direção ao ocidente, atingindo a Índia e região, bem como a costa oriental da África. Foram sete grandes expedições, as quais duravam de dois a três anos cada, cobrindo todo o Oceano Índico. Apesar de serem navios de combate e de comércio, as expedições eram basicamente pacíficas e visavam a, principalmente, reafirmar a existência de uma grande potência, a China, o centro do mundo.

Nesse mesmo período (primeiras décadas do século XV), um outro conjunto de eventos independentes ocorria na Europa ocidental. Em 1415, navios portugueses cruzaram o Estreito de Gibraltar e ancoraram em Ceuta, porto de população muçulmana em Marrocos. Portugal, com menos de 1 milhão de habitantes, relativamente pobres (viviam de pesca e agricultura de subsistência), ousou conquistar uma das mais prósperas e bem guardadas cidades de todo Mediterrâneo e da costa ocidental da África. A partir da surpreendente conquista de Ceuta, os portugueses perceberam os horizontes infinitos das potenciais riquezas da África e também do Oriente (o famoso “Caminho das Índias”). Os portugueses enxergaram um novo mundo que se contrapunha ao monopólio que era exercido por algumas cidades, a exemplo de Veneza, Florença e Gênova, no comércio com o Oriente de especiarias, pérolas, seda etc.

Porém, o futuro, a partir de então, teria sido bem diferente se as naus portuguesas ao cruzarem o Cabo da Boa Esperança, no extremo sul da África, tivessem se deparado com os fortes e, provavelmente, imbatíveis chineses. No entanto, um lance de sorte deixou o campo aberto aos portugueses no Oceano Índico. Os chineses, a partir de 1433, por uma série de motivos, proibiram as viagens oceânicas e voltaram a se fechar ainda mais por detrás de suas muralhas. Literalmente passou a ser crime na China construir barcos com mais de dois mastros, limitando os avanços marítimos às costas próximas da própria China, gerando um vazio de poder que nossos patrícios lusitanos ocuparam com enorme maestria e violência. A ira contra o Islã só era menor do que o desejo de dominar o comércio na região, o qual ampliava-se sem limites. De certa forma, essa expansão portuguesa abria um novo capítulo no processo de globalização ainda em curso e com etapas muito importantes pela frente.

A não sustentabilidade e derrocada do Império Português têm inúmeras causas, incluindo os desastrados tratados com os ingleses e a opção equivocada pela não industrialização de Portugal e de suas colônias. Mesmo assim, essa história nos elucida o quão dinâmico é o mundo contemporâneo, à luz do passado nem tão próximo, e talvez contribua para entender os episódios mais recentes de ascensão de pensamentos como os de Trump nos Estados Unidos e de Marine Le Pen na França, a saída do Reino Unido da União Europeia e outros episódios similares.

Em resumo, a leitura da obra evidencia que o Brasil terá momentos de grandes oportunidades pela frente, especialmente se percebermos que o grande diferencial, mais do que nunca, é ter uma população educada, tolerante, criativa e inovadora capaz de apresentar soluções inéditas e sustentáveis a um mundo em permanente e rápidas transformações.

(*) Ronaldo Mota é Reitor da Universidade Estácio de Sá

O fracasso retumbante da República

Tem ficado cada vez mais evidente, graças ao fracasso retumbante que vem sendo a República no Brasil, que a Monarquia Constitucional é o regime que melhor se adéqua à índole do povo brasileiro e que poderá criar as condições necessárias para solucionarmos os problemas que afligem o nosso País.
Sendo assim, listamos os 5 principais benefícios de se ter um Monarca:

1. O Imperador será como o pai de toda a Nação, estando sempre atento aos anseios do povo e cuidando para que estes sejam ouvidos pelos governantes eleitos;
2. Com o Poder Moderador, o Imperador irá velar constantemente sobre o funcionamento e harmonia dos demais três Poderes, inibindo quaisquer más-tendências por parte dos homens e mulheres públicos, pois será independente de qualquer partido político ou grupo de interesse;
3. Reinando até o fim da vida e já participando dos assuntos de Estado mesmo antes de ascender ao trono, o Soberano será capaz de garantir a continuidade de projetos de longo prazo, em benefício da população, mesmo que diferentes colorações político-partidárias se alternem no poder ao longo de seu reinado;
4. Justamente devido ao caráter vitalício e hereditário da Monarquia, com a Família Imperial perpetuamente a serviço da Pátria e os Príncipes e Princesas sendo preparados desde a infância para assumir as responsabilidades do Monarca, também estarão garantidas a estabilidade e o bom funcionamento de nossas instituições, que servirão aos interesses do povo, não de partidos;
5. E, mais importante, o Imperador servirá de exemplo e norte moral para todos os brasileiros, espelhando as melhores qualidades da nossa gente, assim solucionando a grave crise na qual o Brasil hoje se encontra; crise esta que, antes de ser política ou econômica, é, sobretudo, moral.
Fonte: Pro Monarquia

Boa notícia: prédio do Colégio Cearense - em Fortaleza - foi tombado pelo Patrimônio Histórico


Quando será que os governantes, lideranças e o povo do Crato vão acordar para defender o que ainda resta do patrimônio histórico desta cidade???

Diocese de Tianguá recebe de braços abertos o seu 3º Bispo, Dom Edimilson Neves


O conhecido escritor e professor José Luís Araújo Lira, diretor do Curso de Direito da UVA postou no seu face book a nota abaixo:
“Conforme anúncio feito por Dom Gilberto Pastana de Oliveira, Bispo de Crato, o Mons. Edmilson Neves, Cura da Sé de Crato, natural de Jardim, no Ceará, foi nomeado o novo Bispo da Diocese de Tianguá.
Agradecemos o grande trabalho pastoral e administrativo de Dom Javier, dando graças a Deus, e recebemos nosso novo Pastor.
Penso que Dom Javier passará a residir em Guaraciaba do Norte, o que, para nós, guaraciabenses é um prêmio!
Na foto estão nossos três bispos, o 1°: Dom Timóteo Cordeiro, de saudosa memória; o 2º: Dom Francisco Javier Arnedo, agora Bispo Emérito, e o 3º: Dom Edmilson Neves”.


Quem é José Luís Lira

Fundador da Academia Brasileira de Hagiologia e da  Faculdade Cearense de Hagiologia, o jovem Doutor José Luís Lira (foto à esquerda) nasceu e reside em Guaraciaba do Norte, município integrante da Diocese de Tianguá. Dias atrás coincidentemente, nosso colaborador Armando Lopes Rafael (amigo e confrade de José Luís, pois ambos são sócios da Academia de Letras e Artes Mater Salvatoris de Salvador – BA) publicou a nota abaixo neste Blog:
“Consta do rol de meus amigos, um jovem que não conheço pessoalmente. No entanto, nutro por ele muita admiração e apreço. Trata-se do escritor e professor do Curso de Direito da Universidade Estadual Vale do Acaraú–UVA, José Luís Araújo Lira.  Nossos contatos começaram quando li, por acaso, na Internet, uma postagem desse Doutor da UVA, ocasião em que ele se encontrava em Roma para assistir à canonização do menino-mártir mexicano, São José Luís Sanchez del Rio.
Como sou grande devoto deste grande “Santito Cristero”, entrei em contato com o Prof. Lira (que estava em Roma, como disse) e informei que gostaria de adquirir o livro dele, “Nunca foi tão fácil ganhar o Céu– memória de José Sánchez del Rio”. O escritor garantiu-me que, quando voltasse ao Brasil, enviar-me-ia o livro. E cumpriu a promessa.

Fez mais: enviou-me também dois santinhos do menino-mártir e por ocasião do Natal, retribuiu meu  cartão de Boas Festas  presenteando-me com uma pequena medalha de São José Luís e uma relíquia indireta da Beata Soror Ana de los Angeles, uma santa peruana, do século XVII, cuja face foi reconstruída pelo especialista em computação gráfica Cícero Morais, juntamente com o Prof. José Luís Lira.
Foi o meu melhor presente de Natal!
José Luís é autor de mais de uma dezena de excelentes livros. É poeta, cronista do jornal “Correio da Semana”, da Diocese de Sobral. Foi o fundador das duas Academias de Hagiologia (tanto a do Brasil como a do Ceará), pertence a muitos institutos culturais e academias de letras do Brasil. E também é importante dizer: é admirador do Padre Cícero e da Mártir da Pureza, a menina Benigna Cardoso da Silva.

 ***   *** ***
Uma das muitas facetas do jornalista e memorialista José Luís Lira é participar da equipe de brasileiros que vêm restaurando o rosto de alguns santos da Igreja Católica. O último trabalho divulgado pela equipe foi a reconstituição do rosto de São Valentim, o que ocorreu esta semana. O trabalho de reconstituição teve a participação do especialista em computação gráfica Cícero Morais, que fez a reconstituição dos rostos de Santo Antônio, de Santa Maria Madalena e, mais recentemente, o de Madre Paulina, a primeira santa brasileira. Ao todo este trabalho reconstruiu a face de nove santos e beatos católicos.

“A reconstituição facial de São Valentim foiu feita a partir do crânio existente na Basílica de Santa Maria em Cosmedin, em Roma, pelo designer 3D, Cícero Moraes, de Mato Grosso. Durante viagem para acompanhar a canonização do Beato Mexicano José Sánchez del Rio, em outubro de 2016, O Prof. José Luís Lira obteve permissão do Reitor da Basílica, Padre Mtanious Hadad, que o autorizou a fazer imagens da relíquia para a reconstituição. “Foram mais de 250 fotos que, no mesmo dia, enviei por e-mail a Cícero Moraes, no Brasil”, lembra o professor José Luís Lira. “Com as imagens, Cícero Moraes utilizou um software que faz o dimensionamento espacial, resultando em uma imagem em três dimensões do crânio”, explica o prof. José Luís Lira.
“O Professor Lira explica que o método empregado por Cícero Moraes “é totalmente científico, sendo feito o cruzamento das imagens do crânio com as informações sobre a ancestralidade do indivíduo, identificadas nos ossos, produzindo a partir de um padrão os demais tecidos que foram consumidos pelo tempo, como pele, músculos, cartilagens e olhos”.

“O crânio também foi avaliado pelo perito do Instituto Médico Legal (IML) do Rio de Janeiro, Dr. Marcos Paulo Salles Machado. “Sem saber de que se tratava das relíquias de São Valentim, o Dr. Marcos Paulo constatou que o crânio, abrigado em Santa Maria de Cosmedin, pertenceu a uma pessoa do sexo masculino, europeu com mais de 55 anos”, afirma José Luís Lira.

Quem é São Valentim
Rosto recomposto de São Valentim, feito a partir dos especialistas brasileiros

“Considerado na Europa como o santo protetor dos namorados, São Valentim foi decapitado em 14 de fevereiro do ano de 270, por realizar casamentos entre cristãos, no período em que o imperador romano Cláudio II (século III) proibiu a realização de casamentos. A data do martírio ficou sendo reconhecida como Dia de São Valentim e nela passou-se a comemorar o dia dos namorados na Europa e nos Estados Unidos.
O trabalho de reconstrução ou reconstituição facial de São Valentim deverá ser apresentado pelos pesquisadores até o dia da festa do Santo, 14 de fevereiro próximo”.

Parabéns ao talentoso e jovem professor, escritor, jornalista e intelectual  José Luís Lira.

CNBB envia mensagem de saudação a Mons. Francisco Edimilson Neves Ferreira, novo bispo de Tianguá

Em nome da Conferência, dom Leonardo Steiner, secretário-geral, acolhe novo bispo de Tianguá (CE).

A missa solene de Sagração Episcopal deve ser realizada em maio, na Catedral Nossa Senhora da Penha, sendo presidida por dom Fernando Panico, bispo-emérito de Crato, em abril. Depois de ordenado bispo, o Dom Edimilson segue para a missão à frente da diocese de Tianguá (CE).
                                  Mons. Edimilson - já com solidéu e cruz peitoral - participou de missa de ação de graças na catedral de Crato
Leia a Nota:
 

Brasília, 15 de fevereiro de 2017


Prezado Irmão Pe. Francisco Edimilson Neves Ferreira.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, CNBB, se alegra com sua nomeação como bispo da diocese cearense de Tianguá. Papa Francisco expressa, mais uma vez, seu cuidado e zelo para com o povo brasileiro nomeando-o como o sucessor de dom Francisco Javier Hernandez Arnedo que se torna bispo emérito de Tianguá.
Alegra-nos, particularmente, tomar conhecimento de sua trajetória como sacerdote no campo das experiências pastorais e da formação do clero. Chega-nos, portanto, um jovem bispo pastor e professor.
Celebramos a sua chegada ao episcopado recordando Papa Francisco  em recente catequese sobre o ministério episcopal: “Quando Jesus escolheu e chamou os apóstolos, pensou neles não separados um do outro, cada um por conta própria, mas juntos, para que estivessem com Ele, unidos, como uma só família. Também os bispos constituem um único colégio, reunido em torno do Papa, que é o custódio e fiador desta profunda comunhão, que tanto estava no coração de Jesus e dos seus apóstolos. Como é belo, então, quando os Bispos, com o Papa, exprimem esta colegialidade e procuram ser sempre mais e melhor servidores dos fiéis, mais servidores na Igreja!”.
Pedimos que o Irmão leve o nosso abraço, cheio de gratidão, a dom Francisco Javier Hernandez Arnedo. Enviamos nossos melhores votos de saúde e de alegria em sua emeritude.
Desejamos que seu pastoreio seja cheio de frutos!

Em Cristo,


Dom Leonardo Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

15 fevereiro 2017

Programa Rapadura Culturart homenageará o poeta Geraldo Urano - por Carlos Rafael


O programa Rapadura Culturart, apresentado por Jorge Carvalho, prestará uma homenagem ao poeta cratense Geraldo Urano, falecido no último dia 5 de fevereiro. Será neste sábado, dia 18, a partir das 8:30 horas, na praça Siqueira Campos, centro do Crato.
A homenagem contará com a presença de amigos e familiares de Geraldo Urano, com recital de poesias e canções interpretadas por Abidoral Jamacaru, Luís Carlos Salatiel, Carlos Rafael, Lupeu Lacerda e Wilson Bernardo, dentre outros. Na ocasião, serão sorteados exemplares do último livro de Geraldo Urano, "O ferrolho do abismo", que reúne grande parte de sua produção poética, incluindo os livros "Vaga-Lumes" e "O belo e a fera", lançados originalmente na década de 1980.
Além do tributo a Geraldo Urano, o programa Rapadura Culturart trará uma mostra de fotografias e letras de marchinhas de carnavais antigos do Crato e do Brasil, além da presença da Banda de Música do Crato, que executará um repertório carnavalesco, marcando o primeiro grito do Carnaval da Saudade, baile tradicional que será realizado na noite deste sábado no Crato Tênis Clube.

Papa Francisco nomeia o Cura da Sé de Crato, Monsenhor Edimilson Neves, como bispo para diocese de Tianguá (CE)

 Acolhendo o pedido de renúncia ao governo pastoral da diocese de Tianguá (CE), apresentado por dom Francisco Javier Hernandez Arnedo, conforme o cânon 401 do Código de Direito Canônico, o papa Francisco nomeou padre Francisco Edimilson Neves Ferreira como novo bispo da diocese. Atualmente, o reverendo é pároco e cura da catedral e consultor da diocese de Crato (CE).
Padre Francisco Edimilson Neves Ferreira nasceu aos 3 de outubro de 1969, em Jardim (CE). Ingressou no seminário em Crato e cursou Filosofia e Teologia no Seminário Regional de Parainha, em Fortaleza (CE). O sacerdote é licenciado em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará. A ordenação presbiteral do novo bispo de Tianguá foi em 12 de dezembro de 1997.
Entre as atividades desenvolvidas na caminhada sacerdotal de padre Francisco Edimilson estão os serviços de pároco, professor, diretor espiritual no Seminário diocesano São José. Também foi coordenador diocesano de Pastoral por 14 anos e gerente executivo da Fundação Padre Ibiapina. É membro do Instituto Cultural do Cariri, cadeira Monsenhor Rubens Lóssio.

(Fonte: Serviço de Imprensa do Vaticano)

Blog do Crato sempre reconheceu o trabalho de Padre Edimilson Neves 

Ao longo do tempo este Blog sempre deu destaque ao trabalho de Pe. Edimilson frente à Catedral de Crato.
Em 2010, para citar um único ano,  publicamos em duas oportunidades as notas abaixo:

-- 1 --
"Faça-se justiça ao atual Cura da Sé (o nono na sequência dos curas), Padre Edmilson Neves, responsável pela remodelação da casa paróquial e construção das duas novas capelas na Catedral (as da Ressurreição e a do Santíssimo Sacramento), além da restauração da Capela Batismal, incluindo a histórica pia batismal.

Padre Edmilson dotou ainda a Sé cratense de novo piso, restaurou todas as imagens daquele templo e adquiriu dois belíssimos vitrais (um com a Mãe do Belo Amor e outro com o co-padroeiro de Crato, São Fidelis de Sigmaringa, suprindo a lacuna que existia na cidade quanto à memória deste santo).

Revitalizou, o dinâmico Cura, a festa da Coroação de Nossa Senhora que acontece no dia 31 de maio. Restaurou a artística Cátedra do Bispo (Sólio Episcopal) que foi adquirida por Dom Quintino e a imagem do Senhor Morto que sai nas Procissões da Semana Santa. Recuperou o Auditório Monsenhor Rubens e a pracinha interna da Catedral.

Depois de Monsenhor Rubens Gondim Lóssio quem mais trabalhou pela Catedral foi o Padre Edmilson. Aliás, ambos nasceram na cidade de Jardim. Que o Padre Edmilson construa agora o altar de pedra (exigência para as catedrais) e um nicho para colocar – na Sé de Crato – uma réplica da imagem da Mãe do Belo Amor, e embaixo uma placa homenageando o fundador de Crato e primeiro evangelizador do Vale do Cariri, Frei Carlos Maria de Ferrara...

-- 2 --
Por iniciativa do padre Edmilson Neves Ferreira, Cura da Catedral de Nossa Senhora da Penha, a Sé de Crato vai ganhar dois novos melhoramentos: um moderno sistema de som e nova Capela do Santíssimo Sacramento. O sistema de som - adquirido por mais de vinte mil reais - já será entregue a população na quinta-feira da Semana Santa, dia 1º de abril.
A nova Capela do Santíssimo
Com um projeto feito pelo arquiteto Waldemar Arraes Farias Filho, a nova capela do Santíssimo Sacramento – ainda em construção – deve ser inaugurada no dia 24 de abril, data consagrada a São Fidelis de Sigmaringa. A capela está localizada no lado direito da catedral de Crato. Terá ambiente climatizado para maior conforto dos fiéis que ali forem rezar.
O projeto arquitetônico prevê um altar de madeira – em estilo colonial – sobre o qual será colocado o antigo sacrário utilizado durante décadas no altar-mor da Sé cratense. Esse sacrário foi totalmente recuperado e se constitui numa peça sacra de grande valor. É feito em níquel branco-prateado, com motivos dourados na porta. A nova capela do Santíssimo será dotada ainda de dois vitrais, ora em confecção no estado de Minas Gerais.
Um desses vitrais terá a imagem da Mãe do Belo Amor, resgatando a mais antiga devoção mariana da região do Cariri: uma estatueta de madeira do século 18, com cerca de quarenta centímetros, ainda hoje existente, venerada desde 1740, ou seja, nos primórdios da Missão do Miranda, origem da cidade de Crato. O outro vitral resgata São Fidelis de Sigmaringa (foto à esquerda) – modelo de leigo e advogado católico, de religioso e mártir – escolhido co-padroeiro de Crato em 1745, por escolha de frei Carlos Maria de Ferrara, fundador desta cidade. É bom lembrar que até hoje não existia nenhuma referência ao co-padroeiro de Crato na igreja a ele co-consagrada. Com esse vitral a lacuna será sanada.
A nova capela do Santíssimo Sacramento terá ainda dois afrescos – que serão localizados ao lado dos vitrais – contendo pinturas eucarísticas.
Desde que assumiu a administração da Catedral de Nossa Senhora da Penha, padre Edmilson Neves Ferreira, vem – a cada ano – introduzindo melhoramentos naquele templo, além de restaurar o valioso acervo artístico-religioso da mais importante igreja da diocese de Crato.

Um depoimento sobre Monsenhor Francisco Edimilson Neves Ferreira – por Armando Lopes Rafael

Se fôssemos obrigados a definir o recém-nomeado bispo de Tianguá com apenas três palavras, eu não titubearia: Um bom padre!
É isto o que Mons. Francisco Edimilson tem sido há 19 anos e dois meses completados no último domingo, 12 de fevereiro, desde que foi ordenado presbítero.

Aliás, o lema episcopal de Mons. Francisco Edimilson resume bem sua atuação como padre: “O zelo pela tua casa me consome” (Salmo 69, 9). Oportuno é transcrever aqui este versículo 9 completo: “Pois o zelo pela tua casa me consome, e os insultos daqueles que te insultam caem sobre mim”.

Mons. Francisco Edimilson Neves Ferreira possui as características exigidas para um Sucessor dos Apóstolos: uma pessoa familiarizada com Jesus, amigo d'Ele, seu íntimo confidente e interlocutor. Nisto consiste o segredo do êxito do ministério episcopal e sua bênção maior. Mons. Edimilson ainda é daqueles padres preocupados com a santificação do seu rebanho. E esta virtude lhe cai como uma luva, pois além da missão de evangelizar e de orientar, os Bispos têm o dever de conduzir o Povo de Deus por aqueles caminhos seguros, não raro, estreitos, que levam à santidade.

Ademais, o novo Bispo de Tianguá é prudente, ético e zeloso ao extremo com a conservação dos templos católicos que administrou. Entretanto, inegavelmente, a maior virtude deste novo bispo é a lealdade que ele tem para com as pessoas do seu círculo de convivência. Tenho guardadas, na mente e no coração, as várias ocasiões em que presenciei atos de lealdade de Mons. Edimilson, tanto para com o seu ordinário superior, como para seus colaboradores, quando estes e aquele foram injustiçados através da maledicência e da calúnia.

Na solenidade dos novos Néo-ordenados Bispos, a bênção final, reza: "Ó Deus, considerai com bondade os dons que de vossa bondade recebi... Fazei, que eu vos agrade por minhas boas obras. Dirigi o coração do povo fiel e do Bispo, para que não falte ao pastor a obediência das ovelhas e nem às ovelhas o cuidado do pastor!".

Quando proferir estas palavras, Dom Francisco Edimilson não repetirá frases formais. Ele falará do mais profundo da sua vivência e do seu coração como um bom padre que tem sido há mais de 19 anos.

14 fevereiro 2017

Debanda das aves de arribação (por Pedro Esmeraldo)

    Horas a fio, estando a matutar, contra a retirada dos cratenses, em direção a outro município. Ao mesmo tempo, permanecemos irrequietos, devido a falta de amor de alguns cratenses a sua terra mãe. Por isso, tentamos esclarecer, pedindo para que esses cratenses não desonrem o seu município. Venham alevantar o espírito de propriedade que emite luz para esclarecer a verdade desses nobres filhos do Crato que andam à toa, esquecendo que não desonrem o seu município, onde prevalece a farra desesperada de alguns em abandonar o seu torrão.
    Após correr esse ambiente turvado que nos deixa “desdenhado”, veem alguns filhos do Crato, completamente despreparados, impedir o crescimento do seu município. Há muitos deles que procuram desviar essa rota, e não enfrentam o progresso acentuado, indo estabelecer um ambiente sombrio que poderá causar nojo ao bom cidadão cratense. Está presente com a trilha do desenvolvimento, marchando com equilíbrio e acerto, nesse caso, ficamos irados. Lembramos que isso ocorre constantemente e nos deixa esmorecido.
    A revolta é incontestável porque muitos deles não amam o seu município e atalham o seu desenvolvimento. Portanto muitos ficam desanimados quando veem aparecer filhos ingratos desta gleba, esmorecidos, pois facilmente entregam os pontos como sinal de fraqueza.
    Ninguém lembra de reintegrar este município ao desenvolvimento. Procuram alinhavar a ordem pública com a vontade de trazer grandes firmas, quer industrial, quer comercial, que facilitarião a introdução de empregos e rendas.
    Formos perseguidos pelos incidentes escabrosos que só nos traziam arrefecimentos.
    Infelizmente, não houve ação para praticar minuciosamente o equilíbrio progressista. Os políticos do passado eram obtusos, inconsequentes, só puxavam brasa para sua sardinha. Não viviam no regime igualitário, mas se diziam líderes, permaneciam num caminho errado porque eram ego centristas. Portanto, não caminhavam para o dia de amanhã e nunca moviam uma pá de terra para estimular a vinda de firmas que trouxessem luzes efervescentes e empurrassem afim de empurrar o trabalho técnico, principalmente no ramo agropecuário.
    Foi uma liderança fajuta que vivia presa ao comodismo. A sua maior meta era facilitar a vinda de indústrias que não conseguiam trazer emprego e renda.
    Abraçavam os ludibriadores carcaras que vinham de fora com promessas ocas, levando de nós os votos, que prejudicavam os candidatos da nossa terra. E o Crato meu Deus, ficava na maré mansa, esperando apoio que não vinha, e quando vinha era com muita dificuldade.
    Agora, revoltado com essa debandada de cratenses, ficamos a pestanejar com ar de revolta, querendo que todos contribuam com o crescimento do município porque como filhos desta gleba temos a obrigação de trabalhar pelo município do Crato.
    Não fiquem desencantados senhores, pois pertenceremos ao uma terra que provoca inveja a muitos inimigos e nada obterá com facilidade a não ser sufoco, intriga e humilhação.

Grupos pró-impeachment convocam população para voltar às ruas em defesa da Lava Jato


Protesto, agendado para 26 de março, quer evitar esvaziamento da operação; ato também reivindicará direito de andar armado e a aprovação de refomas
Fonte: Site VEJA
 Manifestantes erguem faixa de apoio ao juiz Sergio Moro em ato pelo impeachment de Dilma na Avenida Paulista (Bruno Santos/VEJA.com)

Os principais movimentos que saíram às ruas em 2015 e 2016 para pedir o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) marcaram uma nova manifestação para o dia 26 de março. A convocação começou a ser feita nesta segunda-feira pelos grupos Vem pra Rua, Movimento Brasil Livre (MBL), Nas Ruas e Revoltados Online, entre outros.
O mote agora é mostrar o apoio incondicional à Operação Lava Jato e a contrariedade ao que entendem como interferência política sobre a investigação, como o desmonte da equipe da Polícia Federal, a escolha de investigados para cargos estratégicos no Congresso e a indicação do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, pelo presidente Michel Temer para uma vaga no Supremo Tribunal Federal.  “Nosso mote será: Brasil sem partido, pois não queremos um STF que se dobre às vontades deste ou de qualquer outro governo, agindo com lentidão para salvar os que têm foro privilegiado, utilizando-se dele para escapar da justiça”, diz texto assinado por sete movimentos que integram o ato.
Na esteira da greve da Polícia Militar no Espírito Santo, que gerou uma onda de insegurança no Estado, os grupos também defenderão o direito de os cidadãos portarem armas. “Voltamos às ruas. Desta vez, pelo fim do estatuto do desarmamento, fim do foro privilegiado, pelo bom andamento da Lava Jato e pelas reformas trabalhista e previdenciária — cortando privilégios e mamatas de políticos e do Judiciário”, escreveu o MBL em sua página no Facebook.
A data foi decidida nesta segunda-feira após os movimentos entrarem em um acordo. A ideia é ocupar as principais avenidas das maiores cidades do país, como aconteceu nos mega-protestos contra Dilma. Em São Paulo, o palco será novamente a Avenida Paulista, com estrutura de carros de som, bandeirões e trios elétricos.

12 fevereiro 2017

Publicado um livro que resgata parte da história de Crato

Pessoal:
Ainda não adquiri meu exemplar. Mas apresso-me em dar a boa notícias aos pesquisadores e alunos de História.

Muitas pessoas se queixam de que não encontram fontes de consulta sobre os 03 (três) coronéis  Antônio Luís Alves Pequeno (avô, pai e filho) que tanto influíram no progresso de Crato, no século 19 e início do século 20. Pois agora os interessados podem adquirir a obra acima.
Meses atrás, escrevi neste Blog, algumas notas sobre esses coronéis. A conferir:
 Os coronéis de Crato 1
Há uma vazio na historiografia do Crato! De uma maneira geral os coronéis de Crato foram homens bons, progressistas, e mesmo quando brigaram entre si não mandaram matar os desafetos como acontecia com outros coronéis nordestinos... Até agora nenhum historiador escreveu sobre os coronéis Antônio Luís Alves Pequeno. Houve três coronéis com o nome de Antônio Luís Alves Pequeno, avô, filho e neto. O segundo deles, sem desmerecer os outros dois, foi um homem extraordinário! Sua biografia bem merece uma tese de doutorado...
Os coronéis de Crato 2
Este coronel era um abastado comerciante com matrícula no Tribunal do Comércio de Recife. Para a capital pernambucana ele viajava costumeiramente indo de cavalo até Aracati ou Fortaleza. De lá pegava um navio com destino a Recife, à época o maior empório comercial do Norte do Brasil, onde comprava mercadorias para abastecer sua loja, a maior de Crato. As mercadorias vinham pelo mar de Recife até Aracati. Desta cidade – em carros de boi, que atravessavam todo o Ceará – seguiam em direção a Crato. 
Os coronéis de Crato 3
O coronel Antônio Luís vendia muitos produtos na sua loja, dentre eles: tecidos, livros, ferragens, remédios, louças, charutos, rapé, vinhos, remédios e até manteiga que vinha acondicionada em barris. Graças à hospitalidade que o abastado coronel ofereceu ao Bispo do Ceará, nas vezes em que este visitou Crato surgiu entre os dois um clima recíproco de admiração e respeito. Mais do que isso, viraram compadres e amigos. Basta lembrar a atuação do coronel, junto ao bispo, em favor do seminarista Cícero Romão Batista, este afilhado de crisma de Antônio Luís. Quando ficou órfão do pai, em 1862, o jovem Cícero Romão Batista teve de interromper seus estudos, no Colégio do Padre Rolim, em Cajazeiras (PB). Retornando a Crato, Cícero, então com dezoito anos, acompanhou as dificuldades financeiras da mãe viúva e das duas irmãs órfãs de pai.
Os coronéis de Crato 4
A partir daí, o coronel Antônio Luís tomou sob sua proteção os estudos do afilhado. Em 1864 o jovem Cícero Romão Batista foi matriculado no Seminário da Prainha, em Fortaleza. Como a família de Cícero não dispunha de recursos financeiros para pagar as despesas com o estudo, o coronel Antônio Luís conseguiu com Dom Luís que seu afilhado fosse matriculado gratuitamente. Entretanto, já em 1868, o reitor do Seminário, o padre francês Pedro Chevalier, resolveu dispensar o seminarista Cícero, taxando-o de aluno fraco em teologia, além de dado à leitura de obras de ocultismo.  Mas, oficialmente, a desculpa para a dispensa de Cícero foi a falta de recursos do Seminário, para manter o estudante gratuitamente.
Os coronéis de Crato 5
Segundo Nertan Macedo: “O coronel Antônio Luís montou no seu cavalo e atravessou o sertão do Ceará para garantir a educação do afilhado. Cícero pôde, então, passar à condição de pensionista e concluir o curso. Em novembro de 1870, o reitor Pedro Chevalier fazia ver a Dom Luís Antônio dos Santos que Cícero não estava em condições de ser ordenado, alegando tratar-se de um moço teimoso e dado a visões do outro mundo. Mas o prestígio do padrinho, junto ao bispo, valeu-lhe, mais uma vez, e Cícero, no dia 30 de novembro de 1870, recebia a ordem do presbiteriato, voltando para Crato, a fim de ensinar latim, na escola do primo José Joaquim”.
Vejamos um artigo do jornal O Araripe, número 27, em agosto de 1857:
 "Domingo, 16 do corrente. O Sr. Tenente Coronel António Luiz Alves Pequeno II, por ocasião do batizamento de seu quarto filho, obsequiou aos seus amigos desta cidade com um esplêndido baile que foi assaz concorrido. Esta reunião provou bastante em favor do adiantamento moral do Crato. Não faltou ordem, gosto e delicadeza entre os numerosos convidados. Todos procuraram em dar de seus costumes a melhor ideia. Por sua parte o Sr. António Luiz e sua Exma. Sra. abundaram de delicadezas e bons modos com seus hóspedes, que ficaram penhorados de suas atenções. Uma numerosa companhia de senhoras, cujas graças eram mesmo superiores ao gosto apurado do seu trajar, grande número de oficiais da G. N. ricamente fardados, todos identificados no pensamento de dar ao festim o maior brilho, fizeram bem agradáveis muitas horas dessa noite, que tão veloz parecia correr.
 Uma bela música, uma companhia escolhida, licores variados e deliciosos, um chá servido com profusão são sempre cousas que muito agradam, mas cumpre confessa-lo, houve ai algo que mais nos chamou a atenção: a educação apurada que revelaram os convivas, as maneiras delicadas que em todos se observaram. Julgando por esta bela reunião, qualquer estranho pode afirmar dos nossos costumes o juízo mais honroso. Agradecendo, pois, ao Sr. Tenente Coronel e a Sua Exma. Sra. as atenções de que fomos testemunhas e mesmo objeto, não o fazemos por mera etiqueta, mas para ter a ocasião de consignar o serviço que apresentou ao Crato, em geral, acabando de plantar os hábitos cultos das nossas capitais".( Cfe. Irineu Pinheiro, no livro “O Cariri”, páginas 83-84)

Nota e postagem de Armando Lopes Rafael

Bicentenário da Revolução Pernambucana de 1817: a participação de Crato neste movimento -- por Armando Lopes Rafael (*) - 2ª e última parte


   Em 1967, há 50 anos, a data do sesquicentenário da Revolução Pernambucana de 1817, aqui em Crato, só não passou em branco porque o Instituto Cultural do Cariri realizou uma sessão comemorativa aos 150 anos daquele episódio histórico. A sessão foi realizada no dia 3 de maio, à noite, no auditório da Associação Comercial de Crato. O orador oficial da solenidade foi o intelectual Antônio Levi Epitácio Pereira, funcionário da agência local do Banco do Brasil.
   Em belíssimo discurso, Antônio Levi Epitácio Pereira mostrou as razões porque a Revolução Pernambucana de 1817 deveria ser sempre comemorada em Crato. Cotejando as razões apresentadas por ele, 50 anos atrás, com a realidade dos dias atuais, neste ano 2017, tanto da nação como da cidade de Crato, constatamos que a população regrediu no culto ao civismo, na educação coletiva e na falta de confiança em nossos governantes.
     Em 1967, no início da sua fala, disse o orador: “Uma revolução será ou não frustrada, não na medida em que tiver conseguido estabelecer um sistema de coisas diverso, mas na medida em que tiver criado a confiança nos ideais por ela defendidos e ensinados”.
     Em 2017, os ideais republicanos no Brasil não mais existem. Pior ainda. A forma de governo republicana vive seu maior descrédito, desde que foi aqui implantada – em 15 de novembro de 1889 – por meio de um golpe militar, sem consulta ao povo. Hoje a população brasileira leva a imagem da República na base da gozação e até no deboche. Há anos a República tem recebido – por parte da mídia e do povo – denominações tipo: “República das Alagoas” (no governo Collor), “República do Petrolão”, “República da Lava-jato” (nos governos Lula/Dilma). Em março de 2016, mais de um milhão de pessoas ocuparam a Avenida Paulista, no que foi o maior protesto popular da história do Brasil, pedindo a volta da ditadura militar. Muitos portavam bandeiras do Brasil-Império, ou seja, pedia o retorno da monarquia, banida pelos golpistas republicanos.
      Em 1967, a certa altura do seu discurso, Antônio Levi Epitácio Pereira disse:Nesta cidade, pobre em monumentos públicos, ainda não lhes foi elevada no bronze a perpetuação consagradora da memória dos heróis cratenses que fizeram a Revolução Pernambucana de 1817”.
        Quase 50 anos depois, na administração do prefeito Ronaldo Gomes de Matos, a Prefeitura de Crato “inaugurou”, em 2016, um mini monumento dedicado à Bárbara de Alencar. Uma caricata figura de anã, burlesca, ridícula, (que significaria dona Bárbara), foi plantada rente ao chão, na calçada da Coletoria Estadual. Feito em alvenaria (hoje a pintura marrom está manchada por outra cor, um azul escuro) o que seria “um monumento” tem até um grave erro histórico. A anãzinha segura uma placa com a bandeira da Confederação do Equador (da qual dona Bárbara não participou) ao invés da bandeira da Revolução Pernambucana de 1817, atual bandeira do estado de Pernambuco.
          Até onde vai o desprezo que tiveram para com aquela que é considerada a maior heroína da cidade...
Falta de Respeito: uma anã representa a heroína Barbara de Alencar
Carregando uma placa com a bandeira da Confederação do 
Equador, da qual dona Bárbara não participou
Quando o correto seria ter colocado a bandeira da
Revolução Pernambucana de 1817.






Faleceu Chico da Cascata


Texto e fotografia: Carlos Rafael

Faleceu agora há pouco, em sua residência, localizada no Sítio Rosto, em Crato, seu Chico da Cascata, pessoa bastante conhecida e querida da sociedade cratense.

Segundo Nilson Mateus, um dos seus cinco filhos, seu Chico conversava com um dos seus netos quando sofreu um infarto fulminante.

Seu Chico tornou-se célebre pelo seu restaurante e balneário, fundado há 60 anos e localizado próximo a Cascata do Lameiro - daí o seu famoso alcunha (seu nome de batismo é Francisco Rodrigues dos Santos).

O Balneário e Restaurante Chico da Cascata é um dos mais visitados pontos gastronômicos e turísticos do Cariri, tanto  pelos seus pratos tradicionais como pela belíssima e aprazível localização, ao sopé da Chapada do Araripe.

Seu Chico tinha 85 anos, completados no último dia 15 de janeiro.

Em 2007, publicamos aqui no Blog do Crato, a seguinte matéria sobre o Restaurante Chico da Cascata:

No sítio Rosto, no distrito do Lameiro, existe, há 50 anos, um espaço de lazer, dotado de uma das mais tradicionais cozinhas do Cariri: Restaurante e Balneário Chico da Cascata. Lá você pode saborear o melhor peixe frito da região, acompanhado de fruta-pão, cheiro-verde e um indefectível baião-de-dois. Mas, o cardápio é mais ainda diversificado: galinha à cabidela, cozido de carneiro, buchada, panelada, cabeça de bode e outras “iguarias” típicas da região. O fundador do espaço é seu Chico, também conhecido por Chico da Cascata, devido à existência, nas proximidades, de uma bela cascata que, na época de chuva, torna-se uma das maravilhas naturais do Crato. Seu Chico é uma pessoa atenciosa, boa de prosa e muito querida por todos os seus amigos. Há cerca de dez anos seu Chico aposentou-se da vida de 'restauranter', passando o bastão para o seu filho mais novo, Mazinho, que, não obstante, vem mantendo os bons serviços e a hospitalidade que sempre foram as marcas principais do estabelecimento. No entanto, seu Chico continua ativo, produzindo côco para abastecer bares e restaurantes da região. E continua, melhor ainda, sempre presente, visto que a sua casa é vizinha ao restaurante. Assim, além de saborear uma deliciosa comidinha caseira, você poderá também apreciar momentos agradavéis ao lado de seu Chico.

O velório, conforme o mesmo desejava, acontecerá na sua residência.

Manifestamos nossa solidariedade para com a família enlutada e nosso pesar pela grande perda humana.

11 fevereiro 2017

Sete dias sem Geraldo Urano - Por Carlos Rafael


Fazem sete dias (número emblemático) que Geraldo Urano deixou de orbitar em volta desta terra. Hoje rezamos pela sua alma eterna e celebramos seu retorno ao Supremo

Bicentenário da Revolução Pernambucana de 1817: a participação de Crato neste movimento -- por Armando Lopes Rafael (*) - 1ª Parte

Neste ano, o estado de Pernambuco comemorará os 200 anos da Revolução Pernambucana de 1817. Parece que em  Crato a data passará esquecida
 A bandeira da Revolução de 1817 (hoje oficializada como bandeira  do estado de Pernambuco), foi criada em 1817 durante a Revolução Pernambucana, também conhecida como "Revolução dos Padres", que exigia o fim da monarquia. Esta bandeira tem inspiração maçônica na simbologia. Os revolucionários passaram a usar a bandeira que tinha sido confeccionada pelo padre João Ribeiro de Melo Montenegro
   A participação de Crato na Revolução Pernambucana de 1817 tem sido o episódio histórico desta cidade mais exaltado, nos últimos 125 anos. Costuma-se dizer que a história é sempre escrita pelos vencedores. Os revolucionários republicanos de 1817 – derrotados pela contrarrevolução do monarquista cratense Brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro – passaram a ser exaltados como heróis, após o golpe militar que impôs a forma de governo republicana no Brasil, em 15 de novembro de 1889. Os feitos desses republicanos de 1817, no Cariri cearense, são divulgados em proporções maiores que os reais, tanto nos meios de comunicação, como por parte de alguns historiadores. Do Brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro pouco se fala. Quando se escreve sobre o efêmero movimento que foi a Revolução Pernambucana de 1817, em terras do Cariri cearense, omite-se a decisiva participação do Brigadeiro Leandro, ao debelar aquela revolta. Omite-se, também, a coragem pessoal e cívica de Leandro Bezerra Monteiro naquele episódio.
   Aliás, o historiador cratense J. de Figueiredo Filho, apesar de simpático às ideias republicanas foi veraz ao escrever: “Muito se tem discutido em torno da Revolução de 1817, na Vila Real do Crato. Foi movimento efêmero, que durou apenas oito dias. Ocorreu a 3 de maio de 1817, em consonância com a revolução que eclodiu em Pernambuco. Foi abafada, quase ingloriamente, a 11 do mesmo mês. É verdade que a vila bisonha de então não estava suficientemente preparada para a rebelião que, para rebentar, em Recife, necessitara da assimilação de muitas páginas de literatura revolucionária, da luta entre brasileiros e portugueses, em gestação desde a guerra holandesa e do preparo meticuloso, em dezenas de sociedades secretas, além de fatores econômicos múltiplos”. (01)

No brasão oficial de Crato (criado por Pe. Antônio Gomes de Araujo e Jorge Ranulfo) consta a simbologia dos revolucionários pernambucanos de 1817. Veja o centro do brasão

   Passados quase duzentos anos daquele episódio, e analisando de forma objetiva vários escritos e opiniões dos pesquisadores regionais chegamos à conclusão de que o que ocorreu no Cariri, em 1817, não foi uma simples disputa entre clãs familiares, como alguns historiadores escreveram no passado. Tratou-se, na verdade, de um confronto de ideias. De um lado, o proselitismo e ações concretas em favor dos ideais revolucionários e republicanos, feitos por membros da ilustre família Alencar, um dos clãs mais importantes do Sul do Ceará. O povo não apoiou os Alencares, que lutaram para impor uma ideologia estranha à mentalidade da sociedade caririense de então. Do outro lado, opondo-se a essas ideias republicanas, esteve Leandro Bezerra Monteiro, um homem dotado de profundas e arraigadas convicções católicas e monarquistas. 
   Relembre-se, por oportuno, que a fidelidade à Monarquia, por parte de Leandro Bezerra Monteiro e seu clã, motivou a concessão – partida do Imperador Dom Pedro I – da honraria ao ilustre cratense do primeiro generalato honorário do Exército brasileiro. Àquela época, embora em desuso, o posto de brigadeiro correspondia – na escala hierárquica do Exército Imperial – à patente de general.
    No mais, outro historiador cratense, José Denizard Macedo de Alcântara fez interessante análise sobre a mentalidade vigente na população do Cariri, à época da Revolução Pernambucana de 1817.  A conferir:
    “Um bom entendimento dos fatos exige que se considere a realidade histórica, sem paixões nem preconceitos. Ora, dentre os dados da evolução histórica brasileira há que se ter em conta o seguinte:
a)    a sociedade brasileira plasmou-se, em mais de três séculos, à sombra da monarquia absoluta, com todo o seu cortejo de princípios, hábitos, usos e costumes, não sendo fácil remover das populações esta herança cultural, tão profundamente enraizada no tempo;

b)    daí o apego aos Soberanos, a aversão às manobras revolucionárias que violentavam suas tradições éticas e políticas, os reiterados apelos de manutenção da monarquia absoluta, que aparecem, partidos de Câmaras Municipais – os órgãos públicos mais aproximados das populações – mesmo depois que Pedro I pôs em funcionamento o sistema constitucional de 1826;

c)    o centro de gravidade desta sociedade eminentemente rural era sua aristocracia territorial, única força social de peso na estrutura nacional, repartida em clãs familiares, e profundamente adita ao Rei, de quem recebia posições públicas e milicianas, além de outras benesses, sentimento este que mais se avolumara com a transmigração da Família Real, em 1808, pelo contato mais imediato com a Coroa, bem como pelos benefícios prestados ao Brasil, no Governo do Príncipe Regente;

d)    sendo insignificante a sociedade urbana, era mínima a capacidade de proselitismo da vaga liberal que varria o mundo ocidental, na época, restringindo-se a uma minoria escassa, embora ativa e diligente. (02)

    Donde se conclui que não houve simpatia, nem apoio da sociedade caririense às ideias republicanas da Revolução Pernambucana de 1817, difundidas no Sul do Ceará pelo seminarista José Martiniano de Alencar.


Fontes bibliográficas:
(01) FIGUEIREDO FILHO, J. História do Cariri. Vol. I. Edição da Faculdade de Filosofia do Crato, 1964.  p.61 
(02) ALCÂNTARA, José Denizard Macedo de. Notas preliminares in Vida do Brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro. Secretaria da Cultura, Desporto e Promoção Social do Ceará, Fortaleza, 1978. p.26

 (*) Armando Lopes Rafael é historiador. Sócio do Instituto Cultural do Cariri e Membro–Correspondente da Academia de Letras e Artes Mater Salvatoris, de Salvador (BA).

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