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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Hoje começam as transmissões da Nova TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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01 outubro 2016

1º de outubro: Há 108 anos, Henry Ford lançava o primeiro carro popular da história


Site da revista VEJA: Polícia Federal prende assessora da primeira-dama do Ceará e Barbalha ganha as manchetes Brasil afora...

Ana Quitéria, que trabalha no gabinete da mulher do governador Camilo Santana (PT), levava 50.000 reais e material de campanha de candidato a prefeito

Fernando Santana (PT), candidato à prefeitura de Barbalha (CE), e o governador do Ceará, Camilo Santana (PT) (Reprodução/Facebook)
A Polícia Federal prendeu em flagrante nesta sexta-feira uma assessora da primeira-dama do Ceará, Onélia Santana, mulher do governador do Estado, Camilo Santana (PT). Ana Quitéria, que trabalha no gabinete de Onélia, foi detida na cidade de Juazeiro do Norte (CE) com 50.000 reais em espécie. A informação é do jornal O Estado de S. Paulo. Além do valor, encontrado em maços dentro de envelopes, a assessora levava material de campanha do candidato à prefeitura de Barbalha (CE) pelo PT, Fernando Santana. Dois homens também foram presos pela PF e levados à delegacia de Juazeiro, a nove quilômetros de Barbalha.
Fernando Santana foi secretário adjunto do gabinete de Camilo Santana até abril deste ano. O candidato petista também é próximo do líder do PT na Câmara dos Deputados, José Guimarães, que subiu no palanque de Santana no lançamento de sua candidatura, em agosto. “É a terra de Camilo Santana e temos de ganhar a eleição”, conclamou Guimarães. Embora nascido no Crato (CE), o governador tentou se eleger prefeito de Barbalha duas vezes, em 2000 e 2004, sem sucesso.

FONTE: SITE DA REVISTA 'VEJA'

30 setembro 2016

Senso de dever cumprido - Por: Emerson Monteiro

Fim de tarde no País, espécie de calor de pedras espalhadas nesse chão das maravilhas quase infinitas dos não à necessidade do lado invisível que salva, que perpetua. É hora de música, daquelas músicas que tocam o coração. Ave Maria. Jesus Sertanejo. O Amor é mais. Luz na alma da gente. Enorme a vontade de sorrir às estrelas que chegam devagar lá pelo céu estirado no tempo de Deus. Sede sem precedente de paz nos cimos das consciências. Desejos mil enlaçados nas escadarias da Eternidade que afunila o firmamento azul. Uma vontade incontida de absoluto que fere as malhas do sentimento. Pura energia de luz que a tudo ilumina, força a barra do horizonte pedindo compreensão das garras da solidão, e pressiona o peito e grita nos ouvidos quais corujas no cio.

Depois, só bem depois, vêm os mensageiros da Luz. Quando silenciarmos o movimento das palavras, pólvora acesa no terreiro das palavras, aí então habitará nas letras o gosto das frutas maduras que ainda perdura nas dobras das línguas ansiosas dos amantes suados. Vozes, vozes, que repetem as litanias da sorte na porta das igrejas. Fantasmas desfilam na caminhada dos homens, seres que clamam impossibilidades e amargam o fluir das gerações à busca da melhor das esperanças.

Quantas e tantas aventuras jogadas assim fora nas telas dos filmes ressecados na lembrança desse universo em atividade constante, na intenção de renovar os seres pelo otimismo da saudade boa de Jesus. Tantas e quantas histórias verdadeiras de rios e animais, o passar das estradas, personagens vindos às folhas secas da Verdade.

E saber e passar e sonhar e realizar... Horas de melodias em finais de ocasião e alegria de continuar no sempre do fervor da Criação que pulsa no instinto da perpetuação das espécies, em festa de coragem máxima, no reino da beleza mais bela.

29 setembro 2016

A porta - Por: Emerson Monteiro

Era uma vez um mestre carpina de nome Pedro que vivia com sua família em pequena povoação do interior sertanejo. Tirava o sustento das artes da madeira, fabricando peças primorosas, admiradas por quem as conhecesse, fama que propiciava constantes trabalhos.

Além de dedicar-se com carinho ao trabalho, mestre Pedro demonstrava profundo interesse pelas coisas religiosas, praticando o bem, zelando pelos semelhantes, orientando, servindo e dando exemplos daquilo no que acreditava.

Certa feita, recebeu em sua morada ilustre caravana de pessoas ligadas ao governo querendo que ele fizesse a porta de templo em construção numa cidade distante. Essa peça deveria merecer cuidados especiais, porquanto a tal igreja representaria agradecimentos ao santo padroeiro pela cura de uma das filhas de homem poderoso.

O artífice aceitou o pedido a ser feito em madeira de lei, a cumprir com folga o projeto da porta bem trabalhada.

Alguns meses se passaram até localizar na floresta um tronco adequado à encomenda. Movimentou pessoas e trouxe para a oficina mogno linheiro e maciço. Outro tempo demorou serrando e planando as tábuas, quando, belo dia, iniciou a montagem, juntando e colando as peças em lastro precioso.

Medidas exatas, acabamento esmerado, polimento e acabamento... Restava cumprir o desenho que imaginara fixar no rosto da madeira, fruto dos detalhes de um sonho do qual acordara no meio da noite cheio de júbilo, com o que só enriqueceria a beleza do artefato encomendado.

A porta do céu deteria características de semelhante perfeição, imaginavam extasiadas as pessoas, querendo ver de perto o efeito magistral conseguido pelo mestre na superfície da madeira.

A essa altura dos desdobramentos, haviam transcorrido três anos. O profissional ultimava os apuros do trabalho, pousado sobre os joelhos e cotovelos, suado, afilando formas milimétricas, quase invisíveis, com estilete afiado a sulcar nas riscas das tábuas, daí resolveu erguer a peça de lado para, pela primeira vez, observa-la na posição vertical.

Ao levantar a porta do chão, no lugar onde ela ficara tanto tempo abriu-se fenda de proporções iguais ao seu tamanho, cratera de fundura ilimitada.

Diante daquilo e face ao impacto do inesperado, mestre Pedro caiu no espaço aberto, sumindo cavidade adentro, sem que ninguém presenciasse o acontecimento.

Fim da tarde e só então os familiares notaram-lhe a ausência. Vieram à oficina procurar por ele. Nada encontraram além da porta confeccionada com esmero e as ferramentas deixadas pelo chão e o mais completo silêncio em volta. Nenhum sinal que fosse do artista, apesar de examinarem toda a redondeza e espalharem a notícia do misterioso desaparecimento.

Alguns contemporâneos do mestre Pedro quiseram admitir, no entanto, que depois daquele dia, sempre nos inícios de noite, sobre a humilde oficina brilhava estrela de cintilações intensas, a clarear por bons momentos os céus da redondeza.

Padre Raimundo Elias lançará livro em Crato

Na próxima 5ª feira, 6 de outubro, padre Raimundo Elias Filho lançará no auditório do Colégio Objetivo o seu livro “Anedotas e suas lições”. A solenidade está marcada para as 19:30 h. Toda a comunidade cratense está convidada para este lançamento.








O direito de nascer – por Dom Fernando Arêas Rifan (*)

                   
        Por determinação da 43ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, em 2005, celebra-se, em todo o Brasil, de 1 a 7 de outubro, a Semana Nacional da Vida e no dia 8 de outubro o Dia do Nascituro, ou seja, o Dia pelo direito de nascer. “A Semana Nacional da Vida e o Dia do Nascituro são ocasiões para que toda a Igreja continue afirmando sua posição favorável à vida desde o seio materno até o seu fim natural, bem como a dignidade da mulher e a proteção das crianças” (Dom Leonardo Ulrich Steiner, secretário geral da CNBB). Uma data esquecida, mas que vale a pena recordar. Nascituro, o que está para nascer, é o que todos fomos um dia, no útero de nossa mãe, onde teve início nossa existência, graças a Deus.
        Foi escolhido o dia 8 de outubro, por ser próximo ao dia em que se celebra a Padroeira do Brasil (12 de outubro), cujo título, ao evocar a concepção, lembra o fruto correspondente: Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Mãe de Deus que se fez homem, Jesus Cristo, nascituro em seu seio, que faz João Batista exultar de alegria no ventre de Isabel (Lc 1,39-45).
        A propósito, diante da atual banalização da vida e de opiniões favoráveis ao aborto, defendido por inúmeras pessoas influentes, é importante lembrar que a Igreja compreende as situações difíceis que levam mães a abortar, mas, por uma questão de princípios, defende com firmeza a vida do nascituro, como bem nos ensina S. João Paulo II na Carta Encíclica "Evangelium Vitae" (Sobre Valor e a Inviolabilidade da Vida Humana): “É verdade que, muitas vezes, a opção de abortar reveste para a mãe um caráter dramático e doloroso: a decisão de se desfazer do fruto concebido não é tomada por razões puramente egoístas ou de comodidade, mas porque se quereriam salvaguardar alguns bens importantes como a própria saúde ou um nível de vida digno para os outros membros da família. Às vezes, temem-se para o nascituro condições de existência tais que levam a pensar que seria melhor para ele não nascer. Mas essas e outras razões semelhantes, por mais graves e dramáticas que sejam, nunca podem justificar a supressão deliberada de um ser humano inocente” (n. 58). E, usando da prerrogativa da infalibilidade, o Papa define: “Com a autoridade que Cristo conferiu a Pedro e aos seus sucessores, em comunhão com os Bispos – que de várias e repetidas formas condenaram o aborto e que... apesar de dispersos pelo mundo, afirmaram unânime consenso sobre esta doutrina - declaro que o aborto direto, isto é, querido como fim ou como meio, constitui sempre uma desordem moral grave, enquanto morte deliberada de um ser humano inocente. Tal doutrina está fundada sobre a lei natural e sobre a Palavra de Deus escrita, é transmitida pela tradição da Igreja e ensinada pelo Magistério ordinário e universal” (n. 62).
        Agradeçamos ao Criador pelo dom da vida que nos deu, e renovemos o nosso compromisso de lutar pela vida daqueles que, como nós fomos também, ainda não têm voz, mas que são chamados a um dia agradecerem a Deus por tão grande dom. Lutemos pela vida, contra o aborto.

(*) Bispo da Administração Apostólica São João Maria Vianney de Campos de Goytacazes (RJ)


                                                                                                        

Em Crato, dom Gilberto visita mais duas paróquias da Cidade de Frei Carlos – por Patrícia Silva

Padre Edimilson falando sobre o local onde provavelmente o padre Cícero foi batizado. (Foto: Patrícia Silva)
Hoje, dia 28 de setembro, dom Gilberto continuou seu calendário de visitas aos padres da diocese de Crato. Pela manhã esteve com o pároco da Paróquia Sagrada Família, padre José Josias Gomes Araújo, e a tarde com o pároco da Catedral Nossa Senhora da Penha, padre Francisco Edimilson Neves Ferreira, ambos na cidade de Crato.
Chegando a Paróquia Sagrada Família o bispo foi acolhido por alguns membros da comunidade que elogiaram a dinâmica de visitas de dom Gilberto. “Gostei desse bispo. Achei ele simples no contato com o povo e moderno em sua dinâmica de trabalho”, afirmou Fabiana Eulina Correia, que estava indo trabalhar, mas parou na paróquia para conhecer o bispo coadjutor.
Logo após o padre Josias apresentou a Igreja Matriz, levou o bispo até o túmulo do padre José Adauto de Alencar que foi pároco desta paróquia por vinte e dois anos e faleceu dia vinte e sete de fevereiro de 2016. Como forma de homenageá-lo, padre Adauto foi sepultado dentro da Igreja Sagrada Família. Dom Gilberto ainda conheceu o salão paroquial e a secretaria, sendo em seguida encaminhado para a Capela Nossa Senhora dos Pobres, onde funcionou por muito tempo a Matriz da paróquia.
Dom Gilberto com o padre Josias e alguns membros da comunidade que o acolheram na chegada a paróquia. (Foto: Patrícia Silva)
Já na Igreja Mãe da diocese, a Catedral Nossa Senhora da Penha, a visita foi iniciada com a apresentação dos funcionários e voluntários. Na verdade esta Igreja para o bispo já lhe era familiar, pois foi nela em que ele foi apresentado aos diocesano de Crato como bispo coadjutor de dom Fernando Panico, em 17 de julho. Dom Gilberto também presidiu algumas celebrações na Catedral, mas ainda não havia tido a conversa de aprofundamento sobre a vida do pároco.
Após a apresentação dos funcionários, o Padre Edimilson mostrou ao bispo os detalhes da Catedral, explicando sua importância histórica a começar pela a cadeira episcopal, que segundo ele é a mesma desde o primeiro bispo da diocese, dom Quintino Rodrigues de Oliveira e Silva. “A Madre Feitosa fala pra gente que esta cadeira era da Capela de Santa Teresa, localizada em frente ao Palácio Episcopal, e o dom Quintino trouxe ela para cá onde está até hoje” disse o padre. O bispo elogiou o formato do móvel em especial os detalhes que tem os apóstolos Pedro e Paulo, baluartes da Igreja Católica, um de cada lado.
Dom Gilberto ainda foi até a pia batismal onde provavelmente o padre Cícero Romão Batista recebeu o sacramento do batismo, passeou pelos altares que arrodeiam a Catedral e fez a experiência que todo romeiro faz ao chegar na Igreja da Sé, que é tirar o papel com um número para verificar na coluna, logo acima de onde fica os papéis, qual a sua frase do dia. A frase do dom Gilberto foi: “Se Deus é por nós quem será contra nós”.

Dom Gilberto passando pela Porta Santa com o padre Edimilson. (Foto: Patrícia Silva)
O bispo conheceu também as capelas do Santíssimo Sacramento e da Ressurreição. Passou pela porta Santa da Misericórdia e conheceu a lojinha da Sé e a secretaria. O momento foi concluído com a conversa particular com o padre Edimilson e a celebração da Santa Missa.


A bênção do otimismo - Por: Emerson Monteiro

Força de largas proporções, o gosto de viver supera todo obstáculo. Vencer as limitações significa ajustar os sentimentos e os pensamentos, e ser feliz acima de tudo. Animar a si e as outras pessoas diante das crises, que são oportunidades de criar novas alternativas. Ponderar o quanto de ânimo existe debaixo das sete capas de viver. Assistir feliz a justiça natural exercendo o seu papel de imperar nos acontecimentos diários. Viver e vencer, norma essencial da existência. Trabalhar o gosto de sorrir e fazer sorrir quem nos observar. Semear o bem, o amor, em todos os quadrantes desse chão dadivoso. Ver tão só o que representar de promissor e correto em temos dos valores mais equilibrados. Esquecer injúrias e limpar a estrada de continuar. Saber o quanto de útil as nossas ações podem ocasionar em nossa história e na história dos semelhantes que andam junto de nós. Amar acima dos apetites da carne. Amar de verdade, com sabedoria, ciência, harmonia. Ser inteligente no real sentido desse termo. Plantar as sementes boas no solo fértil das consciências. Fugir dos vícios qual quem conhecer as normas do bom viver. Pensar positivo, agir positivo, sonhar positivo. Escolher o melhor de ganhar o pão de cada um dos dias. Ser honesto pelo prazer de ser. Elaborar um plano de revelar em si o desejo sadio da felicidade plena. Exercer o exemplo das pessoas melhores, mais agradáveis e amigas. Chegar junto dos que necessitam de testemunho de liderança e falar da fidelidade aos princípios da boa política. Aceitar o  inevitável, porém desenvolver confiança no que há de verdadeiro e simples, cordial e necessário, a modificar os quadros da solidão. Caminhar no tempo quais pessoas vencedoras e dedicadas aos ensinos dos mestres espirituais que indicam o brilho do Sol, clarear as visões de que precisa de luz. Querer amor nos corações, desde hoje e sempre.

28 setembro 2016

Dom Gilberto visita o bairro Batateiras e sente a realidade social de Crato – por Patrícia Silva

Era manhã desta terça-feira, 27 de setembro, quando dom Gilberto Pastana chegou a Paróquia Nossa Senhora Aparecida, localizada no bairro Batateiras da cidade de Crato. A presença do bispo nesta paróquia faz parte do calendário de visitas aos padres da diocese, e esta foi a vez o padre Paulo Borges.
Na oportunidade dom Gilberto retornou ao local que marcou sua acolhida em Crato, quando no dia 16 de julho chegava acompanhado da caravana “Venha o Teu Reino” da diocese de Imperatriz. A acolhida nesta paróquia representou a acolhida de todos os diocesanos de Crato que abraçaram a missão dele iniciada a partir daquele dia.
Falando em acolhimento, após dois meses e onze dias daquele primeiro encontro, a recepção de hoje não foi diferente. Um grupo da Pastoral da Pessoa Idosa, que praticava atividade física na pracinha próxima a Igreja Matriz, ao saber da chegada do bispo foi até lá para abraça-lo. Leigos e religiosas da Congregação Franciscanas Missionárias de Cristo também estiveram lá.
Momento de oração na Paróquia Nossa Senhora Aparecida. (Foto: Assessoria de Comunicação)

Dom Gilberto também foi conhecer o complexo CAIC, formado por uma escola, um hospital e uma creche. Neste local o bispo se deparou com o descaso do poder público municipal. No hospital havia funcionários que não podiam trabalhar porque não tinha material, aliás “se alguém da população quiser ser atendido, fazer um curativo, por exemplo, eles compram o material que fazemos o trabalho”, disse uma das funcionárias em tom de desabafo.
O hospital estava sem atendimento. Não tinha material para os funcionários trabalharem. (Foto: Assessoria de Comunicação)

A situação não foi diferente na creche. Chegando lá os funcionários estavam comemorando um dia de festa triste. Isso mesmo, festa triste. É que eles se reuniram para se despedirem da Marivania dos Santos Souza, que trabalhava na creche há três anos e três meses e por corte de gastos na educação foi demitida. Hoje foi o seu último dia de trabalho naquele local.
Marivania parecia ser muito admirada pelo núcleo gestor e o corpo docente que esteve em peso na “comemoração”. Somado a isso, ao meio dia, os professores iam declarar greve, juntos com as demais escolas do município de Crato. “É que estamos há dois meses sem receber o nosso salário”, disseram ao bispo.
O bispo conversando com Marivania. Este foi o último dia de trabalho dela. (Foto: Assessoria de Comunicação)
A esta situação dom Gilberto disse: “Estou alegre por estar com vocês e triste por esta realidade de uma educação que precisa ser melhorada. A educação é responsável por criar cidadãos honestos. Contem com nossas orações e apoio. Se vocês sofrem, estas crianças sofrem ainda mais. Permaneçam firmes. A união faz a força. Que Deus abençoe esta luta e que vocês sejam vitoriosos”.

Dom Gilberto conversando com o casal Edimilson Santos e Eva Ferreira Santos. (Foto: Assessoria de Comunicação)

Esta visita era destinada ao padre, mas em nenhum momento dom Gilberto deixou de dar atenção e doar alguns minutos do seu tempo para quem chegavam perto dele e partilhava um pouco de sua vida, como o casal Edimilson Santos e Eva Ferreira Santos, que tem cinquenta e três anos de casados e netos e bisnetos que perderam a conta. O casal conversava com o bispo como se fossem amigos de longas datas. como quem o conhecia há longas datas. Abraçado com dona Eva, Edimilson disse: “Dom Gilberto é uma pessoa excelente. Falamos com ele sobre a nossa vida. Gostei muito da atenção que ele nos deu”.
A visita foi concluída com um almoço na residência do casal Maria Zélia Gomes Pinheiro e Jorge Ney Leite Pinheiro, no bairro Guaribas, contando também com a presença, além da família do casal e o padre Paulo, do padre Lindoval José da Silva, padre da diocese de Crato que mora em Portugal e está de férias na casa dos seus pais que moram em Missão Velha, e do padre Sebastião Monteiro da Silva, fundador da Comunidade Filhos Amados do Céu.

Sensibilidade ao social

Após a conversa particular com o padre Paulo, dom Gilberto foi conhecer alguns dos locais onde o pároco desenvolve sua missão, iniciando pela Escola Alegria de Viver, localizada quase em frente a Igreja Matriz. Chegando ao local o bispo conseguiu tirar sorriso das crianças, que estavam em semana de provas. Entrou nas salas de aula e falou também com os professores e coordenadores. Ao escutar de uma das coordenadoras as dificuldades que a educação naquele espaço enfrenta, o bispo consolou-as: “Os problemas existem, porque existem soluções”. Ali o expediente foi concluído com um momento de oração.

Logo após dom Gilberto foi levado até o local onde está sendo construída a casa das religiosas da Congregação Franciscanas Missionárias de Cristo. As missionárias chegaram a diocese de Crato em abril e residem hoje no bairro Pimenta. Com a construção da casa, que deve ser concluída até dezembro, a irmãs devem contribuir com a evangelização na Paróquia Nossa Senhora Aparecida. “Um presente de Natal para a comunidade”, considerou o bispo.
O bispo concluiu este momento de missão, de ir ao encontro dos que necessitam, indo a casa do ministro da eucaristia, José Raimundo Pereira de Oliveira, onde o corpo de sua mãe, dona Inácia, de 81 anos, estava sendo velado. Com os familiares e amigos, dom Gilberto rezou, pediu uma bíblia e leu uma passagem do evangelho, confortando a todos na certeza da ressurreição e da vida eterna dada por Jesus Cristo ao morrer na cruz.

27 setembro 2016

Andar nas profundezas da alma - Por: Emerson Monteiro

Dentre as histórias das Mil e Uma Noites três marcariam a minha memória com insistência definitiva, Ali Baba e os quarenta ladrões; Simbad, o marujo; e Aladim e a lâmpada maravilhosa. Elas mostram o valor do fantástico da literatura no espírito imaginativo, sobretudo das crianças. A terceira, no entanto, com ênfase maior, dado mergulhar o sentido uterino das cavernas, aonde, segundo preocupação do mago que utilizou os préstimos de Aladim se dizendo tio seu, e onde só haviam de penetrar seres menos afeitos aos apegos da matéria. Ele, o suposto sobrinho, um jovem a bem dizer livre dos hábitos pecaminosos da idade adulta.

Indiciado pelo estranho, que lhe convenceria descer à caverna, Aladim avista ricos tesouros em joias e pedras, porém os deixaria para trás na intenção precípua de obter a lâmpada e os favores do gênio que nela vivia.

Bom, quem quiser encontrará a história nos seus detalhes pelos salões imensos da internet, mesmo porque nossa disposição é avançar noutras considerações quanto ao simbolismo da caverna perante os refolhos do psiquismo. A caverna guarda desde sempre os segredos e mistérios do Inconsciente humano, território de todos e promessa das lâmpadas maravilhosas dos mergulhos na alma de alguns eleitos.

De lá tudo vem. Aquilo que os inteligentes querem dominar já existe latente na inconsciência desse cosmos adormecido dentro da potencialidade das visões interiores a descobrir. Nada haverá de novo sobre o chão século algum, antes ou depois. O que restará aos inventores, isto, sim, representa as tais preciosas pedras, e trazê-las à superfície do lado de fora da caverna.

O que também fala quanto às demais revelações na face do imprevisível, perseguidos de perto pelos desejos frios da razão interesseira. Constrangido, no furor das tempestades avassaladoras, o equilíbrio aflige e pede o perdão da própria ingenuidade aprendiz. Grita, esperneia, desespera. Nesse momento crítico, Aladim lança mão da lâmpada maravilhosa, e ergue do centro da Terra o poder supremo de amar e ser feliz.

SEM FUTURO E SEM ESPERANÇAS - Por Carlos Eduardo Esmeraldo

A piada é antiga, mas fica cada dia mais atualizada. Conta-se que na criação do mundo, um anjo ponderou ao Criador: "Ó Mestre; as terras desse país, o Brasil, são as mais férteis do mundo, as suas praias as mais belas, possui os rios mais caudalosos da terra, minas de ouro, prata e diamantes, petróleo em abundância na sua plataforma continental. O Senhor não está favorecendo demais esse país?" Ao que respondeu o Criador: "Espere só os políticos que vou colocar lá!"

Parte dessa pequenina parábola foi comprovada. Nossos arremedos de políticos, em sua grande maioria passiveis de punição por atos de comprovada corrupção, jogaram nossa constituição na lata do lixo. Num gesto de desordenada injustiça, depuseram uma Presidente da República, honesta e, democraticamente eleita, para colocar em seu lugar um traidor e usurpador, com um programa de governo diametralmente oposto daquele soberanamente escolhido pela maioria do povo brasileiro. Um governo preocupado em implantar uma economia neoliberal, sem nenhum compromisso com a distribuição de renda e total desinteresse pelos programas sociais, que favoreçam a redução das desigualdades.

O Brasil, com excesso de ufanismo, foi há alguns anos, indevidamente considerado como "País do futuro." E por que também não dizer da esperança? Agora que o futuro se faz presente, vivemos, portanto, num país sem futuro e sem esperanças, habitado por um povo que em sua maioria não possui educação formal, quando não totalmente alienado pelas novelas globais. Um tipo acomodado, que a tudo assiste silente, quando não proibido de protestar contra as ameaças perpetradas à nossa frágil democracia, mal refeita de um longo período de ditadura. 

Poucos perceberam que a finalidade exclusiva do golpe foi satisfazer aos interesses do capital internacional, principalmente das grandes empresas petrolíferas norte-americanos, sedentas por petróleo, posto que exauridas as reservas de petróleo do Texas e a se esgotar a produção de óleo obtida do xisto betuminoso. Para bom entendedor fica a pergunta: De onde eles vão retirar o ouro negro vital para a grande nação do norte?

Uma série de medidas já foram anunciadas pelo nosso autointitulado presidente. A entrega do nosso petróleo, onde bacia de Carcará, uma reserva avaliada em 37 bilhões de dólares já foi vendida a preço vil a uma petrolífera norueguesa. (empresa estatal, como a nossa Petrobrás, que foi tão atacada e desvalorizada pela cruel exposição na mídia)

E as más noticias anunciadas pelos usurpadores não param aí. Além de vinte anos de arrocho nos salários e aposentadorias, aguardem as privatizações tão nefastas, a serem previstas para o Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Rodovias, Aeroportos e a própria Petrobrás, que o "sociólogo" não conseguiu fazer.
 
Tão sabiamente afirma a sabedoria popular: "o sol somente se põe para quem vende, e nasce radiante para quem compra!" Empresas vendidas, principalmente ao capital estrangeiro, deixam algum resultado mínimo no pós-venda, ilusão que a longo prazo será desfeita, pois o país perderá o lucro gerado por essas empresas em mãos do capital externo, que passará a ser remetido para seus proprietários fora do país, privando o vendedor dessa fonte de riqueza. À propósito, que vantagem o país aferiu com as privatizações do governo de tão dolorosa memória de FHC? Alguém poderia explicar para onde foi toda aquela soma em dinheiro de nosso patrimônio vendido praticamente na "bacia das almas"? Alguém poderá desvendar o rombo produzido pelo telefonia da "Portugal/Telecom?" E que será pago pelos seus usuários?

Entretanto, a promessa de maior gravidade, diz respeito aos direitos trabalhistas, a redução de verbas para saúde e educação, como se a saúde e o ensino desse pobre e desvalido pais fosse grande coisa. Há também ameaças como o fim da Consolidação das Leis do Trabalho -CLT, o fim da previdência pública, da jornada mínima de  oito horas de trabalho diário, da idade máxima para aposentadoria, que lançará na mendicância milhões de trabalhadores idosos, que serão sumariamente demitidos. Ou a falta de emprego para milhões de jovens que ficarão fora do mercado de trabalho, tornando-se vitimas fáceis do tráfico de drogas e de outros malefícios que a ociosidade provoca e gera.   
Com tristeza, vi pelos grupos sociais, muitos se congratulando pela nefasta conquista. A esses, um aviso: no futuro teremos tudo a"temer".

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Patrimônio Histórico – Enquanto Crato destrói, Juazeiro preserva: “painel-mural” de Nossa Senhora de Fátima será restaurado


Este era o bonito painel em homenagem à passagem da imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima, que visitou Juazeiro do Norte no dia 16 de novembro de 1953, existente ainda hoje no lado externo da Basílica de Nossa Senhora das Dores, na Rua Padre Cícero, embora um pouco descaracterizado. 
A ideia deste painel partiu da educadora Amália Xavier de Oliveira. A foto mostra o painel original, instalado no paroquiado de Monsenhor José Alves de Lima. Hoje ele está um pouco modificado, sem a cor original, estando inclusive com algumas letras faltando, e muita gente passa por ele sem dar a menor importância, como se não notasse a sua existência.
Mas ele tem um significado muito importante para a história religiosa de Juazeiro.  Por isso, a comissão de história do Centenário da Paróquia de Nossa Senhora das Dores está estudando a possibilidade de fazer uma restauração do painel e a ideia já conta com a aprovação do Reitor e Pároco da Basílica, Padre Cícero José da Silva. O Painel voltará a sua forma original, mais vistoso, mais atrativo, para chamar a atenção dos transeuntes.
Parabéns à comissão História do Centenário da Paróquia de Nossa Senhora das Dores.
(Postagem original: site Portal de Juazeiro)

26 setembro 2016

Histórias do Tatu (Release) - Por: Emerson Monteiro

Será lançado em Crato nesta quinta-feira (29 de setembro), às 20h, no auditório do Instituto Cultural do Cariri, o livro Histórias do Tatu, o qual aborda a vida do Sertão nordestino durante a segunda metade do século XX, tendo como cenário principal uma fazenda do município de Lavras da Mangabeira, Ceará. Seu autor, José Emerson Monteiro Lacerda, originário de família ligada às origens da colonização sertaneja, trata com afetividade a existência em meio às riquezas humanas do lugar, e reúne, nalgumas dezenas de narrativas curtas, aspectos diversos daquele universo remoto, distante da civilização urbana e industrial que hoje domina o mundo inteiro.

Em meio a relatos pessoais e preservação da gesta interiorana, esta obra oferece descrições pormenorizadas de tipos característicos das gentes e cenas que bem caracterizam mundo rural de heranças tardias do Ciclo do Couro, seguidas pela existência dos últimos engenhos de rapadura, do Ciclo do Açúcar, em retratos de memória recolhidos através da oralidade.

Tatu, eis o nome da povoação em torno da qual tudo acontecem, núcleo onde vivera a matriarca Fideralina Augusto Lima, trisavó de Emerson Monteiro, sob cuja legenda se formaria o clã dos Augustos, de Lavras, família vinculada à vida pública cearense e detentora de influência nos povos do Cariri e do litoral, e ainda agora ligada aos destinos estaduais.

Com 154 páginas, editado pela BSG (Bureau de Serviços Gráficos), de Juazeiro do Norte CE, o livro traz capa ilustrada pelo artista plástico Reginaldo Farias, cabendo aos intelectuais cearenses Dimas Macedo e Cristina Couto a apresentação do trabalho.

É este o mais recente trabalho de Emerson Monteiro, que já publicou Sombra e Luz, Noites de Lua Cheia, Cinema de janela e É domingo.

25 setembro 2016

O jogador - Por: Emerson Monteiro

O cassino transcendia mistura esquisita de fumo e álcool envolto na densa atmosfera das expectativas diante do esforço dos parceiros que disputavam partidas sucessivas. Ora o estalar das cartas novas dos baralhos substituídos costurava de ritmo o som de partidas desfeitas. Ora o tilintar de plástico das fichas, que vinham incólumes aos compradores da ilusão. Dados rolados, chocados nos cantos dos tabuleiros, identificavam jogos feitos e o movimento das mesas postas.

Passadas foram inúmeras disputas de sorte favorável, e ele sempre a recolher as dezenas de vitórias em pilhas antepostas à sua frente. Nos demais componentes das cartadas, olhos faiscantes de possibilidades inúteis, porquanto havia tendência caprichosa que a um tão só arrecadar os palpites bem resolvidos. Ele, apenas, a somar nvos pontos das vezes sem conta.

Já macerados de tanta derrota, os concorrentes reviravam bolsos à cata dos derradeiros cruzados.

- Bom, quem ganhou ganhou... Pois espero três horas ainda que a fortuna lhes beneficie – gritou o agraciado da noite. – Quem quiser que arrisque intenção nas casas abertas. Espero distribuir de novo as benesses desse dia. Ou, senão, ao menos uma parte da feira.

Jogos montados, fichas superpostas em largos lances e outras vezes a sorte sorria venturosa ao sujeito escolhido nas vezes anteriores. Ele mais que ligeiro cumpriria o prometido. Três horas logo fugiram das mãos dos ansiosos aventureiros, quais obedecessem a ordens ingratas das outras ocasiões.

Ele, a sorrir de satisfação, ao momento exato dos ponteiros, ergueu o corpanzil do velho estofado, aquecido nas horas de sucesso, e recolheu duma braçada o fruto daquela jornada.

Passaria no caixa na intenção de trocar fichas coloridas pelo vil metal. Nisso, divisou ao lado, de blusão azul e cabelos ondulados, o personagem saído das Escrituras Sagradas, que lhe segredou aos ouvidos:

- Vai, vende tudo que tem, dá aos pobres e me segue...

Justo a única moeda que dançava da palma da mão aos dedos lembrava a si o metrô que pegaria no regresso de casa. E o macio agradável do braço amigo o envolveu nos ombros e dali ambos saíram alegres no rastro das estrelas matutinas.

Fracasso: De 100 mil esperados para o "Grito dos Excluídos-2016" participaram apenas dois mil – Por Ivan Rafael de Oliveira

A esquerda passa por um momento de descrédito. Na foto abaixo,  a marcha do "Grito dos Escluidos" na Basílica de Aparecida do Norte no dia 7 de setembro de 2016
 Maioria silenciosa da população não participou do evento neste ano
A pretexto de reunir interessados nos “direitos” das mulheres, pobres, negros, desempregados, trabalhadores informais, moradores de rua, indígenas, e quilombolas, o movimento anunciou uma previsão de 100 mil participantes!
Reunindo representantes de movimentos dito populares e das Pastorais Sociais dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, ocorreu no último 7 setembro, feriado da independência, o 22º encontro Grito dos Excluídos e a 29º Romaria dos Trabalhadores.

A pretexto de reunir interessados nos “direitos” das mulheres, pobres, negros, desempregados, trabalhadores informais, moradores de rua, indígenas, e quilombolas, o movimento anunciou uma previsão de 100 mil participantes!
O local para o evento não podia ter sido melhor escolhido, uma vez que o Santuário de Aparecida já reune regularmente milhares de peregrinos todos os fins de semana e feriados, que ocorrem ao local a pedir graças a Santa Virgem Padroeira do Brasil e seriam contados como participantes no ocorrido. Ainda assim, apesar  de toda essa manobra, o Grito dos  Excluídos mal conseguiu contar 2 mil pessoas. Se é que chegou a tanto.

Como não podia deixar de ser, o tema de cunho esquerdista escolhido para este ano foi “Este sistema é insuportável: exclui, degrada, mata”, no intuito de “denunciar as injustiças e os males causados pelo modelo econômico neoliberal e excludente”. O movimento iniciou a manifestação no Porto Itaguaçu, local onde a Imagem de Nossa Senhora Aparecida foi encontrada, e seguiu até o Santuário Nacional para um ato de manifestação na tribuna Papa Bento XVI. O protesto se encerrou com uma missa no Altar Central do Santuário, celebrada por Dom Angélico Sandalo Bernardino, bispo emérito da Diocese de Blumenau (SC).

Em São Paulo, a realidade foi ainda mais cruel para os manifestantes, que mesmo com uma missa do bispo-auxiliar D. Eduardo Vieira dos Santos, não conseguiram reunir sequer 100 pessoas nas escadarias da Catedral.
             

24 setembro 2016

Em Crato, é a "maioria silenciosa" quem vai decidir as eleições de 2016 (por Armando Lopes Rafael)


Li, tempos atrás, um artigo de João Francisco Neto onde constavam os dois parágrafos abaixo:
“Em 1969, quando era Presidente dos EUA, Richard Nixon visando obter o apoio da opinião pública e enfrentar as crescentes manifestações de rua contra a Guerra do Vietnã, convocou a imprensa e proferiu um vigoroso discurso, em que apelava pelo apoio da “maioria silenciosa”. Para ele, a maioria silenciosa seria composta pelo grande número de cidadãos americanos que não saíam às ruas para protestar, e que, ao contrário, seriam favoráveis à continuação do conflito. Enfim, essa chamada “maioria silenciosa” seria formada pelos cidadãos comuns, contrários aos valores da contracultura da época, e que, enfim, pretendiam apenas viver normalmente e criar seus filhos num país estável e seguro.
O discurso foi muito bem recebido pela população americana, e Nixon se convenceu de que, realmente, tinha o apoio da grande maioria silenciosa, que não protestava pelas ruas. Tanto foi assim que, em seguida, enviou mais tropas para o Vietnam e, no ano seguinte, em 1970, promoveu a invasão do Camboja, um pequeno país vizinho ao Vietnam, que acabou envolvido no conflito, juntamente com o Laos”.

Mutatis mutandi, ou transplantando as coisas para o lado de cá, o dado concreto é que existe mesmo essa “maioria silenciosa”.  Ela é formada pela maioria que não está nas ruas, nem nos comícios. É formada pela maioria que fica observando o desenrolar dos acontecimentos. Gosto de ouvir o homem comum, pois ele é, geralmente, um observador privilegiado. Na última 4ª feira, um desses homens (que lava meu carro semanalmente) fez-me uma observação a respeito do comício feito por Lula no centro de Crato, naquele dia.
– Tinha muitos ônibus e carros trazendo pessoas de Juazeiro, Barbalha e até de municípios próximos de Crato... daqui de Crato tinha pouca gente. Depois, Lula não é mais aquele homem de quando era o presidente. Hoje o povo olha pra ele meio desconfiado...

Aquilo me deixou com uma pulga atrás da orelha. Naquele momento convenci-me de que a maioria silenciosa é quem vai decidir as eleições do próximo dia 2 de outubro. Posso até estar enganado, mas é essa maioria silenciosa, que assiste diariamente notícias sobre a roubalheira que tomou conta do Brasil que vai se pronunciar.

É a maioria silenciosa, perplexa e indignada, com os frequentes e sucessivos escândalos, pela falta de ética e respeito com o povo, formada por pessoas que apenas almeja trabalhar, criar seus filhos e viver com dignidade num país de respeito e numa cidade tranquila quem vai dar a palavra final... É aguardar para conferir!

Postado por Armando Lopes Rafael

23 setembro 2016

O que (ainda) resta do patrimônio arquitetônico do Crato - Capela de Santa Teresa de Jesus – Por Armando Lopes Rafael


No dia 31 de outubro de 1923, há mais de 92 anos, era inaugurada na cidade do Crato a capela de Santa Teresa de Jesus, felizmente conservada, até hoje, como originalmente foi entregue ao povo católico da “Cidade de Frei Carlos”. A data da inauguração - 31 de outubro - foi escolhida por ser o aniversário de nascimento e de sagração episcopal de dom Quintino Rodrigues de Oliveira e Silva, primeiro bispo do Crato e idealizador da edificação da mencionada capela.

Devemos a construção dessa capela à Cruzada Carmelitana, uma associação religiosa existente no Crato, fundada que fora em 1914, pelo então vigário da Paróquia de Nossa Senhora da Penha, padre Quintino, um ano depois eleito primeiro bispo da nossa diocese. A Cruzada Carmelitana era formada por senhoras e jovens da sociedade cratense. Além da parte religiosa, seus membros desenvolviam uma grande ação social na comunidade. Na prática religiosa, basta destacar que as festas de Nossa Senhora do Carmo (16 de julho) e Santa Teresa d’Ávila (15 de outubro) eram comemoradas com grande pompa, precedidas de Tríduo Festivo e encerradas com uma missa solene. Tudo acompanhado pelo Coral das Teresinas, onde se sobressaía a maravilhosa voz de Iraídes Gonçalves. De tudo isso só nos restam as gratas lembranças e os registros históricos...

Foi notável o empenho da Cruzada Carmelitana na construção da sua capela. As ricas obras talhadas em madeira de lei (altar-mor, quatro nichos laterais, confessionário, sólio episcopal, bancada e grade do altar) foram esculpidas por Mestre José Lucas, conhecido artista cratense. Tão bonito é o sólio episcopal que, posteriormente, ele foi cedido à Sé Catedral, onde ainda hoje está, tendo servido aos cinco bispos da diocese do Crato. As imagens da capela foram adquiridas na Itália. No altar-mor está o “Trio Carmelitano”: Santa Teresa d’Ávila pontifica como padroeira, tendo ao seu lado Nossa Senhora do Carmo e São José. Os quatro nichos laterais abrigam as estátuas de São João da Cruz, Santa Teresinha do Menino Jesus, São Geraldo e São Quintino. Toda a construção e acervo da capela de Santa Teresa foram viabilizados no primeiro quartel do século passado, quando o Crato vivia longe (quase isolado) dos grandes centros do Brasil. Naqueles tempos, as estradas e os meios de comunicação eram precários e a nossa economia dependia unicamente do produzido nas fainas agrícolas e na incipiente pecuária da época. Mas o importante é que o povo tinha fé! Tanta, que este pequeno templo aí está, para atestar essa fé...
A capelinha - talvez por desígnio da Divina Providência - resistiu às más administrações públicas do Crato, responsáveis pela destruição de prédios históricos, a exemplo de todo o quarteirão da rua Miguel Limaverde. Resistiu às falsas idéias de modernismo, que tiveram como auge a medíocre década 60 e a construção de Brasília. Resistiu até aos tempos confusos pós Concílio Ecumênico Vaticano II, tempos esses felizmente encerrados com a eleição do Papa João Paulo II, para a Cátedra de São Pedro, em 1978. Pouca gente sabe: essa capela é propriedade da diocese do Crato, e está, há longos anos, sob a custódia da Congregação das Filhas de Santa Teresa, que souberam conserva-la em toda a sua originalidade. Que ela permaneça, neste novo século há pouco iniciado, do jeito que está. Sacral! Altaneira! Digna! Plena de Imponderáveis... No cenário do nosso maltratado patrimônio arquitetônico a capela de Santa Teresa de Jesus é “um edifício que conta o passado ao presente...”.

Por: Armando Lopes Rafael
Foto: Dihelson Mendonça

A devoção a São Vicente Ferrer em Crato -- por Armando Lopes Rafael

Gravura de São Vicente Ferrer, que o Pe. Frederico Nierhoff trouxe da Europa na década 50
   É antiquíssimo o culto a São Vicente Ferrer em Crato. A bem dizer, essa devoção nasceu com Vila Real do Crato. Segundo Irineu Pinheiro  já em 1788 havia um oratório dedicado a este santo, localizado onde hoje se ergue a Praça Siqueira Campos. Quem iniciou a devoção a São Vicente Ferrer na Mui Nobre e Heráldica Cidade de Crato? Quem teria construído o primitivo oratório a que nos referimos acima? Não se sabe. A história registra apenas uma doação – feita em 1801 – por uma filha do Brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro, dona Luiza Joana Bezerra, de “terras próximas à falda da Serra Grande (atualmente denominada de Chapada do Araripe) para o patrimônio de uma capela de pedra e qual, que a doadora se comprometia para erigir em honra de São Vicente Ferrer, com o objetivo de beneficiar a alma de seu marido e em fervor do bem espiritual de sua pessoa e outras pertencentes”.
    A humilde e acanhada capelinha de São Vicente Ferrer foi derrubada – com a aprovação do Vigário Quintino Rodrigues de Oliveira e Silva, para dar lugar à primeira praça da cidade de Crato, a atual Praça Siqueira Campos.
      Já na década 40 do século passado, as autoridades religiosas decidiram concluir uma igreja que fora iniciada pelos escravos negros, na época do Brasil Colônia dedicada a Nossa Senhora do Rosário, e que passaria a ser a capela de São Vicente Ferrer. Esta igreja foi promovida à Matriz de uma paróquia, e a devoção a São Vicente Ferrer conheceu seu apogeu entre 1947 e 1968. Dois padres alemães Francisco Xavier Nierhoff e Frederico Nierhoff se destacaram na vida da nova paróquia, a segundo ereta no município de Crato.
         Com o crescimento da cidade e o deslocamento da população para os novos bairros citadinos, a Igreja de São Vicente Ferrer foi perdendo importância. Em 2010, o quinto bispo de Crato, dom Fernando Panico, extinguiu a Paróquia e criou o Santuário Eucarístico Diocesano. Felizmente o segundo reitor do Santuário, monsenhor João Bosco Esmeraldo, teve a sensibilidade de retornar ao presbitério daquele templo a bonita imagem de São Vicente Ferrer que ainda é venerado por uma fatia expressiva da população católica da Cidade de Frei Carlos.
Antiga Matriz de São Vicente Ferrer, hoje Santuário Eucarístico Diocesano, na cidade de Crato

A luz misteriosa que acompanhou a imagem de São Vicente Ferrer de Juazeiro a Crato -- por Armando Lopes Rafael

Depois da devoção a Nossa Senhora da Penha, um dos santos mais cultuados em Crato é São Vicente Ferrer. Por isso, é interessante relembrar um fato que teria ocorrido, no final do século 19, relacionado com a estátua desse santo, que foi venerada por longos anos, imagem que ainda se encontra guardada no patrimônio do atual SantuárioEucarístico Diocesano, na cidade de Crato.
Devemos a preservação da memória desse acontecimento a Irineu Pinheiro, cfe. vê-se no livro “O Cariri”, editado em Fortaleza (CE) em 1950, página 270. Consta lá:
“É muito antigo o culto a São Vicente Ferrer, no Crato. Em 1788, já havia, ali, um oratório dedicado ao grande taumaturgo espanhol (…) Em 29 de dezembro de 1801, como se pode ver no primeiro cartório do Crato, doou Dona Luiza Joana Bezerra, viúva do capitão Sebastião de Carvalho Andrade, mãe do Padre Pedro Ribeiro da Silva, iniciador da capela de Juazeiro, terras próximas do Crato”, junto à falda da Serra Grande (Araripe) para o patrimônio de “uma capela de pedra e cal” que ela, a doadora, se comprometia a erigir em honra do Senhor São Vicente, com o fim de “beneficiar a alma de seu marido e em favor do bem espiritual de sua pessoa e de outros “pertencentes”.
(Esclarecemos que Luiza Joana Bezerra era a filha mais velha do Brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro, este o construtor da capelinha de Nossa Senhora das Dores, na Fazenda Tabuleiro Grande, origem da cidade de Juazeiro do Norte).
Vamos à página 271, do livro citado.
“No paroquiado do Padre Antônio Fernandes da Silva (1883 a 1892), trouxeram ao Crato, desde a derradeira estação da Estrada de Ferro de Baturité, numa distância de dezenas de léguas, a atual estátua de São Vicente Ferrer, substituta da primitiva, que era pequena. Carregaram-na através dos sertões, num caixão, em ombros de homens, à frente destes o Padre Felix de Moura (…)
“Em menino, ouvi dizer que da povoação de Juazeiro, penúltima etapa da viagem, até o Crato, viu-se no céu uma estrela a acompanhar a imagem, nos treze quilômetros que medeiam entre as duas localidades caririenses. Era a lenda que ia se formando em torno do Santo, pensava eu. Mas, depois, verifiquei haver algo de verdade na versão do povo. Uma vez, em Juazeiro, a passeio visitei a boa velhinha Teresa do Padre Cícero, assim chamada por ter sido criada em casa do famoso sacerdote, considerada pessoa da família por sua bondade e dedicação, e ela, no correr da conversação, disse-me quase textualmente:
“Dormiu aqui, em Juazeiro, na capela, o caixão em que veio São Vicente. Sinhozinho (era assim que ela tratava o Padre Cícero), Sinhozinho e o Padre Felix convidaram o povo para levá-lo ao Crato, na madrugada seguinte. Bem cedo, inda escuro, postei-me na Rua Grande, onde morava e moro hoje, num terreno vago, do lado nascente, e aguardei a passagem do préstito. Ao aproximar-se o caixão, ao lado os dois padres, vi sair entre a igreja e a casa que lhe ficava mais próxima, uma luz muito brilhante que voou rápida em busca do santo. Não pretendia eu ir ao Crato, mas, em v
ista do prodígio, corri até minha casa, pus, às pressas, um chale à cabeça e encorporei-me no cortejo que era numeroso”.
E conclui Irineu Pinheiro:
“Estimaram-na todos que conheceram à velhinha Teresa, morta há alguns anos nonagenária, sempre tida por absolutamente fidedigna”.
Nestes tempos caóticos e confusos dos dias atuais, onde vivemos a perplexidade dos fatos cotidianamente, que a luz de São Vicente Ferrer volte a brilhar neste vale do Cariri, de modo especial na cidade de Crato, onde este santo é particularmente venerado.
Postagens feitas por Armando Lopes Rafael

DIA 29 (QUINTA-FEIRA) LANÇAMENTO DE HISTÓRIAS DO TATU - Por: Emerson Monteiro

Dia 29 de setembro, próxima quinta-feira, às 20h, no auditório do Instituto Cultural do Cariri, em Crato, dar-se-á o lançamento do meu livro Histórias do Tatu. 

SUA DIVULGAÇÃO É VALIOSA.

22 setembro 2016

Vastidão das estradas - Por: Emerson Monteiro

Ver aspectos bons ainda que ante as crises. Salvar aparências mesmo que tudo pareça sumir. Passear diante das metralhas enquanto portas fecharam e a luz insiste nascer de corações. Mas há, em tudo, um foco, uma semente, no miolo dessa humana condição. O lado em que escolhermos caminhar nas longas estradas desse chão. O direito de ser feliz apesar das limitações, do desespero e da dor.

Tal opção só depende das nossas escolhas. Determinar em qual eixo de interesse gira o plano da existência. Sob que farol se ilumina o transe desta vida. Afirmar o desejo de sonhar ainda que dentro das fraquezas. Agir sobre todos os impedimentos e carências.

Tomar a pulso viver os dramas e superá-los a qualquer custo, eis a resposta. Que somos pequenos, relativos, cabe colher os frutos da história. Tratar dos elementos que contenham a vontade, porém aceitando achar a porta que nos leve ao raiar dos novos dias. Viver, sobretudo.

Seguir as lições mil de líderes que chegaram aos extremos da lamúria e escaparam de forma exemplar. Definir a sorte dos passos, invés de sentar à beira do caminho e chorar o desespero. Esperar o melhor dos dias que virão. Admitir a existência de valores maiores que os apelos da derrota. Erguer olhos aos motivos heroicos da esperança.

Nessas manhãs quando viver impõe contenção e coragem, há que buscar a transcendência do Ser. Alimentar a salvação das horas amargas e descobrir alternativas de elaborar práticas sadias. Trabalhar a força que vem de dentro, amar o tanto necessário à libertação.

Afinal, quantas vitórias nos aguardam no caminhar dos passos. Provas disso já tivemos inúmeras vezes. Quanta festa organizamos em comemoração às conquistas pessoais e familiares, coletivas, solidárias, inimagináveis.

Tratemos, por isso, de sustentar a barra dos impasses e vencer os instintos negativos em prol da valentia de construir o que seja saudável, do bom e do melhor em novos tempos.

21 setembro 2016

Aceitar a condição - Por: Emerson Monteiro

Se eles pensam até hoje ninguém sabe, eles, os animais. Quem pensa: os seres humanos, esses outros animais cheios de preocupações desenfreadas. No entanto de quem pensa tem de esperar sabedoria, o que nem sempre acontece, face reações aplicadas ao contexto da natureza. Os índios dos continentes deixaram marcas diferentes, pois evitavam destruir, na intenção de sobreviver, contudo os civilizados demonstram resultados aterradores.

A condição, que diz respeito a essa teimosia dos habitantes daqui do chão feitos touros raivosos em loja de porcelanas, a tudo revira e vende, angústias desarvoradas na forma de protagonistas do teatro absurdo que trabalham, pois teimam rasgar o véu da tranquilidade nas peças que encenam. Revoam garças assustadas nos objetos mecânicos que criaram, e olham desconfiados de duvidar do que fazer, o mais certo que tivessem de fazer. Criam milhões de meios de comunicar e insistem guerrear a fim de resolver a questão da vida depois das ações equivocadas.

Prudentes pássaros engaiolados em jaulas de vidro, vadeiam as praias poluídas do desamor, carregando o drama da humanidade inteira ainda longe de receber as respostas  mínimas de ontem.

Todavia diminui a chama das amarguras quando divide a dúvida de existir perante céus de ignorância. O impulso de salvar qualquer parte de si mesmo junta as peças quebradas desses quebra-cabeças num dos estádios da consciência e reclama intuição que auxilie diante das dúvidas. O faro de certezas preenche tal abismo inalcançável. Valores da alma da gente reclamam paz; vez em quando oferece luz na presença das dores do imperar as vaidades nisso tudo.

Há chances infinitas na vastidão desértica sob pena de doer. Querer ninguém quer doer além da conta. Vem à busca do grau, nas jornadas de conquistar os dias, espécie de teor matemático da arte de pensar e não desistir. Houve deuses, há Deus, há Luz, Esperança, bem na outra margem de nós mesmos, o que nos aguardam de braços abertos.

Dom Fernando Panico será conferencista de abertura e presidente de honra do V Simpósio Internacional Padre Cícero – por Patrícia Silva

Durante a romaria de Nossa Senhora das Dores uma representação da Universidade Regional do Cariri (URCA) e da diocese de Crato, se reuniram para tratar sobre o V Simpósio Internacional Padre Cícero que irá acontecer de 20 a 24 de março de 2017, em Juazeiro do Norte, e terá como temática central a reconciliação da Igreja com o padre Cícero.
Na reunião, realizada dia 14 de setembro na casa paroquial da Basílica Nossa Senhora das Dores, em Juazeiro do Norte, foram firmadas algumas decisões como: o bispo dom Fernando Panico será o conferencista de abertura e presidente de honra do evento, dom Antônio Muniz, arcebispo da arquidiocese de Maceió (AL) irá participar de uma mesa redonda e será oficializado o convite para o cardeal Pietro Parolin participar do simpósio.
Reunião sobre a realização do V Simpósio Internacional Padre Cícero. (Foto: Reprodução)

Na reunião (ver foto acima) além dos bispos da diocese de Crato, dom Fernando Panico e dom Gilberto Pastana, também participou dom Antônio Muniz (Arcebispo de Maceió-AL), padre Cícero José da Silva (Basílica Menor de Nossa Senhora das Dores) com representantes da pastoral de romaria e o reitor da URCA, professor Patrício Melo, junto com alguns professores da instituição que contribuem na organização do simpósio.
“A parceria entre igreja e universidade tem contribuído para compreensão do fenômeno padre Cícero e os romeiros”, afirmou o professor e coordenador da Pastoral de Romaria na diocese de Crato, José Carlos.
O IV Simpósio Padre Cícero aconteceu no ano 2014 e teve como tema principal “E… Onde está ele?”. Em 2017 o tema central será “Reconciliação: E…agora?”.


Romaria ao Caldeirão do Beato José Lourenço será próximo domingo

Fonte: Assessoria de Comunicação da Diocese de Crato
Imagem da romaria ao Caldeirão do Beato José Lourenço, realizada em 2014. (Foto: Patrícia Silva) 

No próximo domingo, dia 25 de setembro, a partir das 7h, a diocese de Crato estará realizando a 17ª edição da Romaria das comunidades ao Caldeirão do Beato José Lourenço, que este ano tem como tema “Caldeirão da resistência: água nossa de cada dia”.
A romaria, que acontece anualmente no Sítio Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, em Crato, reúne diversas caravanas vindas de vários lugares da diocese de Crato que buscam, através da memória do Beato José Lourenço, fortalecer a atuação dos movimentos sociais.
Com o tripé oração, trabalho e abundância, no Caldeirão de Santa Cruz, liderado pelo Beato José Lourenço, tudo era de todos, as pessoas vivam com alegria. Esta dinâmica tornou-se um exemplo para discutir questões sociais de projetos voltados hoje para a convivência com o semiárido.
“Seja no campo ou na cidade é necessário aprender a viver com o semiárido, saber fazer a gestão da água, trabalhar a produção agroecológica no sentido de defesa da vida e, enquanto organização da sociedade civil, relacionamos as comunidades que buscam implantar suas associações, fazer as discursões para o bem da comunidade. O caldeirão oferece estes elementos para que seja discutida a vida das comunidades hoje, para que sejam uma força na realidade em que vivem e afirmar a construção do Reino de Deus”, disse o padre Vileci Basílio Vidal, coordenador diocesano de pastoral.
Aos participantes a coordenação orienta que, devido o calor, levem água para beber durante a romaria e lanche para ser partilhado no término da peregrinação.
Programação
A programação contará com um momento de acolhida às 7h, seguido da celebração da Santa Missa, às 8h, presidida por dom Gilberto Pastana. Após a Missa acontecerá apresentações culturais. Neste ano também será comemorado os 25 anos do assentamento 10 de abril.

20 setembro 2016

Quaisquer novidades - Por: Emerson Monteiro

Os solos das primeiras guitarras ainda crepitavam no palco quando as naves de Colombo aportaram o Novo Mundo e aqui depositaram as bactérias que formariam o painel da conformação dessa gente. Foram dias de expectativa até despontar nos silvícolas consciência inconsciente que produzisse a sucata de carros importados que ora empanturra revendas e revendas e mexem os nervos dos chefões da barriga cheia. Dias e noites correram dos navios ao chão, trazendo os espelhos e as fitas, enquanto carregavam dos rios pedras preciosas, madeira e metais, depois voltados ao serviço mercantil do Velho Continente faminto de moral.

Nisso a mania de explorar os incautos persiste na ganância daqueles dominadores por séculos e séculos. Horas de cólica política vezes sem conta nutrem de esperança as marionetes do voto, vítimas das próprias fortunas pensas. Meros negociantes de tomar o que é dos outros viraram os interesseiros dirigentes. A qualquer custo invadem territórios e já se tornam fregueses naturais. Uns aparelhinhos azulados, que brilham no escuro distraem os protagonistas que acham e os jogam na ilusão feitos autores adormecidos de destinos largados fora do movimento. Agem quais falsos agentes de mudanças impossíveis, porquanto entregam aos velhos corsários o direito de reverter tal quadro e mostrar força teriam os silvícolas viciados nos de espelhos e latas enferrujadas.

Acreditassem de verdade no poder que possuem e o mundo seria bem outro menos agoniado, inseguro, ignorante, trágico. Trabalhassem o dever da cidadania, sem se prostituir e depositassem nos sonhos da perfeição a balança do equilíbrio social.

Porém quanta irresponsabilidade na alienação das massas desses tempos perdidos e sufocantes. Tanta imprudência com a carne alheia que carrega nos ossos, tanta indiferença perante as leis, e oportunidades mil atiradas ao lixo. Padecem e abandonam a possibilidade das conquistas. Entretanto os milênios seguem oferecendo chances de reverter o processo histórico por meio das urnas, ao sabor das ações pessoais de uma solidão coletiva.

Manteremos nossa NEUTRALIDADE nestas eleições até o fim !


BLOG DO CRATO - 11 ANOS NO AR - O MAIOR ACERVO SOBRE O CRATO NA INTERNET - 36 mil ARTIGOS.

Bom dia, pessoal ! - Nossos leitores devem ter percebido que o Blog do Crato, assim como os diversos sites associados, desde o começo da campanha eleitoral neste ano de 2016, não publica uma só linha em relação à agenda dos candidatos, ou  divulga qualquer fato relativo às campanhas. E a razão disto é simples:

O Blog do Crato é um site coletivo, não empresarial, sem fins lucrativos, formado em 2005 pela união de dezenas de intelectuais Cratenses que se reuniram a fim de divulgar a imagem da cidade para o mundo. Nosso foco sempre foi e sempre será o resgate da história do Crato, desde os primórdios, e manter um diário com os principais fatos que acontecem no dia-dia para as gerações futuras, trazendo aquilo que é de real relevância para nossa cidade. Aqui publicamos desde crônicas dos maiores escritores Cratenses, resgatamos artigos dos grandes historiadores, bem como as principais notícias do Crato, do Brasil e do mundo, além das análises dos nossos escritores sobre os fatos do cotidiano. Não publicamos qualquer coisa! Somos diferentes de outros sites que publicam briga de bêbados no bar da esquina. Não estamos interessados nisto. Nossa visão está acima das coisas mais mundanas. Estamos interessados na grande imagem, naquilo que molda o perfil da sociedade, da sua educação, dos valores humanísticos e no olhar sobre o comportamento humano.

E como cada ser humano é único em sua maneira de pensar, cada um também possui suas próprias convicções políticas, ideológicas e religiosas. Às vezes discutimos até entre nós mesmos, e isso é benéfico, é o que faz a diferença e torna nossos sites heterogêneos: Temos escritores PETISTAS, Direitistas, e até Monarquistas. Diante dessa diversidade de pensamentos, eu, como coordenador do Blog, já há algumas eleições, decidi que nestes períodos, a fim de evitar conflitos entre os próprios membros e para não tomarmos partido por algum candidato, não postaremos qualquer fato referente às campanhas em favor da democracia, e é essa filosofia que temos cumprido. Evidentemente, o registro dos fatos regionais e locais de maior relevância não podem ser omitidos do grande público, pois é função primordial da imprensa, garantida pela Constituição Brasileira, a liberdade de expressão.

Faltando um mês para completarmos 12 anos de existência na internet, o Blog do Crato se consolida cada vez mais como um site confiável, idôneo, de pluralidade de pensamentos, e tem amadurecido bastante, mostrando-se vez mais do lado do povo, e deve permanecer assim, independente dos governos que entram e saem. No entanto, passado o período eleitoral, voltaremos à nossa função diária de rastreio daquilo que estiver certo e errado no mundo, criticar e denunciar os erros dos governos e as investigações da justiça ( Que é soberana ), e esta liberdade ninguém nos tira, porque é um direito do cidadão criticar, reivindicar e cobrar. A sociedade tem em nós um veículo que a ampara em todos os seus direitos. Defendemos aqui a cidadania.

Não será através de truculências que alguns poderão evitar que propaguemos a verdade que muitos querem esconder. Nosso objetivo acima de tudo é a verdade, a justiça, e o enaltecimento da nossa cidade, tão castigada ao longo de muitos anos. Nem é nossa tarefa mentir ou maquiar fatos para que pareçam belos aos olhos do mundo. No entanto, causa-nos tristeza mostrar um Crato decadente, que infelizmente é função também, nem fazer ufanismo, mostrando uma pseudo-realidade "bela" que possa não existir de fato. Crato passa por momentos de definição política, e de forma alguma interferiremos na vontade e no poder de escolha dos Cratenses.

O que torcemos enquanto cidadãos que compõem este site que é amado pelo povo do Crato, é que os Cratenses façam uma reflexão sobre os candidatos que hoje postulam cargos públicos, seja no executivo, seja no legislativo, e procurem ler sobre a vida pregressa de cada um, o que fizeram de bom e de ruim, e possam soberanamente escolher aqueles que julgarem mais aptos a administrar e legislar a nossa cidade.

Desejamos nestes tempos de eleição uma única coisa: Que vençam os melhores para o bem do Crato, seja lá de que partido for! - E enquanto isso, viva a pluralidade de pensamentos, a liberdade de expressão, e as garantias constitucionais.

Por: Dihelson Mendonça
Administrador do Blog do Crato.




16 setembro 2016

Voz de travesseiro - Por: Emerson Monteiro

Em tom confidencial, profundo, que requer o mínimo de cumplicidade, fala a voz das vísceras em querer conversar logo cedo com quem confessa as marolas inconfessáveis do passado. Na verdade deixadas de lado, escondidas durante algum tempo, no entanto vivinhas da silva no refolho lá de dentro.

Bom, essa voz que traz momentos e sonhos... Às vezes bons; doutras assustadores, avisos de tempestades fruto das ações. Mas virá eterna do circo da gente, mencionando as dobras escondidas do vetusto Inconsciente. A missão dos humanos, pois, será de revelar o filme desse Inconsciente perdido e achar o Si que nele existe. Revelar a Quem o trouxe a este mundo a força genial da saúde. Voz de mistérios recônditos do elemento vivo, o jeito que a Natureza mostra de falar à circulação sanguínea as ordens dos milênios, enfim roufenha, macia, cálida, a depender do estado da presença dos que ouvem.

Ouvir por circunstância a voz, esta que mexe os anseios e pede clemência, mudança, vontade, coragem. Pede sem mandar. Perfura o carnegão dos sentimentos e alimenta de lembranças o pensamento. Trabalha desejos e sacode a poeira das paixões. Talvez clamor de atitudes e compromissos. Voz imortal que existirá depois de voltarmos das realidades noturnas sem mais subterfúgios, grito de socorro ou alerta aos navegantes das águas turvas.

... De um travesseiro que conservará por tempo longo babas do gigante adormecido ainda envilecido nas vigílias do plantio e das colheitas torpes, submerso na lama dos continentes. Sujeitos ao proceder da ilusão, largariam para sempre chances de revelar a sombra ou arrastam pelos pubianos na crosta daquele chão.

Ah, voz de fantasmas da Verdade em potência... Inúteis labaredas do mesmo inferno, que, belo alvorecer, derreterá em fogo intenso as armaduras. Contudo frutos da claridade dos sonos que falarão no silêncio e na essência, festas adiante dos que escutarão os próprios passos e as novas cadências da vitória definitiva.

Camila Pitanga afirma que Domingos Montagner lutou, mas afundou


Atriz estava com Domingos Montagner quando ele se afogou


O ator Domingos Montagner morreu afogado no rio São Francisco, na região de Canindé de São Francisco, em Sergipe. A atriz Camila Pitanga, que estava com ele, sobreviveu e prestou depoimento na delegacia da cidade, ainda muito abalada. Ela contou como a correnteza da água acabou levando o ator, que lutou bastante mas se afogou.

"Camila está transtornada. Ela contou que os dois estavam de folga e foram dar um mergulho para se despedir do rio. A correnteza começou a puxá-lo. Domingos lutou, mas acabou afundando e não emergiu mais. Camila foi mais ágil, nadou e se agarrou a uma pedra. Todas as forças do estado de Sergipe estão trabalhando nas buscas. Elas vão continuar até ele ser encontrado. Queremos encontrá-lo com vida", disse o delegado Antônio Francisco à colunista Patrícia Kogut, do jornal 'O Globo'. pouco antes do corpo ser achado.

No depoimento, que teve trechos destacado no Jornal Nacional, a atriz conta que percebeu que a água estava com muita correnteza e avisou a Domingos. Os dois então começaram a nadar até uma pedra próxima, onde Camila chegou antes. Domingos não conseguiu. A atriz narrou que ainda tentou segurar a mão de Domingos e puxá-lo, mas a força das águas impediu. Ele acabou se soltando e já aparentava cansaço, mas lutava para ficar com a cabeça fora d'água. O ator afundou na água e chegou a reaparecer duas vezes, mas depois sumiu, segundo trecho do depoimento da atriz. Camila gritou por socorro. O motorista que os acompanhou até a prainha também pediu socorro. As buscas começaram pouco depois. 

O pai da atriz, Antônio Pitanga, falou com ela por telefone após a tragédia. "Ela estava muito abalada, chorando muito. Camila estava com ele e contou que tentou salvá-lo. Imagino a luta dos dois pela vida, deve ter sido um momento de pânico total. Eles acabaram pegando uma correnteza, foi uma fatalidade", lamentou, em conversa com o Ego.

As buscas começaram, então, logo após o motorista que conduzia os atores pediu socorro a uma viatura da Polícia Militar que passava pelo local. Os policiais chegaram a entrar no rio, mas pediram reforços. "Navegamos por quatro, cinco minutos, mas achamos melhor chamar os bombeiros", contou o soldado Carlos Santos, do 4º BPM. As buscam contaram com a ajuda de dois helicópteros, lanchas e mergulhadores. 

O ator deixa esposa e três filhos.

Fonte: Correio 24 horas




15 setembro 2016

A LOIRINHA DO SERTÃO -- Por Pedro Esmeraldo

Antônio Ferreira Mandaçaia, um senhor aloirado (nem rico nem pobre), era controlado no seu trabalho no ramo agropecuário. Habitava numa fazenda situada no meio rustico do sertão
Nordestino. Predominava nas suas atividades numa criação de gado bovino e em uma agricultura rudimentar, que era baseada na cultura de grãos que serviam. Para completar o custeio de sua fazenda com cerca de 200ha. Prevalecia uma propriedade cortada pelo riacho que favorecia em relação ao espaço que reforçava em relação aos produtos cheio de astucia que facilitava o bom desempenho do plantio agrícola.

Era um alegre senhor, astucioso com mais ou menos 1 ,75m de altura. Era um cidadão eficiente no seu trabalho. Enfrentava as dificuldades devido as péssimas situações climáticas; Vez por outra aparecia uma seca desordenada e que fazia desequilibrar o bom desempenho do seu trabalho. Por isso tinha que desdobrar o seu serviço a fim de controlar através de aquisições de produtos alimentares que pudessem favorecer a alimentação precária de seu rebanho bovino. Além da criação de outros animais como pertencentes a raça caprina que era mais rustica e facilmente vendável. Seu Mandaçaia não perdia a esperança de procurar estender-se     da sorte na produção de grãos que facilmente é controlada pelo qual se tornava mas apto ao plantio de legumes que servia de alimento de qualquer espécie de animais,     bovino ou qualquer outro tipo que favorecesse a agricultura (que sustentava o baixo custo e aquisição de alimentos.)
Era um senhor valente, corajoso e encarava frente a frente as situações criticas com bravura e tenacidade. Aproveitava todas as neblinas que surgiam em qualquer tempo abrasador, e controlava as suas atividades com extensão de uma fraca irrigação que era favorecida pela péssima aquisição de recursos monetários e técnicos.
Os órgãos do governo como EMATERCE não eram bem controlador devido aos parcos recursos que não facilitava o avanço da tecnologia agrícola.
Seu Antônio Mandaçaia contava sua história de sofrimento. Dizia que não teve oportunidade de seguir seus estudos superiores porque seu pai não tinha condições financeiras de mantê-lo em qualquer cidade do Nordeste que favorecesse ao curso de agronomia que era seu desejo.
E continuava a falar: Fui prevenido porque tive a sorte de manter o trabalho digno na atividade água pastoril. Lutei com muita dificuldade, a fim de adquirir por compras, pequenos rebanhos que eram empurrados para manutenção na fazenda de seu pai que lhe foi um senhor parcimonioso que procurou me ajudar com precisão no meu avanço econômico na pecuária de subsistencia
Assim dizia sofri muito para conseguir o meu pouco patrimônio, mas soube controlar-me e tentei elevar o espirito com a confiança em Deus, Conquistei o ponto máximo de elevar-me na tecnologia e até que enfim consegui melhoramento, mesmo ao trancos e barrancos. Tive a sorte de adquirir amizade com o gerente dos bancos oficiais conseguindo empréstimo com muita ânsia de obter o empreendimento, mesmo com pouca tecnologia atingi o meu controle financeiro. Fui melhorando o plantel de bovino obtendo boas qualidades de vacas leiteiras que me fizeram controlar o meu espirito de cidadão Pecuarista.
E ainda falava: com ajuda de Deus as vacas favoreceram boa produção de leite que chegava a
Vender uma pequena quantia de leite a fábrica de laticínio e a outra metade servia para mim a pequena produção com aproveitamento de fabricação de queijo de manteiga," porção fluida de leite facilitava a criação de porcos que engordava e vendia semanalmente na feira da cidade. Tinha o hábito de levantar às cinco horas da manhã para assistir e vistoriar a ordenha das vacas. Depois dava uma volta no roçado e observava a irrigação. Era auxiliado por um amigo desde o princípio do seu trabalho agropecuário chamava Isaias Caminha de Sousa, pai de uma menina morena amiga de minha filha Sandra.
Em atenção ao seu pai, para mim foi o expoente em minhas decisões educa-las e forma-las juntas.

Ana Sofia, filha de Isaias tornou-se companheira de minha filha desde os seis anos de idade. Todas as manhãs praticavam equitação, que era o seu esporte de cavalo em sela para essas duas meninas. Tive o maior prazer, de coseguir bons animais de sela para as duas praticarem seu esporte favorito nas estradas da fazenda.
Essas meninas, eximias cavaleiras eram pessoas (experct) em montaria. Desde os seis anos de idade a minha filha Sandra adquiriu o apelido de loirinha do Sertão por que Ia só havia ela com essa qualidade aloirada.

Costumavam cavalgar junta com a companheira Ana Sofia filha do seu amigo Capataz Isaias, a quem retribuía as suas eficientes atividades no ramo agropastoril, por que tinha bons conhecimentos em tecnologia da irrigação.

Quando as duas completaram 16 anos foram obrigadas a se deslocar até a capital do estado a fim de prestar exame vestibular para medicina, que era um desejo de ambas. Permaneceram as duas na capital até suas formaturas em medicina, voltando para casa somente após o término dos seus estudos. Eram umas meninas equilibradas e estudiosas. Forçaram a barra, procuraram adaptar-se emocionalmente ao meio, no intuito de qualificar-se para exercer com precisão o seu trabalho.

Quando estavam fora de casa, comeram o pão que o diabo amassou, multo ricos, tiveram de controlar as despesas enviando somente o necessário para a sua manutenção escolar. Mas as duas souberam compreender e ajudaram o pai a manter a economia, deixando-o a vontade para que enviasse e mínimo possível de acordo com a sua possibilidade. As duas foram coerentes, souberam suportar com dignidade a dificuldade dos pais e respondiam com bom procedimento estudantil, deixando-os totalmente enaltecidos pelo bom proveito das filhas.
Continuando com a conversação seu Antonio expos suas principais atividades, informando que teve boas ações em continuar expondo todos seus problemas, já que nesta política atual que conseguir melhoramento para aquisição de sanar com a devida atenção os seus problemas que surgiram durante as secas do Nordeste. Não procuro acelerar e acabar com essa descriminação entre o nordestino e as outras regiões do País. Não procuram solucionar esses problemas crônicos, pois através de agricultura mecanizada e irrigada. Isso a gente fica confiante para que os homens de amanhã compreenda as nossas necessidades e venha contribuir com avanço tecnológico os problemas do nordeste. Há jeito pra tudo, só não para a morte.  Está ai um exemplo de compreensão mútua que toda a juventude deveria seguir, pois se a maioria dos estudantes assim fizessem, o Brasil estaria numa situação bem elevada de dignidade moral, que seria um mostruário de trabalho para juventude desqualificada que só prefere entregar-se ao vício de drogas e da ociosidade.
              

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