26 abril 2018

Revelada a verdadeira face do Imperador Dom Pedro I -- por José Luís Lira (*)


    No último domingo, dia 22, foi relevada com exclusividade, pela BBC Brasil, e depois reproduzida por outros veículos da imprensa nacional e internacional, a face do Imperador Dom Pedro I (1798-1834), reconstruída digitalmente, em modelo de imagem 3D, a partir de fotografia do crânio de Sua Majestade, registrada durante o trabalho de exumação de seu corpo, conduzido em 2012, por uma equipe da Universidade de São Paulo.
     O trabalho de reconstrução foi coordenado pelo advogado e pesquisador Dr. José Luís Lira, em parceria com o modelador digital Cícero Moraes e o fotógrafo Maurício de Paiva. O Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil, deu seu consentimento para a condução desse empreendimento e encarregou seu irmão e imediato herdeiro dinástico, o Príncipe Imperial do Brasil, Dom Bertrand de Orleans e Bragança, de acompanhar todo o processo.
      Na imagem, nosso primeiro Imperador aparece com o olhar firme e com o cabelo à moda da época; seu nariz apresenta uma fratura, resultado de uma queda de cavalo, e Sua Majestade porta suas comendas de Grão-Mestre das Imperiais Ordens de Pedro I, do Cruzeiro e da Rosa (Brasil) e da Real Ordem Militar de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa (Portugal), bem como as faixas unificadas das Ordens de Pedro I e do Cruzeiro e a banda das Três Ordens (de Nosso Senhor Jesus Cristo, São Bento de Avis e Santiago da Espada).
      De bom grado, registramos que, ao ser apresentado à imagem, em primeira mão, sem que antes lhe fosse dito que se tratava da reconstrução do rosto de seu tetravô, o Chefe da Casa Imperial, emocionado, exclamou, de pronto, “É Dom Pedro I!”; o Príncipe Imperial também ficou bastante impressionado com o resultado, e a imagem foi repassada aos demais membros da Família Imperial do Brasil, tendo todos ficado muito felizes por poder conhecer a face de seu venerando ancestral, o fundador da Nação Brasileira.
       Além dos acima citados, também colaboraram como trabalho de reconstituição o casal Sr. Antonio Augusto e Sra. Rita de Sá Freire, o jornalista Sr. Nelson Baretto e Sr. José Carlos Sepúlveda da Fonseca, Assessor do Príncipe Imperial do Brasil, e a Prof ª. Hayley Ribeiro de Barros Rocco, Secretária da Casa Imperial do Brasil.

(*) José Luís Lira é advogado e professor do curso de Direito da Universidade Vale do Acaraú–UVA, de Sobral (CE). Doutor em Direito e Mestre em Direito Constitucional pela Universidade Nacional de Lomas de Zamora (Argentina) e Pós-Doutor em Direito pela Universidade de Messina (Itália). É Jornalista profissional. Historiador e memorialista com vários livros publicados. Pertence a diversas entidades científicas e culturais brasileiras.

26 de abril de 1500: há 518 anos era celebrada a primeira missa no Brasil – por José Luís Lira (*)


A Primeira Missa no Brasil (Óleo sobre tele de Victor Meireles)

      Há 518 anos era celebrada a primeira Missa neste solo brasileiro, então dedicado à Santa Cruz. A celebração foi presidida pelo Frei Henrique Soares de Coimbra e no altar, além de uma cruz, estava a imagem de Nossa Senhora da Boa Esperança ou, simplesmente, Nossa Senhora da Esperança, que vinha na nau do descobridor Pedro Álvares Cabral que aportara no Brasil quatro dias antes, em 22 de abril de 1500.
      Em 1722, o Frei Agostinho de Santa Maria, no Santuário Mariano, editado em Lisboa, em 1723, argumenta que Nossa Senhora dos Prazeres possui o mesmo significado da devoção de Cabral, portanto, nós, devotos e filhos de Nossa Senhora dos Prazeres podemos dizer que Ela estava no Altar da primeira Missa celebrada no Brasil, também esteve na 2ª Missa, celebrada no dia 1º de maio. A imagem de Nossa Senhora da Esperança, encontra-se na Igreja Matriz, de Belmonte (Portugal), para onde foi transferida em 1960.
       A imagem está num altar, acompanhada pela imagem de Nossa Senhora Aparecida -- veja na foto acima -- oferecida a Belmonte pelo Brasil e, ainda, por uma réplica da cruz de ferro que se fez presente nas duas Missas celebradas pelo Frei Henrique Soares de Coimbra, no Brasil. (ver livro "Nossa Senhora dos Prazeres, de sua aparição em Portugal à devoção no Brasil", de José Luís Lira)

Ave Maria, gracia plena, Dominus tecum
benedicta tu in mulieribus
et benedictus fructus ventris tui, Iesus
Sancta maria Mater Dei
Ora pro nobis pecatoribus
nunc et in hora mortis nostrae.
Amem.

(*) José Luís Lira é advogado e professor do curso de Direito da Universidade Vale do Acaraú–UVA, de Sobral (CE). Doutor em Direito e Mestre em Direito Constitucional pela Universidade Nacional de Lomas de Zamora (Argentina) e Pós-Doutor em Direito pela Universidade de Messina (Itália). É Jornalista profissional. Historiador e memorialista com vários livros publicados. Pertence a diversas entidades científicas e culturais brasileiras.

23 abril 2018

Uns olhos - Por: Emerson Monteiro

De intensidade inigualável, seus olhos oferecem as raias do mistério do infinito inteiro e muito mais. Indicam a estrada que, quando bem palmilhada, levará ao tudo absoluto das horas sem fim amém das andanças inextinguíveis. Música das dimensões milenares, eles bem avaliam o tanto de focar o dadivoso das razões de Deus. Dois pomos de certeza em flor, configuram neles as crateras da perfeição e dos segredos do Cosmos. Olhos de vida, esperança e fé. Luz das primaveras de todas as estações, iluminam o escuro das largas e dolorosas ausências, esteios de primor na solidão das madrugadas insones. Em seus olhos quanto clarão de amor a envolver almas aflitas e trazer a calma. Olhos de inocência, transparência, janelas de alvorada e poder que simplesmente invadem o caminho do coração e arrastam peregrinos às eternas visões da amplidão, possibilidades antes só imaginadas, porém guardam sob as capas do sentimento o maior de todos eles, ondas impetuosas desse mar das existências, a contar do íntimo do seio o potencial das visões e luminárias de perdão e certeza. Olhos de realização, longe da pressa de chegar, contudo alimento dos famintos e das vagas. Uns olhos de esplendor e maravilhas que seguem silenciosos à frente dos passos dos que jamais desistem de plantar boas sementes nas searas do louvor, mãos que afagam e o dizer do quanto impera a fertilidade do sabor dos céus. Eu vi, sim, na força desses olhos grandezas, brilho, música, cores, o manjar de palavras reais, pérolas de suavidade que tocam as fibras do ser e transportam saudades e sonhos através das histórias deste chão de amores e virtudes; amor e luz vi nesses olhos. 

22 abril 2018

A luz do teu próprio ser - Por: Emerson Monteiro

O brilho incandescente dos milhões de sóis, eis em que o teu próprio ser  adormecia, potencial de tudo quanto há em todos os lugares do Universo e da Eternidade. Em ti havia nova criatura, isto nas vagas luzes de pequenos claros que ainda inebriavam a distância, certeza tão certa quanto a realidade a querer enxergar, astros adormecidos e visões guardadas. A chance que largavas atrás, enquanto o teu coração gritava liberdade, nas horas mortas de solidão e amargura. Passados inúteis instintos e sensações, logo adiante advêm os sentimentos, dos quais o rei de todos eles, o Amor, dorme ainda contigo nas noites profundas das perdidas aventuras.

Foram tantos os vazios em que trocaste a iluminação pelas agruras que jamais haverias de justificar e aceitar correr de ti enquanto o tempo esperava nas dobras dos caminhos. Longas noites de tormentas e a surda empreitada de jogatinas e furores. Tu, somente tu, testemunhavas o Eterno e apreciavas as douradas correntes que te prendiam aos rochedos da escuridão, sob tuas saudades do futuro, a indicar o quando de verdade conduzias através dos destinos vidas afora.

Nisto apenas silenciosas as músicas falavam ao íntimo das virtudes, mas tu nunca pensavas ouvir a voz dos céus na vastidão dos continentes da alma. Razões outras e notas harmoniosas, todavia, que sumiam aos desleixos da tua compreensão, mantinha a promessa de liberdade que um dia receberás. Atiravas lá longe o desejo no sacrário das suaves inspirações. Então, até quando, certa feita as portas se abrirão de plano à beleza e certezas infinitas de paz, de força descomunal, que dominará o espectro que desistirá das amarguras e abraçará o Sol de fulgor inextinguível. Luz, compreensão, cordilheiras de bênçãos, sublimidade na beleza infinita das existências. Nos corredores da consciência agora desperta o ser renovado que todos somos, no milagre da plenitude...

21 abril 2018

Inaugurada a “Areninha” do bairro do Seminário, em Crato

 A "Areninha" do bairro do Seminário
Com investimento de aproximadamente, R$ 1,6 milhão, sendo 80% custeados pelo Governo do Ceará, via Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS), e 20% pela Prefeitura do Crato foi inaugurada na noite de ontem a “Areninha” de Crato, localizada na Rua Mário Teixeira Mendes, com Rua Manoel Almino de Lima, bairro do Seminário.  O projeto “Areninha do Ceará” promove e estimula nova dinâmica social e a integração familiar nos municípios, a partir do esporte e do lazer. Os equipamentos contemplam espaços públicos urbanizados com gramado sintético, bancos de reserva, alambrados, rede de proteção, vestiários, depósito para materiais esportivos, iluminação, rampa de acesso para cadeirantes, paisagismo e pavimentação.
Fonte: Governo do Estado do Ceará

Notícias (boas) do Crato

Governador Camilo Santana vem no mês de maio a Crato inaugurar o Camelódromo


      Já aconteceu, no último dia 17, a entrega das chaves dos boxes do Camelódromo do Crato para os futuros permissionários. A entrega aconteceu no próprio equipamento, localizado no centro da cidade. Orçada em R$ 1,6 milhões, a obra, que atende todas as normas de segurança, no combate a incêndios e prevenção de acidentes, terá sua inauguração oficial no próximo mês de maio, com a presença do Governador Camilo Santana. Serão 179 comerciantes beneficiados pela nova infraestrutura, que comportará uma área com praça de alimentação, quatro banheiros, adaptados para deficientes e também uma área administrativa. Os permissionários terão direito a comercializar seus produtos com total estrutura, tais como confecções, plantas medicinais, variedades, temperos, frutas e verduras, artesanato, chaveiros, ferragens, calçados, dentre outros.

Até que enfim: Avenida de Crato terá Dom Vicente Matos como patrono

       Por outro lado, aguarda-se que – na próxima vinda do governador a nossa cidade – Camilo Santana prestigie a sanção da Lei Municipal, (que será apresentada na Câmara de Vereadores nesta 2ª feira, 23 de abril) a qual denomina uma avenida de Crato como “Dom Vicente de Paulo Araújo Matos”. O vereador Pedro Lobo (PT) é quem apresentará este projeto, corrigindo, assim, esta gritante omissão, há muito tempo reclamada pela população cratense.
       Como é do conhecimento geral, o dia 11 de junho de 2018, marcará os cem anos de nascimento de Dom Vicente de Paulo Araújo Matos, terceiro bispo da Diocese de Crato.  Esta efeméride será festivamente comemorada, com uma série de eventos, como forma de reconhecimento e gratidão pela gigantesca obra deixada por Dom Vicente Matos, ainda presente nos dias atuais em Crato e no Cariri.    
        A inciativa dessas festividades partiu da Diocese de Crato, em parceria com a Prefeitura Municipal de Crato/Câmara de Vereadores de Crato/Universidade Regional do Cariri/Fundação Padre Ibiapina/ Instituto Cultural do Cariri/ Academia de Cordelistas de Crato e Seminário São José. Na coordenação dos eventos está o Pe. José Vicente Pinto Alencar da Silva – Vigário Geral da Diocese de Crato e Cura da Catedral de Nossa Senhora da Penha.

Prédio do antigo Seminário da Sagrada Família abrigará Centro Cultural de Crato

     Durante o evento da solenidade que marcou a assinatura para ordem de serviço da reforma do Parque de Exposição Pedro Felício Cavalcanti, em Crato, o Governador Camilo Santana reforçou a ideia da construção de um  Centro Cultural na cidade de Crato. Será o segundo Centro Cultural do Cariri, já que em Juazeiro do Norte funciona o Centro Cultural do BNB.
 “Será algo semelhante ao que o Instituto Dragão do Mar de Arte e Cultura representa para Fortaleza. A ideia é fazer uma grande arena, com teatro, cinema, área de lazer, parque de exposições. Estamos também comprando o Teatro Rachel de Queiroz, que iria a leilão. O projeto está lindo, pronto para licitar. E, se Deus quiser, virei aqui em breve para dar a ordem de serviço”, disse o governador.

Alguém está lembrado? Hoje, 21 de abril, é feriado nacional



    Todos os anos, no dia 21 de abril, o Brasil comemora o dia de Tiradentes, personagem restaurado após o golpe militar que implantou a forma de governo republicana no Brasil – em 15 de novembro de 1889 – quando passou a ser considerado o mártir da Inconfidência Mineira.
    Mas quem foi exatamente Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes? E de que forma ele contribuiu para o país?
     O professor de história Jorge Luiz Buerger explica que este foi o dia da execução de Tiradentes, no ano de 1792. A data foi instituída como feriado nacional somente no período republicano, ou seja, no final do século XIX. “Os historiadores entendem esta decisão como resgate de um movimento, que só no início do século XX passou a ser  considerado como “o primeiro a lutar pela independência do Brasil”. Assim, Tiradentes passou a ser um herói nacional”, diz. Ninguém, em Crato, comemora o feriado nacional de 21 de abril. Como também ninguém – em Crato –  comemora outro feriado nacional: o 15 de Novembro.

Não custa recordar: "A Tradição republicana em Crato" – por Armando Lopes Rafael

 (Excertos de um artigo publicado há 18 anos na revista "A Província" – nº 18, ano 2000)


   O “ôba-ôba” tão característico destes tempos medíocres, quando a maioria das pessoas não tem profundidade em nenhum assunto; quando a televisão “faz a cabeça” da massa ignara; nos obriga a ouvir, vez por outra, falar sobre a alardeada, mas inexistente,  “tradição republicana” de Crato. Isso é uma falácia!
   O leitor me conceda só um tempinho, para eu justificar o meu pensamento. Começo por lembrar que o aniversário do golpe militar que implantou a República – em 15 de novembro de 1889 – nunca foi comemorado em Crato. Nesta cidade o povo comemora muitas datas: 7 de setembro, 21 de Junho, 1º de setembro (Nossa Senhora da Penha), 19 de março (São José) festeja as datas de São Francisco, dentre outras. Agora, “comemoração” nos dias 21 de abril (Tiradentes) e  15 de Novembro – data da “Proclamação da República” – nunca se viu por aqui.
     E por que isso acontece? Ora, o  Crato, durante 149 anos (de 1740 quando foi fundado,  a 1889, quando houve o golpe militar que empurrou goela abaixo da população a forma de governo republicana) viveu sob a Monarquia. Não se apaga facilmente um século e meio na vida de um povo. Basta dizer que dos 70 anos que o comunismo dominou a Rússia com chicote e baioneta não restou nada de concreto. Imagine 149 anos. Por isso, no imaginário popular,  persiste a ideia de que a Monarquia é algo de elevado nível, respeitoso, honesto e bom.
     Tanto isso é verdade que, ainda hoje, quando o povo reconhece numa pessoa certos méritos ou qualidades acima do comum, costuma dar-lhe o título de “Rei”. Por isso temos ou tivemos; “O Rei Pelé”, “O Rei Roberto Carlos”, “O Rei do Baião”, “O Príncipe dos Poetas Populares” (o repentista Pedro Bandeira) etc. E o que dizer dos concursos que se realizam para escolha da “Rainha do Colégio”, “Rainha da Exposição”? e de nomes de lojas como “O Rei da Feijoada”, “O Império das Tintas”? Ou nomes como “Rádio Princesa FM”, “Colégio Pequeno Príncipe”?      No duro – no duro mesmo – “República” para o povo é apenas sinônimo de "república de estudante", ou seja, uma casa bagunçada, desorganizada.  “República” continua a ser, no imaginário popular, a lembrança da roubalheira, das propinas pagas aos políticos, da incompetência, da demagogia, da falta de segurança, da falência da saúde pública, da precariedade da educação pública, das filas dos aposentados (expostos ao sol e à chuva) na fila das calçadas dos Bancos para receber suas míseras aposentadorias, das obras públicas inacabadas, da falta de respeito para com a população, do grosso do noticiário que chega pela televisão aos nossos lares: "Mensalão", "Petrolão", Lava Jato, Delação Premiada, malas com milhões encontradas em apartamento, prisão de políticos corruptos em Curitiba, soltura desses políticos por alguns ministros do Supremo Tribunal Federal, e outras mazelas dessa Ré Pública

Restabelecendo a verdade histórica -- por Otto de Alencar de Sá-Pereira (*)

    
   Tiradentes é um dos mais graves enganos da História, contada a partir da república. Há algumas décadas passadas celebrava-se o 22 de abril. Nada mais justo: descobrimento do Brasil: Agora não. O 22 de abril passou há um dia qualquer desapercebido de comemoração, fazendo o povo esquecer-se da data. E aí passou-se a celebrar o 21 de abril de abril: Tiradentes! Mas, por que Tiradentes? O Império tivera, em sua história, muitos ícones a comemorar. Além de D. Pedro I, de D. Pedro II, de D. Leopoldina, de D. Amélia, de D. Thereza Christina e da Princesa Isabel, o Império tivera Caxias, Osório, Tamandaré, Barroso, Porto Alegre, Zacarias de Góes e Vasconcellos, Paraná, Paulo Barbosa, Ouro Preto, Alencar, Castro Alves, Amoedo, Gonçalves Dias, Silveira Martins, Ferreira Viana, Carlos Gomes, Mena Barreto, Pirajá, etc. etc. etc.
    A República precisava também de um ícone. Deodoro… nem pensar! Arrependera-se de ter proclamado a República e era amigo do Imperador. Floriano Peixoto? Credo em Cruz! Mandou passar a fio da espada, 400 guardas-marinha da Esquadra Imperial, na Revolta da Armada. Prudente de Morais? Não. Chacinou Antônio Conselheiro e todos de Canudos. Campos Salles? Rodrigues Alves? Affonso Penna? Não poderiam servir. Antes da República, eram Conselheiros do Império. Barão do Rio Branco? Como um ícone da República pode ser um Barão? Jamais. Santos Dumont? Era amigo íntimo da Família Imperial no exílio de Paris. Oswaldo Cruz? Foi um grande médico, sanitarista, do período republicano, mas discípulo de outro médico, o Barão de Motta Maia, que acompanhou a Família Imperial, no exílio.
     Marechal Rondon? Talvez, mas tinha sangue e cara de índio! Washington Luís? Foi deposto por Getúlio, não serve também. Quem sabe, o próprio Getúlio? O homem dos trabalhadores. Mas… como, ícone de uma República que se diz liberal e democrática… um ditador? Amigo de Hitler, de Mussolini e de Plínio Salgado, que, por sinal, traiu?
     Nenhum deles, portanto, serve de ícone republicano, mas e o alferes Tiradentes? Não é muito insignificante? Ainda mais que nas horas vagas era barbeiro, e como, costume da época, também arrancava dentes: “Cabelo, barba e dentes”, por favor, e o fulano sentava-se, corajosamente, na cadeira do “Tiradentes”. É insignificante e acabou louco, antes de ser enforcado. (Se é que foi, há dúvidas; como era “maçon”, o teriam salvo e trocado por outro, também condenado à morte. Suspeita-se). É um simples alferes, tirador de dentes. Não faz mal. Nós o inventamos. Com quem ele precisa parecer-se? Claro! Com Jesus! O mártir da pátria! Vamos por lhe barbas (os enforcados tinham cabelo e barba raspados, antes da execução). E criar sua História” Será o Ícone da República, já que não há nenhum outro. Foi um patriota republicano. Haverá dúvida? Mas por que não agiu como os demais, tirando o corpo fora? Terá sido mesmo como patriota? Ou como irresponsável, por causa da loucura?
(*) Otto de Alencar de Sá-Pereira, advogado, professor e historiador.
(Texto integral ler: http://portalconservador.com/tiradentes-um-dos-mais-graves-enganos-da-historia/)


19 abril 2018

Crônica do fim-de-semana (por Armando Lopes Rafael)

Cratenses sonham com um prefeito empreendedor e antenado com o século XXI
     A cada quatro anos, num domingo do mês de outubro, os cratenses comparecem às urnas para eleger um novo prefeito. Entra prefeito, sai prefeito e, infelizmente, o que temos visto é a mesmice de sempre na Prefeitura de Crato: o marasmo e a falta de um gestor visionário, capaz de mudar – para melhor – a qualidade de vida da população da Princesa do Cariri. Ora bolas, já estamos cansados de escutar que o município não tem recursos; que a obrigação primordial de um prefeito é elaborar ações públicas para a saúde, educação, habitação... Não só isso!

    Hoje, quando acordamos – e saímos de casa para enfrentar novo dia de trabalho – deparamo-nos   com deficiências gritantes que acometem esta Mui Nobre e Heráldica Cidade de Frei Carlos. Pomposo assim!

Quem mora nos bairros Zacarias Gonçalves, Lameiro, Parque Grangeiro, Novo Horizonte, Grangeiro, Coqueiro, dentre outros, começa o novo dia já enfrentando um trânsito caótico; vendo os veículos entupindo as ruas estreitas do centro (quase todas esburacadas). A coisa só melhora quando atingimos as vias de acesso a Juazeiro do Norte. Em Crato, a frota de veículos aumenta toda semana. E há décadas, os últimos prefeitos não abriram uma única nova via de acesso alternativa, para entrada e saída de carros nos bairros acima citados. Não tem rua ou avenida por onde o trânsito caótico possa fluir nos horários de congestionamento e “rush”.

        Nossas praças continuam malcuidadas. Experimentem contar os buracos existentes no piso da Praça Alexandre Arraes, ou seja, a Praça da Quadra Bicentenário. Nossos logradouros não possuem jardins com plantas ornamentais.  Por outro lado, ninguém lembra mais quando foi a “prisca era” que a Prefeitura de Crato realizou uma campanha de arborização de nossas ruas.

        Hoje, ruas outrora limpas e bem cuidadas – como a Tristão Gonçalves e Monsenhor Esmeraldo –  convivem com o lixo e entulhos de construções em suas calçadas. Sem falar no desprezo pela pavimentação, onde se misturam pedras soltas com o asfalto. Convenhamos, as ruas de Crato– salvo raras exceções – estão feias e malcuidadas. Vem a SAAEC, tapa um vazamento, e deixa pedras mal colocadas no local do conserto. Aliás, nas duas ruas acima citadas, a atual administração não teve força para impor, sequer, o sistema de estacionamento de carros chamado “Zona Azul”. Os flanelinhas continuam a dominar aqueles espaços.  Prolifera no centro da cidade o comércio irregular dos camelôs, sonegando espaço para os transeuntes.  O Centro de Crato virou o simulacro de um “mercado persa”.

       Por isso, a população cratense alimenta o sonho de que, em 2020, apareça uma liderança política que elimine o atual estado de abandono desta cidade. Quem sabe, não surja um candidato nos moldes de Agenor Neto, ex-prefeito de Iguatu, que transformou aquela cidade. Cada espaço opaco de Iguatu (nas administrações de Agenor Neto) foi limpo e transformado num jardim. O calçamento das ruas foi todo refeito e era constantemente conservado. As praças de Iguatu ganharam projetos paisagísticos. Suas ruas foram arborizadas. As transformações sócio-espaciais de Iguatu – à época da gestão de Agenor Neto –, continuam ainda servindo de modelo para gestores competentes, bem-intencionados, dinâmicos, que priorizam o bem-estar da população de suas urbes. É este o sonho da população cratense. E só faltam 2 anos e 5 meses para as eleições municipais de 2020...
Abaixo, fotos de Iguatu na época da administração de Agenor Neto
 Abaixo, decoração de Natal na cidade de Iguatu
          

19 de abril: Dia de Santo Expedito

     Em Crato, existe uma imagem de Santo Expedito no Santuário Eucarístico Diocesano, que funciona na igreja de São Vicente Férrer, no centro da Cidade de Frei Carlos.
Santo Expedito foi chefe de uma legião romana na Armênia e guardava as fronteiras orientais do império contra ataques de bárbaros da Ásia em suas constantes investidas ao império Romano. Para tanto, Expedito era dotado de coragem, e se apoiava em sua fé.
     Expedito, era um apelido romano que exprimia o traço dominante de sua personalidade: presteza e prontidão. Apesar de sua fidelidade ao Império Romano, Santo Expedito e seus companheiros foram obrigados a passar pelo martírio em inteiro, pois além de padroeiro das causas urgentes é também padroeiro dos militares, estudantes e viajantes.
   

Parque de Exposição do Crato será o maior do Nordeste após reforma

    O governador Camilo Santana esteve no município do Crato, na região do Cariri, cidade onde nasceu. Acompanhado da primeira-dama do Estado, Onélia Santana, o chefe do Executivo assinou a ordem de serviço das obras de reforma e ampliação do Parque de Exposição Pedro Felício Cavalcante, que anualmente recebe a Exposição Agropecuária do Crato (Expocrato). Após a reforma, o local será o maior da área de todo o Brasil ainda em 2018. Durante a solenidade, Camilo também autorizou a reforma do sistema de abastecimento d’água da cidade.

      “Estou aqui por causa de dois grandes anúncios. Um deles, uma obra, com investimento de mais de R$ 45 milhões, que vai recuperar e ampliar todo o sistema de abastecimento de água do Crato. E também autorizando a deixar esse o maior parque de exposição pecuária do Nordeste. A parte que ninguém conhece vai passar a conhecer, essa áreas de shows vai ficar ainda mais bonita. Vamos preservar a antiga casa do Corpo de Bombeiros, que será um patrimônio histórico. Essa reforma vai custar mais de R$ 35 milhões e o compromisso é que fique pronta antes de julho, para a Expocrato, do jeito que o povo da cidade merece”.

       As obras do novo Parque de Exposição Pedro Felício Cavalcante, cujo terreno onde vai ser construído foi conferido de perto pelo governador no turno da tarde, ficarão a cargo da Secretaria da Agricultura, Pesca e Aquicultura (Seapa). O equipamento terá um total de 21 edifícios, dedicados às diferentes funções, como recepção, boxes para artesanato, sala multifunções/exposições/museu, e uma sala dedicada aos engenhos de rapadura que fazem parte da história local.
      Com a reforma, o Parque de Exposições terá duas grandes zonas; a zona do recinto da feira, onde se concentram os edifícios e constitui o principal programa permanente, e a zona de parque/eventos temporários, constituídas maioritariamente por zonas livre e áreas verdes, destinadas a acomodar grandes eventos complementares às boxes dedicadas às exposições e feiras. As obras serão fiscalizadas pelo Departamento de Arquitetura e Engenharia do Ceará (DAE).
Fonte: Governo do Estado do Ceará

Centenário de nascimento de Dom Vicente Matos será comemorado na cidade de Crato














Na foto acima, São João Paulo II recebendo o 3º Bispo de Crato, Dom Vicente de Paulo Araújo Matos (à direita).

   O dia 11 de junho de 2018, marcará os cem anos de nascimento de Dom Vicente de Paulo Araújo Matos, terceiro bispo da Diocese de Crato.  Esta efeméride será festivamente comemorada, com uma série de eventos, como forma de reconhecimento e gratidão pela gigantesca obra deixada por Dom Vicente Matos, ainda presente nos dias atuais em Crato e no Cariri.
     A iniciativa dessas festividades partiu da Diocese de Crato, em parceria com a Prefeitura Municipal de Crato/Câmara de Vereadores de Crato/Universidade Regional do Cariri/Fundação Padre Ibiapina/ Instituto Cultural do Cariri/ Academia de Cordelistas de Crato e Seminário São José. Na coordenação dos eventos está o Pe. José Vicente Pinto Alencar da Silva – Vigário Geral da Diocese de Crato e Cura da Catedral de Nossa Senhora da Penha.

As festividades
      Em reunião realizada ontem, dia 18, os representantes das instituições citadas, além de intelectuais e pessoas gradas da sociedade cratense, definiram – dentre outras – as seguintes providências:
– Realização de um tríduo espiritual – entre os dias 08 e 10 de junho vindouro – que constará de três celebrações eucarísticas na Catedral de Crato;
–  Denominação de uma rua ou avenida de Crato com o nome de Dom Vicente de Paulo Araújo Matos, corrigindo uma omissão há muito reclamada pela população cratense;
– Realização de uma sessão especial da Câmara Municipal de Crato, no próximo dia 11 de junho, para homenagear Dom Vicente Matos, considerado “O maior benfeitor” desta cidade;
– Proposta visando à implantação de um pequeno memorial, para preservar fotos, imagens e objetos pessoais de Dom Vicente Matos;
– Restauração da Gruta de Nossa Senhora de Lourdes, existente no pátio interno da Fundação Padre Ibiapina, construída por Dom Vicente de Paulo Araújo Matos, cujos trabalhos ficarão a cargo do Dr. Geraldo Correia Braga, Diretor da Rádio Educadora do Cariri e fundador da Missão Resgate, instituição católica-missionária que tem sede em Crato;
– Afixação de uma placa de mármore, no interior, ou no entorno da Catedral de Crato, alusiva ao centenário de nascimento de Dom Vicente Matos;
 – Oficialização da Biblioteca Dom Vicente Matos, no Seminário Diocesano São José de Crato, cujo acervo já se encontra em poder daquele educandário;
– Realização de um programa especial, a ser levado ao ar no dia 11 de junho de 2018, através da Rádio Educadora do Cariri, sobre a pessoa e o legado deixado por   Dom Vicente Matos para a cidade de Crato e para a região do Cariri.
***   ***  ***
     Nova reunião da Comissão que coordena a programação dos festejos do centenário de nascimento de Dom Vicente Matos está prevista para o dia 25 de abril, na Rádio Educadora do Cariri.

18 abril 2018

Pega da tua cruz e me segue - Por: Emerson Monteiro

Há nisso de renúncia à própria existência prevista nos calendários da sorte. Um tal de esquecer-se de si mesmo e somar impossíveis aos passos. Acender outras luzes consistentes e imaginárias, porém longe dos afazeres toscos do chão das almas. Aceitar a dor qual fator de risco e promissão. Entregar o ego no altar do Eu, sacrifício que lembra João Batista no que lhe aconteceu. Após batizar Jesus no Rio Jordão, dali já sabia de que a sua missão se findava. Ele tratou de recolher as tralhas na mochila e abraçar sua paixão, no desfecho que logo viria, história sabida e comentada pelo correr das gerações. 

O que o moço rico não aceitaria, ao ser convidado por Jesus a segui-lo. Ainda não estava preparado a perder o mundo. Carregaria lá mais à frente a fuga das ilusões e histórias humanas que voam feito pó no espaço mundo afora. Abrir mão do certo, do ponto de vista material, pelo esplendor dos invisíveis, razão de tudo, porém nascido na memória dos quantos vivem o drama da purificação do Ser.

Nisto o tanto do tema religioso sob conceito de religiosidade original, no íntimo dos seres cientes que buscam revelação através das vidas. Elaboração do mecanismo das existências. Olhares inteligentes, no entanto carentes de precisão naquilo que exercem os valores naturais. Quem sabe de tudo já agora? Poucos, raros, raríssimos. Sidarta Gautama, o Buda, diria que existem alguns que descobrem essa luz de consciência, uns vinte, talvez, dentre multidões de civilizações.

Contudo estamos nesta missão de salvação. Outros motivos só explicam, todavia terminam diante das cordilheiras em que o tempo faz dimensão. Carece coragem, a extensão maior do poder dos humanos através da vontade opcional da liberdade. Correr?... Não sabem aonde. Usufruir, eis o que resta nos selos dos objetos que somem; fruir dos bens oficiais da carne e da poeira, e pronto. Será apenas isto? 

(Ilustração: Angelus, de Jean-François Millet).

17 abril 2018

Raízes dos acontecimentos - Por: Emerson Monteiro

O conceito budista revela que reencarnamos por conta do carma, balanço do mal e do bem que nos leva através das vidas sucessivas até chegar no dharma, ou encontro definitivo com a Perfeição da infinitude. Enquanto não organizar tal mecanismo, nem pensar em equilíbrio eterno das condições da consciência em todos nós. Daí dizerem eles, os budistas, que quem reencarna é o carma, na via do autodescobrimento pelos universos da alma sem fim, marcas da evolução.

E os acontecimentos são fruto disso, dos carmas somados que regressam no esforço de livrar de si a matéria e achar a transcendência. Todos, nas suas pequenas naves individuais, a vagar nos serões das vidas, são autores pessoais do próprio merecimento. Por mais e muitos sejamos, obedecemos às tendências que a Natureza concede, nos dramas/comédias dessa possibilidade. Autores e atores, nos domingos dessa perenidade, senhores só aparentes da residência onde habitam cá dentro do eu, tangemos sonhos em forma de histórias particulares, outrossim influências inevitáveis da rua dos acontecimentos ali de fora, no passeio do Tempo, e nós dentro dele a observar as vidas, então.

Queiramos, sim ou não, estamos sujeitos aos fatores ocasionais de tudo quanto há, nas batalhas de encontrar a iluminação ansiada desta jornada pelos campos do Senhor. Notas interligadas de sinfonia miraculosa, exercemos papéis por vezes desencontrados até compreender a tal transformação que reclamamos dos outros e ser bem aqui dentro de nós criaturas humanas.

Nisso, nas águas que deslizam dos céus, deslizamos feitos gotas em busca do oceano da imortalidade. Parceiros dos jogos transitórios, pois, cruzamos as vistas no bem-estar dos dias, olhos presos nas intenções e prendas escorrem entre os dedos e chamamos sorte. Nada, contudo, sendo além de meras resultantes das ilusões que esmagam e constrangem, enquanto deixávamos de lado, quase sempre, a certeza da Felicidade, desde que construamos o Destino  A sós, na solidão desse deserto, virá a hora de partir aos novos conceitos que nos aguardam.

(Ilustração: Foto de Oyama Yukio).

Lembrando o Visconde de Ouro Preto, o último Primeiro Ministro da honrada monarquia brasileira – por Armando Lopes Rafael


“O Parlamento no Império era uma escola de estadistas, 
na República virou uma praça de negócios". Ruy Barbosa

   Amargas e atuais palavras, essas palavras de Ruy Barbosa. Lembrei-me delas ao recordar a figura do político Afonso Celso de Assis Figueiredo – o Visconde de Ouro Preto. Nascido em Ouro Preto (MG) em 2 de fevereiro de 1836, ele faleceu no Rio de Janeiro em 21 de fevereiro de 1912. 
    O Visconde de Ouro Preto foi o último Presidente do Conselho de Ministros do Império do Brasil, cargo que hoje chamaríamos de Primeiro Ministro. Naquela época o Brasil era uma democracia parlamentarista. E todas as decisões políticas eram feitas por parlamentares (senadores e deputados gerais) sob a vigilância do Poder Moderador, exercido pelos Imperadores brasileiros.
        É de autoria do Visconde de Ouro Preto o texto abaixo, que transcrevo para o conhecimento das novas gerações. A conferir.
    "O Império não foi a ruína. Foi a conservação e o progresso. Durante meio século, manteve íntegro, tranquilo e unido território colossal. O império converteu um país atrasado e pouco populoso em grande e forte nacionalidade, primeira potência sul-americana, considerada e respeitada em todo o mundo civilizado.
     Aos esforços do Império, principalmente, devem três povos vizinhos o desaparecimento do despotismo mais cruel e aviltante. O Império aboliu de fato a pena de morte, extinguiu a escravidão, deu ao Brasil glórias imorredouras, paz interna, ordem, segurança e, mas que tudo, liberdade individual como não houve jamais em país algum.       
       Quais as faltas ou crimes de Dom Pedro II, que em quase cinquenta anos de reinado nunca perseguiu ninguém, nunca se lembrou de uma ingratidão, nunca vingou uma injúria, pronto sempre a perdoar, esquecer e beneficiar? Quais os erros praticados que o tornou merecedor da deposição e exílio quando, velho e enfermo, mais devia contar com o respeito e a veneração de seus concidadãos? A república brasileira, como foi proclamada, é uma obra de iniquidade. A república se levantou sobre os broquéis da soldadesca amotinada, vem de uma origem criminosa, realizou-se por meio de um atentado sem precedentes na história e terá uma existência efêmera!"
Visconde de Ouro Preto

 

16 abril 2018

A divindade da música - Por: Emerson Monteiro

Quão de maravilhoso a música, beleza que chega tão perto de Deus. Eis o segredo da audição, que toca a alma da gente e revela grandeza absoluta nos sentimentos. De suavidade que transcende valores só materiais, a música abre portas aos encantos invisíveis do Universo; mostra meandros de mistérios inigualáveis aos outros sentidos. Para além das palavras e junto de outras falas e tons, permite ao coração penetrar doces dimensões da espiritualidade. Há que dizer que quem canta reza duas vezes. Uma religião de melodias a inspiração sublime da canção, nas partituras de ritmos e naipes. Música, divina música.

Estudos consideram que poesia é a filosofia no estado original, através de que os escritores transcrevem segredos de mundos inalcançáveis ao comum dos mortais. Nos poemas, a razão encontra o coração e transmite força de viva verdade interna às pessoas, enquanto a música bem significa já o coração a recorrer aos instrumentos da razão material na formação dos sentimentos em forma de enlevo e revelação das fibras íntimas do ser em notas e sabores doutras percepções. A religião no estado puro. Daí, os códigos acessíveis a toda cultura humana por meio da música divina.

A oralidade, ao seu modo, conduz religiões aos milênios. O mesmo ouvido que recebe a sublimidade da música também oferece espaço aos ensinos da consciência pela mística de voz e ouvidos vida afora.

Abre assim a música os portais da imortalidade na beleza dos sons que propagam na luz e amplia visões e sentimentos. Ciência de extrema valia durante o desenvolvimento da Humanidade, sustenta os laços da sensibilidade e dos amores puros. Quantas paisagens infinitas e eternas multiplica a música no correr do tempo. Sentido abstrato por natureza, a audição testemunha existência das possibilidades da mente e do coração em um amálgama requintado. Ali ambos reúnem em único bloco o supremo poder de tudo quanto existe e existirá, harmonia dos sons que no princípio era o Verbo, e Ele, ao se fazer carne, veio habitar entre nós, eco perfeito da perene Eternidade mãe.

As voltas que o mundo dá: Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) ocupa triplex do Guarujá: "se é do Lula, é nosso"


Fonte: Agencias de Notícias, 16-04-2018.

    Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e a Frente Povo sem Medo ocuparam na manhã de hoje (16) o apartamento triplex, no Condomínio Solaris, em Guarujá (SP). O imóvel é o foco das investigações que levaram o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à prisão, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.
     Lula foi condenado a 12 anos e um mês de detenção. De acordo com as investições, o imóvel e a reforma, estimados em R$ 2,4 milhões, foram feitos pela empreiteira OAS em favorecimento da empresa em contratos na Petrobras.
     A ocupação foi divulgada nas redes sociais da Frente Povo Sem Medo e pelo pré-candidato à Presidência pelo PSOL, Guilherme Boulos, coordenador do MTST. Os manifestantes colocaram a bandeira do movimento e faixas na fachada do prédio com mensagens "Povo sem medo" e "Se é do Lula, é nosso".
 Foto: Guilherme Boulos Twitter / Reprodução

    Boulos postou a seguinte mensagem em seu Twitter após a ocupação: "O triplex do Guarujá foi ocupado pelo Povo Sem Medo. Se é do Lula, o povo pode ficar. Se não é, Sérgio Moro precisa explicar porque ele está preso".
     O ex-presidente está preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR) desde último dia 7. Até o momento, a Justiça Federal e o Ministério Público Federal não se pronunciaram a respeito da ocupação do triplex.

Crise sem fim: Em grave situação financeira, Correios cobram R$ 3,2 bilhões da União


Estatal pede a devolução de dividendos à sua controladora, referentes a dividendos transferidos em excesso ao governo federal quando a companhia ainda era rentável
Fonte: jornal “Estado de Minas”, 16-04-2018.

    Brasília – Em grave situação financeira, os Correios estão cobrando da União, sua controladora, a devolução de R$ 3,2 bilhões referentes a dividendos transferidos em excesso ao governo federal quando a companhia ainda era rentável. O foco da discórdia são os repasses feitos entre 2007 e 2013.
No período, os Correios transferiram, em valores atualizados, R$ 8 bilhões à União quando a legislação das sociedades por ações – que regulou os repasses entre 2007 e 2010 –e, posteriormente, o estatuto da companhia limitavam o pagamento obrigatório de dividendos a R$ 4,8 bilhões. Só entre 2011 e 2013, quando o estatuto já limitava o pagamento de dividendos para a União a 25% do lucro líquido apurado no exercício, foram transferidos quase R$ 3 bilhões.
A direção da companhia argumenta que o recolhimento excessivo de dividendos comprometeu a capacidade de investimento e a viabilidade econômico-financeira dos Correios. Na tentativa de rever esses recursos, a estatal, em ofício encaminhado há três semanas, solicitou para a Advocacia-Geral da União (AGU) a abertura de um processo de conciliação.
    Procurada, a AGU informou que o pedido está sob análise. Se aceito, o impasse deverá ser encaminhado à câmara da AGU responsável por negociar acordos amigáveis em controvérsias entre órgãos e entidades da administração pública.

Barrabás novamente aclamado -- por Pedro Henrique Antero (*)



     O Brasil vive momentos de difícil compreensão dos valores que até então foram cultuados em nossa sociedade. A operação Lava Jato tem tentado, ao longo dos últimos anos, aplicar a lei brasileira para os casos de corrupção dos políticos e dos empresários poderosos.
    Esses têm sido, infelizmente, a razão maior da miséria do povo e do mal-estar geral da população.
    Em relação ao ex-presidente Lula, líder da corrupção sistematizada no País, expressiva parte de brasileiros entende que ele não deveria ter sido investigado e nem muito menos condenado à prisão. Para esses, o Ministério Público e o Juiz Sérgio Moro foram simplesmente algozes de um inocente. E, ainda, preferem tê-lo novamente como presidente.
    Na data em que Lula foi preso, houve um culto chamado ecumênico à frente do sindicato dos metalúrgicos. Ali estavam alguns “sumos sacerdotes católicos”, cercados por uma turba que brandia contra Sérgio Moro e exigia a libertação de Barrabás. Moro que tem cumprido exclusivamente o seu dever profissional de julgar e tentar livrar o país dos desonestos era considerado um criminoso. Lula, ao contrário, revestido da figura de Barrabás, foi aclamado inocente.
    Na ocasião do culto, Lula, parcialmente ébrio, discursou aos líderes dos principais movimentos sociais para afirmar que sua prisão é devida, exclusivamente, ao fato de sempre ter defendido os pobres.
    Será que poderíamos dizer o mesmo acerca de Sérgio Cabral, Paulo Maluf, Eduardo Cunha, Antonio Palocci, Leo Pinheiro e Marcelo Odebrecht ? Esses, investigados ou condenados por motivos semelhantes aos de Lula, reivindicam também suas inocências.
    A organização para roubar grande volume de dinheiro público foi além das fronteiras brasileiras. Dirigentes de países sul-americanos estão também envolvidos na corrupção que teve origem no dinheiro emprestado pelo BNDES e na presença da Odebrecht. E tudo isso coordenado pelos governos de Lula e Dilma, que, segundo eles mesmos, lutaram sempre em favor dos mais pobres.

(*) Pedro Henrique Antero. Professor de Ciências Políticas. E-mail: phantero@gmail.com

Guia reúne 89 espécies vegetais da Floresta do Araripe-Apodi


Fonte: jornal O POVO, 16-04-2018.
Durante um ano e meio, pesquisadores do Ceará, Pernambuco e Paraíba trilharam a Floresta Nacional do Araripe-Apodi. Pelas veredas abertas onde o Cariri é mais verde, atravessaram cerrado, carrasco e floresta úmida, registrando a diversidade da flora. Murici branco, maracujá do mato, besouro, pequi. A travessia foi resumida em 130 imagens de 89 espécies vegetais pertencentes a 35 famílias.
O Guia de Plantas da Floresta Nacional (Flona) do Araripe-Apodi está disponível no site do The Field Museum, de Chicago (EUA). O endereço virtual hospeda guias de plantas, animais, algas, fungos e liquens de várias regiões do mundo.
TIPOS DE VEGETAÇÃO
Chapada do Araripe
Cerrado: espécies vegetais com formato tortuoso, solo mais rico em alumínio, caules retorcidos, ambiente mais aberto que a mata úmida, pobre em espécies de cactáceas.
Carrasco: hábito pequeno, os caules são mais retilíneos em comparação à caatinga, presença de trepadeiras (cipós), sem espinhos. As espécies vegetais estão próximas e entrelaçadas.
Floresta úmida: espécies linheiras, com altura superior a dez metros, pobre em gramíneas e muito rico em matéria orgânica morta formada por folhas secas e galhos. Esta área florestada ocorre sob um clima tropical, com dois períodos bem distintos: um chuvoso e outro seco.
Apesar da sazonalidade na precipitação, mantém mais de 80% da cobertura foliar durante todo o ano.
Multimídia
Confira o Guia de Plantas da Floresta Nacional (Flona) do Araripe-Apodi
http://fieldguides.fieldmuseum.org/pt-br/guias/guia/98