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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Hoje começam as transmissões da Nova TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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29 agosto 2016

Parabéns, Valdemir Correia de Sousa, pelo aniversário, pela Integridade e Generosidade.



Queremos deixar registrado aqui no Blog do Crato a passagem do aniversário de um grande amigo não só meu, mas amigo do Crato, o grande empresário Valdemir Correia de Sousa, que por muitas décadas tem contribuído sobremaneira para o desenvolvimento da nossa cidade, através de seus inúmeros empreendimentos, que empregam e empregaram dezenas ou centenas de pessoas que já passaram por lá. O nosso agradecimento e o justo reconhecimento pelo trabalho árduo e incansável desde Cratense que completou 78 anos no último dia 28 de Agosto com muita energia. E essa energia incessante, provavelmente vem da labuta diária, que começa ainda hoje, pela manhã e vai até a noite.

É um homem atual, completamente integrado ao que acontece no Crato, no Ceará e no mundo; Uma pessoa que soube muito bem conciliar todas as décadas em que viveu, sem perder o senso de realidade e juventude. Quem conversa com Valdemir, conversa com uma pessoa que parece ter todas as idades. Sua cabeça sempre cheia de projetos o faz permanecer como o mesmo garoto que logo cedo descobriu que a vida não é fácil e que teve que trabalhar muito para alcançar os seus objetivos. Mas de tudo isso, talvez o seu maior legado, além do exemplo de vida e dedicação, é uma família maravilhosa, de pessoas educadas no mais alto padrão, que ele soube tão bem criar à luz dos bons costumes. 

Parabéns, Valdemir Correia ! Você é um vencedor ! Um dos heróis no que se refere à difícil arte de saber vencer na vida com muito esforço e dedicação. Que seu exemplo de vida sirva para tantas gerações que hão de reconhecê-lo também como um grande homem, uma reserva moral e de força de vontade. E deixo aqui para todos, a resposta do Valdemir quando lhe perguntei qual o segredo do seu enorme sucesso na vida:

"O segredo do meu sucesso é trabalhar todos os dias sem nunca parar"

BRAVO !!!

Por: Dihelson Mendonça
www.blogdocrato.com





28 agosto 2016

O que parece, é – por Péricles Capanema

“Em política, o que parece, é”, acertou Antônio Salazar, antigo primeiro-ministro português. No mesmo rumo, Gustavo Capanema afirmava que em política a versão vale mais do que o fato. Michel Temer deveria ouvi-los.
Vamos ao caso. O ministro Eliseu Padilha anunciou de passagem que em setembro o governo recriará o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). O motivo fundamental, segundo noticiaram órgãos de divulgação, é a tentativa de arvorar bandeiras sociais. Daria ao governo maior apoio popular (balela), acenaria para setores sociais que costumam se identificar com partidos de esquerda (verdade, mas dali não viria apoio). A reforma agrária seria acelerada (continuando a torrar rios de dinheiro público num programa demolidor).
Em visita ao gabinete presidencial, foi o que, semanas antes, patrocinados pelo deputado Paulinho da Força, exigiram de Temer dirigentes da Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL) e, ali também mimado, o ex-líder do MST José Rainha. Carlos Lopes, dirigente da FNL, declarou na saída: “Na reunião, falamos sobre a extinção do Ministério do Desenvolvimento Agrário. O campo não aceitará isso. Esta foi a forma como a FNL se projetou. E ele assumiu o compromisso de construir as condições para que o MDA volte”.
Michel Temer garantiu há pouco: “As pessoas se acostumam a [achar,] quem está no governo não pode voltar atrás. Quem está no governo, se errou, não tem de ter compromisso com o erro. Somos como o JK, nós não temos compromisso com o equívoco. Portanto, quando houver equívoco, nós reveremos”.
Michel Temer precisa ouvir Michel Temer. Precisa ouvir JK. Esquecer esta bobagem (queria dizer providência demolidora) de recriar o MDA. E, finalmente, executar o programa de reconstrução nacional. É o que dele esperam os brasileiros patriotas, ansiosos de não ver desperdiçada essa ocasião, talvez única nos últimos tempos, de colocar bases para um futuro pátrio de prosperidade e grandeza cristã.

Prosseguem os festejos da Padroeira de Crato

Neste domingo, 28 de agosto,  prossegue o novenário em homenagem a Nossa Senhora da Penha, Rainha e Padroeira de Crato. Na próxima 5ª feira, 1º de setembro, será feriado municipal, comemorando o dia da Mãe da Penha. Naquela data acontecerá a tradicional procissão que, como sempre, reunirá cerca de 60 mil fiéis percorrendo as ruas da Cidade de Frei Carlos.


REPORTAGEM - O Santuário da Penha de França - Por: Padre Raimundo Elias

(Matéria públicada originalmente em agosto de 2010)


Por ocasião dos Festejos de N. Senhora da Penha em Crato

"Meu caro Dihelson,
Por ocasião do início da Festa de Nossa Senhora da Penha, previsto para o dia 21 deste, e por saber que as origens dessa devoção, aí em Crato, encontram-se na Penha de França, aqui na Espanha, estou lhe enviando este artigo, acompanhado de algumas fotos de quando lá estive, ano passado. Por gentileza, peço que você veja e, naturalmente, se julgar útil e oportuno, publique no 'nosso' (afinal, abro todos os dias) Blog do Crato.
Atenciosamente,
Pe. Raimundo Elias."

AFINAL, A PENHA DE FRANÇA FICA NA ESPANHA

Vales e montanhas vistos a partir do Santuário de Penha
O Santuário de Penha de França, propriamente dito

A serra da Penha de França
Chegada ao santuário da Penha
O altar do santuário da Penha
A imagem atual da Penha
A subida ao santuário da Penha

A Penha de França é uma montanha que se ergue a 1.723 metros de altura, situada ao sul da província de Salamanca, na Espanha. É, sem dúvida, a montanha mais elevada da Serra de França, na qual foi edificado o santuário mariano mais alto do mundo. Conhecida pela sua “Virgem Negra” e seu imponente santuário, a Penha de França é praticamente inacessível no inverno, por causa da neve e, por outro lado, tem grande afluência de turistas nos meses de verão na Europa. Dispõe de uma grande hospedaria, além do convento onde residem os frades dominicanos, desde o ano de 1437.
Aliás, segundo conta a história, é em torno dessa data que o bispo de Salamanca, ao ver que a montanha da Penha estava sendo objeto de fortes disputas de poder entre alguns proprietários locais, cede ao provincial dos dominicanos os direitos sobre a ermida construída naquele monte. Alguns meses depois, uma comunidade de cinco frades dominicanos assume canonicamente a ermida em causa. Em pouco tempo, o número de religiosos da comunidade estabelecida na Penha, cresceu rapidamente e fincou raízes naquela região. Nos primeiros anos do século XVI (entre 1500 e 1510), a comunidade dominicana já contava com mais de vinte religiosos, dos quais muitos partiram como missionários pelo mundo afora, sobretudo, para América e Extremo Oriente. Foram eles, portanto, os principais impulsionadores da devoção da Penha naquelas terras.

Ora, não deixa de ser estranho o nome de Penha de França que se dá a serra e à montanha onde se descobriu a imagem da Virgem. Afinal, são terras espanholas e não francesas. O motivo deste nome, porém, não se sabe ao certo. O que se sabe é, tão somente, da existência de uma colônia francesa que figura dentre aqueles que repovoaram a província de Salamanca no século XI, a exemplo do que ocorreu mais tarde com outras cidades, tais como: Toledo, Córdoba e Sevilla. Isto, talvez, explique o motivo pelo qual tenha sido dado o nome de “França” àquela Penha.

A origem da imagem da Virgem da Penha de França

A imagem original da Virgem da Penha foi encontrada pelo francês Simón Vela em 19 de maio de 1434. Tratava-se de uma escultura de estilo românico, provavelmente do século XII, que representava a Virgem sentada, segurando o filho em suas mãos e que, supostamente, havia sido escondida por trás do penhasco, no alto da Penha de França, na época das lutas entre mouros e cristãos. A escultura original permaneceu no santuário até o dia 17 de agosto de 1872, data em que foi roubada, aproveitando a situação de abandono em que se encontrava o santuário. Porém, em dezembro de 1889, os ladrões devolveram a imagem aos dominicanos de Santo Estêvão, em Salamanca. E por ter sido devolvida em estado irrecuperável, o bispo da Diocese de Salamanca encomendou ao escultor José Alcoberro, uma nova imagem que incorporasse a ela os restos da primeira, em forma de relíquia. E assim foi feito. Portanto, a segunda imagem, feita por este citado escultor, é a que atualmente se venera no santuário da Penha.

A história da Tradição Religiosa da Penha de França.
Houve um tempo em que nada de importante acontecia no mundo sem que uma vidente o anunciasse e um homem santo o sonhasse. Na descoberta da Virgem da Penha de França, não foi diferente. A vidente era Joana e o santo sonhador, Simón Vela. Conta a lenda e a tradição, que uns dez anos antes que fosse encontrada a imagem da Virgem da Penha, em um povoado que fica a uns vinte e cinco quilômetros da Serra da Penha, chamado Sequeros, vivia uma jovem piedosa de nome Joana. Quando esta jovem, em consequência de uma longa e grave enfermidade, parecia ter morrido e todos já choravam a sua morte, inesperadamente, voltou a si e começou a anunciar aos seus pais as calamidades que sofreriam por conta das muitas injustiças que praticaram e das propriedades por eles mal adquiridas. Depois, dirigindo-se a sua mãe, como que buscando consolá-la, disse-lhe: “volta o teu rosto para a Penha de França, põe-te de joelhos e com fé e devoção, reza três Ave Marias em honra e reverência a uma Virgem que lá está escondida há duzentos anos. E logo sentirás descanso em teu coração. Dita imagem, em pouco tempo, há de ser manifestada e, por meio dela, Nosso Senhor fará muitos milagres e maravilhas. E depois que a imagem tiver sido revelada, virão muitas pessoas de todas as nações, reverenciá-la naquela montanha.”

Além disso, a vidente anunciou que no Dia da Santa Cruz, ao por do sol, apareceriam três cruzes, uma delas sobre a Penha de França, “de onde a gloriosa imagem haverá de revelar-se a um homem bom e, em homenagem à Mãe de Deus, se construirá um Mosteiro da Ordem dos Pregadores (dominicanos), que será um lugar de muita devoção.” A memória da Vidente de Sequeros perdurou no tempo, sendo recordada por todos como a “Moça Santa de Sequeros”.

Por outro lado, Simón Vela nasce em Paris no ano de 1384. Seus pais, Rolán e Bárbara, eram nobres e ricos. Mortos estes, juntamente com sua única irmã, Simón, que tinha apenas 17 anos, aplica todo o seu patrimônio familiar em obras de caridade e beneficência e se refugia em um mosteiro franciscano. Ali, recebe as primeiras informações sobre uma suposta imagem da Virgem oculta na Penha de França. Depois de deixar o mosteiro e procurar, sem êxito, por nove anos seguidos, a Penha de França em seu país, se une a um grupo de peregrinos que viaja a Santiago de Compostela, na Espanha. De lá, segue para Salamanca, onde se hospeda por algum tempo.

Um belo dia, em uma Praça de Salamanca, escuta a conversa de uns serranos sobre a Penha de França e resolve segui-los. Depois de dedicar alguns dias à procura da imagem, entre os campos e penhascos da Penha, é surpreendido por uma tormenta no alto da montanha e uma pedra, desprendida por um raio, o fere na cabeça. Estando velando com sua habitual oração, ouviu uma voz que lhe disse: “Simón, vela e não durmas”. Na noite seguinte, viu um grande resplendor e uma Senhora Belíssima que lhe disse: “aqui cavarás e o que encontrares o colocarás no mais alto do penhasco e farás uma majestosa casa.”

Simón, volta a casa onde estava hospedado e, no dia seguinte, regressa à Penha acompanhado de cinco vizinhos. Lá chegando, começam a separar algumas rochas no lugar onde Simón havia tido a visão e descobrem, por detrás delas, a imagem da Virgem. Prontamente, ajudado por pessoas da vizinhança, Simón ergue uma pequena cabana no lugar onde haviam encontrado a imagem. Três meses depois, inicia a construção da capela no alto do penhasco, para onde a levam. Sabe-se que, desde 19 de maio de 1434, quando foi encontrada a imagem, até 11 de março de 1438, quando do seu falecimento, Simón Vela trabalhou incansavelmente na construção do novo santuário mariano. Nesse meio tempo, em 1437, os frades dominicanos vieram assumir a responsabilidade sobre a Penha de França e foram eles as testemunhas da morte de Simón Vela e depositários de sua última mensagem: “depois da minha morte, se manifestarão na Penha as imagens de Santiago, Santo André, Santo Cristo, Santa Catarina e um sino”. (Até o momento, só as suas primeiras foram encontradas).

Uma formidável expansão alcançou o culto à Virgem da Penha, entre os séculos XVI e XVIII, obedecendo, fundamentalmente, a dois fatores. Por um lado, ao apoio que o santuário recebeu, desde o início, tanto das autoridades civis como das religiosas e, por outro, à impetuosa corrente de religiosidade popular que despertou a devoção em torno da imagem aparecida no mais alto daquele penhasco. E, assim, reis e papas não pararam de promover e incentivar a imensa devoção popular que suscitou a imagem encontrada por Simón Vela.

A proteção oficial e a religiosidade popular provocaram uma verdadeira enchente de donativos, possibilitando a construção do santuário, do convento, da hospedaria e, depois, no começo do século XVI, a edificação de outras magníficas instalações que vieram completar a obra arquitetônica que chegou aos nossos dias. Inclusive, a lista de posses e joias que o santuário foi acumulando através destes séculos de esplendor, preenche muitas e muitas páginas de algumas histórias que sobre ele se escreveram ao longo dos anos. Todavia, de acordo com inúmeros testemunhos, o santuário sempre buscou administrar tão rico patrimônio, procurando reverter as suas rendas em favor dos peregrinos que o visitavam e dos numerosos pobres da região. Oxalá que assim o seja!

(Do texto em espanhol: “Peña de Francia”, de autoria de Ángel Pérez Casado. )

Fotos, Tradução e Adaptação do texto: Pe. Raimundo Elias Filho

25 agosto 2016

As artimanhas de um analfabeto – por Pedro Esmeraldo

    No início da década de 1940, “quando começava abrir o botão em flor, dava a entender das agruras que apareciam no decorrer da minha vida”. Percebia “O estado de espirito e o modo de ser de alguns cidadãos que trabalhavam no campo agrícola”. Por essa maneira, começava a desencantar dos trabalhadores desonestos que atormentavam o bom comportamento do cidadão comum.
    Por esse momento cheguei a conhecer um cidadão correto, totalmente analfabeto, de estatura mais ou menos elevada, magricela, proveniente do sítio caboclo, neste município que se prontificou para trabalhar como roceiro no canavial de meu pai.
    Era astucioso, apesar de ser analfabeto, mas produzia habilidade em sua conversação. Não se deixava enganar por traços maliciosos de certas pessoas. Era manhoso e repentista. Demonstrava liderança, pois quando estava numa roda de amigos, aproximavam-se pessoas interessadas em ouvir as lorotas contadas por ele. Quando apresentava desalinho em suas conversações, respondia com palavras jocosas, pois possuía gestos de humorismo e respondia quando se endereçava as palavras para ele em tom de brincadeiras maldosas.
    Jamais teve o prazer de frequentar bancos escolares. Certa vez, quando conversava com ele confidencialmente lamenta não ter frequentado os bancos escolares e o seu vilarejo muito atrasado, e ainda não tinha sido contemplado com avanço escolar.
    O senhor João Moisés, como era conhecido nas rodas do sítio São José, era um grande observador e praticava as artes folclóricas. Exibia a arte como mestre da dança de coco e sempre era atenciosamente chamado para demonstrar a parte folclórica que era seu hobby.
    Foi um roceiro que vivia na extrema pobreza. Notava-se que ele que não podia prosperar em sua vida pregressa, devido à falta de avanço tecnológico na região e o modernismo se distanciava deste município. Seu maior desejo era procurar meios de melhorar a sua capacidade de trabalho.
    De vez em quando, sonhava em melhorar seu estado de vida e dizia: procuro comparecer as reuniões de caráter educativo, pois o meu sonho é me posicionar em outros trabalhos que possam educar meus filhos e no momento, estão caindo no esquecimento do poderoso Poder Público.
    Daí então, cansado de esperar, resolveu mudar de vida. Procurou meu pai, a quem prestava serviço, fez acordo dizendo: “seu Zé, não tenho condições de ficar mais aqui. Tenho a pretensão de melhorar a minha vida”. Infelizmente, sou analfabeto. Por isso, posso agora arrumar uma coisa melhor para mim ao comércio, já que tenho jeito para praticar o comercio. O meu objetivo é: educar meus filhos agora, Não desejo deixar o senhor, mas fico prestando serviço vendendo as suas rapaduras no correr da semana.
    Sendo assim, ficarei lutando com o senhor até a morte.
    Na época das chuvas poderei dirigir meu plantio de arroz no sítio cabeça da vaca, localizado nas margens do riacho dos carás, pertencente ao município do Juazeiro do norte.
    Lá, ele desempenhou um bom trabalho, mesmo sem a elevação de tecnologias. Soube manejar com perfeição, com eficiência, produzindo quantidade enorme, o que se tornou lucrativo tanto pra ele como para meu pai quanto para ele.
    Foi um grande observador das conversas que se pronunciavam e com isso aprendia a trabalhar com dedicação em toda espécie de serviço. Sabia fazer amizade profícua e tinha uma verdadeira paixão pela política.
    O senhor João Moisés era satírico não ficava calado quando vinham com conversas maliciosas a seu respeito. Respondia à altura, com jeito engraçado, mas se elevava em toda sua perspectiva, muitas vezes deixando o interlocutor acabrunhado.
    Conversava sempre com ele e me cantava histórias interessantes. E fazia qualquer pessoa rir. Contou-me que ia vistoriar o arroz na hora cesta e ao passar por baixo de uma árvore frondosa, viu um sujeito dormindo no chão é teve a ousadia de dizer: Tá dormindo em corno velo! Esse senhor acordou, observou-o e aguardou o momento da volta. Interceptou em sua passagem dizendo: repita seu cabra safado o que você disse comigo. Então gelou, e pediu graças a Deus para que o orientasse e o salva-se daquele impasse. Gelou, pensou um pouco e disse: Se eu correr ele me pega, se eu ficar ele me mata porque ele é robusto, de corpo atlético. Então disse: O senhor está enganado, o senhor ouviu mal, não disse essa palavra, não sou sujeito de ofender a ninguém. Agora ouça o que eu disse: tá descansando o corpo velho camarada. Aí o senhor se acalmou e pediu desculpas pela grosseria.
    Há muitas dessas histórias apresentadas por João Moisés. Uma vez ele com brincadeira na feira de Crato dizia: sou de família importante da cidade. Olha camarada eu não sou pequeno não, sou pessoa elevad, visto que pertenço à família Bacurau (a família Bacurau é socialmente elevada no Crato). O senhor João Bacurau é o delegado de policia nessa época e estava atrás do vendedor de rapadura ouvindo toda conversa.  Perguntou ao vendedor de rapadura, batendo no ombro a qual família bacurau você pertence?  Retrucou ao velho com muito medo, mas se saiu bem desses que voam pelos ares. O velho saiu rindo e não disse, mas nenhuma palavra. Outra vez ele me contou que foi ao consultório médico de doutor Mozart, outro repentista como ele. O doutor ruborizado disse pra ele: vá tomar no olho da goiabeira. Imediatamente ele respondeu: doutor arranje uma amostra grátis porque sou pobre e não posso comprar esse remédio não. Outra vez ele me contou que foi convidado para uma dança de coco na casa de um amigo. O pessoal falava mal de sua mulher e ele teve como mote a palavra: o dono da casa é o primeiro corno. A macacada aproveitou a ocasião e todos, ate do dono da casa cantava. Além dessas há outras histórias que a gente não se lembra neste momento para esclarecer o povo que ele era um gozador contumaz.
    Se pensar bem nessa história, o senhor João Moisés lutador, trabalhava com honestidade e adquiriu bens para educar filhos, chegando um deles a se formar em contabilidade, que veio posteriormente auxiliar o pai na velhice.
    João Moisés lutou até a velhice vindo a falecer de um derrame cerebral na década de 1990. Foi um exemplo para nossa juventude. Qualquer um pode subir na vida mesmo sendo analfabeto. Com sua coragem e simpatia, conseguiu grandes amizades. Obteve bens materiais que lhe satisfizeram um futuro brilhante e uma velhice protegida.

Crato – CE, 23 de agosto de 2016.





24 agosto 2016

Ninguém foge de si mesmo - Por: Emerson Monteiro

Há essa preocupação nos humanos, de escapar à própria sombra. Corre acima e abaixo, e ela segue de junto feito animal de estimação. Ninguém muda só ao transferir os pés de um chão a outro (Mas a vida não mudava mudando só de lugar, diz Geraldo Vandré na música Ventania).

Nessa era tecnológica de tanta inovação ainda não obtiveram êxitos nisso, de achar subterfúgios onde escondesse a carapuça do remorso. Algumas medicações provocam esquecimento, porém os enganos dia menos dia regressam até mais intensos, quem sabe?

Quer-se rever o planejamento de viver e sumir no oco do mundo, levando, entretanto, consigo marcas de consciência adquiridas nesta ou noutra vida espiritual. Até nisso de fugir por meios espúrios da existência tem limite, igualmente ir-se-á encontrar mesmo noutros rincões do Universo, seja na Terra ou nos céus.

Assim, esse ser acossado da gente conduz o barco do destino através das tantas vidas, acumulados de tantas vivências. O Autor de tudo determina em forma de leis o furor das eras. Trabalha a consecução do objetivo da Salvação dentro de critérios, valores eternos. O freguês busca burlar os ditames e dá de cara com o resultado das ações nefastas.

Contudo sabe considerar o outro lado da moeda, sobremodo quando também bons frutos produz quem abre cedo os olhos da presença e descobre que a justiça funciona também no sentido pertinente. O castigo do vício é o próprio vício; o mérito da virtude é a própria virtude, dizem os sábios.

Nada existe, por isso, fora do tempo, senhor absoluto da razão.

23 agosto 2016

Edital de Hasta Pública - A pedido de Valdemir Correia de Sousa


22 agosto 2016

Um outro chamado à razão - Por: Emerson Monteiro

Só que agora doutro tipo, pois novo ano político começou na propaganda eleitoral. Cada um desses começos representa a fase dos maiores pesadelos da classe média. Falar em fase de maiores pesadelos não exclui a classe baixa, de pesadelos o ano todo.

Bom, mas a que fase se refere quem diz isso?

Trata-se do período de matricula nas escolas da democracia dominante e aquisição do material escolar. Ufa! Que tempo esse, que sufoco de pouca grana e muitas lojas... Candidato a querer comprar voto, eleitor a querer preço melhor.

Correria desenfreada pelo comércio das consciências, com listas quilométricas de tudo que diz respeito, fitilhos, papel celofane, sede, acetinado, aluminizado, atravessando tubos de tinta com os dedos, pincéis atômicos, lápis, canetas, cartolina. Porém as rédeas da égua parecem escapar das mãos da gente estúpida, sacolejando rasantes as ancoretas no cascalho das grotas, deixando pensar que nada mudou nas novas regras da educação nacional.

Quem reclama em casa e deixa de reclamar na rua, nada diz, aborrece a patroa e o patrão. Buscar as mobilizações, praças de maio, a defesa da cidadania, quem chega de lá que descreve.

Há necessárias defesas do bolso de quem sofre viver trabalhando para sustentar o padrão e pagar as taxas e prestações, férias dos meninos, pensões, consórcios, supermercado, parque de diversão, o escambau a quatro, coisa e tal.  

Procurar a quem, diga logo. Dormiram muito de lado, afundaram o colchão de espuma e perderam o bonde da história. Em algum reino distante do passado, haverá fórmulas menos drásticas, mais gloriosas, de encaminhar gerações que se sucedem.

21 agosto 2016

Querer o bem - Por: Emerson Monteiro

Diversos caminhos todo tempo indicam alternativas. No entanto só interessa chegar aos pontos essenciais. Jamais agir à toa, com isso que passa a significar força vital que existe; deixar de lado os verbos da indecência e abrir espaço no prazer de agir dentro do respeito mútuo, o que vale a pena, sobremodo perante as portas abertas. Escolher o valor da Verdade. Esquecer ausências de sentido desse chão das almas. Largar lá longe o desejo de usar velhas práticas que doem além de machucar, fora de produzir resultados favoráveis momento algum. Face ao poder da força ao dispor das criaturas, luz das energias vitais adotar a prudência do querer o bem, na precisão de sentir o gosto das respostas boas. Norma de vida honesta e sadia, desde o alimento, a usar as boas práticas. Fugir ao desânimo, janelas de abusos e incompreensões. Lembrar os outros quais irmãos e abraçar as causas justas em vista da importância de mudar o panorama da época torta. Quantas oportunidades jogadas na lama. Selecionar com precisão os instrumentos de transformar o desnecessário em chances. Evitar repetir comportamentos de tempos tumultuosos, escuros. Noutras palavras, amar, amar através do exercício das elaborações em satisfação do viver feliz. Qualificar a história. Tender aos aspectos positivos da existência tal definição do enigma desse ginásio que aqui viemos cursar. Ver com olhos limpos as maravilhas da natureza mãe quais protagonistas da renovação. Adotar recursos precisos sob o prisma de sabedoria e bom senso. Mais que nunca, agora isto se revela necessário, na trilha da história o jeito individual do que fizermos, eis a parcela inevitável de construir um mundo superior.

20 agosto 2016

Alegria qual fator de sobrevivência - Por: Emerson Monteiro

A todo momento vem a urgência de uma visão positiva da realidade qual fator inevitável da sobrevivência. Isso por conta das demandas negativas que ainda preocupam, quando isso nem procura. Nuvens de desencontros sujeitam a barra dos dias. No próprio relacionamento com os demais, nódoas de incompreensão e aflições diante do enredo cotidiano que fustiga o humor a ponto de criar bichos tortos pelas frestas do tempo.

Daí ser importante ser feliz numa vocação pouco utilizada. Bloquear o senso de agressividade, numa certeza firme da precisão de sorrir aos dissabores. Interpor gosto pelos bons instintos, livre das situações. Isso até parece meio irresponsável, porém sábio.

Olhar o Universo de olhos limpos, eis a condição para evitar dissabores, desavenças, abusos. A depressão, na opinião corrente, virou o mal da atualidade, covardia moral no papel de vítima. Erguer a mente para cima da linha do horizonte, porquanto acontecerá nas áreas do cérebro encarregadas de gerar a satisfação. Longe de apenas pensar no bom, viver o que é bom no instante presente, a base da positividade.

Por isso, trabalhar nos detalhes o momento seguinte. Saber e praticar, norma primeira da alegria. Querer e poder, nas providências. Pequenas doses de bom humor representarão saúde, paz e resultados produtivos dos pensamentos e sentimentos, quando é o sujeito responsável pela visão existencial.

Com isso, sendo o método da permanente felicidade ocasionar os filmes de qualidade boa, no firmamento individual se produzirá a peça da vontade positiva, primeiro na pessoa, depois na sociedade inteira.

Esta a ideia principal do comentário, aprender na experiência que querer bem, pensar bem e agir bem resultarão na força da alegria, matéria prima do sucesso.

19 agosto 2016

Luzes no sentimento - Por: Emerson Monteiro

Diante das tormentas deste chão, lá um dia adveio o senso do amor no peito dos desesperados habitantes do desconhecido. Chegou com vontade de permanecer a fim de transportar a outra dimensão aquilo esquecido nos romances antigos. Interrompeu todo o processo de decomposição da civilização e abri espaço aos sonhos mirabolantes. Espécie de estranho no Paraíso, ainda assim clareou almas e refez o desejo de esperar a vinda do novo. Concretizou as profecias do Messias em forma de amplas possibilidades que de verdade mudaram tudo. Nisso, aqui os degredados rumam ao futuro. Reúnem derradeiros troços e entram no comboio das estrelas. Talvez cautelosos, saudosos, sei lá, refeitos no entanto através dos impulsos da fé. Sobreviver conta qual motivo soberano de trabalhar o mal e o bem no território do coração, raias do sentimento. As criaturas nisso investem o Si Mesmo, somam derradeiras economias e jogam na casa principal do tabuleiro.

Cruzam, sim, os limites da impossibilidade. Atravessam as raias do tribunal da Consciência sem querer mais culpar a si nem aos demais. Mera dança cósmica de salvação, resta só intacto o momento. Recolher as gentes e deixar amigos escolher entre ficar ou desaparecer. Força viva de acreditar acima do horizonte, contudo alimenta os velhos planos da arte de erguer monumentos a deuses eternos.

Justo na ocasião de partir significa dias atuais, quando alguém dentro de si carece aceitar o trilho do Infinito e deixar o invisível conduzir aos séculos doutras horas imortais. A festa do Eu que já se aproxima impressiona pelos modos até hoje improváveis que disseram fosse. Deixar porém as notas dissonantes contar e prever o quê da realização de Si. Permitir prevalecer essa vontade imensa de subjetividade, invés das entregas rudes aos seios secos da matéria inerte.

Um salto de charme e conhecimento receber de bom grado as luzes que forneçam os elementos da felicidade real, permanente, perpétua. Tudo muda. A Vida permanece.

18 agosto 2016

A carta da presidente-afastada (por Armando Lopes Rafael)




“Você me pede na carta
Que eu desapareça
Que eu nunca mais te procure
Pra sempre te esqueça
Posso fazer sua vontade
Atender seu pedido
Mas esquecer, é bobagem...
É tempo perdido”
(música de Moacir Franco, “Ainda ontem chorei de saudade”)


Finalmente saiu. O que se esperava fosse uma bomba resultou num traque: ou “peido-de-veia – como se diz no Nordeste. Mas, enfim, foi divulgada a carta de Dilma Rousseff, aos senadores.
Carta repetitiva do vem dizendo sua “tropa de choque” no Senado (as senadoras Fátima Bezerra, Gleisi Hoffmann, Vanessa Grazziotin e Lindbergh Farias): que Dilma não cometeu crimes (no que contraria ilustres juristas) que o impeachment é golpe! Que o presidente Temer é ilegítimo e outros blábláblá repetidos ad nauseam. Vade retro!

E Dilma encerra a enfadonha carta assim: “Minha esperança existe porque é também a esperança democrática do povo brasileiro, que me elegeu duas vezes presidenta (sic). Quem deve decidir o futuro do País é o nosso povo. A democracia há de vencer.”

Ora dona Dilma nos poupe! Seu conceito de democracia não é o conceito da maioria do povo brasileiro. Seu passado na guerrilha (com o objetivo de implantar outra ditadura no Brasil) não nos trouxe a democracia. A redemocratização deve-se à luta transparente, sofrida, mas leal, feita por democratas do porte de um Ulysses Guimarães, Tancredo Neves, Miguel Arraes, Teotônio Vilela, e tantos outros que não sujaram suas mãos com sangue de irmãos e proporcionaram o retorno da democracia para a população brasileira. Estes agiram dentro da lei! Estes sim, merecem o respeito dos pósteros.  Estes sim merecem o nosso reconhecimento ad perpetuam rei memoriam.

Quanto à alegada honestidade de dona Dilma é bom lembrar a recente abertura, no Supremo Tribunal Federal, da investigação contra ela e Lula autorizada pelo ministro Teori Zavascki. Ela alega os 110 milhões de eleitores que votaram nas últimas eleições.  Alguém deve lembrar à “gerentona” (ou ex-gerentona) que os 81 senadores e os 513 deputados também foram eleitos para representar esses 110 milhões de brasileiros que não suportam mais a roubalheira, a incompetência e o descalabro nas contas públicas, os quase 40 ministérios, os 10 mil cargos de confiança, etc. etc. que foram a marca registrada do (des) governo da presidente-afastada... 

Enfim, dona Dilma perdeu uma excelente oportunidade de ficar calada. Que ela aguarde o andamento do processo de impeachment e deixe os brasileiros recomporem suas vidas...

17 agosto 2016

Com toda a reverência: dos 11 medalhistas brasileiros, nove são das Forças Armadas

Eles recebem salário de R$ 3,2 mil para se dedicar ao esporte
Das 11 medalhas conquistadas pelo Brasil até esta terça (16), 9 vieram de atletas patrocinados pelas Forças Armadas (Marinha, Exército e Aeronáutica.
Os nove medalhistas integram o programa de alto rendimento dos ministérios da Defesa e do Esporte, criado em 2008 e que apoia 670 atletas com soldo de R$ 3.200 mensais brutos, além de plano de saúde e odontológico. Somente neste ano, o programa investe R$ 43 milhões.
As exceções entre os medalhistas são o ginasta Diego Hipólito, 30, prata no solo, e o baiano Isaquias Queiroz, 22, prata na canoagem.
O programa foi criado para atrair atletas civis para reforçar os quadros das Forças Armadas durante os Jogos Militares de 2011, no Rio, e continuou neste ciclo olímpico.
Após o início do programa, o Brasil se tornou uma potência nos Jogos Militares. Em 2007, na Índia, havia ganhado três medalhas. Em 2011, liderou o quadro, com 45 medalhas de ouro.
Para receber o apoio, atletas precisam concorrer em editais públicos. Se aprovados, tornam-se militares temporários -terceiro-sargento do Exército, Marinha ou Aeronáutica. Eles passam a receber os benefícios dos militares da ativa.
Além do soldo e dos benefícios, os esportistas têm acesso a instalações militares para treinamentos, o que pode ser vantagem em algumas modalidades, como atletismo e tiro esportivo.

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16 agosto 2016

Amar é assim - Por: Emerson Monteiro

A força de viver que tudo arrasta, isso é amar. O poder infinito que revela o pulsar da Criação, fulgor de todos os sóis reunidos numa estrela única, temperatura que aquece corações em chama, razão do Universo. Força exponencial, propulsão das máquinas, trepida em proporções cósmicas ao tronco das árvores e circula livremente as cavernas do mistério. Ele, o amor, razão primeira que move as circunstâncias e preserva as existências. O amor que supera, sobrevive e transcende a dores dos corpos. Ele, o princípio único das leis e das filosofias.

Estado de graça dos santos, refulgir das estrelas, esplendor das alvoradas, cores dos firmamentos em festa, o amor preserva adiante milhares de sonhos e os planos de elaboração dos deuses.

Olhos acesos da virtude, ele mostra a face leve das violas nos pingos misteriosos da felicidade.

Bem maior de todos, alimenta de luz as consciências. Revela os segredos aos sábios. Inspira os gênios. E resiste às intempéries da ingratidão. Amor dos amores, inteligência dos sentimentos, sentimento das inteligências.

Acordes dos menestréis nas mais noites sombrias e seus amores, tons das tintas iluminadas da Renascença, motivo dos poetas, conter das emoções que explodem o peito dos apaixonados. Amor, símbolo da Perfeição, justificativa dos mártires, guia dos peregrinos pelos caminhos inevitáveis da Luz.

Metal das vozes que cantam as fervorosas procissões, lâmpada dos oceanos, amor e persistência do mundo. Amar e sofrer, sofrer e amar, braços da mesma cruz que os humanos transportam nas estradas.

Claridade, harmonia, alegria; amar, que mata a morte e supera fatalidades, subverte corações e salta aos olhos dos amantes a porta da Salvação.

RVNET - O melhor provedor de internet do Cariri


Empresa de Internet Testada e Aprovada com nosso Selo de Qualidade


No Blog do Crato nós membros, temos uma filosofia, que é só fazer parcerias com empresas e poder recomendar ao público, se o produto for realmente bom. Se a gente puder testar e se passar pelo nosso rígido "selo de qualidade". Após muitos anos usando o VELOX da OI como nosa fonte de acesso à internet, já estamos utilizando todo o sistema da Rede Chapada do Araripe de Comunicações que inclui os Sites Blog do Crato, Chapada do Araripe, WebRadio Chapada, e WebTV serão transmitidos através da empresa RVNET. 

Como usuário por mais de uma década do Velox, e tendo sido cliente de outras empresas de internet sem fio da região, posso assegurar a todos os nossos leitores que o produto vendido pela RVNet é de primeiríssima qualidade. Com uma equipe de profissionais da mais alta qualidade, com conhecimento, educação, e treinados para servir bem aos clientes, a RVNET veio para ficar. Além de tudo, é uma empresa que investe em seu produto. Basta dizer que ela está implantando em Juazeiro do Norte até o fim deste mês um link de 1 Gbit para servir melhor ainda, e passando fibra ótica por várias cidades do sul do Ceará, além de atender também a região de Iguatu. 

Operando na faixa de 5.8Ghz, o que garante a verdadeira experiência da internet sem fios sem problemas de conexão, como ocorre com muitos provedores supercongestionados do cariri, na RVNET sua conexão é como sempre deveria ter sido: Estável, com velocidades reais de acesso, e sem problemas de quedas. 

Portanto, ao contratar o seu próximo provedor de Internet, escolha com o melhor. Fique com a RVNET. E se ela passou por todo o nosso clássico perfeccionismo, é porque podemos atestar a sua qualidade. Não recomendaríamos jamais aos nossos clientes e amigos se fosse diferente.

Mas não acredite apenas em nossa palavra: Contrate a RVNet e não se contente com menos.



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Saiba mais acessando a página: 

História de um feirante analfabeto ( por Pedro Esmeraldo)

  
Nesse período de história marcado por acontecimentos notáveis que se sobressaíam no fluxo intenso de movimentação febril na composição de vendas de produtos naturais produzidos na região do Cariri. Isso tudo era constituído pela feira semanal do Crato. A maioria desse produto era produzido nos brejos da região do Cariri.
    Nos tempos passados, o Cariri era possuidor de terras férteis que facilitavam o avanço técnico da agricultura. Infelizmente, não fomos contemplados com grandes conquistas, devido às deficiências de conhecimentos técnicos e visão de futuro dos cidadãos conhecidos como “ O Coronel” que produziam  riqueza e ostentavam grandeza apenas para si , quando muito para suas famílias,  (eram os “Manda-Chuvas” desta região).
    Por isso, pouco fomos contemplados na distribuição das riquezas ou no avanço das conquistas ditas civilizatórias, nas quais outras regiões do Brasil foram beneficiadas. No Cariri havia uma parte da população, as faixas mais humildes, que se esquecia de exigir dos patrões uma democratização dos conhecimentos, com o intuito de dividir harmonicamente e equilibradamente os frutos decorrentes do avanço da  economia. Se isso tivesse sido feito teria havido uma melhoria nos níveis da educação, saúde e melhores condições sociais decorrentes dos avanços da agricultura e da pecuária, entre nós.
    Permanecia tudo ao “Deus dará”, em regime rudimentar de produção de bens, que foi feita deixando à margem segmentos da nossa população.
    Era necessário subir sair-se no avanço do conhecimento com o intuito de modernizar a economia com a vontade de avançar e continuar a sua viagem marchando para o progresso, estendendo até as margens dos rios tenebrosos e das chuvas torrenciais que constantemente assolam o solo caririense.
    Por muitos anos, esta região foi forjada por posicionamentos de pessoas rústicas,  que não se atualizaram com o avanço do progresso, que não tinham metas satisfatórias para compor uma base sólida visando ao desenvolvimento do trabalho na agricultura.
    Esta região era favorecida por pequenos engenhos para o fabrico da rapadura, métodos inadequados e ineficientes para subsistência na essência na posição de equilíbrio entre as pessoas que compunham as nossas  sociedades.
    Quase não havia escola na zona rural. E,  quando havia,  era escola de formação precária, funcionando em prédio rustico, com professores que mal tinham capacitação intelectual de orientar as crianças, principalmente no que tange ao incentivo de progresso moral e técnico, a fim de torna-las pessoas dignas e útéis à sociedade.
    Por fim apareceram por este meio alguns grilhões que estimulava a pieguice sentimental trazendo uma conduta desfavorável ao crescimento religioso da região.
    Mesmo assim surgiam novos feirantes que se elevavam na vasta movimentação da feira do Crato, proporcionada pelas vendas satisfatórias desses vários produtos regionais, quer sejam agrícolas ou manufaturados.
    Nesse caso, fez-me vir à memória, a história de um senhor, possuidor de determinação definida com poucos limites de conhecimentos de regras práticas no processo do trabalho agrícola, porque era completamente analfabeto. Mas participava como feirante ativo na venda de produtos farináceos que fazia parte dos feirantes livres na feira do Crato.
    Foi pai de família numerosa que não se sobressaia como devia, pois tinha parcos poderes de conhecimentos técnicos para se locupletar em vendas de mascates durante as semanas que se passavam.
    Nota-se que esse senhor, apesar de ter nascido na agricultura não tinha capacidade de prosperar nesse ramo de produção, devido a sua ignorância, pois  não sabia se elevar na parte da tecnologia aplicada à agricultura. Teve ele a ideia de entrar em parceria com o patrão, a fim de produzir uma melhor safra.
    Foi rude, mas lutava com eficiência e a vontade de produzir, com intuito de amealhar bens para conseguir uma agricultura de subsistência. Era ardiloso, apesar de sua pouca visão no tato agrícola, já que não tinha por onde seguir poi o seu caminho era curto e não observava a dimensão de sair-se bem na busca de melhores perspectivas no trabalho.
    Chamava-se João Roxo Miguel, um caipira ignaro, imprudente, mas mesmo assim com lutas conseguia melhorar a média de produção da mandioca, arroz e algodão branco que era o sustentáculo familiar.
    No decorrer da semana, a partir da segunda feira, trabalhava noite e dia em suas plantações frutíferas  que eram vendidas nas feiras semanais do Crato. Lutava com sacrifício para complementar sua subsistência.
    Convém notar que nas segundas-feiras esse senhor deixava seu roçado e se dirigia a feira do Crato porque aqui ia satisfazer o seu anseio de homem tenaz na conquista de sua subsistência.
    Era um finório lutador que se desgarrava dos chicotes dos patrões perversos, visto que não desejava ser capacho de patrão nenhum e fugia das perseguições trágicas de alguns coronéis malvados subjugadores do suor alheio.
    Devido ao seu pouco conhecimento nunca pode prosperar em suas andanças no trabalho sóbrio que fraquejava a cada ano. Foi perdendo as forças de equilíbrio físico. O velho mascate foi definhando, chegando a pedir aposentadoria dentro do programa do FUNRURAL. Daí então parou de trabalhar, permaneceu no desânimo, ficou acabrunhado, por não ter prosperado como desejava... Esmorecido e esquecido pelos amigos, que antes lhe davam apoio, caído em completo abandono até a sua morte na década de 1990. É aquela velha história: quando um senhor está servindo, é cortejado, abraçado e contemplado pelos amigos que se dizem sinceros. Na desgraça esses amigos mostram sua verdadeira face: a de interesseiros,  intrigantes,  no desalinho do costumeiro comportamento humano.

15 agosto 2016

AGRADECIMENTO PELAS MENSAGENS DE PARABÉNS ! - 50 ANOS


Mensagem para os meus 5.000 contatos do Facebook - Olá, meus queridos amigos do Facebook. 


Quero de antemão agradecer pelas inúmeras mensagens de parabéns pelo meu aniversário. Hoje, para mim, é uma data histórica, uma espécie de troféu, e uma honra poder comemorar 50 anos. Quantos em nossa geração não vive o suficiente para ver a luz da metade do século. Quantos amigos perdi nos últimos tempos aos 30, aos 40 e até na casa dos 20, que eu gostaria que estivessem aqui conosco...então, Deus em sua infinita bondade, me poupou o suficiente para dizer que finalmente cheguei a meio século de existência. Estou muito feliz qual um atleta quando atinge uma marca numa olimpíada. Só que aqui, na olimpíada da vida, o que é mais importante, pois não se sabe o dia de amanhã. Um grande amigo meu, o filósofo Haroldo Ribeiro, sempre diz uma frase de que gosto muito, que "Ninguém está tão sadio que não possa morrer de repente, nem ninguém está tão doente que não possa ainda se recuperar e viver mais 30, 40 anos". Ele, que é um grande médico-cirurgião, com mais de 15 mil cirurgias executadas. De modo que digo o seguinte: Enquanto há vida útil, e a vida útil é aquela em que podemos produzir para a sociedade, geralmente dos 15 aos 70, vamos tentar contribuir com nossa pequena parte para melhorar o nosso mundo. Tentar conscientizar as novas gerações que surgem. Vamos semear a Paz, o Amor, a Esperança na vida. Que possamos cada vez mais e com mais força de vontade, contribuir para um mundo melhor. Um grande abraço a todos vocês, e eu agradeço pela companhia, pelos comentários, pelas críticas construtivas, pois isto tudo edifica e me ajuda a que eu me aperfeiçoe nesta difícil arte de aprender a viver. Muito obrigado por me ajudarem a atingir esta marca. Muito obrigado também a meu Deus pela dádiva. Se eu viverei mais um dia ou mais 50 anos, isso eu não sei. Mas agradeço muito por essa imensidão de dias maravilhosos que já vivi e vi coisas fantásticas acontecerem nos últimos 50 anos. Devemos sempre ser gratos por poder acordar pela manhã. E hoje, eu sou mais grato ainda. Não vai ter bolo ( Aviso logo aos amigos ), quase não teremos comemorações por enquanto. Pois a comemoração maior é por dentro, e com a família, mas compartilho totalmente da minha alegria com todos vocês, porque são meus parceiros e amigos. Muita Paz, Saúde e Sucesso a todos.

Muito Obrigado,
Dihelson Mendonça
A foto é do meu querido amigo Wilson Bernardo, num show/concerto no Centro Cultural Banco do Nordeste.





Dom Fernando Panico, 23 anos de ordenação episcopal

Fonte: Assessoria de Comunicação da Diocese de Crato

Neste dia 14 de agosto, a Diocese de Crato amanheceu em festa pois nesta data Dom Fernando Panico, Missionário do Sagrado Coração de Jesus, celebra 23 anos de sua ordenação episcopal. A ordenação aconteceu na Diocese de Oeiras- Floriano, no Piauí, para qual ele foi nomeado bispo, em 1993, pelo então Papa João Paulo II.
Dom Fernando foi transferido, em maio de 2001, para a Diocese de Crato, assumindo a função de quinto bispo, onde até os dias atuais continua confirmando o seu projeto pastoral de caracterizar a Diocese como “Romeira e Missionária”, e tudo isso ficou ainda mais evidente após a reconciliação da Igreja com o Padre Cícero, fruto de dos seus insondáveis esforços.
Deve-se a Dom Fernando Panico também a iniciativa da abertura do processo pela beatificação da Serva de Deus, Benigna Cardoso da Silva, e a implantação da Fazenda da Esperança, destinada à recuperação de dependentes químicos, no município de Mauriti.
De seu pastoreio na Diocese de Crato nasceu, ainda, o curso Superior de Teologia no Seminário São José, administrado, por dez anos, pela Companhia dos Padres de São Sulpício (Sulpicianos). Com atenção dedicada também à saúde, entregou à Ordem dos Camilianos a administração do Hospital São Francisco de Assis (em Crato), que experimentou sucessivas melhorias no seu funcionamento. É obra de Dom Fernando, ainda, a reforma da Cúria Diocesana e a nova residência Episcopal, no bairro Granjeiro.
Também de seu pastoreio na Diocese de Crato foram criados três Santuários Diocesanos: o da Igreja-Matriz de Nossa Senhora das Dores de Juazeiro do Norte, o Santuário Eucarístico Diocesano (que funciona na igreja de São Vicente Férrer, em Crato) e o Santuário da Divina Misericórdia, na Igreja-Matriz de Santo Antônio, na cidade de Barro. Conseguiu, junto ao Vaticano, a elevação da Igreja-Matriz de Nossa Senhora das Dores à condição de Basílica Menor, hoje Basílica Santuário, além da criação de treze paróquias e a ordenação de quarenta e nove sacerdotes.
Foi o responsável pela vinda da Comunidade Boa Nova, que trabalha na recuperação de dependentes do álcool e de drogas, cuja unidade em funcionamento está localizada na estrada Crato-Santa Fé.  Trouxe para a Diocese instituições religiosas como a Ordem Camiliana, Companhia dos Padres de São Sulpício (Sulpicianos), Freiras Contemplativas da Ordem Fraternidade Missionárias (para a cidade de Crato), Monjas Contemplativas da Ordem de São Bento (Beneditinas), que construíram o Mosteiro de Nossa Senhora da Vitória (Hoje primeira Abadia do Ceará) e as Irmãs Salesianas, que atuam na Colina do Horto, em Juazeiro do Norte; Filhas de Nossa Senhora do Sagrado Coração (para Antonina do Norte) e Irmãs Filhas da Imaculada Conceição de Buenos Aires (para Lavras da Mangabeira).
A realização do 13º Encontro Nacional das Comunidades Eclesiais de Base-CEBS, evento realizado em Juazeiro do Norte entre os dias 07 e 11 de janeiro de 2014, considerado maior evento católico já realizado em terras do Cariri cearense, também é fruto do pastoreio desse bispo romeiro e missionário.
Por este e tantos outros motivos os fiéis tem muito a comemorar estes 23 anos de ordenação episcopal, e sua presença na Diocese de Crato. Parabéns Dom Fernando!


14 agosto 2016

“Coisas da República” – Na VEJA desta semana: Faixa presidencial está desaparecida

Uma auditoria do TCU ocupa-se com a mais bizarra das heranças dos governos petistas: achar aquele paninho que atravessa o peito dos presidentes
Por Robson Bonin
Se o impeachment de Dilma Rousseff for confirmado no fim de agosto, Michel Temer será empossado como o 37º presidente do Brasil e colocará no peito a… cadê a faixa presidencial? A mais bizarra auditoria de que se tem notícia está sendo realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU): encontrar o misterioso lugar em que está a faixa presidencial do Brasil. O TCU descobriu que 4 500 itens do patrimônio da Presidência da República estão sumidos. Ninguém sabe se foram surrupiados ou simplesmente extraviados. Entre os objetos estão obras de arte, utensílios domésticos, peças de decoração, material de escritório, computadores e, sim, a faixa presidencial. Que fim ela levou?

A novidade apareceu durante uma auditoria do TCU que tinha outra finalidade. Em março passado, a Operação Lava-Jato localizou um cofre numa agência bancária em São Paulo no qual o ex-presidente Lula guardava presentes recebidos durante os oito anos de Presidência. A lei determina que os presentes trocados entre chefes de Estado sejam incorporados ao patrimônio da União. Lula e Dilma, segundo os técnicos, desrespeitaram a regra. Entre 2003 e 2010, Lula recebeu 568 presentes. Pelos registros, deixou no Planalto só nove deles. Já Dilma recebeu 163 presentes. Apenas seis foram incorporados ao patrimônio público. O TCU sugeriu ampliar o sistema de fiscalização para impedir que futuros presidentes levem bens que deveriam ser públicos.

Entre os objetos extraviados, há computadores, equipamentos de segurança, peças da coleção de prataria palaciana, tapetes persas, porcelana chinesa, pinturas de artistas brasileiros. Apenas no Palácio da Alvorada, a residência oficial da Presidência, foi constatado o sumiço de 391 objetos. Já na Granja do Torto, uma espécie de casa de campo que fica à disposição dos presidentes, foram mais 114 bens. O prejuízo estimado chega a 5,8 milhões de reais: “Há clara negligência da Secretaria de Administração da Presidência da República na guarda dos bens patrimoniais”, diz o relatório elaborado pelo TCU.
Para comprovar as irregularidades apontadas na auditoria, o TCU procurou nos órgãos de controle de patrimônio e nos arquivos do Ministério das Relações Exteriores os registros de viagens oficiais dos presidentes ao exterior e de visitas de líderes mundiais ao Brasil. Com base em fotos e relatórios diplomáticos constataram-¬se várias ocasiões em que os presentes recebidos por Lula e Dilma foram incorporados aos seus bens pessoais.


Comentário de Armando Rafael:
Símbolo do poder republicano, a “faixa presidencial” foi Instituída em 21 de dezembro 1910, por um decreto do presidente Hermes da Fonseca, que foi o primeiro a usá-la.  Hermes da Fonseca (vem a ser sobrinho do Marechal Deodoro, o traidor de Dom Pedro II) percebeu que o povo sentia a falta de um símbolo, a exemplo da coroa imperial que foi a marca registrada dos nossos dois imperadores brasileiros: dom Pedro I e Dom Pedro II.

Quando assumiu o pode republicano, a presidenta (SIC) Dilma Rousseff (ah! A vaidade das mulheres!) mandou contratar uma empresa em licitação por R$ 38 mil, para dar mais destaque à faixa. Esta ganhou na nova versão toques de uma restauradora do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Ela costurou com fios de ouro o brasão da República na faixa, que é feita em chamalote de seda. As franjas da faixa também possuem pequenas correntes banhadas a ouro.

Um último detalhe da faixa, no entanto, não tem sua trajetória conhecida pelos historiadores que trabalham no Palácio do Planalto. No encontro das extremidades da faixa, usa-se um imponente e broche de ouro 18k, maciço, cravejado com 21 brilhantes. No centro, a face da mulher que simboliza a liberdade na pintura de Delacroix “A liberdade guiando o povo”.

No Brasil, a faixa presidencial nunca teve a popularidade da coroa imperial. Dizem os especialistas no assunto que o povo gosta das coisas da monarquia. Ainda hoje quando alguém se destaca recebe logo o título de “rei” ou “rainha”. Por isso temos o Rei Pelé, o Rei Roberto Carlos, o Rei do Gado, a Rainha dos Baixinhos, a Princesa do Cariri... No comércio é comum vermos: O Rei da Feijoada, o Império das Tintas, o Império dos Enfeites...A coroa é o símbolo mais importante da realeza. Entre outros, denota poder, autoridade, liderança, legitimidade, imortalidade e, sobretudo, humildade, pois o Rei só usava a coroa nas solenidades cívicas mais importantes da vida do país. Desse modo, por ser colocada na cabeça, a coroa simboliza superioridade, e enaltece valores associados à racionalidade, à nobreza. Todavia, a coroa simboliza também humildade, pois quando o corpo curva-se a cabeça declina-se. Assim, a coroação marca um evento especial, transcendental.

A sua forma circular simboliza perfeição e uma ligação com o divino, pois a pessoa que recebe a coroa une o que está abaixo e acima dela, o que faz dela uma conexão entre o terreno e o celestial, o humano e o divino. A coroa é, ainda, a representação de uma promessa de imortalidade, ainda que seja da memória, como recompensa pelos feitos prestigiosos em vida.

A coroa é a excelência dos símbolos! A faixa presidencial, ou o “paninho” como escreveu a revista VEJA, fica no peito levando as intenções (honestas ou não) das dezenas que se revezaram no poder temporário da República...
Até nisso a forma republicana de governo é ruim... Nos Estados Unidos (lá não existe faixa) os presidentes fazem o juramento com a mão direita sobre a Bíblia (geralmente uma Bíblia que pertenceu a um ancestral deles)... menos mal...

12 agosto 2016

Governador Camilo Santana vem amanhã a Crato

O governador Camilo Santana (PT) retorna da Holanda, nesta sexta-feira, dia 12,  após viagem de contatos com investidores e visita ao Porto de Roterdã em clima de atração de negócios para a ZPE e Complexo Industrial e Porto do Pecém.
Mas, Camilo já tem agenda definida para este sábado: vai ao município do Crato assinar a ordem de serviço para obras de urbanização da Praça onde está localizada a imagem de Nossa Senhora de Fátima, no bairro do mesmo nome (antigo Barro Branco) na zona oeste da cidade. O projeto, da ordem de R$ 1,9 milhão, prevê estacionamento, calçadões e boxes comerciais e outros equipamentos, dentro do objetivo de reforçar o gancho turístico do local.
Camilo apoia no Crato para prefeito o deputado estadual Zé Aílton Brasil (PP) e, de quebra, agrada o presidente estadual do PSDC, deputado estadual Ely Aguiar, autor do projeto que implantou a  estátua de Nossa Senhora de Fátima. O PSDC de Ely, por sinal, engrossa agora a base de apoio pró-reeleição do prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT).
Fonte: Blog do Eliomar Lima.

11 agosto 2016

Arnon Bezerra está fora das eleições por ser ficha suja, diz TCU



Uma semana depois das convenções em Juazeiro do Norte, a corrida eleitoral mudou na cidade. O fato que provocou essas mudanças foi a divulgação da lista dos candidatos fichas sujas do Tribunal de Contas da União (TCU).


Depois do portal Cearanews7 divulgar na tarde de hoje (11) que o candidato do PDT, Gilmar Bender, terá que trocar o vice em sua chapa, o deputado estadual Manoel Santana, à noite outra surpresa: a inclusão na relação dos políticos que foram condenados por contas irregulares pelo TCU e por isso são inelegíveis, inclui também o candidato apoiado pelo ex-governador Cid Gomes, deputado federal Arnon Bezerra.

Uma leitura rápida na lista dos fichas sujas do TCU traz uma triste notícia tanto para Arnon quanto para Manoel Santana: suas condenações transitaram em julgado. Não há mais margem para recursos. Assim, o candidato Gilmar Bender deve substituir Santana por seu filho Gabriel, como representante do PT.

Já em relação ao futuro do substituto de Arnon Bezerra, há duas opções: o vice Giovani Sampaio ascende e vira o candidato a prefeito, tendo como vice, o irmão de Arnon, Luiz Ivan. A outra alternativa é Luiz Ivan ser o candidato a prefeito e Giovani continuar vice.





Fonte: Ceará News 7
Via www.blogdocrato.com



10 agosto 2016

Crise e oportunidade - Por: Emerson Monteiro

Àqueles desenhos da escrita chinesa chamam ideogramas. Pois bem, o mesmo ideograma que os chineses utilizam a significar crise também significa oportunidade. Porquanto difíceis, as crises oferecem meios de mudança que transbordam de novas possibilidades. Desgarrar da praia levará ao mar profundo. Sair da flor das águas e achar os recantos íntimos do largo oceano, eis a lei fundamental da coragem de fazer acontecer. Sair, transferir as perspectivas de dentro ao horizonte. Erguer os olhos ao seguimento dos acontecimentos. Deixar ferver de dentro a pressão das transformações quais razão da sobrevivência.

No entanto raramente essa leitura é feita diante dos dramas humanos. De comum evitar o luto passar a representar apego desesperado aos postulados que o Tempo impõe e disso queremos fugir a todo custo. Há, na aceitação das contingências, o conforto da aceitação, a entrega incondicionada. Passo a passo crescem as estradas, os destinos. E que justificaria o confronto das determinações que impõem só pequenas modificações no fluir das normas?!

Nietzsche deixa bem claro quando afirma: - Incrível a força que as coisas parecem ter quando têm que acontecer. Por que, então, restringir as ocorrências às próprias determinações, conquanto quase nada do que podemos consta do cardápio do futuro?! Fluir, verbo das horas sem fim.

Igualmente o gosto do inesperado, a riqueza da inspiração dos artistas e gênios. Menos esperar e vem logo a correnteza da história e determina o pulsar dos corações. Demasiados exemplos de casos fortuitos e força maior a todo o momento ocorrem. Ansiedade maior não existe além do instinto de vencer o desconhecido do depois, porém restrita à marca das crises. Daí o imenso poder de respeitar a força dos acontecimentos e a ela prestar reverência. Convicções permitem que seja desse modo, nas fibras do coração. Acrescentar sentimento aos pensamentos e vibrar com emoção o querer do melhor. Viva a fé e o agir com amor!

Parte do PDT adere à candidatura de Samuel Araripe em Crato





A reuniao de Adesão será no próximo dia 12, sexta-feira, às 19:30
Como se sabe, o PDT em Crato está dividido. Uma parte apóia a candidatura do Dep. Zé Ailton Brasil e outra parte, que inclui o Dep. Sineval Roque apoiará a candidatura de Samuel Araripe.
Local: Rua Monsenhor Rubens Lóssio, 39, Novo Lameiro, Crato.
Por trás do Mik Eventos e Buffet. De frente à escola Rotary.

Mapa do local do evento:



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Professores do Ceará encerram greve de 107 dias


Os professores da rede estadual do Ceará decidiram encerrar a greve da categoria após 107 dias. Em assembleia feita no último dia 9 em Fortaleza, o Sindicato dos Professores e Servidores do Ceará (Apeoc) anunciou o fim do movimento após votação que reuniu cerca de 2 mil professores. Segundo o presidente da entidade, Anízio Melo, as negociações com a Secretaria da Educação (Seduc) resultaram em ganho médio de 9% na remuneração dos professores, além de compromissos de melhorias nas estruturas das escolas e na merenda escolar. Essas duas reivindicações também foram encampadas por alunos da rede estadual, que promoveram ocupações em escolas da capital e dos municípios do interior.

“A proposta aceita não foi satisfatória, nós queríamos mais, mas decidimos encerrar a greve pelo contexto das condições de uma greve de mais de cem dias, do refluxo das escolas, da necessidade dos estudantes e do pleito dos pais. Também finalizamos a paralisação para que o governo do estado não tenha desculpa para não implementar a nova carreira dos professores”. Em nota, a Seduc informa que cerca de R$ 140 mil foram destinados a benefícios para os professores e para as escolas e que está assegurada a assinatura do decreto que regulamenta o novo modelo de carreira do magistério. Iniciada em 25 de abril, a greve ocorreu após os profissionais não receberem proposta de reajuste pelo governo do estado. A data-base da categoria é 1º de janeiro e era exigido aumento de 12,67%.

Oposição

Professores que fazem oposição ao sindicato não aceitam a decisão tomada durante a assembleia. Após a votação e o anúncio de encerramento da greve, houve confusão entre os presentes. O professor Luiz Fabrício, que faz parte do movimento de oposição, diz que a maioria das pessoas na assembleia votaram pela manutenção da greve, mas o presidente da Apeoc declarou a paralisação encerrada à revelia da contagem dos votos. “O presidente do sindicato declarou que a greve estava encerrada sem nem mesmo contabilizar os votos. O correto seria pegar os crachás ou separar o grupo, com a parte a favor indo para um lado e a parte contrária, para o outro – algum mecanismo que fosse rápido para saber qual a decisão da assembleia. No entanto, o presidente, autoritariamente, declarou encerrada da greve, o que causou um sentimento de ira.” Anízio Melo disse que repudia a confusão gerada na assembleia e que a entidade sempre vai valorizar a decisão da maioria. “Esperamos que esses fatos melancólicos possam ser uma lição para toda a categoria.” A Seduc informa que o retorno às aulas nas escolas em greve será imediato. Segundo a secretaria, o semestre letivo começou no dia 1º de agosto com 91% das escolas do estado funcionando normalmente.

Fonte: EBC
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